365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 181 nos apresenta:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
À primeira vista, essa frase pode parecer pedir: confiança no comportamento das outras pessoas.
Mas não é esse: o sentido profundo da lição.
O Curso não está dizendo:
“Confie que todas as pessoas sempre agirão corretamente.”
Nem:
“Ignore comportamentos inadequados.”
Nem:
“Entregue sua segurança a qualquer pessoa.”
A confiança trabalhada hoje acontece: em outro nível.
Ela nasce da disposição de olhar além:
- dos erros;
- das falhas;
- das aparências;
- das acusações;
- das histórias do passado;
- dos “pecados” que acreditamos enxergar.
O objetivo é aprender a reconhecer: algo além do erro.
Porque quando fixamos nossa atenção exclusivamente:
no erro do outro,
também fortalecemos nossa própria percepção:
de culpa.
O Curso afirma que confiar nos irmãos é essencial para fortalecer nossa fé na capacidade de transcender a dúvida e a falta de convicção em nós mesmos.
Por isso:
CONFIO EM MEUS IRMÃOS, QUE SÃO UM COMIGO.
A PERCEPÇÃO TEM UM ENFOQUE
Um dos ensinamentos centrais da Lição 181 é: a percepção tem um enfoque.
Aquilo em que escolhemos concentrar nossa atenção começa a organizar: aquilo que vemos.
Se procuro constantemente: erros,
encontrarei: erros.
Se procuro: motivos para condenar,
encontrarei: motivos para condenar.
Se procuro confirmar que: ninguém é confiável,
minha percepção começará a selecionar: evidências para sustentar essa crença.
A lição propõe: uma mudança de enfoque.
Ela afirma que, quando mudamos o enfoque da percepção, aquilo que contemplamos também muda; somos convidados especificamente a retirar o foco dos “pecados” do irmão para experimentar a paz que acompanha a fé na impecabilidade.
NÃO É NEGAR O ERRO
Isso precisa ser compreendido: com cuidado.
Retirar o enfoque do erro não significa: fingir que algo não aconteceu.
Se alguém: mentiu,
você não precisa dizer: “Não houve mentira.”
Se alguém: quebrou um acordo, você pode reconhecer: o acordo foi quebrado.
Se alguém apresenta: um comportamento prejudicial, você pode tomar: as providências necessárias.
A mudança proposta pelo Curso acontece quando deixamos de usar: o comportamento como prova definitiva: da identidade espiritual daquela pessoa.
O erro pode ser: observado.
Mas não precisa ser transformado: em identidade eterna.
QUANDO TRANSFORMAMOS O ERRO EM IDENTIDADE
Existe uma diferença entre pensar:
“Essa pessoa cometeu um erro.”
e:
“Essa pessoa é o erro que cometeu.”
No primeiro caso: existe possibilidade de correção.
No segundo: a identidade inteira é condenada.
Podemos fazer isso: muito rapidamente.
Alguém mente:
“Ela é mentirosa.”
Alguém nos decepciona:
“Ele é uma decepção.”
Alguém age com egoísmo:
“Ela é uma pessoa egoísta.”
Alguém nos abandona:
“Ninguém é confiável.”
A mente pega: um acontecimento e constrói: uma identidade.
A Lição 181 nos convida a retirar: esse enfoque estreito.
AQUILO QUE VEJO NO OUTRO TORNA-SE UMA TESTEMUNHA SOBRE MIM
Aqui está uma das partes mais profundas: da prática.
Quando fixo minha atenção: na culpa do outro, reforço a crença: na realidade da culpa.
Mas se acredito profundamente que: o erro torna alguém indigno, preciso viver com uma consequência.
Essa mesma lei poderá: ser aplicada a mim.
Quando eu errar: também serei condenada.
Quando eu falhar: também perderei meu valor.
Quando eu decepcionar alguém: também me tornarei indigna.
Por isso, o Curso ensina que focalizar os equívocos dos outros acaba testemunhando a favor da crença em nossos próprios “pecados”, impedindo-nos de enxergar a impecabilidade que está além deles.
CONDENAR O OUTRO NÃO ME PROTEGE DA CONDENAÇÃO
O ego pode pensar:
“Se eu provar que ele está errado, ficarei certa.”
Mas psicologicamente acontece algo diferente.
Quanto mais acredito: na condenação, mais real a condenação se torna: para mim.
Então preciso começar a temer: meus próprios erros.
A mente que constrói: tribunais para os outros acaba descobrindo que também vive: dentro do tribunal.
A lição oferece: uma saída.
Mudar:
o enfoque.
BUSCAMOS A INOCÊNCIA E NADA MAIS
Durante a prática de hoje, o Curso pede que os pequenos enfoques cedam lugar à necessidade maior de permitir que nossa própria impecabilidade se torne aparente.
Por um momento:
não precisamos resolver nossa vida inteira.
Não precisamos:
garantir o futuro.
Não precisamos:
corrigir todo o passado.
A intenção é muito mais simples:
buscar a inocência agora.
O texto diz que, durante o período de prática, deixamos temporariamente de lado metas futuras e aquilo que vimos anteriormente, buscando somente a inocência no momento presente.
O PASSADO NÃO PRECISA ENTRAR NESTE INSTANTE
Talvez você pense:
“Mas essa pessoa já fez isso muitas vezes.”
A mente imediatamente abre: seu arquivo.
E apresenta:
- conversas antigas;
- decepções;
- promessas quebradas;
- acusações;
- lembranças;
- ressentimentos;
- provas.
A prática não exige: destruir o arquivo.
Ela pede apenas: não consultá-lo por alguns instantes.
Agora:
neste instante,
posso escolher:
outro enfoque.
O FUTURO TAMBÉM NÃO PRECISA ENTRAR
Outra defesa é pensar:
“Mesmo que eu consiga sentir paz agora, amanhã vou perder tudo novamente.”
A lição aborda exatamente: essa preocupação.
O passado:
já passou.
O futuro:
ainda está sendo imaginado.
Usá-los para impedir uma mudança:
agora
é transformar passado e futuro:
em defesas contra o presente.
O texto afirma que a preocupação com metas passadas e futuras funciona como defesa contra uma mudança no enfoque atual da percepção.
A ÚNICA PERGUNTA É AGORA
Não pergunte:
“Conseguirei pensar assim durante o resto da vida?”
Pergunte:
“Consigo escolher isso agora?”
Não:
“Vou conseguir perdoá-lo para sempre?”
Mas:
“Posso abandonar a condenação durante este instante?”
Não:
“Minha mente nunca mais julgará?”
Mas:
“Posso perceber este julgamento e escolher novamente agora?”
O treinamento acontece:
instante após instante.
QUANDO A RAIVA APARECER
A Lição 181 oferece:
um marcador muito claro.
Se a raiva bloquear:
o caminho,
perdemos temporariamente:
o enfoque escolhido.
Isso não significa:
fracasso.
Significa:
perceber.
“Estou novamente olhando para aquilo que condeno.”
Então usamos:
a correção.
A FRASE DE CORREÇÃO
Quando os erros de alguém ocuparem completamente sua percepção, diga:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
E depois:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
Essa frase é:
importantíssima.
Observe que ela não diz:
“Isso não aconteceu.”
Ela diz:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
Ou seja:
posso escolher onde colocar:
meu enfoque.
NÃO QUERO TRANSFORMAR O ERRO NO CENTRO DA MINHA PERCEPÇÃO
Talvez o erro exista:
na experiência perceptiva.
Mas não precisa ocupar:
todo o campo.
Imagine uma página branca:
com um pequeno ponto escuro.
O ego olha:
somente para o ponto.
Depois afirma:
“A página inteira é escura.”
A prática de hoje pergunta:
“Existe algo além desse ponto?”
CONFIAR NO IRMÃO NÃO É CONFIAR CEGAMENTE NO COMPORTAMENTO
Essa distinção protege:
a aplicação da lição.
Você pode reconhecer:
“Essa pessoa não demonstrou ser confiável para administrar meu dinheiro.”
E ainda praticar:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
Porque a primeira afirmação trata:
de comportamento e discernimento.
A segunda trata:
da identidade profunda que o Curso atribui à Filiação.
Portanto:
confiança espiritual
não significa:
ingenuidade comportamental.
VOCÊ PODE MANTER LIMITES
Pode dizer:
“Não emprestarei novamente.”
Pode dizer:
“Não aceito esse comportamento.”
Pode dizer:
“Preciso me afastar.”
Pode dizer:
“Essa relação terminou.”
Pode procurar:
proteção.
Pode buscar:
justiça.
Pode estabelecer:
consequências.
E ainda trabalhar interiormente para não transformar:
o erro
na definição total:
do outro.
PRÁTICA PARA ALGUÉM QUE A DECEPCIONOU
Pense:
nessa pessoa.
Observe a primeira imagem mental:
que surge.
Talvez sua mente mostre:
exatamente aquilo que ela fez.
Perceba:
“Meu enfoque foi imediatamente para o erro.”
Não lute:
contra isso.
Apenas reconheça.
Depois diga:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
E permita:
alguns segundos de silêncio.
PRÁTICA PARA UMA PESSOA EM QUEM VOCÊ NÃO CONFIA
Diga:
“Não preciso confiar cegamente no comportamento.”
“Posso usar discernimento.”
“Posso manter limites.”
“Mas não quero transformar esta pessoa no erro que percebi.”
Depois:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO ANTIGO
Observe:
qual lembrança você repete.
Talvez tenha acontecido:
há anos.
Mas toda vez que a reproduz:
ela acontece novamente
em sua experiência mental:
agora.
Pergunte:
“Quero continuar usando este instante para repetir o passado?”
Depois:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Quando alguém que você ama cometer:
um erro,
observe a velocidade com que a mente pode transformar:
um comportamento
em:
uma identidade.
Troque:
“Você nunca pensa em mim.”
por:
“Estou magoada com o que aconteceu.”
Troque:
“Você é impossível.”
por:
“Precisamos conversar sobre este comportamento.”
Assim você pode:
corrigir
sem transformar:
a pessoa inteira em culpa.
PRÁTICA PARA FAMÍLIA
Famílias possuem:
arquivos antigos.
“Ele sempre foi assim.”
“Desde criança ela faz isso.”
“Você nunca muda.”
A Lição 181 pergunta:
“Estou vendo essa pessoa agora ou estou vendo meu arquivo sobre ela?”
Experimente:
durante alguns segundos,
deixar o arquivo:
fechado.
PRÁTICA PARA QUEM VOCÊ ADMIRA
A lição também pode ser aplicada:
a pessoas que amamos.
Não precisamos esperar:
um conflito.
Olhe para alguém querido e pense:
“Existe algo nesta pessoa que não depende de desempenho.”
“Seu valor não depende do meu julgamento.”
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
PRÁTICA PARA AUTOJULGAMENTO
A lição retorna:
inevitavelmente
para você.
Quando pensar:
“Eu estraguei tudo.”
observe se isso rapidamente vira:
“Eu sou um fracasso.”
O primeiro reconhece:
um acontecimento.
O segundo cria:
uma identidade.
Diga:
“Posso corrigir meu erro sem transformá-lo na definição de quem sou.”
PRÁTICA PARA UM ERRO RECENTE
Reconheça:
o que aconteceu.
Se necessário:
- peça desculpas;
- repare;
- converse;
- corrija;
- mude o comportamento;
- aceite consequências.
Mas depois pergunte:
“Preciso continuar me condenando para provar que aprendi?”
Responsabilidade:
não exige ódio contra si mesma.
PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS
Observe como rapidamente:
uma frase,
uma fotografia,
uma opinião
ou:
um vídeo
pode se tornar prova de que alguém é:
“horrível”,
“burro”,
“perdido”,
“mau”.
Pergunte:
“Estou reduzindo uma pessoa inteira ao fragmento que estou vendo?”
Você pode discordar:
firmemente.
Mas não precisa:
reduzir a pessoa àquilo.
PRÁTICA PARA FOFOCA
Antes de contar:
o erro de alguém,
pergunte:
“Por que quero repetir isso?”
É para:
resolver alguma coisa?
Proteger alguém?
Ou:
fortalecer uma imagem negativa?
Se for apenas para fortalecer:
condenação,
recorde:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
PRÁTICA PARA UMA CONVERSA DIFÍCIL
Antes de conversar:
escolha seu enfoque.
Talvez:
- clareza;
- solução;
- verdade;
- respeito;
- limite;
- compreensão.
Depois pergunte:
“Quero resolver ou quero provar que o outro é culpado?”
Essa pergunta pode mudar:
a conversa inteira.
PRÁTICA PARA QUEM TEM MEDO DE SER ENGANADA
Confiar espiritualmente não significa:
entregar discernimento.
Você pode verificar:
informações.
Pode exigir:
contratos.
Pode pedir:
garantias.
Pode observar:
comportamentos.
Pode dizer:
não.
Mas tente não transformar prudência em:
condenação universal.
Existe diferença entre:
“Vou verificar.”
e:
“Todos são desonestos.”
PRÁTICA PARA QUEM FOI FERIDA
Você não precisa:
voltar.
Não precisa:
reconciliar-se.
Não precisa:
restabelecer intimidade.
Não precisa:
retirar consequências.
A prática pode acontecer:
inteiramente em sua mente.
“Não quero carregar para sempre uma imagem dessa pessoa como apenas culpada.”
NÃO BUSCAMOS UMA FANTASIA
A Lição 181 esclarece que não estamos sendo convidados a buscar:
fantasias.
O Curso afirma que aquilo que procura contemplar está verdadeiramente presente; ao deslocar o enfoque para além dos equívocos, a prática aponta para uma percepção sem pecado e para a visão de Cristo.
Dentro do sistema do Curso:
não estamos inventando inocência.
Estamos tentando retirar:
aquilo que impede sua percepção.
OS OLHOS DE CRISTO
Na linguagem do UCEM:
os olhos de Cristo
não são:
olhos físicos diferentes.
Representam:
uma percepção corrigida.
Uma forma de olhar que não usa:
o erro
para apagar:
a santidade.
Que não usa:
o passado
para aprisionar:
o presente.
Que não usa:
o comportamento
para definir:
o Ser.
O PRESENTE É O CAMPO DA PRÁTICA
A Lição 181 insiste:
não olhamos para frente.
Não olhamos:
para trás.
Olhamos:
diretamente para o presente.
Porque é somente:
agora
que uma mudança de percepção:
pode acontecer.
Você não pode escolher ontem:
agora.
Você não pode escolher amanhã:
agora.
Mas pode escolher:
como olhar neste instante.
UMA MICROPRÁTICA PARA O JULGAMENTO
Quando perceber:
“Olha o que ele fez!”
diga:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
UMA MICROPRÁTICA PARA A RAIVA
“Minha raiva está estreitando meu enfoque.”
UMA MICROPRÁTICA PARA O PASSADO
“O passado se foi. Posso escolher neste instante.”
UMA MICROPRÁTICA PARA O FUTURO
“Não preciso garantir minha percepção de amanhã. Preciso escolher agora.”
UMA MICROPRÁTICA PARA O IRMÃO
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
UMA MICROPRÁTICA PARA SI MESMA
“O erro que percebo não define meu Ser.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando você:
- focalizar exclusivamente os erros de alguém;
- transformar comportamento em identidade;
- usar o passado para justificar condenação presente;
- imaginar que precisa garantir sua paz futura;
- acreditar que confiar significa abandonar discernimento;
- confundir inocência com ingenuidade;
- usar raiva para manter um irmão preso ao passado;
- usar o erro do outro para confirmar sua crença na culpa;
- usar seus próprios erros para condenar sua identidade;
- esquecer que pode mudar o enfoque agora.
MARCADORES DO ENFOQUE NO ERRO
- “Ele sempre foi assim.”
- “Ela nunca vai mudar.”
- “Isso prova quem ele realmente é.”
- “Nunca mais confiarei em ninguém.”
- “O que ela fez define quem ela é.”
- “Meu erro prova que sou uma pessoa ruim.”
- “Preciso lembrar disso para sempre.”
MARCADORES DA MUDANÇA DE ENFOQUE
- posso reconhecer o erro sem transformá-lo em identidade;
- posso estabelecer limites sem condenação;
- posso olhar novamente;
- não preciso usar o passado para determinar este instante;
- posso corrigir sem atacar;
- posso abandonar a necessidade de provar culpa;
- posso escolher aquilo para o qual quero olhar.
MARCADORES DA MENTE PRESA AO PASSADO
- repetir mentalmente a mesma cena;
- reconstruir antigas discussões;
- imaginar respostas que deveria ter dado;
- colecionar provas contra alguém;
- usar “sempre” e “nunca” constantemente;
- definir alguém por acontecimentos antigos.
MARCADORES DA MENTE VOLTADA AO PRESENTE
- “O que estou escolhendo agora?”
- “Qual é meu enfoque neste instante?”
- “Posso olhar de outra maneira?”
- “Preciso realmente repetir essa história agora?”
- “O que existe além da imagem que construí?”
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- Em quem tenho mais dificuldade de confiar?
- Estou confundindo confiança espiritual com confiança comportamental?
- Qual erro de alguém se tornou sua identidade em minha mente?
- Que lembrança continuo repetindo?
- O que minha raiva quer provar?
- Que pessoa mantenho aprisionada ao passado?
- Faço o mesmo comigo?
- Consigo reconhecer um erro sem transformá-lo em pecado permanente?
- Que enfoque desejo escolher hoje?
- O que aconteceria se eu deixasse de olhar apenas para aquilo que condeno?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — MEU ENFOQUE
Escolha:
uma pessoa difícil.
Escreva:
O QUE NORMALMENTE VEJO NELA
Liste:
- erros;
- comportamentos;
- lembranças;
- julgamentos.
Depois escreva:
O QUE TALVEZ EU NÃO ESTEJA VENDO
Não invente:
qualidades.
Apenas pergunte:
“Essa pessoa é realmente apenas aquilo que coloquei na primeira lista?”
Permaneça:
com a pergunta.
EXERCÍCIO — ERRO OU IDENTIDADE?
Escreva cinco julgamentos.
Por exemplo:
“Ela é egoísta.”
Depois transforme em:
“Percebi um comportamento que interpretei como egoísta.”
Observe:
a diferença.
A primeira frase:
fecha.
A segunda:
descreve.
EXERCÍCIO — O ARQUIVO DO PASSADO
Escolha uma pessoa.
Escreva:
as três histórias que mais repete sobre ela.
Depois pergunte:
“Quantas vezes usei essas histórias para decidir antecipadamente quem essa pessoa é?”
Agora diga:
“Por alguns instantes, posso fechar esse arquivo.”
EXERCÍCIO — NÃO É PARA ISSO QUE QUERO OLHAR
Sempre que um julgamento recorrente aparecer hoje:
pare.
Respire.
Diga:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
Depois:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
Não force:
uma emoção diferente.
Apenas mude:
a intenção.
EXERCÍCIO — UM MINUTO DE PRESENTE
Durante um minuto:
não consulte o passado.
Não tente:
prever o futuro.
Observe apenas:
este instante.
Pergunte:
“Sem minha história anterior, o que existe agora?”
EXERCÍCIO — CORRIGIR SEM CONDENAR
Pense em um comportamento que:
realmente precisa ser corrigido.
Escreva:
FATO
O que aconteceu?
LIMITE
O que precisa mudar?
AÇÃO
O que farei?
CONDENAÇÃO
Que julgamento posso abandonar?
Esse exercício ajuda a distinguir:
responsabilidade
de:
condenação.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 181
- Recorde a ideia central:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
- Durante os períodos de prática, escolha uma única intenção:
contemplar a impecabilidade interior.
- Deixe temporariamente de lado:
passado e futuro.
- Quando a raiva aparecer, reconheça que:
seu enfoque se estreitou.
- Quando os erros de um irmão dominarem sua percepção, diga:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
- Depois recorde:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
- Não tente alcançar:
uma transformação para toda a vida.
- Busque:
a correção neste instante.
- Não procure:
fantasias.
- Permita que o enfoque vá além:
dos equívocos.
- Volte sempre:
ao presente.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
- “Não é para isso que eu quero olhar.”
- “Posso reconhecer o erro sem transformá-lo em identidade.”
- “Minha percepção tem um enfoque.”
- “Hoje escolho mudar meu enfoque.”
- “Não preciso usar o passado para condenar o presente.”
- “Não preciso garantir o futuro agora.”
- “Posso estabelecer limites sem transformar meu irmão em culpa.”
- “O erro não é a totalidade do Ser.”
- “Neste instante, escolho olhar novamente.”
A LIÇÃO 181 E A LIÇÃO 180
A Lição 180 encerrou:
uma revisão.
Agora:
começamos uma nova etapa.
A introdução às Lições 181–200 explica que essas próximas práticas pretendem fortalecer nossa disponibilidade e reunir metas dispersas:
em uma única intenção.
A mudança é importante.
Depois de:
revisar,
agora começamos:
a aprofundar.
E a primeira barreira escolhida para esse aprofundamento é:
nosso enfoque nos erros dos irmãos.
O QUE VEM NA LIÇÃO 182
A próxima lição será:
“Eu me aquietarei por um momento e irei para casa.”
Depois de aprendermos hoje a retirar o enfoque:
dos erros,
seremos convidados:
a nos aquietar.
A sequência torna-se:
mudar o enfoque → retirar a condenação → entrar no presente → aquietar-se → recordar a Casa.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje quero perceber:
para onde estou olhando.
Talvez eu diga:
“Estou apenas vendo a realidade.”
Mas talvez esteja:
selecionando.
Talvez entre centenas de coisas
que alguém fez,
eu tenha escolhido:
uma.
E transformado essa coisa:
na pessoa inteira.
Talvez eu faça isso:
comigo também.
Um erro.
Uma decisão.
Uma queda.
Uma palavra.
E então digo:
“Isso sou eu.”
Hoje quero experimentar:
outra possibilidade.
Não preciso:
negar o erro.
Não preciso:
fingir confiança onde ela não existe.
Não preciso:
abandonar limites.
Mas posso perguntar:
“Existe algo além daquilo que estou condenando?”
Quando minha mente voltar:
ao passado,
quero recordar:
ele já passou.
Quando minha mente tentar:
garantir o futuro,
quero recordar:
ele ainda é imaginário.
Minha escolha está:
aqui.
Agora.
E quando o erro de alguém
ocupar todo o meu campo de visão,
quero dizer:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
E então:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
Talvez eu ainda:
não sinta isso completamente.
Não importa.
Estou treinando:
minha percepção.
Hoje não preciso alcançar:
a visão perfeita.
Preciso apenas estar disposta:
a mudar o enfoque.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje quero aprender
a olhar:
de outra maneira.
Tenho usado
os erros dos meus irmãos
como provas:
contra eles.
Tenho guardado:
lembranças,
acusações,
histórias
e julgamentos.
E muitas vezes
transformei aquilo
que alguém fez:
naquilo que acredito
que essa pessoa é.
Hoje quero:
mudar meu enfoque.
Não me peças
para negar:
o que aconteceu.
Ensina-me,
em vez disso,
a não transformar:
o erro em identidade.
Quando eu precisar:
colocar limites,
ajuda-me
a colocá-los:
com clareza.
Quando eu precisar:
dizer não,
ajuda-me:
a dizer não.
Quando eu precisar:
me afastar,
dá-me discernimento.
Mas não permitas
que eu use:
minha proteção
como justificativa:
para condenar.
Quando o passado
invadir minha mente,
lembra-me:
ele se foi.
Quando eu tentar
controlar o futuro,
lembra-me:
ele ainda é imaginário.
Traz-me:
ao presente.
E quando eu enxergar
apenas os erros
de um irmão,
que eu possa dizer:
Não é para isso que eu quero olhar.
Confio em meus irmãos, que são um comigo.
Ensina-me
a compreender
o que essa confiança:
realmente significa.
Não confiança cega:
em comportamentos.
Mas confiança
naquilo que está além:
do erro.
Quando eu condenar
a mim mesma,
mostra-me
que também estou:
olhando estreitamente.
Ensina-me
a reconhecer:
o erro,
corrigi-lo
e entregá-lo.
Que eu não transforme
meus equívocos:
em minha identidade.
Hoje quero
uma única intenção:
olhar além
daquilo que condeno.
Ainda que seja:
por alguns segundos.
Ainda que minha mente:
volte ao julgamento.
Eu escolherei:
novamente.
E novamente.
Até começar
a compreender:
que meu irmão
não está separado:
de mim.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Confio em meus irmãos, que são um comigo. Quando os erros parecerem ocupar toda a minha visão, recordarei que minha percepção tem um enfoque e escolherei olhar além da condenação, permanecendo no presente e permitindo que a inocência seja novamente reconhecida.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, repita:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
Depois pergunte:
- EM QUEM MAIS FOCALIZEI ERROS HOJE?
- TRANSFORMEI ALGUM COMPORTAMENTO EM IDENTIDADE?
- USEI O PASSADO PARA CONDENAR ALGUÉM?
- CONSEGUI PERCEBER QUANDO MINHA RAIVA ESTREITOU MINHA VISÃO?
- LEMBREI-ME DE DIZER “NÃO É PARA ISSO QUE EU QUERO OLHAR”?
- CONSEGUI ESTABELECER ALGUM LIMITE SEM ÓDIO?
- CONSEGUI RECONHECER UM ERRO SEM CONDENAR A PESSOA INTEIRA?
- FIZ ISSO TAMBÉM COMIGO?
- EM QUE MOMENTO CONSEGUI VOLTAR AO PRESENTE?
- QUAL FOI MEU PEQUENO VISLUMBRE DE INOCÊNCIA HOJE?
Finalize:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
Depois:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
LIÇÃO 181 — ESSÊNCIA
- A ideia central é:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
- Confiar nos irmãos está ligado à capacidade de transcender dúvida e falta de convicção em nós mesmos.
- A percepção possui:
um enfoque.
- Ao mudar esse enfoque:
aquilo que contemplamos também muda.
- O exercício pede que retiremos temporariamente nossa atenção:
dos erros dos irmãos.
- Durante a prática buscamos:
a inocência e nada mais.
- Não precisamos resolver:
passado ou futuro.
- O campo da transformação é:
o presente.
- Quando a raiva ou a lembrança dos erros de alguém bloquear nossa visão, usamos:
“Não é para isso que eu quero olhar.”
- E imediatamente recordamos:
“Confio em meus irmãos, que são um comigo.”
- Não estamos buscando:
uma fantasia.
- Segundo o Curso, buscamos contemplar algo que:
já está presente.
- A meta é permitir que o enfoque ultrapasse:
os equívocos.
- A prática termina voltando a mente diretamente:
para o presente.
- A impecabilidade, segundo a conclusão da lição, é a Vontade de Deus; nesse instante, nossa vontade é una com a Sua.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
A Lição 181
nos ensina:
a escolher onde olhar.
Durante muito tempo,
talvez tenhamos acreditado
que perceber significa:
apenas registrar
aquilo que está fora.
Mas o Curso nos convida
a perceber:
que existe um enfoque.
Posso olhar
para alguém
e enxergar apenas:
seu pior momento.
Posso abrir
o arquivo do passado
e encontrar:
todas as provas
de que minha condenação
está correta.
Posso repetir:
o erro.
A acusação.
A decepção.
A história.
Até que não consiga mais
ver:
uma pessoa.
Vejo apenas:
meu julgamento sobre ela.
Hoje,
o Curso propõe:
uma interrupção.
Não é para isso que eu quero olhar.
Isso não significa:
“Não aconteceu.”
Não significa:
“Não preciso me proteger.”
Não significa:
“Vou confiar cegamente.”
Significa:
“Não quero fazer do erro a totalidade do meu irmão.”
Porque talvez,
quando faço isso
com ele,
também esteja aprendendo:
a fazer isso comigo.
Se um erro define:
uma pessoa,
então meus erros
também poderão:
me definir.
Mas se consigo aprender
a olhar além
do equívoco
de um irmão,
talvez comece
a descobrir:
que também existe algo
além dos meus.
Hoje não preciso:
resolver toda a minha percepção.
Preciso apenas:
deste instante.
Quando o julgamento surgir:
Não é para isso que eu quero olhar.
Quando o passado retornar:
Não é para isso que eu quero olhar.
Quando a culpa parecer definir:
meu irmão,
recordarei:
Confio em meus irmãos, que são um comigo.
E então,
por um instante,
escolherei:
olhar novamente.
