LIÇÃO 187 — ABENÇOO O MUNDO PORQUE ABENÇOO A MIM MESMO

Infográfico da Lição 187 de Um Curso em Milagres — Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 187 apresenta uma verdade que contraria a lógica habitual do mundo:

ABENÇOO O MUNDO PORQUE ABENÇOO A MIM MESMO.

O mundo ensina que dar significa perder.

Se entregamos alguma coisa, ficamos sem ela.

Se outra pessoa recebe mais, parece sobrar menos para nós.

Se alguém vence, alguém precisa perder.

Essa lógica pode ser aplicada aos objetos materiais, mas a lição mostra que ela não se aplica às dádivas de Deus.

Quando oferecemos:

  • amor;
  • perdão;
  • paz;
  • compreensão;
  • gentileza;
  • inocência;
  • esperança;
  • ausência de julgamento;

não ficamos com menos.

Ao contrário, reconhecemos que essas dádivas já existem em nós.

Aquilo que verdadeiramente damos é aquilo que conservamos.

DAR E RECEBER SÃO A MESMA COISA

Esta é uma das ideias fundamentais de Um Curso em Milagres.

No sistema de pensamento do ego, dar e receber são movimentos opostos.

O ego afirma:

“Se eu der, perderei.”

“Se o outro ganhar, sobrará menos para mim.”

“Preciso guardar aquilo que valorizo.”

“Não posso oferecer demais, pois ficarei sem nada.”

No sistema de pensamento do Espírito Santo, dar e receber acontecem juntos.

Quando oferecemos paz, reforçamos a paz em nossa própria mente.

Quando oferecemos perdão, reconhecemos que também podemos ser perdoados.

Quando olhamos para alguém sem condenação, libertamos nossa mente da função de acusadora.

Quando abençoamos, aceitamos a bênção.

Por isso:

abençoar o mundo é abençoar a nós mesmos.

O QUE SIGNIFICA ABENÇOAR?

Abençoar não significa negar o sofrimento ou fingir que todas as atitudes são corretas.

Também não significa permanecer passivo diante de injustiças.

Abençoar é recusar-se a utilizar o erro como prova de que alguém perdeu para sempre sua inocência essencial.

É olhar para uma pessoa e reconhecer:

“Além do medo, dos erros e das defesas, existe uma Identidade que Deus não modificou.”

Podemos desaprovar um comportamento e ainda assim não condenar todo o Ser.

Podemos estabelecer limites e manter a lembrança de que o outro também possui uma Fonte em Deus.

Podemos procurar Justiça sem transformar o ódio em nosso guia.

ABENÇOAR NÃO É APROVAR TUDO

Existe uma diferença importante entre abençoar e aprovar.

Aprovar significa considerar determinada conduta correta ou aceitável.

Abençoar significa não transformar o erro cometido na identidade eterna de quem o praticou.

Podemos dizer:

“Esse comportamento precisa parar.”

Sem pensar:

“Essa pessoa não possui qualquer valor.”

Podemos reconhecer:

“Isso exige responsabilização.”

Sem concluir:

“Quero que essa pessoa sofra para sempre.”

Podemos afastar-nos de uma situação prejudicial sem manter nossa mente presa ao desejo de vingança.

A bênção não elimina o discernimento.

Ela retira o ódio do discernimento.

NÃO DAMOS AQUILO QUE NÃO TEMOS

Se desejamos oferecer paz, precisamos primeiro aceitar que a paz está disponível em nossa mente.

Se queremos oferecer perdão, precisamos permitir que o perdão também alcance a nós mesmos.

Não podemos ensinar verdadeiramente:

“Você é inocente”

enquanto acreditamos:

“Mas eu sou culpado e imperdoável.”

Também não podemos ensinar:

“Eu mereço amor”

enquanto afirmamos:

“Mas aquela pessoa não merece.”

O que oferecemos revela aquilo que acreditamos possuir.

Quando damos culpa, reforçamos a crença na culpa.

Quando damos medo, confirmamos que o medo parece real.

Quando damos amor, reconhecemos que o Amor está presente.

TUDO O QUE DAMOS É DADO A NÓS MESMOS

Cada pensamento que dirigimos a outra pessoa permanece primeiro em nossa mente.

Se pensamos:

“Você é culpado e merece sofrer”,

nossa mente aprende que a culpa é real e que o sofrimento é uma punição legítima.

Mais tarde, quando reconhecemos nossos próprios erros, aplicamos a mesma regra a nós.

Se pensamos:

“Um erro pode ser corrigido sem destruir a dignidade de quem o cometeu”,

nossa mente aprende uma regra diferente.

Então, quando erramos, existe espaço para responsabilidade sem condenação.

Tudo o que ensinamos aos outros é também ensinado a nós.

A LEI DA EXTENSÃO

O amor se fortalece quando é estendido.

Não porque precisamos fabricar amor, mas porque o reconhecemos ao compartilhá-lo.

Uma ideia pode ser dada sem ser perdida.

Se compartilhamos um conhecimento, continuamos possuindo-o.

Se oferecemos uma palavra de esperança, a esperança permanece conosco.

Se ensinamos paz, nossa própria mente escuta o ensinamento.

As dádivas espirituais não obedecem à lógica da escassez.

Quanto mais as oferecemos, mais claramente reconhecemos sua presença.

O EGO ACREDITA NA ESCASSEZ

O ego foi construído sobre a crença de que algo foi perdido.

Por isso, ele olha para o mundo e procura recuperar aquilo que acredita não possuir.

Ele pensa:

“Não existe amor suficiente.”

“Não existe reconhecimento suficiente.”

“Não existe segurança suficiente.”

“Preciso tomar alguma coisa para me completar.”

Dessa crença surgem:

  • competição;
  • comparação;
  • inveja;
  • controle;
  • possessividade;
  • acúmulo;
  • medo de perder;
  • necessidade de superioridade.

A Lição 187 oferece uma correção:

aquilo que é verdadeiramente valioso não diminui quando é compartilhado.

GUARDAR NÃO GARANTE QUE CONSERVAREMOS

O mundo ensina que protegemos alguma coisa mantendo-a somente para nós.

Isso pode fazer sentido para determinados objetos e recursos materiais.

Mas, no campo da mente, aquilo que tentamos guardar sem compartilhar parece desaparecer da nossa consciência.

Se exigimos amor, mas não queremos oferecê-lo, fortalecemos a sensação de carência.

Se queremos perdão, mas insistimos em condenar, continuamos acreditando na culpa.

Se desejamos paz, mas oferecemos ataque, ensinamos a nós mesmos que a paz não está presente.

Para conservar uma dádiva espiritual, precisamos estendê-la.

PROTEJA AQUILO QUE VALORIZA OFERECENDO-O

Se você valoriza a paz, ofereça paz.

Se valoriza o respeito, pratique respeito.

Se valoriza a compreensão, procure compreender.

Se valoriza o perdão, esteja disposto a perdoar.

Se valoriza a esperança, ajude alguém a recordá-la.

Isso não significa dar sem limites ou abandonar o autocuidado.

Significa permitir que seus pensamentos e suas ações demonstrem aquilo que você deseja reconhecer em si.

A mente aprende através do que ensina.

A ILUSÃO DO SACRIFÍCIO

A lição também questiona a crença de que seguir o caminho de Deus exige sacrifício.

O ego afirma:

“Se escolher a paz, terei que abrir mão de alguma coisa valiosa.”

“Se perdoar, perderei meu direito de estar certo.”

“Se abandonar o ataque, ficarei vulnerável.”

“Se não controlar, tudo será tirado de mim.”

“Se servir a Deus, perderei minha liberdade.”

Mas o que realmente abandonamos ao escolher a paz?

Abandonamos:

  • ressentimento;
  • culpa;
  • medo;
  • necessidade de vingança;
  • conflitos;
  • exigências impossíveis;
  • tentativas exaustivas de controle.

Perder aquilo que produz sofrimento não é sacrifício.

É libertação.

O MUNDO NÃO PODE OFERECER O QUE DEUS DÁ

Muitas coisas do mundo possuem valor relativo.

Precisamos de alimento, abrigo, recursos, cuidado e relações saudáveis.

A lição não exige que neguemos essas necessidades.

Ela questiona a crença de que alguma forma temporária possa oferecer a plenitude permanente que buscamos.

O mundo pode oferecer conforto passageiro.

Mas não pode garantir uma paz que nunca muda.

Pode oferecer reconhecimento.

Mas não pode criar nosso valor.

Pode oferecer companhia.

Mas não pode substituir nossa união com Deus.

Pode oferecer proteção ao corpo.

Mas não pode alterar nossa Identidade eterna.

NÃO SOMOS CHAMADOS A PERDER

Deus não exige que Seus Filhos percam para provar amor.

O sacrifício pertence ao sistema de pensamento do ego.

O ego acredita:

“Para alguém receber, outro precisa ficar sem.”

“Para ser bom, preciso sofrer.”

“Para amar, devo abandonar completamente minhas necessidades.”

“Para servir, não posso ter limites.”

A bênção verdadeira não exige autodestruição.

Podemos oferecer amor sem aceitar abuso.

Podemos ajudar sem nos abandonar.

Podemos compartilhar sem ignorar responsabilidades.

Podemos servir sem construir uma identidade de mártir.

DAR NÃO É ABANDONAR A SI MESMO

A ideia de dar pode ser distorcida quando acreditamos que precisamos dizer sim a tudo.

Dar não significa:

  • aceitar exploração;
  • tolerar violência;
  • permanecer em situações perigosas;
  • assumir obrigações alheias;
  • permitir manipulação;
  • abandonar o próprio discernimento;
  • oferecer aquilo que não temos condições de oferecer;
  • fazer pelo outro o que cabe a ele realizar.

A bênção pode assumir a forma de um não.

Pode ser um afastamento.

Pode ser um limite.

Pode ser uma conversa firme.

O que determina a bênção não é apenas a forma externa, mas o propósito de não aumentar o medo e a culpa.

O MÁRTIR NÃO ABENÇOA

O ego pode transformar o sacrifício em virtude.

A pessoa pensa:

“Quanto mais eu sofrer, mais amoroso serei.”

“Preciso suportar tudo para ser espiritual.”

“Meu valor está em nunca cuidar de mim.”

“Se colocar limites, serei egoísta.”

Mas o martírio ensina que o amor exige perda.

E aquilo que ensinamos também aprendemos.

Se acreditamos que amar é sofrer, começamos a temer o amor.

A bênção verdadeira não pede que um Filho de Deus seja destruído para que outro seja beneficiado.

NINGUÉM PERDE COM AS DÁDIVAS DE DEUS

Quando a paz é oferecida, todos podem ganhar.

Quando o perdão é aceito, ninguém precisa ser humilhado.

Quando a verdade é ensinada com amor, ela não diminui quem ensina nem quem aprende.

As dádivas de Deus diferenciam-se das coisas materiais porque são completamente compartilháveis.

Elas não podem ser possuídas por uma pessoa e negadas a todas as outras.

A paz pertence a todos.

O perdão está disponível a todos.

A inocência é compartilhada por todos.

O QUE OFEREÇO AO MUNDO?

A prática de hoje nos convida a observar não apenas o que fazemos, mas o que oferecemos mentalmente.

Durante o dia, podemos oferecer:

  • julgamentos;
  • expectativas;
  • irritação;
  • comparações;
  • suspeitas;
  • exigências;
  • confiança;
  • paciência;
  • compreensão;
  • perdão;
  • paz.

Mesmo sem falar, estamos ensinando à nossa própria mente como o mundo deve ser percebido.

Se olhamos para todos como ameaças, fortalecemos um mundo ameaçador.

Se procuramos reconhecer pedidos de amor, abrimos espaço para uma percepção curada.

ABENÇOAR QUEM AMAMOS É FÁCIL

É natural desejar o bem às pessoas de quem gostamos.

Pensamos:

“Que ela seja feliz.”

“Que ele fique protegido.”

“Que tudo dê certo para quem amo.”

Entretanto, a bênção da lição não pode permanecer limitada ao círculo daqueles que aprovamos.

Se oferecemos inocência apenas aos nossos amigos, ainda acreditamos que a inocência pode ser distribuída seletivamente.

A prática aprofunda-se quando incluímos alguém que julgamos.

ABENÇOAR UMA PESSOA DIFÍCIL

Pense em alguém que desperta ressentimento.

Talvez sua mente diga:

“Essa pessoa não merece minha bênção.”

Observe esse pensamento.

Você não precisa sentir afeto nem negar o que aconteceu.

Comece com algo simples:

“Não quero continuar usando essa pessoa para ensinar culpa à minha própria mente.”

Depois experimente:

“Que eu possa vê-la além do erro, sem abandonar o discernimento.”

A bênção pode começar como disposição.

Não precisa começar como emoção.

PERDOAR LIBERTA QUEM PERDOA

Quando mantemos alguém aprisionado à culpa, permanecemos mentalmente ligados ao acontecimento.

Repetimos a história.

Reconstruímos acusações.

Imaginamos discussões.

Tentamos provar novamente que estamos certos.

O outro pode nem estar presente, mas continua ocupando nossa mente.

O perdão retira de nós a função de carcereiro.

Ao libertarmos a imagem do outro da condenação eterna, libertamos nossa mente da necessidade de vigiar a prisão.

Por isso, ao abençoarmos o mundo, abençoamos a nós mesmos.

A BÊNÇÃO E A RESPONSABILIDADE

A bênção não elimina consequências.

Uma pessoa pode precisar:

  • reconhecer o erro;
  • reparar um dano;
  • responder legalmente;
  • modificar seu comportamento;
  • respeitar um limite;
  • afastar-se;
  • procurar tratamento.

Perdão e responsabilidade não são opostos.

A condenação afirma:

“Você é o seu erro.”

A responsabilidade afirma:

“Uma ação produziu consequências e precisa ser corrigida.”

Podemos buscar correção sem transformar a punição emocional em nosso propósito.

A BÊNÇÃO MUDA NOSSA PERCEPÇÃO

Quando abençoamos, não estamos tentando manipular magicamente os acontecimentos.

A transformação principal acontece na mente.

Deixamos de perguntar:

“Como posso obrigar o mundo a me dar paz?”

E começamos a perguntar:

“Que paz posso oferecer a esta situação?”

Deixamos de pensar:

“Quem deve ser culpado?”

E perguntamos:

“O que precisa ser corrigido?”

Deixamos de afirmar:

“Preciso retirar algo do outro.”

E perguntamos:

“O que posso compartilhar sem produzir perda?”

ABENÇOAR O MUNDO É MUDAR O PROPÓSITO

A forma do mundo pode continuar semelhante.

Ainda haverá decisões, compromissos, dificuldades e responsabilidades.

Mas o propósito pode mudar.

Uma conversa antes usada para vencer pode ser usada para esclarecer.

Um limite antes movido por vingança pode servir à proteção.

Um silêncio antes usado como punição pode tornar-se pausa consciente.

Um trabalho antes usado apenas para provar valor pode tornar-se serviço.

Uma relação antes construída sobre carência pode tornar-se espaço de aprendizado.

Quando o propósito muda, a experiência começa a mudar.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 187

PELA MANHÃ

Antes de iniciar suas atividades, diga lentamente:

Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.

Pense nas pessoas que encontrará.

Inclua:

  • quem você ama;
  • quem lhe é indiferente;
  • quem o preocupa;
  • quem o irrita;
  • quem você teme;
  • quem ainda julga.

Não tente produzir sentimentos artificiais.

Apenas reconheça que sua mente será afetada por aquilo que oferecer.

DURANTE O DIA

Antes de uma interação, pergunte:

“O que quero ensinar a minha mente através desta pessoa?”

Se oferecer culpa, aprenderá culpa.

Se oferecer medo, aprenderá medo.

Se oferecer perdão, fortalecerá o perdão.

Se oferecer paz, reconhecerá a paz.

DIANTE DE UM CONFLITO

Pare antes de reagir.

Pergunte:

  • Posso estabelecer este limite sem atacar?
  • Posso reconhecer o erro sem condenar toda a pessoa?
  • Quero corrigir ou punir?
  • Que pensamento estou oferecendo?
  • Quero conservar esse pensamento em minha própria mente?

Então escolha novamente.

À NOITE

Revise gentilmente:

  • Que bênção ofereci hoje?
  • Em que momento escolhi o julgamento?
  • Tentei dar aquilo que acreditava não possuir?
  • Confundi amor com sacrifício?
  • Respeitei meus limites?
  • Percebi que dar e receber acontecem juntos?
  • Consegui incluir uma pessoa difícil em minha prática?
  • Que pensamento desejo conservar?

Finalize com a ideia da lição.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 SEGUNDOS

Pense em alguém que esteja ocupando sua mente.

Observe o julgamento presente.

15–30 SEGUNDOS

Pergunte:

“Quero conservar em mim aquilo que estou oferecendo a essa pessoa?”

30–45 SEGUNDOS

Diga:

“Escolho oferecer uma bênção em lugar da condenação.”

45–60 SEGUNDOS

Recorde:

Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.

Depois retorne ao momento presente.

PRÁTICA QUANDO VOCÊ SE JULGAR

Talvez surja:

“Não mereço perdão.”

Pergunte:

“Eu negaria para sempre o perdão a alguém que reconhecesse sinceramente seu erro?”

Se a resposta for não, permita que a mesma regra alcance você.

Diga:

“O perdão que ofereço também me pertence.”

Reconheça o erro.

Corrija o que puder.

Mas não transforme a culpa em identidade.

PRÁTICA QUANDO SENTIR INVEJA

A inveja afirma:

“O bem do outro diminui o meu.”

Observe esse pensamento.

Depois diga:

“A felicidade de outra pessoa não precisa ser uma ameaça.”

Experimente abençoar:

“Que essa pessoa utilize bem aquilo que recebeu. Que eu também reconheça os caminhos disponíveis para mim.”

A bênção retira a mente da competição e devolve responsabilidade à nossa própria jornada.

PRÁTICA QUANDO TIVER MEDO DE DAR

Quando sentir que dar alguma coisa produzirá perda, pergunte:

  • O que está sendo pedido?
  • Essa doação é saudável e possível?
  • Estou oferecendo amor ou tentando comprar aprovação?
  • Estou respeitando meus limites?
  • A dádiva é material ou espiritual?
  • Posso oferecer paz mesmo quando não posso oferecer aquilo que me pedem?

Às vezes, não poderemos oferecer dinheiro, tempo ou presença.

Mas ainda poderemos responder com respeito e honestidade.

PRÁTICA AO ESTABELECER UM LIMITE

Antes de dizer não, recorde:

“Posso abençoar sem concordar.”

Depois comunique o limite com clareza.

Evite explicações destinadas apenas a provocar culpa.

Não use o silêncio como punição.

Não ataque a identidade do outro.

Diga o que é necessário e preserve sua paz.

EXERCÍCIO — O QUE ESTOU OFERECENDO?

Pegue uma folha e escreva:

“O QUE TENHO OFERECIDO AO MUNDO?”

Liste os pensamentos e atitudes mais frequentes.

Por exemplo:

  • crítica;
  • suspeita;
  • cobrança;
  • culpa;
  • comparação;
  • esperança;
  • paciência;
  • compreensão;
  • respeito;
  • perdão.

Depois escreva ao lado:

“Ao oferecer isso, ensino que isso é real para mim.”

Observe o que deseja continuar ensinando.

EXERCÍCIO — A DÁDIVA QUE QUERO CONSERVAR

Escreva:

“O QUE DESEJO RECEBER?”

Talvez você queira:

  • paz;
  • respeito;
  • amor;
  • perdão;
  • compreensão;
  • gentileza;
  • confiança;
  • esperança.

Escolha uma dessas dádivas.

Pergunte:

“Como posso oferecê-la hoje de maneira saudável?”

Transforme a resposta em uma ação concreta.

EXERCÍCIO — ABENÇOANDO SEM NEGAR

Escolha uma pessoa difícil e complete:

“Não aprovo…”

Escreva claramente o comportamento que precisa ser reconhecido.

Depois complete:

“O limite necessário é…”

Defina a ação prática.

Finalmente escreva:

“Ainda assim, não preciso transformar essa pessoa em seu erro. Posso desejar que sua mente também encontre correção e paz.”

Esse exercício une discernimento, limite e bênção.

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando a mente disser:

  • “Se eu der, ficarei sem.”
  • “O sucesso do outro diminui o meu.”
  • “Preciso guardar amor para me proteger.”
  • “Se perdoar, estarei aprovando o erro.”
  • “Para servir, preciso me sacrificar.”
  • “Se colocar limites, não estarei sendo amoroso.”
  • “Essa pessoa não merece qualquer bênção.”
  • “Quero receber aquilo que me recuso a oferecer.”
  • “Preciso que alguém perca para que eu ganhe.”

Esses pensamentos revelam a lógica da escassez.

Não os condene.

Use-os como oportunidades de escolher novamente.

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Aquilo que ofereço também ensino a mim mesmo.
  • A paz aumenta quando é compartilhada.
  • Posso abençoar sem aprovar o erro.
  • Posso colocar limites sem escolher o ódio.
  • Dar amor não significa abandonar a mim mesmo.
  • O perdão que ofereço também me pertence.
  • Não preciso que alguém perca para que eu receba.
  • As dádivas de Deus não conhecem escassez.
  • Protejo a paz quando a estendo.
  • Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.

A LIÇÃO 187 E A LIÇÃO 186

Na Lição 186 aprendemos:

“A salvação do mundo depende de mim.”

Agora reconhecemos como cumprimos essa função:

“Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.”

Nossa função não é controlar o mundo.

É oferecer a ele aquilo que queremos reconhecer em nossa mente.

Ontem:

aceitei minha responsabilidade pela escolha do perdão.

Hoje:

compreendo que cada bênção oferecida retorna à minha consciência.

A salvação não exige sacrifício.

Ela acontece através da extensão da paz, do perdão e do amor.

O QUE VEM NA LIÇÃO 188

A próxima lição nos conduzirá para uma afirmação de profunda esperança:

“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”

Depois de reconhecermos que abençoar o mundo é abençoar a nós mesmos, aprenderemos que a paz que oferecemos já está presente em nossa mente.

Não precisamos esperar por um futuro perfeito.

A luz pode ser reconhecida agora.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

hoje quero compreender
que dar e receber são um só.

Muitas vezes acreditei
que precisava guardar aquilo que valorizava.

Tive medo de perder amor,
segurança, reconhecimento e paz.

Também ofereci julgamentos
e depois senti o peso deles em minha própria mente.

Hoje quero escolher novamente.

Que eu ofereça paz
para reconhecer que a paz me pertence.

Que eu ofereça perdão
para recordar que também sou perdoado.

Que eu ofereça respeito
sem abandonar meus limites.

Que eu abençoe
sem negar os erros que precisam ser corrigidos.

Liberta-me da crença
de que o Amor exige sacrifício.

Ensina-me a ajudar
sem tentar controlar.

A servir
sem me transformar em mártir.

A dizer não
sem transformar meu irmão em inimigo.

Que toda bênção oferecida
me recorde a bênção que recebi de Ti.

Hoje escolho ensinar à minha mente
aquilo que verdadeiramente desejo aprender.

Abençoo o mundo
porque, ao abençoá-lo,
aceito a Tua bênção para mim.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

ABENÇOO O MUNDO PORQUE ABENÇOO A MIM MESMO.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte:

  • O que ofereci ao mundo hoje?
  • Que pensamentos fortaleci em minha própria mente?
  • Ofereci culpa e depois me senti culpado?
  • Ofereci paz e reconheci mais paz?
  • Confundi bênção com aprovação?
  • Confundi amor com sacrifício?
  • Respeitei meus limites ao ajudar?
  • Consegui abençoar alguém que considero difícil?
  • Reconheci que não preciso perder para dar?
  • Qual dádiva quero oferecer amanhã?

Não utilize as respostas para se condenar.

Se perceber que ofereceu julgamento, ofereça agora uma bênção.

A escolha pode ser renovada neste instante.

LIÇÃO 187 — ESSÊNCIA

A ideia: Abençoo o mundo porque abençoo a mim mesmo.

O princípio: dar e receber são a mesma coisa.

A crença do ego: dar significa perder.

A correção: as dádivas de Deus aumentam quando são compartilhadas.

A bênção: reconhecer a Identidade além dos erros e das aparências.

O discernimento: abençoar não significa aprovar comportamentos inadequados.

O limite: podemos dizer não sem transformar ninguém em inimigo.

O sacrifício: o Amor não exige que um Filho de Deus perca para beneficiar outro.

A prática: oferecer ao mundo aquilo que desejamos conservar em nossa mente.

A responsabilidade: observar o que ensinamos através dos nossos pensamentos.

A dádiva: paz, perdão, amor, inocência e compreensão.

A lembrança: tudo o que verdadeiramente damos é dado a nós mesmos.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

O mundo nos ensinou a proteger aquilo que valorizamos escondendo, guardando e controlando.

Mas as dádivas de Deus não podem ser conservadas dessa maneira.

Se queremos paz, precisamos permitir que a paz alcance nossos irmãos.

Se queremos perdão, não podemos fazer da condenação nossa proteção.

Se queremos amor, precisamos abandonar a crença de que amar é possuir.

Se queremos respeito, precisamos deixar de utilizar a humilhação como instrumento.

Aquilo que oferecemos permanece primeiro em nossa própria mente.

Quando condenamos, ouvimos nossa condenação.

Quando atacamos, ensinamos a nós mesmos que vivemos em um mundo ameaçador.

Quando perdoamos, aprendemos que o erro não precisa produzir uma culpa eterna.

Quando abençoamos, reconhecemos que a bênção já está em nós.

A prática não exige que aprovemos tudo.

Não exige que permaneçamos em situações prejudiciais.

Não exige que abandonemos limites, discernimento ou responsabilidade.

Ela apenas nos pede que não transformemos o ódio em nosso professor.

Podemos corrigir sem condenar.

Podemos afastar-nos sem desejar destruição.

Podemos dizer não sem negar a dignidade do outro.

Podemos procurar Justiça sem fazer da vingança nossa salvação.

Hoje observamos cuidadosamente aquilo que oferecemos ao mundo.

Pois cada pensamento dirigido a um irmão também ensina nossa própria mente.

Se desejamos conservar a paz, precisamos estendê-la.

Se queremos reconhecer a bênção, precisamos oferecê-la.

Por isso, hoje afirmamos:

ABENÇOO O MUNDO PORQUE ABENÇOO A MIM MESMO.