LIÇÃO 48

Lição 48 de Um Curso em Milagres: Não há o que temer, reflexão sobre medo, confiança na força de Deus, paz interior, segurança espiritual e treinamento da mente

Não há o que temer

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

Não há o que temer.

A Lição 48 é curta no texto original, mas sua ideia é extremamente profunda.

O Curso apresenta a frase de hoje como:

um fato.

Não como uma tentativa de pensamento positivo.

Não como uma forma de fingir que nada difícil pode acontecer.

Mas como uma afirmação ligada diretamente à lição anterior:

“Deus é a força na qual eu confio.”

Se a força de Deus ocupa o lugar da fraqueza percebida, então o medo deixa de ter a mesma base.

O CURSO DIZ: “NÃO HÁ O QUE TEMER”

Talvez a primeira reação seja:

“Como assim? Existem muitas coisas que me dão medo.”

Isso é compreensível.

Podemos temer:

• perder alguém;

• adoecer;

• fracassar;

• ficar sozinhos;

• tomar uma decisão errada;

• enfrentar dificuldades financeiras;

• não saber o que fazer.

A lição não nega que experimentamos medo.

Ela questiona:

a premissa sobre a qual esse medo está construído.

O MEDO PARECE UM FATO QUANDO ACREDITAMOS NA AMEAÇA

O texto afirma que a ideia não parece factual para aqueles que acreditam em ilusões.

Mas acrescenta:

ilusões não são fatos.

Dentro da metafísica de UCEM, isso significa que aquilo que ameaça nossa identidade verdadeira não possui a realidade que lhe atribuímos.

ISSO NÃO SIGNIFICA IGNORAR PERIGOS CONCRETOS

A prática espiritual não pede que alguém deixe de:

• usar cinto de segurança;

• procurar ajuda;

• cuidar da saúde;

• sair de uma situação perigosa;

• tomar precauções razoáveis.

O Curso está trabalhando com:

o estado mental de medo,

não abolindo o discernimento prático.

MEDO E PRUDÊNCIA NÃO SÃO A MESMA COISA

PRUDÊNCIA

“Existe um risco aqui; vou agir com cuidado.”

MEDO

“Estou completamente ameaçada e sem recursos.”

A primeira pode gerar ação clara.

A segunda frequentemente acrescenta:

• pânico;

• antecipação;

• sensação de impotência.

A LIÇÃO 47 PREPAROU ESTA IDEIA

Ontem:

“Deus é a força na qual eu confio.”

Hoje:

“Não há o que temer.”

O texto explica essa ligação diretamente:

a presença do medo é um sinal de que estamos confiando em nossa própria força.

POR QUE CONFIAR APENAS EM NOSSA PRÓPRIA FORÇA PRODUZ MEDO?

Porque sabemos, ainda que inconscientemente:

não conseguimos controlar tudo.

Não sabemos:

• todas as variáveis;

• todos os resultados;

• tudo o que acontecerá amanhã.

Se nossa segurança depender de:

prever e controlar,

o medo será inevitável.

MAS SE MINHA SEGURANÇA NÃO DEPENDER APENAS DE MIM…

então alguma coisa muda.

Posso continuar dizendo:

“Não sei o que vai acontecer.”

Mas já não preciso concluir:

“Por isso estou completamente desamparada.”

O MEDO REVELA ONDE ESTOU COLOCANDO MINHA CONFIANÇA

Essa é uma das aplicações mais práticas da lição.

Quando sentir medo, em vez de perguntar apenas:

“Como faço esse medo parar?”

pergunte:

“Em que estou confiando agora?”

TALVEZ A RESPOSTA SEJA:

“Na minha capacidade de controlar o resultado.”

“Na aprovação dessa pessoa.”

“No dinheiro como garantia absoluta.”

“Na certeza de que nada mudará.”

A lição convida a deslocar essa confiança.

O MEDO NÃO PRECISA SER INIMIGO

Pode funcionar como:

indicador.

Ele mostra:

“Aqui estou acreditando que estou sozinha e dependente apenas da minha própria força.”

ENTÃO POSSO RECORDAR

“Deus é a força na qual eu confio.”

E agora:

“Não há o que temer.”

A IDEIA É SIMPLES

O próprio texto descreve os exercícios de hoje como:

muito curtos;

muito simples;

muito frequentes.

NÃO HÁ PERÍODOS LONGOS OBRIGATÓRIOS

Ao contrário de várias lições anteriores, hoje o foco é:

repetição frequente.

A PRÁTICA CENTRAL

Repita:

“Não há o que temer.”

tantas vezes quanto possível ao longo do dia.

PODE SER COM OS OLHOS ABERTOS

A qualquer:

• hora;

• lugar;

• situação.

Isso torna a lição fácil de integrar ao cotidiano.

MAS, QUANDO POSSÍVEL, FECHE OS OLHOS

O texto recomenda fortemente que, sempre que puder:

feche os olhos

e passe aproximadamente:

um minuto

repetindo a frase lentamente várias vezes.

NÃO REPITA COMO QUEM ESTÁ TENTANDO SE CONVENCER À FORÇA

A frase pode ser dita devagar.

Por exemplo:

“Não… há… o que… temer.”

Deixe espaço entre as palavras.

PERMITA QUE A IDEIA ENTRE

Não precisa discutir mentalmente:

“Mas e isso?”

“E aquilo?”

Durante aquele minuto, apenas experimente a afirmação.

SE UMA OBJEÇÃO SURGIR

Por exemplo:

“Mas estou preocupada com amanhã.”

Não lute com ela.

Apenas volte:

“Não há o que temer.”

A IDEIA É ESPECIALMENTE IMPORTANTE QUANDO ALGO PERTURBA SUA PAZ

O Curso destaca isso explicitamente.

Se algo vier perturbar a paz da sua mente:

use a ideia imediatamente.

NÃO ESPERE O MEDO FICAR GRANDE

Use no primeiro sinal.

Uma mensagem chega.

Você sente o corpo tensionar.

Antes que a mente construa toda a história:

“Não há o que temer.”

UMA CONVERSA DIFÍCIL SE APROXIMA

A mente começa:

“Vai dar errado.”

“Não há o que temer.”

UMA PREOCUPAÇÃO FINANCEIRA SURGE

Você percebe o medo.

“Não há o que temer.”

ISSO NÃO SIGNIFICA NÃO FAZER NADA

Depois de repetir a ideia, talvez seja necessário:

• organizar números;

• conversar;

• buscar orientação;

• agir.

Mas você pode tentar agir:

sem entregar o comando ao medo.

O CURSO LIGA O MEDO À CONFIANÇA NA PRÓPRIA FORÇA

O texto diz:

a presença do medo é sinal seguro de que estamos confiando na própria força.

Isso dá uma interpretação muito específica para o exercício.

QUANDO O MEDO SURGIR, POSSO DIZER:

“Estou tentando sustentar essa situação apenas com minha força.”

E então:

“Não há o que temer.”

A AUSÊNCIA DE MEDO INDICA UMA LEMBRANÇA DE DEUS

A lição afirma que reconhecer que não há o que temer mostra que, em algum lugar da mente, lembramo-nos de Deus e permitimos que Sua força tome o lugar de nossa fraqueza.

TALVEZ VOCÊ NÃO “SINTA DEUS”

Isso não é requisito.

A lembrança pode aparecer simplesmente como:

• uma pequena redução da ansiedade;

• um instante de confiança;

• sensação de que pode esperar;

• certeza de que não precisa resolver tudo imediatamente.

NÃO EXIJA UMA EXPERIÊNCIA MÍSTICA

A prática é simples.

Talvez a mudança seja pequena.

Isso não a torna irrelevante.

UM SEGUNDO DE PAZ É UMA EXPERIÊNCIA DIFERENTE DO MEDO

E pode mostrar:

que o medo não é absoluto.

O CURSO DIZ QUE, NO INSTANTE EM QUE ESTAMOS DISPOSTOS A DEIXAR A FORÇA DE DEUS SUBSTITUIR NOSSA FRAQUEZA, NÃO HÁ O QUE TEMER

Essa é a conclusão da lição.

A PALAVRA IMPORTANTE É “DISPOSTO”

Não é:

“Quando eu alcançar perfeição.”

É:

“Quando estou disposto.”

DISPOSIÇÃO PODE EXISTIR JUNTO COM MEDO

Você pode dizer:

“Ainda estou com medo.”

E também:

“Estou disposta a aprender outra maneira.”

NÃO PRECISO ESPERAR O MEDO DESAPARECER PARA PRATICAR

Pratico:

enquanto ele está presente.

UMA PRÁTICA PARA ANSIEDADE

Quando perceber antecipação:

“E se acontecer…?”

Pare.

“Não há o que temer.”

Depois pergunte:

“Existe alguma ação que preciso tomar agora?”

Se sim:

faça.

Se não:

retorne ao presente.

O MEDO FREQUENTEMENTE VIVE NO FUTURO

Ele pergunta:

“E se?”

A prática traz de volta:

este momento.

UMA PRÁTICA PARA O MEDO DE ERRAR

Pensamento:

“Se eu escolher errado, tudo estará perdido.”

Resposta:

“Não há o que temer.”

Depois:

faça a melhor escolha que puder com as informações que possui.

ERRAR NÃO SIGNIFICA ESTAR ABANDONADA

Você pode corrigir.

Aprender.

Mudar.

UMA PRÁTICA PARA MEDO DE PERDER ALGUÉM

Talvez esse medo seja intenso.

Não use a frase para negar o amor ou a possibilidade de dor.

Use-a para lembrar:

sua Fonte não depende completamente da permanência física de outra pessoa.

UMA PRÁTICA PARA MEDO DE REJEIÇÃO

Antes de:

• enviar algo;

• falar;

• expor uma ideia,

repita:

“Não há o que temer.”

Talvez a pessoa rejeite.

Mas rejeição e destruição da identidade não são a mesma coisa.

UMA PRÁTICA PARA MEDO DE NÃO SER SUFICIENTE

Pensamento:

“Não vou dar conta.”

Pare.

“Não há o que temer.”

Depois:

“Posso fazer o próximo passo.”

UMA PRÁTICA PARA MEDO DE FICAR SOZINHA

Recorde a Lição 41:

“Deus vai comigo aonde quer que eu vá.”

Agora acrescente:

“Não há o que temer.”

UMA PRÁTICA ANTES DE DORMIR

Talvez a mente comece a revisar:

• problemas;

• futuro;

• possibilidades.

Feche os olhos.

Repita lentamente algumas vezes:

“Não há o que temer.”

Depois permita-se descansar.

UMA PRÁTICA AO ACORDAR

Antes de pegar o telefone:

“Não há o que temer.”

Deixe essa ser uma das primeiras ideias do dia.

UMA PRÁTICA DIANTE DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS

Primeiro:

reconheça os fatos.

Depois perceba se sua mente começa a construir:

catástrofes sem fim.

Então:

“Não há o que temer.”

Isso não significa ignorar a realidade.

Significa não alimentar medo além do que é necessário para ação responsável.

UMA PRÁTICA PARA O CORPO

Quando uma sensação física gerar preocupação:

não use a lição para ignorar algo que precisa de atenção.

Você pode procurar avaliação adequada e ainda repetir:

“Não há o que temer.”

A frase pode acompanhar:

cuidado,

não substituí-lo.

UMA PRÁTICA EM UMA EMERGÊNCIA

Segurança primeiro.

Faça o que precisa ser feito.

A ideia pode ser usada para ajudar a mente a não entrar em pânico:

“Não há o que temer.”

A CALMA PODE MELHORAR A AÇÃO

Quando o medo domina, podemos:

• perder clareza;

• reagir impulsivamente;

• cometer erros.

Reduzir o medo pode ajudar a responder melhor.

NÃO É NECESSÁRIO SENTIR CORAGEM

Às vezes coragem é simplesmente:

agir apesar do medo.

A LIÇÃO NÃO DIZ:

“Você nunca mais sentirá medo.”

Ela ensina uma resposta quando ele aparece.

A IDEIA PODE VIRAR UMA ÂNCORA

Medo:

“Não há o que temer.”

Ansiedade:

“Não há o que temer.”

Perturbação:

“Não há o que temer.”

MAS NÃO A USE PARA REPRIMIR EMOÇÕES

Se você está assustada:

pode reconhecer:

“Estou assustada.”

Depois:

“E quero lembrar que o medo não precisa ser minha autoridade.”

O MEDO PODE SER SENTIDO SEM SER OBEDECIDO

Essa é uma aplicação muito prática.

Você não precisa esperar sentir-se totalmente destemida para:

• conversar;

• decidir;

• colocar limite;

• pedir ajuda.

UMA PRÁTICA DE UM MINUTO

Sempre que puder:

1. FECHE OS OLHOS.

2. RESPIRE NATURALMENTE.

3. REPITA LENTAMENTE:

“Não há o que temer.”

4. PAUSE ENTRE AS REPETIÇÕES.

5. NÃO TENTE SOLUCIONAR NADA.

Depois volte ao que estava fazendo.

UMA MICROPRÁTICA DE CINCO SEGUNDOS

Quando não puder parar:

“Não há o que temer.”

Só isso.

A SIMPLICIDADE É PARTE DA LIÇÃO

Não são necessárias:

• análises;

• exercícios complexos;

• longas reflexões.

A prática é:

lembrar.

POR QUE UMA IDEIA TÃO CURTA PRECISA SER REPETIDA TANTO?

Porque o medo também é repetido.

A mente repete:

“Cuidado.”

“Vai dar errado.”

“Você não consegue.”

“Algo ruim vai acontecer.”

A lição introduz uma resposta igualmente frequente.

NÃO É UMA GUERRA DE AFIRMAÇÕES

Você não precisa derrotar mentalmente o medo.

Apenas oferece:

outra possibilidade.

QUANDO A FRASE PARECER IMPOSSÍVEL

Talvez diante de uma situação específica você pense:

“Não consigo acreditar nisso.”

Então não force crença.

Você pode dizer:

“Estou disposta a considerar que talvez exista uma maneira de olhar para isso sem tanto medo.”

ISSO JÁ É UMA ABERTURA

Não precisa começar com certeza.

Pode começar com:

disposição.

A LIÇÃO 48 É UMA LIÇÃO DE CONFIANÇA

Seu conteúdo parece falar sobre medo.

Mas sua raiz é:

confiança.

MEDO PERGUNTA:

“Em que posso confiar?”

A LIÇÃO RESPONDE COM A SEQUÊNCIA DOS DIAS ANTERIORES

• Deus vai comigo.

• Deus é minha força.

• Deus é minha Fonte.

• Deus é a luz na qual vejo.

• Deus é a Mente com a qual penso.

• Deus é o Amor no qual perdoo.

• Deus é a força na qual confio.

Então:

não há o que temer.

A FRASE NÃO ESTÁ ISOLADA

Ela é o resultado de todo esse treinamento.

O QUE OBSERVAR HOJE

Perceba quando o medo aparece no corpo ou na mente.

Talvez como:

• tensão;

• aceleração;

• desejo de fugir;

• pensamento repetitivo;

• necessidade de controlar.

NÃO ANALISE IMEDIATAMENTE

Primeiro:

“Não há o que temer.”

Depois veja se é necessário fazer algo.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• O que mais temo atualmente?

• O que acredito que esse medo está tentando me proteger de?

• Estou confiando apenas em minha própria capacidade de controlar a situação?

• Existe alguma ação prática que posso realizar?

• Existe algo que preciso simplesmente entregar?

• Confundo prudência com medo?

• Meu medo está melhorando minha resposta ou apenas aumentando minha perturbação?

• Posso deixar a força de Deus ocupar, por alguns segundos, o lugar da minha fraqueza?

UM EXERCÍCIO DE ESCRITA

Complete:

“EU TENHO MEDO DE…”

Escreva sem censura.

Depois, para cada item:

“Não há o que temer.”

Em seguida pergunte:

“O que posso realmente fazer em relação a isso hoje?”

SEPARE EM DUAS COLUNAS

O QUE POSSO FAZER

• telefonar;

• perguntar;

• organizar;

• preparar;

• procurar ajuda.

O QUE NÃO POSSO CONTROLAR

• a reação de alguém;

• o futuro inteiro;

• todas as circunstâncias.

Depois:

“Não há o que temer.”

UM SEGUNDO EXERCÍCIO

Escreva:

“Quando tenho medo, estou confiando em ______ para me manter segura.”

Preencha.

Talvez:

• dinheiro;

• uma pessoa;

• controle;

• perfeição.

Depois:

“Deus é a força na qual eu confio. Não há o que temer.”

UMA PRÁTICA PARA UMA SITUAÇÃO ESPECÍFICA

Nomeie a situação.

Por exemplo:

“Estou com medo desta conversa.”

Depois diga:

“Não há o que temer.”

Não porque você saiba como a conversa terminará.

Mas porque:

o resultado não precisa decidir toda a sua segurança.

UMA PRÁTICA DIANTE DA INCERTEZA

Diga:

“Eu não sei o que vai acontecer.”

Faça uma pausa.

Depois:

“E não preciso saber tudo agora. Não há o que temer.”

A INcerteza NÃO É O MESMO QUE PERIGO

Muitas vezes o cérebro trata:

“não sei”

como:

“algo ruim acontecerá.”

A prática ajuda a separar essas duas coisas.

NEM TODO DESCONFORTO É AMEAÇA

Você pode sentir:

• nervosismo;

• insegurança;

• expectativa.

Isso não significa necessariamente:

perigo.

UMA PRÁTICA ANTES DE FAZER ALGO NOVO

A mente diz:

“Nunca fiz isso.”

Você responde:

“Não há o que temer.”

Depois dá:

um passo.

UMA PRÁTICA PARA PROCRASTINAÇÃO MOVIDA PELO MEDO

Pergunte:

“Estou adiando porque preciso de mais informação ou porque tenho medo?”

Se for medo:

“Não há o que temer.”

Depois faça a menor ação possível.

UMA PRÁTICA PARA EXPOSIÇÃO

Antes de:

• publicar;

• apresentar;

• falar em público,

recorde:

“Não há o que temer.”

Não precisa eliminar o frio na barriga.

Apenas não o transforme em ordem de recuar.

A LIÇÃO PODE SER MUITO PODEROSA EM PEQUENOS MOMENTOS

Porque o medo costuma começar pequeno.

Uma dúvida.

Uma imagem.

Uma frase mental.

Interromper cedo pode mudar todo o ciclo.

NÃO ESPERE ESTAR EM CRISE PARA USAR

Repita também quando estiver bem.

Assim a ideia se torna mais disponível quando for necessária.

A LIÇÃO 48 PREPARA A LIÇÃO 49

A próxima ideia é:

“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”

Isso cria uma progressão interessante.

Hoje:

não há o que temer.

Amanhã:

existe uma Voz de orientação presente durante todo o dia.

QUANDO O MEDO DIMINUI, TALVEZ SEJA MAIS FÁCIL ESCUTAR

Medo grita.

Orientação muitas vezes exige:

quietude.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho perceber o medo sem tratá-lo automaticamente como verdade.

Ele pode surgir.

Posso senti-lo no corpo.

Posso ouvir seus argumentos.

Mas não preciso oferecer-lhe autoridade absoluta.

Quando ele aparecer, quero lembrar:

“Não há o que temer.”

Não porque eu controle o mundo.

Não porque conheça o futuro.

Não porque nada difícil possa acontecer.

Mas porque não estou limitada à minha própria força.

Se eu estiver disposta a lembrar de Deus,

a força pode ocupar o lugar

que antes entreguei à fraqueza.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti meus medos.

Os que conheço

e os que escondo.

O medo do futuro.

O medo de errar.

O medo de perder.

O medo de ficar sozinha.

O medo de não ser suficiente.

O medo de não saber o que fazer.

Ensina-me a não tratar cada medo como uma profecia.

Mostra-me quando preciso agir

e quando preciso apenas parar de tentar controlar.

Quando minha mente disser:

“Tudo depende de você”

lembra-me:

Deus é a força na qual eu confio.

Quando meu coração se agitar,

lembra-me:

Não há o que temer.

Não quero usar essa frase para negar a realidade.

Quero usá-la para entrar na realidade

sem entregar minha paz ao medo.

Que eu seja prudente sem ser dominada pela ansiedade.

Que eu cuide de mim sem transformar cuidado em pânico.

Que eu reconheça riscos sem fazer deles minha identidade.

E sempre que alguma coisa perturbar minha mente,

que eu possa retornar,

ainda que por um instante,

à lembrança:

Não há o que temer.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Não há o que temer. O medo me mostra onde estou confiando apenas na minha própria força; posso permitir que a força de Deus ocupe esse lugar.”

AO FINAL DO DIA

Reserve alguns minutos.

• QUAL MEDO MAIS APARECEU HOJE?

Nomeie.

• O QUE EU ACREDITAVA PRECISAR CONTROLAR?

Observe.

• USEI A IDEIA ASSIM QUE MINHA PAZ FOI PERTURBADA?

Como foi?

• EXISTIA UMA AÇÃO CONCRETA QUE EU PRECISAVA TOMAR?

Fiz?

• HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE O MEDO DIMINUIU?

Mesmo brevemente?

Finalize lentamente:

“Não há o que temer.”

LIÇÃO 48 — ESSÊNCIA

• A Lição 48 afirma simplesmente: “Não há o que temer.”

• O texto apresenta essa ideia como um fato dentro da estrutura metafísica do Curso, embora ela pareça difícil para uma mente que acredita em ilusões.

• Os períodos de prática são muito curtos, muito simples e muito frequentes.

• A ideia deve ser repetida com a maior frequência possível.

• Pode ser usada de olhos abertos, a qualquer hora e em qualquer situação.

• Quando possível, é fortemente recomendado fechar os olhos por aproximadamente um minuto e repetir a ideia lentamente várias vezes.

• A aplicação é particularmente importante no instante em que alguma coisa perturba a paz da mente.

• O texto afirma que a presença do medo indica que estamos confiando em nossa própria força.

• A lembrança de que não há o que temer significa que, em algum nível da mente, permitimos que a força de Deus substitua nossa percepção de fraqueza.

• Segundo a conclusão da lição, no instante em que estamos dispostos a fazer essa substituição, não há o que temer.

Hoje a prática é simples.

O medo aparece.

Eu percebo.

E antes de permitir que ele construa

uma história inteira sobre o futuro,

eu lembro:

Não há o que temer.

Talvez eu ainda sinta medo.

Talvez minha mente ainda duvide.

Mas posso escolher não alimentar

a crença de que estou sozinha,

fraca

e inteiramente responsável

por controlar tudo.

Hoje posso permitir

que outra força ocupe esse lugar.

E repetir,

quantas vezes forem necessárias:

Não há o que temer.