LIÇÃO 189 — SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA

Infográfico da Lição 189 de Um Curso em Milagres — Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 189 aprofunda diretamente a experiência iniciada na lição anterior.

Na Lição 188, afirmamos:

“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”

Hoje, damos mais um passo:

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.

A lição não nos pede que procuremos o Amor de Deus fora de nós.

Não precisamos encontrá-lo:

  • em alguma pessoa especial;
  • em um lugar sagrado;
  • em uma experiência extraordinária;
  • em uma visão;
  • em um fenômeno espiritual;
  • na aprovação dos outros;
  • em uma condição perfeita;
  • em um futuro distante.

O Amor de Deus está dentro de nós agora.

Talvez ainda não consigamos senti-lo claramente.

Talvez existam medos, defesas e julgamentos encobrindo essa experiência.

Mas não reconhecer o Amor não significa que ele esteja ausente.

A prática de hoje nos convida a aquietar a mente, abandonar temporariamente nossas definições e aproximar-nos de Deus com simplicidade e abertura.

O AMOR NÃO ESTÁ DISTANTE

A mente costuma imaginar Deus como alguém distante.

Ela pensa:

“Preciso tornar-me digno para chegar até Ele.”

“Primeiro devo corrigir todos os meus defeitos.”

“Talvez um dia eu alcance o Amor de Deus.”

“Deus está longe porque cometi muitos erros.”

A Lição 189 desfaz essa distância.

O Amor de Deus não precisa atravessar um espaço para chegar até nós.

Ele já está presente na mente que Deus criou.

Não estamos tentando chamar o Amor de um lugar distante.

Estamos tentando deixar de impedir seu reconhecimento.

SENTIR NÃO SIGNIFICA PRODUZIR UMA EMOÇÃO

A palavra sentir pode gerar uma cobrança.

A mente pergunta:

“E se eu não sentir nada durante a prática?”

“E se eu continuar ansioso?”

“E se não surgir uma emoção de amor?”

“Isso significa que Deus não está em mim?”

Não.

A experiência do Amor de Deus não precisa manifestar-se como uma emoção intensa.

Talvez seja percebida como:

  • um instante de silêncio;
  • diminuição da tensão;
  • ausência temporária de julgamento;
  • sensação de acolhimento;
  • disposição para perdoar;
  • clareza;
  • confiança;
  • serenidade;
  • reconhecimento de que não estamos sozinhos.

Não devemos determinar previamente a forma da experiência.

A prática não é uma tentativa de fabricar sentimentos.

É uma abertura para receber.

O AMOR DE DEUS NÃO DEPENDE DO NOSSO ESTADO EMOCIONAL

Podemos estar tristes e ainda assim permanecer envolvidos pelo Amor de Deus.

Podemos sentir medo sem ter sido abandonados.

Podemos estar confusos e continuar unidos à nossa Fonte.

Podemos sentir raiva sem perder para sempre nossa inocência.

Uma emoção dolorosa não possui o poder de romper nossa ligação com Deus.

Ela mostra apenas o estado que está presente em nossa consciência naquele momento.

Podemos reconhecer:

“Estou sentindo medo, mas o Amor de Deus continua em mim.”

“Estou triste, mas não estou separado da minha Fonte.”

“Ainda não percebo a paz, mas estou disposto a recebê-la.”

EXISTE UMA LUZ EM NÓS

A lição fala de uma luz interior que os olhos do corpo não conseguem ver.

Essa luz não pertence à aparência física.

Ela não depende:

  • da idade;
  • da saúde;
  • da beleza;
  • da personalidade;
  • das realizações;
  • da condição social;
  • da história pessoal.

Ela representa a presença do Amor e da paz em nossa verdadeira Identidade.

O mundo pode não reconhecê-la.

Nós mesmos podemos esquecê-la.

Mas o esquecimento não modifica a luz.

A LUZ NÃO PODE SER VISTA PELOS OLHOS DO CORPO

Os olhos percebem formas.

Eles veem:

  • corpos;
  • distâncias;
  • cores;
  • mudanças;
  • diferenças;
  • nascimento;
  • envelhecimento;
  • perda.

A luz interior não é um objeto.

Por isso, não precisamos esperar uma visão física para confirmar que ela existe.

A experiência pode surgir quando a mente deixa de insistir que somente aquilo que os olhos mostram é verdadeiro.

Fechamos os olhos não para rejeitar o mundo, mas para retirar temporariamente a atenção das aparências.

A MENTE VÊ ATRAVÉS DO PROPÓSITO

O corpo parece ver, mas é a mente que atribui significado.

Duas pessoas podem olhar para a mesma situação e perceber coisas diferentes.

Uma vê ameaça.

Outra vê um pedido de ajuda.

Uma vê fracasso.

Outra vê uma oportunidade de aprendizado.

Uma vê um inimigo.

Outra reconhece alguém agindo a partir do medo.

A percepção muda conforme o propósito escolhido.

Quando desejamos sentir o Amor de Deus, permitimos que o Amor se torne o novo ponto de referência para nossa visão.

O AMOR ILUMINA O MUNDO

Quando reconhecemos o Amor dentro de nós, o mundo começa a parecer diferente.

Talvez as formas não mudem imediatamente.

Mas sua interpretação pode mudar.

As pessoas deixam de ser apenas obstáculos.

Os erros deixam de ser provas de condenação eterna.

O passado deixa de ser uma sentença.

O futuro deixa de ser inteiramente ameaçador.

Os conflitos podem tornar-se oportunidades de escolher novamente.

O Amor interior não serve para nos afastar do mundo.

Ele permite que olhemos para o mundo com uma visão menos dominada pelo medo.

NÃO PRECISAMOS DEFINIR DEUS

Uma das orientações mais profundas desta lição é abandonar, durante a prática, nossas definições sobre Deus.

Ao longo da vida, podemos ter formado muitas imagens.

Talvez imaginemos Deus como:

  • um juiz;
  • uma autoridade punitiva;
  • alguém que observa nossos erros;
  • um ser distante;
  • uma força que precisa ser convencida;
  • alguém que concede amor a alguns e o nega a outros;
  • uma presença que exige sacrifício.

Mesmo definições aparentemente elevadas continuam limitadas pelas palavras.

A Lição 189 nos convida a deixar todos esses conceitos descansarem.

Não precisamos explicar Deus para aproximar-nos Dele.

Precisamos apenas estar dispostos a receber.

DEIXAR DE LADO O QUE PENSAMOS SER

A prática também pede que suspendamos nossas definições sobre nós mesmos.

Costumamos aproximar-nos de Deus carregando nomes e histórias:

“Sou culpado.”

“Sou uma pessoa espiritual.”

“Sou pecador.”

“Sou indigno.”

“Sou especial.”

“Sou vítima.”

“Sou alguém que precisa ser curado.”

“Sou alguém que já compreendeu tudo.”

Por alguns instantes, podemos deixar essas imagens de lado.

Não precisamos saber quem somos através dos conceitos do ego.

Podemos permitir que Deus revele nossa Identidade por meio da experiência do Amor.

VIR COM AS MÃOS VAZIAS

A lição utiliza uma imagem de profunda simplicidade: aproximar-nos de Deus sem trazer exigências.

Normalmente chegamos à oração com uma longa lista.

A mente diz:

“Faça isso acontecer.”

“Mude aquela pessoa.”

“Dê-me uma resposta específica.”

“Confirme aquilo em que já acredito.”

“Mostre-me um sinal.”

“Retire imediatamente este problema.”

Não existe erro em apresentar nossas necessidades.

Mas a prática de hoje propõe algo diferente.

Por alguns minutos, não pedir nenhuma forma específica.

Não exigir uma resposta predeterminada.

Não tentar negociar.

Apenas comparecer com disponibilidade.

MÃOS VAZIAS NÃO SIGNIFICAM DESAMPARO

Chegar com as mãos vazias não significa chegar sem valor.

Significa abandonar temporariamente aquilo que acreditamos precisar controlar.

As mãos vazias podem receber.

As mãos fechadas seguram:

  • expectativas;
  • julgamentos;
  • exigências;
  • imagens;
  • planos;
  • certezas;
  • medo;
  • necessidade de controle.

A prática pede que relaxemos as mãos interiores.

Não sabemos qual experiência precisamos receber.

Mas podemos confiar que o Amor não nos oferece algo prejudicial.

UMA MENTE ABERTA

Uma mente aberta não é uma mente que acredita indiscriminadamente em tudo.

É uma mente disposta a admitir:

“Talvez eu ainda não saiba perceber esta situação corretamente.”

Ela não abandona o discernimento.

Abandona a certeza arrogante de que sua interpretação é a única possível.

Podemos dizer:

“Não sei o que isto significa para minha cura.”

“Não sei qual percepção me libertará.”

“Estou disposto a receber outra maneira de ver.”

Essa abertura permite que a correção entre.

AQUIETAR-SE

A instrução essencial da lição é simples:

aquietar-se.

Não precisamos:

  • analisar todos os pensamentos;
  • resolver toda a vida;
  • explicar o passado;
  • antecipar o futuro;
  • imaginar Deus;
  • produzir uma experiência;
  • provar merecimento;
  • encontrar palavras perfeitas.

Por alguns momentos, podemos parar.

A quietude não obriga o Amor a aparecer.

Ela reduz o ruído que impedia seu reconhecimento.

O SILÊNCIO NÃO É AUSÊNCIA

Para o ego, o silêncio pode parecer vazio.

Ele pergunta:

“Se não estou pensando, o que restará?”

“Se não estou pedindo, Deus saberá do que preciso?”

“Se abandonar minhas imagens, como encontrarei uma resposta?”

Mas o silêncio não é ausência de Deus.

Pode ser justamente o espaço no qual deixamos de substituir Sua Presença pelos nossos próprios conceitos.

Não precisamos preencher cada instante com palavras.

Podemos permitir que a mente escute.

ESQUECER TEMPORARIAMENTE O MUNDO

Durante o exercício, somos convidados a deixar o mundo repousar.

Isso não significa negar nossas responsabilidades.

Ao final da prática, voltaremos a elas.

Mas, por alguns minutos, não precisamos carregar:

  • nosso nome;
  • nossa profissão;
  • nossos compromissos;
  • nossos relacionamentos;
  • nossos problemas;
  • nossas opiniões;
  • nossos diagnósticos;
  • nossas conquistas;
  • nossos fracassos.

Podemos permitir que tudo isso deixe de ocupar o centro da consciência.

O mundo não será prejudicado porque fizemos uma pausa.

Talvez retornemos a ele com mais clareza.

DEIXAR O PRÓPRIO CURSO DE LADO

Até mesmo os conceitos espirituais podem tornar-se obstáculos quando tentamos controlá-los intelectualmente.

Podemos ficar preocupados em:

  • compreender todas as palavras;
  • lembrar cada ensinamento;
  • comparar interpretações;
  • avaliar nosso progresso;
  • medir experiências;
  • saber se estamos praticando corretamente.

O Curso é um caminho.

Mas as palavras apontam para uma experiência que está além delas.

Durante a quietude, não precisamos pensar sobre o Curso.

Podemos permitir que aquilo que aprendemos nos conduza ao silêncio.

NÃO TRANSFORMAR A PRÁTICA EM TESTE

O ego pode utilizar a lição como uma avaliação espiritual.

Ele pensa:

“Hoje preciso sentir o Amor de Deus.”

“Se não sentir, fracassei.”

“Outras pessoas conseguem ter experiências profundas, mas eu não.”

“Talvez Deus não queira falar comigo.”

Esses pensamentos são apenas novas formas de julgamento.

A prática não é uma prova.

Podemos reconhecer:

“Não preciso produzir resultados. Preciso apenas oferecer disponibilidade.”

Se nada especial parecer acontecer, a lição ainda foi praticada.

Cada momento de abertura treina a mente.

O AMOR NÃO PRECISA SER CONQUISTADO

O ego acredita que o amor precisa ser merecido.

Ele estabelece condições:

“Serei amado se for bom o suficiente.”

“Deus me amará quando eu não cometer mais erros.”

“Preciso purificar-me antes de aproximar-me.”

Mas o Amor de Deus não é uma recompensa por desempenho.

Se precisássemos ser perfeitos antes de recebê-lo, ele não seria cura.

Seria apenas confirmação de uma perfeição já demonstrada no nível do comportamento.

O Amor nos alcança exatamente onde acreditamos não merecê-lo.

DEUS NÃO AMA UMA IMAGEM IDEAL DE NÓS

Talvez tenhamos construído uma personalidade espiritual para apresentar a Deus.

Tentamos parecer:

  • serenos;
  • bondosos;
  • evoluídos;
  • livres de dúvidas;
  • permanentemente perdoados;
  • sem raiva;
  • sem medo.

Mas não precisamos oferecer uma imagem.

Podemos chegar como estamos.

O Amor não se dirige à máscara.

Ele nos ajuda a retirar a máscara.

Podemos reconhecer honestamente:

“Estou com medo e quero recordar o Amor.”

“Ainda julgo, mas estou disposto a ver de outra maneira.”

“Não consigo sentir paz, mas quero permanecer aberto.”

O AMOR E AS EMOÇÕES DIFÍCEIS

Sentir o Amor de Deus não significa excluir nossas emoções.

O Amor cria espaço para acolhê-las sem condenação.

Quando surge tristeza, podemos dizer:

“Esta tristeza pode ser sustentada pelo Amor.”

Quando aparece medo:

“Não preciso enfrentar este medo sozinho.”

Quando sentimos culpa:

“Posso assumir responsabilidade sem negar minha dignidade.”

Quando há raiva:

“Posso ouvir o que esta raiva mostra sem transformá-la em ataque.”

O Amor não exige que estejamos emocionalmente perfeitos.

Ele nos encontra no processo.

O AMOR NÃO SUBSTITUI CUIDADOS NECESSÁRIOS

A prática espiritual não deve ser usada para rejeitar ajuda concreta.

Sentir o Amor de Deus não significa abandonar:

  • tratamento médico;
  • acompanhamento psicológico;
  • medicação prescrita;
  • orientação jurídica;
  • proteção;
  • apoio de pessoas confiáveis;
  • descanso;
  • limites;
  • ações práticas.

O Amor pode orientar-nos justamente a buscar o cuidado necessário.

A espiritualidade saudável não transforma sofrimento em obrigação de suportar tudo sozinho.

SENTIR O AMOR EM NOSSOS IRMÃOS

O Amor de Deus não está apenas em nós.

Ele permanece em todos os nossos irmãos.

Isso pode ser difícil de aceitar quando observamos comportamentos cruéis ou prejudiciais.

A lição não pede que neguemos os comportamentos.

Ela nos convida a não concluir que o erro modificou a criação de Deus.

Podemos pensar:

“Não aprovo o que essa pessoa fez.”

E, ao mesmo tempo:

“Não preciso acreditar que o Amor foi destruído para sempre em sua mente.”

Essa distinção preserva o discernimento e abre espaço para o perdão.

O AMOR NÃO EXCLUI NINGUÉM

O ego deseja um amor especial e seletivo.

Ele diz:

“Estas pessoas merecem amor.”

“Aquelas não merecem.”

“Amo quem me oferece aquilo que quero.”

“Retiro meu amor quando sou contrariado.”

O Amor de Deus não funciona como prêmio.

Ele não varia conforme o comportamento.

Isso não significa que devemos manter todas as pessoas próximas.

Podemos amar e afastar-nos.

Podemos desejar a cura de alguém e manter distância.

Podemos reconhecer a Fonte compartilhada e ainda estabelecer limites firmes.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 189

PREPARE-SE

Escolha um lugar tranquilo, se possível.

Sente-se confortavelmente.

Feche os olhos.

Respire sem tentar controlar excessivamente a respiração.

Diga lentamente:

Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

Não exija uma emoção.

Apenas ofereça disponibilidade.

DEIXE AS DEFINIÇÕES DESCANSAREM

Por alguns momentos, abandone as ideias sobre:

  • quem você é;
  • quem Deus é;
  • o que deveria sentir;
  • como a experiência deveria acontecer;
  • quanto já progrediu;
  • o que ainda precisa corrigir.

Se um conceito aparecer, reconheça-o e deixe-o passar.

ESVAZIE AS MÃOS

Observe o que está tentando controlar.

Talvez seja:

  • uma pessoa;
  • uma resposta;
  • uma decisão;
  • um resultado;
  • uma cura;
  • um reconhecimento;
  • um acontecimento futuro.

Diga interiormente:

“Por estes instantes, não exigirei uma forma específica.”

PERMANEÇA EM SILÊNCIO

Não procure palavras.

Não tente imaginar Deus.

Não force uma sensação.

Apenas permita que a mente repouse.

Se pensamentos surgirem, retorne suavemente:

Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

RECEBA

Diga:

“Não sei como o Amor deve ser experimentado. Estou disposto a receber.”

Depois fique em silêncio.

ESTENDA

Antes de concluir, pense em alguém.

Pode ser uma pessoa amada ou alguém com quem existe conflito.

Reconheça:

“O mesmo Amor que permanece em mim também permanece além das defesas do meu irmão.”

Então retorne ao dia.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 SEGUNDOS

Feche os olhos e respire.

Deixe o mundo repousar.

15–30 SEGUNDOS

Abandone a exigência de sentir algo especial.

Diga:

“Não preciso fabricar o Amor.”

30–45 SEGUNDOS

Reconheça:

“Posso recebê-lo com as mãos vazias.”

45–60 SEGUNDOS

Repita lentamente:

Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

Permaneça alguns segundos em silêncio.

PRÁTICA AO ACORDAR

Antes de olhar mensagens ou compromissos, coloque a mão sobre o coração, se isso ajudar.

Diga:

“Antes de pedir ao mundo que me complete, quero recordar o Amor que já está em mim.”

Respire.

Não procure uma experiência intensa.

Permita que a ideia acompanhe o início do dia.

PRÁTICA DIANTE DA CARÊNCIA

Quando pensar:

“Preciso que essa pessoa me ame para que eu tenha valor”,

não condene sua necessidade afetiva.

Reconheça:

“Desejar amor humano é natural, mas nenhuma pessoa precisa carregar a responsabilidade de criar meu valor.”

Depois recorde:

“O Amor de Deus está dentro de mim agora.”

Essa lembrança não elimina os relacionamentos.

Ela reduz a exigência de que outra pessoa nos salve.

PRÁTICA QUANDO SE SENTIR INDIGNO

Se surgir:

“Deus não pode me amar depois do que fiz”,

pergunte:

“Meu erro possui poder para modificar Deus?”

Assuma responsabilidade pelo que precisa ser corrigido.

Repare o que for possível.

Mas não transforme o erro em identidade eterna.

Diga:

“Posso precisar de correção, mas não estou fora do alcance do Amor.”

PRÁTICA EM UM CONFLITO

Antes de responder, pergunte:

  • Estou tentando receber amor através do ataque?
  • Quero ser compreendido enquanto me recuso a compreender?
  • Estou exigindo que o outro confirme meu valor?
  • Posso reconhecer minha necessidade sem acusar?
  • Qual resposta preservaria minha dignidade e a do outro?

Depois recorde:

“O Amor dentro de mim não precisa atacar para existir.”

PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO

Olhe para si mesmo sem corrigir imediatamente a imagem.

Observe os julgamentos:

“Não sou bonito o suficiente.”

“Estou envelhecendo.”

“Meu corpo deveria ser diferente.”

“Não gosto do que vejo.”

Respire.

Diga:

“Esta imagem não contém toda a minha Identidade.”

Depois:

“O Amor de Deus está dentro de mim agora.”

PRÁTICA COM UMA PESSOA DIFÍCIL

Pense em alguém que você ainda condena.

Não tente sentir afeto.

Diga apenas:

“Não sei ver esta pessoa completamente.”

Reconheça o comportamento que precisa de limite ou correção.

Depois acrescente:

“Além das suas defesas, o Amor de Deus não deixou de existir.”

Essa prática não absolve a pessoa de consequências.

Ela liberta sua mente de fazer da condenação uma identidade permanente.

EXERCÍCIO — MINHAS DEFINIÇÕES SOBRE DEUS

Pegue uma folha e escreva:

“QUEM APRENDI QUE DEUS ERA?”

Liste tudo o que vier à mente.

Por exemplo:

  • juiz;
  • pai amoroso;
  • autoridade;
  • punição;
  • proteção;
  • distância;
  • mistério;
  • presença;
  • silêncio;
  • medo.

Depois pergunte:

  • De onde veio cada definição?
  • Ela aproxima minha mente do Amor ou aumenta o medo?
  • Estou tentando limitar Deus a uma imagem?
  • Posso deixar essas definições descansarem durante a prática?

Finalize:

“Hoje não preciso definir Deus. Quero permitir que o Amor seja experimentado.”

EXERCÍCIO — QUEM PENSO QUE SOU?

Escreva:

“OS NOMES QUE DOU A MIM MESMO”

Liste:

  • seus papéis;
  • suas qualidades;
  • seus defeitos;
  • suas conquistas;
  • seus erros;
  • suas dores;
  • suas identidades sociais;
  • as opiniões recebidas dos outros.

Depois escreva:

“Tudo isso pode fazer parte da minha experiência, mas não contém toda a minha Identidade.”

Por alguns minutos, deixe os nomes descansarem.

EXERCÍCIO — AS MÃOS QUE PRECISAM SE ABRIR

Escreva:

“O QUE ESTOU TENTANDO CONTROLAR?”

Talvez apareçam:

  • uma pessoa;
  • uma resposta;
  • um relacionamento;
  • uma decisão;
  • uma oportunidade;
  • o futuro;
  • a opinião dos outros;
  • uma experiência espiritual.

Ao lado de cada item, escreva:

“Posso fazer minha parte sem controlar todo o resultado.”

Imagine suas mãos relaxando.

Não como sinal de desistência, mas de abertura.

EXERCÍCIO — RECEBER SEM PEDIR UMA FORMA

Durante alguns minutos, não peça nada específico.

Não peça que determinada pessoa volte.

Não peça que certo resultado aconteça.

Não peça um sinal.

Apenas diga:

“Pai, não sei qual forma servirá melhor à minha paz. Estou disposto a receber o Amor.”

Depois permaneça em silêncio.

Observe o desconforto de não controlar.

Permita que ele também seja acolhido.

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando a mente disser:

  • “Não sinto nada, então a prática não funcionou.”
  • “Preciso de uma experiência extraordinária.”
  • “Deus está distante.”
  • “Não mereço ser amado.”
  • “Preciso que alguém me complete.”
  • “Tenho que entender Deus antes de me aproximar.”
  • “Primeiro devo corrigir todos os meus defeitos.”
  • “Se ainda sinto medo, o Amor não está em mim.”
  • “Preciso controlar a resposta que receberei.”
  • “Minha identidade está em meus erros.”

Esses pensamentos não precisam ser combatidos.

Podemos observá-los e retornar à disponibilidade.

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Não preciso fabricar o Amor de Deus.
  • O Amor não depende do meu estado emocional.
  • Posso chegar como estou.
  • Não preciso definir Deus para receber Seu Amor.
  • Minhas mãos vazias estão abertas para receber.
  • Uma emoção não pode romper minha união com Deus.
  • Meu erro não me coloca fora do alcance do Amor.
  • Posso amar e ainda estabelecer limites.
  • A experiência não precisa assumir uma forma extraordinária.
  • Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

A LIÇÃO 189 E A LIÇÃO 188

Na Lição 188 afirmamos:

“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”

Hoje aprofundamos:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

Primeiro, reconhecemos a luz da paz.

Depois, aproximamo-nos da Fonte dessa luz.

Ontem:

a paz está em mim agora.

Hoje:

o Amor de Deus está em mim agora.

As duas lições retiram nossa busca do futuro e a trazem para o presente.

Não precisamos esperar.

Não precisamos procurar fora.

Não precisamos fabricar.

Precisamos aquietar-nos e permitir o reconhecimento.

O QUE VEM NA LIÇÃO 190

A próxima lição apresentará uma ideia desafiadora e libertadora:

“Escolho a alegria de Deus ao invés da dor.”

Depois de reconhecermos o Amor dentro de nós, seremos convidados a observar como a mente escolhe a dor através de suas interpretações e como pode escolher novamente.

A lição não culpabilizará quem sofre.

Ela mostrará que existe uma escolha no nível da percepção, mesmo quando as circunstâncias externas não podem ser imediatamente modificadas.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

hoje não quero chegar a Ti
carregando respostas prontas.

Quero deixar descansar
tudo aquilo que pensei sobre Ti
e tudo aquilo que pensei sobre mim.

Por alguns instantes,
não preciso definir quem sou.

Não preciso provar meu valor.

Não preciso esconder meus medos.

Não preciso fabricar uma experiência espiritual.

Quero aproximar-me com simplicidade.

Com as mãos abertas.

Com a mente disponível.

Entrego-Te minhas exigências,
meus planos
e as formas específicas
que pensei precisar receber.

Ensina-me a reconhecer o Amor
sem determinar como ele deve ser sentido.

Que eu não confunda tristeza com abandono.

Que eu não confunda medo com ausência de Deus.

Que eu não transforme meus erros
em provas de indignidade eterna.

Ajuda-me a chegar como estou.

Que o silêncio não me assuste.

Que minhas definições descansem.

Que minha mente se abra
para aquilo que as palavras não conseguem conter.

E que, mesmo sem uma experiência extraordinária,
eu possa recordar:

o Teu Amor não está distante.

Não está reservado para o futuro.

Não precisa ser conquistado.

O Teu Amor permanece dentro de mim agora.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte:

  • Procurei amor fora para confirmar meu valor?
  • Condenei-me por alguma emoção?
  • Tentei fabricar uma experiência espiritual?
  • Consegui ficar em silêncio sem pedir uma forma específica?
  • Qual definição sobre Deus apareceu em minha mente?
  • Que nome usei para limitar minha Identidade?
  • Houve algum instante de acolhimento ou quietude?
  • Consegui reconhecer o Amor além dos erros de alguém?
  • Coloquei algum limite sem retirar a dignidade do outro?
  • Posso descansar agora com as mãos interiores abertas?

Não avalie a lição perguntando:

“Senti o suficiente?”

Pergunte:

“Estive disposto a receber?”

A disposição é o começo da experiência.

LIÇÃO 189 — ESSÊNCIA

A ideia: Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

A direção: voltar-se para dentro em vez de procurar o Amor no mundo.

O equívoco: acreditar que precisamos produzir uma emoção especial.

A verdade: o Amor permanece mesmo quando não conseguimos senti-lo claramente.

A luz: uma presença interior que os olhos do corpo não podem perceber.

A quietude: suspender temporariamente pensamentos, definições e exigências.

As mãos vazias: abrir mão de controlar a forma da resposta.

A mente aberta: admitir que nossas interpretações podem ser incompletas.

A prática: aproximar-se de Deus sem imagens prontas e permanecer em silêncio.

O cuidado: não transformar a lição em teste, repressão emocional ou cobrança espiritual.

A extensão: reconhecer que o mesmo Amor permanece em todos os nossos irmãos.

A lembrança: não precisamos tornar-nos dignos daquilo que Deus já nos deu.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Passamos grande parte da vida tentando encontrar amor.

Procuramos nas pessoas.

Na aprovação.

Nos relacionamentos.

No reconhecimento.

No corpo.

Nas realizações.

Até mesmo nas experiências espirituais.

Pensamos:

“Quando alguém me amar da maneira certa, saberei que tenho valor.”

“Quando eu sentir algo extraordinário, saberei que Deus está comigo.”

“Quando me tornar uma pessoa melhor, merecerei o Amor.”

A Lição 189 interrompe essa busca.

Ela não diz que o amor humano não possui valor.

Também não nos pede que abandonemos os relacionamentos.

Ela apenas retira das pessoas e das formas uma responsabilidade impossível:

criar o Amor que Deus já colocou em nós.

Hoje não precisamos provar nada.

Não precisamos chegar diante de Deus com uma identidade perfeita.

Não precisamos parecer fortes, serenos ou espiritualmente avançados.

Podemos chegar como estamos.

Com dúvidas.

Com medo.

Com tristeza.

Com perguntas.

Mas também com disposição.

Por alguns momentos, deixamos o mundo repousar.

Deixamos o Curso repousar.

Deixamos nossas definições repousarem.

Não tentamos explicar Deus.

Não tentamos explicar a nós mesmos.

Não pedimos que o Amor assuma uma forma específica.

Apenas abrimos as mãos interiores.

Talvez não aconteça nada extraordinário.

Talvez haja apenas um instante de silêncio.

Uma respiração mais profunda.

Uma redução da culpa.

Uma disposição para não atacar.

Uma sensação simples de acolhimento.

Não despreze esse instante.

O Amor não precisa ser dramático para ser verdadeiro.

Ele não está distante.

Não foi retirado por causa dos nossos erros.

Não depende de nosso estado emocional.

Não precisa ser conquistado.

Hoje nos aquietamos e permitimos que a mente recorde:

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.