LIÇÃO 65 — A MINHA ÚNICA FUNÇÃO É A QUE DEUS ME DEU

Lição 65 de Um Curso em Milagres: A minha única função é a que Deus me deu, reflexão sobre propósito, perdão, paz interior, metas do ego e função espiritual

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

A Lição 65 aprofunda a sequência iniciada nas lições anteriores.

Aprendemos:

“Eu sou a luz do mundo.”

Depois:

“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”

Em seguida:

“Que eu não esqueça a minha função.”

Agora o Curso faz uma afirmação ainda mais direta:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

O texto explica que essa ideia reafirma nosso compromisso com a salvação e nos recorda que não temos nenhuma outra função além daquela que Deus nos deu. Também afirma que uma aceitação total dessa função envolve reconhecer a salvação como nosso propósito e abandonar as metas que inventamos para nós mesmos.

O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 65

A palavra mais importante de hoje é:

ÚNICA.

Não:

uma das minhas funções.

Não:

uma função espiritual entre muitas outras.

Mas:

a minha única função é a que Deus me deu.

Isso não significa abandonar:

• trabalho;

• família;

• responsabilidades;

• projetos;

• estudos;

• compromissos cotidianos.

A lição está falando de:

propósito interior.

POSSO TER MUITAS FUNÇÕES NA FORMA

Posso ser:

• mãe;

• pai;

• profissional;

• estudante;

• amiga;

• cuidadora;

• líder;

• artista.

Mas, segundo o Curso, todas essas formas podem ser colocadas a serviço de:

uma única função interior.

A FUNÇÃO INTERIOR NÃO MUDA

As formas mudam.

Hoje você pode estar:

trabalhando.

Depois:

cuidando de alguém.

Mais tarde:

resolvendo um problema.

Mas em todas essas situações a pergunta pode permanecer:

“Estou usando esta situação para cumprir a função que Deus me deu ou para substituí-la por outra?”

AS METAS QUE INVENTAMOS PARA NÓS MESMOS

O texto afirma que aceitar completamente a função dada por Deus envolve abandonar outras metas inventadas pela própria mente.

Isso merece uma reflexão profunda.

QUAIS PODEM SER ESSAS METAS?

Talvez:

• provar meu valor;

• ser admirada;

• vencer;

• controlar;

• ser indispensável;

• obter aprovação;

• ter razão;

• superar todos;

• não decepcionar ninguém;

• nunca errar.

ESSAS METAS PODEM SE ESCONDER ATRÁS DE COISAS APARENTEMENTE NORMAIS

Por exemplo:

TRABALHAR

pode servir para:

expressar seus dons.

Ou:

provar que você merece existir.

AJUDAR ALGUÉM

pode servir ao:

amor.

Ou:

à necessidade de ser indispensável.

TER SUCESSO

pode ser uma experiência legítima.

Mas também pode ser usado para:

provar superioridade.

QUERER SER AMADA

é humano.

Mas pode se transformar numa meta impossível:

“Preciso que todos me aprovem para saber que tenho valor.”

A LIÇÃO PEDE QUE OLHEMOS PARA O PROPÓSITO

Não apenas:

“O que estou fazendo?”

Mas:

“Para que estou fazendo?”

A MESMA AÇÃO PODE SERVIR A PROPÓSITOS DIFERENTES

Uma pessoa pode trabalhar muito:

por amor ao que faz.

Outra pode trabalhar muito:

por medo de não valer nada.

Externamente:

a atividade pode parecer igual.

Internamente:

o propósito é diferente.

POR ISSO A LIÇÃO 65 É UMA LIÇÃO SOBRE SIMPLIFICAÇÃO

O ego cria:

muitas funções.

A mente precisa:

• agradar;

• controlar;

• competir;

• se defender;

• provar;

• conquistar;

• vencer.

O Curso oferece:

uma função.

A MULTIPLICIDADE DE PROPÓSITOS PRODUZ CONFLITO

Imagine querer ao mesmo tempo:

dizer a verdade,

mas também:

agradar a todos.

Quer:

colocar um limite,

mas também:

nunca desapontar ninguém.

Quer:

ter paz,

mas também:

provar que está certa.

Quando os propósitos entram em conflito:

a mente entra em conflito.

UMA ÚNICA FUNÇÃO REDUZ O CONFLITO

O texto afirma que aceitar essa única função é o caminho para encontrar paz para a mente.

ISSO É MUITO SIGNIFICATIVO

A paz não é apresentada apenas como:

uma emoção agradável.

Ela aparece como resultado de:

unidade de propósito.

QUANDO MINHA MENTE QUER DEZ COISAS CONTRADITÓRIAS

não existe:

paz.

QUANDO O PROPÓSITO COMEÇA A SE UNIFICAR

surge:

direção.

A FUNÇÃO DADA POR DEUS NÃO É UMA PRISÃO

A ideia de “única função” pode parecer restritiva.

Mas o texto apresenta justamente o contrário:

ela é a chave da paz.

A Lição afirma que essa ideia oferece uma saída para todas as dificuldades percebidas e coloca em nossas mãos a chave da porta da paz que acreditamos ter fechado para nós mesmos.

A CHAVE DA PORTA DA PAZ

Essa imagem é muito bonita.

Talvez tenhamos procurado paz através de:

• controlar circunstâncias;

• mudar pessoas;

• conquistar coisas;

• evitar fracassos.

A lição diz:

a chave está relacionada ao propósito.

TALVEZ O PROBLEMA NÃO SEJA APENAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO

Talvez parte do sofrimento venha de:

para que estamos usando aquilo que está acontecendo.

POSSO USAR UM CONFLITO PARA:

provar culpa.

Ou:

aprender perdão.

POSSO USAR UM ERRO PARA:

autopunição.

Ou:

correção.

POSSO USAR UM RELACIONAMENTO PARA:

completar minha identidade.

Ou:

aprender amor e perdão.

POSSO USAR O TRABALHO PARA:

provar valor.

Ou:

servir, criar e expressar capacidades.

A MUDANÇA DE FUNÇÃO ALTERA A EXPERIÊNCIA

Esse é um dos movimentos fundamentais de UCEM.

Não necessariamente mudamos:

a forma externa primeiro.

Mudamos:

o propósito dado à forma.

A LIÇÃO PEDE COMPROMISSO

O texto diz que a ideia reafirma:

nosso compromisso com a salvação.

Compromisso significa:

deixar de tratar essa função como algo secundário.

NÃO É:

“Vou lembrar de Deus se sobrar tempo.”

A prática que começa hoje vai justamente na direção oposta:

reservar tempo conscientemente para Deus.

O CURSO PEDE UM PERÍODO MAIS LONGO DE PRÁTICA

Hoje e nos próximos dias, a orientação é reservar aproximadamente:

dez a quinze minutos

para um período de prática mais prolongado.

O PROPÓSITO DESSE TEMPO

é tentar:

compreender

e

aceitar

o que a ideia significa.

NÃO É APENAS REPETIR UMA FRASE

É investigar:

quais metas competem com sua verdadeira função.

A LIÇÃO TAMBÉM SUGERE ORGANIZAR ESSE TEMPO COM ANTECEDÊNCIA

Se possível:

• escolha aproximadamente o mesmo horário todos os dias;

• determine o horário antes;

• tente respeitá-lo.

O texto explica que isso faz parte de organizar o dia de maneira a reservar tempo para Deus, assim como reservamos tempo para tantas outras metas e atividades.

ESSA É UMA MUDANÇA MUITO PRÁTICA

Muitas vezes dizemos:

“Não tenho tempo para silêncio.”

Mas temos horários para:

• trabalho;

• compromissos;

• mensagens;

• redes sociais;

• tarefas.

A lição pergunta:

“Onde está o espaço que você reserva deliberadamente para Deus?”

NÃO PRECISA SER MUITO

Dez ou quinze minutos.

Mas:

escolhidos conscientemente.

A DISCIPLINA MENTAL COMEÇA AQUI

O texto afirma que essa organização faz parte de um treinamento de longo alcance para disciplinar a mente e torná-la disponível ao propósito do Espírito Santo.

DISCIPLINA NÃO SIGNIFICA RIGIDEZ

Significa:

intenção.

Se um dia não conseguir no horário:

não transforme isso em culpa.

Retome.

O treinamento é:

constância, não perfeição.

COMO COMEÇAR O PERÍODO MAIS LONGO

O texto orienta:

primeiro, revise a ideia do dia.

Depois:

feche os olhos.

Repita:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

Então observe cuidadosamente:

os pensamentos que surgem.

NÃO TENTE IMPEDIR OS PENSAMENTOS

Essa parte da prática é muito interessante.

O Curso não pede que você tente pensar somente em coisas espirituais.

Pede que observe:

o que interfere.

POR QUÊ?

Porque os pensamentos interferentes revelam:

metas concorrentes.

EXEMPLO

Você repete:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

E surge:

“Mas preciso que aquela pessoa me reconheça.”

Observe.

Essa pode ser:

uma meta concorrente.

SURGE:

“Preciso ganhar essa discussão.”

Observe.

Outra meta.

SURGE:

“Preciso ter controle sobre tudo.”

Observe.

A LIÇÃO OFERECE UMA FRASE ESPECÍFICA

Para cada pensamento interferente, diga:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

ESSA FRASE É UMA FERRAMENTA PODEROSA DE AUTOOBSERVAÇÃO

Não diz:

“Esse pensamento é horrível.”

Nem:

“Não deveria pensar assim.”

Diz:

“Esse pensamento revela uma meta.”

ISSO EVITA CULPA

A prática é:

identificar.

Não:

condenar.

VOCÊ PODE USAR ESSA FERRAMENTA FORA DO PERÍODO FORMAL

Sempre que surgir:

ansiedade intensa,

pergunte:

“Que meta está por trás desse pensamento?”

EXEMPLO: ANSIEDADE COM APROVAÇÃO

Pensamento:

“E se não gostarem de mim?”

Meta escondida:

“Preciso ser aprovada por todos.”

EXEMPLO: RAIVA

Pensamento:

“Ele precisa admitir que está errado.”

Meta:

“Preciso vencer.”

EXEMPLO: CONTROLE

Pensamento:

“Tudo precisa acontecer exatamente como planejei.”

Meta:

“Preciso controlar o futuro.”

EXEMPLO: CULPA

Pensamento:

“Preciso sofrer pelo que fiz.”

Meta:

“Preciso me punir.”

IDENTIFICAR A META COMEÇA A DESFAZER SUA FORÇA

Porque aquilo que parecia:

realidade absoluta

passa a ser reconhecido como:

uma escolha de propósito.

DEPOIS DE OBSERVAR OS PENSAMENTOS

O texto sugere continuar por mais um pouco procurando outras interferências, mas:

sem tensão;

sem esforço excessivo.

ENTÃO SURGE UMA NOVA ETAPA

Diga:

“Que a minha verdadeira função seja escrita para mim nesse espaço em branco.”

O QUE É ESSE “ESPAÇO EM BRANCO”?

É a mente que começa a abrir espaço depois de reconhecer:

metas falsas.

NÃO PRECISO INVENTAR A RESPOSTA

Isso é muito importante.

A função não precisa ser:

construída pelo ego.

Ela precisa ser:

recebida.

A PRÁTICA PEDE DISPOSIÇÃO PARA TROCAR ILUSÕES DE PROPÓSITO PELA VERDADE

O texto diz explicitamente que não é necessário usar exatamente as palavras propostas, mas é importante cultivar a disposição de permitir que nossas ilusões sobre propósito sejam substituídas pela verdade.

ESSA É UMA ENTREGA

Não:

“Vou descobrir sozinho qual é minha missão extraordinária.”

Mas:

“Estou disposto a abandonar as funções que inventei.”

ISSO É MUITO DIFERENTE

Porque o ego quer transformar a função espiritual em:

uma identidade especial.

O Curso simplifica:

a função já foi dada.

AO FINAL DO PERÍODO MAIS LONGO

Repita novamente:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

Depois reflita sobre:

• a importância dessa ideia;

• o alívio que sua aceitação pode trazer;

• como ela pode resolver conflitos de propósito;

• quanto você realmente deseja a salvação.

O ALÍVIO VEM DA SIMPLIFICAÇÃO

Imagine não precisar mais:

cumprir cem funções inventadas.

NÃO PRECISO:

agradar a todos.

provar meu valor.

controlar todas as respostas.

garantir todos os resultados.

ser perfeita.

vencer sempre.

POSSO VOLTAR PARA UMA PERGUNTA

“Qual é a função que Deus me deu?”

E, PELAS LIÇÕES ANTERIORES, SABEMOS:

ser a luz do mundo.

E:

cumprir essa função através do perdão.

A PRÁTICA CURTA — PELO MENOS UMA VEZ POR HORA

A Lição 65 introduz um treinamento mais frequente.

Os períodos mais curtos devem ser realizados:

pelo menos uma vez por hora.

A FRASE É:

“A minha única função é a que Deus me deu. Eu não quero e não tenho nenhuma outra.”

ESSA PRÁTICA HORÁRIA É MUITO IMPORTANTE

Ela cria:

interrupções conscientes.

Ao longo do dia, entramos em:

• trabalho;

• problemas;

• conversas;

• preocupações.

E esquecemos.

A prática a cada hora funciona como:

retorno.

UM MINUTO PODE MUDAR A DIREÇÃO DA HORA SEGUINTE

Você para.

Respira.

Recorda:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

ÀS VEZES COM OS OLHOS FECHADOS

Outras vezes:

de olhos abertos, olhando ao redor.

O texto afirma que aquilo que vemos será totalmente mudado quando aceitarmos por completo a ideia de hoje.

POR QUE O MUNDO MUDARIA?

Não necessariamente porque os objetos externos desapareceriam.

Mas porque:

sua função atribuída a eles mudaria.

UMA PESSOA DEIXA DE SER:

“alguém que precisa me validar.”

E pode se tornar:

alguém com quem pratico perdão.

O TRABALHO DEIXA DE SER:

“prova do meu valor.”

E pode tornar-se:

um contexto no qual exerço minha função.

O DINHEIRO DEIXA DE SER:

“minha salvação.”

E volta a ser:

um recurso.

UMA CRÍTICA DEIXA DE SER:

“ameaça à minha identidade.”

E pode tornar-se:

uma oportunidade de discernimento.

ISSO É MUDANÇA DE PERCEPÇÃO

A forma pode permanecer.

A função atribuída:

muda.

A LIÇÃO 65 E AS METAS PESSOAIS

É importante não interpretar essa lição como se o Curso dissesse:

“Não tenha objetivos.”

Você pode ter:

• metas profissionais;

• projetos;

• planejamento financeiro;

• objetivos de estudo.

O ponto é:

não transformar essas metas em sua função última.

UMA META PRÁTICA PODE SERVIR À SUA FUNÇÃO

Por exemplo:

escrever um livro.

A pergunta passa a ser:

“Para que quero escrever?”

Apenas:

provar que sou importante?

Ou também:

oferecer algo útil?

UMA META NÃO PRECISA SER ABANDONADA

Pode precisar:

ser colocada em outro lugar.

A FUNÇÃO VEM PRIMEIRO

A meta prática:

serve.

O EGO INVERTE

A meta prática se torna:

finalidade absoluta.

E então toda a paz depende:

do resultado.

QUANDO A META EXTERNA DEFINE MINHA IDENTIDADE

surge:

medo.

SE PRECISO TER SUCESSO PARA TER VALOR

então fracasso significa:

destruição.

SE PRECISO SER APROVADA PARA SER AMADA

qualquer rejeição significa:

ameaça.

SE PRECISO CONTROLAR PARA ESTAR SEGURA

qualquer imprevisto significa:

pânico.

A LIÇÃO TENTA RETIRAR DAS FORMAS ESSA FUNÇÃO IMPOSSÍVEL

E devolver a mente:

à única função.

PRÁTICA PARA O TRABALHO

Antes de começar:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

Depois pergunte:

“Qual meta estou tentando fazer deste trabalho cumprir?”

TALVEZ:

“Preciso provar que sou melhor.”

Observe.

Depois:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Quando pensar:

“Essa pessoa precisa me fazer feliz.”

pare.

Pergunte:

“Transformei essa pessoa numa função que ela não pode cumprir?”

DEPOIS:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

PRÁTICA PARA ANSIEDADE

Pergunte:

“Que meta estou tentando garantir neste momento?”

Talvez:

• certeza total;

• controle;

• aprovação;

• ausência de risco.

Reconheça.

Depois:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

PRÁTICA PARA COMPARAÇÃO

Pensamento:

“Preciso ser melhor do que ela.”

Observe:

meta de superioridade.

Depois:

“Eu não quero e não tenho nenhuma outra função.”

PRÁTICA PARA AUTOCULPA

Pensamento:

“Preciso continuar sofrendo.”

Observe:

meta de autopunição.

Diga:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

Depois:

volte ao perdão.

PRÁTICA PARA UMA DECISÃO

Antes de escolher, pergunte:

“Qual meta está conduzindo esta decisão?”

• paz?

• medo?

• reconhecimento?

• vingança?

• controle?

UMA DECISÃO PODE SER EXTERNAMENTE CORRETA E AINDA ESTAR SENDO USADA PELO EGO

Por isso o propósito importa.

UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS

1. PARE.

2. REPITA:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

3. PERGUNTE:

“Que meta está dominando minha mente agora?”

4. RECONHEÇA SEM JULGAR.

5. FINALIZE:

“Eu não quero e não tenho nenhuma outra.”

UMA MICROPRÁTICA PARA CONFLITO

Quando quiser vencer:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

Depois pergunte:

“Posso escolher paz sem abandonar a clareza?”

UMA MICROPRÁTICA PARA PRESSA

Quando sentir:

“Preciso resolver tudo agora”,

pergunte:

“Que meta estou tentando proteger?”

Depois:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Preste atenção em pensamentos que começam com:

• “Eu preciso que…”

• “Só ficarei bem quando…”

• “Tenho que provar…”

• “Não posso permitir que pensem…”

• “Preciso controlar…”

• “Tenho que vencer…”

Essas frases podem revelar:

metas concorrentes.

NÃO PRECISA ELIMINÁ-LAS À FORÇA

A prática é:

reconhecer

e

entregar.

MARCADORES DE UMA META INVENTADA

• Minha paz depende completamente do resultado.

• Minha identidade depende da aprovação.

• Preciso controlar outra pessoa.

• Preciso estar certa.

• Preciso provar meu valor.

• Preciso ser indispensável.

• Preciso me punir.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Que metas pessoais estou confundindo com minha função?

• O que acredito que preciso conseguir para ter valor?

• Qual resultado estou tratando como minha salvação?

• De quem mais desejo aprovação?

• Onde minha necessidade de controle está produzindo conflito?

• Tenho transformado sucesso em identidade?

• Existe alguma pessoa a quem atribuí a função de me fazer feliz?

• Que pensamento mais interfere quando digo “A minha única função é a que Deus me deu”?

• Que espaço aparece quando deixo uma meta falsa ir?

• Consigo reservar conscientemente dez ou quinze minutos para Deus?

• Como seria lembrar da minha função a cada hora?

• O que poderia mudar se minhas metas práticas servissem a uma função maior?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — INVENTÁRIO DE METAS

Complete:

“EU ACREDITO QUE PRECISO…”

Escreva pelo menos dez respostas.

Depois, para cada uma, pergunte:

“Isso é uma necessidade prática ou estou usando isso para definir minha identidade?”

EXERCÍCIO — A META POR TRÁS DO PENSAMENTO

Escolha um pensamento recorrente.

Escreva:

PENSAMENTO

…

META ESCONDIDA

…

O QUE ACHO QUE VOU RECEBER SE ESSA META FOR CUMPRIDA?

…

POSSO RECEBER PAZ SEM TRANSFORMAR ISSO EM MINHA FUNÇÃO?

Finalize:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

EXERCÍCIO — O ESPAÇO EM BRANCO

Feche os olhos.

Depois de observar algumas metas, diga:

“Que a minha verdadeira função seja escrita para mim nesse espaço em branco.”

Permaneça em silêncio.

Não tente preencher imediatamente.

Apenas:

esteja disponível.

EXERCÍCIO — REORGANIZANDO UMA META

Escolha uma meta importante.

Por exemplo:

sucesso profissional.

Pergunte:

“Como posso perseguir essa meta sem fazer dela minha identidade?”

Depois:

“Como essa meta pode servir à paz, ao perdão e à função que Deus me deu?”

EXERCÍCIO — MINHA HORA COM DEUS

Escolha agora um horário aproximado para seu período diário de prática.

Pode ser:

• pela manhã;

• no intervalo do dia;

• no início da noite.

O objetivo é criar:

constância.

A LIÇÃO 65 E O TREINAMENTO DA MENTE

A prática de hoje muda o ritmo.

Agora não temos apenas:

uma reflexão espiritual.

Temos:

• um período diário de 10 a 15 minutos;

• observação estruturada dos pensamentos;

• prática pelo menos uma vez por hora.

Isso mostra que UCEM está aprofundando:

a disciplina mental.

NÃO É PARA PRODUZIR TENSÃO

O próprio texto orienta a não se esforçar excessivamente ao procurar pensamentos interferentes.

A disciplina é:

gentil

e

constante.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

• “A minha única função é a que Deus me deu.”

• “Eu não quero e não tenho nenhuma outra.”

• “Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

• “Que a minha verdadeira função seja escrita para mim nesse espaço em branco.”

• “Não preciso provar meu valor.”

• “Minhas metas podem servir à minha função, não substituí-la.”

• “Não preciso transformar um resultado em minha salvação.”

• “Posso abandonar metas inventadas sem abandonar minhas responsabilidades.”

• “Uma única função simplifica minha mente.”

• “A paz nasce da unidade de propósito.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho observar:

quantas funções inventei para mim.

Talvez eu tenha acreditado que minha função era:

agradar.

controlar.

vencer.

ser admirada.

não errar.

provar meu valor.

carregar todos.

Essas funções me deixaram:

cansada.

Hoje quero começar a reconhecer:

A minha única função é a que Deus me deu.

Não preciso abandonar minha vida.

Preciso:

mudar o propósito com que a vivo.

Posso trabalhar.

Posso amar.

Posso criar.

Posso cuidar.

Posso construir projetos.

Mas não preciso pedir que essas coisas:

definam quem sou.

Quando surgir uma meta que ocupa toda a minha mente, quero observar:

“Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

E depois quero abrir espaço.

Silêncio.

Disponibilidade.

E dizer:

“Que a minha verdadeira função seja escrita para mim nesse espaço em branco.”

Hoje escolho simplificar.

Uma função.

Um propósito.

Uma direção.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti

as funções que inventei para mim.

A necessidade de agradar.

De controlar.

De provar.

De vencer.

De ser indispensável.

De ser perfeita.

De receber reconhecimento

para acreditar que tenho valor.

Mostra-me todas as metas

que ainda competem

com a função que Deus me deu.

Quando um pensamento surgir

para me convencer

de que só poderei ter paz

se alguma coisa específica acontecer,

ajuda-me a recordar:

Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.

Que eu não lute contra meus pensamentos.

Que eu os observe.

Que eu reconheça o propósito escondido.

E que eu possa soltá-los.

Abre em minha mente

um espaço que não seja preenchido

por minhas próprias exigências.

E nesse espaço,

que eu possa dizer:

Que a minha verdadeira função seja escrita para mim nesse espaço em branco.

Ensina-me a não confundir

minha profissão

com minha identidade.

Meus relacionamentos

com minha salvação.

Meu dinheiro

com minha segurança absoluta.

Meu sucesso

com meu valor.

Que todas as formas da minha vida

possam servir:

à função que me deste.

Que eu reserve tempo para Ti.

Que eu não trate o silêncio

como algo que só acontece

quando sobra tempo.

Ensina-me a criar

um espaço diário

para lembrar.

E ao longo do dia,

quando eu me perder

em tantas metas,

faz-me retornar:

A minha única função é a que Deus me deu.

Que eu possa dizer

com intenção verdadeira:

Eu não quero e não tenho nenhuma outra.

Que essa simplicidade

abra novamente

a porta da paz.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“A minha única função é a que Deus me deu. Não preciso substituir meu propósito por metas de controle, aprovação ou reconhecimento. Posso permitir que todas as áreas da minha vida sirvam à paz e ao perdão.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

Depois pergunte:

QUAL META MAIS DOMINOU MINHA MENTE HOJE?

Observe.

ESSA META ERA PRÁTICA OU EU A ESTAVA USANDO PARA DEFINIR MEU VALOR?

Reconheça.

EM QUE MOMENTO MAIS PRECISEI DE APROVAÇÃO?

Observe.

ONDE TENTEI CONTROLAR UMA PESSOA OU RESULTADO?

Sem culpa.

CONSEGUI RECONHECER ALGUM PENSAMENTO COMO UMA META INTERFERENTE?

Qual?

HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE CONSEGUI SOLTAR UMA META E SENTIR MAIS ESPAÇO INTERIOR?

Reconheça.

CONSEGUI FAZER MEU PERÍODO DE PRÁTICA MAIS LONGO?

Se não:

retome amanhã sem autopunição.

CONSEGUI LEMBRAR DA IDEIA AO LONGO DO DIA?

Mesmo algumas vezes?

QUE META POSSO COMEÇAR A COLOCAR A SERVIÇO DA MINHA FUNÇÃO EM VEZ DE TRANSFORMÁ-LA EM MINHA IDENTIDADE?

Permaneça alguns instantes em silêncio.

Finalize:

“A minha única função é a que Deus me deu.”

Depois:

“Eu não quero e não tenho nenhuma outra.”

LIÇÃO 65 — ESSÊNCIA

• A Lição 65 afirma: “A minha única função é a que Deus me deu.”

• A ideia reafirma o compromisso com a salvação e ensina que aceitar completamente essa função envolve duas etapas: reconhecer a salvação como nossa função e abandonar metas que inventamos para nós mesmos.

• O texto relaciona a aceitação dessa única função à paz da mente.

• A prática prolongada deve durar aproximadamente dez a quinze minutos, hoje e nos próximos dias.

• Se possível, o Curso recomenda realizar esse período aproximadamente no mesmo horário diariamente e escolhê-lo com antecedência, reservando deliberadamente tempo para Deus.

• Durante a prática longa, observa-se a mente em busca de pensamentos que interfiram e cada um pode ser respondido com: “Esse pensamento reflete uma meta que está me impedindo de aceitar a minha única função.”

• Depois de observar essas metas, a lição convida a criar um espaço interior e cultivar a disposição de permitir que ilusões de propósito sejam substituídas pela verdade.

• Ao final do período, a ideia principal é repetida e a atenção retorna à importância e ao alívio que sua aceitação pode trazer para os conflitos internos.

• As práticas curtas devem ser realizadas pelo menos uma vez por hora, usando: “A minha única função é a que Deus me deu. Eu não quero e não tenho nenhuma outra.”

• Os períodos curtos podem ser feitos ora de olhos fechados, ora de olhos abertos olhando ao redor, como forma de levar a ideia para a percepção do mundo.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

A Lição 65 reduz a complexidade da vida a uma pergunta:

“Qual função estou tentando cumprir?”

Talvez eu tenha criado muitas.

Ser aprovada.

Nunca falhar.

Vencer.

Controlar.

Ser indispensável.

Provar meu valor.

E talvez seja justamente essa multiplicidade de propósitos

que mantém a mente:

dividida.

Hoje o Curso oferece:

simplicidade.

Não preciso abandonar minha vida.

Preciso deixar de pedir às formas da vida

que desempenhem a função de:

me salvar.

Minha profissão não precisa provar meu valor.

Uma pessoa não precisa completar minha identidade.

Um resultado não precisa garantir minha paz.

Uma vitória não precisa justificar minha existência.

Hoje posso começar a deixar essas funções inventadas:

cair.

E retornar:

A minha única função é a que Deus me deu.

Quando eu fizer isso,

a mente não precisa continuar dividida

entre cem propósitos diferentes.

Ela pode começar a encontrar:

uma direção.

E nessa direção,

segundo a Lição 65,

está:

a porta da paz.