365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A REVISÃO DE HOJE
Na Lição 55, continuamos a Revisão I de Um Curso em Milagres.
Hoje revisitamos as ideias das Lições 21 a 25.
Elas aprofundam uma mudança essencial no treinamento da mente:
deixar de aceitar automaticamente a percepção construída pelo medo e escolher aprender a ver de outra maneira.
As cinco ideias de hoje são:
• 1. Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.
• 2. O que vejo é uma forma de vingança.
• 3. Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.
• 4. Eu não percebo os meus maiores interesses.
• 5. Eu não sei para que serve coisa alguma.
O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 55
A revisão de hoje forma uma sequência muito profunda:
eu quero ver de modo diferente
porque começo a reconhecer que:
meus pensamentos de ataque influenciam aquilo que vejo.
Então surge uma possibilidade:
posso abandonar os pensamentos de ataque.
E, para fazer isso, preciso admitir:
talvez eu não saiba realmente o que é melhor para mim.
Finalmente:
talvez eu também não saiba para que as coisas realmente servem.
Essa é uma lição de:
• humildade;
• desapego do julgamento;
• perdão;
• correção da percepção;
• abertura para orientação.
1. EU ESTOU DETERMINADO A VER AS COISAS DE MODO DIFERENTE
A primeira ideia diz:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
O comentário da revisão afirma que aquilo que vemos atualmente parece mostrar doença, desastre e morte, e que essa percepção não pode representar aquilo que Deus criou para Seu Filho.
O texto conclui que essa maneira de perceber revela que ainda não compreendemos plenamente Deus, Seu Filho ou nossa verdadeira identidade.
Por isso surge a decisão:
procurar as testemunhas da verdade em nós, em vez das testemunhas da imagem ilusória que fizemos de nós mesmos.
DETERMINAÇÃO NÃO É O MESMO QUE FORÇAR
A frase não diz:
“Eu tenho que conseguir ver tudo corretamente agora.”
Ela diz:
“Eu estou determinado.”
Existe direção.
Existe escolha.
Existe compromisso.
Mas também pode existir:
paciência.
VER DE MODO DIFERENTE COMEÇA COM QUESTIONAR O OLHAR ANTIGO
Antes de enxergarmos de outra forma, talvez precisemos reconhecer:
“Minha percepção atual pode não ser completa.”
Isso é um movimento de humildade.
Não:
“Eu estava errada sobre tudo.”
Mas:
“Talvez exista mais para ver.”
A AUTOIMAGEM INFLUENCIA O MUNDO QUE VEMOS
Se penso sobre mim:
“Sou fraca.”
posso ver:
ameaças.
Se penso:
“Não sou amada.”
posso perceber:
rejeição em toda parte.
Se penso:
“Preciso me defender constantemente.”
o mundo começa a parecer:
hostil.
A PRIMEIRA IDEIA CONVIDA A PROCURAR OUTRAS TESTEMUNHAS
Talvez também existam testemunhas de:
• amor;
• capacidade;
• bondade;
• perdão;
• presença;
• crescimento.
A mente acostumada ao medo pode simplesmente:
não notá-las.
PRÁTICA PARA A PRIMEIRA IDEIA
Quando uma situação parecer completamente definida, diga:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
Depois pergunte:
• O que estou deixando de ver?
• Estou procurando apenas confirmações do medo?
• Existe algum aspecto dessa situação que minha interpretação atual ignora?
• Posso permitir uma nova percepção?
2. O QUE VEJO É UMA FORMA DE VINGANÇA
A segunda ideia pode parecer forte:
“O que vejo é uma forma de vingança.”
O comentário afirma que o mundo percebido dificilmente parece representar pensamentos amorosos.
Em vez disso, é descrito como um retrato de ataque, produzido pelos próprios pensamentos de ataque.
A revisão acrescenta que pensamentos amorosos podem salvar a mente dessa percepção e conduzi-la à paz.
O QUE SIGNIFICA “VINGANÇA” AQUI?
Não precisa significar apenas:
• desejar punir alguém;
• planejar retaliação.
Pode aparecer de maneira mais sutil:
“O mundo me atacou, então preciso me defender.”
“As pessoas me ferem, então não posso confiar.”
“Preciso atacar primeiro para não ser atacada.”
A percepção começa a funcionar como:
defesa antecipada.
O MUNDO PASSA A PARECER UMA GRANDE CONFIRMAÇÃO DO ATAQUE
Quando a mente está cheia de pensamentos de ataque, ela pode encontrar:
• inimigos;
• ameaças;
• injustiças;
• motivos para ressentimento.
A percepção começa a confirmar:
aquilo que a mente já esperava.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE NÃO EXISTAM INJUSTIÇAS REAIS
Pessoas podem:
• enganar;
• ferir;
• agir de maneira inadequada.
O exercício não pede negação de fatos.
Ele pergunta:
“Estou usando esses fatos para construir uma visão total do mundo baseada em ataque?”
UM FATO PODE EXIGIR LIMITE
Sem exigir:
vingança mental permanente.
Você pode dizer:
“Não aceito isso.”
Sem precisar concluir:
“O mundo inteiro é hostil.”
PENSAMENTOS AMOROSOS NÃO SÃO INGENUIDADE
Pensar com amor pode significar:
• reconhecer um limite;
• retirar-se de um conflito;
• não retaliar;
• dizer a verdade sem humilhar;
• perdoar sem reabrir uma relação.
PRÁTICA PARA A SEGUNDA IDEIA
Quando perceber ataque em sua mente, diga:
“O que vejo é uma forma de vingança.”
Depois pergunte:
• Estou tentando punir alguém mentalmente?
• Estou vendo essa pessoa apenas através do conflito?
• Estou tentando provar que meu ataque é justificado?
• Posso escolher uma resposta que não aumente a guerra?
3. EU POSSO ESCAPAR DESSE MUNDO DESISTINDO DOS MEUS PENSAMENTOS DE ATAQUE
A terceira ideia oferece uma saída:
“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.”
O comentário afirma que a salvação está justamente nisso.
Sem pensamentos de ataque, não poderíamos perceber um mundo de ataque da mesma forma.
O texto associa o perdão ao retorno do amor à consciência e descreve então uma percepção de:
• paz;
• segurança;
• alegria.
“ESCAPAR DESSE MUNDO” NÃO SIGNIFICA FUGIR FISICAMENTE
A prática não orienta:
abandonar responsabilidades.
Ela fala de escapar:
de uma maneira de perceber.
Um mundo construído mentalmente sobre:
• ataque;
• defesa;
• medo;
• culpa.
DESISTIR DE PENSAMENTOS DE ATAQUE NÃO SIGNIFICA NUNCA MAIS SENTIR RAIVA
A raiva pode aparecer.
A prática é:
não transformá-la em casa.
Você pode reconhecer:
“Estou com raiva.”
Sem alimentar durante horas:
discursos mentais de vingança.
PENSAMENTOS DE ATAQUE PODEM SER MUITO SEDUTORES
Porque parecem oferecer:
justiça.
A mente diz:
“Se eu continuar pensando nisso, estarei me protegendo.”
Mas frequentemente o resultado é:
permanecer ligada à situação.
O PERDÃO LIBERTA A CONSCIÊNCIA
O comentário da revisão associa diretamente:
desistência do ataque
a
retorno do amor à consciência.
Isso retoma fortemente a Lição 46:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
PERDOAR NÃO SIGNIFICA APROVAR
Você pode abandonar pensamentos de ataque e ainda:
• denunciar;
• recusar;
• colocar limites;
• afastar-se;
• tomar providências.
A diferença está em:
não transformar a mente em continuação permanente da batalha.
PRÁTICA PARA A TERCEIRA IDEIA
Quando perceber que está repetindo mentalmente uma discussão, diga:
“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.”
Depois pergunte:
• Este pensamento está resolvendo alguma coisa?
• Estou corrigindo ou apenas atacando?
• Posso retirar minha atenção dessa conversa imaginária?
• Qual seria uma resposta de paz?
4. EU NÃO PERCEBO OS MEUS MAIORES INTERESSES
A quarta ideia traz uma grande mudança:
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
O comentário pergunta como poderíamos reconhecer nossos maiores interesses se ainda não sabemos verdadeiramente quem somos.
Aquilo que pensamos ser melhor para nós pode apenas nos ligar ainda mais às ilusões.
Por isso, a revisão expressa disposição para seguir o Guia dado por Deus para reconhecer os verdadeiros interesses, admitindo que não conseguimos percebê-los sozinhos.
ESSA IDEIA EXIGE HUMILDADE
Costumamos pensar:
“Eu sei exatamente o que preciso.”
“Eu sei qual resultado seria melhor.”
“Eu sei como essa pessoa deveria agir.”
A revisão pergunta:
“E se eu não souber?”
ÀS VEZES QUEREMOS ALGO E DEPOIS DESCOBRIMOS QUE NÃO ERA O MELHOR
Uma oportunidade.
Uma relação.
Uma decisão.
Um resultado.
Naquele momento parecia:
indispensável.
Depois percebemos:
talvez não fosse.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE NÃO DEVEMOS TER DESEJOS
Podemos:
• querer;
• planejar;
• escolher.
Mas existe diferença entre:
preferência
e
certeza absoluta de que aquilo é nosso maior bem.
UMA PORTA FECHADA NEM SEMPRE É UMA TRAGÉDIA
Às vezes só descobrimos muito depois:
o que ela evitou.
Ou:
para onde nos redirecionou.
Isso não significa romantizar toda perda.
Significa apenas reconhecer:
nossa perspectiva é limitada.
O GUIA REFERIDO PELO CURSO
Na linguagem de UCEM, esse Guia é o Espírito Santo.
A revisão propõe:
confiar em uma orientação diferente daquela produzida apenas pelo ego e pelo medo.
NÃO CONFUNDA ORIENTAÇÃO COM IMPULSO
Nem todo desejo é:
orientação divina.
Nem todo medo é:
aviso.
Nem toda coincidência é:
mensagem.
Discernimento continua necessário.
PRÁTICA PARA A QUARTA IDEIA
Quando estiver muito presa a um resultado, diga:
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Depois pergunte:
• Estou confundindo o que desejo com o que realmente é melhor?
• Estou tentando controlar a forma?
• Posso permanecer aberta a outra possibilidade?
• Posso pedir orientação sem exigir uma resposta específica?
5. EU NÃO SEI PARA QUE SERVE COISA ALGUMA
A quinta ideia aprofunda ainda mais a humildade:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
O comentário afirma que atribuímos às pessoas, situações e coisas propósitos que servem para provar nossas próprias ilusões sobre nós mesmos.
O texto diz que esse propósito atribuído produz uma percepção assustadora do mundo.
Por isso, somos convidados a retirar o propósito que demos às coisas e abrir a mente para seu propósito real.
TODA VEZ QUE DIZEMOS “ISSO SERVE PARA…”
Talvez estejamos atribuindo uma função.
DINHEIRO SERVE PARA…
“provar que estou segura.”
RELACIONAMENTO SERVE PARA…
“provar que sou amada.”
TRABALHO SERVE PARA…
“provar que tenho valor.”
SUCESSO SERVE PARA…
“provar que sou importante.”
O Curso começa a questionar:
essas são realmente as funções dessas coisas?
QUANDO DOU UMA FUNÇÃO IMPOSSÍVEL A ALGUMA COISA, CRIO DEPENDÊNCIA
Se o relacionamento deve provar:
meu valor,
qualquer conflito ameaça:
minha identidade.
Se dinheiro deve provar:
minha segurança absoluta,
qualquer perda desperta:
terror.
Se aprovação deve provar:
que sou digna,
qualquer crítica parece:
destruição.
A LIÇÃO 50 JÁ HAVIA PREPARADO ISSO
“O Amor de Deus é o meu sustento.”
Agora o Curso pergunta:
“Para que estou usando as coisas do mundo?”
COISAS PODEM TER UMA FUNÇÃO PRÁTICA SEM TER UMA FUNÇÃO DE SALVAÇÃO
Dinheiro pode servir para:
• pagar;
• comprar;
• planejar.
Mas talvez não consiga servir para:
provar seu valor.
Uma relação pode oferecer:
• companhia;
• amor;
• aprendizado.
Mas talvez não consiga servir para:
completar sua identidade.
RETIRAR O PROPÓSITO NÃO SIGNIFICA FICAR SEM PROPÓSITO
Significa:
abrir espaço para descobrir uma função diferente.
PRÁTICA PARA A QUINTA IDEIA
Quando perceber grande apego a alguma coisa, diga:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
Depois pergunte:
• Que função estou atribuindo a isso?
• Estou pedindo que essa pessoa prove meu valor?
• Estou pedindo que esse dinheiro elimine todo medo?
• Estou pedindo que esse resultado determine quem sou?
• Posso permitir que isso tenha uma função diferente?
COMO AS CINCO IDEIAS SE CONECTAM
A Lição 55 cria um caminho completo de correção.
1. EU ESTOU DETERMINADO A VER AS COISAS DE MODO DIFERENTE
Reconheço:
quero mudar minha percepção.
2. O QUE VEJO É UMA FORMA DE VINGANÇA
Percebo:
pensamentos de ataque influenciam aquilo que vejo.
3. EU POSSO ESCAPAR DESSE MUNDO DESISTINDO DOS MEUS PENSAMENTOS DE ATAQUE
Descubro:
posso retirar minha participação mental no ataque.
4. EU NÃO PERCEBO OS MEUS MAIORES INTERESSES
Reconheço:
talvez eu não saiba qual resultado é realmente melhor.
5. EU NÃO SEI PARA QUE SERVE COISA ALGUMA
Finalmente:
começo a retirar das coisas os propósitos que meu ego lhes atribuiu.
UM EXEMPLO COMPLETO
Imagine que alguém importante para você não age como gostaria.
PRIMEIRA IDEIA
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
Você reconhece:
não quer permanecer presa à interpretação atual.
SEGUNDA IDEIA
“O que vejo é uma forma de vingança.”
Talvez sua mente esteja dizendo:
“Ela precisa pagar por isso.”
TERCEIRA IDEIA
“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.”
Você percebe:
não precisa continuar a discussão mental.
QUARTA IDEIA
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Talvez você pense:
“Só ficarei bem se essa pessoa fizer exatamente o que quero.”
Mas talvez não saiba:
o que realmente conduzirá à paz.
QUINTA IDEIA
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
Talvez esteja usando a relação para:
provar que é amada.
Agora existe abertura para:
uma nova função.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 55
Continuamos seguindo as orientações gerais da Revisão I.
• Comece o dia lendo as cinco ideias e seus comentários.
• Pratique cada ideia pelo menos uma vez.
• Dedique aproximadamente dois minutos ou mais a cada período.
• Retorne às ideias ao longo do dia.
• Não é necessário seguir uma ordem rígida.
• Se uma delas tocar mais profundamente, permaneça mais tempo com ela.
• Ao final do dia, revise novamente todas as cinco.
• Quando possível, pratique de olhos fechados e em quietude.
PRÁTICA DA MANHÃ
Leia lentamente:
• Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.
• O que vejo é uma forma de vingança.
• Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.
• Eu não percebo os meus maiores interesses.
• Eu não sei para que serve coisa alguma.
Depois escolha a ideia que mais toca sua experiência atual.
Pergunte:
“Onde isso aparece em minha vida hoje?”
PRÁTICA PARA UMA PESSOA DIFÍCIL
Pense na pessoa.
Observe:
o que sua mente diz.
Se houver ataque:
“O que vejo é uma forma de vingança.”
Depois:
“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.”
Não force amor.
Comece apenas por:
não continuar alimentando a guerra mental.
PRÁTICA PARA UMA DECISÃO
Quando pensar:
“Eu sei que preciso conseguir exatamente isso.”
Use:
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Depois pergunte:
“Posso fazer minha parte e ainda permanecer aberta?”
PRÁTICA PARA UMA GRANDE FRUSTRAÇÃO
Você queria um resultado.
Não aconteceu.
Antes de concluir:
“Foi uma tragédia absoluta”,
diga:
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Isso não elimina:
a decepção.
Apenas retira:
a certeza total sobre seu significado.
PRÁTICA PARA DINHEIRO
Pergunte:
“Para que acredito que o dinheiro serve?”
Talvez:
“Para eu nunca ter medo.”
Agora:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
Depois devolva ao dinheiro uma função concreta:
recurso.
Não:
fonte absoluta de segurança.
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Pergunte:
“Que função atribuí a essa pessoa?”
“Fazer-me feliz?”
“Provar que sou amada?”
“Não me deixar sentir sozinha?”
Depois:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
Isso pode começar a liberar a relação de:
expectativas impossíveis.
PRÁTICA PARA TRABALHO E SUCESSO
Pergunte:
“Estou usando meu trabalho para expressar meus dons ou para provar que tenho valor?”
Se perceber a segunda função:
não se condene.
Apenas reconheça.
Depois:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
Talvez você use um erro para:
provar que não é suficiente.
Pergunte:
“Estou usando esse acontecimento para confirmar uma imagem negativa de mim?”
Depois:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
PRÁTICA PARA RUMINAÇÃO
Quando estiver revivendo uma briga:
pare.
Pergunte:
“O que quero obter continuando esta conversa mental?”
Talvez:
• vencer;
• provar culpa;
• justificar raiva.
Então:
“Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.”
UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
1. PARE.
2. IDENTIFIQUE O PENSAMENTO DE ATAQUE OU CONTROLE.
3. DIGA:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
4. PERGUNTE:
“Eu realmente sei qual é meu maior interesse aqui?”
5. FINALIZE:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba quando surgir:
• necessidade de provar que alguém está errado;
• vontade de punir;
• desejo de controlar um resultado;
• certeza de que só uma solução pode fazê-la feliz;
• dependência de uma pessoa ou situação para definir seu valor;
• repetição de pensamentos de ataque.
Esses momentos podem tornar-se:
portais de prática.
MARCADORES DE QUE ESTOU USANDO ALGUMA COISA PARA UMA FUNÇÃO QUE TALVEZ ELA NÃO POSSA CUMPRIR
• “Sem isso, não sou nada.”
• “Essa pessoa precisa me fazer feliz.”
• “Esse resultado precisa provar meu valor.”
• “Só estarei segura se tudo acontecer como planejei.”
• “Preciso vencer essa discussão para ficar em paz.”
Quando ouvir frases assim:
pare.
E pergunte:
“Eu realmente sei para que isso serve?”
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Em que situação mais desejo ver de modo diferente?
• Que pessoa ainda vejo principalmente através de pensamentos de ataque?
• Que pensamento de vingança repito?
• O que acredito que preciso conseguir para estar bem?
• Tenho certeza de que esse resultado representa meu maior interesse?
• Que função atribuí ao dinheiro?
• Que função atribuí aos relacionamentos?
• Que função atribuí ao sucesso?
• Posso permitir que alguma coisa tenha um propósito diferente daquele que lhe dei?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — ATAQUE E NOVA VISÃO
Escolha uma situação.
O QUE VEJO AGORA?
Escreva sua percepção.
QUAL É O PENSAMENTO DE ATAQUE?
Se houver, escreva.
O QUE QUERO QUE ACONTEÇA?
Seja específica.
TENHO CERTEZA DE QUE ISSO É MEU MAIOR INTERESSE?
Responda honestamente.
PARA QUE ESTOU USANDO ESSA SITUAÇÃO?
Talvez:
• provar valor;
• vencer;
• obter aprovação.
Finalize:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
EXERCÍCIO — QUAL FUNÇÃO EU DEI A ISSO?
Complete:
DINHEIRO SERVE PARA…
AMOR SERVE PARA…
TRABALHO SERVE PARA…
RECONHECIMENTO SERVE PARA…
RELACIONAMENTOS SERVEM PARA…
Depois observe se alguma resposta revela:
uma função impossível.
Finalize:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
EXERCÍCIO — ABANDONANDO O ATAQUE
Escreva o nome de uma pessoa.
Depois:
“O pensamento de ataque que mantenho é…”
Escreva sem censura.
Depois:
“O que acredito que esse ataque me oferece?”
Talvez:
• proteção;
• justiça;
• superioridade.
Finalmente:
“Estou disposta a considerar que existe outra forma de me proteger sem atacar?”
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
• “Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
• “Não preciso usar minha percepção para justificar ataque.”
• “Posso desistir do ataque sem desistir dos meus limites.”
• “Talvez eu não saiba qual resultado representa meu maior interesse.”
• “Eu não sei para que serve coisa alguma.”
• “Posso permitir que o Espírito Santo me ensine uma nova função.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho deixar de tratar minha primeira interpretação como definitiva.
Quero reconhecer:
talvez eu não esteja vendo claramente.
Talvez alguns dos meus julgamentos sejam formas de ataque.
Talvez eu esteja usando pessoas e situações para provar coisas sobre mim.
Talvez eu esteja tentando transformar resultados externos em garantia de paz.
Hoje não preciso saber tudo.
Posso admitir:
Eu não percebo os meus maiores interesses.
E:
Eu não sei para que serve coisa alguma.
Essa admissão não me torna perdida.
Pode me tornar:
disponível.
Disponível para aprender.
Disponível para escutar.
Disponível para deixar o ataque.
Disponível para ver de outra maneira.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti
a maneira como tenho usado meus olhos
para confirmar antigos julgamentos.
As pessoas que transformei em inimigos.
As situações que usei para justificar ataque.
As discussões que continuo repetindo dentro da mente.
Mostra-me aquilo que não estou vendo.
Hoje afirmo:
Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.
Quando eu quiser punir,
lembra-me de que meus pensamentos de ataque
mantêm minha mente ligada ao ataque.
Ensina-me:
Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.
Ajuda-me a distinguir perdão de passividade,
paz de submissão,
amor de ausência de limites.
Quando eu insistir que sei exatamente
o que precisa acontecer para eu ser feliz,
recorda-me:
Eu não percebo os meus maiores interesses.
Que eu faça minha parte,
mas não tente controlar todos os resultados.
Quando eu transformar dinheiro,
relacionamentos,
trabalho,
reconhecimento
ou qualquer outra forma
em prova do meu valor,
ajuda-me a lembrar:
Eu não sei para que serve coisa alguma.
Retira de mim os propósitos que produzem medo.
Ensina-me um novo uso para aquilo que encontro.
Que cada pessoa possa servir ao perdão.
Que cada situação possa servir ao aprendizado.
Que cada escolha possa servir à paz.
Hoje quero desaprender
aquilo que usei para me ferir.
E abrir minha mente
para um propósito que ainda não reconheço.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente. Posso abandonar os pensamentos de ataque, reconhecer que não sei tudo e abrir minha mente para um propósito mais verdadeiro.”
AO FINAL DO DIA
Revise novamente:
• Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.
• O que vejo é uma forma de vingança.
• Eu posso escapar desse mundo desistindo dos meus pensamentos de ataque.
• Eu não percebo os meus maiores interesses.
• Eu não sei para que serve coisa alguma.
Depois pergunte:
QUAL SITUAÇÃO MAIS DESPERTOU PENSAMENTOS DE ATAQUE HOJE?
Observe.
CONSEGUI INTERROMPER ALGUMA DISCUSSÃO MENTAL?
Reconheça.
EM QUE MOMENTO ACHEI QUE SABIA EXATAMENTE O QUE ERA MELHOR PARA MIM?
Observe.
ALGUM RESULTADO PARECEU SER MINHA ÚNICA FONTE DE PAZ?
Reconheça sem culpa.
QUE FUNÇÃO DEI A UMA PESSOA OU SITUAÇÃO?
Observe.
ESTOU MAIS DISPOSTA A VER DE OUTRA MANEIRA?
Finalize:
“Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.”
E depois:
“Eu não sei para que serve coisa alguma.”
LIÇÃO 55 — ESSÊNCIA
• A Lição 55 continua a Revisão I e reúne as ideias das Lições 21 a 25.
• A primeira ideia afirma a determinação de ver as coisas de modo diferente, deixando de procurar apenas testemunhas da autoimagem ilusória e abrindo-se para as testemunhas da verdade.
• A segunda apresenta o mundo percebido como um retrato dos pensamentos de ataque e afirma que pensamentos amorosos podem conduzir a uma percepção de paz.
• A terceira ensina que podemos escapar da percepção de um mundo de ataque abandonando os próprios pensamentos de ataque; o perdão permite que o amor retorne à consciência e abre espaço para paz, segurança e alegria.
• A quarta reconhece: “Eu não percebo os meus maiores interesses”, porque ainda não compreendemos plenamente nossa verdadeira identidade e precisamos de orientação para reconhecer aquilo que realmente nos serve.
• A quinta admite: “Eu não sei para que serve coisa alguma”, questionando os propósitos que atribuímos às pessoas, situações e coisas para confirmar nossas ilusões e convidando a mente a abrir-se para um propósito diferente.
A Lição 55 nos leva de uma decisão para uma entrega.
Primeiro:
Eu estou determinado a ver as coisas de modo diferente.
Depois reconheço:
pensamentos de ataque influenciam aquilo que vejo.
Então descubro:
posso abandoná-los.
E, finalmente, admito:
talvez eu não saiba o que é realmente melhor.
talvez eu não saiba para que as coisas verdadeiramente servem.
Essa admissão não é fracasso.
É abertura.
Porque somente uma mente que deixa de insistir:
“Eu já sei”
pode realmente começar
a aprender
uma nova forma
de ver.
