LIÇÃO 64 — QUE EU NÃO ESQUEÇA A MINHA FUNÇÃO

Lição 64 de Um Curso em Milagres: Que eu não esqueça a minha função, reflexão sobre perdão, função espiritual, felicidade, escolhas, paz e salvação

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

Depois de reconhecer:

“Eu sou a luz do mundo.”

Depois de aprender:

“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”

E de compreender:

“A luz do mundo traz paz a todas as mentes através do meu perdão.”

a Lição 64 introduz uma nova necessidade:

lembrar.

A ideia de hoje é:

“Que eu não esqueça a minha função.”

O Curso apresenta essa frase como outra maneira de dizer:

“Que eu não caia em tentação.”

A “tentação”, dentro da linguagem da lição, é esquecer nossa função de perdoar e voltar a dar ao mundo percebido a função de justificar ataque, separação e culpa.

O GRANDE TEMA DA LIÇÃO 64

A Lição 64 não introduz uma função nova.

Ela pede que:

não esqueçamos aquela que já foi apresentada.

Nossa função é:

ser a luz do mundo.

E o meio pelo qual essa função é cumprida é:

o perdão.

Portanto, a questão de hoje não é:

“Qual é minha função?”

Nós já recebemos a resposta.

A questão passa a ser:

“Vou me lembrar dela quando realmente precisar?”

É FÁCIL LEMBRAR DA PAZ QUANDO TUDO ESTÁ EM PAZ

O verdadeiro treinamento começa quando:

• alguém nos critica;

• alguma coisa não acontece como queríamos;

• somos contrariados;

• sentimos medo;

• aparece ressentimento;

• o passado retorna;

• alguém age de uma maneira que julgamos injusta.

É exatamente nesses momentos que a mente pode esquecer:

sua função.

O ESQUECIMENTO ACONTECE QUANDO TROCAMOS O PERDÃO POR OUTRO PROPÓSITO

Por exemplo:

minha função era perdoar,

mas agora quero:

vencer.

Minha função era perdoar,

mas agora quero:

punir.

Minha função era perdoar,

mas agora quero:

provar que estou certa.

Minha função era perdoar,

mas agora quero:

conservar a ofensa.

A TENTAÇÃO É SUBSTITUIR A FUNÇÃO

O Curso apresenta o mundo que vemos como algo que pode obscurecer nossa função de perdoar e oferecer justificativas para esquecê-la.

Na prática, isso acontece quando pensamos:

“Mas desta vez meu ataque é justificado.”

“Esta pessoa realmente merece minha condenação.”

“Eu perdoaria se ela não tivesse feito isso.”

“Eu poderia ter paz se o outro mudasse.”

A LIÇÃO NOS CONVIDA A OBSERVAR ESSE MECANISMO

Talvez não tenhamos dificuldade em aceitar teoricamente:

o perdão.

Mas quando surge uma situação real:

fazemos exceções.

O EGO SEMPRE TEM UMA EXCEÇÃO

Ele diz:

“Perdoe, menos isso.”

“Tenha paz, menos com essa pessoa.”

“Não ataque, exceto quando tiver razão.”

“Ame, desde que o outro mereça.”

A LIÇÃO 64 QUESTIONA ESSAS EXCEÇÕES

Porque toda exceção cria novamente:

separação.

O ESPÍRITO SANTO DÁ OUTRO PROPÓSITO AO MUNDO

O texto afirma que o Espírito Santo pode dar outro uso àquilo que a mente fez.

Para Ele, o mundo torna-se um lugar onde podemos aprender a nos perdoar pelo que acreditamos serem nossos pecados.

ISSO MUDA COMPLETAMENTE A FUNÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS

Uma situação que antes servia para:

justificar ataque

pode agora servir para:

praticar perdão.

Uma pessoa difícil que antes servia para:

confirmar nossa raiva

pode se transformar em:

oportunidade de observar nossa mente.

Um erro que antes servia para:

autopunição

pode se transformar em:

oportunidade de correção e autoperdoão.

O MUNDO TORNA-SE UMA SALA DE AULA

Essa é uma maneira prática de compreender a lição.

Cada encontro pode ensinar:

algo sobre a maneira como estamos vendo.

Cada conflito pode revelar:

onde ainda queremos atacar.

Cada ressentimento pode mostrar:

onde ainda acreditamos que a condenação nos protege.

O PROBLEMA DEIXA DE SER APENAS “O QUE ACONTECEU?”

E passa a incluir:

“Para que estou usando isso?”

POSSO USAR UMA SITUAÇÃO PARA REFORÇAR O EGO

Ou:

para aprender perdão.

POSSO USAR UMA CRÍTICA PARA PROVAR QUE SOU INADEQUADA

Ou:

para verificar com clareza o que é útil e abandonar o restante.

POSSO USAR UM ERRO PARA ME CONDENAR

Ou:

para aprender.

POSSO USAR UM CONFLITO PARA CRIAR UM INIMIGO

Ou:

para praticar uma resposta diferente.

A FUNÇÃO FOI DADA POR DEUS

A lição retoma diretamente as anteriores e afirma que nossa função é ser:

a luz do mundo.

Essa função, segundo o texto, foi dada por Deus.

O ego nos leva a questioná-la ou a nos considerar indignos dela.

O EGO PODE DIZER:

“Quem é você para ser a luz do mundo?”

“Você erra demais.”

“Você ainda sente raiva.”

“Você não é espiritual o suficiente.”

MAS A FUNÇÃO NÃO DEPENDE DA AUTOIMAGEM DO EGO

Esse ponto já apareceu na Lição 61.

A função não foi atribuída:

à personalidade perfeita.

Ela foi atribuída:

ao Filho de Deus.

SENTIR-SE INDIGNO TAMBÉM PODE SER UMA FORMA DE ESQUECIMENTO

Talvez pensemos que humildade é dizer:

“Não sou capaz de cumprir essa função.”

Mas o Curso já havia corrigido essa ideia:

humildade é aceitar a função dada por Deus.

NÃO PRECISO ME SENTIR PRONTA PARA COMEÇAR

Preciso apenas:

praticar.

A SALVAÇÃO DO MUNDO AGUARDA O PERDÃO

O texto afirma que a salvação do mundo aguarda nosso perdão porque é através dele que o Filho de Deus escapa das ilusões e da tentação.

ESSA FRASE NÃO PRECISA PRODUZIR UM PESO DE RESPONSABILIDADE

Ela não significa:

“Você precisa carregar o mundo.”

Nem:

“Tudo depende exclusivamente de você.”

DENTRO DA LÓGICA DO CURSO

O perdão é compartilhado.

Quando uma mente abandona ataque:

ela não reforça mais o mesmo sistema de pensamento.

SUA FUNÇÃO NÃO É CONTROLAR TODAS AS MENTES

Sua função é:

trabalhar com a sua.

VOCÊ NÃO PRECISA OBRIGAR NINGUÉM A PERDOAR

Precisa perguntar:

“Estou disposta a perdoar?”

VOCÊ NÃO PRECISA FORÇAR PAZ SOBRE OUTROS

Precisa perguntar:

“Estou levando paz ou ataque para esta situação?”

VOCÊ NÃO PRECISA SALVAR NINGUÉM COMO PERSONALIDADE

Precisa cumprir:

a função que recebeu.

A LIÇÃO 64 LIGA A FUNÇÃO À FELICIDADE

O texto afirma:

só seremos felizes cumprindo a função que Deus nos deu.

Também apresenta cada escolha sobre cumprir ou não essa função como, em última análise, uma escolha entre:

felicidade

e

infelicidade.

ESSA É UMA IDEIA MUITO IMPORTANTE

Normalmente pensamos que felicidade depende de:

• conseguir alguma coisa;

• evitar alguma coisa;

• receber aprovação;

• encontrar determinada pessoa;

• controlar determinado resultado.

Mas a Lição 64 apresenta outra base:

a felicidade está ligada à função.

POR QUE O PERDÃO ESTARIA RELACIONADO À FELICIDADE?

Porque manter ataque exige:

esforço.

Manter ressentimento exige:

memória constante da ofensa.

Manter condenação exige:

julgamento.

Manter culpa exige:

autopunição.

O PERDÃO COMEÇA A DESFAZER ESSE PESO

Isso não significa que todos os problemas desaparecem.

Mas podemos deixar de acrescentar:

sofrimento mental desnecessário.

O CURSO REDUZ AS DECISÕES A UMA ESCOLHA DE CONTEÚDO

A lição afirma que as decisões podem parecer muito diferentes na forma, mas seu conteúdo é mais simples.

Segundo o texto, cada escolha conduz, em última análise, em direção à:

felicidade

ou à:

infelicidade.

A FORMA PODE SER COMPLEXA

Por exemplo:

“Devo conversar com essa pessoa?”

“Devo permanecer ou sair?”

“Devo responder agora?”

“Devo aceitar essa proposta?”

MAS A LIÇÃO PEDE QUE OLHEMOS PARA O CONTEÚDO

Pergunte:

“Estou escolhendo a partir do perdão ou do ataque?”

“Estou servindo à paz ou ao medo?”

“Estou cumprindo minha função ou tentando substituí-la?”

ISSO NÃO SIGNIFICA QUE TODA DECISÃO PRÁTICA TENHA UMA RESPOSTA ÓBVIA

O Curso não fornece nesta passagem respostas concretas para cada situação.

Ele fornece:

um critério interior.

DUAS PESSOAS PODEM TOMAR A MESMA DECISÃO EXTERNA COM PROPÓSITOS DIFERENTES

Uma pessoa pode sair de uma relação:

para punir.

Outra pode sair:

porque reconhece um limite necessário.

A FORMA É A MESMA

afastamento.

Mas o conteúdo interior:

é diferente.

UMA PESSOA PODE FICAR EM SILÊNCIO POR PAZ

Outra:

para manipular.

Mesma forma.

Propósito:

diferente.

POR ISSO A LIÇÃO PEDE DISCERNIMENTO SOBRE A FUNÇÃO

Não apenas:

“O que vou fazer?”

Mas:

“A serviço de quê estou fazendo?”

OS TRÊS PENSAMENTOS DE PRÁTICA

A Lição 64 apresenta três frases para o treinamento de hoje:

“Que eu não esqueça a minha função.”

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

“Que eu perdoe e seja feliz.”

1. QUE EU NÃO ESQUEÇA A MINHA FUNÇÃO

Essa frase é:

lembrança.

Quando a mente entrar em conflito:

volte.

2. QUE EU NÃO TENTE SUBSTITUIR A FUNÇÃO DE DEUS PELA MINHA

Essa frase é:

humildade.

Não quero inventar uma função baseada em:

• controle;

• julgamento;

• punição;

• superioridade.

3. QUE EU PERDOE E SEJA FELIZ

Essa frase é:

escolha.

Ela une diretamente:

perdão

e

felicidade.

ESSAS TRÊS FRASES PODEM SER USADAS COMO UM MAPA PARA TODO O DIA

Quando esquecer:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Quando quiser controlar:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

Quando estiver ressentida:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

A PRÁTICA MAIS LONGA DE HOJE

A lição pede que, pelo menos uma vez durante o dia, sejam dedicados aproximadamente:

dez a quinze minutos

à reflexão sobre essas ideias, de preferência:

com os olhos fechados.

COMO FAZER ESSA PRÁTICA

Sente-se de maneira confortável.

Feche os olhos.

Repita:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Depois:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

E finalmente:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

Permita que pensamentos relacionados surjam.

VOCÊ PODE PERGUNTAR:

• Onde tenho esquecido minha função?

• Quem tenho dificuldade de perdoar?

• Que função inventei para mim?

• Onde estou tentando controlar?

• Onde quero ter razão em vez de ter paz?

• Que situação posso olhar de outra maneira?

NÃO TRANSFORME O PERÍODO EM UMA ANÁLISE SEM FIM

O propósito é:

lembrar.

SE A MENTE SE DISTRAIR

Volte:

“Que eu não esqueça a minha função.”

O próprio texto reconhece que a disciplina mental pode ser difícil no início e sugere repetir a frase para recuperar a concentração.

A LIÇÃO TAMBÉM PEDE PRÁTICAS CURTAS AO LONGO DO DIA

Essas práticas podem ser realizadas:

• com os olhos fechados;

• ou com os olhos abertos.

COM OS OLHOS FECHADOS

Concentre-se nos pensamentos de prática:

“Que eu não esqueça a minha função.”

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

“Que eu perdoe e seja feliz.”

COM OS OLHOS ABERTOS

Depois de revisar os pensamentos, olhe devagar ao seu redor.

O Curso orienta dizer:

“Esse é o mundo que eu tenho por função salvar.”

COMO COMPREENDER ESSA FRASE SEM GRANDIOSIDADE?

Não significa:

“Eu, pessoalmente, preciso resolver todos os problemas do planeta.”

Pode ser compreendida dentro da estrutura de UCEM como:

“Este é o mundo ao qual sou chamado a estender perdão.”

O MUNDO QUE ESTÁ DIANTE DE VOCÊ É O CAMPO DA PRÁTICA

A pessoa ao seu lado.

A conversa de hoje.

O problema de agora.

O relacionamento difícil.

A memória que voltou.

É aí:

que sua função acontece.

NÃO PRECISO ESPERAR UMA GRANDE MISSÃO ESPIRITUAL

Minha função pode aparecer:

na cozinha.

no trabalho.

numa mensagem.

numa conversa.

no silêncio antes de responder.

A LIÇÃO 64 É SOBRE NÃO ESQUECER NO COTIDIANO

Esse talvez seja seu ensinamento mais prático.

Muitas vezes sabemos:

o que queremos viver.

Mas esquecemos:

justamente quando somos provocados.

O TREINAMENTO É DIMINUIR O TEMPO ENTRE O ESQUECIMENTO E A LEMBRANÇA

Talvez você se irrite.

Cinco horas depois:

lembra.

Depois de algum treino:

lembra em uma hora.

Depois:

em dez minutos.

Depois:

antes de responder.

ISSO JÁ É PROGRESSO

A meta não precisa ser:

nunca mais esquecer.

Pode ser:

lembrar cada vez mais cedo.

PRÁTICA PARA UM CONFLITO

Quando perceber que está discutindo mentalmente:

pare.

“Que eu não esqueça a minha função.”

Pergunte:

“Minha função aqui é vencer ou perdoar?”

PERDOAR NÃO SIGNIFICA NÃO CONVERSAR SOBRE O PROBLEMA

Significa tentar conversar:

sem transformar a conversa numa sentença.

PRÁTICA PARA QUANDO ALGUÉM CRITICA VOCÊ

Primeiro:

escute.

Depois pergunte:

• Existe algo útil?

• Existe algo injusto?

• Posso distinguir os dois?

Então:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

NÃO É NECESSÁRIO ACEITAR A CRÍTICA COMO VERDADE

Perdão não é:

submissão.

É abandonar:

ataque desnecessário.

PRÁTICA PARA RAIVA

Quando a raiva surgir:

não negue.

Diga:

“Estou com raiva.”

Depois:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Pergunte:

“Existe algo que preciso fazer ou apenas algo que quero atacar?”

PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO

Quando repetir uma antiga ofensa:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

Pergunte:

“Quanto da minha felicidade estou entregando a essa história?”

PRÁTICA PARA AUTOCULPA

Quando pensar:

“Não posso me perdoar.”

recorde:

sua função inclui perdão.

Não exclua:

a si mesma.

DIGA:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

Talvez sua função inventada tenha sido:

ser sua própria juíza e condenadora.

TROQUE:

punição

por:

correção.

PRÁTICA PARA DECISÕES

Antes de uma decisão importante, pergunte:

“Que propósito estou dando a esta escolha?”

• paz?

• vingança?

• controle?

• amor?

• medo?

DEPOIS:

“Que eu não esqueça a minha função.”

PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS

Antes de comentar ou responder algo que desperta indignação:

pergunte:

“Estou contribuindo com clareza ou apenas adicionando ataque?”

VOCÊ PODE DISCORDAR

Mas ainda assim:

cumprir sua função.

PRÁTICA PARA UMA PESSOA QUE VOCÊ JULGA

Pense nela.

Observe sua imagem mental.

Depois:

“Esse é o mundo que eu tenho por função salvar.”

E pergunte:

“Posso deixar de usar essa pessoa para justificar meu ataque?”

PRÁTICA PARA O PASSADO

Quando uma lembrança difícil aparecer:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Talvez sua função diante do passado não seja:

mudar o que aconteceu.

Talvez seja:

mudar o uso que sua mente faz disso agora.

PRÁTICA PARA O TRABALHO

Antes de começar:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Isso não significa abandonar suas responsabilidades profissionais.

Significa perguntar:

“Como posso cumprir minhas tarefas sem abandonar paz, respeito e perdão?”

PRÁTICA PARA FAMÍLIA

Padrões antigos podem nos fazer reagir:

antes mesmo de perceber.

Quando surgir:

“Ela sempre faz isso.”

“Ele nunca muda.”

pare.

“Que eu não esqueça a minha função.”

UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS

1. PARE.

2. PERGUNTE:

“Estou lembrando minha função?”

3. REPITA:

“Que eu não esqueça a minha função.”

4. ACRESCENTE:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

5. ESCOLHA SUA PRÓXIMA RESPOSTA.

UMA MICROPRÁTICA PARA QUANDO QUISER CONTROLAR ALGUÉM

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

Pergunte:

“Estou tentando controlar a escolha do outro?”

UMA MICROPRÁTICA PARA JULGAMENTO

“Minha função não é condenar.”

Depois:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Preste atenção quando surgir:

• necessidade de vencer;

• necessidade de controlar;

• desejo de punir;

• impulso de julgar;

• vontade de reabrir uma antiga discussão;

• autopunição;

• sensação de indignidade;

• esquecimento completo da paz.

Esses não são apenas problemas.

Podem tornar-se:

lembretes.

O ATAQUE PODE VIRAR UM SINAL

Cada vez que perceber ataque:

“Esqueci minha função.”

Não:

“Sou uma péssima estudante.”

Apenas:

“Esqueci.”

Depois:

lembre.

O MEDO PODE VIRAR UM SINAL

“Estou esquecendo quem me deu minha função.”

A CULPA PODE VIRAR UM SINAL

“Talvez eu esteja substituindo correção por condenação.”

O CONTROLE PODE VIRAR UM SINAL

“Talvez eu esteja tentando assumir uma função que não é minha.”

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Em quais situações mais esqueço minha função?

• Quem mais desperta meu desejo de atacar?

• O que acredito ganhar mantendo ressentimento?

• Que função inventei para mim além do perdão?

• Tenho tentado controlar escolhas que pertencem aos outros?

• Confundo perdão com permissividade?

• Consigo estabelecer limites sem transformar o outro em inimigo?

• Onde minha necessidade de estar certa tem ocupado o lugar da paz?

• Em que situação estou me condenando em vez de me corrigir?

• Qual decisão de hoje pode ser vista como escolha entre paz e ataque?

• O que mudaria se eu realmente associasse perdão e felicidade?

• Quanto tempo normalmente levo para lembrar minha função depois de um conflito?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — ONDE ESQUEÇO MINHA FUNÇÃO?

Complete:

“EU MAIS ESQUEÇO MINHA FUNÇÃO QUANDO…”

Escreva livremente.

Talvez:

• sou criticada;

• sinto rejeição;

• alguém não corresponde às minhas expectativas;

• tenho medo;

• sou contrariada.

Depois pergunte:

“Qual pensamento aparece imediatamente?”

Finalize:

“Que eu não esqueça a minha função.”

EXERCÍCIO — A FUNÇÃO QUE INVENTEI

Complete:

“EM VEZ DE PERDOAR, TENHO TENTADO…”

Talvez:

• controlar;

• provar culpa;

• convencer;

• punir;

• agradar;

• vencer.

Pergunte:

“Isso tem me trazido paz?”

Finalize:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

EXERCÍCIO — PERDOAR E SER FELIZ

Escolha um ressentimento.

Escreva:

O QUE ACONTECEU?

Apenas fatos.

O QUE ESTOU EXIGINDO?

Pedido de desculpas?

Reconhecimento?

Mudança?

MINHA FELICIDADE ESTÁ DEPENDENDO DISSO?

Observe.

O QUE POSSO LIBERAR HOJE?

Finalize:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

EXERCÍCIO — O MUNDO QUE ESTÁ DIANTE DE MIM

Olhe ao seu redor lentamente.

Observe:

• objetos;

• pessoas;

• ambiente.

Repita:

“Esse é o mundo que eu tenho por função salvar.”

Depois pergunte:

“Como posso cumprir minha função aqui e agora?”

EXERCÍCIO — UMA DECISÃO, UM PROPÓSITO

Escolha uma decisão atual.

Escreva:

A FORMA DA DECISÃO É:

…

O PROPÓSITO QUE ESTOU DANDO A ELA É:

…

Agora pergunte:

“Essa escolha está a serviço de paz ou ataque?”

A LIÇÃO 64 E A FELICIDADE

O texto é muito claro ao relacionar:

cumprimento da função

e

felicidade.

Isso prepara diretamente as próximas lições.

A Lição 65 afirmará:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

E a Lição 66 aprofundará:

“A minha felicidade e a minha função são uma só.”

A SEQUÊNCIA ESTÁ SE TORNANDO MAIS CLARA

LIÇÃO 61

Eu sou a luz do mundo.

LIÇÃO 62

O perdão é minha função como a luz do mundo.

LIÇÃO 63

Meu perdão estende paz.

LIÇÃO 64

Que eu não esqueça minha função.

LIÇÃO 65

Minha única função é a que Deus me deu.

LIÇÃO 66

Minha felicidade e minha função são uma só.

Existe um aprofundamento contínuo:

identidade → função → extensão → lembrança → compromisso → felicidade.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

• “Que eu não esqueça a minha função.”

• “Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

• “Que eu perdoe e seja feliz.”

• “Minha função não é condenar.”

• “Posso colocar limites sem esquecer o perdão.”

• “Não preciso vencer para cumprir minha função.”

• “Quando ataco, esqueci; quando lembro, posso escolher novamente.”

• “Não preciso esperar condições perfeitas para praticar.”

• “O mundo diante de mim é o campo da minha prática.”

• “Posso escolher paz neste instante.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho não transformar espiritualidade em uma ideia que lembro apenas:

quando tudo está bem.

Quero lembrar minha função:

quando estiver irritada.

quando alguém me contrariar.

quando eu tiver razão.

quando meu ego quiser atacar.

quando o passado voltar.

quando me condenar.

Não preciso ser perfeita para lembrar.

Posso esquecer.

E depois:

lembrar novamente.

Quando minha mente disser:

“Sua função é julgar”,

quero responder:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

Quando acreditar que preciso manter ressentimento para me proteger:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Quando tiver de escolher entre continuar a guerra e liberar um pouco da condenação:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

Hoje quero diminuir:

o intervalo entre esquecer e lembrar.

Esse é meu treinamento.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje peço ajuda

para não esquecer minha função.

Eu a esqueço

quando sou contrariada.

Quando sinto medo.

Quando acredito que fui injustiçada.

Quando quero vencer.

Quando quero controlar.

Quando transformo alguém

em inimigo.

Quando transformo meus próprios erros

em motivo de condenação.

Nesses momentos,

recorda-me:

Que eu não esqueça a minha função.

Quando eu tentar assumir

o papel de juiz,

acusador,

controlador

ou vingador,

lembra-me:

Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.

Ensina-me a distinguir

limite de ataque.

Justiça de vingança.

Clareza de condenação.

Responsabilidade de culpa.

Que eu não use o perdão

para negar a verdade.

Mas que também não use a verdade

como justificativa para o ódio.

Quando eu quiser conservar

uma antiga ofensa,

mostra-me quanto peso

ela ainda ocupa em minha mente.

E faz-me recordar:

Que eu perdoe e seja feliz.

Que cada encontro deste dia

se torne uma oportunidade

de lembrar.

Que cada conflito

me mostre onde ainda esqueço.

Que cada julgamento

se transforme em chamado

para escolher novamente.

Que eu olhe para o mundo

não como um lugar que precisa

confirmar meus medos,

mas como o lugar

onde posso praticar

a função que me deste.

Quando meus olhos estiverem abertos,

que eu possa olhar ao meu redor

e lembrar:

Esse é o mundo que eu tenho por função salvar.

Não através do controle.

Não através da superioridade.

Não através da força.

Mas através:

do perdão.

Que eu escolha minha função.

Que eu escolha a paz.

Que eu escolha:

a felicidade.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Que eu não esqueça a minha função. Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha. Que eu perdoe e seja feliz.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, retorne à ideia:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Depois pergunte:

EM QUE MOMENTO MAIS ESQUECI MINHA FUNÇÃO HOJE?

Observe sem culpa.

O QUE EU QUERIA FAZER EM VEZ DE PERDOAR?

• controlar?

• punir?

• vencer?

• provar culpa?

QUANTO TEMPO LEVEI PARA LEMBRAR NOVAMENTE?

Observe.

HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE LEMBREI ANTES DE REAGIR?

Reconheça esse avanço.

CONSEGUI COLOCAR ALGUM LIMITE SEM TRANSFORMÁ-LO EM ATAQUE?

Observe.

EM QUE SITUAÇÃO TENTEI ASSUMIR UMA FUNÇÃO QUE NÃO ERA MINHA?

Talvez controlar:

a escolha de outra pessoa.

HOUVE ALGUM RESSENTIMENTO QUE PERDEU UM POUCO DA FORÇA?

Reconheça.

PERCEBI ALGUMA RELAÇÃO ENTRE PERDÃO E FELICIDADE?

Permaneça alguns instantes em silêncio.

Finalize:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Depois:

“Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha.”

E finalmente:

“Que eu perdoe e seja feliz.”

LIÇÃO 64 — ESSÊNCIA

• A Lição 64 afirma: “Que eu não esqueça a minha função.”

• O Curso apresenta a ideia como outra maneira de dizer “Que eu não caia em tentação”, relacionando a tentação ao esquecimento da função de perdoar.

• O texto afirma que o Espírito Santo pode dar outro propósito às ilusões e transformar o mundo num lugar de aprendizado do perdão e reconhecimento espiritual da salvação.

• A função apresentada nas lições anteriores é ser a luz do mundo, e o texto reafirma que essa função foi dada por Deus.

• O ego pode levar a mente a questionar essa função ou a considerar-se indigna dela, enquanto a lição reafirma a identidade do Filho de Deus e o papel do perdão.

• A lição associa diretamente o cumprimento da função à felicidade e descreve as escolhas, em seu conteúdo fundamental, como escolhas que conduzem à felicidade ou à infelicidade.

• Os três pensamentos centrais de prática são: “Que eu não esqueça a minha função. Que eu não tente substituir a função de Deus pela minha. Que eu perdoe e seja feliz.”

• Pelo menos uma vez durante o dia, a lição orienta um período de reflexão de aproximadamente dez a quinze minutos, preferencialmente de olhos fechados.

• Ao longo do dia, também são indicadas práticas mais curtas, algumas com os olhos fechados e outras olhando lentamente ao redor.

• Na prática de olhos abertos, a orientação é olhar ao redor e recordar: “Esse é o mundo que eu tenho por função salvar.”

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

As últimas lições nos mostraram:

quem somos.

qual é nossa função.

o que nosso perdão pode estender.

Hoje o Curso acrescenta algo decisivo:

é preciso lembrar.

Porque não basta compreender o perdão:

quando estamos lendo sobre ele.

Precisamos recordá-lo:

quando alguém nos irrita.

quando o ego quer vencer.

quando sentimos medo.

quando acreditamos que nosso ataque está justificado.

quando queremos controlar.

A Lição 64 transforma cada uma dessas situações em:

um chamado à lembrança.

Talvez hoje eu esqueça.

Mas posso lembrar novamente.

E cada vez que lembrar,

posso escolher:

minha verdadeira função.

Não condenar.

Não controlar.

Não punir.

Mas:

perdoar.

E, segundo a direção que esta sequência de lições está construindo:

perdoar e ser feliz.