Deus é o Amor no qual eu perdoo
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
A Lição 46 entra diretamente em um dos temas centrais de Um Curso em Milagres:
o perdão.
Mas o perdão apresentado aqui é diferente da ideia comum de:
“Alguém fez algo errado e eu, generosamente, decido absolvê-lo.”
O texto começa com uma afirmação decisiva:
Deus não perdoa porque Deus nunca condenou.
Segundo a lição, só existe necessidade de perdão onde primeiro houve condenação.
SE DEUS NÃO CONDENA, POR QUE O PERDÃO É NECESSÁRIO?
Porque nós:
• julgamos;
• condenamos;
• atacamos;
• guardamos mágoas;
• transformamos erros em identidades.
É dentro dessa percepção que o perdão se torna necessário.
O Curso afirma que aqueles que perdoam estão se libertando das ilusões, enquanto aqueles que recusam o perdão permanecem ligados a elas.
O PERDÃO NÃO MUDA DEUS
Ele muda:
nossa mente.
Deus não precisa deixar de condenar porque, segundo o Curso:
Ele nunca condenou.
Somos nós que precisamos abandonar a condenação.
O AMOR DE DEUS É A BASE DO PERDÃO
Essa é a chave da lição.
O texto afirma:
o medo condena;
o amor perdoa.
E, por isso, o perdão desfaz aquilo que o medo produziu, retornando a mente à consciência de Deus.
MEDO E CONDENAÇÃO CAMINHAM JUNTOS
Quando temos medo, podemos começar a pensar:
“Preciso me proteger.”
Depois:
“Preciso provar que estou certa.”
Depois:
“Essa pessoa é culpada.”
A condenação parece fornecer segurança.
Mas frequentemente mantém a mente ligada exatamente à pessoa ou situação da qual deseja libertar-se.
O PERDÃO É APRESENTADO COMO SALVAÇÃO
O texto diz explicitamente que o perdão pode ser chamado de:
salvação
porque é o meio pelo qual as ilusões desaparecem.
PERDOAR NÃO É DIZER QUE TUDO ESTAVA CERTO
Esse ponto precisa permanecer claro.
Você pode reconhecer:
“Isso foi inadequado.”
“Isso me feriu.”
“Preciso estabelecer um limite.”
“Não quero continuar essa relação.”
E ainda assim trabalhar com perdão.
PERDÃO NÃO É APROVAÇÃO
Aprovação diz:
“Está tudo bem fazer isso.”
Perdão diz:
“Não quero permanecer interiormente presa à condenação.”
PERDÃO NÃO É ESQUECIMENTO
Você pode lembrar.
Pode aprender.
Pode tomar decisões baseadas no que aconteceu.
O que muda é:
a função que aquela memória exerce em sua mente.
UMA MEMÓRIA PODE INFORMAR SEM GOVERNAR
Por exemplo:
“Essa pessoa quebrou minha confiança.”
Talvez isso seja um fato importante.
Mas pode ser diferente de:
“Preciso reviver esse ataque diariamente para estar segura.”
O PERDÃO NÃO EXIGE RECONCILIAÇÃO
Você pode perdoar e:
• não retomar contato;
• não confiar novamente;
• manter distância;
• estabelecer limites permanentes.
O Curso trabalha primeiro com:
a mente.
“ASSIM COMO SÓ CONDENAS A TI MESMO, TAMBÉM SÓ PERDOAS A TI MESMO”
Essa é uma das afirmações mais profundas da lição.
Dentro da lógica de UCEM, aquilo que fazemos mentalmente ao outro repercute na maneira como vemos a nós mesmos.
SE EU MANTENHO ALGUÉM CULPADO…
estou fortalecendo a crença:
“A culpa é real.”
Então, quando eu errar:
essa mesma regra pode ser aplicada contra mim.
SE EU DIGO:
“Você é imperdoável.”
estou ensinando à minha mente que:
imperdoabilidade existe.
Depois posso temer:
“E se eu também for imperdoável?”
POR ISSO PERDOAR O OUTRO PREPARA O AUTOPERDÃO
Não porque:
“Eu sou culpada pelo que ele fez.”
Mas porque estou desfazendo a própria estrutura mental da condenação.
O PERDÃO LIBERTA PRIMEIRO QUEM PERDOA
Essa ideia aparece diretamente na lição:
aqueles que perdoam libertam a si mesmos das ilusões.
Isso não depende da reação da outra pessoa.
O OUTRO NÃO PRECISA PEDIR DESCULPAS PARA A PRÁTICA COMEÇAR
Talvez uma pessoa:
• nunca reconheça;
• nunca mude;
• nunca peça perdão.
Sua prática interior não precisa esperar eternamente por isso.
ISSO NÃO RETIRA RESPONSABILIDADE DO OUTRO
A responsabilidade externa pode continuar existindo.
Mas sua liberdade interior deixa de depender completamente da resposta alheia.
A IDEIA DE HOJE NÃO É:
“Eu sou tão evoluída que consigo perdoar.”
É:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
A FONTE DO PERDÃO NÃO É O EGO
Talvez você pense:
“Não consigo perdoar.”
A lição não responde:
“Esforce-se mais.”
Ela aponta para:
uma Fonte diferente.
EU NÃO PRECISO FABRICAR AMOR
A frase não diz:
“Eu preciso sentir amor por essa pessoa.”
Diz:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
Você pode começar sem sentir carinho algum.
ÀS VEZES PERDOAR COMEÇA APENAS COMO DISPOSIÇÃO
Talvez você ainda esteja muito magoada.
A prática pode ser:
“Estou disposta a não permanecer para sempre nessa condenação.”
Isso já é uma abertura.
A PRÁTICA FORMAL DO DIA
Hoje são requeridos:
pelo menos três períodos de prática de cinco minutos completos.
Além disso, o Curso recomenda:
o maior número possível de períodos curtos.
COMO COMEÇAR
Feche os olhos.
Repita:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Depois passe aproximadamente:
um ou dois minutos
examinando a mente à procura de pessoas que você ainda não perdoou.
NÃO IMPORTA “O QUANTO”
O texto é muito direto.
Não importa se você acredita guardar:
• muita mágoa;
• pouca mágoa.
Segundo a lição:
ou você perdoou inteiramente ou ainda existe algo a ser trabalhado.
QUEM DEVE SER INCLUÍDO?
A orientação oferece uma regra simples:
qualquer pessoa de quem você não goste é um tema adequado para a prática.
TALVEZ SURJAM PESSOAS ÓBVIAS
Alguém com quem houve:
• briga;
• traição;
• decepção;
• ressentimento.
TALVEZ SURJAM PESSOAS MENOS ÓBVIAS
• alguém que irrita;
• alguém que você critica frequentemente;
• alguém cuja presença incomoda;
• alguém que provoca comparação.
DIGA O NOME
Para cada pessoa, a fórmula original é:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo, [nome].”
EXEMPLO
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo, João.”
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo, Ana.”
Sem discursos.
Sem análise longa.
Apenas aplique.
NÃO PRECISA SABER COMO PERDOAR
Talvez você diga a frase e pense:
“Mas ainda estou com raiva.”
Continue.
O exercício não exige uma transformação emocional imediata.
A FRASE É UMA DIREÇÃO
Ela afirma:
“O perdão não depende apenas do que sinto agora.”
PRIMEIRA FASE: PERDOAR OS OUTROS
O texto diz que o propósito dessa primeira fase é:
colocá-la em posição de perdoar a si mesma.
Isso mostra a ligação direta entre os dois movimentos.
DEPOIS DE APLICAR A IDEIA ÀS PESSOAS QUE SURGIREM…
diga:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesmo.”
ESSA FRASE PODE SER MAIS DIFÍCIL DO QUE PERDOAR OUTROS
Às vezes temos facilidade em compreender o erro de alguém.
Mas mantemos uma sentença contra nós mesmos durante anos.
“EU DEVERIA TER SABIDO”
“Como pude fazer isso?”
“Não mereço me perdoar.”
Esses pensamentos podem parecer responsabilidade.
Mas muitas vezes são:
autopunição.
AUTOPERDÃO NÃO É AUTOCOMPLACÊNCIA
Você pode perdoar a si mesma e ainda dizer:
“Preciso mudar.”
“Preciso reparar.”
“Preciso aprender.”
O QUE O AUTOPERDÃO RETIRA É A CONDENAÇÃO COMO IDENTIDADE
Não:
“Eu não fiz nada.”
Mas:
“O que fiz não precisa se tornar a definição eterna de quem sou.”
A LIÇÃO OFERECE IDEIAS RELACIONADAS
Depois da primeira fase, o restante do período pode ser dedicado a pensamentos correlatos.
O texto oferece:
“Deus é o Amor com o qual eu amo a mim mesmo.”
“Deus é o Amor no qual sou abençoado.”
AMAR A SI MESMO TAMBÉM TEM UMA FONTE
Mais uma vez:
não é ego dizendo:
“Sou melhor que todos.”
É:
aprender a olhar para si através do Amor.
O CURSO OFERECE AINDA OUTRAS FORMAS
Você pode usar:
“Eu não posso ser culpado, pois sou um Filho de Deus.”
“Eu já fui perdoado.”
“Nenhum medo é possível em uma mente amada por Deus.”
“Não há necessidade de atacar porque o amor me perdoou.”
“EU NÃO POSSO SER CULPADO” NÃO SIGNIFICA NEGAR CONSEQUÊNCIAS
Dentro da metafísica do Curso, culpa e erro não são tratados da mesma maneira.
Um erro pode:
ser corrigido.
A culpa diz:
“Você merece condenação.”
CORREÇÃO OLHA PARA FRENTE
Pergunta:
“O que faço agora?”
CULPA OLHA PARA TRÁS
Repete:
“Como pude?”
indefinidamente.
UMA MENTE AMADA NÃO PRECISA VIVER NO MEDO
A frase:
“Nenhum medo é possível em uma mente amada por Deus”
aponta para a identidade mais profunda proposta pelo Curso.
Talvez o medo ainda apareça.
A prática não precisa negar isso.
Ela questiona:
o medo é minha verdade final?
“NÃO HÁ NECESSIDADE DE ATACAR”
Essa ideia é especialmente importante.
Muitas vezes atacamos porque acreditamos que:
precisamos nos defender.
O ataque pode assumir formas como:
• críticas;
• silêncio punitivo;
• vingança;
• insultos;
• condenação mental.
O AMOR REDUZ A NECESSIDADE DE ATAQUE
Não porque ficamos indefesos.
Mas porque:
limite e ataque não são a mesma coisa.
POSSO ME PROTEGER SEM ODIAR
Posso dizer:
“Não aceito isso.”
E ainda assim não transformar a pessoa em:
inimigo eterno.
POSSO ME AFASTAR SEM DESEJAR DESTRUIR
Isso também pode ser perdão.
A FORMA DA PRÁTICA PODE VARIAR
O texto permite variações consideráveis.
Mas faz uma ressalva:
a ideia central não deve ser perdida.
E COMO TERMINAR CADA PERÍODO?
Sempre volte à formulação original:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
APLICAÇÕES CURTAS DURANTE O DIA
Você pode repetir:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Ou usar uma forma relacionada.
MAS EXISTE UMA ORIENTAÇÃO ESPECIAL
Sempre que perceber:
qualquer reação negativa em relação a alguém,
a pessoa estando presente ou não,
diga silenciosamente:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
QUALQUER REAÇÃO NEGATIVA
Isso amplia muito o exercício.
Não apenas ódio intenso.
Também:
• irritação;
• impaciência;
• ressentimento;
• desprezo;
• julgamento.
ALGUÉM CORTA SUA FRENTE NO TRÂNSITO
Primeira reação:
“Que absurdo!”
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
ALGUÉM DEMORA A RESPONDER
Surge:
“Está me ignorando.”
Observe.
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
UMA PESSOA DO PASSADO SURGE NA MEMÓRIA
Mesmo ausente:
a prática continua válida.
O texto deixa claro que a pessoa não precisa estar presente.
UMA PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO ANTIGO
Traga o nome.
Não precisa rever toda a história.
Apenas:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Repita algumas vezes.
SE A RESISTÊNCIA FOR FORTE
Talvez sua mente diga:
“Eu não quero perdoar.”
Não se condene.
Pode dizer:
“Reconheço que não quero perdoar agora.”
Depois:
“Mas estou disposta a praticar.”
DISPOSIÇÃO É DIFERENTE DE SENTIMENTO
Você pode estar:
• magoada
e
• disposta.
• irritada
e
• disposta.
Isso já abre espaço.
UMA PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Pense em algo que ainda usa contra si.
Diga:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
Depois pergunte:
“Existe algo concreto que ainda preciso reparar?”
SE SIM:
Faça o que puder.
Talvez:
• pedir desculpas;
• corrigir;
• devolver;
• mudar comportamento.
Depois:
não transforme reparação em sentença eterna.
SE NÃO EXISTE MAIS NADA A REPARAR…
talvez a continuação do sofrimento seja apenas:
punição.
PERDÃO E RESPONSABILIDADE PODEM CAMINHAR JUNTOS
Essa é uma das aplicações mais importantes da lição.
Posso dizer:
“Fui responsável.”
e também:
“Não preciso viver condenada.”
UMA PRÁTICA PARA UMA RELAÇÃO ENCERRADA
Talvez você nunca mais converse com a pessoa.
Ainda assim:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Isso não reabre a relação.
Pode fechar:
o ciclo mental de ataque.
UMA PRÁTICA PARA QUEM JÁ MORREU
Talvez exista uma mágoa com alguém que não está mais aqui.
A pessoa continua surgindo em seus pensamentos.
A prática continua possível:
no interior da própria mente.
UMA PRÁTICA PARA UMA FIGURA PÚBLICA OU DESCONHECIDO
Se perceber forte condenação:
aplique também.
O treinamento não depende de intimidade.
O PERDÃO NÃO DEPENDE DE ENTENDER O OUTRO
Às vezes pensamos:
“Só consigo perdoar se entender por que ele fez isso.”
Talvez nunca entendamos.
O Curso coloca a base em outro lugar:
no Amor de Deus.
NÃO PRECISO ENCONTRAR UMA JUSTIFICATIVA
Posso simplesmente decidir:
“Não quero carregar essa condenação para sempre.”
ISSO É LIBERDADE
Não absolvição jurídica.
Não ingenuidade.
Não esquecimento.
Liberdade mental.
O MEDO CONDENA
Essa frase é simples e poderosa.
Quando sinto medo de alguém:
posso querer:
• controlar;
• afastar;
• atacar;
• reduzir a pessoa a um rótulo.
O AMOR PERDOA
Não porque amor seja passivo.
Mas porque não precisa transformar o outro:
em culpa permanente.
UMA PRÁTICA PARA CONVERSAS DIFÍCEIS
Antes de falar:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Depois pense na pessoa:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Então pergunte:
“Como posso dizer a verdade sem usar a verdade para ferir?”
UMA PRÁTICA ANTES DE COLOCAR UM LIMITE
“Posso estabelecer esse limite sem condenar o ser inteiro desta pessoa?”
Se sim:
isso pode tornar o limite mais claro.
UMA PRÁTICA PARA O SILÊNCIO PUNITIVO
Pergunte:
“Estou ficando em silêncio porque preciso de espaço ou porque quero punir?”
A intenção faz diferença.
UMA PRÁTICA PARA CRÍTICA INTERIOR
Quando a mente disser:
“Você deveria ter feito melhor.”
Pergunte:
“Isso é correção ou ataque?”
Se for ataque:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
UMA PRÁTICA PARA VERGONHA
Vergonha diz:
“Se soubessem quem realmente sou, não me amariam.”
A lição oferece:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
E:
“Deus é o Amor com o qual eu amo a mim mesma.”
AUTOPERDÃO NÃO EXIGE QUE VOCÊ GOSTE DO QUE FEZ
Isso é fundamental.
Você pode pensar:
“Eu ainda considero aquela escolha errada.”
E simultaneamente:
“Não preciso me odiar por toda a vida.”
UMA PRÁTICA PARA ERROS REPETIDOS
Talvez você tenha prometido mudar e repetiu.
O perdão não deve virar desculpa para continuar.
A sequência pode ser:
reconhecer;
perdoar;
compreender o padrão;
mudar.
SEM PERDÃO, O ERRO PODE VIRAR DESESPERO
“Nunca vou mudar.”
Com perdão:
“Errei novamente. O que preciso aprender?”
PERDÃO ABRE ESPAÇO PARA APRENDIZADO
Culpa excessiva pode fechar esse espaço.
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção quando surgir:
• “Nunca vou perdoar.”
• “Ele merece sofrer.”
• “Eu não mereço perdão.”
• “Preciso continuar com raiva.”
• “Se eu perdoar, significa que foi aceitável.”
Essas frases mostram onde a lição pode ser aplicada.
PERGUNTE:
“Estou confundindo perdão com aprovação?”
“Estou confundindo culpa com responsabilidade?”
“Minha condenação está realmente corrigindo alguma coisa?”
UM EXERCÍCIO DE ESCRITA
Faça três colunas.
1. PESSOA
Escreva o nome.
2. O QUE AINDA CONDENO
Uma frase curta.
3. A PRÁTICA
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Não tente escrever justificativas.
UM SEGUNDO EXERCÍCIO: AUTOPERDÃO
Complete:
“Ainda me condeno por…”
Depois:
“O que preciso corrigir concretamente?”
E finalmente:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
UM TERCEIRO EXERCÍCIO: SEPARAR FATO DE SENTENÇA
FATO
“O que aconteceu?”
SENTENÇA
“O que concluí sobre aquela pessoa ou sobre mim?”
PERDÃO
“Posso retirar a sentença sem negar o fato?”
ESSA PERGUNTA PODE SER MUITO TRANSFORMADORA
Perdoar não precisa mudar:
o fato.
Pode mudar:
a sentença.
FRASES PARA A PRÁTICA
Baseadas diretamente na lição:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo, [nome].”
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesmo.”
“Deus é o Amor com o qual eu amo a mim mesmo.”
“Deus é o Amor no qual sou abençoado.”
“Eu não posso ser culpado, pois sou um Filho de Deus.”
“Eu já fui perdoado.”
“Nenhum medo é possível em uma mente amada por Deus.”
“Não há necessidade de atacar porque o amor me perdoou.”
NÃO TENTE USAR TODAS DE UMA VEZ
Escolha algumas que toquem sua mente.
Mas sempre mantenha a ideia principal no centro.
A PRÁTICA TERMINA NO AMOR
Cada período formal deve terminar voltando a:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
UMA MICROPRÁTICA PARA O DIA
Quando perceber irritação:
1. PARE.
2. NOMEIE A PESSOA.
3. DIGA SILENCIOSAMENTE:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
4. NÃO FORCE SENTIMENTO.
5. CONTINUE.
UMA MICROPRÁTICA PARA SI MESMA
Quando perceber culpa:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
Depois:
“Qual é a resposta amorosa e responsável agora?”
O PERDÃO NÃO É O FIM DO DISCERNIMENTO
Pode ser justamente o começo de um discernimento mais claro.
Sem raiva dominando:
talvez vejamos melhor.
NÃO PRECISO PERDOAR PARA VOLTAR À MESMA SITUAÇÃO
Essa confusão pode impedir muita gente de praticar.
Perdão pode coexistir com:
“Não volto.”
NÃO PRECISO PERDOAR PARA CONFIAR NOVAMENTE
Confiança pode precisar ser reconstruída.
Ou talvez nunca seja apropriado reconstruí-la.
POSSO PERDOAR SEM ENTREGAR NOVAMENTE ACESSO À MINHA VIDA
Isso preserva a distinção entre:
liberdade interior
e
decisão relacional.
O PERDÃO NÃO DEVE SER USADO PARA PERMANECER EM SITUAÇÕES PERIGOSAS
Segurança continua importante.
A prática da mente não elimina a necessidade de ação concreta.
O CURSO ESTÁ FALANDO DE LIBERDADE INTERIOR
E isso pode ser feito:
com limites.
A LIÇÃO 46 CONTINUA A SEQUÊNCIA DAS ANTERIORES
Lição 43:
Deus é a minha Fonte.
Lição 44:
Deus é a luz na qual eu vejo.
Lição 45:
Deus é a Mente com a qual eu penso.
Lição 46:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
O Curso aproxima:
visão;
pensamento;
perdão
da mesma Fonte.
O QUE MUDA QUANDO O AMOR SE TORNA A BASE DO PERDÃO?
Talvez você pare de perguntar:
“Essa pessoa merece?”
E comece a perguntar:
“Eu quero continuar carregando isso?”
O PERDÃO DEIXA DE SER PRÊMIO PARA O OUTRO
E se torna:
libertação da própria mente.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Quem surge primeiro quando penso em alguém que ainda não perdoei?
• Existe alguém de quem digo “não gosto” sem reconhecer a mágoa por trás?
• O que acredito que perderei se perdoar?
• Confundo perdão com reconciliação?
• Confundo perdão com aprovação?
• Que erro ainda uso para condenar a mim mesma?
• Existe alguma reparação concreta que preciso fazer?
• Minha culpa está produzindo correção ou apenas sofrimento?
• Consigo pedir ao Amor uma maneira diferente de ver?
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho não fazer da condenação minha proteção.
Não preciso negar aquilo que aconteceu.
Não preciso apagar consequências.
Não preciso retornar a relações que não são saudáveis.
Mas também não preciso permanecer presa ao ataque.
Quando uma pessoa surgir em minha mente,
quero experimentar:
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Quando minha própria culpa surgir:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
E quando eu acreditar que preciso continuar atacando para estar segura:
quero recordar:
“Não há necessidade de atacar porque o amor me perdoou.”
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti aqueles que ainda condeno.
Os nomes que provocam raiva.
As lembranças que ainda doem.
As histórias que repito para manter viva a sentença.
Entrego também minha culpa.
Os erros que transformei em identidade.
Os momentos que continuo usando para provar que não mereço paz.
Ensina-me a compreender o perdão sem distorcê-lo.
Que eu não o confunda com aprovação.
Que eu não o confunda com submissão.
Que eu não use o perdão para permanecer onde preciso sair.
Mas também que eu não use meus limites para justificar ódio.
Quando eu pensar em alguém que me feriu,
ajuda-me a dizer:
Deus é o Amor no qual eu te perdoo.
Quando eu me lembrar de algo que fiz,
e a culpa tentar me transformar naquele erro,
ajuda-me a dizer:
Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.
Mostra-me o que precisa ser reparado.
Dá-me coragem para corrigir.
Mas retira de mim a crença
de que sofrimento eterno
é uma forma de reparação.
Que o medo não seja mais meu professor.
Que a condenação não seja minha proteção.
Que o Amor seja o lugar
no qual eu aprendo
a perdoar.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Deus é o Amor no qual eu perdoo. O medo condena; o Amor me ensina a liberar o outro e a mim mesma da prisão da culpa.”
AO FINAL DO DIA
Reserve alguns minutos.
• QUEM MAIS DESPERTOU UMA REAÇÃO NEGATIVA EM MIM HOJE?
Nomeie.
• O QUE EU AINDA CONDENO NESSA PESSOA?
Observe.
• CONSEGUI APLICAR A FRASE?
“Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
• EM QUE MOMENTO EU ME CONDENEI?
Qual foi o pensamento?
• EXISTE ALGO A REPARAR?
Se sim, reconheça.
• POSSO CORRIGIR SEM CONTINUAR ME PUNINDO?
Permaneça alguns instantes.
Finalize:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.”
E depois:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
LIÇÃO 46 — ESSÊNCIA
• A Lição 46 afirma que Deus não perdoa porque nunca condenou; o perdão se torna necessário apenas onde houve condenação.
• O Curso apresenta o perdão como uma grande necessidade do mundo e como meio de libertação das ilusões.
• Segundo a lição, o medo condena e o amor perdoa.
• O Amor de Deus é apresentado como a base do perdão.
• O perdão desfaz aquilo que o medo produziu e retorna a mente à consciência de Deus.
• Por essa razão, a lição chama o perdão de salvação.
• São requeridos pelo menos três períodos de prática de cinco minutos completos, além do maior número possível de aplicações curtas.
• No início do período formal, passamos um ou dois minutos procurando mentalmente pessoas que ainda não perdoamos.
• Para cada pessoa, usamos: “Deus é o Amor no qual eu te perdoo, [nome].”
• Depois, voltamos o exercício para nós mesmos: “Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesmo.”
• O texto oferece ainda ideias relacionadas como: “Deus é o Amor com o qual eu amo a mim mesmo” e “Deus é o Amor no qual sou abençoado.”
• Outras formas sugeridas incluem: “Eu já fui perdoado”, “Nenhum medo é possível em uma mente amada por Deus” e “Não há necessidade de atacar porque o amor me perdoou.”
• Cada período formal deve terminar com a ideia original.
• Durante o dia, sempre que surgir uma reação negativa em relação a alguém — presente ou ausente — a forma específica é: “Deus é o Amor no qual eu te perdoo.”
Hoje o perdão deixa de ser uma obrigação que imponho a mim mesma.
Ele passa a ter uma Fonte.
Eu não preciso fabricar amor.
Não preciso fingir que não fui ferida.
Não preciso apagar o passado.
Posso reconhecer.
Corrigir.
Estabelecer limites.
E ainda assim decidir
que a condenação
não será minha casa.
Quando penso no outro:
Deus é o Amor no qual eu te perdoo.
Quando penso em mim:
Deus é o Amor no qual eu perdoo a mim mesma.
E talvez seja assim,
um nome de cada vez,
uma lembrança de cada vez,
uma reação de cada vez,
que a mente começa
a descobrir
que perdoar
não é perder.
É libertar-se.
