365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Na Lição 61, aprendemos:
“Eu sou a luz do mundo.”
Agora, a Lição 62 responde a uma pergunta essencial:
Se eu sou a luz do mundo, como essa luz se expressa?
A resposta é direta:
“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
O texto apresenta o perdão como aquilo que conduz a percepção das trevas para a luz e permite reconhecer a luz na qual verdadeiramente vemos. Também afirma que o perdão demonstra nossa função como luz do mundo e nos ajuda a recordar a verdade sobre nós mesmos.
A LUZ DO MUNDO TEM UMA FUNÇÃO
A Lição 61 não nos entregou apenas uma identidade.
Entregou:
uma função.
Hoje essa função recebe um nome:
perdão.
Ser luz, portanto, não significa simplesmente:
• pensar positivamente;
• parecer espiritual;
• falar sobre amor;
• apresentar uma imagem de serenidade.
Segundo o Curso, ser luz significa aprender:
a perdoar.
O PERDÃO TRAZ O MUNDO DAS TREVAS À LUZ
O texto inicia a lição afirmando que é através do perdão que o mundo é conduzido:
das trevas
para:
a luz.
Essa linguagem é simbólica e profunda.
As trevas podem ser compreendidas, dentro do sistema de pensamento de UCEM, como uma percepção dominada por:
• medo;
• culpa;
• ataque;
• separação;
• condenação.
A luz aponta para:
• perdão;
• verdade;
• amor;
• reconhecimento;
• paz.
O PERDÃO NÃO MUDA APENAS O QUE PENSO SOBRE O OUTRO
Ele muda:
aquilo que penso sobre mim.
Essa é uma das ideias centrais da Lição 62.
AS ILUSÕES SOBRE MIM E SOBRE O MUNDO SÃO UMA SÓ
O texto afirma que as ilusões sobre nós mesmos e sobre o mundo estão intimamente relacionadas.
Por isso:
todo perdão é uma dádiva para nós mesmos.
POR QUE PERDOAR O OUTRO É UMA DÁDIVA PARA MIM?
Porque enquanto mantenho alguém condenado dentro da mente, continuo mantendo:
condenação.
Enquanto alimento:
• ressentimento;
• ataque;
• desejo de punição;
• necessidade de provar culpa,
sou eu quem permanece em contato constante com esse sistema mental.
POSSO ESTAR LONGE DE UMA PESSOA E CONTINUAR PRESA A ELA
Fisicamente:
a relação terminou.
Mas mentalmente:
a discussão continua.
Você repassa:
• o que aconteceu;
• o que deveria ter dito;
• o que gostaria que a pessoa sofresse;
• o que ela deveria reconhecer.
O acontecimento passou.
Mas a mente continua:
vivendo dentro dele.
O PERDÃO INTERROMPE A CONTINUIDADE MENTAL DO ATAQUE
Isso não significa dizer:
“Nada aconteceu.”
Significa dizer:
“Não quero continuar reproduzindo isso dentro de mim para sempre.”
O PERDÃO NÃO É NEGAÇÃO
É importante preservar essa distinção.
Perdoar não significa:
• negar fatos;
• permitir abuso;
• retirar limites;
• permanecer em relações destrutivas;
• aceitar comportamentos inadequados;
• impedir consequências legítimas.
Perdão é uma mudança:
na função que damos mentalmente ao acontecimento.
POSSO RECONHECER:
“Isso foi errado.”
E ainda escolher:
“Não quero usar isso para sustentar ódio indefinidamente.”
O ATAQUE NEGOU NOSSA IDENTIDADE
A Lição 62 afirma que estamos aprendendo a recordar quem somos depois de termos negado nossa Identidade através do ataque.
Por isso, o ataque precisa ser substituído pelo perdão para que pensamentos de vida ocupem o lugar dos pensamentos de morte.
O QUE O ATAQUE FAZ À MINHA IDENTIDADE?
Quando ataco, estou dizendo à minha própria mente:
“Sou alguém separado.”
“Existe um inimigo diante de mim.”
“Preciso me defender.”
“Minha segurança depende de vencer.”
A CADA ATAQUE, INVOCO MINHA PRÓPRIA FRAQUEZA
Esse é um dos ensinamentos mais fortes da Lição 62.
O texto afirma que:
cada ataque invoca nossa própria fraqueza,
enquanto:
cada ato de perdão invoca a força de Cristo em nós.
ISSO MUDA COMPLETAMENTE NOSSA VISÃO SOBRE DEFESA
O ego diz:
“Ataque para ficar forte.”
O Curso diz:
“O ataque reforça sua fraqueza.”
POR QUÊ?
Porque para atacar, primeiro preciso acreditar:
“Estou ameaçada.”
O ataque nasce de uma premissa:
vulnerabilidade.
QUANDO PERDOO, INVOCO OUTRA IDENTIDADE
Ao perdoar, começo a dizer:
“Minha paz não depende de manter essa pessoa condenada.”
“Meu valor não depende de vencer.”
“Posso abandonar o ataque e continuar segura.”
O PERDÃO DESFAZ FRAQUEZA, TENSÃO E FADIGA
O texto afirma que o perdão remove da mente:
• sensação de fraqueza;
• tensão;
• fadiga;
• medo;
• culpa;
• dor.
E restaura à consciência a invulnerabilidade e o poder dados por Deus ao Seu Filho.
OBSERVE COMO ISSO É PRÁTICO
Ressentimento exige energia.
Precisamos:
• manter a acusação;
• relembrar a história;
• justificar nossa raiva;
• imaginar respostas;
• vigiar possíveis ameaças.
Tudo isso:
cansa.
PERDOAR PODE SER UM PROCESSO DE DESCANSO MENTAL
Não necessariamente porque a situação foi resolvida externamente.
Mas porque a mente deixa de precisar:
continuar a guerra.
QUEM VOCÊ ACHA QUE ESTÁ PUNINDO QUANDO REPETE UMA BRIGA MENTALMENTE?
Talvez pense:
“Estou mostrando que aquela pessoa está errada.”
Mas quem está experimentando repetidamente:
• raiva;
• indignação;
• tensão;
• ansiedade?
você.
ISSO NÃO É CULPA
É uma oportunidade de perceber:
posso escolher diferente.
“O PERDÃO É A MINHA FUNÇÃO COMO A LUZ DO MUNDO”
Essa frase une:
identidade
e
prática.
Não basta recordar:
“Sou luz.”
A questão passa a ser:
“Como essa luz se manifesta quando sou desafiada?”
A RESPOSTA É:
através do perdão.
PERDÃO NÃO É FRAQUEZA
Às vezes pensamos:
“Se eu perdoar, a pessoa venceu.”
Mas o Curso apresenta justamente o contrário.
O ataque:
invoca fraqueza.
O perdão:
invoca força.
PERDOAR NÃO SIGNIFICA PERDER SUA VOZ
Você ainda pode dizer:
“Isso não foi correto.”
“Não aceito esse comportamento.”
“Preciso me afastar.”
“Essa relação precisa mudar.”
A diferença é:
não usar a verdade como arma para destruir.
PERDÃO E LIMITE PODEM COEXISTIR
Essa combinação é muito importante.
PERDÃO SEM LIMITE
pode tornar-se permissividade.
LIMITE SEM PERDÃO
pode transformar-se em guerra permanente.
O caminho mais maduro pode ser:
limite + ausência de condenação contínua.
POSSO PERDOAR E NÃO RETOMAR UMA RELAÇÃO
Sim.
O perdão acontece:
na mente.
Reconciliação exige:
• confiança;
• responsabilidade;
• mudança;
• segurança.
São coisas diferentes.
POSSO PERDOAR E EXIGIR REPARAÇÃO
Sim.
Perdão não impede:
• justiça;
• consequência;
• correção;
• responsabilidade.
O que ele tenta remover é:
a necessidade interna de condenação.
O PERDÃO COMEÇA EM MIM
Muitas pessoas conseguem imaginar perdoar os outros.
Mas não conseguem:
perdoar a si mesmas.
AUTOPERDÃO NÃO É APAGAR O PASSADO
É reconhecer:
“Eu fiz algo que hoje faria diferente.”
Depois perguntar:
“O que posso aprender?”
“O que posso reparar?”
“O que posso fazer agora?”
AUTOPUNIÇÃO NÃO CORRIGE NECESSARIAMENTE O ERRO
Às vezes apenas acrescenta:
sofrimento
ao:
erro original.
O PERDÃO PODE TRANSFORMAR CULPA EM RESPONSABILIDADE
Em vez de:
“Sou horrível.”
passamos para:
“Reconheço meu erro e quero corrigir.”
ISSO É MUITO MAIS TRANSFORMADOR
Porque culpa paralisante pergunta:
“Quanto preciso sofrer?”
Responsabilidade pergunta:
“O que posso fazer diferente?”
A VERDADE SOBRE NÓS RETORNA À MEMÓRIA ATRAVÉS DO PERDÃO
Esse é outro ponto central da lição.
O texto afirma que é através do perdão que:
a verdade sobre nós mesmos retorna à memória.
POR QUE NOS ESQUECEMOS DE QUEM SOMOS?
Segundo UCEM, porque substituímos nossa identidade por:
• culpa;
• medo;
• ataque;
• separação.
QUANDO PERDOAMOS, ALGO COMEÇA A SER DESFEITO
Não estamos criando uma nova identidade.
Estamos:
retirando aquilo que a encobria.
O PERDÃO É, PORTANTO, UM ATO DE LEMBRANÇA
Quando perdoo:
lembro quem sou.
Quando abandono condenação:
começo a reconhecer o outro de outra maneira.
Quando solto o ataque:
enfraqueço a crença na separação.
É NO PERDÃO QUE ESTÁ A SALVAÇÃO
O texto afirma explicitamente que:
é no perdão que está nossa salvação.
SALVAÇÃO, AQUI, NÃO SIGNIFICA ALGO DISTANTE
Dentro do treinamento da mente, ela aparece como:
libertação da percepção baseada em ataque.
O PERDÃO TAMBÉM ESTÁ LIGADO À FELICIDADE
A prática orientada para a lição inclui:
“Quero cumprir a minha função para que eu possa ser feliz.”
ISSO É FUNDAMENTAL
O Curso não apresenta o perdão como:
sacrifício triste.
Ele relaciona perdão com:
felicidade
e
liberação.
TALVEZ PARTE DE NOSSA INFELICIDADE VENHA DE FUNÇÕES QUE NÃO NOS PERTENCEM
Tentamos assumir a função de:
• juiz;
• acusador;
• controlador;
• vingador.
A lição oferece outra:
perdoar.
O PERDÃO NÃO PRECISA COMEÇAR COM UM SENTIMENTO
Você não precisa sentir:
amor intenso.
Talvez esteja magoada demais.
Pode começar com:
disposição.
UMA PRIMEIRA ETAPA PODE SER:
“Não quero odiar para sempre.”
DEPOIS:
“Estou disposta a olhar para isso de outra maneira.”
DEPOIS:
“Estou disposta a abandonar parte da condenação.”
PERDÃO PODE SER UM PROCESSO
Algumas situações não se dissolvem em:
uma única prática.
Talvez seja necessário repetir:
muitas vezes.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE VOCÊ FALHOU
Significa apenas:
existe uma ferida que ainda está sendo entregue.
A CADA VEZ QUE O RESSENTIMENTO VOLTAR
Não se condene.
Use a lição:
“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
A PRÁTICA DE HOJE
O texto recomenda começar e terminar o dia praticando a ideia.
Também orienta utilizá-la:
com a maior frequência possível ao longo do dia.
A FRASE DE PRÁTICA É:
“O perdão é minha função como a luz do mundo. Quero cumprir a minha função para que eu possa ser feliz.”
DEPOIS
Dedique aproximadamente:
um ou dois minutos
a considerar:
• sua função;
• a felicidade;
• a liberação que ela traz.
Permita que pensamentos relacionados venham naturalmente.
SE SUA ATENÇÃO SE DESVIAR
Repita a ideia.
O texto acrescenta:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
PRÁTICA DA MANHÃ
Ao acordar, antes de entrar nas preocupações do dia:
feche os olhos.
Diga:
“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
Depois:
“Quero cumprir a minha função para que eu possa ser feliz.”
Permaneça em silêncio.
PERGUNTE:
“Quem ou o que estou sendo convidada a perdoar hoje?”
NÃO PROCURE APENAS GRANDES CONFLITOS
Talvez seja:
• uma pequena irritação;
• uma expectativa frustrada;
• uma palavra;
• alguém que se atrasou;
• você mesma por um erro simples.
TREINAR O PERDÃO NAS PEQUENAS COISAS PREPARA A MENTE PARA AS GRANDES
Não espere apenas:
grandes crises.
PRÁTICA PARA UMA PESSOA QUE IRRITA VOCÊ
Pense nela.
Repita:
“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
Depois pergunte:
“Que julgamento estou sustentando?”
NÃO PRECISA NEGAR O COMPORTAMENTO
Talvez realmente tenha sido:
desagradável.
A prática pergunta:
“Preciso transformar isso em condenação da pessoa inteira?”
PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO ANTIGO
Quando uma memória aparecer:
não continue automaticamente a história.
Diga:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
Depois:
“O perdão é minha função.”
PRÁTICA PARA RAIVA
Reconheça:
“Estou com raiva.”
Depois pergunte:
“Existe um fato que preciso enfrentar ou estou alimentando uma guerra mental?”
Se houver ação necessária:
faça.
Depois trabalhe:
o ressentimento.
PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Quando pensar:
“Nunca vou me perdoar”,
responda:
“O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
Isso inclui:
você.
PERGUNTE:
• O que preciso reconhecer?
• Existe reparação possível?
• O que preciso aprender?
• Estou usando culpa como forma de autopunição?
PRÁTICA PARA UM ERRO RECENTE
1. RECONHEÇA O FATO.
2. ASSUMA RESPONSABILIDADE.
3. CORRIJA O QUE FOR POSSÍVEL.
4. PERDOE.
5. MUDE O COMPORTAMENTO.
ISSO É DIFERENTE DE:
negar;
justificar;
esquecer.
PRÁTICA PARA UMA CONVERSA DIFÍCIL
Antes de começar:
“O perdão é minha função como a luz do mundo.”
Pergunte:
“Quero resolver ou quero punir?”
ESSA PERGUNTA PODE MUDAR TODA A CONVERSA
Porque às vezes dizemos:
“Só quero esclarecer.”
Mas, no fundo, queremos:
fazer o outro sofrer.
PRÁTICA PARA QUANDO VOCÊ PRECISA COLOCAR UM LIMITE
Diga:
“Posso colocar este limite sem transformar meu coração em um tribunal.”
Depois:
seja clara.
PRÁTICA PARA CRÍTICAS
Quando alguém criticar você:
antes de responder, pergunte:
• Existe algo verdadeiro aqui?
• Existe algo injusto?
• Posso separar um do outro?
• Preciso atacar de volta?
PERDOAR PODE INCLUIR NÃO DEVOLVER ATAQUE
Isso já é:
uma mudança enorme.
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Quando pensar:
“Ele deveria ser diferente.”
ou:
“Ela precisa fazer isso para eu ficar em paz.”
pergunte:
“Estou atribuindo ao outro a função de produzir minha felicidade?”
Depois:
“O perdão é a minha função.”
PRÁTICA PARA O PASSADO
Talvez você pense:
“Minha vida teria sido completamente diferente se aquilo não tivesse acontecido.”
Reconheça a dor.
Depois pergunte:
“Quero continuar usando esse acontecimento para me manter presa ao passado?”
O PERDÃO NÃO MUDA O QUE ACONTECEU
Mas pode mudar:
o lugar que aquilo ocupa na sua mente.
UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
1. PARE.
2. IDENTIFIQUE A ACUSAÇÃO.
3. REPITA:
“O perdão é minha função como a luz do mundo.”
4. PERGUNTE:
“Quero manter este ataque ou quero paz?”
5. FINALIZE:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
UMA MICROPRÁTICA PARA AUTOPERDÃO
“Reconheço meu erro.”
“Corrijo o que posso.”
“Aprendo.”
“O perdão também é para mim.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba quando surgir:
• vontade de condenar;
• desejo de punir;
• repetição mental de uma discussão;
• culpa;
• autopunição;
• necessidade de provar quem está certo;
• desejo de permanecer ofendida;
• dificuldade de abandonar uma história antiga.
Esses momentos são:
oportunidades para cumprir sua função.
MARCADORES DE QUE ESTOU EM ATAQUE
• “Quero que ela sofra como eu sofri.”
• “Nunca vou esquecer.”
• “Ele é uma pessoa horrível.”
• “Preciso provar que estou certa.”
• “Não mereço me perdoar.”
• “Vou continuar pensando nisso até encontrar justiça.”
Observe.
Depois:
“A cada ataque, invoco minha própria fraqueza.”
MARCADORES DE PERDÃO
• Consigo lembrar sem sentir necessidade de atacar.
• Posso estabelecer limite sem desejar vingança.
• Reconheço o erro sem reduzir a pessoa ao erro.
• Consigo pensar na situação com menos tensão.
• Posso aceitar que o passado não precisa determinar todo o presente.
• Consigo me responsabilizar sem me destruir.
O PERDÃO NÃO É TUDO OU NADA
Talvez hoje você tenha:
10% mais paz.
Isso já pode ser:
um movimento.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Quem mais ocupa minha mente através do ressentimento?
• Que julgamento repito sobre essa pessoa?
• O que acredito que meu ressentimento está me oferecendo?
• Estou confundindo perdão com permitir novamente um comportamento?
• Existe algum limite que preciso estabelecer?
• Que erro meu ainda uso como prova de indignidade?
• Consigo assumir responsabilidade sem autopunição?
• O que acontece no meu corpo quando alimento uma acusação?
• O que mudaria se eu não precisasse vencer mentalmente essa pessoa?
• Quero realmente cumprir minha função para ser feliz?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — O MAPA DO RESSENTIMENTO
Escolha uma pessoa ou situação.
O QUE ACONTECEU?
Escreva apenas os fatos.
O QUE EU PENSO SOBRE ISSO?
Escreva seus julgamentos.
O QUE EU QUERO QUE A OUTRA PESSOA FAÇA?
Reconhecer?
Pedir desculpas?
Mudar?
MINHA PAZ ESTÁ DEPENDENDO DISSO?
Observe.
QUE LIMITE É NECESSÁRIO?
Se houver.
QUE PARTE POSSO COMEÇAR A LIBERAR?
Finalize:
“O perdão é minha função como a luz do mundo.”
EXERCÍCIO — DO ATAQUE À FORÇA
Escreva:
“QUANDO ATACO, SINTO…”
Depois:
“QUANDO PERDOO, TALVEZ EU POSSA SENTIR…”
Observe a diferença.
EXERCÍCIO — AUTOPERDÃO
Complete:
“AINDA ME CULPO POR…”
Depois escreva:
O QUE APRENDI?
O QUE POSSO CORRIGIR?
O QUE NÃO POSSO MAIS MUDAR?
O QUE POSSO FAZER DIFERENTE AGORA?
Finalize:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
EXERCÍCIO — MINHA FUNÇÃO HOJE
Escolha três situações previstas para hoje.
Para cada uma, escreva:
“COMO O PERDÃO PODE APARECER AQUI?”
Talvez como:
• paciência;
• não reagir;
• escutar;
• não julgar;
• pedir desculpas;
• não levar algo para o lado pessoal.
O PERDÃO E A FELICIDADE
A lição relaciona explicitamente:
função
a
felicidade.
Isso merece atenção.
Talvez busquemos felicidade através de:
• controle;
• reconhecimento;
• vitória;
• aprovação.
O Curso oferece uma direção diferente:
“Quero cumprir minha função para que eu possa ser feliz.”
E SE PARTE DA FELICIDADE VIER DE NÃO PRECISAR CARREGAR TANTOS INIMIGOS NA MENTE?
Essa é uma pergunta poderosa.
Porque o perdão pode não mudar imediatamente:
o mundo externo.
Mas pode retirar da mente:
uma carga.
O PERDÃO E A LIBERAÇÃO
O próprio período de prática orienta pensar na:
felicidade
e na:
liberação
que vêm do cumprimento da função.
PORTANTO, O PERDÃO NÃO É PUNIÇÃO ESPIRITUAL
Não é:
“Tenho que perdoar porque sou obrigada.”
É:
“Posso perdoar porque quero ser livre.”
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
• “O perdão é minha função como a luz do mundo.”
• “Quero cumprir minha função para que eu possa ser feliz.”
• “Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
• “Não preciso negar o fato para abandonar a condenação.”
• “Posso colocar limites sem alimentar vingança.”
• “Todo perdão é também uma dádiva para mim.”
• “Ataque reforça minha fraqueza; perdão recorda minha força.”
• “Posso reconhecer meu erro sem transformá-lo em identidade.”
• “O perdão também inclui a mim.”
• “Não quero continuar carregando essa guerra dentro de mim.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho recordar:
minha luz tem uma função.
Não preciso provar que sou luz.
Preciso:
praticá-la.
E a prática de hoje é:
perdoar.
Quando surgir ressentimento:
quero recordar minha função.
Quando alguém errar:
quero distinguir correção de condenação.
Quando eu errar:
quero aprender sem me destruir.
Quando precisar estabelecer limite:
quero ser firme sem transformar o limite em vingança.
Quando minha mente quiser reviver uma antiga discussão:
quero escolher liberdade.
Porque hoje começo a compreender:
cada ataque mantém minha mente presa.
E:
cada perdão chama de volta a força que pensei ter perdido.
Hoje quero cumprir minha função:
não porque devo sofrer para ser boa,
mas porque:
quero ser feliz.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti
as pessoas que ainda mantenho
dentro do tribunal da minha mente.
As acusações que repito.
As conversas que continuo reconstruindo.
Os acontecimentos que uso
para justificar ressentimento.
Ensina-me:
O perdão é a minha função como a luz do mundo.
Que eu não confunda perdão
com negar a verdade.
Mostra-me os limites
que preciso estabelecer.
Dá-me coragem
para dizer não quando necessário.
Mas não permitas
que meu “não”
se transforme em ódio.
Quando alguém errar comigo,
ajuda-me a reconhecer o erro
sem transformar essa pessoa
apenas no erro.
Quando eu errar,
ensina-me a assumir responsabilidade,
corrigir o que puder
e depois abandonar
a autopunição.
Que eu compreenda
que todo perdão
é também uma dádiva
para minha própria mente.
Quando eu atacar,
lembra-me de que
estou invocando minha própria fraqueza.
Quando eu perdoar,
ajuda-me a reconhecer
a força de Cristo em mim.
Retira da minha mente
a tensão de tantas batalhas antigas.
O medo.
A culpa.
A necessidade de vencer.
A necessidade de condenar.
Hoje quero cumprir minha função
não por obrigação,
mas porque começo a compreender:
quero cumprir minha função para que eu possa ser feliz.
E quando eu esquecer,
quando o ressentimento voltar,
quando eu começar novamente
a acusar,
faz-me recordar:
Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.
Que meu perdão seja luz.
Que minha luz seja paz.
E que minha paz
possa alcançar
cada encontro deste dia.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“O perdão é a minha função como a luz do mundo. Cada vez que abandono o ataque, liberto minha mente e permito que a força, a paz e a felicidade retornem à minha consciência.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, retorne à ideia:
“O perdão é minha função como a luz do mundo.”
Depois:
“Quero cumprir minha função para que eu possa ser feliz.”
Pergunte:
QUEM MAIS DESPERTOU JULGAMENTO EM MIM HOJE?
Observe.
CONSEGUI PERCEBER ALGUM ATAQUE MENTAL ANTES DE TRANSFORMÁ-LO EM PALAVRAS OU AÇÃO?
Reconheça.
HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE ESCOLHI NÃO DEVOLVER ATAQUE?
Valorize.
PRECISEI ESTABELECER ALGUM LIMITE?
Foi possível fazê-lo sem vingança?
EXISTE ALGUMA SITUAÇÃO EM QUE AINDA ESTOU ME PUNINDO?
Observe.
POSSO INCLUIR A MIM MESMA NO PERDÃO?
Permaneça alguns instantes.
SENTI ALGUMA LIBERAÇÃO QUANDO ABANDONEI UMA ACUSAÇÃO?
Mesmo pequena?
ESTOU DISPOSTA A CONTINUAR PRATICANDO?
Finalize:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
LIÇÃO 62 — ESSÊNCIA
• A Lição 62 afirma: “O perdão é a minha função como a luz do mundo.”
• O perdão é apresentado como aquilo que traz o mundo das trevas à luz, permite reconhecer a luz na qual vemos e demonstra nossa função como luz do mundo.
• Através do perdão, a verdade sobre nossa identidade retorna à memória, e o texto afirma que é no perdão que está nossa salvação.
• As ilusões sobre nós mesmos e sobre o mundo são apresentadas como relacionadas; por isso, todo perdão é também uma dádiva para nós mesmos.
• O Curso ensina que o ataque precisa ser substituído pelo perdão para que pensamentos de vida ocupem o lugar dos pensamentos de morte.
• A cada ataque, segundo a lição, invocamos nossa própria fraqueza; a cada perdão, invocamos a força de Cristo em nós.
• O perdão é associado à remoção da sensação de fraqueza, tensão, fadiga, medo, culpa e dor e ao retorno da consciência da força dada por Deus.
• A prática deve começar e terminar o dia e ser utilizada com a maior frequência possível ao longo dele.
• Nos períodos de prática, repete-se a ideia e dedica-se cerca de um ou dois minutos a refletir sobre a função, a felicidade e a liberação que ela oferece.
• Quando a atenção se desviar, a lição orienta retornar à prática acrescentando: “Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Ontem aprendemos:
Eu sou a luz do mundo.
Hoje descobrimos:
o que essa luz veio fazer.
Ela veio:
perdoar.
Não para negar os erros.
Não para abandonar limites.
Não para permitir injustiça.
Mas para impedir que:
ataque seja nossa única resposta.
Porque cada vez que mantenho alguém condenado,
sou eu quem precisa carregar:
a condenação.
Cada vez que alimento uma guerra,
sou eu quem precisa manter:
a guerra viva.
E cada vez que perdoo,
algo em mim pode finalmente:
descansar.
Por isso, a lição não diz apenas:
“Perdoe porque é certo.”
Ela nos oferece uma razão profundamente pessoal:
“Quero me lembrar disso porque quero ser feliz.”
A luz que ontem reconhecemos
começa hoje
a cumprir sua função.
E essa função é:
