LIÇÃO 54 — REVISÃO I: LIÇÕES 16 A 20

Lição 54 de Um Curso em Milagres: Revisão I das Lições 16 a 20, reflexão sobre pensamentos neutros, percepção, efeitos dos pensamentos, mente compartilhada e determinação para ver

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A REVISÃO DE HOJE

Na Lição 54, continuamos a Revisão I de Um Curso em Milagres.

Hoje revisitamos as ideias das Lições 16 a 20.

Elas aprofundam um dos pontos centrais do treinamento:

nossos pensamentos não são neutros e seus efeitos não permanecem isolados.

A revisão também reforça uma decisão que começa a ganhar cada vez mais importância:

eu estou determinado a ver.

As cinco ideias de hoje são:

• 1. Eu não tenho pensamentos neutros.

• 2. Eu não vejo coisas neutras.

• 3. Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.

• 4. Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.

• 5. Eu estou determinado a ver.

O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 54

Esta revisão reúne cinco ideias que mostram uma sequência muito clara:

pensamento → percepção → efeitos compartilhados → decisão de ver

Primeiro:

nenhum pensamento é neutro.

Depois:

nenhuma percepção é neutra.

Em seguida:

aquilo que percebo produz efeitos que não experimento isoladamente.

E:

meus próprios pensamentos também produzem efeitos que ultrapassam a ideia de uma mente completamente separada.

Finalmente:

posso escolher uma nova direção.

E a direção é:

“Eu estou determinado a ver.”

1. EU NÃO TENHO PENSAMENTOS NEUTROS

A primeira ideia afirma:

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

O comentário da revisão diz que pensamentos neutros são impossíveis porque todos os pensamentos têm efeitos.

Segundo o texto, eles podem contribuir para a percepção de um mundo falso ou conduzir em direção ao mundo real.

A revisão também afirma que aquilo que vemos nos mostra a natureza do pensamento que estamos mantendo.

TODO PENSAMENTO APONTA PARA UMA DIREÇÃO

Podemos imaginar que alguns pensamentos são:

• pequenos;

• irrelevantes;

• sem importância.

Mas a revisão nos convida a observar que pensamento e percepção estão relacionados.

Um pensamento de ataque fortalece:

separação.

Um pensamento de perdão fortalece:

reconciliação interior.

Um pensamento de medo fortalece:

percepção de ameaça.

Um pensamento de amor abre:

outra maneira de ver.

ISSO NÃO SIGNIFICA QUE PRECISAMOS TER MEDO DOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS

O propósito não é começar a vigiar a mente com ansiedade.

Não é pensar:

“Tive um pensamento negativo, algo ruim acontecerá.”

Essa não é a proposta.

O treinamento é:

reconhecer que vale a pena observar aquilo que alimentamos mentalmente.

UM PENSAMENTO PODE SURGIR SEM SER ESCOLHIDO COMO GUIA

Talvez apareça:

“Não gosto dessa pessoa.”

Você percebe.

Não precisa se condenar.

Pode perguntar:

“Quero continuar alimentando esse pensamento?”

Essa pergunta já introduz:

escolha.

PENSAMENTOS DE ATAQUE NÃO SÃO APENAS AGRESSÕES ÓBVIAS

Também podem surgir como:

• crítica constante;

• desejo de estar sempre certa;

• condenação;

• desprezo;

• necessidade de provar culpa;

• fantasias de vingança.

Às vezes o ataque é silencioso.

Mas continua ocupando:

a mente que o pensa.

PENSAMENTOS AMOROSOS TAMBÉM NÃO PRECISAM SER GRANDIOSOS

Podem ser:

• compreensão;

• paciência;

• disposição para escutar;

• perdão;

• desejo de não atacar;

• vontade de ver novamente.

Uma pequena mudança de pensamento pode mudar:

a maneira de responder.

PRÁTICA PARA A PRIMEIRA IDEIA

Quando perceber um pensamento repetitivo, diga:

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

Depois pergunte:

• Este pensamento está me conduzindo para paz ou conflito?

• Ele aumenta separação ou abertura?

• Estou alimentando medo?

• Quero continuar pensando dessa maneira?

2. EU NÃO VEJO COISAS NEUTRAS

A segunda ideia leva a primeira diretamente para a percepção:

“Eu não vejo coisas neutras.”

O comentário da revisão explica que aquilo que vemos testemunha aquilo que pensamos.

Ele convida a olhar o mundo percebido como uma representação do estado da mente.

E acrescenta algo essencial:

se o estado da mente pode mudar, o mundo que percebemos também pode mudar.

O QUE EU VEJO TESTEMUNHA O QUE PENSO

Essa afirmação é fundamental para compreender a revisão.

Se estou cheia de:

desconfiança,

posso encontrar motivos para desconfiar em quase tudo.

Se estou tomada por:

culpa,

posso interpretar acontecimentos como punição.

Se estou sustentando:

ataque,

posso perceber inimigos em toda parte.

A MUDANÇA COMEÇA NA MENTE

Muitas vezes pensamos:

“Quando o mundo mudar, eu terei paz.”

A revisão começa a inverter essa direção:

“Quando minha maneira de pensar mudar, minha percepção também poderá mudar.”

Isso não significa controlar acontecimentos externos através do pensamento.

Significa reconhecer que:

a experiência perceptiva depende da mente que interpreta.

O MESMO ACONTECIMENTO PODE SER VISTO DE MANEIRAS DIFERENTES

Imagine uma mudança inesperada.

Uma mente pode pensar:

“Tudo está perdido.”

Outra:

“Isso é difícil, mas posso lidar com um passo de cada vez.”

A mudança externa é a mesma.

A experiência interior:

não.

UMA PERCEPÇÃO NÃO É NEUTRA QUANDO JÁ CHEGA CARREGADA DE SIGNIFICADO

Quando você olha para alguém, talvez já existam:

• lembranças;

• expectativas;

• opiniões;

• medos.

Por isso, a pessoa que você vê pode estar misturada com:

a imagem mental que fez dela.

PRÁTICA PARA A SEGUNDA IDEIA

Quando algo provocar forte reação, diga:

“Eu não vejo coisas neutras.”

Depois pergunte:

“O que minha reação revela sobre o pensamento que estou trazendo?”

E:

“Se minha mente mudar, existe a possibilidade de eu perceber isso de outro modo?”

3. EU NÃO ESTOU SOZINHO AO EXPERIMENTAR OS EFEITOS DO QUE VEJO

A terceira ideia amplia muito o campo da revisão.

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.”

O comentário afirma que, dentro do sistema metafísico de UCEM, não existem pensamentos completamente privados e, portanto, também não existe um mundo inteiramente privado.

O texto contrasta pensamentos de separação com os pensamentos reais, que são apresentados como compartilhados.

MINHA PERCEPÇÃO INFLUENCIA MINHA MANEIRA DE ESTAR COM OS OUTROS

Isso pode ser compreendido de maneira muito prática.

Se vejo alguém como:

inimigo,

provavelmente responderei de maneira diferente.

Meu tom muda.

Minha postura muda.

Minhas escolhas mudam.

E isso pode influenciar:

a resposta da outra pessoa.

A PERCEPÇÃO ENTRA NOS RELACIONAMENTOS

Aquilo que vejo não fica simplesmente:

dentro de mim.

Transforma-se em:

• palavras;

• expressões;

• atitudes;

• decisões;

• silêncio;

• aproximação;

• afastamento.

Assim, a percepção participa:

do campo relacional.

SE EU ESPERO ATAQUE, POSSO ME COMPORTAR DEFENSIVAMENTE

A outra pessoa percebe minha defesa.

Ela também pode se defender.

Em pouco tempo:

duas pessoas estão confirmando uma ameaça que talvez ambas tenham ajudado a construir.

O MESMO PODE ACONTECER COM UMA PERCEPÇÃO MAIS PACÍFICA

Se entro numa conversa com:

• disposição para ouvir;

• menos julgamento;

• intenção de não atacar,

isso também influencia:

o encontro.

Não garante a reação do outro.

Mas muda:

aquilo que eu ofereço.

NÃO CONTROLAMOS A MENTE ALHEIA

A ideia da revisão não deve ser transformada em:

“Meus pensamentos controlam outras pessoas.”

O texto trabalha com uma visão metafísica de mente compartilhada.

Na aplicação cotidiana, podemos reconhecer de forma segura que:

nossas percepções influenciam como nos relacionamos e o que ensinamos através de nossas atitudes.

PRÁTICA PARA A TERCEIRA IDEIA

Antes de uma conversa importante, diga:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.”

Depois pergunte:

• Que percepção estou levando para essa relação?

• Estou esperando ataque?

• Estou levando condenação?

• Posso entrar com maior abertura?

4. EU NÃO ESTOU SOZINHO AO EXPERIMENTAR OS EFEITOS DOS MEUS PENSAMENTOS

A quarta ideia aprofunda diretamente a anterior:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

O comentário da revisão afirma que não estamos sozinhos em nada e que aquilo que pensamos, dizemos ou fazemos ensina.

Dentro da linguagem do Curso, a mente tem uma dimensão compartilhada, e a mudança de nossa própria mente participa de uma mudança maior.

TODO PENSAMENTO PODE SE TRANSFORMAR EM ENSINAMENTO

Mesmo sem dar uma aula, estamos ensinando através de:

• nossas respostas;

• nossos hábitos;

• nossa maneira de tratar pessoas;

• aquilo que toleramos;

• aquilo que repetimos.

QUANDO ESCOLHO ATAQUE

Ensino:

ataque.

Quando respondo humilhando alguém:

a mensagem transmitida é:

“A violência é uma resposta possível.”

QUANDO ESCOLHO PAZ

Posso ensinar:

outra possibilidade.

Quando respondo com firmeza sem crueldade:

ensino:

limite sem ataque.

ISSO NÃO SIGNIFICA PASSIVIDADE

Paz não exige:

• concordar com tudo;

• aceitar desrespeito;

• abandonar limites.

A questão é:

qual sistema de pensamento está orientando a resposta?

UMA AÇÃO FIRME PODE VIR DO MEDO OU DA CLAREZA

Externamente, duas pessoas podem dizer:

“Não.”

Mas internamente:

uma diz “não” para atacar.

Outra diz “não”:

porque reconhece um limite saudável.

A forma pode parecer semelhante.

A intenção mental:

é diferente.

MEUS PENSAMENTOS AFETAM PRIMEIRO A MIM MESMA

Antes de qualquer consequência externa, o pensamento já está:

ocupando minha consciência.

Se passo horas condenando alguém:

quem passa horas em contato com a condenação?

eu.

Por isso, libertar a mente do ataque não é apenas um favor ao outro.

É também:

libertação interior.

PRÁTICA PARA A QUARTA IDEIA

Quando perceber um pensamento persistente de ataque, diga:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

Pergunte:

• O que estou ensinando através deste pensamento?

• Que estado mental estou fortalecendo em mim?

• Quero estender medo ou paz?

5. EU ESTOU DETERMINADO A VER

As quatro primeiras ideias preparam a quinta:

“Eu estou determinado a ver.”

O comentário afirma que, reconhecendo a natureza compartilhada dos pensamentos, surge a determinação de ver.

O texto fala em procurar testemunhas de que o pensamento do mundo mudou e descreve uma visão em que:

• o amor substitui o medo;

• o riso substitui as lágrimas;

• a abundância substitui a perda.

A revisão termina com o desejo de olhar para o mundo real e reconhecer a união entre nossa verdadeira vontade e a Vontade de Deus.

DETERMINAÇÃO É DIFERENTE DE FORÇAR

A frase não é:

“Eu tenho que ver agora.”

É:

“Eu estou determinado a ver.”

Existe decisão.

Existe direção.

Mas não precisa existir:

tensão.

VER TORNA-SE UMA PRIORIDADE

Depois de reconhecer que:

• pensamentos têm efeitos;

• percepção reflete o pensamento;

• aquilo que vemos não está isolado;

a mente começa a desejar:

uma visão diferente.

“EU ESTOU DETERMINADO A VER” SIGNIFICA:

“Não quero permanecer presa à minha forma antiga de perceber.”

Talvez eu ainda tenha julgamentos.

Talvez ainda exista medo.

Talvez eu ainda veja ataque.

Mas existe algo novo:

vontade de mudar.

O CURSO FALA EM PROCURAR TESTEMUNHAS DA MUDANÇA

Isso significa treinar a atenção.

Se estamos acostumados a procurar:

• ameaças;

• problemas;

• conflitos,

a revisão começa a perguntar:

“Posso também perceber sinais de amor?”

TALVEZ EXISTAM PEQUENAS TESTEMUNHAS

• alguém ajudando outra pessoa;

• uma reconciliação;

• um gesto de bondade;

• um momento de compreensão;

• uma resposta mais pacífica que ontem.

Isso não significa negar sofrimento.

Significa não permitir que:

sofrimento seja a única coisa que conseguimos ver.

PRÁTICA PARA A QUINTA IDEIA

Quando perceber que está presa a uma interpretação, diga:

“Eu estou determinado a ver.”

Depois:

“Estou disposta a procurar outra maneira de perceber.”

COMO AS CINCO IDEIAS SE CONECTAM

A Lição 54 apresenta um encadeamento muito claro.

1. EU NÃO TENHO PENSAMENTOS NEUTROS

Aquilo que penso produz efeitos.

2. EU NÃO VEJO COISAS NEUTRAS

Minha percepção testemunha meu estado mental.

3. EU NÃO ESTOU SOZINHO AO EXPERIMENTAR OS EFEITOS DO QUE VEJO

Minha percepção influencia como me relaciono com o mundo.

4. EU NÃO ESTOU SOZINHO AO EXPERIMENTAR OS EFEITOS DOS MEUS PENSAMENTOS

Aquilo que penso, digo e faço participa de algo maior do que uma experiência isolada.

5. EU ESTOU DETERMINADO A VER

Diante disso:

posso escolher uma nova direção.

UM EXEMPLO COMPLETO

Imagine que alguém faz um comentário crítico.

PRIMEIRA IDEIA

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

Surge:

“Ela quer me diminuir.”

Você percebe:

esse pensamento terá efeitos.

SEGUNDA IDEIA

“Eu não vejo coisas neutras.”

Você reconhece que agora está olhando para a pessoa através:

desse julgamento.

TERCEIRA IDEIA

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.”

Se a enxergar como inimiga:

sua resposta provavelmente refletirá isso.

QUARTA IDEIA

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

Seu pensamento pode transformar-se em:

• tom defensivo;

• ataque;

• afastamento.

QUINTA IDEIA

“Eu estou determinado a ver.”

Agora existe uma escolha:

“Posso verificar o que realmente aconteceu antes de atacar.”

A DETERMINAÇÃO CRIA UM INTERVALO

Entre:

estímulo

e

reação.

E nesse intervalo pode existir:

escolha.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 54

Continuamos seguindo as orientações gerais da Revisão I.

• Comece o dia lendo as cinco ideias e seus comentários.

• Pratique cada uma pelo menos uma vez durante o dia.

• Dedique aproximadamente dois minutos ou mais a cada período de prática.

• Não é necessário seguir uma ordem rígida.

• Se uma ideia parecer especialmente importante, permaneça mais tempo com ela.

• Volte às ideias com a maior frequência possível.

• Ao final do dia, revise novamente todas as cinco.

• Quando possível, faça os períodos de prática em quietude e com os olhos fechados.

LEVAR A QUIETUDE PARA A VIDA REAL

A Revisão I também ensina que não devemos depender para sempre de um cenário perfeito para encontrar paz.

O objetivo é aprender a levar a quietude conosco justamente para:

• conflitos;

• aflições;

• perturbações;

• situações difíceis.

PRÁTICA DA MANHÃ

Leia lentamente:

• Eu não tenho pensamentos neutros.

• Eu não vejo coisas neutras.

• Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.

• Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.

• Eu estou determinado a ver.

Depois escolha uma ideia e permaneça alguns minutos com ela.

Pergunte:

“Como isso aparece em minha vida hoje?”

PRÁTICA DURANTE O DIA

Quando surgir um pensamento perturbador:

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

Quando uma situação parecer absolutamente definida:

“Eu não vejo coisas neutras.”

Quando estiver entrando num conflito:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.”

Quando perceber ataque mental:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

Quando sentir que voltou ao velho padrão:

“Eu estou determinado a ver.”

PRÁTICA PARA ANSIEDADE

A ansiedade pode produzir muitos pensamentos sobre:

futuro.

Pare.

Observe.

Pergunte:

“Que mundo esses pensamentos estão me fazendo ver?”

Depois:

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

E:

“Eu estou determinado a ver.”

PRÁTICA PARA CONFLITOS

Antes de responder alguém:

• reconheça sua percepção;

• observe seus pensamentos;

• perceba os efeitos que sua resposta poderá produzir.

Depois diga:

“Eu estou determinado a ver.”

Pergunte:

“Existe uma resposta mais clara e menos governada pelo ataque?”

PRÁTICA PARA JULGAMENTO

Quando pensar:

“Essa pessoa é insuportável.”

Pare.

“Eu não vejo coisas neutras.”

Pergunte:

“Que pensamentos estou levando para esse encontro?”

PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA

Pensamento:

“Sou incapaz.”

Observe:

esse pensamento também não é neutro.

Ele pode influenciar:

• postura;

• coragem;

• escolhas;

• disposição para tentar.

Diga:

“Eu não tenho pensamentos neutros.”

Depois:

“Estou determinada a me ver de outra maneira.”

PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS

Observe como sua mente reage ao conteúdo que vê.

Talvez surjam:

• comparação;

• inveja;

• julgamento;

• inadequação.

Pergunte:

“O que estou ensinando à minha mente ao permanecer alimentando isso?”

Então:

faça uma escolha consciente sobre onde colocar sua atenção.

PRÁTICA PARA UMA CONVERSA DIFÍCIL

Antes da conversa:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

Depois estabeleça uma intenção:

• quero ser clara;

• quero ser firme;

• não quero humilhar;

• quero escutar antes de concluir.

Isso pode mudar:

toda a qualidade da conversa.

PRÁTICA PARA UMA PESSOA QUE VOCÊ JULGA

Pense nela.

Observe sua primeira frase mental.

Talvez:

“Ela nunca muda.”

Depois:

“Eu não vejo coisas neutras.”

E:

“Eu estou determinado a ver.”

Não force uma visão positiva.

Apenas abra:

outra possibilidade.

PRÁTICA PARA PENSAMENTOS DE ATAQUE

Quando perceber que está mentalmente discutindo com alguém há vários minutos:

pare.

Pergunte:

“Quem está experimentando este ataque agora?”

Você.

Então diga:

“Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.”

E escolha interromper o ciclo.

A DETERMINAÇÃO NÃO PRECISA SER PERFEITA

Você pode lembrar da lição:

depois de já ter reagido.

Ainda é possível:

escolher novamente.

Não transforme atraso em:

culpa.

Transforme-o em:

prática.

UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS

1. OBSERVE O PENSAMENTO.

2. PERGUNTE:

“Para onde esse pensamento me conduz?”

3. OBSERVE O MUNDO QUE ELE FAZ VOCÊ VER.

4. DIGA:

“Eu estou determinado a ver.”

5. ESCOLHA NÃO REAGIR AUTOMATICAMENTE.

O QUE OBSERVAR HOJE

Preste atenção quando:

• sua mente atacar;

• uma percepção parecer absolutamente verdadeira;

• você esperar conflito;

• suas palavras começarem a refletir pensamentos de separação;

• perceber que está repetindo o mesmo julgamento.

Esses são momentos privilegiados para:

a prática.

MARCADORES DE UM PENSAMENTO QUE PODE ESTAR PEDINDO CORREÇÃO

• Produz necessidade de atacar.

• Aumenta condenação.

• Faz você sentir que precisa vencer alguém.

• Mantém uma pessoa presa para sempre ao passado.

• Transforma erro em identidade.

• Faz o mundo parecer inteiramente ameaçador.

Quando perceber algum desses movimentos:

não se condene.

Apenas reconheça:

existe outra escolha.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Que pensamento mais influenciou minha percepção hoje?

• Que mundo esse pensamento me fez enxergar?

• Em que situação percebi que minha visão não era neutra?

• Que efeitos meus julgamentos produziram em uma relação?

• O que minhas palavras ensinaram hoje?

• Estou alimentando separação ou aproximação?

• Existe alguém diante de quem quero escolher uma nova percepção?

• Estou realmente determinada a ver?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — PENSAMENTO E EFEITO

Escolha um pensamento repetitivo.

Escreva:

PENSAMENTO

“O que estou pensando?”

PERCEPÇÃO

“O que esse pensamento me faz ver?”

EMOÇÃO

“O que sinto quando acredito nele?”

COMPORTAMENTO

“Como ajo quando acredito nisso?”

EFEITO RELACIONAL

“Como isso afeta minhas relações?”

NOVA ESCOLHA

“Que pensamento quero fortalecer em seu lugar?”

Finalize:

“Eu estou determinado a ver.”

EXERCÍCIO — O QUE ESTOU ENSINANDO?

Pense em uma situação recente.

Pergunte:

“Com minhas palavras e atitudes, o que ensinei?”

Talvez tenha ensinado:

• ataque;

• medo;

• desconfiança.

Ou:

• calma;

• respeito;

• limite;

• perdão.

Depois pergunte:

“O que quero ensinar da próxima vez?”

EXERCÍCIO — TESTEMUNHAS DA MUDANÇA

Durante o dia, procure conscientemente pequenas testemunhas de:

• bondade;

• cooperação;

• generosidade;

• perdão;

• alegria;

• reconciliação.

Não para negar sofrimento.

Mas para treinar a mente a perceber:

aquilo que normalmente ignora.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

• “Meu pensamento está influenciando o que vejo.”

• “Posso mudar o estado da minha mente.”

• “Não preciso estender ataque.”

• “O que penso, digo e faço tem efeitos.”

• “Eu estou determinado a ver.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho levar meus pensamentos mais a sério,

mas não com medo.

Com consciência.

Quero reconhecer que aquilo que alimento em minha mente influencia:

aquilo que vejo.

E aquilo que vejo influencia:

como respondo.

Não quero continuar acreditando que meus pensamentos de ataque ficam isolados e sem efeito.

Nem quero acreditar que uma percepção amorosa é inútil.

Hoje escolho observar.

Quando perceber medo:

quero ver.

Quando perceber ataque:

quero ver.

Quando estiver absolutamente certa de meu julgamento:

quero ver.

E quando a velha maneira de perceber parecer novamente ocupar tudo,

quero lembrar:

Eu estou determinado a ver.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti meus pensamentos.

Os que parecem pequenos.

Os que repito sem perceber.

Os julgamentos que alimento.

As conversas imaginárias.

Os ataques silenciosos.

Os medos que transformo em certezas.

Ensina-me a reconhecer:

Eu não tenho pensamentos neutros.

Quando eu olhar para alguém através de um julgamento,

lembra-me:

Eu não vejo coisas neutras.

Mostra-me como minha percepção influencia

a maneira como falo,

como ajo,

como me aproximo

e como me afasto.

Quando eu acreditar que meus pensamentos estão isolados

e não importam,

lembra-me:

Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.

Que eu use esse ensinamento

não para ter medo da minha mente,

mas para assumir responsabilidade por ela.

Ensina-me a escolher novamente.

Que meus pensamentos possam servir ao amor.

Que minhas palavras possam servir à paz.

Que meus limites sejam claros,

mas não cruéis.

Que minha percepção deixe de procurar apenas testemunhas do medo.

Quero aprender a reconhecer

também as testemunhas do amor.

Hoje afirmo:

Eu estou determinado a ver.

Não quero permanecer presa

àquilo que sempre vi.

Abre meus olhos interiores

para aquilo que ainda não reconheci.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Meus pensamentos influenciam aquilo que vejo e a maneira como respondo. Posso escolher novamente. Eu estou determinado a ver.”

AO FINAL DO DIA

Revise novamente:

• Eu não tenho pensamentos neutros.

• Eu não vejo coisas neutras.

• Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que vejo.

• Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.

• Eu estou determinado a ver.

Depois pergunte:

QUAL PENSAMENTO MAIS INFLUENCIOU MINHA PERCEPÇÃO HOJE?

Observe.

EM QUAL SITUAÇÃO PERCEBI QUE NÃO ESTAVA VENDO DE FORMA NEUTRA?

Reconheça.

QUE EFEITO MEUS PENSAMENTOS TIVERAM SOBRE MINHAS PALAVRAS E AÇÕES?

Observe sem julgamento.

HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE ESCOLHI NÃO ATACAR?

Reconheça.

PERCEBI ALGUMA TESTEMUNHA DE AMOR OU PAZ QUE NORMALMENTE IGNORARIA?

Agradeça.

ESTOU DISPOSTA A CONTINUAR ESCOLHENDO VER?

Finalize:

“Eu estou determinado a ver.”

LIÇÃO 54 — ESSÊNCIA

• A Lição 54 continua a Revisão I e reúne as ideias das Lições 16 a 20.

• A primeira ideia afirma que não existem pensamentos neutros, porque todos os pensamentos têm efeitos e participam da maneira como percebemos.

• A segunda ensina que não vemos coisas neutras: o mundo percebido testemunha o estado da mente, e uma mudança nesse estado permite uma mudança na percepção.

• A terceira afirma que não estamos sozinhos ao experimentar os efeitos do que vemos, dentro da concepção do Curso de que a mente não é realmente privada ou separada.

• A quarta mostra que não estamos sozinhos ao experimentar os efeitos dos nossos pensamentos e apresenta aquilo que pensamos, dizemos e fazemos como uma forma de ensino.

• A quinta culmina na decisão: “Eu estou determinado a ver.” O comentário relaciona essa determinação à disposição de reconhecer testemunhas de uma mudança em que amor, alegria e abundância substituam medo, lágrimas e perda.

• Na Revisão I, as cinco ideias devem ser lidas no início do dia, praticadas individualmente por pelo menos dois minutos, retomadas com frequência e revisadas novamente ao final do dia.

Hoje a pergunta deixa de ser apenas:

“O que estou vendo?”

E passa a ser:

“Que pensamento está me fazendo ver dessa maneira?”

Porque pensamento e percepção

não estão separados.

Aquilo que alimento na mente

torna-se parte da maneira

como encontro o mundo.

E essa percepção,

por sua vez,

entra em minhas palavras,

minhas escolhas

e meus relacionamentos.

Mas justamente por isso

existe uma notícia profundamente libertadora:

se o estado da mente pode mudar,

a maneira de ver também pode mudar.

E hoje eu escolho declarar:

Eu estou determinado a ver.