LIÇÃO 102 — EU COMPARTILHO A VONTADE DE DEUS DE FELICIDADE PARA MIM

Lição 102 de Um Curso em Milagres: Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, reflexão sobre felicidade, sofrimento, culpa, sacrifício, descanso, paz e união com a Vontade de Deus

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 102 continua diretamente o ensinamento da lição anterior:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

Na Lição 101, aprendemos:

“A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.”

Hoje damos um passo essencial:

não basta reconhecer que Deus quer nossa felicidade.

Precisamos também:

querê-la conosco.

A lição diz que ainda podemos acreditar, ao menos em alguma parte da mente, que:

o sofrimento pode nos comprar alguma coisa.

Talvez:

  • aprovação;
  • amor;
  • reparação;
  • purificação;
  • merecimento;
  • segurança;
  • perdão;
  • valor.

Mas o texto afirma que essa crença já começou a enfraquecer e que hoje vamos questioná-la ainda mais.

VOCÊ NÃO QUER SOFRER

A lição começa com uma afirmação simples:

você não quer sofrer.

Pode parecer óbvio.

Mas nem sempre vivemos:

como se realmente acreditássemos nisso.

Às vezes mantemos:

  • culpa;
  • mágoa;
  • autocondenação;
  • sacrifício;
  • relações dolorosas;
  • hábitos que nos ferem;

porque existe uma crença escondida de que:

o sofrimento serve para alguma coisa.

A CRENÇA DE QUE O SOFRIMENTO “COMPRA” ALGO

O texto diz que talvez ainda pensemos:

que o sofrimento compra aquilo que desejamos.

Essa crença pode aparecer de muitas formas:

“Se eu sofrer bastante, serei perdoada.”

“Se eu me sacrificar, provará meu amor.”

“Se eu carregar tudo, serei valorizada.”

“Se eu me punir, compensarei meu erro.”

“Se eu abrir mão da minha felicidade, estarei sendo uma pessoa melhor.”

A Lição 102 diz:

questione isso.

A CRENÇA JÁ ESTÁ ENFRAQUECENDO

O texto reconhece que essa ideia pode ainda não ter desaparecido completamente.

Mas afirma:

suas raízes já estão menos firmes.

Isso é importante.

O objetivo não é:

exigir uma transformação instantânea.

É perceber:

que já existe abertura suficiente para questionar uma velha crença.

HOJE SOLTAMOS AINDA MAIS ESSA CRENÇA

A lição afirma:

“Hoje, tentamos soltar ainda mais o seu jugo enfraquecido.”

A palavra “jugo” traz a imagem de:

peso.

Uma crença que carregamos.

Uma prisão mental.

Uma obrigação interior.

A prática de hoje é:

começar a retirar esse peso.

A DOR NÃO POSSUI PROPÓSITO

O texto afirma de maneira direta que:

a dor não tem propósito,

não tem causa,

não tem poder para realizar coisa alguma.

Dentro da metafísica do Curso, isso significa:

sofrimento não é moeda espiritual.

Não compra:

  • perdão;
  • santidade;
  • amor;
  • segurança;
  • salvação.

A DOR NÃO PODE COMPRAR NADA

Essa é uma das afirmações mais fortes da Lição 102.

Ela não pode comprar absolutamente nada.

Talvez a mente diga:

“Meu sofrimento prova que me importo.”

Mas sofrimento e amor:

não são a mesma coisa.

Pode dizer:

“Minha culpa prova que me arrependi.”

Mas culpa e correção:

não são a mesma coisa.

Pode dizer:

“Sacrificar-me prova que sou boa.”

Mas autoabandono e amor:

não são a mesma coisa.

SOFRER NÃO É UMA FORMA DE PAGAMENTO

A Lição 102 convida a deixar de usar a dor como:

moeda.

Você não precisa:

pagar pela felicidade.

Não precisa:

comprar o perdão com sofrimento.

Não precisa:

demonstrar amor através da própria destruição.

A LIÇÃO DIZ QUE A DOR NÃO OFERECE NADA

O texto afirma:

“Não oferece nada.”

Isso corrige uma associação profunda.

Se a dor não oferece nada:

não preciso defendê-la.

Não preciso chamá-la:

de prova.

Não preciso:

transformá-la em função.

“TENS SIDO ESCRAVO DO NADA”

A lição usa uma expressão muito forte:

“Tens sido escravo do nada.”

Se acreditamos que sofrimento nos dará algo que ele não pode oferecer, então nos tornamos:

servos de uma promessa vazia.

Talvez sacrificamos:

  • paz;
  • descanso;
  • alegria;
  • liberdade;

esperando receber:

algo que nunca chega.

HOJE SOMOS CONVIDADOS À LIBERDADE

A lição diz:

“Sê livre, hoje, para unir-te à feliz Vontade de Deus.”

Aqui aparece a mudança fundamental:

do sofrimento para a felicidade.

Não apenas:

“Deus quer que eu seja feliz.”

Mas:

“Eu escolho unir minha vontade à Dele.”

COMPARTILHAR A VONTADE DE DEUS

O título da lição contém uma palavra essencial:

COMPARTILHO.

Isso significa:

minha vontade e a Vontade de Deus não precisam estar em conflito.

Talvez tenhamos imaginado:

“Deus quer uma coisa e eu quero outra.”

A Lição 102 apresenta:

uma união de vontade.

Eu também quero felicidade para mim.

ISSO PODE SER MAIS DIFÍCIL DO QUE PARECE

Podemos dizer conscientemente:

“Claro que quero ser feliz.”

Mas observar depois:

  • relações mantidas por culpa;
  • escolhas baseadas em punição;
  • necessidade de sofrer;
  • sabotagem de momentos bons;
  • dificuldade em receber;
  • apego a ressentimentos.

Então talvez exista:

uma parte da mente que ainda não aceita plenamente a felicidade.

A PRÁTICA QUER TORNAR ESSA ESCOLHA CONSCIENTE

Hoje dizemos:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

Isso significa:

“Não vou mais tratar minha felicidade como algo contrário à espiritualidade.”

A FELICIDADE ESTÁ EM VOCÊ

A lição afirma que os exercícios dos próximos dias são destinados a ajudar a alcançar:

a felicidade que a Vontade de Deus colocou em você.

Observe:

não diz “fabricar felicidade”.

Diz:

alcançar aquilo que já foi colocado em você.

AQUI É O SEU LAR

O texto afirma:

“Aqui é o teu lar.”

E:

“Aqui está a sua segurança.”

“Aqui está enfim o descanso.”

Assim, felicidade não é apresentada como:

euforia passageira.

Ela está ligada a:

  • lar;
  • segurança;
  • repouso.

FELICIDADE E DESCANSO

Isso é importante.

Às vezes imaginamos felicidade como:

excitação constante.

Mas a lição a associa:

ao descanso.

Talvez felicidade espiritual seja também:

não precisar lutar contra si mesma o tempo todo.

A AFIRMAÇÃO COMPLETA DA PRÁTICA

A lição orienta iniciar os períodos dizendo:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, e a aceito como minha função agora.”

Essa frase une:

Vontade de Deus

nossa vontade

felicidade

função

presente.

“EU A ACEITO COMO MINHA FUNÇÃO AGORA”

A palavra:

AGORA

é importante.

Não:

quando tudo estiver resolvido.

Não:

quando todas as pessoas mudarem.

Não:

quando eu tiver corrigido cada erro.

Agora.

BUSQUE ESSA FUNÇÃO NO FUNDO DA MENTE

Depois da afirmação inicial, o texto orienta:

buscar essa função profundamente na mente.

Segundo a lição:

ela já está lá.

Está esperando:

sua escolha.

VOCÊ NÃO PODE FALHAR EM ENCONTRÁ-LA

O texto afirma que não podemos deixar de encontrá-la quando aprendemos:

que ela é nossa escolha

e:

que compartilhamos a Vontade de Deus.

Essa frase retira:

distância.

Não precisamos ir:

para algum lugar especial.

A função está:

dentro da mente.

A FELICIDADE É UMA ESCOLHA

Isso não significa:

controlar emoções instantaneamente.

Não significa dizer a alguém em sofrimento:

“Escolha ficar feliz.”

A lição trabalha em um nível:

de orientação da mente.

É escolher não continuar tratando:

sofrimento como objetivo ou pagamento.

SUA ÚNICA FUNÇÃO AQUI É A FELICIDADE

O texto afirma:

“Sê feliz, pois a tua única função aqui é a felicidade.”

Essa é uma frase central.

Depois de muitas lições sobre:

  • perdão;
  • salvação;
  • função;

agora o Curso liga tudo isso:

à felicidade.

PERDÃO E FELICIDADE NÃO SÃO SEPARADOS

Se o perdão liberta a mente:

ele abre espaço para felicidade.

Se a salvação desfaz a culpa:

ela libera felicidade.

Se a função é aceitar a verdade:

felicidade é consequência natural.

NÃO SEJA MENOS AMOROSA CONSIGO DO QUE DEUS É

O texto afirma que não existe necessidade de ser menos amorosa para com o Filho de Deus do que:

Aquele que o criou em Amor.

Isso pode ser aplicado diretamente:

por que tratar-se de uma forma que você acredita que Deus não trataria?

AUTOCONDENAÇÃO NÃO É MAIS ESPIRITUAL DO QUE AMOR

Talvez pensemos:

“Ser dura comigo me faz crescer.”

Às vezes responsabilidade exige firmeza.

Mas:

crueldade interior não é correção.

OS PERÍODOS DE PRÁTICA

A lição mantém:

cinco minutos de repouso a cada hora.

Além disso, orienta:

pausas frequentes ao longo do dia.

Nessas pausas, devemos recordar:

“Agora aceitei a felicidade como minha única função.”

CINCO MINUTOS DE REPOUSO

Observe a palavra:

repouso.

A prática não precisa ser:

tensa.

Não precisa ser:

um teste.

É:

descanso da mente.

PRÁTICA IDEAL — CINCO MINUTOS A CADA HORA

1. PARE

Reserve:

cinco minutos.

2. FECHE OS OLHOS

Respire naturalmente.

3. DIGA

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, e a aceito como minha função agora.”

4. PERGUNTE

“Onde ainda acredito que sofrimento me dará alguma coisa?”

Não force uma resposta.

5. OBSERVE

Pode aparecer:

  • culpa;
  • sacrifício;
  • necessidade de agradar;
  • medo da felicidade;
  • ressentimento.

6. DIGA

“A dor não pode me dar o que procuro.”

7. VOLTE

“Eu aceito a felicidade como minha função agora.”

8. DESCANSE

Permita:

silêncio.

PRÁTICA PARA CULPA

Quando pensar:

“Preciso sofrer para compensar”,

diga:

“A dor não pode comprar perdão.”

Depois:

“Posso corrigir e escolher felicidade.”

PRÁTICA PARA SACRIFÍCIO

Pensamento:

“Se eu me sacrificar mais, serei amada.”

Pergunte:

“Essa crença está realmente me dando amor?”

Depois:

“Não preciso comprar amor através da dor.”

PRÁTICA PARA AUTOABANDONO

Quando estiver fazendo algo que a esgota apenas para:

evitar desaprovação,

pergunte:

“Estou tratando sofrimento como preço do pertencimento?”

PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Às vezes pensamos:

“Amar significa suportar qualquer coisa.”

A lição convida:

a questionar a equivalência entre amor e sofrimento.

Amor pode incluir:

  • limite;
  • verdade;
  • cuidado;
  • distância quando necessária;
  • respeito.

PRÁTICA PARA MEDO DE SER FELIZ

Quando surgir:

“Se eu relaxar, algo ruim acontecerá”,

diga:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

Depois:

“Posso permitir que este momento seja seguro.”

PRÁTICA PARA QUANDO ALGO BOM ACONTECER

Não corra imediatamente:

para o próximo problema.

Pare por alguns segundos.

Diga:

“Aceito esta alegria.”

PRÁTICA PARA TRABALHO EXCESSIVO

Pergunte:

“Acredito que só tenho valor quando estou sofrendo ou me esforçando além do limite?”

Depois:

“Meu valor não precisa ser comprado pelo cansaço.”

PRÁTICA PARA MÁGOA

Uma mágoa pode parecer:

uma forma de fazer o outro pagar.

Mas quem carrega a mágoa:

também sofre.

Pergunte:

“Estou usando meu sofrimento para punir alguém?”

Depois:

“Isso realmente me dá aquilo que quero?”

PRÁTICA PARA AUTOPUNIÇÃO

Quando deliberadamente retirar de si:

  • descanso;
  • prazer;
  • afeto;
  • oportunidade;

por culpa, observe:

“Estou tentando fazer a dor comprar absolvição.”

A lição afirma:

ela não pode.

PRÁTICA PARA QUANDO ESTIVER TRISTE

Não diga:

“Não posso sentir tristeza.”

Isso seria:

outro ataque.

Diga:

“Posso acolher o que sinto sem transformar sofrimento em minha função.”

PRÁTICA PARA UMA DECISÃO

Pergunte:

“Essa escolha vem de amor ou da crença de que preciso sofrer?”

Essa pergunta pode revelar:

muito.

UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS

  1. Pare.
  2. Respire.
  3. Diga:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

  1. Pergunte:

“Estou tentando comprar algo através da dor?”

  1. Finalize:

“Aceito a felicidade como minha função agora.”

UMA MICROPRÁTICA PARA CULPA

“A dor não pode comprar perdão.”

UMA MICROPRÁTICA PARA SACRIFÍCIO

“Não preciso sofrer para provar amor.”

UMA MICROPRÁTICA PARA FELICIDADE

“Posso receber alegria sem culpa.”

UMA MICROPRÁTICA PARA DESCANSO

“Aqui está meu descanso.”

UMA MICROPRÁTICA PARA FUNÇÃO

“Minha única função aqui é a felicidade.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando:

  • acreditar que sofrimento tem mérito;
  • sentir que precisa “pagar” por um erro;
  • usar sacrifício para buscar amor;
  • sentir culpa ao descansar;
  • sabotar momentos felizes;
  • manter uma mágoa para punir;
  • acreditar que cansaço prova valor;
  • confundir amor com suportar tudo;
  • resistir à ideia de que felicidade pode ser função espiritual;
  • tratar autocondenação como crescimento.

MARCADORES DA CRENÇA DE QUE A DOR COMPRA ALGO

  • “Se eu sofrer, serei perdoada.”
  • “Se eu me sacrificar, serei amada.”
  • “Se eu descansar, sou egoísta.”
  • “Preciso pagar.”
  • “Não posso estar feliz depois do que fiz.”
  • “Quanto mais difícil, mais espiritual.”
  • “Meu cansaço prova meu valor.”

MARCADORES DA VONTADE COMPARTILHADA COM DEUS

  • posso receber felicidade;
  • posso corrigir sem me punir;
  • descanso não precisa gerar culpa;
  • amor não exige autoabandono;
  • dor não compra perdão;
  • minha felicidade não me separa de Deus;
  • posso aceitar alegria agora;
  • paz e segurança podem fazer parte da minha função.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • Onde acredito que sofrimento me dará alguma coisa?
  • O que imagino que a dor pode comprar?
  • Tento comprar amor através de sacrifício?
  • Uso culpa como forma de pagamento?
  • Tenho dificuldade em descansar sem me sentir culpada?
  • Saboto momentos de alegria?
  • Acredito que sofrer me torna mais digna?
  • Que mágoa mantenho porque acredito que alguém precisa pagar?
  • Consigo acreditar que minha felicidade também é minha função?
  • Em que área posso unir minha vontade à Vontade de Deus hoje?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE A DOR PROMETE?

Complete:

“ACREDITO QUE, SE EU SOFRER, VOU CONSEGUIR…”

Escreva tudo.

Talvez:

  • perdão;
  • amor;
  • aprovação;
  • segurança;
  • redenção.

Depois pergunte:

“O SOFRIMENTO REALMENTE ME DEU ISSO?”

Finalize:

“A dor não pode comprar aquilo que procuro.”

EXERCÍCIO — O PREÇO QUE ESTOU PAGANDO

Complete:

“PARA RECEBER AMOR, ACREDITO QUE PRECISO…”

Depois:

“PARA RECEBER APROVAÇÃO, ACREDITO QUE PRECISO…”

Depois:

“PARA SER UMA BOA PESSOA, ACREDITO QUE PRECISO…”

Observe:

quantas respostas envolvem sofrimento.

EXERCÍCIO — FELICIDADE COMO FUNÇÃO

Escreva:

“SE A FELICIDADE FOSSE REALMENTE MINHA FUNÇÃO, HOJE EU…”

Complete com cinco ações simples.

Talvez:

  • descansaria sem culpa;
  • resolveria algo que pesa;
  • colocaria um limite;
  • perdoaria;
  • receberia algo bom;
  • faria uma pausa.

EXERCÍCIO — DESCANSO SEM CULPA

Reserve:

cinco minutos.

Não produza.

Não organize.

Não resolva.

Apenas sente-se.

Quando a culpa surgir:

“Aqui está enfim o descanso.”

Depois:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

EXERCÍCIO — SACRIFÍCIO OU AMOR?

Escolha uma situação em que você diz:

“Faço isso por amor.”

Pergunte:

“Existe amor aqui ou medo de desapontar?”

“Estou oferecendo livremente ou me abandonando?”

“Posso amar sem sofrer como prova?”

EXERCÍCIO — O QUE POSSO DEIXAR DE PAGAR?

Escreva:

“AINDA ESTOU TENTANDO PAGAR POR…”

Liste.

Depois:

“QUE CORREÇÃO REAL É POSSÍVEL?”

Faça a correção possível.

Depois:

“O sofrimento adicional não é correção.”

EXERCÍCIO — CINCO MINUTOS DE ESCOLHA

Feche os olhos.

Diga:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, e a aceito como minha função agora.”

Depois fique em silêncio.

Se uma crença em sacrifício surgir:

observe.

Diga:

“Não preciso comprar felicidade. Posso aceitá-la.”

COMO PRATICAR A LIÇÃO 102

  • Continue com cinco minutos de repouso a cada hora.
  • Comece cada período dizendo:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, e a aceito como minha função agora.”

  • Depois busque profundamente na mente essa função que, segundo a lição, já está presente e espera apenas sua escolha.
  • Recorde que a prática busca enfraquecer a crença de que o sofrimento oferece, compra ou realiza alguma coisa.
  • Reconheça que a lição apresenta a felicidade colocada por Deus em você como lar, segurança e descanso.
  • Além dos cinco minutos a cada hora, faça pausas frequentes para recordar:

“Agora aceitei a felicidade como minha única função.”

  • Ao fazer isso, recorde que você está, segundo a lição:

unindo sua vontade à Vontade de Deus.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

  • “Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”
  • “Aceito a felicidade como minha função agora.”
  • “A dor não pode comprar nada.”
  • “Não preciso sofrer para provar amor.”
  • “Não preciso pagar pelo perdão através da dor.”
  • “Posso corrigir sem me punir.”
  • “A felicidade é meu lar e meu descanso.”
  • “Posso receber alegria sem culpa.”
  • “Minha única função aqui é a felicidade.”
  • “Hoje uno minha vontade à feliz Vontade de Deus.”

A LIÇÃO 102 E A LIÇÃO 101

Na Lição 101 aprendemos:

“A Vontade de Deus para mim é a felicidade perfeita.”

Hoje afirmamos:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

A diferença é fundamental.

Ontem:

reconhecemos aquilo que Deus quer.

Hoje:

escolhemos querer o mesmo.

A Lição 101 dizia:

Deus não quer seu sofrimento.

A Lição 102 pergunta:

você também está disposta a deixar de querê-lo como pagamento?

A PRÓXIMA LIÇÃO

A Lição 103 continuará esse tema com:

“Deus, sendo Amor, é também felicidade.”

A próxima lição aprofundará a relação entre:

  • Deus;
  • Amor;
  • felicidade;
  • alegria;
  • medo.

Ela ensinará que felicidade é atributo do Amor e que temer Deus é, em última análise, temer:

a própria alegria.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje quero deixar

uma crença antiga:

sofrer não me compra nada.

Não compra:

amor.

Não compra:

perdão.

Não compra:

valor.

Não compra:

salvação.

Talvez eu tenha passado

muito tempo

tentando pagar

por coisas

que nunca tiveram:

esse preço.

Talvez tenha acreditado

que precisava:

sacrificar-me para ser amada.

Sofrer:

para ser perdoada.

Carregar culpa:

para provar arrependimento.

Hoje quero perguntar:

o que isso realmente me deu?

Talvez apenas:

mais sofrimento.

A Lição 102 me oferece:

outra escolha.

Deus deseja:

felicidade para mim.

E hoje posso dizer:

eu também desejo.

Posso parar de lutar

contra aquilo que:

Deus quer me dar.

Posso parar de transformar

a alegria em:

culpa.

O descanso em:

preguiça.

O amor em:

sacrifício.

O perdão em:

pagamento.

Quando a mente disser:

“Você precisa sofrer”,

quero responder:

“A dor não pode comprar nada.”

Quando disser:

“Você não merece estar em paz”,

quero recordar:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

Hoje escolho

não ser:

menos amorosa comigo

do que Deus é.

E talvez,

por cinco minutos,

eu simplesmente:

descanse.

Não para ganhar nada.

Não para pagar nada.

Apenas para permitir:

aquilo que já me pertence.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje quero unir

minha vontade:

à Vontade de Deus.

Tenho acreditado

que o sofrimento

poderia me oferecer:

alguma coisa.

Que a culpa

poderia me tornar:

melhor.

Que o sacrifício

poderia comprar:

amor.

Que a dor

poderia pagar:

meus erros.

Hoje quero soltar:

essa crença.

Mostra-me onde

ainda tento comprar

perdão:

através da dor.

Onde tento comprar

amor:

através do autoabandono.

Onde uso

meu sofrimento

para provar:

meu valor.

Ajuda-me a reconhecer:

a dor não pode me dar aquilo que procuro.

Hoje quero dizer

com sinceridade:

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.

E:

aceito a felicidade como minha função agora.

Ensina-me a receber:

descanso sem culpa.

Alegria:

sem medo.

Amor:

sem sacrifício.

Perdão:

sem punição.

Quando eu sentir tristeza,

ajuda-me a acolhê-la

sem transformá-la:

em missão.

Quando eu cometer um erro,

ensina-me:

a corrigir,

não:

a me destruir.

Quando a felicidade vier,

que eu não fuja.

Que eu não a sabote.

Que eu não pergunte

imediatamente:

“Quanto isso vai me custar?”

Que eu simplesmente:

receba.

Pois hoje quero aprender

que minha vontade

não precisa estar:

contra Deus.

Posso querer

aquilo que Ele quer:

para mim.

Felicidade.

Paz.

Segurança.

Descanso.

Que essa escolha

se aprofunde

a cada hora.

E que eu recorde:

minha única função aqui é a felicidade.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim e a aceito como minha função agora. Hoje abandono a crença de que dor, culpa ou sacrifício podem comprar amor, perdão ou valor, e permito que paz, alegria e descanso sejam recebidos sem culpa.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.”

Depois:

“Aceito a felicidade como minha função agora.”

Pergunte:

ONDE ACREDITEI QUE SOFRIMENTO ME DARIA ALGUMA COISA?

Observe.

TENTEI COMPRAR AMOR ATRAVÉS DE SACRIFÍCIO?

Como?

USEI CULPA COMO FORMA DE PAGAMENTO?

Em qual situação?

SENTI CULPA POR DESCANSAR?

SABOTEI ALGUM MOMENTO BOM?

Observe.

MANTIVE ALGUMA MÁGOA COMO FORMA DE PUNIÇÃO?

Para quem?

CONSEGUI ESCOLHER ALGUMA FORMA DE FELICIDADE SEM CULPA?

Qual?

EM QUE MOMENTO SENTI MAIS DESCANSO INTERIOR?

ESTOU MAIS DISPOSTA A ACREDITAR QUE MINHA VONTADE E A VONTADE DE DEUS PODEM SER UMA?

Finalize:

“A dor não pode comprar nada.”

Depois:

“Minha única função aqui é a felicidade.”

LIÇÃO 102 — ESSÊNCIA

  • A lição começa reconhecendo que não queremos sofrer, embora ainda possamos acreditar que o sofrimento nos oferece ou compra alguma coisa.
  • Essa crença já é apresentada como enfraquecida e pronta para ser questionada mais profundamente.
  • O texto afirma que a dor não tem propósito, não tem poder para realizar coisa alguma e não pode comprar absolutamente nada.
  • A lição convida a libertar-se dessa crença e unir-se à feliz Vontade de Deus.
  • Os exercícios dos próximos dias são apresentados como meios de alcançar a felicidade que Deus colocou em nós, descrita como lar, segurança e descanso.
  • A prática começa com: “Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim, e a aceito como minha função agora.”
  • Em seguida, somos orientados a buscar essa função no fundo da mente, onde ela já espera nossa escolha.
  • A lição declara que nossa única função aqui é a felicidade.
  • Além dos períodos de cinco minutos a cada hora, devemos fazer pausas frequentes para recordar que aceitamos a felicidade como nossa função.
  • Ao aceitar a felicidade dessa maneira, a lição afirma que estamos unindo nossa vontade à Vontade de Deus.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

A Lição 102 acrescenta

uma pergunta essencial

ao ensinamento de ontem.

Ontem aprendemos:

Deus quer minha felicidade.

Hoje perguntamos:

Eu também quero?

Talvez a resposta consciente seja:

“Sim.”

Mas a mente pode ainda guardar

velhas crenças:

“Preciso sofrer.”

“Preciso pagar.”

“Preciso me sacrificar.”

“Não posso simplesmente receber.”

A lição olha

para essas crenças

e diz:

a dor não pode comprar nada.

Se o sofrimento

não pode comprar:

amor,

perdão,

salvação,

valor,

então posso começar

a parar de usá-lo:

como moeda.

Posso corrigir

um erro:

sem me punir.

Posso amar:

sem me abandonar.

Posso servir:

sem destruir minha paz.

Posso descansar:

sem culpa.

Posso ser feliz:

sem esperar punição.

E, talvez pela primeira vez,

minha vontade

não precise parecer:

inimiga da Vontade de Deus.

Posso dizer:

Eu também quero aquilo que Deus quer para mim.

E o que a lição afirma

que Ele quer?

Felicidade.

Por isso hoje,

cada vez que surgir

uma velha exigência

de sofrimento,

podemos responder:

“Não preciso comprar aquilo que Deus já quer me dar.”

E então voltar:

ao repouso,

à segurança,

à paz,

e à ideia central:

Eu compartilho a Vontade de Deus de felicidade para mim.