365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
A Lição 67 faz uma declaração profunda sobre identidade:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
O texto apresenta essa ideia como uma descrição precisa e completa daquilo que somos. Também a relaciona diretamente com as lições anteriores: somos a luz do mundo, temos uma função na salvação e somos chamados a reconhecer nossa verdadeira identidade para que ela possa ser estendida.
Hoje, o foco deixa de estar principalmente em:
o que fazemos
e se volta para:
quem somos.
O AMOR NÃO É APENAS ALGO QUE RECEBEMOS
A lição não diz apenas:
“Deus me ama.”
Ela vai além:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Isso significa que, dentro da metafísica de UCEM, aquilo que fomos criados para ser compartilha os atributos de nossa Fonte.
Se Deus é Amor, então nossa verdadeira identidade não pode ser:
• medo;
• culpa;
• ódio;
• separação;
• indignidade.
A lição começa a desfazer:
as imagens falsas que fizemos de nós mesmos.
QUEM VOCÊ PENSA QUE É?
Talvez sua mente responda:
“Sou aquilo que vivi.”
“Sou aquilo que errei.”
“Sou aquilo que os outros fizeram comigo.”
“Sou minhas limitações.”
“Sou meu corpo.”
“Sou meu passado.”
A Lição 67 oferece outra resposta:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
ESSA IDEIA NÃO NEGA SUA HISTÓRIA
Você continua tendo:
• experiências;
• memórias;
• personalidade;
• desafios;
• responsabilidades.
Mas a lição pergunta:
essas coisas definem completamente quem você é?
A resposta de UCEM é:
não.
Existe uma identidade mais profunda:
criada pelo Amor.
A LIÇÃO CHAMA ESSA IDENTIDADE DE INALTERADA E INALTERÁVEL
Durante o período de prática mais longo, o texto orienta refletir sobre nossa realidade e sobre sua natureza totalmente:
inalterada
e:
inalterável.
Isso significa que, segundo a lição:
aquilo que Deus criou não pode ser destruído por experiências posteriores.
VOCÊ PODE ESQUECER QUEM É
Mas esquecer não é:
deixar de ser.
Pode construir uma autoimagem de culpa.
Mas essa imagem não altera:
aquilo que Deus criou.
Pode acreditar que não merece amor.
Mas essa crença não modifica:
sua origem.
O CURSO DISTINGUE IDENTIDADE DE AUTOIMAGEM
IDENTIDADE
Aquilo que Deus criou.
AUTOIMAGEM
Aquilo que aprendemos a pensar sobre nós mesmos.
A maior parte do sofrimento psicológico pode se organizar em torno da segunda.
AS AUTOIMAGENS MUDAM CONSTANTEMENTE
Em um dia:
“Sou capaz.”
Em outro:
“Sou inútil.”
Uma pessoa elogia:
“Talvez eu tenha valor.”
Outra critica:
“Talvez eu não tenha.”
A identidade baseada em percepção fica:
instável.
A LIÇÃO 67 PROCURA UM FUNDAMENTO QUE NÃO MUDE
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Essa identidade não depende:
• do elogio;
• da crítica;
• do sucesso;
• do fracasso;
• da aparência;
• da aprovação.
OS ATRIBUTOS DE DEUS TAMBÉM SE APLICAM ÀQUILO QUE ELE CRIOU
A prática apresenta alguns pensamentos relacionados:
“A santidade me criou santo.”
“A benignidade me criou benigno.”
“A ajuda me criou capaz de ajudar.”
“A perfeição me criou perfeito.”
O texto acrescenta que qualquer atributo coerente com a forma como Deus é definido pode ser aplicado à verdadeira identidade do Filho de Deus.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE A PERSONALIDADE SEJA PERFEITA
Essa distinção é fundamental.
A afirmação:
“A perfeição me criou perfeito”
não significa:
“Nunca cometo erros.”
UCEM distingue:
o Ser
da:
personalidade e percepção do ego.
Você pode cometer erros e ainda assim:
não ser reduzida a eles.
ERRO NÃO É IDENTIDADE
Posso dizer:
“Fiz algo que preciso corrigir.”
Sem concluir:
“Sou essencialmente ruim.”
A SANTIDADE NÃO É UM PRÊMIO POR BOM COMPORTAMENTO
É apresentada como:
característica daquilo que Deus criou.
Portanto, a prática não é:
“Vou me tornar santa.”
Mas:
“Vou aprender a reconhecer aquilo que já está além das imagens que fiz de mim.”
A BENIGNIDADE ME CRIOU BENIGNA
Podemos compreender benignidade como:
• bondade;
• gentileza;
• ausência de crueldade;
• disposição para não atacar.
Talvez sua personalidade nem sempre expresse isso.
Mas a lição convida a considerar:
existe em mim uma identidade mais profunda que não é ataque.
A AJUDA ME CRIOU CAPAZ DE AJUDAR
Isso também continua a sequência das lições anteriores.
Se sou:
luz do mundo,
e minha função é:
perdão,
então existe em mim capacidade para:
servir à paz.
Não necessariamente de forma grandiosa.
Talvez através de:
• escuta;
• perdão;
• honestidade;
• presença;
• gentileza.
A LIÇÃO ESTÁ TENTANDO REDEFINIR DEUS E REDEFINIR VOCÊ
O texto diz explicitamente que a prática tenta desfazer nossa definição de Deus e substituí-la pela definição de Deus sobre Si Mesmo.
Ao mesmo tempo, procura enfatizar que:
somos parte dessa definição.
Isso é um ponto central.
NOSSA IMAGEM DE DEUS E NOSSA IMAGEM DE NÓS MESMOS ESTÃO RELACIONADAS
Se imagino Deus como:
punitivo,
posso imaginar que sou:
culpada.
Se imagino Deus como:
distante,
posso me imaginar:
abandonada.
Se Deus é definido como:
Amor,
então a lição pergunta:
o que isso diz sobre aquilo que Ele criou?
O CURSO QUER SUBSTITUIR DUAS DEFINIÇÕES
UMA DEFINIÇÃO FALSA DE DEUS
e:
UMA DEFINIÇÃO FALSA DE NÓS MESMOS.
Ambas são corrigidas juntas.
“O AMOR ME CRIOU COMO ELE MESMO” É UMA FRASE DE IDENTIDADE
Ela pode ser especialmente importante quando surgirem pensamentos como:
“Sou um fracasso.”
“Sou indigna.”
“Sou culpada demais.”
“Sou impossível de amar.”
A prática não precisa negar:
acontecimentos concretos.
Ela apenas diz:
isso não é a totalidade de quem sou.
A PRÁTICA MAIS LONGA DE HOJE
O período mais longo começa repetindo:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Depois, durante alguns minutos, a lição orienta acrescentar pensamentos relacionados à verdade sobre nós mesmos.
Você pode usar:
“A santidade me criou santa.”
“A benignidade me criou benigna.”
“A ajuda me criou capaz de ajudar.”
“A perfeição me criou perfeita.”
NÃO PRECISA FICAR PRESA SOMENTE A ESSAS FRASES
O próprio texto permite pensamentos relacionados.
Você pode refletir:
“O Amor me criou amorosa.”
“A paz me criou capaz de paz.”
“A verdade me criou para reconhecer a verdade.”
Desde que a ideia permaneça coerente com:
os atributos de Deus apresentados pelo Curso.
DEPOIS, A LIÇÃO PEDE SILÊNCIO
Após refletir sobre essas ideias, o texto orienta colocar os pensamentos de lado por um breve intervalo preparatório e tentar alcançar:
a verdade que existe além das imagens e preconceitos sobre nós mesmos.
Esse é um passo muito importante.
PRIMEIRO USAMOS PALAVRAS
Depois:
tentamos ir além delas.
As palavras apontam.
O silêncio permite:
experiência.
A VERDADE SOBRE VOCÊ ESTÁ ALÉM DAS AUTOIMAGENS
A lição afirma:
se o Amor nos criou como Ele Mesmo, esse Ser precisa estar em nós e pode ser encontrado na mente.
Não precisamos:
fabricar esse Ser.
Precisamos tentar atravessar:
• preconceitos;
• imagens;
• julgamentos;
• definições antigas.
O QUE PODE APARECER DURANTE O SILÊNCIO?
Talvez:
• paz;
• quietude;
• resistência;
• distração;
• nada especial.
Tudo isso pode acontecer.
A prática não exige:
uma experiência extraordinária.
NÃO MEÇA O SUCESSO PELA SENSAÇÃO
O texto diz para confiarmos que a prática nos aproxima dessa consciência, mesmo que não sintamos ter obtido sucesso.
Isso é muito importante.
Não transforme a meditação em:
prova de desempenho espiritual.
PENSAMENTO:
“Não senti nada.”
Resposta:
isso não significa que a prática tenha sido inútil.
PENSAMENTO:
“Minha mente se distraiu.”
Resposta:
volte.
PENSAMENTO:
“Não consigo acreditar na ideia.”
Resposta:
pratique assim mesmo, sem forçar.
A LIÇÃO ADMITE QUE PODE SER NECESSÁRIO REPETIR A IDEIA
Se pensamentos distraírem, você pode retornar:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Também pode acrescentar novamente:
pensamentos relacionados à verdade sobre você.
E DEPOIS TENTAR IR ALÉM
Até alcançar, se possível, um breve intervalo de silêncio.
O texto descreve a possibilidade de uma consciência de luz resplandecente na qual nos reconhecemos como o Amor nos criou.
NÃO PRECISA TRANSFORMAR ESSA DESCRIÇÃO EM UMA EXPECTATIVA VISUAL
Não é necessário:
“ver uma luz.”
O ponto é:
reconhecer uma identidade além das imagens do ego.
A PRÁTICA DE HOJE É ESPECIALMENTE FREQUENTE
O texto diz que será particularmente útil praticar a ideia:
o máximo possível.
A razão é clara:
a mente está muito ocupada com falsas autoimagens.
A RECOMENDAÇÃO É LEMBRAR QUATRO OU CINCO VEZES POR HORA
Talvez:
até mais.
Isso é um treinamento intensivo de identidade.
POR QUE TANTA REPETIÇÃO?
Porque repetimos o contrário:
o dia inteiro.
A mente diz:
“Sou insuficiente.”
“Sou vulnerável.”
“Sou culpada.”
“Sou aquilo que pensam de mim.”
“Sou meu corpo.”
“Sou meu passado.”
A Lição 67 introduz uma voz diferente:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
CADA REPETIÇÃO É UMA CORREÇÃO
Não precisamos lutar com todas as imagens falsas.
Podemos apenas:
retornar à verdade proposta pela lição.
NOS PERÍODOS CURTOS
O texto pede que tentemos reconhecer que não é nossa pequena voz isolada que está fazendo essa afirmação.
A ideia é apresentada como:
a Voz de Deus lembrando-nos de nosso Pai e de nosso Ser.
Ela substitui aquilo que o ego diz sobre nós pela verdade simples sobre o Filho de Deus.
ISSO MUDA A QUALIDADE DA REPETIÇÃO
Não é simplesmente:
autoafirmação psicológica.
Na linguagem de UCEM, é:
lembrança espiritual.
A FRASE NÃO É:
“Vou convencer meu ego de que sou especial.”
É:
“Vou permitir que outra Voz me diga quem sou.”
A VOZ DO EGO DEFINE VOCÊ PELO PASSADO
A Voz de Deus:
pela criação.
O EGO DEFINE VOCÊ PELOS ERROS
A Voz de Deus:
pelo Amor.
O EGO DEFINE VOCÊ PELO CORPO
A Voz de Deus:
pelo Ser.
QUAL VOZ VOCÊ TEM ESCUTADO MAIS?
Essa pergunta pode acompanhar todo o dia.
PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Quando pensar:
“Sou aquilo que fiz”,
pare.
Reconheça o erro, se houver.
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Pergunte:
“Existe algo que preciso corrigir sem transformar isso em minha identidade?”
PRÁTICA PARA VERGONHA
Pensamento:
“Se soubessem quem realmente sou, não me amariam.”
Diga:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Depois:
“Talvez eu esteja confundindo minha autoimagem com meu Ser.”
PRÁTICA PARA CRÍTICA
Quando alguém criticar você, observe:
“Essa opinião está se tornando minha identidade?”
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Você pode verificar a crítica.
Aprender.
Corrigir.
Sem entregar ao outro:
autoridade sobre quem você é.
PRÁTICA PARA ELOGIO
O mesmo vale para elogios.
Quando alguém disser:
“Você é maravilhosa”,
receba.
Mas não dependa disso para:
existir.
Sua identidade também não precisa ser construída:
pelo elogio.
PRÁTICA PARA O ESPELHO
Olhe para si por alguns instantes.
Observe:
• julgamentos;
• comparação;
• crítica à aparência.
Depois diga:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
O corpo pode mudar.
Sua identidade, segundo a lição:
não.
PRÁTICA PARA O PASSADO
Quando uma lembrança surgir e disser:
“Isso prova quem você é”,
responda:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
O passado pode ensinar.
Mas não precisa:
definir o Ser.
PRÁTICA PARA COMPARAÇÃO
Pensamento:
“Ela é melhor do que eu.”
Ou:
“Sou melhor do que ela.”
Ambas as frases criam:
separação.
Retorne:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Se o Amor criou a todos:
santidade não é competição.
PRÁTICA PARA SENTIMENTO DE INDIGNIDADE
Quando pensar:
“Não mereço Deus”,
observe.
A lição não diz:
“Você conquistou Deus.”
Diz:
você foi criada pelo Amor.
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Quando uma pessoa ativar seu medo, tente recordar:
“Minha identidade não está nas mãos dessa pessoa.”
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Isso pode reduzir:
dependência de validação.
PRÁTICA PARA O TRABALHO
Quando pensar:
“Meu valor depende deste resultado”,
pare.
Faça seu melhor.
Mas recorde:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Seu desempenho:
pode ser avaliado.
Sua identidade:
não precisa ser.
PRÁTICA PARA FRACASSO
Talvez algo não dê certo.
A mente conclui:
“Sou um fracasso.”
Corrija:
“Algo falhou.”
Isso é diferente de:
“Eu sou fracasso.”
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
PRÁTICA PARA SUCESSO
Algo dá muito certo.
Observe se surge:
“Agora tenho valor.”
A lição também corrige isso.
Seu valor não começou:
com o sucesso.
UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS
1. PARE.
2. OBSERVE A AUTOIMAGEM.
3. REPITA:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
4. PERGUNTE:
“Estou me definindo pelo Amor ou pelo ego?”
5. RETORNE AO PRESENTE.
UMA MICROPRÁTICA PARA AUTOCONDENAÇÃO
“Isso é um pensamento sobre mim, não necessariamente a verdade sobre mim.”
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
UMA MICROPRÁTICA PARA SENTIR-SE PEQUENA
“Minha pequena autoimagem não é meu Ser.”
Depois:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção em pensamentos como:
• “Eu sou incapaz.”
• “Eu sou indigna.”
• “Eu sou culpada.”
• “Eu sou melhor.”
• “Eu sou pior.”
• “Eu sou meu corpo.”
• “Eu sou meu passado.”
• “Eu sou aquilo que os outros pensam.”
Todos eles são:
definições.
A lição pergunta:
quem está definindo você?
AUTOIMAGENS NEGATIVAS E POSITIVAS PODEM SER IGUALMENTE INSTÁVEIS
“Sou horrível.”
é uma imagem.
Mas:
“Sou superior.”
também.
O Curso não troca:
inferioridade
por:
grandiosidade.
Ele aponta para:
identidade compartilhada no Amor.
UMA IDENTIDADE VERDADEIRA NÃO PRECISA DIMINUIR NINGUÉM
Se preciso ser melhor do que outra pessoa para sentir valor:
ainda estou usando comparação.
O Amor:
não precisa de hierarquia para existir.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Quais são as três frases que mais uso para me definir?
• Essas definições vêm do Amor ou do medo?
• Estou me definindo por um erro?
• Estou me definindo por algo que fizeram comigo?
• Estou me definindo pela minha aparência?
• Minha identidade depende da aprovação?
• O que sinto ao afirmar “O Amor me criou como Ele Mesmo”?
• Onde encontro resistência a essa ideia?
• Confundo santidade com perfeição comportamental?
• Consigo reconhecer meus erros sem transformar erro em identidade?
• Que atributo de Deus tenho mais dificuldade de aceitar como parte da minha verdadeira identidade?
• Quanto espaço dou à Voz do ego para me dizer quem sou?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — QUEM EU PENSO QUE SOU?
Complete dez vezes:
“EU SOU…”
Escreva espontaneamente.
Depois observe:
quais respostas dependem de:
• profissão;
• corpo;
• passado;
• opinião alheia;
• sucesso;
• fracasso?
Agora escreva:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Pergunte:
“O que muda quando essa frase se torna meu ponto de partida?”
EXERCÍCIO — AUTOIMAGEM OU IDENTIDADE?
Escolha uma crença.
Por exemplo:
“Sou rejeitada.”
Pergunte:
ISSO É UMA EXPERIÊNCIA OU UMA IDENTIDADE?
Depois:
ESSA EXPERIÊNCIA PODE TER ACONTECIDO SEM DEFINIR TODA A MINHA EXISTÊNCIA?
Finalize:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
EXERCÍCIO — ATRIBUTOS
Escreva:
“Se Deus é Amor, então uma criação que compartilha Sua natureza pode refletir…”
Complete com palavras como:
• paz;
• bondade;
• santidade;
• capacidade de ajudar;
• amor.
Não transforme isso em avaliação de comportamento.
Use como:
lembrança de identidade.
EXERCÍCIO — AS DUAS VOZES
Faça duas colunas.
O EGO DIZ SOBRE MIM:
…
A LIÇÃO DIZ SOBRE MIM:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Observe:
qual voz recebe mais atenção ao longo do dia.
EXERCÍCIO — SILÊNCIO ALÉM DAS IMAGENS
Feche os olhos.
Repita algumas vezes:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Depois deixe as palavras diminuírem.
Não procure imagens.
Não procure respostas.
Apenas permita:
silêncio.
Se surgir pensamento:
retorne à ideia.
Depois tente novamente:
silêncio.
A LIÇÃO 67 E A IDENTIDADE ESPIRITUAL
As últimas lições foram sobre:
função.
Agora a sequência retorna a:
identidade.
Isso é importante porque:
não conseguimos cumprir verdadeiramente uma função que acreditamos ser incompatível com quem somos.
Se penso:
“Sou essencialmente culpada”,
o perdão parecerá estranho.
Se penso:
“Sou ataque”,
a paz parecerá impossível.
A Lição 67 oferece a base:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
PRIMEIRO IDENTIDADE
Depois:
expressão.
PRIMEIRO SER
Depois:
função.
A LIÇÃO TAMBÉM PREPARA A PRÓXIMA
A Lição 68 dirá:
“O Amor não guarda mágoas.”
A conexão é evidente.
Se:
o Amor me criou como Ele Mesmo,
então guardar mágoas se torna incompatível com:
a identidade que estou aprendendo a reconhecer.
A SEQUÊNCIA DAS LIÇÕES
LIÇÃO 61
Eu sou a luz do mundo.
LIÇÃO 62
O perdão é minha função como a luz do mundo.
LIÇÃO 63
Meu perdão estende paz.
LIÇÃO 64
Que eu não esqueça minha função.
LIÇÃO 65
Minha única função é a que Deus me deu.
LIÇÃO 66
Minha felicidade e minha função são uma só.
LIÇÃO 67
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Agora o Curso retorna à pergunta fundamental:
quem é aquele que cumpre essa função?
A resposta:
uma criação do Amor.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 67
• Faça um período mais longo de prática.
• Comece com: “O Amor me criou como Ele Mesmo.”
• Acrescente pensamentos relacionados aos atributos de Deus.
• Depois, deixe os pensamentos de lado por alguns instantes.
• Tente alcançar a verdade além das autoimagens e preconceitos sobre si mesma.
• Se houver distração, retorne à ideia.
• Ao longo do dia, pratique com muita frequência.
• O texto recomenda lembrar a ideia quatro ou cinco vezes por hora, ou até mais.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
• “O Amor me criou como Ele Mesmo.”
• “Minha autoimagem não é meu Ser.”
• “A santidade me criou santa.”
• “A benignidade me criou benigna.”
• “A ajuda me criou capaz de ajudar.”
• “A perfeição me criou perfeita.”
• “Um erro não redefine aquilo que Deus criou.”
• “Não preciso usar a opinião dos outros para saber quem sou.”
• “Posso ir além das imagens que fiz de mim.”
• “Quero ouvir a verdade sobre mim.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho observar todas as vezes em que:
me defino.
Quando disser:
“Eu sou isso.”
quero perguntar:
“Quem está falando?”
É o Amor?
Ou:
uma imagem construída pelo passado?
Quando um erro tentar se tornar identidade:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Quando uma crítica tentar definir meu valor:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Quando um elogio tentar se tornar a única prova de meu valor:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Quando eu me comparar:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Quando sentir vergonha:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Não quero negar minhas experiências.
Quero apenas deixar de pedir a elas:
que me digam quem sou.
Hoje quero ouvir:
uma Voz diferente.
A Voz que recorda:
minha Fonte.
E através dela:
meu Ser.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti
todas as imagens que construí
sobre quem sou.
As imagens formadas
pelos meus erros.
Pelas críticas.
Pelas rejeições.
Pelos fracassos.
Pelos sucessos.
Pela aparência.
Pelas opiniões alheias.
Pelo passado.
Eu as tenho usado
como respostas para a pergunta:
“Quem sou eu?”
Hoje quero permitir
uma resposta diferente:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Quando eu me chamar
de indigna,
recorda-me minha Fonte.
Quando eu me chamar
de incapaz,
lembra-me:
A ajuda me criou capaz de ajudar.
Quando eu me definir
pela culpa,
faz-me recordar:
A santidade me criou santa.
Quando eu acreditar
que meus erros destruíram
aquilo que Deus criou,
leva-me além
dessa imagem.
Que eu possa reconhecer meus erros,
corrigi-los,
aprender,
mas não transformar nenhum deles
em minha identidade eterna.
Quando o ego falar alto,
ajuda-me a ouvir
uma Voz mais profunda.
A Voz que não depende
da opinião do mundo.
A Voz que não muda
de acordo com sucesso ou fracasso.
A Voz que recorda:
meu Pai
e:
meu Ser.
Que eu possa atravessar
por alguns instantes
as imagens que fiz de mim.
As palavras.
Os julgamentos.
Os preconceitos.
E descansar
no silêncio
onde a verdade permanece.
Não preciso fabricar
aquilo que sou.
Quero apenas:
recordar.
E hoje escolho recordar:
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“O Amor me criou como Ele Mesmo. Minha verdadeira identidade não é definida pelos meus erros, pelo passado, pelo corpo ou pela opinião dos outros, mas pela Fonte que me criou.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, repita:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
Depois pergunte:
QUAL AUTOIMAGEM MAIS APARECEU HOJE?
Observe.
DE ONDE ELA VEIO?
• passado?
• crítica?
• medo?
• comparação?
TRANSFORMEI ALGUM ERRO EM IDENTIDADE?
Reconheça.
DEPENDI DA APROVAÇÃO DE ALGUÉM PARA SENTIR VALOR?
Observe.
HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE CONSEGUI ME VER ALÉM DA AUTOIMAGEM?
Mesmo brevemente?
QUAL ATRIBUTO DE DEUS FOI MAIS FÁCIL RECONHECER?
• amor?
• bondade?
• paz?
• capacidade de ajudar?
QUAL FOI MAIS DIFÍCIL?
Observe sem culpa.
CONSEGUI LEMBRAR A IDEIA VÁRIAS VEZES DURANTE O DIA?
Reconheça.
CONSIGO TERMINAR O DIA SEM PEDIR AO PASSADO QUE DEFINA QUEM SOU?
Permaneça alguns instantes em silêncio.
Finalize:
“O Amor me criou como Ele Mesmo.”
LIÇÃO 67 — ESSÊNCIA
• A Lição 67 afirma: “O Amor me criou como Ele Mesmo.”
• O texto apresenta essa ideia como uma declaração precisa e completa da verdadeira identidade e a relaciona diretamente ao fato de sermos a luz do mundo e à função na salvação.
• O período mais longo convida a refletir sobre uma realidade interior descrita como inalterada e inalterável.
• Entre os pensamentos sugeridos estão: “A santidade me criou santo”, “A benignidade me criou benigno”, “A ajuda me criou capaz de ajudar” e “A perfeição me criou perfeito.”
• A lição ensina que os atributos compatíveis com a definição de Deus podem ser associados à verdadeira identidade e procura substituir nossas definições de Deus e de nós mesmos por outra compreensão.
• Depois da reflexão inicial, somos convidados a deixar os pensamentos de lado e tentar alcançar a verdade que está além das imagens e preconceitos sobre nós mesmos.
• Se surgirem distrações, a ideia pode ser repetida e acompanhada de outros pensamentos relacionados, antes de tentar novamente um intervalo de quietude.
• A prática deve ser feita com grande frequência ao longo do dia porque a mente está muito ocupada com falsas autoimagens. O texto sugere recordar a ideia quatro ou cinco vezes por hora, talvez mais.
• Nos períodos mais curtos, a afirmação é apresentada como a Voz de Deus lembrando-nos de nosso Pai e de nosso Ser e substituindo aquilo que o ego diz sobre nós pela verdade sobre o Filho de Deus.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Durante várias lições,
o Curso falou sobre:
função.
Hoje ele retorna para:
identidade.
Porque antes de perguntar:
“O que devo fazer?”
existe uma pergunta ainda mais profunda:
“Quem sou eu?”
O ego oferece muitas respostas.
Sou meu corpo.
Sou meu passado.
Sou meus erros.
Sou meus sucessos.
Sou a opinião das pessoas.
Sou minhas feridas.
A Lição 67 oferece:
uma única correção.
O Amor me criou como Ele Mesmo.
Talvez eu ainda não consiga compreender completamente essa afirmação.
Talvez parte de mim resista.
Talvez minha autoimagem pareça muito mais convincente.
Mas hoje não preciso resolver tudo.
Preciso apenas começar a ouvir:
outra definição.
Uma definição que não muda
quando o mundo muda.
Uma identidade que não nasce
do passado.
Uma verdade que não precisa
ser conquistada.
Apenas:
