A MINHA VISÃO É DIRIGIDA PARA CONTEMPLAR A FACE DE CRISTO
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma jornada de treinamento da mente, perdão e paz interior
A IDEIA DE HOJE
Na Lição 268, aprendemos:
“Que todas as coisas sejam exatamente como são.”
Hoje, depois de reduzir a resistência,
surge uma pergunta:
“Para onde quero dirigir minha visão?”
A Lição 269 responde:
“A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
Não estamos falando apenas:
dos olhos físicos.
Estamos falando:
daquilo que escolhemos procurar
em tudo o que vemos.
A mente pode procurar:
- culpa;
- erros;
- diferenças;
- ameaça;
- corpos;
- passado.
Ou pode aprender a procurar:
a face de Cristo.
│ Aquilo que procuro determina, em grande parte, aquilo que minha percepção encontra.
A VISÃO PRECISA DE UMA DIREÇÃO
Todos os dias,
olhamos:
para centenas de coisas.
Pessoas.
Telas.
Lugares.
Situações.
Mas olhar fisicamente
não é o mesmo que:
ver.
POSSO OLHAR PARA UM IRMÃO E VER APENAS SEU ERRO
Ou posso olhar
e perguntar:
“Existe algo além dessa aparência?”
Essa segunda pergunta
é o início:
da visão de Cristo.
O TEXTO PEDE QUE A VISTA SEJA ABENÇOADA
A oração começa pedindo:
“Peço-Te que abençoes a minha vista nesse dia.”
Isso é significativo.
A visão comum
não é considerada:
suficiente.
Ela precisa:
de correção.
OS OLHOS MOSTRAM FORMAS
Mas a interpretação vem:
da mente.
Duas pessoas podem olhar:
para a mesma cena
e chegar:
a conclusões completamente diferentes.
POR ISSO A VERDADEIRA PERGUNTA É
“Que mente está olhando?”
A mente do medo?
Ou:
a mente disposta ao perdão?
MINHA VISÃO PODE MOSTRAR MEUS EQUÍVOCOS
O texto diz que a visão pode tornar-se o caminho para mostrar nossos equívocos.
Isso significa:
não usar a visão apenas
para confirmar:
o que já acredito.
TALVEZ EU ESTEJA ERRADO SOBRE O QUE VEJO
Essa é uma frase:
profundamente libertadora.
“Talvez eu não esteja vendo corretamente.”
Ela abre:
espaço.
O EGO TEM CERTEZA
“Eu sei exatamente quem essa pessoa é.”
“Eu sei o que ela quis dizer.”
“Eu sei por que isso aconteceu.”
A VISÃO CORRIGIDA É MAIS HUMILDE
“Talvez exista algo que ainda não compreendo.”
RECONHECER UM EQUÍVOCO NÃO É FRACASSAR
É:
permitir correção.
UM ERRO RECONHECIDO PODE SER DESFEITO
Um erro defendido:
permanece.
A VISÃO MOSTRA O EQUÍVOCO PARA QUE EU POSSA OLHAR ALÉM
O texto não termina:
no erro.
Ele diz que somos conduzidos
a olhar:
para além dele.
Esse ponto é essencial.
UCEM NÃO NOS PEDE PARA FICAR ANALISANDO O ERRO PARA SEMPRE
Ele é reconhecido
para depois:
ser ultrapassado.
O EGO ANALISA SEM FIM
“Por que isso aconteceu?”
“Por que ele fez isso?”
“Por que eu sou assim?”
E continua:
girando.
A VISÃO DE CRISTO PERGUNTA
“O que há além disso?”
UMA NOVA PERCEPÇÃO É POSSÍVEL
O texto afirma que podemos encontrar uma nova percepção através do Guia que nos foi dado.
Esse Guia é:
o Espírito Santo,
na linguagem do Curso.
ISSO SIGNIFICA QUE MINHA PRIMEIRA INTERPRETAÇÃO NÃO É OBRIGATÓRIA
Posso escolher:
olhar novamente.
TALVEZ EU VEJA REJEIÇÃO
E depois perceba:
limite.
TALVEZ EU VEJA ATAQUE
E depois perceba:
medo.
TALVEZ EU VEJA FRACASSO
E depois perceba:
aprendizado.
TALVEZ EU VEJA CULPA
E depois perceba:
pedido de correção.
A NOVA PERCEPÇÃO NÃO PRECISA SER “POSITIVA”
Ela precisa ser:
mais verdadeira.
NÃO SE TRATA DE DIZER
“Tudo é ótimo.”
Mas:
“Não quero acrescentar ao fato uma interpretação baseada apenas em medo.”
A PERCEPÇÃO É UM PASSO, NÃO O DESTINO FINAL
O texto diz que, através dessas lições, vamos além da percepção para retornar à verdade.
Isso mostra:
uma sequência.
Primeiro:
percepção corrigida.
Depois:
verdade.
ENQUANTO AINDA PERCEBO, POSSO PERCEBER MELHOR
Esse é:
o treinamento.
O MUNDO PERDOADO É A ÚLTIMA PERCEPÇÃO ÚTIL
O texto diz:
“Hoje escolho ver um mundo perdoado…”
Essa frase é:
central.
UM MUNDO PERDOADO NÃO É UM MUNDO SEM ERROS DE COMPORTAMENTO
É um mundo em que:
o erro não recebe
a função de provar:
culpa eterna.
O PERDÃO MUDA O SIGNIFICADO DO QUE VEJO
Antes:
“Ele fez isso porque é mau.”
Depois:
“Houve um erro e quero vê-lo sem transformar a pessoa em pecado.”
ISSO NÃO RETIRA RESPONSABILIDADE
Pode haver:
limite.
Correção.
Consequência.
Mas:
sem condenação eterna.
A FACE DE CRISTO PODE SER VISTA NUM MUNDO PERDOADO
O texto afirma que, nesse mundo, todos podem mostrar:
a face de Cristo.
Não significa que fisicamente:
todos passam a ter a mesma face.
É:
um símbolo.
A FACE DE CRISTO REPRESENTA A IDENTIDADE ALÉM DA APARÊNCIA
Aquilo que é:
inocente.
Uno.
Santo.
Compartilhado.
QUANDO VEJO CRISTO NO IRMÃO
deixo de ver apenas:
seu corpo.
Sua história.
Seus erros.
VEJO ALGO QUE TAMBÉM PERTENCE A MIM
O texto diz justamente que aquilo que contemplamos pertence a nós.
Essa é uma ideia profunda.
Se reconheço:
santidade,
talvez seja porque algo em mim
conhece:
santidade.
AQUILO QUE RECONHEÇO NO OUTRO TAMBÉM EDUCA MINHA AUTOIMAGEM
Se vejo apenas:
culpa,
ensino à minha mente:
culpa.
Se vejo:
Cristo,
ensino:
Identidade compartilhada.
POR ISSO O PERDÃO É RECÍPROCO
Liberto:
o outro
da minha condenação.
E minha mente também:
é libertada.
NADA EXISTE EXCETO O FILHO SANTO DE DEUS
Essa é uma afirmação metafísica do texto.
Dentro de UCEM,
isso aponta para:
a unidade da Filiação.
AS FORMAS PARECEM MUITAS
Mas o Ser é:
um.
Essa ideia já apareceu:
na Lição 262.
Agora ela retorna
através:
da visão de Cristo.
A VISÃO ABENÇOADA NÃO PROCURA DIFERENÇAS PARA HIERARQUIZAR
Ela procura:
o que é o mesmo.
ISSO NÃO APAGA DIVERSIDADE
Mas retira:
a diferença de valor.
CONTEMPLAR CRISTO NÃO É TENTAR VER UMA IMAGEM RELIGIOSA EM TODA PESSOA
É reconhecer:
uma Identidade que o corpo
não consegue:
mostrar plenamente.
CRISTO É O SER QUE COMPARTILHAMOS
A seção seguinte do Livro de Exercícios define Cristo como o Filho de Deus tal como Ele foi criado, o Ser compartilhado que nos une uns aos outros e a Deus.
Isso ajuda a entender:
a Lição 269.
PROCURAR A FACE DE CRISTO É PROCURAR O SER COMPARTILHADO
Não:
a personalidade perfeita.
Não:
comportamento ideal.
Mas:
o que permanece
além:
da forma.
A FACE DE CRISTO É UM SÍMBOLO DE PERDÃO COMPLETO
Mais adiante, o texto diz que, quando o perdão repousar sobre o mundo e a paz chegar aos Filhos de Deus, o que resta para ser visto é apenas a face de Cristo.
ISSO MOSTRA A META
Ver:
sem condenação.
O IRMÃO DIFÍCIL TORNA-SE O GRANDE TREINO
É relativamente fácil
ver Cristo:
em alguém gentil.
Mas e em:
quem nos feriu?
NÃO PRECISO SENTIR AFEIÇÃO
A prática não é:
forçar sentimento.
É começar dizendo:
“Não quero reduzir você ao que aconteceu.”
ISSO JÁ MUDA A VISÃO
POSSO RECONHECER O SER SEM RESTAURAR CONFIANÇA
Se houve:
traição,
a confiança prática pode:
não existir.
Mas ainda posso:
retirar condenação total.
PERDÃO NÃO SIGNIFICA INGENUIDADE
Mais uma vez:
- discernimento permanece;
- limites permanecem;
- responsabilidade permanece.
O QUE MUDA É A META DA VISÃO
Não quero provar:
pecado.
Quero encontrar:
Cristo.
A MINHA VISÃO É DIRIGIDA
Isso implica:
escolha.
Minha visão não precisa:
andar sem direção.
A ATENÇÃO É UM RECURSO
Onde a coloco,
algo cresce:
na consciência.
SE PASSO O DIA PROCURANDO DEFEITOS
encontrarei:
muitos.
SE PASSO O DIA PROCURANDO SINAIS DE AMOR
também encontrarei:
muitos.
NÃO É QUE UM APAGUE O OUTRO
É que escolho:
qual testemunho
quero tornar central.
O EGO QUER TESTEMUNHAS DA SEPARAÇÃO
“Viu como somos diferentes?”
“Viu como ele não presta?”
“Viu como você está sozinho?”
A VISÃO DE CRISTO PROCURA TESTEMUNHAS DA UNIDADE
Gentileza.
Perdão.
Dignidade.
Vida.
Amor.
A ATENÇÃO PODE SER TREINADA
Esse é um aspecto:
muito prático.
Não precisa acontecer:
de uma vez.
HOJE POSSO COMEÇAR COM UMA PESSOA
Escolha alguém.
Olhe.
Pergunte:
“O que existe aqui além do meu julgamento?”
PODE HAVER HUMANIDADE
Dor.
Busca por amor.
Medo.
Esperança.
ISSO NÃO É AINDA A VISÃO COMPLETA DE CRISTO
Mas já:
enfraquece a desumanização.
UMA VISÃO ABENÇOADA É UMA VISÃO SEM NECESSIDADE DE CONDENAR
Pode avaliar:
sem condenar.
Pode discernir:
sem odiar.
O JULGAMENTO QUER TER A ÚLTIMA PALAVRA
A visão de Cristo diz:
“Ainda há algo além.”
UM MUNDO PERDOADO É UM MUNDO EM QUE NADA PRECISA FICAR CONGELADO NO PASSADO
Essa pessoa:
pode mudar.
Eu:
posso mudar.
Mesmo que não mude:
não preciso carregar
a sentença:
para sempre.
A SENTENÇA É O QUE PRENDE A MINHA PRÓPRIA MENTE
Por isso:
perdoar
é libertar-se.
A FACE DE CRISTO TAMBÉM PRECISA SER PROCURADA EM MIM
Não apenas:
nos outros.
QUANDO ME OLHO APENAS ATRAVÉS DO ERRO
faço comigo:
o mesmo julgamento.
POSSO DIZER
“Também quero contemplar a face de Cristo em mim.”
ISSO SIGNIFICA
ver além:
da culpa.
da vergonha.
da autoimagem.
NÃO PARA IGNORAR O QUE PRECISA SER CORRIGIDO
Mas para:
não confundir erro
com:
Identidade.
A AUTOCONDENAÇÃO TAMBÉM BLOQUEIA A VISÃO
Se me considero:
indigno,
talvez seja difícil
ver dignidade:
nos outros.
O PERDÃO DE MIM MESMO E DO OUTRO ESTÃO LIGADOS
A regra que uso:
para um,
acaba sendo usada:
para todos.
SE ACREDITO QUE MEU IRMÃO É IRRECUPERÁVEL
o mesmo sistema poderá dizer:
que eu também:
sou.
A VISÃO DE CRISTO RETIRA ESSA REGRA
Ela diz:
a criação não foi alterada pelo erro.
UMA SÓ VISÃO É COMPARTILHADA
O texto afirma:
“Compartilhamos uma só visão…”
Isso é:
unidade.
QUANDO TODOS SÃO VISTOS ATRAVÉS DO PERDÃO
a percepção começa a:
convergir.
JÁ NÃO TENHO UMA REGRA PARA MIM E OUTRA PARA VOCÊ
Se sou digno:
você também.
Se você é digno:
eu também.
CONTEMPLAMOS A FACE DAQUELE QUE É NOSSO SER
Essa frase une:
Cristo,
irmão
e:
Identidade.
Não estamos procurando:
alguém distante.
Estamos procurando:
o Ser.
A FACE DE CRISTO É TAMBÉM UM ESPELHO
Ao contemplá-la:
no outro,
recordo:
quem sou.
ISSO CONTINUA A LIÇÃO 266
Na 266:
“O meu Ser santo habita em ti.”
Na 269:
“Minha visão vai procurar esse Ser.”
A SEQUÊNCIA É MUITO COERENTE
Primeiro:
reconhecemos que o Ser está:
no irmão.
Depois:
treinamos nossa visão
para:
encontrá-lo.
A VISÃO PODE SER USADA PARA CURAR RELACIONAMENTOS
Talvez exista:
uma relação marcada por passado.
ANTES DE ENCONTRAR A PESSOA
diga:
“Hoje não quero levar apenas minhas memórias para esse encontro.”
DURANTE
pergunte:
“O que está acontecendo agora?”
DEPOIS
observe:
“Vi a pessoa real ou apenas minha história sobre ela?”
O PASSADO INTERFERE MUITO NA VISÃO
Vemos:
uma pessoa.
Mas talvez estejamos realmente vendo:
dez anos de memórias.
A VISÃO DE CRISTO É PRESENTE
Ela não carrega:
a conta inteira.
O PERDÃO É UM ATO DE PRESENTE
“Neste instante, não quero usar o passado para condenar.”
A VISÃO DE CRISTO PODE MUDAR A COMUNICAÇÃO
Antes de responder:
posso perguntar:
“Quero ter razão ou quero ver?”
Essa pergunta é:
poderosa.
ÀS VEZES TER RAZÃO SE TORNA MAIS IMPORTANTE QUE A PAZ
A visão de Cristo
não exige:
vencer.
ELA BUSCA
verdade
e:
união.
ISSO NÃO SIGNIFICA CONCORDAR COM TUDO
Posso dizer:
“Discordo.”
Mas:
sem transformar
discordância
em:
guerra de identidades.
A FACE DE CRISTO E A PESSOA DESCONHECIDA
Hoje você pode olhar:
para alguém na rua,
sem invadir,
e pensar:
“Também existe aí um Filho de Deus.”
ISSO HUMANIZA
A pessoa deixa de ser:
parte da paisagem.
A FACE DE CRISTO E QUEM PRESTA UM SERVIÇO
Atendente.
Motorista.
Funcionário.
Não apenas:
funções.
Pessoas.
A FACE DE CRISTO E QUEM TEM PODER
Autoridade
também não é:
Identidade.
A FACE DE CRISTO E QUEM NÃO TEM PODER
Vulnerabilidade
também não reduz:
dignidade.
A VISÃO SANTA DESFAZ HIERARQUIAS DE SER
Funções:
diferem.
Valor:
não.
A VISÃO DE CRISTO PODE SER UM ANTÍDOTO PARA COMPARAÇÃO
Quando vejo alguém
com algo que desejo,
o ego diz:
“Ela tem; eu não.”
A visão de Cristo diz:
“Aquilo que somos não está em competição.”
A FACE DE CRISTO NÃO COMPETE
Porque o Ser:
é compartilhado.
A INVEJA COMEÇA A PERDER SENTIDO
A luz do outro:
não rouba
a minha.
A ADMIRAÇÃO TORNA-SE MAIS PURA
Posso dizer:
“Que belo.”
Sem:
“Então sou menos.”
A VISÃO DE CRISTO TAMBÉM NÃO PRECISA IDEALIZAR
Não transforma pessoas:
em santos perfeitos
no nível do comportamento.
IDEALIZAÇÃO AINDA É UMA DISTORÇÃO
Colocar alguém num pedestal
é outra forma:
de não vê-lo.
A VISÃO CORRIGIDA VÊ DIGNIDADE SEM FANTASIA
Essa é:
maturidade.
“AQUILO QUE CONTEMPLO PERTENCE A MIM”
Essa frase da lição pode ser usada como:
um espelho.
Quando reconheço:
amor,
posso perguntar:
“Existe em mim a capacidade de reconhecê-lo.”
QUANDO RECONHEÇO PAZ
algo em mim:
conhece paz.
QUANDO RECONHEÇO CRISTO
algo em mim:
lembra Cristo.
A VISÃO SE TORNA UM CAMINHO DE AUTOCONHECIMENTO ESPIRITUAL
O que valorizo no outro
pode me mostrar:
o que desejo recordar:
em mim.
PRÁTICA DA MANHÃ
Ao acordar, repita:
“A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
Depois pergunte:
- Quem verei hoje?
- Quem costumo julgar?
- Em quem vejo apenas um papel?
- Em quem preciso tentar olhar além?
Diga:
“Hoje escolho procurar o que o perdão me permite ver.”
PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO
Olhe para si.
Sem analisar:
aparência.
Diga:
“Não quero ver apenas corpo, idade, história ou erros.”
Depois:
“Quero aprender a reconhecer o Ser.”
PRÁTICA PARA UM IRMÃO QUE AMA
Olhe com gratidão.
Mas lembre:
“Não quero amar apenas o papel que desempenha para mim.”
PRÁTICA PARA UM IRMÃO DIFÍCIL
Não force emoção.
Diga:
“Posso não aprovar teu comportamento e ainda assim não negar tua Identidade.”
PRÁTICA PARA JULGAMENTO
Quando vier:
“Ele é…”
Pare.
Pergunte:
“Estou descrevendo um comportamento ou definindo toda uma pessoa?”
PRÁTICA PARA UM ERRO
Ao lembrar algo que alguém fez:
“Esse fato aconteceu.”
Depois:
“Mas não preciso fazer dele a única face que vejo.”
PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
Quando pensar:
“Eu sou um fracasso,”
corrija:
“Algo não funcionou. Isso não é toda a minha Identidade.”
PRÁTICA PARA COMPARAÇÃO
Quando olhar alguém:
mais rico,
mais belo,
mais reconhecido,
diga:
“As formas diferem. O Ser não está em competição.”
PRÁTICA PARA UMA CONVERSA DIFÍCIL
Antes:
respire.
Diga:
“Quero falar com uma pessoa, não com uma imagem que construí dela.”
PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS
Lembre:
você está vendo:
uma imagem parcial.
Não:
uma vida inteira.
MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
- Pare.
- Respire.
- Olhe para a pessoa ou situação.
- Repita: “A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
- Pergunte: “O que existe além da minha primeira interpretação?”
MICROPRÁTICA PARA JULGAMENTO
“Há mais aqui do que meu julgamento consegue ver.”
MICROPRÁTICA PARA RESSENTIMENTO
“Não quero fazer do passado a única face deste irmão.”
MICROPRÁTICA PARA INVEJA
“A luz que vejo não me diminui.”
MICROPRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
“Quero olhar além da minha imagem de mim mesmo.”
MICROPRÁTICA PARA CONFLITO
“Quero ver, não apenas vencer.”
MICROPRÁTICA PARA PERDÃO
“Hoje escolho ver um mundo perdoado.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba quando sua visão procura:
- erros;
- defeitos;
- culpa;
- inferioridade;
- superioridade;
- corpos;
- diferenças;
- motivos para atacar.
Pergunte:
“É isso que realmente quero encontrar?”
MARCADORES DA VISÃO DO EGO
- Procuro defeitos.
- Reduzo pessoas a erros.
- Quero ter razão a qualquer custo.
- Uso o passado para interpretar o presente.
- Comparo constantemente.
- Idealizo ou demonizo pessoas.
- Vejo corpos e papéis como identidade.
- A condenação parece oferecer segurança.
MARCADORES DA VISÃO DE CRISTO
- Consigo separar comportamento de Identidade.
- Posso reconhecer dignidade mesmo em conflito.
- Vejo além de rótulos.
- A comparação diminui.
- A condenação perde força.
- Fico mais disposto a perdoar.
- Consigo admitir que posso estar interpretando mal.
- Busco uma visão mais ampla e pacífica.
EXERCÍCIO — A FACE QUE COLOQUEI SOBRE ALGUÉM
Escolha uma pessoa.
Escreva:
“A face que normalmente vejo nela é…”
Talvez:
“a pessoa que me abandonou.”
“a pessoa que falhou.”
Depois escreva:
“Isso é toda a sua Identidade?”
Permaneça:
em silêncio.
EXERCÍCIO — O QUE ESTOU PROCURANDO?
Antes de entrar:
num encontro,
numa reunião,
numa conversa,
pergunte:
“O que espero encontrar?”
Ataque?
Aprovação?
Problema?
Depois:
“Posso escolher procurar paz e dignidade?”
EXERCÍCIO — UM MUNDO PERDOADO
Pense em sua rotina.
Imagine olhar:
as mesmas pessoas,
os mesmos lugares,
sem carregar:
sentenças antigas.
Pergunte:
“Como este mundo pareceria?”
EXERCÍCIO — O QUE CONTEMPLO PERTENCE A MIM
Liste três qualidades que admira:
nos outros.
Depois diga:
“Minha capacidade de reconhecê-las mostra que minha mente conhece essas qualidades.”
Não precisa concluir:
que já as expressa perfeitamente.
Apenas:
reconhecer a familiaridade.
EXERCÍCIO — A PESSOA ALÉM DO PAPEL
Escolha alguém que você conhece apenas por função:
- atendente;
- colega;
- vizinho;
- profissional.
Pergunte:
“Consigo lembrar que existe uma vida inteira além dessa função?”
EXERCÍCIO — O PASSADO E O PRESENTE
Escreva:
O que aconteceu no passado.
Depois:
O que está acontecendo agora.
Observe:
se são exatamente:
a mesma coisa.
EXERCÍCIO — JULGAMENTO OU DISCERNIMENTO?
Escolha uma situação.
Escreva:
Discernimento:
o que aconteceu objetivamente.
Julgamento:
o que concluiu sobre o valor total da pessoa.
Separe:
os dois.
EXERCÍCIO — MINHA PRÓPRIA FACE DE CRISTO
Feche os olhos.
Respire.
Diga:
“Não sou apenas a imagem que fiz de mim.”
Depois:
“Quero lembrar a Identidade que Deus me deu.”
Permaneça:
em quietude.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- O que costumo procurar nas pessoas?
- Defeitos aparecem antes de qualidades?
- Quem reduzi a um erro?
- Quem idealizei?
- Quem transformei em inimigo?
- Consigo ver além dos papéis?
- Estou usando o passado para interpretar alguém?
- Estou usando meu passado para definir a mim mesmo?
- Posso admitir que minha percepção pode estar equivocada?
- Quero ter razão ou quero ver com clareza?
- Que testemunhas da unidade existem ao meu redor?
- Consigo reconhecer dignidade sem aprovar comportamento?
- Posso olhar para um estranho e lembrar sua humanidade?
- Estou disposto a ver um mundo perdoado?
- Hoje posso dirigir minha visão para Cristo?
NÃO USE ESTA LIÇÃO PARA NEGAR COMPORTAMENTOS PREJUDICIAIS
Ver Cristo
não significa:
fingir que alguém não fez:
o que fez.
NÃO USE A VISÃO DE CRISTO PARA ABANDONAR DISCERNIMENTO
Você pode:
reconhecer perigo.
Estabelecer limite.
Afastar-se.
NÃO FORCE AMOR EMOCIONAL
Talvez você ainda sinta:
raiva.
A prática pode começar apenas com:
“Não quero condenar eternamente.”
NÃO CONFUNDA PERDÃO COM RECONCILIAÇÃO
A reconciliação pode não ser:
apropriada.
Perdão é:
uma correção interior.
NÃO IDEALIZE PESSOAS EM NOME DE CRISTO
Idealização
também impede:
visão real.
NÃO USE ESTA LIÇÃO PARA SE CULPAR POR JULGAR
Se percebeu:
o julgamento,
já existe:
consciência.
Diga:
“Posso escolher novamente.”
NÃO ESPERE VER A FACE DE CRISTO COMO UM FENÔMENO VISUAL
A lição usa:
linguagem simbólica e espiritual.
O foco é:
mudança de percepção.
A VISÃO DE CRISTO É A PONTE
A Lição 270 seguirá dizendo:
“Hoje não usarei os olhos do corpo.”
Isso mostra:
a continuidade.
A LIÇÃO 269 DIRECIONA A VISÃO
A 270 aprofunda:
o contraste
entre:
visão de Cristo
e:
olhos do corpo.
E EM SEGUIDA O TEXTO PERGUNTA
“O que é o Cristo?”
Ou seja:
a sequência começa a aprofundar
essa Identidade compartilhada.
A PRÁTICA DE HOJE
Ao longo do dia, repita:
“A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
Quando julgar:
“Há algo além desta aparência.”
Quando recordar uma mágoa:
“Não quero fazer do passado a única face que vejo.”
Quando comparar:
“A Identidade não está em competição.”
Quando se condenar:
“Também quero olhar para mim através da visão de Cristo.”
Quando encontrar um irmão:
“Que eu veja além do papel.”
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
- “Minha primeira interpretação pode não ser a verdade final.”
- “Posso olhar além do erro.”
- “Hoje escolho ver um mundo perdoado.”
- “Não quero reduzir ninguém ao passado.”
- “Posso reconhecer dignidade sem negar fatos.”
- “A visão de Cristo não condena.”
- “Há mais aqui do que os olhos do corpo mostram.”
- “Meu irmão não é apenas seu papel.”
- “Meu irmão não é apenas seu erro.”
- “Eu também não sou apenas meus erros.”
- “A luz do outro não diminui a minha.”
- “Quero ver em vez de apenas julgar.”
- “Compartilhamos uma Identidade mais profunda.”
- “Hoje escolho dirigir minha atenção para aquilo que o perdão revela.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho:
dar uma direção à minha visão.
Minha mente já sabe
procurar:
erros.
Culpa.
Diferenças.
Ameaças.
Hoje quero ensinar-lhe:
outra procura.
Quero perguntar:
“Onde está Cristo aqui?”
Talvez eu ainda não saiba:
responder.
Mas a própria pergunta
já muda:
o propósito.
Não quero olhar
para um irmão
apenas para:
confirmar minha história.
Quero deixar:
um pequeno espaço
para algo novo.
Quando eu olhar
para alguém que amo,
quero ver além:
da especialidade.
Quando olhar
para alguém difícil,
quero ver além:
da condenação.
Quando olhar
para mim,
quero ver além:
da culpa.
Hoje escolho:
um mundo perdoado.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
abençoa minha visão
neste dia.
Eu tenho usado
meus olhos
para confirmar:
tantas coisas
que me afastam
da paz.
Procurei:
erros.
Defeitos.
Culpa.
Diferenças.
E então pensei
que aquilo
que encontrava
era:
a verdade inteira.
Hoje peço:
uma nova visão.
Mostra-me
meus equívocos
sem me condenar
por tê-los cometido.
Se minha interpretação
estiver errada,
que eu consiga:
admitir.
Se eu estiver vendo
o passado
em vez do presente,
que eu reconheça.
Se estiver reduzindo
meu irmão
a um erro,
que eu olhe:
além.
Pai,
deste-me
um Guia
para minha percepção.
Que eu não insista
em usar apenas:
meu medo.
Quando o ego disser:
“Eu sei exatamente o que isso significa,”
dá-me humildade
para responder:
“Talvez eu possa ver de outra maneira.”
Quando eu quiser
condenar,
recorda-me:
a meta é:
perdão.
Quando eu quiser
provar que meu irmão
está errado,
pergunta-me:
“Queres vencer ou queres ver?”
Pai,
hoje escolho
um mundo perdoado.
Não um mundo
em que nenhum erro
pareça acontecer,
mas um mundo
em que o erro
não recebe:
o poder
de apagar:
a Identidade.
Que cada irmão
possa tornar-se
uma oportunidade
de ver:
a face de Cristo.
Naquele
que amo.
Naquele
que não conheço.
Naquele
que me desafia.
Naquele
que ainda
não consegui:
perdoar.
Não me peças
que eu finja
sentimentos
que não tenho.
Ajuda-me apenas
a estar disposto
a não condenar:
para sempre.
Pai,
quando eu olhar
para mim mesmo,
que a mesma visão
se aplique.
Tenho me reduzido
a:
meus erros.
Meus fracassos.
Meu corpo.
Minha história.
Hoje quero
olhar além.
Não para negar
o que precisa
ser corrigido.
Mas para recordar:
o que não pode
ser destruído.
Que eu reconheça:
a mesma Identidade
em mim
e em meus irmãos.
Que eu não transforme
diferenças
em hierarquia.
Que eu não transforme
papéis
em Ser.
Que eu não transforme
passado
em eternidade.
Pai,
abençoa minha atenção.
Que eu procure:
testemunhas do Amor.
Da gentileza.
Do perdão.
Da dignidade.
Da unidade.
Talvez elas
sempre tenham estado:
aqui.
Talvez eu apenas
estivesse procurando:
outra coisa.
Hoje,
muda minha procura.
Que meus olhos
sirvam:
à visão de Cristo.
Que meus encontros
sirvam:
ao perdão.
Que minhas lembranças
sirvam:
à correção.
Que minha mente
sirva:
à verdade.
E quando eu contemplar
meu irmão,
que eu consiga
recordar:
“Aquilo que reconheço como santo também pertence a mim.”
Pai,
uma só visão
queremos compartilhar.
A visão
que não condena.
A visão
que atravessa:
a aparência.
A visão
que reconhece:
o Filho.
Hoje quero
contemplar
a face Daquele
que é:
nosso próprio Ser.
E, ao contemplá-la,
que eu me lembre:
somos um.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
│ “Hoje não quero usar meus olhos apenas para confirmar julgamentos antigos. Quero permitir que o perdão corrija minha percepção e me ensine a reconhecer, além das aparências, a mesma Identidade santa em mim e em cada irmão.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, repita:
“A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
Pergunte:
- O que procurei nas pessoas hoje?
- Procurei erros ou dignidade?
- Reduzi alguém ao passado?
- Consegui admitir alguma interpretação equivocada?
- Vi alguém além de seu papel?
- Julguei um corpo como se fosse toda a pessoa?
- Comparei meu valor com o de alguém?
- Consegui reconhecer algo bom num irmão difícil?
- Olhei para mim com um pouco mais de perdão?
- Que imagem posso entregar antes de dormir?
Finalize:
“Pai, abençoa minha visão enquanto descanso e prepara minha mente para olhar amanhã com ainda menos julgamento e mais perdão.”
LIÇÃO 269 — ESSÊNCIA
- A Lição 269 afirma: “A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
- A visão precisa de uma direção.
- Os olhos mostram formas, mas a mente interpreta.
- Nossa percepção pode estar equivocada.
- Reconhecer o equívoco permite correção.
- Não precisamos defender nossa primeira interpretação.
- O Espírito Santo é apresentado como Guia da percepção.
- Uma nova percepção é possível.
- A percepção corrigida conduz em direção à verdade.
- A lição escolhe ver um mundo perdoado.
- Perdão não significa negar fatos.
- O erro não precisa definir a Identidade.
- A face de Cristo simboliza a Identidade santa além da aparência.
- Cada irmão pode tornar-se um lembrete de Cristo.
- Aquilo que reconhecemos no outro também ensina nossa própria mente.
- Julgamento reforça culpa.
- Perdão reforça a lembrança da unidade.
- As formas diferem, mas o Ser é compartilhado.
- Cristo é apresentado pelo Curso como o Ser que compartilhamos.
- A visão de Cristo não exige idealização.
- Dignidade e discernimento podem coexistir.
- Limites e perdão podem coexistir.
- A visão de Cristo também deve ser aplicada a nós mesmos.
- Uma só visão é compartilhada na Identidade do Filho de Deus.
- Hoje escolhemos dirigir conscientemente nossa visão para aquilo que o perdão revela além das aparências.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
A Lição 268 disse:
“Que todas as coisas sejam exatamente como são.”
Hoje,
a Lição 269
dá um novo passo:
“Agora que estás menos ocupado tentando mudar tudo, o que escolherás ver?”
Essa pergunta
é decisiva.
Porque os olhos
podem estar abertos
e ainda assim:
não vermos.
Podemos olhar
para um irmão
e ver apenas:
seu erro.
Podemos olhar
para nós mesmos
e ver apenas:
culpa.
Podemos olhar
para o mundo
e encontrar apenas:
provas de medo.
A Lição 269
pede outra direção:
“A minha visão é dirigida para contemplar a face de Cristo.”
Isso não significa
ver uma imagem física.
Significa:
olhar além.
Além:
do corpo.
Do papel.
Do passado.
Da culpa.
E perguntar:
“O que permanece quando não uso o erro para definir o Ser?”
Talvez seja isso
que o Curso chama:
a face de Cristo.
A Identidade
que compartilhamos.
A santidade
que o erro
não consegue destruir.
O mundo perdoado
não é:
um mundo sem problemas.
É um mundo
em que os problemas
não recebem mais:
a última palavra.
Então cada irmão
pode tornar-se:
um sinal.
Um espelho.
Uma lembrança.
E aquilo
que reconheço nele
começa também
a revelar:
quem sou.
Hoje,
não precisamos
ver perfeitamente.
Precisamos apenas:
dirigir a visão.
Procurar:
menos culpa.
Mais verdade.
Menos separação.
Mais unidade.
Menos aparência.
Mais:
Cristo.
Até que nossa visão
se torne suficientemente abençoada
para reconhecer:
uma só Identidade
por trás
de todas as faces.
