LIÇÃO 105 — A PAZ E A ALEGRIA DE DEUS SÃO MINHAS

Lição 105 de Um Curso em Milagres: A paz e a alegria de Deus são minhas, reflexão sobre dar e receber, paz, alegria, perdão, generosidade, ausência de culpa e compartilhamento das dádivas de Deus

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 105 apresenta uma afirmação de posse espiritual:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

A lição anterior ensinou:

“Eu busco apenas o que pertence a mim na verdade.”

Hoje o Curso revela, de maneira ainda mais direta, o que pertence a nós:

a paz de Deus

e:

a alegria de Deus.

Essas dádivas não são apresentadas como algo que precisamos:

  • conquistar;
  • comprar;
  • merecer através do sofrimento;
  • retirar de outra pessoa;
  • receber às custas de alguém.

Elas:

já nos pertencem.

HOJE ACEITAMOS O QUE JÁ É NOSSO

A lição afirma:

“A paz e a alegria de Deus são tuas.”

E diz que hoje:

vamos aceitá-las sabendo que nos pertencem.

Essa diferença é essencial.

Não estamos dizendo:

“Talvez um dia eu receba paz.”

Nem:

“Se eu me tornar suficientemente espiritual, encontrarei alegria.”

Estamos praticando:

“Isso já me pertence.”

AS VERDADEIRAS DÁDIVAS AUMENTAM QUANDO SÃO RECEBIDAS

A Lição 105 introduz um ensinamento muito importante sobre:

dar

e:

receber.

O texto afirma que a paz e a alegria de Deus:

aumentam à medida que são recebidas.

Essa lógica é completamente diferente da lógica do mundo.

No mundo material, muitas vezes pensamos:

se eu der alguma coisa, fico com menos.

Se eu tinha dez e dei cinco:

restaram cinco.

Mas a paz e a alegria:

não funcionam assim.

AS DÁDIVAS DE DEUS NÃO PRODUZEM PERDA

O texto afirma que o verdadeiro dar:

não implica perda.

É impossível, na lógica da lição, que alguém realmente ganhe porque:

outra pessoa perdeu.

Isso representaria:

  • limitação;
  • escassez;
  • insuficiência.

As dádivas de Deus pertencem:

a outra ordem.

QUANDO UM GANHA E OUTRO PERDE, NÃO É UMA VERDADEIRA DÁDIVA

A lição confronta aquilo que costumamos chamar:

dar.

Às vezes oferecemos algo esperando:

  • reconhecimento;
  • retribuição;
  • gratidão;
  • lealdade;
  • aprovação;
  • dívida emocional.

Nesse caso, o que parece uma dádiva pode se transformar:

em barganha.

A BARGANHA DISFARÇADA DE GENEROSIDADE

O texto descreve certas “dádivas” como:

ofertas feitas esperando retorno.

É como um empréstimo:

“Estou dando agora, mas depois você me deve.”

Talvez não digamos isso em voz alta.

Mas podemos pensar:

“Depois de tudo que fiz por você…”

“Você deveria reconhecer.”

“Eu mereço receber algo de volta.”

“Se eu dei amor, você me deve amor.”

Isso é:

troca.

Não necessariamente:

verdadeira dádiva.

A CULPA TRANSFORMA O DAR EM DÍVIDA

A lição afirma que as trocas baseadas em perda e ganho se tornam:

barganhas feitas com culpa.

Porque quem recebe pode sentir:

dívida.

E quem oferece pode sentir:

cobrança.

Assim, aquilo que deveria aproximar:

separa.

O CURSO QUER REVERTER NOSSA IDEIA SOBRE DAR

O texto afirma que uma das metas centrais do aprendizado é:

reverter nossa compreensão sobre o que significa dar.

Por quê?

Porque precisamos aprender que:

dar é também receber.

APRENDEMOS A TEMER O DAR

A lição diz que dar se tornou:

fonte de medo.

Isso pode acontecer porque pensamos:

“Se eu der, ficarei sem.”

“Se eu perdoar, perderei poder.”

“Se eu oferecer paz, estarei cedendo.”

“Se eu amar sem cobrança, serei prejudicada.”

A Lição 105 responde:

aquilo que é verdadeiramente dado não diminui.

DAR PAZ NÃO REDUZ SUA PAZ

Se você oferece paz a alguém:

não perde paz.

Se oferece:

compreensão,

não necessariamente fica:

com menos compreensão.

Se oferece:

perdão,

não entrega algo limitado.

Ao contrário:

fortalece em si aquilo que oferece.

ACEITE A PAZ E A ALEGRIA DE DEUS

A lição orienta:

aceitar a paz e a alegria de Deus.

Ao aceitá-las, aprendemos:

uma nova maneira de olhar para uma dádiva.

Elas não diminuem:

aumentam.

DAR VERDADEIRAMENTE É CRIAÇÃO

O texto afirma:

“Dar verdadeiramente é criação.”

Essa é uma das ideias mais profundas da Lição 105.

Na linguagem do Curso, o verdadeiro dar:

estende aquilo que já é ilimitado.

O Amor:

estende Amor.

A paz:

estende paz.

A alegria:

estende alegria.

O ILIMITADO NÃO DIMINUI QUANDO É COMPARTILHADO

Quando uma vela acende outra:

a primeira não perde sua chama.

Essa imagem ajuda a compreender:

o princípio.

A paz verdadeira:

não precisa ser dividida em pedaços.

A alegria:

não precisa ser guardada para não acabar.

A ALEGRIA DO CRIADOR TAMBÉM SE EXPANDE

O texto diz que, assim como nossa paz e alegria aumentam quando as aceitamos:

a alegria do Criador também cresce quando recebemos Sua paz e alegria como nossas.

Dentro da linguagem da lição, receber:

também é dar.

Aceitar:

completa o fluxo da dádiva.

ÀS VEZES SABEMOS DAR, MAS NÃO SABEMOS RECEBER

Podemos dizer:

“Prefiro dar.”

Mas sentir desconforto:

ao receber.

Talvez pensemos:

“Não quero dever nada.”

“Não mereço.”

“Preciso devolver imediatamente.”

A Lição 105 corrige:

a associação entre receber e dívida.

RECEBER DE DEUS NÃO CRIA DÍVIDA

A paz recebida:

não precisa ser paga.

A alegria recebida:

não cria obrigação.

Ela é:

dádiva.

ACEITE HOJE A PAZ E A ALEGRIA COMO SUAS

O texto diz:

“Hoje, aceita a paz e a alegria de Deus como tuas.”

E reafirma:

Deus não pode dar através da perda.

Nem nós:

precisamos dar através da perda.

A PRÁTICA DE HOJE COMEÇA DE MANEIRA DIFERENTE

A Lição 105 introduz uma mudança interessante.

Em vez de começar imediatamente pensando:

em nós,

começamos pensando:

nos irmãos aos quais negamos paz e alegria.

Isso é fundamental.

AQUILO QUE NEGAMOS AO OUTRO, NEGAMOS A NÓS MESMOS

O texto afirma que, quando negamos paz e alegria a outra pessoa:

é a nós mesmos que as negamos.

Talvez pensemos:

“Ela não merece paz.”

“Quero que ela sofra.”

“Ela não merece felicidade depois do que fez.”

A lição pergunta:

o que acontece na mente que sustenta esse pensamento?

Ela também perde:

paz.

PENSE EM SEUS “INIMIGOS”

O texto pede que pensemos por alguns momentos naqueles que percebemos como:

“inimigos”.

Não precisa ser:

um inimigo literal.

Pode ser alguém:

  • que a irrita;
  • com quem existe mágoa;
  • que a decepcionou;
  • que você julga;
  • cuja felicidade incomoda;
  • que você acredita não merecer paz.

A FRASE PARA OFERECER AO OUTRO

A prática orienta dizer:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

Essa frase contém:

toda a lógica da lição.

Eu ofereço:

aquilo que quero receber.

E, ao oferecer:

torno-me disponível para reconhecê-lo em mim.

NÃO É UMA TROCA

Observe que não é:

“Eu te dou paz se você me der paz.”

É:

“Eu te ofereço paz para que eu reconheça que paz é minha.”

O outro não precisa:

  • concordar;
  • mudar;
  • agradecer;
  • responder.

A prática ocorre:

em sua mente.

PERDÃO E RECEBIMENTO ESTÃO LIGADOS

Se quero:

paz,

mas desejo que outra pessoa:

não tenha paz,

crio:

uma contradição.

Se quero:

alegria,

mas penso que alguém deveria sofrer,

mantenho:

a ideia de que as dádivas são limitadas.

A PAZ NÃO É PRIVILÉGIO

Na lógica da lição:

as leis de Deus são iguais.

A paz e a alegria:

pertencem a todos.

Não porque todos os comportamentos sejam corretos.

Mas porque:

a verdadeira identidade não depende do comportamento.

OFERECER PAZ NÃO É APROVAR COMPORTAMENTOS

Você pode dizer interiormente:

“Eu te ofereço paz.”

E ainda:

  • estabelecer limites;
  • afastar-se;
  • exigir respeito;
  • reconhecer danos;
  • buscar justiça;
  • proteger-se.

O que você deixa de alimentar é:

a necessidade de que o outro sofra para você ficar em paz.

PREPARANDO A MENTE PARA RECEBER

A lição diz que, ao oferecer paz e alegria àqueles aos quais as negamos:

retiramos barreiras que impediam nosso próprio recebimento.

Então podemos dizer:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

Porque:

oferecemos aquilo que desejamos receber.

A FRASE CENTRAL GANHA NOVO SIGNIFICADO

Antes:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

poderia soar como:

posse individual.

Depois da prática:

torna-se inclusão.

É minha:

porque também é sua.

SE É VERDADEIRO, NÃO PODE SER EXCLUSIVO

Essa é uma chave da lição.

A paz que depende:

da exclusão de alguém

não é a paz ensinada aqui.

A alegria construída:

sobre a perda de alguém

não é a alegria de Deus.

FECHE OS OLHOS E DEIXE A VOZ INTERIOR CONFIRMAR

O texto orienta:

dizer a ideia do dia,

fechar os olhos por um momento,

e deixar que a Voz de Deus confirme:

que essas palavras são verdadeiras.

A prática não termina:

na repetição verbal.

Ela convida:

à experiência.

CINCO MINUTOS SEMPRE QUE PUDER

A lição orienta:

passar cinco minutos dessa forma sempre que possível.

Mas acrescenta algo muito importante:

menos tempo também tem valor.

NÃO TRANSFORME A PRÁTICA EM PERFECCIONISMO

O texto diz que não devemos pensar que:

menos de cinco minutos não vale nada.

Se não puder praticar cinco:

pratique menos.

Se não puder fechar os olhos:

recorde a frase.

Se esqueceu:

volte.

PELO MENOS A CADA HORA

A orientação mínima é:

lembrar-se a cada hora das palavras que invocam aquilo que Deus quer dar e quer que recebamos.

Isso mantém:

a continuidade.

NÃO INTERFIRA COM AQUILO QUE DEUS QUER DAR

O texto orienta:

“Determina-te hoje a não interferir com o que é Sua Vontade.”

Como interferimos?

Talvez pensando:

“Eu não mereço paz.”

“Ele não merece alegria.”

“Preciso continuar com raiva.”

“Preciso guardar essa mágoa.”

Esses pensamentos:

bloqueiam o recebimento.

CADA PESSOA DIFÍCIL TORNA-SE UMA NOVA OPORTUNIDADE

A lição diz que, se um irmão parecer tentar você a negar-lhe a dádiva de Deus:

veja isso como outra oportunidade para receber essas dádivas como suas.

Isso muda:

o sentido do gatilho.

A pessoa difícil deixa de ser apenas:

obstáculo.

Pode se tornar:

oportunidade de prática.

ABENÇOE COM GRATIDÃO

A orientação é:

abençoar o irmão com gratidão

e novamente dizer:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

PRÁTICA IDEAL — CINCO MINUTOS

1. PENSE EM ALGUÉM

Escolha uma pessoa a quem você percebe ter negado:

paz

ou:

alegria.

2. OBSERVE SEU JULGAMENTO

Talvez:

“Ela não merece.”

“Quero que ela perceba o que fez.”

“Não quero que fique bem.”

Não se condene:

apenas reconheça.

3. DIGA

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

4. PENSE EM OUTRA PESSOA

Repita.

5. ENTÃO DIGA PARA SI

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

6. FECHE OS OLHOS

Permaneça:

em silêncio.

7. RECEBA

Não tente produzir:

emoção.

Apenas permita:

uma pequena abertura.

PRÁTICA PARA RAIVA

Quando alguém irritá-la:

pare.

Antes de responder, diga interiormente:

“Eu te ofereço paz.”

Depois pergunte:

“Como posso responder sem negar paz a nós dois?”

PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO

Uma mágoa pode dizer:

“Não quero que essa pessoa esteja em paz.”

Observe.

Depois:

“Se nego paz a ela em minha mente, também nego paz a mim.”

PRÁTICA PARA INVEJA

Quando alguém recebe algo bom e você sentir:

desconforto,

pergunte:

“Estou tratando alegria como um recurso limitado?”

Depois:

“A alegria de outra pessoa não reduz a minha.”

PRÁTICA PARA COMPETIÇÃO

Pensamento:

“Se ela ganha, eu perco.”

A lição diz que isso expressa:

limitação e insuficiência.

Corrija:

“Uma verdadeira dádiva não exige que alguém perca.”

PRÁTICA PARA DAR ESPERANDO RETORNO

Antes de oferecer algo, pergunte:

“Estou dando ou negociando?”

Depois:

“Eu ficaria em paz se não recebesse reconhecimento?”

Essa pergunta pode revelar:

expectativas escondidas.

PRÁTICA PARA COBRANÇA EM RELACIONAMENTOS

Quando pensar:

“Depois de tudo que fiz…”

pare.

Pergunte:

“Transformei minha dádiva em dívida?”

PRÁTICA PARA RECEBER

Quando alguém lhe oferecer:

  • ajuda;
  • carinho;
  • elogio;
  • presente;
  • atenção;

observe se surge:

desconforto.

Em vez de imediatamente devolver:

diga:

“Posso receber sem dívida.”

PRÁTICA PARA QUEM TEM DIFICULDADE DE ACEITAR ALEGRIA

Diga:

“A alegria não me é emprestada. Ela pertence a mim na verdade.”

PRÁTICA PARA PAZ EM UM CONFLITO

Pergunte:

“Para eu ter paz, alguém precisa perder?”

Se a resposta for:

sim,

talvez ainda esteja funcionando:

a lógica da barganha.

UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS

  1. Pense em alguém.
  2. Diga:

“Eu te ofereço paz e alegria.”

  1. Respire.
  2. Diga:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

  1. Permaneça alguns segundos:

em silêncio.

UMA MICROPRÁTICA PARA RAIVA

“Não preciso negar paz para me proteger.”

UMA MICROPRÁTICA PARA INVEJA

“A alegria não é limitada.”

UMA MICROPRÁTICA PARA DAR

“Dar verdadeiramente não me diminui.”

UMA MICROPRÁTICA PARA RECEBER

“Posso receber sem culpa.”

UMA MICROPRÁTICA PARA PERDÃO

“O que ofereço é aquilo que aprendo a reconhecer como meu.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando:

  • pensar que outra pessoa precisa perder para você ganhar;
  • sentir inveja da felicidade de alguém;
  • oferecer algo esperando retorno;
  • cobrar reconhecimento;
  • transformar ajuda em dívida;
  • negar paz a alguém em sua mente;
  • querer que uma pessoa sofra;
  • sentir dificuldade para receber;
  • associar generosidade a perda;
  • acreditar que paz e alegria são limitadas.

MARCADORES DA BARGANHA

  • “Depois de tudo que fiz por você…”
  • “Agora você me deve.”
  • “Eu só dou se receber.”
  • “Se ela ganha, eu perco.”
  • “Não quero que essa pessoa seja feliz.”
  • “Preciso ser reconhecida pelo que dei.”

MARCADORES DA DÁDIVA VERDADEIRA

  • não exige perda;
  • não cria dívida;
  • pode ser recebida sem culpa;
  • aumenta ao ser compartilhada;
  • não depende de reconhecimento;
  • inclui o outro;
  • fortalece em mim aquilo que ofereço;
  • nasce da abundância e não da escassez.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • Acredito que dar significa perder?
  • Quando ofereço algo, espero retorno?
  • Transformo amor em dívida?
  • Existe alguém a quem não quero oferecer paz?
  • Quero que alguém sofra para “aprender”?
  • A felicidade de alguém desperta inveja?
  • Tenho dificuldade em receber sem sentir obrigação?
  • Consigo acreditar que paz e alegria aumentam quando são compartilhadas?
  • Em que relação preciso abandonar uma barganha?
  • O que mudaria se eu acreditasse que ninguém precisa perder para que eu ganhe?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — MINHAS BARGANHAS

Complete:

“QUANDO EU DOU, ÀS VEZES ESPERO QUE O OUTRO…”

Escreva livremente.

Talvez:

  • agradeça;
  • retribua;
  • permaneça;
  • mude;
  • reconheça;
  • obedeça.

Depois pergunte:

“Isso era uma dádiva ou uma negociação?”

EXERCÍCIO — QUEM NÃO MERECE PAZ?

Complete:

“TENHO DIFICULDADE DE DESEJAR PAZ PARA…”

Escreva um nome.

Depois:

“ACREDITO QUE ESSA PESSOA NÃO MERECE PAZ PORQUE…”

Observe.

Agora diga:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

EXERCÍCIO — GANHAR E PERDER

Escreva três situações nas quais pensa:

“Se o outro ganha, eu perco.”

Depois pergunte:

“Essa lógica se aplica à paz, ao Amor e à alegria?”

Finalize:

“O que é verdadeiramente dado não acarreta perda.”

EXERCÍCIO — RECEBER SEM DÍVIDA

Pense em algo bom que recebeu recentemente.

Escreva:

“QUANDO RECEBI, SENTI…”

Talvez:

  • gratidão;
  • culpa;
  • obrigação;
  • desconforto.

Depois:

“POSSO RECEBER UMA DÁDIVA SEM TRANSFORMÁ-LA EM DÍVIDA.”

EXERCÍCIO — O QUE QUERO RECEBER?

Liste:

três qualidades que deseja experimentar mais.

Por exemplo:

  • paz;
  • alegria;
  • compreensão.

Agora pergunte:

“Onde posso oferecê-las hoje?”

EXERCÍCIO — CINCO MINUTOS DE PAZ E ALEGRIA

Pense em algumas pessoas.

Para cada uma, diga:

“Eu te ofereço paz e alegria.”

Depois:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

Feche os olhos.

Permita:

que essas palavras sejam confirmadas no silêncio.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 105

  • Comece pensando naqueles irmãos aos quais você percebe ter negado paz e alegria.
  • Para cada um, diga:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

  • Depois reconheça:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

  • Feche os olhos por um momento e permita que a Voz interior confirme a verdade dessas palavras.
  • Passe cinco minutos dessa forma sempre que puder.
  • Se não puder oferecer os cinco minutos completos, não desvalorize períodos menores; pelo menos recorde a ideia a cada hora.
  • Quando alguém parecer tentá-la a negar-lhe paz ou alegria, veja a situação como:

nova oportunidade de receber as dádivas de Deus como suas.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

  • “A paz e a alegria de Deus são minhas.”
  • “Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria.”
  • “Aquilo que verdadeiramente dou não me diminui.”
  • “Ninguém precisa perder para que eu ganhe.”
  • “A alegria não é limitada.”
  • “Dar paz fortalece a paz em mim.”
  • “Posso receber sem culpa e sem dívida.”
  • “Não preciso transformar amor em barganha.”
  • “Aquilo que desejo receber, posso aprender a oferecer.”
  • “Hoje não interferirei com a paz e a alegria que Deus quer me dar.”

A LIÇÃO 105 E A LIÇÃO 104

Na Lição 104 aprendemos:

“Eu busco apenas o que pertence a mim na verdade.”

E reconhecemos:

alegria e paz são nossa herança.

Hoje damos um passo além:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

A Lição 104 ensinou:

reconhecer.

A Lição 105 ensina:

receber e compartilhar.

Assim:

BUSCAR → RECEBER → DAR → RECONHECER MAIS PROFUNDAMENTE.

A PRÓXIMA LIÇÃO

A Lição 106 continuará diretamente o tema de dar e receber:

“Que eu me aquiete e escute a verdade.”

A próxima lição pedirá que deixemos de lado:

a voz do ego

e escutemos:

a Voz da verdade.

Ela perguntará:

“O que significa dar e receber?”

E aprofundará a ideia de que precisamos:

receber primeiro

para então nos tornarmos:

doadores daquilo que recebemos.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje quero aprender

uma nova maneira:

de dar.

Não quero mais confundir

dar com:

perder.

Nem receber com:

dever.

Nem amor com:

cobrança.

Nem generosidade com:

sacrifício.

A Lição 105 diz:

A paz e a alegria de Deus são minhas.

Mas para reconhecê-las

como minhas,

preciso abandonar

a ideia de que:

não pertencem aos outros.

Se quero paz,

mas desejo:

sofrimento para alguém,

estou dizendo

à minha própria mente

que paz:

pode ser negada.

Se quero alegria,

mas invejo:

a alegria do outro,

estou ensinando

que alegria:

é limitada.

Hoje quero aprender:

outra lei.

Aquilo que realmente dou

não diminui:

em mim.

Quando ofereço paz,

aprendo:

que paz existe.

Quando ofereço alegria,

reconheço:

que alegria pode ser compartilhada.

Quando abençoo

alguém que eu costumava:

condenar,

retiro uma barreira

que também me separava:

da minha própria paz.

Hoje talvez exista

uma pessoa

que minha mente diga:

“Ela não merece.”

Quero parar por um instante.

Não preciso aprovar:

o que ela fez.

Não preciso abandonar:

meus limites.

Mas posso dizer:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria.”

Não como presente

que sai de mim

e me deixa:

com menos.

Mas como reconhecimento

de uma verdade

que inclui:

a nós dois.

E então posso voltar

para mim mesma

e dizer:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

Talvez essa seja

a nova compreensão

de hoje:

para realmente receber uma dádiva ilimitada,

preciso deixar de tentar:

limitá-la.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje quero receber:

a paz

e:

a alegria de Deus.

Tenho buscado essas dádivas

muitas vezes,

mas também tenho colocado

barreiras:

diante delas.

Tenho acreditado

que, para eu ganhar,

alguém precisa:

perder.

Tenho dado

esperando:

retorno.

Tenho ajudado

e depois:

cobrado.

Tenho amado

e criado:

dívidas.

Tenho negado

paz a pessoas

que julguei:

não merecê-la.

Hoje quero aprender:

outra forma de dar.

Ajuda-me a compreender

que a verdadeira dádiva

não produz:

perda.

Que paz compartilhada

não fica:

menor.

Que alegria oferecida

não diminui:

minha alegria.

Que Amor verdadeiro

não cria:

dívida.

Mostra-me aqueles

a quem ainda nego

interiormente:

paz.

E dá-me disposição

para dizer:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”

Que eu não use essa frase

para negar:

o discernimento.

Que eu saiba estabelecer:

limites.

Que eu saiba reconhecer:

comportamentos inadequados.

Mas que eu não transforme

limites:

em condenação.

Que eu não precise

do sofrimento

de outra pessoa

para acreditar:

em minha segurança.

Ensina-me também:

a receber.

A receber amor

sem sentir:

dívida.

A receber ajuda

sem imediatamente:

me culpar.

A receber alegria

sem pensar:

que alguém ficou com menos.

Hoje quero permitir

que o fluxo seja:

completo.

Receber.

Dar.

Receber mais profundamente.

E reconhecer:

aquilo que sempre foi meu.

A paz e a alegria de Deus são minhas.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“A paz e a alegria de Deus são minhas. Hoje abandono a crença de que alguém precisa perder para que eu ganhe, ofereço aos meus irmãos aquilo que desejo receber e permito que paz, alegria e Amor aumentem em minha consciência à medida que são verdadeiramente compartilhados.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

Depois pergunte:

A QUEM NEGUEI PAZ HOJE?

Observe.

DESEJEI QUE ALGUÉM SOFRESSE?

Por quê?

SENTI INVEJA DA ALEGRIA DE ALGUÉM?

OFERECI ALGO ESPERANDO RETORNO?

O quê?

COBREI INTERIORMENTE ALGUMA DÁDIVA QUE FIZ?

TRANSFORMEI AMOR EM DÍVIDA?

CONSEGUI RECEBER ALGO SEM CULPA?

OFERECI PAZ A ALGUMA PESSOA DIFÍCIL?

Como me senti?

HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE PERCEBI QUE A ALEGRIA DO OUTRO NÃO DIMINUI A MINHA?

Finalize:

“Ninguém precisa perder para que eu receba.”

Depois:

“A paz e a alegria de Deus são minhas.”

LIÇÃO 105 — ESSÊNCIA

  • A ideia central é “A paz e a alegria de Deus são minhas.”
  • A lição ensina que paz e alegria já nos pertencem e aumentam à medida que são recebidas.
  • As verdadeiras dádivas não funcionam segundo a lógica de ganho e perda; ninguém precisa perder para que outro realmente ganhe.
  • Aquilo que chamamos de dar pode se transformar em barganha quando contém expectativa de retorno, dívida ou culpa.
  • Uma das metas do Curso é reverter nossa compreensão sobre dar, para reconhecermos que o verdadeiro dar também permite receber.
  • Paz e alegria não diminuem quando compartilhadas; ao contrário, a lição afirma que aumentam.
  • O verdadeiro dar é apresentado como criação, uma extensão do que é ilimitado.
  • Somos convidados a aceitar hoje a paz e a alegria de Deus como nossas, reconhecendo que Deus não dá através da perda e nós também não precisamos dar dessa forma.
  • A prática começa pensando nos irmãos aos quais negamos paz e alegria, reconhecendo que, ao negá-las a eles, também as negamos a nós mesmos.
  • A fórmula de aplicação é: “Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria, para que a paz e a alegria de Deus possam ser minhas.”
  • Depois, somos orientados a afirmar “A paz e a alegria de Deus são minhas”, fechar os olhos e permitir que a verdade da ideia seja confirmada interiormente.
  • A prática ideal utiliza cinco minutos sempre que possível, mas períodos menores continuam tendo valor; pelo menos a cada hora devemos recordar a ideia.
  • Quando uma pessoa parecer provocar a vontade de negar-lhe paz, a lição orienta transformar esse momento em nova oportunidade de receber as dádivas de Deus, oferecendo-as novamente ao irmão.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

A Lição 105 nos ensina

uma lei muito diferente

daquela que usamos:

no mundo.

O mundo diz:

“Se eu der, terei menos.”

“Se você ganhar, posso perder.”

“Se eu oferecer, você me deve.”

A lição diz:

isso não descreve uma verdadeira dádiva.

Paz não funciona:

como dinheiro.

Alegria não funciona:

como um objeto.

Amor não precisa:

ser dividido em porções.

Quando ofereço paz,

não retiro paz:

de mim.

Posso, ao contrário,

reconhecê-la:

mais profundamente.

Por isso a prática começa

justamente com:

aquelas pessoas que excluímos.

Aquelas para quem pensamos:

“Você não merece estar em paz.”

Hoje a lição pergunta:

é possível conservar paz enquanto desejo ausência de paz para outro?

E sua resposta é:

não.

Então praticamos:

“Meu irmão, eu te ofereço paz e alegria.”

Não para fingir

que nada aconteceu.

Não para eliminar:

limites.

Não para aceitar:

comportamentos prejudiciais.

Mas para deixar de usar

a condenação

como método:

de proteção.

E então descobrimos:

aquilo que ofereço realmente não sai de mim.

Ele se torna:

mais reconhecível.

Quando deixo de limitar

a paz para o outro,

posso reconhecê-la:

como minha.

Quando deixo de tratar

a alegria como escassa,

posso recebê-la:

sem inveja.

Quando deixo de transformar

o dar em dívida,

posso começar:

a receber sem culpa.

Assim,

a frase da lição

ganha seu significado completo:

A paz e a alegria de Deus são minhas.

Porque elas não são:

apenas minhas.

São dádivas que,

por sua própria natureza,

podem ser:

recebidas,

oferecidas

e:

compartilhadas

sem jamais diminuírem.