365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A REVISÃO DE HOJE
Na Lição 56, continuamos a Revisão I de Um Curso em Milagres.
Hoje revisitamos as ideias das Lições 26 a 30.
Este conjunto aprofunda um movimento muito importante do treinamento:
sair da percepção de vulnerabilidade e abrir a mente para uma visão baseada no Amor de Deus.
As cinco ideias de hoje são:
• 1. Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.
• 2. Acima de tudo, eu quero ver.
• 3. Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.
• 4. Deus está em tudo o que vejo.
• 5. Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 56
As cinco ideias formam uma sequência muito clara.
Primeiro, reconhecemos:
pensamentos de ataque reforçam nossa sensação de vulnerabilidade.
Depois surge uma decisão:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Essa decisão é aprofundada:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Então a revisão introduz uma nova visão:
“Deus está em tudo o que vejo.”
E finalmente revela onde essa percepção precisa nascer:
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
O movimento da Lição 56 pode ser resumido assim:
• abandono do ataque;
• questionamento da vulnerabilidade;
• desejo de visão;
• disposição para ver de outro modo;
• reconhecimento da presença de Deus;
• retorno da percepção à mente.
1. OS MEUS PENSAMENTOS DE ATAQUE ESTÃO ATACANDO A MINHA INVULNERABILIDADE
A primeira ideia diz:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
O comentário da revisão pergunta como podemos conhecer quem realmente somos enquanto nos vemos constantemente ameaçados.
Dor, enfermidade, perda, envelhecimento e morte parecem colocar nossas esperanças, desejos e planos à mercê de um mundo que não conseguimos controlar.
Mas o Curso contrasta essa percepção com aquilo que chama de nossa verdadeira herança:
segurança perfeita e plenitude completa.
O texto afirma que essa herança permanece guardada em Deus e que nossos pensamentos reais podem nos ensinar a reconhecê-la.
O ATAQUE REFORÇA A CRENÇA DE QUE ESTOU EM PERIGO
Quando penso:
“Preciso atacar porque estou ameaçada”
estou confirmando para minha própria mente:
“Eu sou vulnerável.”
O ataque parece defesa.
Mas, dentro do sistema do Curso, ele reforça exatamente:
aquilo de que tenta nos proteger.
COMO ISSO ACONTECE?
Imagine um pensamento:
“Preciso provar que essa pessoa está errada.”
Por trás dele talvez exista:
“Se eu não vencer, algo em mim estará ameaçado.”
Outro pensamento:
“Preciso garantir que ninguém me critique.”
Por trás:
“Uma crítica pode diminuir meu valor.”
Outro:
“Preciso controlar tudo.”
Por trás:
“Se eu perder o controle, não estarei segura.”
O ataque pode ter muitas formas.
PENSAMENTO DE ATAQUE NÃO É APENAS DESEJAR MAL A ALGUÉM
Também pode aparecer como:
• crítica constante;
• condenação;
• necessidade de vencer;
• desejo de controlar;
• defesa exagerada;
• antecipação de ataques;
• obsessão em provar culpa;
• hostilidade silenciosa.
Em todos esses casos, a mente está dizendo:
“Há algo do qual preciso me defender.”
A LIÇÃO QUESTIONA ESSA IDENTIDADE VULNERÁVEL
Se constantemente me vejo como alguém:
• ameaçado;
• frágil;
• dependente do comportamento dos outros;
• vulnerável a qualquer opinião,
fica muito difícil lembrar:
quem sou além dessa autoimagem.
ISSO NÃO SIGNIFICA IGNORAR RISCOS CONCRETOS
Se uma situação exige:
• proteção;
• limite;
• cuidado;
• ação,
isso deve ser reconhecido.
A prática não ensina imprudência.
Ela questiona:
a construção mental de uma identidade permanentemente ameaçada.
UM LIMITE NÃO PRECISA NASCER DO ATAQUE
Você pode dizer:
“Não aceito isso.”
sem concluir:
“Preciso destruir você.”
Pode se afastar:
sem transformar o afastamento em vingança.
Pode se defender:
sem fazer da defesa sua identidade.
PRÁTICA PARA A PRIMEIRA IDEIA
Quando perceber um pensamento de ataque, diga:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
Depois pergunte:
• De que estou tentando me defender?
• O que acredito que pode ser retirado de mim?
• Estou confundindo meu valor com a reação de alguém?
• Meu ataque está realmente me tornando mais segura?
• Existe uma resposta firme que não fortaleça o medo?
2. ACIMA DE TUDO, EU QUERO VER
A segunda ideia diz:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
O comentário da revisão afirma que aquilo que vemos reflete aquilo que pensamos ser.
O mundo percebido testemunha a autoimagem amedrontada que construímos.
Por isso, se quisermos lembrar quem realmente somos, precisamos permitir que essa imagem seja abandonada.
Quando a autoimagem de medo é substituída pela verdade, a visão pode surgir, e então poderemos olhar para nós mesmos e para o mundo com caridade e amor.
“ACIMA DE TUDO” MOSTRA UMA PRIORIDADE
Não é apenas:
“Seria interessante enxergar melhor.”
É:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Isso começa a transformar a visão numa prioridade espiritual.
POR QUE VER É TÃO IMPORTANTE?
Porque aquilo que vemos determina:
• como reagimos;
• como interpretamos;
• como nos relacionamos;
• como pensamos sobre nós mesmos.
Se vejo ataque:
defendo-me.
Se vejo culpa:
condeno.
Se vejo separação:
isolo-me.
Se vejo amor:
respondo de outra maneira.
A AUTOIMAGEM AMEDRONTADA MOLDA A PERCEPÇÃO
Imagine que você acredita:
“Não sou suficiente.”
Você pode começar a enxergar:
• críticas em comentários neutros;
• rejeição em silêncios;
• competição em relações;
• provas constantes de inadequação.
O mundo se transforma num espelho da:
autoimagem.
A REVISÃO DIZ QUE ESSA IMAGEM PRECISA SER DEIXADA IR
Não significa apagar sua personalidade.
Significa questionar:
a identidade construída pelo medo.
Talvez você tenha pensado durante anos:
“Sou frágil.”
“Sou rejeitada.”
“Sou incapaz.”
“Sou alguém que precisa lutar para merecer amor.”
A Lição 56 pergunta:
isso é realmente quem você é?
VER EXIGE DISPOSIÇÃO PARA SOLTAR A DEFINIÇÃO ANTIGA
Talvez uma das maiores resistências à nova visão seja:
apego à autoimagem.
Mesmo uma identidade dolorosa pode parecer familiar.
A mente pensa:
“Pelo menos sei quem sou.”
A visão pede coragem para admitir:
“Talvez eu não saiba ainda.”
PRÁTICA PARA A SEGUNDA IDEIA
Quando perceber uma definição rígida sobre si mesma, diga:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Depois:
“Estou disposta a deixar que uma imagem antiga de mim seja corrigida.”
Pergunte:
• O que estou usando para definir quem sou?
• Essa definição nasceu do amor ou do medo?
• Estou procurando no mundo provas dessa autoimagem?
• Posso admitir que talvez eu seja mais do que aquilo que pensei?
3. ACIMA DE TUDO, EU QUERO VER DE MODO DIFERENTE
A terceira ideia aprofunda a anterior:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
O comentário diz que o mundo que vemos mantém nossa autoimagem amedrontada e garante sua continuidade.
Enquanto continuamos vendo da mesma maneira, a verdade permanece fora de nossa consciência.
A revisão expressa então o desejo de permitir que uma porta se abra para aquilo que existe além da percepção habitual:
um mundo que reflete o Amor de Deus.
NÃO BASTA QUERER VER
Também precisamos estar dispostos a:
ver de modo diferente.
Porque podemos dizer:
“Quero clareza.”
mas secretamente desejar:
que a clareza confirme nosso julgamento.
ÀS VEZES PEDIMOS UMA NOVA VISÃO, MAS COM UMA CONDIÇÃO
“Quero ver de outro modo, desde que continue provando que eu estava certa.”
Isso não é realmente abertura.
A nova visão pode exigir:
abandono da conclusão antiga.
VER DE MODO DIFERENTE NÃO SIGNIFICA FORÇAR UMA INTERPRETAÇÃO POSITIVA
Não é trocar:
“Essa pessoa me odeia.”
por:
“Essa pessoa me ama profundamente.”
sem qualquer base.
Isso seria apenas substituir:
uma história por outra.
A prática é mais profunda:
“Talvez eu ainda não esteja vendo claramente.”
ESSA FRASE ABRE UMA PORTA
Ela retira:
certeza do ego.
E cria espaço para:
correção.
O MUNDO QUE VEJO MANTÉM MINHA AUTOIMAGEM
Isso cria um ciclo:
penso que sou vulnerável;
vejo um mundo ameaçador;
o mundo ameaçador confirma que sou vulnerável;
torno-me ainda mais defensiva;
vejo ainda mais ameaça.
A Lição 56 busca interromper esse ciclo.
A NOVA VISÃO REFLETE O AMOR DE DEUS
Dentro da linguagem do Curso, ver de maneira diferente significa caminhar em direção a uma percepção que reconheça:
• amor;
• unidade;
• inocência;
• perdão;
• verdade.
Não significa negar os acontecimentos.
Significa:
deixar de vê-los exclusivamente através do sistema do medo.
PRÁTICA PARA A TERCEIRA IDEIA
Quando estiver muito certa de uma interpretação, diga:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Depois:
• pare;
• não conclua imediatamente;
• observe sua interpretação;
• reconheça a emoção;
• permaneça aberta.
Pergunte:
“Como eu veria esta situação se não precisasse defender minha autoimagem?”
UMA PRÁTICA PARA CONFLITOS
Pense em alguém com quem está em conflito.
Talvez sua mente diga:
“Eu sei exatamente quem essa pessoa é.”
Responda:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Não tente transformá-la imediatamente numa pessoa ideal.
Apenas solte:
a certeza completa.
UMA PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Talvez pense:
“Sou a pessoa que cometeu aquele erro.”
Observe.
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
O erro pode ser reconhecido.
Corrigido.
Reparado.
Mas não precisa tornar-se:
identidade eterna.
4. DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE VEJO
A quarta ideia afirma:
“Deus está em tudo o que vejo.”
O comentário explica que, por trás das imagens que fabricamos, a verdade permanece imutável.
Por trás dos véus com que encobrimos o amor, sua luz continua presente.
A revisão afirma que Deus permanece em toda parte e em tudo, e que poderemos olhar além das aparências para reconhecer a verdade que existe por trás delas.
ESSA IDEIA NÃO SIGNIFICA QUE TODA FORMA OU TODO COMPORTAMENTO SEJA DIVINO
É importante fazer essa distinção.
Não precisamos dizer:
“Todo comportamento é vontade de Deus.”
O texto fala de:
uma verdade que permanece além das imagens e aparências fabricadas pela percepção.
POR TRÁS DA IMAGEM, A VERDADE PERMANECE
Você pode ter construído uma imagem de alguém:
“inimigo.”
Talvez exista, além dessa imagem:
algo que ainda não consegue reconhecer.
Você pode ter construído uma imagem sobre si:
“fracassada.”
Por trás dessa imagem:
a verdade não teria sido destruída.
O VÉU PODE ESCONDER A LUZ SEM DESTRUÍ-LA
Essa é uma imagem muito bonita da revisão.
Uma nuvem pode esconder o sol.
Mas:
não cria nem destrói o sol.
Da mesma maneira, dentro da metafísica do Curso:
• medo;
• ataque;
• julgamento;
• separação
podem obscurecer a percepção da verdade.
Mas não conseguem:
alterá-la.
ISSO MUDA A FUNÇÃO DO TREINAMENTO
Não precisamos criar Deus nas coisas.
Não precisamos produzir santidade.
Precisamos:
deixar de encobrir.
“DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE VEJO” É UM TREINO DE OLHAR ALÉM DA APARÊNCIA
Isso pode ser aplicado:
• a uma pessoa;
• a um objeto;
• ao corpo;
• a uma paisagem;
• a uma situação.
Não para atribuir significado mágico à forma.
Mas para recordar:
aquilo que é verdadeiro não está limitado à aparência.
UMA PESSOA PODE ESTAR AGINDO MAL E AINDA NÃO SER REDUZIDA A ESSE COMPORTAMENTO
Você pode dizer:
“Esse comportamento não é aceitável.”
E ainda evitar concluir:
“Essa pessoa é apenas isso.”
Isso preserva:
discernimento
sem:
condenação total.
O MESMO VALE PARA VOCÊ
Talvez tenha cometido um erro.
O erro:
pode ser real no nível da experiência.
Mas talvez não defina:
a totalidade de quem você é.
PRÁTICA PARA A QUARTA IDEIA
Olhe ao redor.
Escolha alguns objetos ou pessoas.
Repita lentamente:
“Deus está em tudo o que vejo.”
Não tente produzir uma emoção especial.
Apenas pratique a ideia.
Depois pergunte:
“Posso olhar além da imagem que fiz?”
5. DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE EU VEJO, POIS DEUS ESTÁ NA MINHA MENTE
A quinta ideia leva a revisão de volta ao lugar fundamental:
a mente.
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
O comentário afirma que, na mente, além dos pensamentos de separação e ataque, permanece o conhecimento da unidade.
Segundo a revisão, não perdemos o conhecimento de Quem somos simplesmente porque o esquecemos.
Ele permanece guardado na Mente de Deus, e nossa verdadeira identidade permanece unida a Ele.
A MUDANÇA NÃO COMEÇA NO OBJETO
Começa:
na mente que olha.
Isso é decisivo.
Não preciso transformar o mundo externo antes de encontrar outra percepção.
Preciso permitir:
correção na mente.
A PRESENÇA DE DEUS NO QUE VEJO ESTÁ RELACIONADA À PRESENÇA DE DEUS NA MENTE
Por isso, o treinamento não é:
procurar Deus como um objeto externo.
É reconhecer:
uma maneira de ver que nasce de uma mente lembrando sua Fonte.
A SEPARAÇÃO E O ATAQUE NÃO APAGARAM O CONHECIMENTO
Segundo o comentário:
esquecer não é destruir.
Talvez não estejamos conscientes da verdade.
Mas isso não significa:
que ela deixou de existir.
ISSO É UMA IDEIA DE GRANDE ESPERANÇA
Se a verdade não foi destruída:
não precisamos reconstruí-la.
Precisamos:
recordar.
O CURSO DIFERENCIA ESQUECIMENTO DE PERDA
Imagine esquecer onde guardou uma chave.
Enquanto não se lembra, pode parecer:
perdida.
Mas esquecer a localização não significa que a chave deixou de existir.
Dentro da linguagem da revisão:
a verdadeira identidade permanece.
Mesmo quando não é reconhecida.
PENSAMENTOS DE SEPARAÇÃO PODEM OCUPAR A SUPERFÍCIE
A mente pode estar cheia de:
• julgamentos;
• medo;
• culpa;
• comparação;
• ataque.
Mas o Curso afirma que existe algo:
além dessa superfície.
Essa direção já apareceu nas Lições 44, 45 e 49:
• atravessar pensamentos;
• ir além do ruído;
• alcançar quietude;
• recordar a Fonte.
PRÁTICA PARA A QUINTA IDEIA
Feche os olhos.
Repita lentamente:
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
Depois permaneça em silêncio.
Não procure imagens.
Não force experiência.
Apenas permita:
alguns instantes de quietude.
COMO AS CINCO IDEIAS SE CONECTAM
A Lição 56 oferece um caminho de transformação muito coerente.
1. OS MEUS PENSAMENTOS DE ATAQUE ESTÃO ATACANDO A MINHA INVULNERABILIDADE
Reconheço:
o ataque fortalece minha sensação de vulnerabilidade.
2. ACIMA DE TUDO, EU QUERO VER
Decido:
quero ultrapassar a autoimagem amedrontada.
3. ACIMA DE TUDO, EU QUERO VER DE MODO DIFERENTE
Aceito:
minha maneira atual de perceber precisa ser corrigida.
4. DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE VEJO
Começo a olhar:
além das imagens e aparências.
5. DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE EU VEJO, POIS DEUS ESTÁ NA MINHA MENTE
Reconheço:
a transformação da visão começa dentro.
UM EXEMPLO COMPLETO
Imagine que alguém faça uma crítica.
PRIMEIRA IDEIA
Sua mente reage:
“Preciso atacá-la de volta.”
Você recorda:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
Pergunta:
“Por que acredito que essa crítica pode definir meu valor?”
SEGUNDA IDEIA
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Você decide não reagir imediatamente.
TERCEIRA IDEIA
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Talvez a crítica contenha:
• algo útil;
• algo injusto;
• uma mistura dos dois.
Você ainda não sabe.
QUARTA IDEIA
“Deus está em tudo o que vejo.”
A pessoa não precisa ser reduzida:
ao papel de inimiga.
QUINTA IDEIA
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
Você volta:
para dentro.
E pergunta:
“De qual mente quero responder?”
ISSO CRIA UM INTERVALO ENTRE ATAQUE E RESPOSTA
Nesse intervalo podem surgir:
• clareza;
• discernimento;
• firmeza;
• silêncio;
• perdão.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 56
Continuamos seguindo as orientações gerais da Revisão I.
• Comece o dia lendo as cinco ideias e seus comentários.
• Pratique cada ideia pelo menos uma vez.
• Dedique dois minutos ou mais a cada período de prática.
• Retorne às ideias com frequência durante o dia.
• Não é necessário seguir uma ordem rígida.
• Se uma ideia tocar mais profundamente, permaneça mais tempo nela.
• Ao final do dia, revise novamente todas as cinco.
• Quando possível, pratique em quietude e de olhos fechados.
O propósito da revisão é começar a reconhecer as relações entre as primeiras cinquenta ideias e a coesão do sistema de pensamento que elas formam.
PRÁTICA DA MANHÃ
Ao começar o dia, leia lentamente:
• Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.
• Acima de tudo, eu quero ver.
• Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.
• Deus está em tudo o que vejo.
• Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
Depois permaneça alguns minutos em silêncio.
Escolha a ideia que mais se relaciona com seu estado atual.
PRÁTICA PARA UM CONFLITO
Antes de responder a alguém:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Pergunte:
• Estou tentando defender meu valor?
• Preciso realmente atacar?
• Posso colocar um limite sem transformar a pessoa em inimiga?
PRÁTICA PARA MEDO
Quando sentir-se ameaçada:
reconheça o medo.
Não o negue.
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Pergunte:
“O que minha autoimagem amedrontada está me fazendo ver agora?”
PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
Quando pensar:
“Sou incapaz.”
Pare.
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Depois:
“Talvez eu esteja olhando para uma imagem de mim mesma, não para toda a verdade.”
PRÁTICA PARA JULGAMENTO
Quando reduzir alguém a um comportamento:
“Deus está em tudo o que vejo.”
Não use a frase para negar:
responsabilidade.
Use-a para não reduzir:
um ser inteiro a um erro.
PRÁTICA PARA O ESPELHO
Olhe para si mesma.
Observe os julgamentos automáticos.
Depois:
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
Permita-se olhar:
sem analisar imediatamente.
PRÁTICA PARA UMA SITUAÇÃO DIFÍCIL
Talvez você ainda não consiga ver nada de bom.
Não force.
Apenas diga:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Essa disposição já é suficiente para começar.
PRÁTICA PARA QUANDO SE SENTIR VULNERÁVEL
Pergunte:
“O que acredito que pode ser destruído ou retirado de mim aqui?”
Talvez:
• aprovação;
• reputação;
• controle;
• relacionamento.
Depois:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Pense em alguém com quem mantém uma imagem muito rígida.
Complete:
“Quando penso nessa pessoa, vejo…”
Escreva mentalmente seus julgamentos.
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
Não precisa decidir como deverá vê-la.
Apenas:
abra espaço.
PRÁTICA PARA O PASSADO
Uma lembrança pode ter criado uma imagem permanente de si.
“Depois daquilo, nunca mais fui a mesma.”
Talvez seja verdade no sentido de que a experiência teve efeitos.
Mas pergunte:
“Preciso continuar definindo minha identidade apenas por aquilo?”
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
1. PARE.
2. OBSERVE O PENSAMENTO.
3. PERGUNTE:
“Isso é ataque?”
4. REPITA:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
5. FINALIZE:
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção quando sua mente disser:
• “Preciso me defender.”
• “Essa pessoa é meu inimigo.”
• “Sou fraca.”
• “Não existe outra maneira de ver.”
• “Já sei exatamente quem ele é.”
• “Já sei exatamente quem eu sou.”
Essas frases podem indicar:
uma autoimagem ou percepção que pede revisão.
MARCADORES DE UMA AUTOIMAGEM AMEDRONTADA
• Necessidade constante de aprovação.
• Medo intenso de crítica.
• Comparação frequente.
• Sensação de que qualquer erro diminui seu valor.
• Necessidade de controlar pessoas.
• Interpretação constante de acontecimentos como ameaça.
• Defesa antes mesmo de existir ataque.
Quando perceber esses movimentos:
não se condene.
Use-os como:
material de prática.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Que pensamento de ataque aparece com maior frequência em mim?
• O que acredito estar defendendo?
• Em que situação mais me sinto vulnerável?
• Que autoimagem tenho usado para interpretar o mundo?
• O que preciso deixar ir para realmente ver?
• Existe alguém que reduzi a uma imagem fixa?
• Existe uma imagem de mim mesma que mantenho há anos?
• Estou realmente disposta a ver de modo diferente?
• O que sinto quando digo “Deus está em tudo o que vejo”?
• Consigo considerar que a transformação da visão começa em minha própria mente?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — A AUTOIMAGEM AMEDRONTADA
Complete:
“QUANDO ESTOU COM MEDO, PENSO QUE SOU…”
Escreva livremente.
Talvez:
• vulnerável;
• incapaz;
• sozinha;
• rejeitada.
Depois pergunte:
“Essa é uma experiência ou minha identidade definitiva?”
Finalize:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
EXERCÍCIO — PENSAMENTO DE ATAQUE
Escreva:
PENSAMENTO DE ATAQUE
“O que estou pensando?”
AMEAÇA PERCEBIDA
“O que acredito estar em risco?”
DEFESA
“O que quero fazer para me proteger?”
OUTRA POSSIBILIDADE
“Existe uma resposta sem ataque?”
Finalize:
“Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.”
EXERCÍCIO — A IMAGEM QUE FIZ DE ALGUÉM
Escreva o nome de uma pessoa.
Depois:
“A imagem que fiz dela é…”
Liste seus julgamentos.
Pergunte:
“Essa imagem contém tudo o que essa pessoa é?”
Finalize:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
EXERCÍCIO — DEUS ESTÁ EM TUDO O QUE VEJO
Durante alguns minutos, observe:
• uma planta;
• uma pessoa;
• o céu;
• um objeto simples.
Para cada um, diga mentalmente:
“Deus está em tudo o que vejo.”
Não tente compreender intelectualmente.
Apenas permita que a ideia seja praticada.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
• “Não preciso atacar para estar segura.”
• “Acima de tudo, eu quero ver.”
• “Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
• “Posso deixar uma autoimagem amedrontada ser corrigida.”
• “Por trás da aparência, a verdade permanece.”
• “Deus está em tudo o que vejo.”
• “A mudança da minha visão começa na mente.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho observar onde continuo acreditando que preciso atacar para me proteger.
Quero reconhecer:
cada ataque confirma a crença de que sou vulnerável.
E eu não quero mais construir minha identidade sobre:
• medo;
• defesa;
• ameaça.
Hoje quero recordar:
Acima de tudo, eu quero ver.
Não quero apenas confirmar aquilo que já acredito.
Quero permitir:
uma nova visão.
Quando eu olhar para alguém através de uma imagem antiga:
Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.
Quando tudo parecer limitado às aparências:
Deus está em tudo o que vejo.
E quando eu esquecer onde essa nova visão começa:
Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti
os pensamentos de ataque que tenho usado
para tentar me proteger.
As defesas que construí.
Os julgamentos que sustento.
As pessoas que transformei em inimigos.
As imagens que fiz de mim mesma.
Quando eu acreditar que estou ameaçada,
mostra-me aquilo que estou realmente defendendo.
Quando eu achar que preciso atacar para estar segura,
lembra-me:
Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.
Ensina-me a reconhecer a segurança que não depende
de vencer,
controlar
ou condenar.
Hoje declaro:
Acima de tudo, eu quero ver.
Quero deixar cair
a autoimagem construída pelo medo.
Quero deixar de olhar para mim
como alguém permanentemente vulnerável.
Quero aprender a olhar para o mundo
com caridade e amor.
E por isso também declaro:
Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.
Quando eu olhar para uma pessoa
e enxergar apenas o passado,
abre meus olhos.
Quando eu olhar para mim
e enxergar apenas erros,
abre meus olhos.
Quando uma aparência parecer esconder completamente a verdade,
recorda-me:
Deus está em tudo o que vejo.
E leva-me novamente para dentro,
para o lugar onde a mudança realmente começa.
Que eu possa recordar:
Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
Que a verdade escondida sob meus pensamentos de separação
possa novamente tornar-se reconhecida.
Que eu não confunda esquecimento com perda.
Que eu não confunda imagem com identidade.
Que eu não confunda medo com verdade.
Hoje escolho abrir a porta
para uma visão que reflita
o Amor de Deus.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente. Posso abandonar pensamentos de ataque, deixar cair a autoimagem do medo e abrir minha mente para reconhecer a verdade além das aparências.”
AO FINAL DO DIA
Revise novamente as cinco ideias:
• Os meus pensamentos de ataque estão atacando a minha invulnerabilidade.
• Acima de tudo, eu quero ver.
• Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.
• Deus está em tudo o que vejo.
• Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
Depois pergunte:
QUAL PENSAMENTO DE ATAQUE MAIS APARECEU HOJE?
Observe sem culpa.
O QUE EU ACREDITAVA ESTAR DEFENDENDO?
Seu valor?
Sua segurança?
Sua imagem?
EM QUE SITUAÇÃO EU MAIS DESEJEI VER DE OUTRA MANEIRA?
Reconheça.
CONSEGUI QUESTIONAR ALGUMA AUTOIMAGEM ANTIGA?
Mesmo por alguns segundos?
HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE OLHEI ALÉM DA APARÊNCIA?
Observe.
CONSEGUI LEMBRAR QUE A MUDANÇA DA VISÃO COMEÇA NA MENTE?
Permaneça alguns instantes.
Finalize:
“Acima de tudo, eu quero ver.”
Depois:
“Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.”
E finalmente:
“Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.”
LIÇÃO 56 — ESSÊNCIA
• A Lição 56 continua a Revisão I e reúne as ideias das Lições 26 a 30.
• A primeira ideia mostra que pensamentos de ataque reforçam uma percepção de vulnerabilidade. Ao nos vermos constantemente ameaçados, torna-se difícil reconhecer nossa verdadeira identidade; o comentário contrapõe essa percepção à segurança e plenitude apresentadas como nossa herança em Deus.
• A segunda ideia afirma: “Acima de tudo, eu quero ver.” O comentário relaciona aquilo que vemos à autoimagem amedrontada que construímos e afirma que deixar essa imagem ir abre espaço para olhar para nós mesmos e para o mundo com caridade e amor.
• A terceira aprofunda essa decisão: “Acima de tudo, eu quero ver de modo diferente.” A revisão ensina que a percepção atual mantém a autoimagem de medo e expressa o desejo de abrir uma porta para um mundo que reflita o Amor de Deus.
• A quarta afirma: “Deus está em tudo o que vejo.” Por trás das imagens e véus fabricados pela percepção, a verdade e a luz do amor permanecem imutáveis.
• A quinta leva a prática de volta à mente: “Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.” Segundo o comentário, por trás dos pensamentos de separação e ataque permanece o conhecimento da unidade e da verdadeira identidade em Deus.
A Lição 56 começa com ataque e termina com Deus na mente.
Esse caminho é significativo.
Primeiro vejo:
como tento me defender.
Depois percebo:
que quero realmente ver.
Então reconheço:
preciso ver de outra maneira.
A partir daí,
começo a olhar além das imagens
que construí.
Além do medo.
Além da condenação.
Além da autoimagem vulnerável.
Até recordar:
Deus está em tudo o que vejo.
E, finalmente,
onde essa visão começa:
Deus está em tudo o que eu vejo, pois Deus está na minha mente.
Talvez eu ainda não consiga ver dessa forma o tempo todo.
Mas hoje posso escolher:
querer ver.
E esse desejo
já começa
a abrir
uma nova porta.
