LIÇÃO 36

Lição 36 de Um Curso em Milagres: A minha santidade envolve tudo o que eu vejo, reflexão sobre santidade, percepção, unidade, perdão e treinamento da mente

A minha santidade envolve tudo o que eu vejo

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.

A Lição 36 continua diretamente o movimento iniciado na Lição 35.

Ontem afirmamos:

“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”

Hoje o Curso estende essa ideia daquele que percebe para aquilo que é percebido.

Se a mente é santa, então:

a visão que procede dessa mente também precisa ser santa.

O Livro de Exercícios afirma explicitamente que a ideia de hoje estende a lição anterior daquele que percebe para aquilo que é percebido.

PRIMEIRO MUDA QUEM VÊ

Depois começa a mudar:

aquilo que é visto.

Essa sequência é fundamental.

O Curso não começa tentando transformar o mundo exterior.

Ele começa na mente.

Primeiro:

“Eu sou muito santo.”

Depois:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

O QUE SIGNIFICA “MINHA SANTIDADE ENVOLVE”?

Não significa:

“Eu torno as coisas santas porque sou especial.”

Também não significa que possuímos algum poder pessoal superior.

Dentro da lógica da lição, a santidade vem da Fonte.

Se minha mente é parte da Mente de Deus, então a forma verdadeira de olhar não pode ser separada dessa Fonte.

NÃO É SUPERIORIDADE

Isso precisa ficar muito claro.

A frase:

“Minha santidade envolve tudo o que eu vejo”

não significa:

“Eu sou mais santo que o mundo.”

Na verdade, ela aponta para o oposto:

não há necessidade de separar aquele que vê daquilo que é visto.

O EGO SEPARA

O ego tende a organizar a percepção em categorias:

• eu e o outro;

• melhor e pior;

• digno e indigno;

• santo e pecador;

• puro e impuro.

A Lição 36 começa a dissolver essa separação.

A SANTIDADE NÃO PARA NA PELE

Se ela fosse apenas um atributo pessoal, permaneceria limitada.

Mas a lição diz:

ela envolve tudo o que vejo.

Ou seja, o modo como percebo começa a ser incluído no mesmo princípio.

ISSO NÃO SIGNIFICA QUE TODO COMPORTAMENTO É SANTO

Uma pessoa pode agir de forma:

• injusta;

• agressiva;

• irresponsável.

A prática não exige chamar esse comportamento de santo.

Ela trabalha num nível mais profundo:

não reduzir a realidade inteira daquela pessoa ao comportamento que estamos julgando.

POSSO RECONHECER UM ERRO SEM TRANSFORMÁ-LO EM IDENTIDADE

Por exemplo:

“Essa atitude foi inadequada.”

Isso é diferente de:

“Essa pessoa é apenas inadequação.”

A santidade, dentro do Curso, aponta para algo além da imagem construída pelo ego.

“IMPECÁVEL” SIGNIFICA SEM PECADO

O texto da lição apresenta uma explicação forte:

se a mente é parte da Mente de Deus, ela precisa ser impecável.

O Curso associa “impecável” a estar sem pecado e vincula a visão à santidade de Deus, não ao ego ou ao corpo.

ESSA É UMA AFIRMAÇÃO METAFÍSICA

Ela não significa:

“Minha personalidade nunca erra.”

Nem:

“Meu comportamento é sempre perfeito.”

Trata-se da distinção que UCEM faz entre:

identidade verdadeira

e

imagem produzida pelo ego.

O CORPO NÃO É A FONTE DA VISÃO

Essa ideia retoma a Lição 30.

A visão verdadeira não é apresentada como algo produzido pelos olhos físicos.

Ela está relacionada à mente.

Por isso, hoje a santidade de quem percebe é estendida ao campo perceptivo.

SE EU ME VEJO COMO CULPADA…

Posso perceber culpa em todo lugar.

Se me vejo como ameaçada:

posso ver ameaça.

Se começo a reconhecer minha santidade:

posso começar a permitir uma percepção diferente.

O MUNDO TORNA-SE UM ESPELHO DO ESTADO DA MENTE

Não no sentido simplista de que todos os acontecimentos foram conscientemente criados por você.

Mas no sentido de que:

o estado da mente influencia profundamente o significado atribuído ao que vemos.

UMA MENTE EM ATAQUE VÊ ALVOS

Uma mente em medo vê ameaças.

Uma mente em comparação vê concorrentes.

Uma mente em culpa vê julgamento.

E a lição começa a treinar:

uma mente que reconhece santidade.

O QUE ESSA MENTE PODE VER?

Talvez:

• dignidade;

• possibilidade de perdão;

• humanidade;

• unidade;

• significado além da aparência.

A SANTIDADE MUDA O OLHAR

Isso não significa necessariamente que o objeto externo mude.

A cadeira continua cadeira.

A parede continua parede.

A pessoa continua diante de você.

Mas o modo de olhar pode deixar de ser baseado apenas em:

• uso;

• julgamento;

• comparação;

• passado.

POR ISSO A PRÁTICA USA OBJETOS COMUNS

A lição não pede que você pratique apenas com:

• símbolos religiosos;

• imagens de Cristo;

• templos;

• objetos considerados sagrados.

Ela usa:

• tapete;

• parede;

• dedos;

• cadeira;

• corpo;

• caneta.

POR QUE UMA CANETA?

Porque o objetivo não é provar que alguns objetos são mais espirituais do que outros.

É treinar:

uma percepção sem exclusões.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELE TAPETE

Esse é um dos exemplos dados pelo exercício original.

À primeira vista, parece estranho.

Mas esse estranhamento é parte do treinamento.

A mente está acostumada a dizer:

“Santidade pertence a determinadas coisas.”

A lição diz:

não imponha essa limitação.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELA PAREDE

Novamente:

não porque a parede se torne divina por si mesma.

Mas porque a visão treinada não precisa continuar fragmentando a experiência.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE ESSES DEDOS

Aqui a prática se aproxima do próprio corpo.

Talvez estejamos acostumados a olhar para o corpo com:

• crítica;

• comparação;

• preocupação.

A lição convida a incluir o corpo na mesma percepção.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELE CORPO

Esse exemplo também aparece no texto.

Pode ser aplicado a outra pessoa.

Isso significa treinar a percepção para não reduzir alguém:

ao corpo.

Nem:

• à aparência;

• à idade;

• ao comportamento;

• à história.

A VISÃO SANTA NÃO É UMA VISÃO INOCENTE NO SENTIDO INGÊNUO

Ela não deixa de discernir.

Você pode reconhecer:

• perigo;

• mentira;

• necessidade de limite.

Mas a percepção deixa de acrescentar necessariamente:

• ódio;

• desumanização;

• condenação total.

POSSO ESTABELECER UM LIMITE E AINDA ASSIM PRATICAR A LIÇÃO

Por exemplo:

“Não permitirei esse comportamento.”

E ainda assim:

“A minha santidade envolve também essa pessoa.”

Isso não significa aproximação obrigatória.

Significa recusar-se a transformar o conflito numa definição absoluta do ser.

A PRÁTICA FORMAL DO DIA

Hoje são requeridos:

quatro períodos de prática

de aproximadamente:

três a cinco minutos cada.

O texto recomenda distribuí-los de maneira relativamente uniforme ao longo do dia.

PRIMEIRO: FECHE OS OLHOS

Comece repetindo lentamente:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Repita algumas vezes.

DEPOIS: ABRA OS OLHOS

Olhe muito lentamente ao seu redor.

Não escolha demais.

Deixe o olhar passar casualmente pelo ambiente.

APLIQUE A IDEIA ESPECIFICAMENTE

Quando notar algo, diga:

“A minha santidade envolve este/esta ______.”

Por exemplo:

• A minha santidade envolve esta mesa.

• A minha santidade envolve esta parede.

• A minha santidade envolve esta janela.

• A minha santidade envolve esta mão.

• A minha santidade envolve esta pessoa.

OS EXEMPLOS ORIGINAIS

O próprio Livro de Exercícios oferece formas como:

• A minha santidade envolve aquele tapete.

• A minha santidade envolve aquela parede.

• A minha santidade envolve esses dedos.

• A minha santidade envolve aquela cadeira.

• A minha santidade envolve aquele corpo.

• A minha santidade envolve essa caneta.

FAÇA TUDO BEM DEVAGAR

Esse detalhe é enfatizado pelo Curso.

As aplicações devem ser:

lentas;

sem esforço;

sem pressa.

Não é um exercício para “cumprir rapidamente”.

DURANTE O MESMO PERÍODO, VOLTE A FECHAR OS OLHOS

O texto orienta alternar.

Depois de olhar ao redor:

feche novamente os olhos.

Repita algumas vezes:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Depois abra novamente.

Continue aplicando aos objetos ao redor.

ESSA ALTERNÂNCIA É IMPORTANTE

Ela liga:

a fonte interior

ao

mundo percebido.

Primeiro reconhecemos a ideia interiormente.

Depois permitimos que ela se estenda ao olhar.

A SANTIDADE NÃO VEM DO OBJETO

Observe a direção.

A frase não é:

“A santidade daquela cadeira me santifica.”

É:

“A minha santidade envolve aquela cadeira.”

Dentro do treinamento, a origem está na mente.

AS APLICAÇÕES MAIS CURTAS

Ao longo do dia, a lição recomenda práticas frequentes.

A forma sugerida é muito simples:

feche os olhos e repita a ideia;

abra os olhos e repita novamente olhando ao redor;

finalize com outra repetição de olhos fechados.

UMA MICROPRÁTICA DE TRÊS MOMENTOS

1. DENTRO

Feche os olhos:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

2. FORA

Abra os olhos:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

3. DENTRO NOVAMENTE

Feche os olhos:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Poucos segundos.

Mas repetidos ao longo do dia.

NÃO FORCE SENTIMENTOS DE SANTIDADE

Talvez você diga a frase e pense:

“Não sinto absolutamente nada.”

Tudo bem.

O exercício não exige emoção específica.

A PRÁTICA TREINA DISPONIBILIDADE

Talvez hoje a única mudança seja:

olhar um objeto durante dois segundos sem julgá-lo.

Isso já é coerente com a direção da lição.

UM OLHAR SEM ATAQUE JÁ É DIFERENTE

Talvez santidade pareça uma palavra muito elevada.

Mas podemos começar entendendo o treinamento de forma prática:

olhar sem atacar.

Sem desprezar.

Sem reduzir.

Sem transformar tudo em uso pessoal.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE O QUE EU GOSTO

Isso pode parecer fácil.

Uma flor.

Uma pessoa amada.

Uma paisagem.

Aplique.

A MINHA SANTIDADE ENVOLVE O QUE NÃO GOSTO

Aqui pode surgir resistência.

Uma bagunça.

Um objeto desagradável.

Uma pessoa difícil.

Aplique também.

NÃO CRIE EXCEÇÕES

As primeiras lições insistem repetidamente nisso.

Quando fazemos exceções, continuamos afirmando:

“Aqui pode haver visão; ali não.”

A prática busca generalizar.

UMA PRÁTICA PARA UMA PESSOA QUERIDA

Olhe para ela.

Talvez pense:

“Eu amo essa pessoa.”

Depois:

“A minha santidade envolve essa pessoa.”

Isso pode ajudar a retirar até mesmo o desejo de possuir ou controlar.

AMAR NÃO É POSSUIR

Às vezes, aquilo que chamamos amor vem acompanhado de:

• expectativas;

• medo de perder;

• controle.

Uma percepção mais santa talvez permita amar com mais liberdade.

UMA PRÁTICA PARA UMA PESSOA DIFÍCIL

Pense nela.

Talvez a primeira reação seja:

“Não consigo.”

Não force.

Apenas reconheça a resistência.

Depois, se puder:

“A minha santidade envolve essa pessoa.”

ISSO NÃO SIGNIFICA DIZER QUE O COMPORTAMENTO DELA FOI CORRETO

A lição não cancela discernimento.

Você pode continuar afirmando:

“Aquilo foi inadequado.”

Mas sem transformar a pessoa inteira numa sentença.

UMA PRÁTICA PARA SI MESMA

Olhe para sua mão.

Diga:

“A minha santidade envolve estes dedos.”

Olhe para o corpo.

Talvez:

“A minha santidade envolve este corpo.”

Isso pode ajudar a mudar a relação com o corpo.

O CORPO PODE SER VISTO SEM DESPREZO

Nem como:

• ídolo;

nem como:

• inimigo.

Pode ser cuidado.

Usado.

Respeitado.

Sem precisar definir toda a identidade.

UMA PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO

Ao se olhar:

talvez surjam julgamentos.

Aparência.

Idade.

Imperfeições.

Recorde:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Não precisa transformar isso em afirmação estética.

É uma prática de percepção.

UMA PRÁTICA NO TRABALHO

Olhe para:

• computador;

• mesa;

• documentos.

Aplique a ideia.

Isso pode ajudar a integrar espiritualidade e cotidiano.

Não é necessário esperar um momento especial.

O SAGRADO PODE ENTRAR NA ROTINA

Abrir uma porta.

Preparar café.

Escrever.

Organizar.

Tudo pode tornar-se oportunidade de lembrança.

UMA PRÁTICA EM UM LUGAR QUE VOCÊ CONSIDERA “FEIO”

Talvez:

• trânsito;

• bagunça;

• um ambiente desagradável.

Aplique:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Observe a resistência.

Ela faz parte da lição.

O OBJETIVO NÃO É TORNAR O FEIO BONITO

É permitir que sua mente não seja determinada exclusivamente pelo julgamento imediato.

A SANTIDADE PODE SER ENTENDIDA COMO AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO

Uma forma simples de aproximar a ideia é perguntar:

“Consigo olhar isso por alguns instantes sem condenar?”

Talvez essa seja uma pequena experiência da direção proposta.

A SANTIDADE NÃO É INDIFERENÇA MORAL

Não condenar uma pessoa em sua identidade não significa abandonar critérios éticos.

Você pode dizer:

“Essa atitude precisa ser corrigida.”

Sem dizer:

“Essa pessoa não possui valor algum.”

A VISÃO SANTA NÃO PRECISA ESCONDER A VERDADE

Ela pode enxergar mais claramente justamente porque não está completamente dominada pelo ataque.

JULGAMENTO E DISCERNIMENTO NÃO SÃO A MESMA COISA

JULGAMENTO

“Ele é horrível.”

DISCERNIMENTO

“Esse comportamento é prejudicial e preciso estabelecer um limite.”

O segundo pode coexistir com uma percepção mais pacífica.

COMO A LIÇÃO 36 SE LIGA À LIÇÃO 35

Ontem:

a minha mente é parte da Mente de Deus.

Hoje:

essa santidade envolve o que vejo.

Então existe uma progressão:

• Fonte;

• identidade;

• percepção;

• mundo.

A PERCEPÇÃO SE ESTENDE

Aquilo que reconheço em mim começa a ser estendido ao mundo.

Isso prepara uma série de lições que continuará explorando santidade, bênção e relação.

O QUE ACONTECE QUANDO EU ME VEJO COMO PECADORA?

Posso olhar o mundo procurando:

• culpa;

• punição;

• condenação.

Quando começo a experimentar outra identidade:

outra percepção torna-se possível.

NÃO SE TRATA DE “PENSAR QUE SOU PERFEITA”

Isso seria apenas outra autoimagem.

A Lição 35 já desmontou esse caminho.

Santidade aqui não significa perfeição da personalidade.

É uma qualidade associada à Fonte.

POR ISSO A FRASE NÃO ALIMENTA O EGO

Se corretamente compreendida, ela não diz:

“Eu sou extraordinária.”

Diz:

“Minha verdadeira identidade não está separada de Deus.”

E se isso for verdadeiro:

também não estou realmente separada do que vejo.

UMA PRÁTICA PARA JULGAMENTO

Quando perceber:

“Que pessoa irritante.”

Não se condene por julgar.

Apenas diga:

“Estou vendo através do julgamento agora.”

Depois:

“A minha santidade envolve essa pessoa.”

UMA PRÁTICA PARA OBJETOS QUE VOCÊ DESEJA

Talvez veja algo e pense:

“Preciso disso para ser feliz.”

Aplique:

“A minha santidade envolve isso.”

Talvez o objeto deixe de carregar por um instante a responsabilidade de completar você.

UMA PRÁTICA PARA AQUILO QUE VOCÊ TEME

Olhe ou pense numa situação temida.

Diga:

“A minha santidade envolve também isto.”

Não para negar risco.

Mas para reduzir a ideia de separação entre sua segurança interior e aquilo que percebe.

A SANTIDADE NÃO PRECISA LUTAR PARA EXISTIR

O ego pensa:

“Preciso defender minha identidade.”

A santidade, segundo o Curso, não é conquistada.

Ela vem da Fonte.

Logo:

não precisa ser construída.

NÃO PRECISA SER PROVADA

Você não precisa demonstrar espiritualidade.

Nem parecer perfeita.

Nem convencer alguém.

Isso pode ser libertador.

A SANTIDADE NÃO DEPENDE DE SER ADMIRADA

Se depende do reconhecimento externo:

não é identidade.

É imagem.

A LIÇÃO PODE AJUDAR A DIMINUIR A COMPARAÇÃO

Quando olhar para alguém que admira:

“A minha santidade envolve essa pessoa.”

Quando olhar para alguém que julga:

“A minha santidade envolve essa pessoa.”

Quando olhar para si:

“A minha santidade envolve este corpo.”

A mesma fonte.

A mesma direção.

NÃO EXISTE NECESSIDADE DE COMPETIR POR SANTIDADE

Não existe “mais santo” dentro desse princípio.

A santidade compartilhada desfaz hierarquias espirituais.

O QUE OBSERVAR HOJE

Preste atenção quando sua mente dividir:

• digno / indigno;

• santo / profano;

• superior / inferior;

• bonito / feio;

• importante / insignificante.

Não precisa eliminar essas avaliações imediatamente.

Apenas reconheça:

existe uma visão além delas.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• O que considero indigno de santidade?

• Quais pessoas excluo da possibilidade de um olhar mais amoroso?

• Consigo reconhecer um comportamento inadequado sem condenar a pessoa inteira?

• Como olho para meu próprio corpo?

• Estou tentando ser “especial” espiritualmente?

• Consigo praticar com objetos banais?

• A ideia de santidade compartilhada reduz minha necessidade de comparação?

• Posso olhar por alguns segundos sem atacar?

UM EXERCÍCIO DE ESCRITA

Escolha cinco coisas que você vê.

Escreva:

• A minha santidade envolve ______.

Depois escolha:

• uma pessoa querida;

• uma pessoa difícil;

• seu próprio corpo;

• uma situação comum;

• algo que você normalmente considera sem importância.

Aplique a mesma frase.

OBSERVE ONDE SURGE MAIS RESISTÊNCIA

Talvez seja fácil com uma flor.

Difícil com determinada pessoa.

Essa diferença mostra onde sua mente ainda estabelece hierarquias.

NÃO TENTE VENCER A RESISTÊNCIA

Reconheça.

Respire.

Repita lentamente.

A prática não precisa ser violenta.

UMA PRÁTICA DE 30 SEGUNDOS

Feche os olhos.

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Abra os olhos.

Olhe ao redor lentamente.

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

Feche os olhos.

Repita novamente.

Essa estrutura segue a orientação dada para as aplicações curtas.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho não limitar a santidade a uma ideia sobre mim.

Se minha mente realmente participa da Mente de Deus,

então quero aprender a permitir que essa percepção se estenda.

À mesa.

À parede.

Ao corpo.

À pessoa que amo.

À pessoa que julgo.

Ao cotidiano.

Não preciso entender completamente.

Não preciso sentir nada especial.

Preciso apenas praticar.

Hoje permito que uma nova maneira de olhar comece a surgir:

A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti todas as coisas e pessoas que excluí da minha percepção de santidade.

Aquilo que julguei indigno.

As pessoas que reduzi aos seus erros.

O corpo que critiquei.

Os objetos que considerei sem significado.

As situações às quais atribuí apenas conflito.

Se minha mente é parte da Mente de Deus,

ensina-me a permitir que essa verdade transforme meu olhar.

Não quero usar a ideia de santidade para me sentir superior.

Quero usá-la para deixar de separar.

Quando eu olhar para alguém que amo,

que eu não transforme amor em posse.

Quando eu olhar para alguém que me feriu,

ajuda-me a estabelecer limites sem destruir interiormente sua dignidade.

Quando eu olhar para mim,

que eu não me reduza aos meus erros nem às minhas conquistas.

Quando eu olhar para coisas simples,

ensina-me a perceber que o cotidiano também pode servir ao aprendizado.

Hoje repito:

A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.

Que essa frase retire um pouco do ataque do meu olhar.

Um pouco da comparação.

Um pouco da condenação.

E que, onde antes eu via apenas separação,

comece a surgir

uma percepção de unidade,

de dignidade

e de paz.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo. Quero aprender a olhar sem excluir, sem atacar e sem transformar julgamentos em identidades.”

AO FINAL DO DIA

Reserve alguns minutos.

• O QUE FOI MAIS FÁCIL INCLUIR NA PRÁTICA?

Objetos?

Pessoas queridas?

Natureza?

• ONDE SURGIU RESISTÊNCIA?

Uma pessoa?

Seu corpo?

Uma situação?

• ESTABELECI HIERARQUIAS ENTRE O QUE CONSIDERO SAGRADO E NÃO SAGRADO?

Observe.

• CONSEGUI OLHAR ALGUMA COISA COM MENOS JULGAMENTO?

Mesmo por alguns segundos?

• COMO FOI ALTERNAR OLHOS FECHADOS E ABERTOS?

Perceba.

Finalize lentamente:

“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”

LIÇÃO 36 — ESSÊNCIA

• A Lição 36 estende a ideia da santidade daquele que percebe para aquilo que é percebido.

• Segundo o Curso, se a mente é parte da Mente de Deus, a visão verdadeira está relacionada à santidade dessa Fonte, não ao ego nem ao corpo.

• Santidade não significa superioridade pessoal nem perfeição comportamental.

• A prática convida a estender um olhar sem exclusões para pessoas, corpos e objetos comuns.

• São pedidos quatro períodos de prática de três a cinco minutos.

• Primeiro fechamos os olhos e repetimos a ideia lentamente.

• Depois abrimos os olhos e aplicamos a frase especificamente às coisas que encontramos no ambiente.

• O exercício original usa exemplos como tapete, parede, dedos, cadeira, corpo e caneta.

• Durante os períodos formais, alternamos novamente entre olhos fechados e abertos.

• As aplicações mais curtas também seguem esse movimento: olhos fechados, olhos abertos e olhos fechados novamente.

• Tudo deve ser praticado lentamente, sem esforço e sem pressa.

Hoje a santidade deixa de ser apenas uma ideia sobre quem sou.

Ela começa a transformar

a maneira como olho.

Não preciso tornar o mundo sagrado.

Preciso aprender a retirar

aquilo que me impede

de reconhecê-lo de outra maneira.

Talvez hoje seja apenas uma mesa.

Uma parede.

Uma mão.

Uma pessoa.

Mas cada aplicação treina a mesma direção:

menos julgamento,

menos separação,

menos ataque.

E assim,

pouco a pouco,

posso começar a descobrir

o significado profundo da frase:

A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.

A prática original da Lição 36 pede quatro períodos de três a cinco minutos, distribuídos ao longo do dia. Primeiro, a ideia é repetida de olhos fechados; depois, de olhos abertos, ela é aplicada especificamente ao que for percebido ao redor. Durante o mesmo período, volta-se a fechar os olhos e repetir a ideia antes de continuar. As aplicações curtas seguem a mesma alternância e devem ser feitas lentamente, sem esforço e sem pressa.