REVISÃO IV — NÃO HÁ NENHUM AMOR EXCETO O DE DEUS • O MUNDO QUE VEJO NÃO CONTÉM NADA DO QUE EU QUERO
365 Dias com Um Curso em MilAGRES
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 144 continua a Revisão IV com o pensamento que sustenta toda esta etapa:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
E hoje revisamos:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
Essas são as duas ideias designadas para a Lição 144.
Hoje a revisão coloca lado a lado:
o Amor verdadeiro
e:
aquilo que buscamos no mundo.
A pergunta central pode ser:
“Estou procurando no mundo aquilo que só o Amor pode me oferecer?”
PRIMEIRA IDEIA — NÃO HÁ NENHUM AMOR EXCETO O DE DEUS
Essa afirmação já foi aprofundada anteriormente.
Agora ela retorna:
em revisão.
O Curso nos convida a recordar que o Amor verdadeiro:
- não possui graus;
- não escolhe quem merece;
- não aumenta e diminui conforme circunstâncias;
- não é posse;
- não é controle;
- não é medo;
- não é dependência;
- não é sacrifício;
- não precisa transformar limite em ódio.
Na prática, isso não significa:
tratar todos da mesma maneira.
Você pode:
amar
e manter:
distância.
Pode:
não condenar
e ainda:
dizer não.
Pode reconhecer:
dignidade
sem entregar:
acesso irrestrito.
O padrão que já construímos para esta série resume bem essa aplicação: o Amor é um, não tem graus, não julga e não precisa ser confundido com posse, controle ou sacrifício.
O EGO CRIA MUITOS TIPOS DE “AMOR”
Podemos chamar de Amor:
aquilo que na verdade é necessidade.
Pensamos:
“Amo você porque preciso que você fique.”
“Amo você enquanto fizer o que espero.”
“Amo você porque me faz sentir especial.”
“Amo você, mas se me decepcionar retiro tudo.”
A prática de hoje pergunta:
“Isso é Amor ou uma negociação?”
O AMOR NÃO PRECISA DE CONDIÇÕES PARA EXISTIR
Isso não significa:
que relações não tenham condições.
Relacionamentos saudáveis precisam de:
- respeito;
- responsabilidade;
- confiança;
- limites;
- reciprocidade.
Mas o Amor espiritual tratado pelo Curso:
não depende dessas formas.
Uma relação pode:
terminar.
E ainda assim você pode escolher:
não odiar.
A confiança pode:
desaparecer.
E ainda assim você pode escolher:
não destruir a dignidade do outro em sua mente.
AMOR NÃO É POSSE
Pensamento:
“Se me ama, pertence a mim.”
A prática pergunta:
“Amor e posse são realmente a mesma coisa?”
Amor pode permitir:
liberdade.
Pode desejar:
o bem do outro
sem precisar:
controlá-lo.
AMOR NÃO É SACRIFÍCIO
Talvez você tenha aprendido:
“Se amo, preciso suportar tudo.”
Mas suportar:
abuso,
humilhação
ou:
destruição
não é exigência de Amor.
Um limite pode ser:
profundamente amoroso.
AMOR NÃO É APROVAÇÃO DE TUDO
Você pode dizer:
“Isso foi errado.”
Sem concluir:
“Você não merece Amor algum.”
Você pode avaliar:
comportamento
sem transformar:
comportamento em essência.
AMOR E VERDADE CAMINHAM JUNTOS
Amor não pede:
mentira.
Às vezes uma resposta amorosa será:
acolhimento.
Às vezes:
confronto honesto.
Às vezes:
distância.
Às vezes:
silêncio.
Às vezes:
encerramento.
A questão não é:
“Como pareço amorosa?”
É:
“Que resposta preserva o Amor sem negar a verdade?”
SEGUNDA IDEIA — O MUNDO QUE VEJO NÃO CONTÉM NADA DO QUE EU QUERO
Essa afirmação pode parecer:
radical.
Porque obviamente queremos:
- uma casa;
- saúde;
- dinheiro;
- relacionamentos;
- descanso;
- oportunidades;
- segurança;
- experiências agradáveis.
A lição não precisa ser entendida como:
rejeição de todas essas coisas.
Ela está questionando:
a função que lhes damos.
O problema não é:
desejar uma casa.
É acreditar:
“Essa casa finalmente me dará uma paz que nunca mais poderá ser ameaçada.”
O problema não é:
desejar um relacionamento.
É pedir à pessoa:
“Faça desaparecer toda a minha sensação de falta.”
O problema não é:
dinheiro.
É pedir ao dinheiro:
“Diga-me que tenho valor e garanta que jamais sentirei medo.”
O MUNDO NÃO CONSEGUE OFERECER PERMANÊNCIA
Tudo no mundo da forma:
muda.
Pessoas mudam.
Corpos mudam.
Empregos mudam.
Circunstâncias mudam.
Objetos envelhecem.
Planos mudam.
Se exigimos de algo mutável:
segurança absoluta,
criamos:
ansiedade.
O QUE REALMENTE QUEREMOS?
Talvez por trás de muitos desejos existam:
estados interiores.
Quero dinheiro:
para sentir segurança.
Quero reconhecimento:
para sentir valor.
Quero relacionamento:
para sentir Amor.
Quero controle:
para sentir paz.
Então a pergunta de hoje é:
“Estou tentando obter do mundo uma experiência que, segundo o Curso, pertence à mente?”
O MUNDO PODE OFERECER FORMAS, MAS NÃO DEFINIR SUA ESSÊNCIA
Uma relação pode:
compartilhar Amor.
Mas não criar:
sua dignidade.
Dinheiro pode:
facilitar a vida.
Mas não criar:
seu valor.
Uma conquista pode:
alegrar.
Mas não definir:
quem você é.
Um corpo pode:
oferecer experiências.
Mas não conter:
toda a sua identidade.
NÃO PRECISAMOS REJEITAR O MUNDO
A prática não é:
abandonar tudo.
Você pode desfrutar:
- beleza;
- natureza;
- alimento;
- relações;
- trabalho;
- prosperidade;
- arte;
- viagens;
- conforto.
Mas sem transformar:
as formas
em:
salvação.
APRENDER A USAR O MUNDO SEM PEDIR QUE ELE NOS COMPLETE
Essa talvez seja uma aplicação muito prática.
Use:
dinheiro como recurso.
Use:
trabalho como expressão.
Use:
relacionamentos como encontros.
Use:
o corpo como instrumento.
Mas não peça a nenhuma dessas coisas:
“Diga-me quem sou.”
QUANDO UMA FORMA SE TORNA ÍDOLO
Uma forma vira ídolo quando pensamos:
“Sem isso, não posso estar em paz.”
Pode ser:
- uma pessoa;
- uma posição;
- um objeto;
- um corpo;
- uma aprovação;
- uma quantidade de dinheiro;
- um resultado.
Pergunte:
“O que estou pedindo a isso que me dê?”
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTO
Quando pensar:
“Preciso que essa pessoa fique para eu estar bem”,
pergunte:
“Estou amando ou transformando essa pessoa em minha salvação?”
Depois:
“Posso amar sem exigir que ela complete minha identidade?”
PRÁTICA PARA DINHEIRO
Pergunte:
“Estou buscando organização financeira ou segurança absoluta?”
A primeira:
é possível.
A segunda:
nenhuma quantidade garante.
PRÁTICA PARA TRABALHO
Se pensa:
“Quando chegar àquela posição, finalmente serei alguém”,
pergunte:
“Estou transformando função em identidade?”
Você pode desejar:
crescer.
Sem entregar:
seu valor ao cargo.
PRÁTICA PARA APARÊNCIA
Pensamento:
“Quando meu corpo estiver assim, finalmente me amarei.”
Pergunte:
“Estou adiando Amor por uma condição?”
Cuide:
do corpo.
Mas não faça dele:
tribunal do seu valor.
PRÁTICA PARA APROVAÇÃO
Quando esperar:
reconhecimento,
observe.
Pergunte:
“Quero receber um elogio ou preciso dele para existir?”
Uma coisa é:
prazer.
Outra:
dependência de identidade.
PRÁTICA PARA COMPRA
Antes de comprar algo por impulso, pergunte:
“O que espero sentir quando possuir isso?”
Talvez:
alegria.
Status.
Pertencimento.
Segurança.
Depois:
escolha conscientemente.
PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS
Quando medir seu valor por:
curtidas,
comentários
ou:
números,
pergunte:
“Estou pedindo ao mundo que me diga quem sou?”
O AMOR É AQUILO QUE BUSCAMOS POR TRÁS DAS FORMAS
Talvez você queira:
uma pessoa.
Mas, mais profundamente:
quer Amor.
Talvez queira:
reconhecimento.
Mas, por trás:
quer sentir valor.
Talvez queira:
segurança.
Mas, por trás:
quer paz.
A primeira ideia de hoje responde:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
A segunda diz:
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
Juntas, elas apontam:
a Fonte antes da forma.
O MUNDO NÃO É O INIMIGO
Esse ponto importa.
Não precisamos tratar:
o mundo
como algo mau.
O problema é:
atribuir-lhe uma função que não pode cumprir.
Podemos usar o mundo:
com sabedoria
sem transformá-lo:
em fonte absoluta de Amor.
A PRÁTICA DA REVISÃO IV
A estrutura permanece a mesma.
A Revisão IV orienta começar o dia com o pensamento central:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
Depois, as duas ideias do dia são repetidas lentamente e contempladas. Ao longo do dia, a cada hora, voltamos ao pensamento central e às duas ideias em um momento quieto.
PRÁTICA DA MANHÃ — 5 MINUTOS
Sente-se.
Feche os olhos.
Respire.
Repita:
“MINHA MENTE CONTÉM SÓ O QUE EU PENSO COM DEUS.”
Permaneça:
em silêncio.
Depois leia:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
Pause.
E então:
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
Não tente:
discutir com as frases.
Observe:
o que elas provocam.
PERGUNTE À PRIMEIRA IDEIA
“Que coisas tenho chamado de Amor que talvez sejam medo, posse, controle ou necessidade?”
Observe:
sem culpa.
PERGUNTE À SEGUNDA IDEIA
“Que coisa do mundo estou usando como condição para minha paz?”
Talvez:
uma pessoa.
Um resultado.
Uma quantia.
Uma mudança.
Observe:
sem se condenar.
A CADA HORA
Pare por alguns instantes.
Respire.
Repita:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
Depois:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
Silencie.
E pergunte:
“Onde estou buscando Amor nesta hora?”
SE ESQUECER
Retome:
quando lembrar.
A revisão não existe para:
criar culpa.
Existe para:
criar hábito.
PRÁTICA PARA QUANDO ALGUÉM DECEPCIONAR VOCÊ
Diga:
“Minha decepção mostra uma expectativa.”
Depois pergunte:
“Eu estava pedindo a essa pessoa que me desse algo que nenhuma pessoa pode garantir o tempo todo?”
Isso não elimina:
responsabilidade.
Apenas esclarece:
a função atribuída.
PRÁTICA PARA CIÚME
O ciúme diz:
“Se o outro tiver Amor em outro lugar, sobra menos para mim.”
A primeira ideia diz:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
O Amor verdadeiro:
não funciona como quantidade limitada.
PRÁTICA PARA POSSE
Pergunte:
“Estou tentando amar ou controlar?”
Depois:
“Posso permitir liberdade sem retirar dignidade?”
PRÁTICA PARA UMA RELAÇÃO QUE PRECISA TERMINAR
Você pode dizer:
“A forma termina.”
E ainda:
“Não preciso transformar isso em ódio.”
A própria aplicação construída anteriormente para essa ideia já enfatizava que a forma pode mudar sem que escolhamos o ódio.
PRÁTICA PARA SOLIDÃO
Não diga apenas:
“Preciso de alguém.”
Pergunte:
“O que acredito que alguém precisa me dar para eu me sentir inteira?”
Depois:
busque conexão humana saudável
sem transformar:
outra pessoa na fonte de sua identidade.
PRÁTICA PARA MEDO DE PERDA
Quando pensar:
“Se eu perder isso, perco tudo”,
diga:
“Posso amar a forma sem acreditar que ela contém toda a Fonte do Amor.”
PRÁTICA PARA GRATIDÃO
A Lição 142 ensinou:
agradecer pelas dádivas.
Hoje damos:
um passo a mais.
Agradecemos pela forma:
sem confundi-la com a Fonte.
Você pode dizer:
“Agradeço por esta pessoa.”
Sem:
“Sem ela, não existo.”
PRÁTICA PARA O PRESENTE
Observe algo bonito.
Uma árvore.
Um céu.
Uma pessoa.
Uma música.
Desfrute.
E diga:
“Posso apreciar sem possuir.”
PRÁTICA PARA ESCASSEZ
Quando pensar:
“Não há Amor suficiente para mim”,
repita:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
E permaneça:
alguns segundos em silêncio.
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando:
- confundir Amor com posse;
- confundir cuidado com controle;
- transformar sacrifício em prova de Amor;
- retirar dignidade quando se decepciona;
- depender de alguém para sentir valor;
- acreditar que dinheiro dará segurança absoluta;
- transformar sucesso em identidade;
- usar aparência para medir dignidade;
- pedir ao mundo garantias que ele não pode oferecer;
- acreditar que uma forma contém todo o Amor;
- pensar que perder uma forma significa perder a Fonte.
MARCADORES DE AMOR CONDICIONAL
- “Eu amo se você fizer o que espero.”
- “Se me deixar, deixarei de amar.”
- “Se me ama, precisa me obedecer.”
- “Amor exige que eu suporte tudo.”
- “Só posso amar quem merece.”
- “Se coloco limites, não amo.”
- “Preciso possuir para não perder.”
- “O Amor pode acabar completamente.”
MARCADORES DE UMA VISÃO MAIS LIVRE
- posso amar e colocar limites;
- posso respeitar sem aprovar;
- posso deixar uma relação sem escolher ódio;
- posso apreciar sem possuir;
- posso cuidar sem controlar;
- posso desejar uma forma sem transformá-la em salvação;
- meu valor não depende de aprovação;
- uma perda não precisa destruir minha identidade;
- o Amor não precisa ser conquistado pelo sacrifício;
- posso procurar no mundo recursos sem pedir que eles sejam minha Fonte.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- O que tenho chamado de Amor?
- Onde confundo Amor com necessidade?
- De quem espero que confirme meu valor?
- Que pessoa ou coisa transformei em condição para minha paz?
- Onde estou tentando possuir em vez de amar?
- Acredito que colocar limites significa deixar de amar?
- O que espero que dinheiro, sucesso ou aparência me deem?
- Que forma temo perder porque acredito que contém toda a minha felicidade?
- Posso desfrutar do mundo sem pedir que ele me complete?
- Que resposta preserva o Amor sem negar a verdade?
- O que realmente quero por trás das formas que persigo?
EXERCÍCIO — O QUE CHAMO DE AMOR?
Complete:
“EU SINTO QUE SOU AMADA QUANDO…”
Escreva livremente.
Depois observe:
quantas respostas dependem do comportamento de outra pessoa.
Pergunte:
“Estou confundindo uma forma de demonstração com a totalidade do Amor?”
EXERCÍCIO — SE EU TIVER ISSO, ENTÃO…
Complete:
“SE EU TIVER ______, ENTÃO FINALMENTE…”
Talvez:
“estarei segura.”
“serei feliz.”
“terei valor.”
“poderei descansar.”
Depois pergunte:
“Estou atribuindo a essa forma uma função impossível?”
EXERCÍCIO — FONTE E FORMA
Escolha algo que ama muito.
Escreva:
FORMA
“A pessoa, situação ou objeto que amo.”
Depois:
O QUE ELA REPRESENTA PARA MIM
Amor?
Segurança?
Companhia?
Valor?
Agora pergunte:
“Posso apreciar a forma sem confundi-la com a Fonte?”
EXERCÍCIO — AMOR E LIMITE
Complete:
“POSSO AMAR E AINDA…”
- dizer não;
- manter distância;
- encerrar uma relação;
- não concordar;
- exigir respeito;
- proteger minha integridade;
- não voltar a confiar imediatamente.
EXERCÍCIO — O QUE EU REALMENTE QUERO?
Escolha três desejos atuais.
Para cada um, pergunte:
“O que espero sentir quando isso acontecer?”
Continue perguntando:
“E por que quero sentir isso?”
Até chegar a algo como:
paz,
Amor,
liberdade
ou:
segurança.
Então pergunte:
“Existe alguma forma de praticar esse estado interior agora?”
PRÁTICA DA MANHÃ — RESUMO
1. Durante cinco minutos:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
2. Depois:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
3. E:
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
4. Pergunte:
“Onde tenho buscado Amor?”
5. Permaneça em silêncio.
PRÁTICA A CADA HORA
Repita:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
A instrução geral da Revisão IV é trazer o pensamento central à mente a cada hora, passar um instante quieto com ele e então repetir as duas ideias do dia sem pressa.
PRÁTICA DA NOITE
Antes de dormir, pergunte:
“Onde busquei Amor hoje?”
“Que forma transformei em condição para minha paz?”
“Onde consegui amar sem controlar?”
“Onde consegui apreciar sem possuir?”
Depois repita:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
A Revisão IV orienta encerrar o dia retornando ao mesmo pensamento central e às ideias praticadas.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
- “Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
- “O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
- “Posso amar sem possuir.”
- “Posso colocar limites sem escolher ódio.”
- “Posso apreciar uma forma sem transformá-la em minha salvação.”
- “Meu valor não depende da aprovação.”
- “O Amor não é controle.”
- “A forma pode mudar; o Amor não precisa virar ataque.”
- “Hoje quero lembrar a Fonte antes de buscar a forma.”
A LIÇÃO 144 E A LIÇÃO 143
Na Lição 143 revisamos:
“Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus.”
e:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Aprendemos:
a receber
e:
a observar aquilo que oferecemos.
Agora a Lição 144 pergunta:
“O que realmente quero receber e oferecer?”
A resposta nos conduz:
ao Amor.
E imediatamente questiona:
onde estamos tentando encontrá-lo.
A sequência torna-se:
quietude → recebimento → extensão → Amor → discernimento.
O QUE VEM NA LIÇÃO 145
A próxima lição continuará a Revisão IV com:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
E revisará:
“Além desse mundo há um mundo que eu quero.”
e:
“É impossível ver dois mundos.”
Depois de questionar:
aquilo que buscamos no mundo,
a Lição 145 nos convidará a reconhecer:
outra forma de ver.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje não quero:
rejeitar o mundo.
Quero apenas:
retirar dele uma função impossível.
Não quero pedir:
a uma pessoa
que seja:
a fonte de todo o meu Amor.
Não quero pedir:
ao dinheiro
que me diga:
quanto valho.
Não quero pedir:
ao sucesso
que cure:
minha insegurança.
Não quero pedir:
à aparência
que determine:
minha dignidade.
Posso amar:
pessoas.
Posso usar:
recursos.
Posso desejar:
crescimento.
Posso desfrutar:
das formas.
Mas não quero esquecer:
a Fonte.
Hoje quero aprender:
a apreciar sem possuir.
A amar:
sem controlar.
A dizer não:
sem odiar.
A partir:
sem destruir.
A receber:
sem depender.
E talvez assim eu comece a compreender:
por que o Curso diz que o mundo não contém aquilo que realmente quero.
Não porque:
nada aqui tenha valor prático.
Mas porque aquilo que minha mente busca mais profundamente:
não pode ser aprisionado numa forma.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
hoje quero lembrar:
o que é Amor.
Tenho chamado de Amor:
muitas coisas.
Necessidade.
Apego.
Controle.
Medo.
Posse.
Sacrifício.
Expectativa.
E tantas vezes
acreditei que amar significava:
receber exatamente aquilo que eu queria.
Hoje quero aprender:
outra maneira.
Mostra-me onde:
tento possuir.
Onde:
tento controlar.
Onde:
exijo.
Onde:
retiro dignidade quando sou decepcionada.
Ensina-me que posso:
amar e colocar limites.
Posso dizer:
não
sem transformar alguém:
em inimigo.
Posso deixar:
uma relação
sem transformar:
o fim em ódio.
Posso reconhecer:
um erro
sem negar:
a dignidade de quem o cometeu.
Hoje também quero olhar
para aquilo que busco:
no mundo.
As pessoas.
O dinheiro.
O reconhecimento.
As conquistas.
A aparência.
As certezas.
Não quero:
desprezá-los.
Quero apenas:
colocá-los no lugar correto.
Que sejam:
formas.
Recursos.
Experiências.
Mas não:
minha salvação.
Quando eu disser:
“Só serei feliz quando…”,
ajuda-me a perguntar:
“O que realmente estou buscando?”
Se for:
paz,
Amor,
valor,
liberdade,
recorda-me:
não preciso colocar toda essa função numa coisa passageira.
Hoje quero repetir:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
E também:
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
Que essas ideias
não me afastem:
da vida.
Que me ensinem:
a viver sem exigir da vida aquilo que ela não pode garantir.
Que eu aproveite:
sem possuir.
Agradeça:
sem idolatrar.
Ame:
sem controlar.
E escolha:
a Fonte antes da forma.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus. Hoje quero amar sem possuir, apreciar sem transformar formas em salvação e lembrar que aquilo que minha mente busca mais profundamente não depende das condições mutáveis do mundo.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, pergunte:
O QUE CHAMEI DE AMOR HOJE?
CONFUNDI AMOR COM CONTROLE OU NECESSIDADE?
CONSEGUI COLOCAR ALGUM LIMITE SEM ÓDIO?
QUE PESSOA OU COISA TRANSFORMEI EM CONDIÇÃO PARA MINHA PAZ?
PEDI AO DINHEIRO, SUCESSO OU APROVAÇÃO QUE DEFINISSEM MEU VALOR?
CONSEGUI APRECIAR ALGUMA COISA SEM PRECISAR POSSUÍ-LA?
ONDE PROCUREI NO MUNDO AQUILO QUE REALMENTE ERA UM ESTADO INTERIOR?
LEMBREI DAS TRÊS IDEIAS DURANTE O DIA?
FIZ MINHA PRÁTICA DA MANHÃ?
O QUE QUERO DEVOLVER AO SEU LUGAR CORRETO ANTES DE DORMIR?
Finalize:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
Depois:
“O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
E:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
LIÇÃO 144 — ESSÊNCIA
- A Lição 144 pertence à Revisão IV.
- O pensamento central continua sendo “Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
- As duas ideias revisadas são “Não há nenhum amor exceto o de Deus” e “O mundo que vejo não contém nada do que eu quero.”
- A primeira ideia revisa o Amor como algo que não precisa ser confundido com posse, controle, sacrifício ou julgamento.
- A segunda questiona a tentativa de obter de formas mutáveis uma paz, segurança ou identidade permanentes.
- A prática não exige rejeitar pessoas, dinheiro, trabalho, corpo ou experiências; ela questiona a função de salvação atribuída a essas formas.
- Podemos amar e manter limites.
- Podemos desfrutar sem possuir.
- Podemos buscar recursos sem pedir que definam nossa identidade.
- A cada hora, a Revisão IV orienta voltar ao pensamento central e às duas ideias do dia em um momento de quietude.
- Antes de dormir, retornamos novamente às ideias para encerrar o dia na mesma direção em que começou.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Talvez não exista problema:
em querer coisas.
Talvez o sofrimento comece quando dizemos:
“Sem isso, não posso estar em paz.”
Quando pedimos:
a uma pessoa
que contenha:
todo o Amor.
Ao dinheiro:
toda a segurança.
À aparência:
todo o valor.
Ao sucesso:
toda a dignidade.
A Lição 144 não pede:
que abandonemos o mundo.
Pede que deixemos de:
exigir dele o impossível.
Podemos viver:
plenamente.
Amar:
profundamente.
Construir:
muito.
Desfrutar:
das formas.
E ainda lembrar:
a forma não é a Fonte.
Talvez a liberdade comece quando podemos dizer:
“Eu amo você, mas não preciso possuir você.”
“Aprecio isto, mas não preciso fazer disto minha salvação.”
“Desejo crescer, mas meu valor não começa no resultado.”
E então retornar:
MINHA MENTE CONTÉM SÓ O QUE EU PENSO COM DEUS.
NÃO HÁ NENHUM AMOR EXCETO O DE DEUS.
O MUNDO QUE VEJO NÃO CONTÉM NADA DO QUE EU QUERO.
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