Revisão I — Lições 6 a 10
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A REVISÃO DE HOJE
Na Lição 52, continuamos a Revisão I.
Agora revisitamos as ideias das Lições 6 a 10.
As cinco ideias são:
1. Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.
2. Eu só vejo o passado.
3. A minha mente está preocupada com pensamentos passados.
4. Eu não vejo nada tal como é agora.
5. Meus pensamentos não significam coisa alguma.
O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 52
Se a Lição 51 questionou:
• o significado que damos às coisas;
• nossos julgamentos;
• nossa compreensão;
a Lição 52 aprofunda uma pergunta ainda mais específica:
Quanto do que estou vendo agora pertence realmente ao presente?
O Curso coloca o passado no centro do problema da percepção.
Segundo esta revisão, não apenas vemos através de nossas interpretações:
vemos através das interpretações acumuladas do passado.
1. EU ESTOU TRANSTORNADO PORQUE VEJO ALGO QUE NÃO EXISTE
A primeira ideia diz:
“Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.”
O comentário da revisão afirma que:
a realidade não é assustadora;
a realidade só traz perfeita paz.
Segundo o texto, quando estamos transtornados, estamos substituindo a realidade por ilusões às quais demos realidade.
ESSA É UMA AFIRMAÇÃO METAFÍSICA DO CURSO
Ela não significa que acontecimentos dolorosos da experiência humana simplesmente “não existam” no nível cotidiano.
O Curso está falando de sua distinção entre:
realidade criada por Deus
e
percepção ilusória produzida pela mente separada.
A PERGUNTA PRÁTICA É:
“O que estou vendo além do fato?”
Imagine:
alguém não responde uma mensagem.
O fato:
não houve resposta.
A interpretação:
“Ela não se importa comigo.”
Depois:
“Ninguém se importa comigo.”
Depois:
“Sempre sou abandonada.”
O transtorno pode crescer muito além:
do acontecimento inicial.
A ILUSÃO GANHA REALIDADE QUANDO EU ACREDITO NELA
O comentário diz que as ilusões nos transtornam porque:
damos realidade a elas.
Isso significa que não basta um pensamento passar pela mente.
O sofrimento se aprofunda quando pensamos:
“Isto é exatamente a realidade.”
UM PENSAMENTO DE MEDO PODE SE TORNAR UMA “REALIDADE” INTERIOR
Pensamento:
“Vou fracassar.”
Depois:
“É óbvio que vou fracassar.”
Depois:
“Não adianta tentar.”
Algo que começou como:
pensamento
passou a comandar:
comportamento.
“A REALIDADE NUNCA É ASSUSTADORA”
Essa é uma das afirmações centrais do comentário.
Dentro de UCEM, aquilo que vem de Deus não pode produzir:
• ameaça;
• medo;
• condenação.
ISSO NOS DÁ UMA PERGUNTA DE DISCERNIMENTO
Quando uma interpretação produz intenso:
• medo;
• ataque;
• condenação,
podemos perguntar:
“Estou vendo a realidade ou uma construção de medo?”
NÃO USE ESSA IDEIA PARA NEGAR SENTIMENTOS
Se você está assustada:
não precisa dizer:
“Meu medo não existe.”
Pode dizer:
“Meu medo existe como experiência, mas talvez não prove aquilo que penso que prova.”
ESSA É UMA DISTINÇÃO IMPORTANTE
Emoção:
real como experiência presente.
Interpretação:
pode estar equivocada.
2. EU SÓ VEJO O PASSADO
A segunda ideia afirma:
“Eu só vejo o passado.”
O comentário diz que, quando olhamos ao redor, carregamos o passado contra pessoas e coisas e, assim, fazemos delas nossos inimigos.
COMO PODEMOS “VER O PASSADO” NO PRESENTE?
Porque não olhamos apenas para:
aquilo que está diante de nós.
Também olhamos através de:
• memórias;
• experiências anteriores;
• associações;
• feridas;
• expectativas.
EXEMPLO
Uma pessoa levanta a voz.
Talvez sua reação não seja apenas àquela voz.
Pode haver uma associação com:
alguém do passado.
Então o presente recebe:
a carga emocional do passado.
OUTRO EXEMPLO
Alguém demora para responder.
Talvez isso ative uma antiga experiência de:
rejeição.
Então você não está respondendo apenas ao momento atual.
Está respondendo também:
à memória.
O PASSADO PODE TRANSFORMAR O PRESENTE EM INIMIGO
Essa é a lógica do comentário.
Se retenho experiências antigas contra:
• pessoas;
• situações;
• o mundo,
começo a olhar para tudo esperando:
repetição.
“ELE FEZ ISSO UMA VEZ, FARÁ NOVAMENTE”
Às vezes essa conclusão pode ter base prática.
Padrões de comportamento importam.
Mas o Curso está questionando algo mais amplo:
usar o passado como lente absoluta para tudo.
O PERDÃO APARECE AQUI COMO LIBERAÇÃO DO PASSADO
O texto diz que, quando houver autoperdoão e lembrança da verdadeira identidade, haverá bênção em vez de condenação, e o passado deixará de produzir inimigos.
ISSO RETOMA A LIÇÃO 46
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Agora vemos uma função específica do perdão:
libertar a percepção do passado.
PERDOAR NÃO SIGNIFICA ESQUECER O QUE APRENDEU
Você pode lembrar que alguém:
• mentiu;
• quebrou confiança;
• repetiu um comportamento.
E ainda assim tentar não transformar o passado em:
condenação total.
UM LIMITE PODE SE BASEAR EM FATOS SEM SE BASEAR EM ÓDIO
Essa distinção continua importante.
3. A MINHA MENTE ESTÁ PREOCUPADA COM PENSAMENTOS PASSADOS
A terceira ideia vai ainda mais fundo:
“A minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
O comentário afirma que vemos nossos próprios pensamentos e que a mente está ocupada com o passado.
TALVEZ O PASSADO NÃO ESTEJA APENAS “ATRÁS”
Ele pode estar:
ocupando a mente agora.
QUANTO TEMPO PASSAMOS REPETINDO?
• “Eu deveria ter feito diferente.”
• “Ele não deveria ter dito aquilo.”
• “Aquilo sempre acontece comigo.”
• “Nunca vou esquecer.”
A cena acabou.
Mas a mente:
continua nela.
UMA MEMÓRIA PODE VIRAR UM AMBIENTE MENTAL
O corpo está aqui.
Mas a atenção está:
lá.
ISSO IMPEDE O PRESENTE DE SURGIR
O comentário diz que olhar para o passado serve para impedir que o presente apareça na mente.
ESSA É UMA IDEIA MUITO IMPORTANTE
Se toda nova experiência passa imediatamente pelo filtro:
“Isso se parece com aquilo que aconteceu antes”,
talvez o presente nunca seja realmente encontrado.
O PRESENTE É SEMPRE INTERPRETADO PELO QUE JÁ ACONTECEU
E assim:
parece repetição.
“DESCARTAR O PASSADO” NÃO SIGNIFICA APAGAR MEMÓRIA
O texto diz que precisamos aprender a descartar o passado reconhecendo que:
não estamos desistindo de nada.
NÃO PERDEMOS O APRENDIZADO
Podemos manter:
• sabedoria;
• experiência;
• discernimento.
O que soltamos é:
a obrigação de continuar revivendo.
UMA EXPERIÊNCIA PODE ENSINAR SEM CONTINUAR GOVERNANDO
Isso é liberdade.
4. EU NÃO VEJO NADA TAL COMO É AGORA
A quarta ideia:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
O comentário afirma que só podemos realmente ver:
o que existe agora.
E apresenta uma escolha radical:
não estamos escolhendo entre ver passado ou presente;
estamos escolhendo entre ver ou não ver.
POR QUÊ?
Porque, se vejo apenas:
uma imagem passada,
não estou vendo:
aquilo que está aqui agora.
EXEMPLO EM RELACIONAMENTOS
A pessoa muda alguma coisa.
Mas você pensa:
“Eu sei como ela é.”
Talvez o passado esteja tão consolidado que nenhuma evidência nova consegue entrar.
ISSO PODE ACONTECER TAMBÉM COM A NOSSA AUTOIMAGEM
Você pensa:
“Eu sou assim.”
Porque:
sempre fui assim.
MAS O “SEMPRE” É PASSADO
Talvez o presente ofereça:
uma nova escolha.
UMA IDENTIDADE ANTIGA PODE CUSTAR A VISÃO
O comentário diz:
“O que eu tenho escolhido ver me custou a visão.”
ISSO É FORTE
Aquilo que insistimos em enxergar pode justamente:
impedir que vejamos algo novo.
“AGORA QUERO ESCOLHER OUTRA VEZ”
Essa é a conclusão do comentário.
Não significa:
“Já consigo.”
Significa:
“Estou disponível para outra escolha.”
ESSA É A CHAVE DA REVISÃO
disponibilidade.
5. MEUS PENSAMENTOS NÃO SIGNIFICAM COISA ALGUMA
A quinta ideia afirma:
“Meus pensamentos não significam coisa alguma.”
O comentário da revisão diz que não existem pensamentos privados, embora estejamos conscientes apenas daquilo que percebemos como pensamentos particulares.
ESSA É UMA IDEIA ESPECÍFICA DA METAFÍSICA DE UCEM
O Curso trabalha com a noção de:
Mente compartilhada.
Por isso questiona a ideia de uma mente totalmente isolada.
A LIÇÃO 45 JÁ HAVIA DITO:
“Deus é a Mente com a qual eu penso.”
Agora a revisão retoma esse ponto.
O PROBLEMA NÃO É TER PENSAMENTOS INDIVIDUAIS FUNCIONAIS
Precisamos de pensamentos para:
• organizar;
• trabalhar;
• decidir.
O comentário está tratando da crença de que:
nossos pensamentos separados e privados representam nossa identidade real.
“MINHA MENTE É PARTE DA CRIAÇÃO”
O texto coloca uma alternativa:
por que obscurecer aquilo que realmente pertence à mente com pensamentos privados sem significado, quando é possível unir-se ao pensamento universal?
ISSO É UM CONVITE À SAÍDA DO ISOLAMENTO MENTAL
Pensamentos privados frequentemente dizem:
“Ninguém entende.”
“Estou só.”
“Minha visão é separada de todos.”
O Curso propõe:
uma Mente cuja natureza é união.
AS CINCO IDEIAS FORMAM UMA SEQUÊNCIA
1. Estou transtornada porque vejo algo que não existe.
2. Vejo o passado.
3. Minha mente está ocupada com pensamentos passados.
4. Por isso, não vejo nada como é agora.
5. E os pensamentos que uso para interpretar tudo isso não são minha realidade última.
O CENTRO DO PROBLEMA É:
passado + interpretação + identificação.
O PRESENTE FICA ESCONDIDO
E quando o presente fica escondido:
a nova visão também fica.
UM EXEMPLO COMPLETO
Imagine que você recebeu uma crítica.
PRIMEIRA IDEIA
“Eu estou transtornada porque vejo algo que não existe.”
Talvez eu esteja vendo:
“Essa crítica prova que sou incapaz.”
SEGUNDA IDEIA
“Eu só vejo o passado.”
Talvez essa crítica esteja ativando:
críticas antigas.
TERCEIRA IDEIA
“Minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
Talvez eu esteja lembrando:
todas as vezes em que me senti insuficiente.
QUARTA IDEIA
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
Talvez a crítica atual seja:
específica,
mas eu a transformei em uma condenação total.
QUINTA IDEIA
“Meus pensamentos não significam coisa alguma.”
Pensamento:
“Nunca vou ser boa.”
não precisa ser tratado como:
verdade.
ESSA SEQUÊNCIA PODE INTERROMPER UM CICLO AUTOMÁTICO
E criar:
espaço.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 52
As instruções gerais da Revisão I continuam valendo.
Comece o dia:
lendo as cinco ideias e seus comentários.
Ao longo do dia:
cada ideia deve ser considerada pelo menos uma vez.
Dedique aproximadamente:
dois minutos ou mais
a cada período de prática.
Não é necessário seguir uma ordem rígida.
Se uma ideia parecer especialmente importante:
concentre-se mais nela.
Ao final do dia:
revise todas novamente.
QUANDO POSSÍVEL
Pratique:
• de olhos fechados;
• em quietude;
• sem distrações.
Mas a própria introdução da Revisão I deixa claro que o objetivo final é aprender a levar a paz para:
situações reais de perturbação,
e não depender de condições perfeitas para praticar.
PRÁTICA 1 — QUANDO ESTIVER PERTURBADA
Diga:
“Eu estou transtornada porque vejo algo que não existe.”
Depois pergunte:
“Que interpretação estou tratando como realidade?”
PRÁTICA 2 — QUANDO JULGAR ALGUÉM PELO PASSADO
“Eu só vejo o passado.”
Pergunte:
“Estou vendo esta pessoa agora ou aquilo que lembro dela?”
PRÁTICA 3 — QUANDO ESTIVER RUMINANDO
“A minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
Depois:
“Posso voltar ao que existe neste momento?”
PRÁTICA 4 — QUANDO PENSAR “EU SEI COMO ISSO É”
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
Depois:
“Estou disposta a escolher outra vez.”
PRÁTICA 5 — QUANDO UM PENSAMENTO PARECER ABSOLUTO
“Meus pensamentos não significam coisa alguma.”
Pergunte:
“Isso é um fato ou apenas um pensamento que estou repetindo?”
UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Escolha uma pessoa com quem exista história.
Pergunte:
“Quanto do que vejo nessa pessoa vem do passado?”
Depois:
“Eu só vejo o passado.”
E:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
NÃO FORCE UMA VISÃO POSITIVA
A ideia não é substituir:
“Ela é terrível.”
por:
“Ela é maravilhosa.”
A prática pode ser apenas:
“Talvez eu ainda não esteja vendo claramente.”
ISSO É MAIS HONESTO
E cria abertura.
UMA PRÁTICA PARA AUTOPERDÃO
Talvez você se veja apenas através de:
• erros antigos;
• decisões passadas;
• versões anteriores de si.
Diga:
“Eu só vejo o passado.”
Depois:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
TALVEZ A PESSOA QUE VOCÊ MAIS PRECISE PARAR DE VER PELO PASSADO SEJA VOCÊ MESMA
Essa é uma aplicação profunda desta revisão.
UMA IDENTIDADE ANTIGA PODE DIZER:
“Eu sempre estrago tudo.”
Mas isso é:
memória transformada em identidade.
O PRESENTE PERMITE UMA NOVA ESCOLHA
Mesmo que pequena.
UMA PRÁTICA PARA ANSIEDADE
Ansiedade frequentemente usa:
passado para prever futuro.
Algo aconteceu uma vez.
Então pensamos:
“Vai acontecer novamente.”
APLIQUE:
“A minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
E pergunte:
“Tenho fatos sobre o futuro ou estou projetando uma memória?”
UMA PRÁTICA PARA CONFLITOS
Quando pensar:
“Ele sempre faz isso.”
Pare.
Talvez exista realmente um padrão.
Mas antes de responder, pergunte:
“Estou reagindo ao comportamento atual ou a dez acontecimentos anteriores ao mesmo tempo?”
ESSA DISTINÇÃO PODE TORNAR UM LIMITE MAIS CLARO
Porque você responde:
ao que está acontecendo agora.
Não a todo o arquivo emocional acumulado.
UMA PRÁTICA PARA MEDO DE REPETIÇÃO
Pensamento:
“Vai acontecer tudo de novo.”
Diga:
“Eu só vejo o passado.”
Depois:
“O que realmente sei sobre este momento?”
UMA PRÁTICA PARA O ESPELHO
Ao se olhar, perceba se a mente imediatamente traz:
• idade;
• comparações;
• críticas antigas;
• histórias sobre aparência.
Diga:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
Observe sem exigir uma conclusão.
UMA PRÁTICA PARA UM LUGAR
Talvez um lugar esteja carregado de memória.
Ao entrar:
perceba o passado surgindo.
Não lute.
Diga:
“Minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
Depois:
veja o lugar como ele está agora.
O PRESENTE NÃO PRECISA NEGAR A HISTÓRIA
Mas pode existir:
além dela.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Em qual situação estou vendo principalmente o passado?
• Quem estou tratando como se nunca pudesse mudar?
• Que lembrança uso para prever o futuro?
• Qual pensamento passado ocupa mais espaço em minha mente?
• Em que área digo “eu sou assim” com base apenas no que já fui?
• Estou vendo fatos atuais ou histórias antigas?
• Que inimigo minha mente mantém vivo através do passado?
• Estou disposta a escolher outra vez?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — PASSADO E PRESENTE
Escolha uma situação.
Faça duas colunas:
PASSADO QUE ESTOU TRAZENDO
Escreva:
• lembranças;
• antigas decepções;
• comparações;
• expectativas.
O QUE REALMENTE EXISTE AGORA
Escreva apenas:
fatos observáveis.
DEPOIS PERGUNTE:
“Quanto da minha perturbação pertence ao presente e quanto pertence à história?”
SEGUNDO EXERCÍCIO — UMA PESSOA
Escreva:
“EU ACHO QUE ESSA PESSOA É…”
Liste seus julgamentos.
Depois:
“Quais desses julgamentos vêm de acontecimentos passados?”
Finalize:
“Eu só vejo o passado. Estou disposta a aprender a ver novamente.”
TERCEIRO EXERCÍCIO — AUTOPERCEPÇÃO
Complete:
“Eu sempre fui…”
Escreva algumas definições.
Depois pergunte:
“Isso precisa determinar quem sou agora?”
UMA MICROPRÁTICA PARA O DIA
Sempre que sua mente usar palavras como:
“sempre”
“nunca”
“de novo”
“como antes”
pare.
Pergunte:
“Estou olhando para o presente ou para o passado?”
ISSO PODE REVELAR MUITO
Porque essas palavras frequentemente sinalizam:
generalizações temporais.
A LIÇÃO 52 NÃO PEDE QUE APAGUEMOS O PASSADO
Ela pede que deixemos de:
confundi-lo com o presente.
APRENDER COM O PASSADO É DIFERENTE DE VIVER NELE
APRENDER
“Isso aconteceu. O que posso compreender?”
VIVER NELE
“Isso aconteceu. Portanto, tudo sempre será assim.”
O PRIMEIRO PRODUZ SABEDORIA
O segundo pode produzir:
prisão.
O PRESENTE É O LUGAR DA ESCOLHA
Não podemos escolher:
ontem.
Podemos escolher:
agora.
É POR ISSO QUE A QUARTA IDEIA É TÃO IMPORTANTE
“Agora quero escolher outra vez para que eu possa ver.”
ESCOLHER OUTRA VEZ NÃO SIGNIFICA NEGAR O QUE ACONTECEU
Significa:
não permitir que aquilo que aconteceu seja a única lente disponível.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho observar quanto do meu presente é interpretado através do passado.
As pessoas que vejo através de antigas feridas.
As situações que comparo imediatamente com acontecimentos anteriores.
Os pensamentos que repito há anos.
As definições antigas que ainda uso para dizer quem sou.
Não preciso condenar minha mente por isso.
Quero apenas reconhecer.
Quando eu estiver transtornada:
“Eu estou transtornada porque vejo algo que não existe.”
Quando eu usar uma história antiga:
“Eu só vejo o passado.”
Quando minha mente ruminar:
“A minha mente está preocupada com pensamentos passados.”
Quando eu acreditar que sei exatamente o que está diante de mim:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
E quando um pensamento parecer definir toda a realidade:
“Meus pensamentos não significam coisa alguma.”
Hoje quero abrir espaço para:
o presente.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti o passado que continuo levando comigo.
As lembranças que uso para interpretar pessoas.
As feridas que transformei em previsões.
As experiências que fizeram nascer frases como:
“sempre será assim”
ou
“nunca vai mudar”.
Ajuda-me a reconhecer quando estou olhando para uma pessoa
e vendo apenas aquilo que aconteceu antes.
Quando eu estiver perturbada,
mostra-me a interpretação que acrescentei.
Quando eu estiver ruminando,
traz-me de volta ao presente.
Quando uma antiga versão de mim mesma
tentar determinar quem sou hoje,
ajuda-me a dizer:
“Eu não vejo nada tal como é agora.”
Não quero negar minha história.
Quero aprender com ela
sem permanecer presa a ela.
Que eu possa guardar sabedoria
e soltar condenação.
Guardar discernimento
e soltar medo.
Guardar aprendizado
e deixar partir a sentença.
Hoje quero escolher outra vez.
Quero permitir que o presente apareça
sem obrigá-lo a repetir o passado.
E, quando minha mente insistir em imagens antigas,
lembra-me:
“Agora quero escolher outra vez para que eu possa ver.”
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Talvez eu esteja olhando para este momento através do passado. Posso reconhecer a história que trouxe comigo e escolher ver novamente.”
AO FINAL DO DIA
Revise novamente:
1. Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.
2. Eu só vejo o passado.
3. A minha mente está preocupada com pensamentos passados.
4. Eu não vejo nada tal como é agora.
5. Meus pensamentos não significam coisa alguma.
Depois pergunte:
• EM QUE MOMENTO O PASSADO MAIS DOMINOU MINHA PERCEPÇÃO?
• QUE PESSOA JULGUEI PRINCIPALMENTE PELA HISTÓRIA?
• QUE PENSAMENTO ANTIGO REPETI?
• CONSEGUI IDENTIFICAR ALGUM FATO PRESENTE SEM ACRESCENTAR A HISTÓRIA?
• HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE ESCOLHI VER NOVAMENTE?
Finalize:
“Agora quero escolher outra vez para que eu possa ver.”
LIÇÃO 52 — ESSÊNCIA
• A Lição 52 continua a Revisão I, reunindo as ideias das Lições 6 a 10.
• A primeira ideia afirma que o transtorno surge porque estamos atribuindo realidade a ilusões; o comentário diz que a realidade, dentro do sistema do Curso, traz perfeita paz.
• A segunda ensina que vemos o passado e o usamos contra pessoas e coisas, transformando-as em inimigos.
• A terceira mostra uma mente ocupada por pensamentos passados, impedindo que o presente surja claramente.
• A quarta afirma que, se não vemos aquilo que existe agora, não estamos verdadeiramente vendo; sua conclusão é: “Agora quero escolher outra vez para que eu possa ver.”
• A quinta retoma a ideia de que os pensamentos percebidos como privados não correspondem à realidade última da mente, que o Curso apresenta como parte da criação.
• As instruções gerais da Revisão I continuam: ler as cinco ideias no início do dia, praticar cada uma por pelo menos dois minutos, voltar a elas com frequência e revisar todas novamente ao final do dia.
A Lição 52 nos pergunta algo muito simples e muito profundo:
Estou realmente olhando para o que está aqui agora?
Ou estou olhando para:
memórias,
feridas,
expectativas,
julgamentos
e histórias?
O passado pode ensinar.
Mas não precisa substituir o presente.
E hoje a revisão nos oferece uma escolha:
