365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 188 apresenta uma declaração de profunda beleza:
A PAZ DE DEUS ESTÁ BRILHANDO EM MIM AGORA.
A palavra mais importante desta lição talvez seja:
agora.
A paz de Deus não está reservada para um futuro distante.
Não precisamos esperar:
- que todos os problemas sejam resolvidos;
- que as pessoas mudem;
- que o corpo esteja perfeito;
- que o passado seja esquecido;
- que tenhamos uma experiência extraordinária;
- que o mundo se torne completamente tranquilo;
- que alcancemos algum nível especial de evolução.
A paz de Deus está presente agora.
Talvez não a percebamos.
Talvez o medo, a culpa e os julgamentos pareçam encobri-la.
Mas aquilo que foi encoberto não foi destruído.
A prática de hoje não tenta fabricar a paz.
Ela nos ensina a reconhecer a luz que já está em nós.
POR QUE ESPERAR PELO CÉU?
A mente costuma colocar a felicidade no futuro.
Ela pensa:
“Um dia estarei em paz.”
“Quando resolver tudo, poderei descansar.”
“Quando me tornar uma pessoa melhor, Deus estará mais próximo.”
“Quando minha vida mudar, finalmente encontrarei serenidade.”
Assim, a paz permanece sempre adiada.
Existe sempre mais alguma coisa a corrigir antes que possamos recebê-la.
A Lição 188 questiona esse adiamento.
Se a paz vem de Deus e Deus não muda, por que precisaríamos esperar por ela?
Talvez estejamos esperando não porque a paz esteja ausente, mas porque ainda procuramos encontrá-la nas condições externas.
A PAZ NÃO VEM DE FORA
O ego ensina que a paz depende de uma organização perfeita do mundo.
Ele diz:
“Primeiro controle as circunstâncias.”
“Faça com que todos concordem com você.”
“Elimine todas as incertezas.”
“Garanta que nada seja perdido.”
“Consiga tudo o que deseja.”
“Somente depois você poderá estar em paz.”
Mas o mundo está sempre mudando.
Aquilo que hoje parece seguro pode mudar amanhã.
Uma pessoa pode nos aprovar agora e criticar depois.
Uma conquista pode produzir alegria e, pouco tempo depois, medo de perdê-la.
Se a paz depender da estabilidade das formas, será sempre frágil.
A paz de Deus não vem de fora porque sua Fonte está na mente.
A PAZ ESTÁ DENTRO
Dizer que a paz está dentro não significa que precisamos encontrá-la através da personalidade ou da força de vontade.
Também não significa repetir:
“Tenho que ficar calmo.”
A paz de Deus está em nós porque nossa mente permanece ligada à sua Fonte.
Ela pertence à nossa verdadeira Identidade.
Não precisamos criá-la.
Precisamos parar por alguns instantes e permitir que ela seja reconhecida.
É como o sol escondido por nuvens.
As nuvens podem ocupar nossa visão.
Mas não possuem o poder de apagar o sol.
O medo pode ocupar a consciência.
Mas não pode destruir a paz.
A PAZ BRILHA
A lição utiliza a imagem da paz como uma luz.
Ela não permanece fechada dentro de nós.
Quando é reconhecida, estende-se.
A luz não precisa empurrar a escuridão.
Ela simplesmente brilha.
Da mesma maneira, a paz não precisa lutar contra o conflito.
Ela precisa ser permitida.
Quando uma mente aceita a paz, começa a olhar para o mundo através dela.
As situações podem continuar exigindo decisões.
Os problemas práticos podem permanecer por algum tempo.
Mas a percepção já não parte exclusivamente do medo.
NÃO HÁ FRONTEIRA PARA A LUZ
A luz interior não fica limitada ao corpo.
Ela simboliza um estado da mente que alcança tudo aquilo que percebemos.
Quando escolhemos a paz, vemos de modo diferente:
- os nossos irmãos;
- os nossos erros;
- o passado;
- o futuro;
- o corpo;
- os conflitos;
- as decisões;
- o mundo.
A paz não muda necessariamente as formas de maneira instantânea.
Ela muda o significado que damos a elas.
Um problema deixa de ser uma sentença definitiva.
Um erro torna-se uma oportunidade de correção.
Um conflito pode transformar-se em ocasião de aprendizado.
Uma incerteza deixa de significar abandono.
O MUNDO REFLETE A MENTE QUE O VÊ
Quando estamos com medo, tudo parece ameaçador.
Um silêncio parece rejeição.
Uma demora parece abandono.
Uma crítica parece destruição.
Uma mudança parece perda.
Uma dúvida parece prova de fracasso.
Quando a mente está em paz,, as mesmas situações podem ser vistas com mais clareza.
Não porque se tornaram necessariamente agradáveis, mas porque deixamos de acrescentar a elas todos os significados produzidos pelo medo.
A percepção do mundo acompanha o estado da mente.
Por isso, a paz interior ilumina o mundo que vemos.
O MUNDO NÃO PRECISA SER DESTRUÍDO
O objetivo não é escapar fisicamente do mundo.
Também não precisamos odiar o corpo.
Não precisamos rejeitar as experiências humanas.
A lição nos convida a permitir que o mundo seja reinterpretado.
O mundo percebido através do ego parece um lugar de competição,, culpa e ameaça.
O mesmo mundo visto através do perdão pode tornar-se uma sala de aula.
Nele aprendemos:
- a retirar projeções;
- a abandonar julgamentos;
- a reconhecer pedidos de amor;
- a oferecer perdão;
- a escolher a paz;
- a recordar a unidade.
A luz interior não destrói as formas.
Ela lhes dá uma nova função.
NÃO PROCURE A LUZ COM OS OLHOS DO CORPO
A luz mencionada na lição não precisa ser uma luz física.
Algumas pessoas podem ter experiências visuais durante a meditação, mas isso não é necessário.
Não precisamos ver:
- cores;
- fachos luminosos;
- figuras;
- auras;
- imagens;
- fenômenos extraordinários.
A paz pode estar presente sem qualquer visão especial.
Talvez ela seja experimentada como:
- diminuição do medo;
- silêncio interior;
- ausência temporária de julgamento;
- relaxamento;
- clareza;
- disposição para perdoar;
- sensação de não estar sozinho;
- capacidade de responder sem atacar.
Não determine antecipadamente como a experiência deve acontecer.
FECHAR OS OLHOS PARA VER
A prática convida a retirar temporariamente a atenção das aparências externas.
Fechar os olhos simboliza a disposição de não depender apenas da visão do corpo.
Durante alguns minutos, não precisamos avaliar o mundo.
Não precisamos decidir:
“Isto é bom.”
“Aquilo é ruim.”
“Esta pessoa está certa.”
“Aquela está errada.”
“Isso me salvará.”
“Aquilo me destruirá.”
Podemos suspender as interpretações e voltar a atenção para a quietude.
A QUIETUDE NÃO É VAZIO
Algumas pessoas sentem desconforto quando a mente fica em silêncio.
O ego pergunta:
“O que acontecerá se eu parar de pensar em meus problemas?”
“Quem cuidará de tudo?”
“E se eu perder o controle?”
Mas a quietude não é abandono.
Ela é um intervalo no qual deixamos de alimentar pensamentos automáticos.
Não estamos fugindo das responsabilidades.
Estamos permitindo que a mente retorne a elas com mais clareza.
O AGORA NÃO É UM MOMENTO PERFEITO
A palavra agora não significa que o momento atual precisa ser externamente perfeito.
Talvez agora você esteja:
- cansado;
- preocupado;
- enfrentando uma perda;
- esperando uma resposta;
- vivendo um conflito;
- cuidando de alguém;
- atravessando uma mudança;
- sentindo medo.
A lição não afirma:
“A paz de Deus brilhará quando tudo isso terminar.”
Ela afirma:
“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”
A presença de uma dificuldade não prova a ausência da paz.
Ela apenas oferece uma situação na qual a paz pode ser escolhida e reconhecida.
NÃO PRECISO SENTIR PAZ PARA QUE ELA EXISTA
Em alguns dias, repetiremos a ideia e sentiremos serenidade.
Em outros, talvez não sintamos nada.
Podemos até sentir inquietação.
A prática não deve transformar-se em cobrança:
“Se a paz está em mim, por que ainda estou ansioso?”
“Estou fazendo a lição errada.”
“Deveria estar em um estado espiritual melhor.”
Esses pensamentos apenas acrescentam julgamento.
Podemos dizer:
“Embora eu ainda não reconheça plenamente a paz, estou disposto a considerar que ela permanece em mim.”
A disposição já abre uma pequena passagem.
SENTIMENTO E VERDADE NÃO SÃO A MESMA COISA
Nossos sentimentos são importantes e precisam ser acolhidos.
Mas eles não definem toda a verdade.
Sentir medo não significa que fomos abandonados por Deus.
Sentir culpa não prova que somos culpados eternamente.
Sentir solidão não significa que a união foi destruída.
Sentir ausência de paz não demonstra que a paz deixou de existir.
A emoção revela nossa experiência atual.
Ela não possui autoridade para modificar nossa Identidade.
A PAZ NÃO É PRODUZIDA PELA REPRESSÃO
Reconhecer a paz interior não significa empurrar emoções dolorosas para longe.
Não precisamos dizer:
“Não posso sentir tristeza porque estudo o Curso.”
“Não deveria estar com medo.”
“Uma pessoa espiritual não sente raiva.”
Isso produziria mais conflito.
Podemos reconhecer:
“Estou sentindo medo.”
E acrescentar:
“Esse medo não contém toda a verdade sobre mim.”
Podemos sentir a emoção sem fazer dela nossa única identidade.
A paz oferece um espaço no qual os sentimentos podem ser observados sem condenação.
A LUZ EM MIM ABENÇOA O MUNDO
Na lição anterior aprendemos:
“Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.”
Agora compreendemos que a bênção nasce da luz interior.
Quando a paz brilha em nós, ela ilumina nossa percepção do mundo.
Uma mente menos condenadora oferece uma presença diferente.
Uma pessoa que não reage automaticamente interrompe uma sequência de conflito.
Uma palavra serena pode impedir que o ataque cresça.
Um limite claro pode ser colocado sem produzir humilhação.
Uma escolha interior pode gerar efeitos que não conseguimos medir.
NÃO PRECISO CONVENCER NINGUÉM
A paz não precisa ser imposta.
Não precisamos provar que somos espirituais.
Não precisamos convencer os outros a ver como vemos.
A luz simplesmente é oferecida através da nossa presença e das nossas escolhas.
Podemos ensinar paz:
- escutando;
- recusando a agressão;
- falando com clareza;
- pedindo desculpas;
- abandonando uma acusação;
- sendo honestos;
- respeitando limites;
- não respondendo imediatamente;
- permitindo que alguém tenha seu próprio processo.
A paz brilha sem exigir reconhecimento.
NÃO TRANSFORMAR A PAZ EM SUPERIORIDADE
O ego pode apropriar-se até mesmo da serenidade.
Ele pensa:
“Sou mais evoluído porque permaneço calmo.”
“Os outros ainda vivem no medo.”
“Eu tenho luz; eles não têm.”
Esse pensamento contradiz a própria lição.
A paz de Deus não é uma qualidade especial reservada a algumas pessoas.
Ela está presente em toda mente porque pertence à criação de Deus.
Quando a reconhecemos em nós, começamos a reconhecê-la também nos outros, ainda que esteja encoberta.
A luz não estabelece uma hierarquia espiritual.
Ela revela a unidade.
A PAZ NÃO É PASSIVIDADE
Estar em paz não significa não agir.
A paz pode inspirar:
- uma decisão firme;
- uma denúncia;
- uma mudança;
- um pedido de ajuda;
- uma conversa necessária;
- o encerramento de uma situação nociva;
- a proteção de alguém;
- a busca de tratamento;
- uma reparação.
A diferença é que a ação não precisa nascer da condenação.
Podemos agir com firmeza sem entregar a mente ao ódio.
A paz não impede a ação correta.
Ela impede que o ataque seja confundido com força.
A LUZ REINTERPRETA O PASSADO
Quando olhamos para o passado através da culpa, vemos uma coleção de provas contra nós e contra os outros.
A mente repete:
“Isso nunca deveria ter acontecido.”
“Não posso perdoar.”
“Meu erro destruiu tudo.”
“Jamais serei livre dessa história.”
A luz da paz não muda os acontecimentos passados.
Ela muda a função que atribuímos a eles.
O passado pode deixar de ser uma prisão e transformar-se em oportunidade de aprendizado e perdão.
Não precisamos carregar uma antiga interpretação para sempre.
A LUZ ILUMINA O FUTURO
O medo projeta escuridão sobre o futuro.
Ele diz:
“Algo ruim acontecerá.”
“Não estarei preparado.”
“Vou perder tudo.”
“Não conseguirei suportar.”
A paz não promete que todas as formas ocorrerão como desejamos.
Ela nos recorda que não precisamos caminhar sozinhos.
Em vez de exigir garantias absolutas, podemos perguntar:
“Qual é o próximo passo que posso dar em paz?”
O futuro deixa de ser uma ameaça completa e volta a ser um espaço ainda não definido.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 188
PREPARE-SE
Sente-se confortavelmente.
Feche os olhos, se isso ajudar.
Respire de maneira natural.
Não procure produzir sensações especiais.
Diga lentamente:
A paz de Deus está brilhando em mim agora.
Permita alguns segundos de silêncio.
RETIRE A ATENÇÃO DO MUNDO
Por alguns minutos, deixe repousar:
- os problemas;
- os nomes;
- os papéis;
- as preocupações;
- as imagens;
- os planos;
- as interpretações.
Você não está negando essas coisas.
Está apenas permitindo um intervalo.
VOLTE-SE PARA DENTRO
Não procure uma imagem específica.
Apenas reconheça:
“Existe em mim uma paz que não depende do mundo.”
Se outros pensamentos surgirem, não lute.
Diga novamente:
A paz de Deus está brilhando em mim agora.
PERMITA QUE A PAZ SE ESTENDA
Pense em alguém que você ama.
Permita que a paz o inclua.
Pense em alguém que lhe é indiferente.
Inclua essa pessoa também.
Se for possível, pense em alguém com quem existe conflito.
Não force afeto.
Apenas reconheça:
“A paz de Deus também permanece além das defesas dessa pessoa.”
RETORNE AO DIA
Abra os olhos lentamente.
Leve a ideia para suas atividades.
Não deixe a paz presa ao período de meditação.
Permita que ela influencie sua forma de falar, escolher e responder.
MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS
0–15 SEGUNDOS
Feche os olhos e observe a mente.
Não tente corrigir nada.
15–30 SEGUNDOS
Respire e diga:
“A paz não precisa ser criada.”
30–45 SEGUNDOS
Recorde:
“Ela está em mim agora.”
45–60 SEGUNDOS
Diga lentamente:
A paz de Deus está brilhando em mim agora.
Abra os olhos e permita que essa lembrança acompanhe sua próxima ação.
PRÁTICA AO ACORDAR
Antes de tocar no telefone ou recordar todas as obrigações, permaneça alguns instantes em silêncio.
Diga:
“Antes que eu veja o mundo através das preocupações, quero reconhecer a paz em mim.”
Depois repita a ideia da lição.
Comece o dia levando luz à percepção, em vez de permitir que o medo determine imediatamente o significado de tudo.
PRÁTICA DIANTE DE UMA NOTÍCIA DIFÍCIL
Quando receber uma notícia que desperte medo, não tente fingir tranquilidade.
Respire.
Reconheça:
“Isso me perturbou.”
Depois pergunte:
“Posso permitir que a paz permaneça comigo enquanto compreendo o que precisa ser feito?”
A paz não exige uma resposta instantânea.
Talvez o primeiro passo seja apenas não reagir impulsivamente.
PRÁTICA EM UM CONFLITO
Antes de responder, recorde:
“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”
Pergunte:
- Quero iluminar ou aumentar este conflito?
- Posso falar sem atacar a identidade do outro?
- É necessário responder agora?
- Qual limite preserva a paz?
- Estou tentando corrigir ou punir?
Depois escolha a ação mais clara que puder.
PRÁTICA QUANDO A MENTE ESTIVER ACELERADA
Não tente responder a todos os pensamentos.
Eles podem aparecer em sequência:
“E se isso acontecer?”
“Preciso resolver aquilo.”
“Não posso esquecer disso.”
“Tudo está fora de controle.”
Interrompa gentilmente.
Diga:
“Não preciso solucionar todos os pensamentos neste instante.”
Volte à ideia:
A paz de Deus está brilhando em mim agora.
PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO
Olhe para sua imagem.
Observe as avaliações que surgem.
“Estou cansado.”
“Estou envelhecendo.”
“Não gosto disso.”
“Preciso mudar aquilo.”
Não discuta com os pensamentos.
Apenas reconheça que a imagem refletida não contém toda a sua Identidade.
Diga:
“A luz em mim não é determinada pela aparência do corpo.”
PRÁTICA COM UMA PESSOA DIFÍCIL
Traga à mente alguém que você julga.
Observe a imagem que criou dessa pessoa.
Talvez pareça escura, ameaçadora ou culpada.
Não tente transformá-la artificialmente.
Diga apenas:
“Minha percepção não contém toda a verdade.”
Depois acrescente:
“A paz de Deus permanece nela, ainda que eu não consiga reconhecê-la agora.”
Essa pequena disposição já começa a abrir espaço para outra visão.
EXERCÍCIO — ONDE TENHO PROCURADO A PAZ?
Pegue uma folha e escreva:
“ESTAREI EM PAZ QUANDO…”
Complete a frase livremente.
Por exemplo:
- quando alguém mudar;
- quando receber uma resposta;
- quando tiver mais dinheiro;
- quando terminar um projeto;
- quando meu corpo melhorar;
- quando o passado deixar de doer;
- quando o futuro estiver garantido;
- quando todos me compreenderem.
Depois escreva:
“Essas condições podem ser desejáveis, mas não precisam ser a fonte da minha paz.”
Finalize:
“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”
EXERCÍCIO — AS NUVENS E O SOL
Desenhe um sol no centro de uma folha.
Dentro dele, escreva:
PAZ DE DEUS
Ao redor, desenhe nuvens e escreva nelas aquilo que parece encobrir a paz:
- medo;
- culpa;
- julgamento;
- pressa;
- ressentimento;
- preocupação;
- controle;
- comparação.
Depois escreva:
“As nuvens podem encobrir minha visão, mas não podem destruir a luz.”
EXERCÍCIO — LEVANDO LUZ À SITUAÇÃO
Escolha uma dificuldade e responda:
- Como vejo essa situação quando estou com medo?
- Que conclusões automáticas tenho repetido?
- O que estou tratando como certeza sem possuir certeza?
- Como eu agiria se recordasse que a paz ainda está disponível?
- Qual seria o próximo passo sem ataque?
- O que posso entregar ao Espírito Santo?
Não procure uma resposta perfeita.
Procure apenas uma interpretação um pouco menos dominada pelo medo.
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando a mente disser:
- “Só terei paz quando tudo estiver resolvido.”
- “Não posso descansar agora.”
- “Minha paz depende dessa pessoa.”
- “Preciso controlar o futuro.”
- “Se estou ansioso, significa que fracassei espiritualmente.”
- “A escuridão que vejo é toda a realidade.”
- “Preciso ter uma experiência extraordinária.”
- “A paz está distante.”
- “Deus me abandonou.”
- “Nada pode iluminar esta situação.”
Esses pensamentos são nuvens.
Não precisamos atacá-los.
Precisamos recordar que o sol permanece além deles.
FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA
- A paz não precisa ser criada; precisa ser permitida.
- Não preciso esperar por um futuro perfeito.
- As nuvens não podem destruir o sol.
- Uma emoção não contém toda a verdade sobre mim.
- Posso sentir medo sem fazer dele minha identidade.
- A paz não impede a ação correta.
- Posso levar luz a esta situação.
- Minha percepção pode ser reinterpretada.
- A luz em mim inclui todos os meus irmãos.
- A paz de Deus está brilhando em mim agora.
A LIÇÃO 188 E A LIÇÃO 187
Na Lição 187 aprendemos:
“Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.”
Agora reconhecemos a Fonte dessa bênção:
“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”
Primeiro, compreendemos que aquilo que oferecemos também recebemos.
Agora, reconhecemos que a paz que oferecemos já está presente em nós.
Ontem:
estendo a bênção.
Hoje:
reconheço a luz da qual essa bênção nasce.
A paz não vem do mundo para entrar em nós.
Ela é reconhecida dentro e, então, estende-se à nossa percepção do mundo.
O QUE VEM NA LIÇÃO 189
A próxima lição aprofundará diretamente esta experiência:
“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”
Depois de reconhecermos a paz brilhando em nossa mente, seremos convidados a sentir o Amor que permanece em nós.
A direção continua sendo a mesma:
- não procurar fora;
- não esperar pelo futuro;
- não tentar fabricar;
- permitir o reconhecimento agora.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
muitas vezes coloquei a paz no futuro.
Pensei que poderia descansar
somente quando todos os problemas fossem resolvidos,
quando as pessoas mudassem
e quando eu pudesse controlar o caminho.
Hoje quero parar de esperar.
Talvez eu ainda perceba nuvens de medo,
culpa, preocupação e julgamento.
Mas não quero confundi-las
com toda a realidade.
Ajuda-me a recordar
que a Tua paz permanece em mim.
Que eu não a transforme em obrigação.
Que eu não condene minhas emoções.
Que eu não tente parecer sereno
quando ainda preciso de ajuda.
Ensina-me a reconhecer a paz
mesmo em meio ao aprendizado.
Que a luz em minha mente
alcance meus pensamentos,
minhas palavras
e todas as pessoas que eu encontrar.
Que eu possa agir com firmeza sem atacar.
Estabelecer limites sem condenar.
Olhar para o passado sem permanecer aprisionado.
Olhar para o futuro sem entregá-lo ao medo.
Hoje não preciso fabricar a luz.
Preciso apenas permitir
que aquilo que vem de Ti
seja reconhecido em mim.
A Tua paz não está distante.
Ela não pertence apenas ao futuro.
Ela está brilhando em mim agora.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
A PAZ DE DEUS ESTÁ BRILHANDO EM MIM AGORA.
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, pergunte:
- Em que lugar procurei paz hoje?
- Coloquei minha serenidade sob alguma condição?
- Houve um instante em que reconheci a paz dentro de mim?
- Consegui fazer uma pausa antes de reagir?
- Permiti que uma situação fosse reinterpretada?
- Condenei-me por sentir medo ou tristeza?
- Levei mais luz ou mais conflito a alguma relação?
- Recordei que a paz também permanece em meus irmãos?
- Qual nuvem pareceu esconder a luz?
- Posso entregar essa nuvem agora?
Não avalie a prática pelo tamanho da experiência.
Talvez você tenha reconhecido a paz por apenas alguns segundos.
Esse instante já demonstra que ela não estava ausente.
LIÇÃO 188 — ESSÊNCIA
A ideia: A paz de Deus está brilhando em mim agora.
A palavra central: agora.
O equívoco: acreditar que a paz depende de um futuro perfeito.
A busca inútil: procurar no mundo a Fonte da paz.
A verdade: a paz já está presente na mente que permanece unida a Deus.
A imagem: o sol continua brilhando mesmo quando as nuvens encobrem nossa visão.
As nuvens: medo, culpa, julgamento, ansiedade, ressentimento e controle.
A luz: a paz que não precisa ser criada nem conquistada.
A prática: fechar os olhos, aquietar a mente e voltar a atenção para dentro.
A extensão: reconhecer a paz em nós permite que ela ilumine nossa percepção do mundo.
O cuidado: não transformar a prática em repressão emocional ou superioridade espiritual.
A lembrança: não precisamos esperar para receber aquilo que Deus já nos deu.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Passamos muito tempo esperando.
Esperando que os problemas terminem.
Esperando que alguém mude.
Esperando que o corpo melhore.
Esperando que o passado deixe de doer.
Esperando uma garantia sobre o futuro.
Esperando o momento em que finalmente poderemos dizer:
“Agora tudo está bem, por isso posso ter paz.”
A Lição 188 inverte essa lógica.
Ela não diz que a paz virá quando o mundo estiver perfeitamente organizado.
Ela afirma que a paz de Deus está brilhando em nós agora.
Talvez existam nuvens.
Talvez ainda haja pensamentos acelerados.
Talvez uma situação precise de atenção e ação.
Nada disso possui o poder de apagar a luz.
O medo pode dificultar nosso reconhecimento.
Mas não pode mudar aquilo que Deus colocou em nós.
Hoje não precisamos negar nossas emoções.
Também não precisamos esperar que elas desapareçam completamente.
Podemos acolhê-las dentro de um espaço maior.
Podemos dizer:
“Existe medo em minha experiência, mas também existe em mim uma paz que o medo não pode destruir.”
A paz não nos afasta do mundo.
Ela nos ajuda a retornar a ele com uma nova percepção.
Nossa voz pode tornar-se mais serena.
Nossos limites podem tornar-se mais claros.
Nossas decisões podem nascer de menos medo.
Nossos irmãos podem deixar de parecer apenas inimigos.
O passado pode receber outra função.
O futuro pode deixar de ser uma ameaça absoluta.
Não precisamos produzir um fenômeno extraordinário.
Talvez a luz brilhe hoje como um único instante sem julgamento.
Como uma respiração antes da resposta.
Como a decisão de não enviar uma mensagem agressiva.
Como a disposição de pedir ajuda.
Como o reconhecimento de que não estamos sozinhos.
Esse instante é suficiente para começar.
A paz não está distante.
Não está presa ao passado.
Não está reservada para o futuro.
Não precisa ser conquistada.
