365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 184 continua e aprofunda o ensinamento iniciado na lição anterior.
Na Lição 183, praticamos:
“Invoco o Nome de Deus e o meu próprio.”
Agora, somos convidados a reconhecer:
O NOME DE DEUS É A MINHA HERANÇA.
A palavra herança tem um significado profundo.
Uma herança não precisa ser conquistada.
Ela não é concedida como recompensa por bom comportamento.
Não depende de títulos, realizações, aparência, inteligência ou reconhecimento.
Uma herança é recebida em razão daquilo que somos e da origem à qual pertencemos.
Por isso, quando a lição afirma que o Nome de Deus é a nossa herança, ela nos recorda que nossa verdadeira Identidade:
- não foi construída pelo mundo;
- não depende do corpo;
- não foi determinada pelo passado;
- não pode ser destruída pelos nossos erros;
- não muda conforme a opinião das pessoas;
- não precisa ser merecida;
- permanece unida à sua Fonte.
A prática de hoje nos conduz dos muitos nomes inventados pela percepção para o único Nome compartilhado por toda a criação.
VIVEMOS ATRAVÉS DE SÍMBOLOS
Para funcionar no mundo, utilizamos palavras, nomes, números, imagens, conceitos e categorias.
Damos nomes a tudo:
- pessoas;
- objetos;
- sentimentos;
- acontecimentos;
- doenças;
- profissões;
- religiões;
- países;
- relacionamentos;
- qualidades;
- dificuldades;
- fases da vida.
Os nomes parecem facilitar a comunicação.
Quando dizemos “árvore”, “casa”, “corpo”, “amigo” ou “trabalho”, acreditamos saber a que estamos nos referindo.
Esses símbolos têm uma função prática.
O problema não está em utilizá-los.
O problema começa quando confundimos o nome com a realidade completa daquilo que foi nomeado.
A mente pensa:
“Se posso dar um nome a isso, então sei exatamente o que isso é.”
Mas será que sabemos?
Talvez conheçamos apenas uma aparência, uma função, uma interpretação ou um conceito criado pela mente.
A Lição 184 nos ensina a usar os símbolos do mundo sem permitir que eles escondam a unidade que existe além deles.
DAR NOMES É PRODUZIR SEPARAÇÕES
Quando damos nomes diferentes às coisas, elas parecem tornar-se entidades completamente separadas.
Isto é uma árvore.
Aquilo é uma pedra.
Isto é meu.
Aquilo é seu.
Este é meu amigo.
Aquele é meu inimigo.
Esta pessoa é boa.
Aquela pessoa é má.
Assim, o mundo começa a parecer uma imensa coleção de partes independentes.
Cada nome desenha uma fronteira.
Cada classificação parece dizer:
“Isto termina aqui, e aquilo começa ali.”
O nome passa a funcionar como uma moldura que separa o objeto de todo o restante.
A mente deixa de perceber a totalidade e passa a ver fragmentos.
A lição não está dizendo que devemos deixar de reconhecer diferenças práticas.
Uma cadeira continua sendo usada como cadeira.
Um alimento continua tendo uma função diferente de um livro.
O ensinamento está nos convidando a reconhecer que as distinções necessárias à vida cotidiana não revelam a verdade completa.
O ESPAÇO ENTRE AS COISAS
A percepção humana parece organizar o mundo através de limites.
Vemos espaço entre:
- um corpo e outro;
- um objeto e outro;
- uma história e outra;
- uma mente e outra;
- o passado e o futuro;
- o sagrado e o cotidiano;
- Deus e Sua criação.
Esse espaço parece provar a separação.
O corpo parece dizer:
“Eu termino aqui e você começa ali.”
A história pessoal parece afirmar:
“Minha vida é apenas minha e não está relacionada à sua.”
O medo acrescenta:
“Preciso me defender, porque estou sozinho diante de tudo o que existe fora de mim.”
A Lição 184 questiona essa conclusão.
Talvez o espaço que vemos não seja a prova definitiva da separação.
Talvez ele seja apenas uma característica da maneira como a percepção foi organizada.
A visão do Espírito Santo olha para as formas diferentes, mas recorda a mesma Fonte.
OS NOMES PARECEM DAR REALIDADE ÀS COISAS
Quando damos um nome a alguma coisa, também atribuímos a ela um significado.
Considere estas expressões:
- sucesso;
- fracasso;
- abandono;
- vitória;
- humilhação;
- perda;
- segurança;
- rejeição;
- doença;
- futuro.
Cada palavra desperta uma rede de pensamentos, lembranças e emoções.
O acontecimento recebe um nome.
O nome recebe um significado.
O significado produz uma reação.
Então concluímos:
“Estou reagindo ao que aconteceu.”
Mas muitas vezes estamos reagindo ao significado que atribuímos ao que aconteceu.
Duas pessoas podem viver uma situação semelhante e interpretá-la de maneiras completamente diferentes.
Uma pode pensar:
“Isso prova que minha vida acabou.”
A outra:
“Isso encerra um ciclo e abre uma nova possibilidade.”
O acontecimento pode ser semelhante.
O nome psicológico dado a ele é diferente.
E, com o nome, muda toda a experiência.
NOMEAR NÃO É CONHECER
A mente costuma sentir segurança quando consegue classificar uma experiência.
Ela pensa:
“Agora sei o que isso significa.”
Mas dar um nome não significa necessariamente compreender.
Quando chamamos alguém de:
- egoísta;
- arrogante;
- difícil;
- ingrato;
- incapaz;
- manipulador;
- irresponsável;
- fracassado;
podemos acreditar que finalmente descobrimos quem essa pessoa é.
Entretanto, talvez tenhamos apenas criado uma definição capaz de manter nossa percepção presa ao passado.
A pessoa desaparece.
O rótulo ocupa seu lugar.
Já não vemos alguém diante de nós.
Vemos o nome que lhe demos.
OS RÓTULOS QUE COLOCAMOS SOBRE OS OUTROS
Quando alguém nos fere, rapidamente começamos a nomeá-lo.
A mente diz:
“Ele é cruel.”
“Ela é falsa.”
“Ele nunca mudará.”
“Ela é impossível.”
Esses pensamentos podem surgir como tentativas de proteção.
A mente acredita que, se classificar a pessoa, poderá prever o que ela fará e evitar uma nova dor.
Reconhecer comportamentos inadequados pode ser necessário.
Estabelecer limites também.
Mas existe uma diferença entre reconhecer um comportamento e transformar esse comportamento na identidade total do outro.
Podemos dizer:
“Esse comportamento foi desrespeitoso.”
Isso descreve uma ação.
É diferente de pensar:
“Essa pessoa é apenas desrespeito e nada mais.”
A primeira afirmação permite discernimento.
A segunda aprisiona o outro dentro de um nome.
OS NOMES QUE DAMOS A NÓS MESMOS
Não nomeamos apenas o mundo e nossos irmãos.
Também damos inúmeros nomes a nós mesmos.
Ao longo da vida, talvez tenhamos aprendido a pensar:
“Sou inadequado.”
“Sou fraco.”
“Sou difícil de amar.”
“Sou inteligente.”
“Sou superior.”
“Sou um fracasso.”
“Sou indispensável.”
“Sou culpado.”
“Sou uma vítima.”
“Sou aquilo que aconteceu comigo.”
Alguns desses nomes parecem positivos.
Outros parecem negativos.
Mas todos se tornam limitadores quando tentam substituir nossa Identidade em Deus.
Mesmo um rótulo aparentemente favorável pode aprisionar.
Se penso:
“Preciso ser sempre forte”,
talvez não me permita pedir ajuda.
Se penso:
“Sou aquele que resolve tudo”,
posso acreditar que meu valor depende de nunca falhar.
Se penso:
“Sou espiritualmente evoluído”,
talvez esconda de mim mesmo tudo aquilo que ameaça essa imagem.
A lição nos convida a não confundir nenhum papel temporal com aquilo que Deus criou.
VOCÊ NÃO É O NOME QUE O MUNDO LHE DEU
O mundo pode ter chamado você de muitas coisas.
Talvez tenha dito que você era:
- sensível demais;
- insuficiente;
- brilhante;
- problemático;
- bonito;
- feio;
- forte;
- frágil;
- especial;
- comum;
- vencedor;
- fracassado;
- desejado;
- rejeitado.
Essas palavras podem ter influenciado sua autoimagem.
Algumas talvez tenham se tornado vozes interiores.
Mesmo quando ninguém mais está presente, a mente pode repetir:
“Você nunca será suficiente.”
“Precisa provar seu valor.”
“Não pode decepcionar ninguém.”
“Se cometer um erro, será rejeitado.”
“Você só terá valor se for reconhecido.”
Hoje, não precisamos combater cada uma dessas vozes.
Podemos apenas reconhecer:
nenhuma delas é o Nome que Deus nos deu.
O NOME CIVIL NÃO É O PROBLEMA
A lição não exige que abandonemos os nomes utilizados no cotidiano.
Continuaremos chamando as pessoas pelos seus nomes.
Continuaremos utilizando palavras para trabalhar, estudar, ensinar e nos comunicar.
O nome civil não é um erro.
As palavras não são inimigas.
A questão é não esperar que um símbolo revele toda a verdade sobre alguém.
“Maria”, “Pedro”, “Fernanda” ou “João” são nomes úteis para a comunicação.
Mas nenhum deles contém a totalidade do Ser.
A pessoa possui uma história no mundo.
Entretanto, sua Identidade verdadeira não está limitada à história que o mundo conhece.
NÃO CONFUNDIR A PESSOA COM O CORPO
Quando chamamos alguém, normalmente nos dirigimos ao seu corpo e à personalidade associada a ele.
Reconhecemos:
- seu rosto;
- sua voz;
- seu modo de agir;
- suas características;
- sua profissão;
- suas opiniões;
- seu passado.
A partir dessas informações, formamos uma imagem.
Então pensamos:
“Eu sei quem essa pessoa é.”
Mas a Lição 184 questiona essa certeza.
A imagem que criamos pode ocultar a Identidade compartilhada que existe além do corpo.
Isso não significa negar a individualidade prática nem ignorar comportamentos.
Significa compreender que o corpo, a personalidade e a história não contêm tudo o que o Filho de Deus é.
A UNIDADE É DUPLAMENTE NEGADA
Quando vemos alguém apenas como um corpo separado, produzimos duas formas de esquecimento.
Primeiro, percebemos o outro separado de nós.
Depois, incentivamos a confirmação dessa identidade separada quando nos relacionamos apenas com o personagem que acreditamos que ele seja.
É como se disséssemos:
“Você é somente essa história, esse corpo e esses comportamentos.”
E a outra pessoa responde:
“Sim, é exatamente isso que sou.”
Assim, ambos reforçam a mesma crença.
Cada um parece ocupar uma ilha psicológica.
Cada um possui seus próprios interesses.
Cada um tenta proteger sua identidade.
Cada um acredita que pode ganhar às custas do outro.
A percepção do Espírito Santo não destrói as diferenças humanas, mas olha através delas e recorda:
há uma Identidade que compartilhamos.
O MUNDO ENSINA MILHARES DE NOMES
Desde a infância, grande parte da educação consiste em aprender nomes.
Aprendemos a nomear:
- cores;
- formas;
- animais;
- objetos;
- lugares;
- emoções;
- partes do corpo;
- profissões;
- classes sociais;
- identidades;
- comportamentos;
- ideias.
Esse aprendizado é útil para viver no mundo.
Entretanto, ele se torna uma prisão quando acreditamos que toda a realidade está contida nessas classificações.
A mente aprende a perceber apenas aquilo que sabe nomear.
Quando não consegue classificar alguma coisa, sente-se desconfortável.
Ela pergunta:
“O que é isso?”
“Em qual categoria devo colocar?”
“É bom ou ruim?”
“É seguro ou perigoso?”
“Está a meu favor ou contra mim?”
O ego procura transformar tudo em uma categoria porque as categorias sustentam um mundo de partes separadas.
O ENSINAMENTO DO MUNDO
O mundo geralmente ensina que aquilo que possui um nome é real.
Se algo pode ser visto, medido, descrito e classificado, então é considerado verdadeiro.
A mente aprende:
“Se meus olhos mostram, deve ser real.”
“Se todos concordam com esse nome, ele deve dizer a verdade.”
“Se posso explicar uma pessoa, então sei quem ela é.”
O questionamento dessa lógica pode parecer ameaçador.
Quando alguém pergunta se nossa interpretação é realmente verdadeira, podemos reagir:
“É óbvio que é verdade.”
“Qualquer pessoa pode ver.”
“Não existe outra maneira de compreender isso.”
A Lição 184 abre uma pequena brecha nessa certeza.
Talvez aquilo que chamamos de realidade seja, em grande parte, uma percepção organizada por nomes, símbolos e interpretações.
QUESTIONAR NÃO SIGNIFICA NEGAR A VIDA PRÁTICA
O ensinamento não nos pede irresponsabilidade.
Não precisamos fingir que:
- contas não existem;
- compromissos não precisam ser cumpridos;
- corpos não precisam de cuidados;
- palavras não possuem consequências;
- comportamentos nocivos devem ser tolerados;
- decisões práticas são desnecessárias.
O Curso trabalha no nível da mente que interpreta.
Podemos agir no mundo e, ao mesmo tempo, reconhecer que nenhuma forma possui o poder de determinar nossa Identidade eterna.
Podemos resolver um problema sem transformá-lo em nosso deus.
Podemos estabelecer um limite sem transformar alguém em inimigo.
Podemos cuidar do corpo sem acreditar que somos somente o corpo.
Podemos utilizar nomes sem esquecer a unidade além dos nomes.
NÃO FOMOS NÓS QUE CRIAMOS A VERDADE
Existe uma distinção essencial nesta lição.
Podemos fabricar ilusões, interpretações e imagens.
Mas não criamos aquilo que é verdadeiro.
A mente pode inventar a ideia:
“Estou separado de Deus.”
Pode acreditar nela.
Pode organizar toda a percepção ao redor dela.
Pode sentir os efeitos dessa crença.
Mas não pode transformar a separação em verdade.
Da mesma maneira, podemos pensar:
“Perdi minha inocência para sempre.”
“Destruí minha ligação com Deus.”
“Sou indigno do Amor.”
“Meu passado mudou aquilo que fui criado para ser.”
Esses pensamentos podem parecer verdadeiros.
Mas uma percepção equivocada não possui o poder de alterar a criação de Deus.
AQUILO QUE É VERDADEIRO ESTÁ ALÉM DOS NOMES
O verdadeiro não depende da palavra utilizada para descrevê-lo.
O Amor continua sendo o que é, mesmo quando não sabemos reconhecê-lo.
A unidade permanece, mesmo quando vemos separação.
A inocência permanece, mesmo quando a culpa ocupa nossa consciência.
A paz continua presente, mesmo quando o medo parece dominar a mente.
Nossa Identidade em Deus não desaparece porque a esquecemos.
Esquecer não é destruir.
Ocultar não é eliminar.
Negar não é modificar a verdade.
Essa é uma das mensagens mais libertadoras da Lição 184:
os nomes que demos às aparências podem distorcer nossa visão, mas não podem interferir na verdade.
PRECISAMOS CONTINUAR USANDO OS SÍMBOLOS
Enquanto vivemos neste mundo, precisamos utilizar sua linguagem.
Não seria útil entrar em um mercado e recusar todos os nomes dos produtos.
Também não seria possível ensinar, escrever ou conversar sem símbolos.
O próprio Curso utiliza:
- palavras;
- conceitos;
- imagens;
- metáforas;
- nomes;
- exemplos;
- exercícios.
Ele usa símbolos para conduzir a mente para além da crença de que os símbolos são a verdade final.
É semelhante a uma placa que indica um caminho.
A placa é útil.
Mas a placa não é o destino.
As palavras podem apontar para a experiência.
Entretanto, a experiência está além das palavras.
O ESPÍRITO SANTO UTILIZA O QUE FIZEMOS
Aquilo que o ego construiu para reforçar a separação pode receber uma nova função.
As palavras podem atacar.
Mas também podem confortar.
Os nomes podem aprisionar.
Mas também podem ser utilizados para ensinar que nenhum nome temporal contém toda a realidade.
Os símbolos podem dividir.
Mas também podem apontar para a unidade.
O Espírito Santo não precisa destruir imediatamente o sistema de comunicação do mundo.
Ele pode utilizá-lo com outro propósito.
A pergunta deixa de ser:
“Este símbolo existe?”
E passa a ser:
“Qual propósito estou dando a ele?”
Estou usando minhas palavras para aumentar o medo ou para facilitar a paz?
Estou usando um nome para aprisionar alguém ou para me comunicar de maneira prática?
Estou usando uma história para manter a culpa ou para aprender o perdão?
Estou usando o conhecimento para parecer superior ou para servir?
OS INTERVALOS DE LIBERDADE
A Lição 184 nos convida a estabelecer intervalos diários nos quais suspendemos temporariamente o aprendizado do mundo.
Durante alguns minutos, não precisamos ser:
- nosso nome;
- nossa profissão;
- nossas obrigações;
- nossos problemas;
- nossa aparência;
- nosso passado;
- nossos papéis familiares;
- nossos títulos;
- nossos projetos;
- nossas preocupações.
É como sair por alguns instantes de uma sala escura e permitir que os olhos reconheçam a luz.
Depois retornamos às atividades.
Mas talvez já não retornemos da mesma maneira.
Usaremos novamente os nomes e símbolos.
Porém, poderemos recordar:
“Eles servem à comunicação, mas não definem a Realidade.”
UM PASSO PARA FORA E UM PASSO DE VOLTA
A prática possui dois movimentos.
PRIMEIRO MOVIMENTO — SAIR DOS NOMES
Durante o período de silêncio, deixamos descansar:
- as classificações;
- os julgamentos;
- as comparações;
- as histórias;
- os papéis;
- as definições;
- as imagens pessoais.
Não precisamos resolver nada.
Permitimos que a mente recorde o único Nome que simboliza a unidade de toda a criação.
SEGUNDO MOVIMENTO — VOLTAR AO MUNDO
Depois, retornamos às atividades normais.
Voltamos a falar.
Voltamos a utilizar nomes.
Voltamos a cumprir compromissos.
Mas agora tentamos usar os símbolos sem acreditar que eles contenham toda a verdade.
Esse retorno tem uma função.
Podemos empregar a linguagem do mundo para ensinar, através da nossa maneira de viver, que existe uma realidade além do medo e da separação.
USAR SEM ACREDITAR
Essa é uma importante disciplina interior.
Podemos usar uma palavra sem transformá-la em verdade absoluta.
Podemos dizer:
“Estou ansioso neste momento.”
Sem concluir:
“Eu sou a ansiedade.”
Podemos reconhecer:
“Cometi um erro.”
Sem afirmar:
“Eu sou um erro.”
Podemos constatar:
“Esse relacionamento terminou.”
Sem decidir:
“Minha possibilidade de amar terminou.”
Podemos dizer:
“Meu corpo está doente.”
Sem reduzir todo o nosso Ser à condição do corpo.
Podemos observar:
“Essa pessoa teve um comportamento prejudicial.”
Sem decretar:
“Ela é somente esse comportamento e nunca poderá ser vista de outra maneira.”
Utilizamos os nomes para descrever situações.
Mas não entregamos a eles o poder de definir a Identidade.
O ESPÍRITO SANTO NÃO SE ENGANA COM AS FORMAS
O Espírito Santo pode utilizar todos os nomes do mundo porque não se esquece da verdade além deles.
Ele pode trabalhar através de:
- uma conversa;
- um livro;
- uma terapia;
- um encontro;
- uma profissão;
- uma oração;
- uma decisão prática;
- um relacionamento;
- um silêncio;
- uma palavra simples.
A forma não é o centro.
O propósito é o centro.
Uma mesma palavra pode ferir ou curar.
Um mesmo relacionamento pode aprisionar ou ensinar liberdade.
Um mesmo conhecimento pode alimentar arrogância ou tornar-se instrumento de serviço.
Tudo depende de qual professor a mente escolhe.
DEUS NÃO TEM NOME
Esta afirmação pode parecer contraditória.
Se Deus não tem nome, por que a lição fala sobre o Nome de Deus?
Porque o nome é um símbolo utilizado dentro do mundo dos símbolos.
Deus não pode ser limitado por uma palavra.
Nenhum som poderia conter o Infinito.
Nenhuma língua poderia possuir uma definição completa da Fonte.
O Nome de Deus, na lição, representa:
- a unidade;
- a totalidade;
- a Fonte;
- a verdadeira Identidade;
- o significado compartilhado;
- a realidade além da separação.
Portanto, não estamos procurando uma palavra secreta ou uma fórmula mágica.
Estamos utilizando um símbolo para recordar aquilo que não pode ser inteiramente colocado em palavras.
O ÚNICO NOME
Os muitos nomes afirmam:
“Todas as coisas estão separadas.”
O único Nome recorda:
“Tudo o que Deus criou compartilha a mesma Fonte.”
Os muitos nomes enfatizam diferenças.
O único Nome revela a unidade.
Os muitos nomes produzem identidades concorrentes.
O único Nome nos recorda uma Identidade compartilhada.
Os muitos nomes parecem abrir espaços entre nós.
O único Nome simbolicamente fecha essas brechas.
Não porque os corpos se tornam um único corpo, mas porque a mente deixa de usar as diferenças como provas de uma separação real.
A SEPARAÇÃO É CURADA NA MENTE
A cura não exige que todas as pessoas tenham a mesma aparência, opinião, religião ou história.
Unidade não significa uniformidade.
Não precisamos apagar diferenças culturais, pessoais ou práticas.
A cura acontece quando deixamos de usar essas diferenças para justificar:
- ataque;
- superioridade;
- inferioridade;
- exclusão;
- condenação;
- medo;
- culpa;
- desumanização.
Podemos discordar sem negar a dignidade do outro.
Podemos colocar limites sem odiar.
Podemos escolher caminhos diferentes sem transformar as diferenças em guerra.
Podemos reconhecer um erro sem afirmar que a pessoa perdeu sua Identidade em Deus.
A HERANÇA DO MUNDO E A HERANÇA DE DEUS
O mundo nos oferece uma herança baseada em nomes.
Ele diz que somos aquilo que recebemos do passado.
Nossa herança seria formada por:
- sobrenome;
- nacionalidade;
- história familiar;
- classe social;
- genética;
- traumas;
- títulos;
- patrimônio;
- reputação;
- êxitos;
- fracassos.
Tudo isso pode fazer parte da experiência humana.
Mas a Lição 184 aponta para uma herança mais profunda.
Antes de todos esses nomes, existe o Nome de Deus.
Antes da história pessoal, existe nossa origem em Deus.
Antes da imagem construída no tempo, existe aquilo que fomos criados para ser.
A herança do mundo pode mudar.
A herança de Deus permanece.
VOCÊ NÃO PRECISA CONQUISTAR SUA HERANÇA
O ego transforma a vida em uma tentativa de provar valor.
Ele diz:
“Quando você realizar o suficiente, será digno.”
“Quando todos reconhecerem você, terá valor.”
“Quando eliminar todos os defeitos, Deus poderá amá-lo.”
“Quando se tornar espiritualmente perfeito, merecerá paz.”
A lição responde:
o Nome de Deus já é a sua herança.
Você não precisa fabricar sua ligação com a Fonte.
Precisa abandonar, ainda que por alguns instantes, os nomes que parecem escondê-la.
Não se trata de conquistar o Amor.
Trata-se de deixar de acreditar que o Amor foi perdido.
OS NOMES NÃO ALTERARAM A VERDADE
Podemos ter atribuído nomes equivocados às coisas.
Podemos ter chamado controle de amor.
Podemos ter chamado dependência de união.
Podemos ter chamado ataque de proteção.
Podemos ter chamado isolamento de paz.
Podemos ter chamado culpa de responsabilidade.
Podemos ter chamado medo de prudência.
Podemos ter chamado sacrifício de santidade.
Esses nomes podem ter distorcido nossa percepção.
Entretanto, não mudaram a verdade.
O Amor não se tornou controle porque o chamamos assim.
A paz não se tornou isolamento porque confundimos as duas coisas.
A culpa não se tornou uma exigência de Deus porque acreditamos nela.
A verdade permanece aguardando nosso reconhecimento.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 184
PELA MANHÃ
Antes de assumir seus papéis do dia, pare por alguns minutos.
Você ainda não precisa ser:
- profissional;
- pai ou mãe;
- companheiro;
- cuidador;
- responsável por todos;
- solucionador de problemas;
- alguém que precisa provar alguma coisa.
Respire com tranquilidade.
Recorde:
O Nome de Deus é a minha herança.
Permita que essa ideia alcance todos os nomes que você costuma usar para definir a si mesmo.
DURANTE O PERÍODO DE SILÊNCIO
Observe os nomes que surgem na mente.
Talvez apareçam:
“Sou cansado.”
“Sou preocupado.”
“Sou rejeitado.”
“Sou importante.”
“Sou culpado.”
“Sou indispensável.”
Não discuta com eles.
Não tente substituí-los imediatamente por afirmações grandiosas.
Apenas reconheça:
“Este é um nome que aprendi no mundo. Ele não pode substituir minha Identidade em Deus.”
Então retorne:
O Nome de Deus é a minha herança.
DURANTE O DIA
Use normalmente os nomes e símbolos necessários.
Mas, quando um deles parecer adquirir poder absoluto, pare.
Pergunte:
“Estou usando esse nome por conveniência ou estou confundindo-o com a verdade?”
Essa pergunta pode devolver perspectiva à mente.
À NOITE
Antes de dormir, observe:
- Que nome dei a mim mesmo hoje?
- Como nomeei as pessoas que me desafiaram?
- Transformei algum comportamento em uma identidade definitiva?
- Confundi meu papel com aquilo que sou?
- Houve algum momento em que reconheci a unidade além das diferenças?
- Usei minhas palavras para separar ou para unir?
- Recordei que minha verdadeira herança não pode ser perdida?
Não use as respostas para se condenar.
Use-as para aprender.
MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS
0–15 SEGUNDOS
Observe os nomes presentes na mente.
“Preocupação.”
“Problema.”
“Fracasso.”
“Obrigação.”
Apenas observe.
15–30 SEGUNDOS
Recorde:
“Esses nomes descrevem percepções temporárias. Eles não definem toda a realidade.”
30–45 SEGUNDOS
Diga lentamente:
O Nome de Deus é a minha herança.
45–60 SEGUNDOS
Olhe mentalmente para si e para todos os envolvidos na situação.
Recorde:
“Compartilhamos a mesma Fonte.”
Respire e retorne ao dia.
PRÁTICA QUANDO VOCÊ SE JULGAR
Quando perceber um pensamento como:
“Sou um fracasso.”
Pare e desfaça a fusão entre o acontecimento e sua identidade.
Diga:
“Posso ter vivido uma experiência de fracasso, mas ‘fracasso’ não é o meu Nome.”
Se surgir:
“Sou indigno.”
Recorde:
“Indignidade é um julgamento aprendido; não é a herança que Deus me deu.”
Se aparecer:
“Eu estraguei tudo para sempre.”
Responda com gentileza:
“Um erro pode pedir correção, mas não pode modificar aquilo que Deus criou.”
PRÁTICA DIANTE DE UMA PESSOA DIFÍCIL
Pense em alguém que desperta irritação ou ressentimento.
Observe os nomes que você deu a essa pessoa.
Talvez sejam:
- egoísta;
- fria;
- arrogante;
- falsa;
- injusta;
- ingrata;
- impossível.
Não precisa negar os comportamentos que observou.
Mas pergunte:
“Estou usando esse nome para descrever um comportamento ou para condenar toda a pessoa?”
Depois recorde:
“Além do nome que lhe dei, existe uma Identidade que compartilha comigo a mesma Fonte.”
Permaneça alguns instantes sem tentar produzir emoção.
A prática começa com a disposição de olhar novamente.
PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO
Olhe para sua imagem e observe os nomes que aparecem.
“Bonita.”
“Feio.”
“Velha.”
“Jovem.”
“Cansada.”
“Atraente.”
“Imperfeito.”
Não condene essas avaliações.
Apenas reconheça que nenhuma delas contém a totalidade do que você é.
Diga:
“Meu corpo possui características, mas minha Identidade não está limitada a elas.”
Depois recorde:
O Nome de Deus é a minha herança.
PRÁTICA EM UM CONFLITO
Quando estiver prestes a responder impulsivamente, observe como você nomeou a situação.
Talvez pense:
“Isso é uma guerra.”
“Preciso vencer.”
“Ele é meu inimigo.”
“Se eu ceder, perderei.”
Pare.
Pergunte:
“Existe outra maneira de nomear esta experiência?”
Talvez ela possa ser vista como:
- uma oportunidade de estabelecer um limite;
- um pedido de clareza;
- uma chance de não repetir um padrão;
- um exercício de comunicação;
- uma ocasião para escolher paz sem passividade.
Mudar o nome não significa manipular a realidade.
Significa permitir que uma interpretação mais curativa se torne possível.
PRÁTICA COM UM ERRO DO PASSADO
Escolha um acontecimento pelo qual ainda se condena.
Observe o nome que deu a si mesmo por causa dele.
“Culpado.”
“Imperdoável.”
“Irresponsável.”
“Indigno.”
Agora diferencie responsabilidade de identidade.
Você pode reconhecer o erro.
Pode reparar o que for possível.
Pode aprender.
Pode mudar sua conduta.
Mas não precisa transformar o erro em seu nome eterno.
Diga:
“Entrego este nome limitado. Aceito a correção sem aceitar a condenação.”
EXERCÍCIO — OS NOMES QUE CARREGO
Pegue uma folha e escreva:
“OS NOMES QUE APRENDI A DAR A MIM MESMO”
Liste tudo o que surgir.
Por exemplo:
- forte;
- fraco;
- responsável;
- incapaz;
- inteligente;
- difícil;
- sensível;
- fracassado;
- salvador;
- vítima;
- culpado;
- rejeitado;
- indispensável;
- invisível.
Ao lado de cada palavra, escreva:
“Este é um conceito aprendido. Não é minha Identidade completa.”
Depois finalize:
“O Nome de Deus é a minha herança.”
EXERCÍCIO — OS NOMES QUE DOU AOS OUTROS
Escreva o nome de três pessoas com quem possui algum conflito.
Abaixo de cada nome, liste os rótulos que costuma atribuir a ela.
Depois pergunte:
- Estou descrevendo comportamentos ou condenando identidades?
- Esse nome permite que eu veja algo novo?
- Estou usando o passado para determinar o futuro?
- Consigo reconhecer a humanidade dessa pessoa sem negar meus limites?
- Posso admitir que minha percepção não contém toda a verdade?
Finalize escrevendo:
“O nome que dei ao meu irmão não substitui o Nome que Deus compartilha conosco.”
EXERCÍCIO — RENOMEANDO A EXPERIÊNCIA
Escolha uma situação difícil.
Escreva o primeiro nome que deu a ela.
Talvez seja:
- desastre;
- abandono;
- fracasso;
- injustiça;
- perda;
- castigo;
- humilhação.
Agora procure uma descrição mais aberta.
Não precisa ser artificialmente positiva.
Por exemplo:
“Fracasso” pode tornar-se “uma tentativa que não produziu o resultado esperado.”
“Abandono” pode tornar-se “o encerramento de uma relação que não posso controlar.”
“Humilhação” pode tornar-se “uma experiência dolorosa que não determina meu valor.”
“Castigo” pode tornar-se “uma consequência que posso compreender e enfrentar.”
O objetivo não é romantizar a dor.
É retirar do nome o poder de aprisionar toda a experiência.
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção quando sua mente usar expressões absolutas:
- “Ele sempre será assim.”
- “Eu nunca vou mudar.”
- “Isso destruiu tudo.”
- “Minha vida é apenas sofrimento.”
- “Sou aquilo que fizeram comigo.”
- “Sem esse papel, não sou ninguém.”
- “Minha profissão define meu valor.”
- “Meu corpo determina quem sou.”
- “Meu erro é imperdoável.”
- “Essa pessoa é apenas minha inimiga.”
Essas frases mostram que um nome temporário pode ter ocupado o lugar da Identidade.
Não precisa lutar contra elas.
Observe.
Questione.
Entregue.
Recorde.
FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA
- Nenhum rótulo contém toda a minha Identidade.
- Posso usar os símbolos sem confundi-los com a verdade.
- Um comportamento não é uma identidade eterna.
- Meu erro não é o meu Nome.
- O passado não pode modificar aquilo que Deus criou.
- As diferenças não anulam nossa Fonte compartilhada.
- Posso estabelecer limites sem transformar ninguém em inimigo.
- Minha profissão é uma função, não minha Identidade.
- Meu corpo é uma forma de comunicação, não a totalidade do meu Ser.
- O Nome de Deus é a minha herança.
NÃO É NECESSÁRIO ABANDONAR O MUNDO
A prática não exige isolamento.
Não precisamos abandonar nossos trabalhos, relacionamentos ou responsabilidades.
Precisamos abandonar a crença de que essas formas podem dizer definitivamente quem somos.
Podemos desempenhar um papel sem nos aprisionar nele.
Podemos amar alguém sem fazer dessa pessoa nossa fonte.
Podemos possuir coisas sem fazer delas nossa identidade.
Podemos ensinar sem nos tornar superiores.
Podemos aprender sem transformar o conhecimento em separação.
Podemos viver no mundo enquanto recordamos que nossa herança está além do mundo.
A LIÇÃO 184 E A LIÇÃO 183
As duas lições formam uma continuidade direta.
Na Lição 183:
Invoco o Nome de Deus e o meu próprio.
Na Lição 184:
O Nome de Deus é a minha herança.
Primeiro, invocamos.
Depois, reconhecemos o que recebemos.
Primeiro, usamos o Nome para aquietar os pequenos nomes.
Depois, compreendemos por que esse Nome também é o nosso.
Primeiro, voltamos nossa atenção à Fonte.
Depois, recordamos que nunca deixamos de pertencer a Ela.
A Lição 183 utiliza o Nome como prática de lembrança.
A Lição 184 apresenta o Nome como símbolo da nossa unidade e Identidade compartilhada.
O QUE VEM NA LIÇÃO 185
A próxima lição apresenta uma declaração de grande simplicidade:
“Quero a paz de Deus.”
Depois de reconhecer que o Nome de Deus é nossa herança, seremos convidados a examinar se realmente queremos a paz acima dos sonhos que ainda tentamos preservar.
A sequência é coerente:
- invoco o Nome;
- reconheço minha herança;
- escolho a paz que pertence a essa herança.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
hoje reconheço que aprendi
a dar muitos nomes a todas as coisas.
Dei nomes aos meus irmãos.
Dei nomes aos acontecimentos.
Dei nomes aos meus erros.
Dei nomes ao meu corpo,
ao meu passado
e a mim mesmo.
Muitas vezes, confundi esses nomes
com a verdade.
Acreditei ser aquilo que o medo dizia.
Acreditei que meus erros eram minha identidade.
Acreditei que os comportamentos dos meus irmãos
revelavam tudo o que eles eram.
Hoje quero olhar novamente.
Ensina-me a utilizar as palavras
sem permitir que elas escondam a unidade.
Ensina-me a reconhecer comportamentos
sem transformar ninguém em uma condenação.
Ensina-me a assumir responsabilidade
sem fazer da culpa o meu nome.
Que eu me recorde da Identidade
que compartilhamos em Ti.
Que os espaços que imaginei entre nós
sejam preenchidos pelo reflexo da verdade.
Entrego-Te os nomes do medo,
da culpa,
da separação
e da indignidade.
Aceito, no lugar deles,
a herança que nunca perdi.
O Teu Nome nos une.
O Teu Amor é nossa origem.
A Tua paz é nossa herança.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
O NOME DE DEUS É A MINHA HERANÇA.
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, pergunte gentilmente:
- Que nome dei a mim mesmo hoje?
- Qual rótulo utilizei para condenar outra pessoa?
- Confundi algum papel com minha Identidade?
- Usei palavras para unir ou para separar?
- Transformei uma situação temporária em uma verdade absoluta?
- Consegui reconhecer um comportamento sem condenar toda a pessoa?
- Recordei que meus erros não podem modificar aquilo que Deus criou?
- Houve algum momento em que percebi a mesma Fonte em mim e em meu irmão?
Não transforme a revisão em um tribunal.
Se perceber que julgou, apenas reconheça.
Se perceber que se condenou, entregue.
Se perceber que esqueceu a lição, recorde agora.
O instante presente ainda pode ser usado para escolher novamente.
LIÇÃO 184 — ESSÊNCIA
A ideia: O Nome de Deus é a minha herança.
O problema: damos nomes diferentes a todas as coisas e passamos a acreditar que essas classificações provam uma separação real.
A falsa segurança: acreditar que nomear alguma coisa significa conhecê-la completamente.
A distorção: transformar pessoas, acontecimentos, corpos e papéis em identidades isoladas.
Os rótulos: conceitos temporários que podem esconder nossa verdadeira Identidade.
A correção: usar os símbolos do mundo sem confundi-los com a verdade.
A prática: criar intervalos de silêncio nos quais deixamos os pequenos nomes descansarem.
A lembrança: todos os aspectos da criação compartilham uma única Fonte.
A herança: a Identidade em Deus, que não precisa ser conquistada e não pode ser perdida.
O movimento: dos muitos nomes para o único Nome.
A cura: reconhecer a unidade sem negar as diferenças práticas.
A paz: abandonar a tentativa de fazer dos conceitos do mundo a definição final de quem somos.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Passamos grande parte da vida aprendendo a nomear.
Nomeamos o que vemos.
Nomeamos o que sentimos.
Nomeamos nossos irmãos.
Nomeamos nossos erros.
Nomeamos nossas experiências.
E, finalmente, nomeamos a nós mesmos.
Depois nos esquecemos de que fomos nós que demos muitos desses nomes.
Passamos a tratá-los como verdades absolutas.
Dizemos:
“Eu sou assim.”
“Ele é aquilo.”
“Minha vida é isso.”
“Esse acontecimento determina meu futuro.”
“Meu passado revela tudo o que sou.”
A Lição 184 abre uma porta para fora desse sistema.
Ela não exige que deixemos de falar.
Não exige que destruamos as palavras.
Não exige que ignoremos o mundo.
Pede apenas que não sejamos enganados pelos símbolos que utilizamos.
Um nome pode descrever uma aparência.
Mas não pode conter toda a realidade.
Um diagnóstico pode orientar um tratamento.
Mas não define a totalidade do Ser.
Uma profissão pode descrever uma função.
Mas não determina nosso valor.
Um erro pode pedir reparação.
Mas não se torna nossa Identidade eterna.
Um comportamento pode exigir limites.
Mas não modifica a origem divina daquele que o praticou.
Hoje, podemos utilizar todos os nomes necessários e, silenciosamente, recordar:
há uma verdade além deles.
Por trás dos papéis, uma Identidade.
Por trás das diferenças, uma Fonte.
Por trás dos julgamentos, uma possibilidade de perdão.
Por trás da separação percebida, uma unidade que não foi destruída.
O mundo pode ter nos dado milhares de nomes.
O medo pode ter acrescentado muitos outros.
Mas nenhum deles possui o poder de substituir a herança que recebemos de Deus.
O Nome de Deus é a minha herança.
