LIÇÃO 73 — É MINHA VONTADE QUE HAJA LUZ

Lição 73 de Um Curso em Milagres: É minha vontade que haja luz, reflexão sobre vontade de Deus, perdão, mágoas, luz interior, felicidade, paz e libertação

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

A Lição 73 apresenta uma afirmação de vontade:

“É minha vontade que haja luz.”

O texto distingue essa vontade profunda dos desejos do ego. A vontade que compartilhamos com Deus é descrita como dotada do poder da criação, enquanto os desejos do ego podem produzir ilusões nas quais acreditamos, mas não criam nada real.

Hoje, portanto, o treinamento nos convida a perguntar:

o que eu realmente quero?

Não o que o medo quer.

Não o que a mágoa quer.

Não o que o ego exige.

Mas:

qual é a minha verdadeira vontade?

A VONTADE QUE COMPARTILHAMOS COM DEUS

A lição afirma que existe uma vontade em nós que:

não está em oposição a Deus.

Essa vontade não deseja:

• sofrimento;

• culpa;

• escuridão;

• separação.

Ela deseja:

luz.

E essa luz está ligada à:

• verdade;

• liberdade;

• perdão;

• felicidade.

O EGO TAMBÉM TEM DESEJOS

Mas o Curso chama esses desejos de:

desejos vãos.

Eles podem construir um mundo de ilusões no qual nossa crença se torna muito intensa.

Mas, segundo a lição, eles não têm:

poder verdadeiro de criação.

QUAIS PODEM SER ESSES DESEJOS?

“Quero que ele sofra.”

“Quero provar que estou certa.”

“Quero controlar tudo.”

“Quero que todos reconheçam meu valor.”

“Quero guardar essa mágoa.”

Eles parecem:

vontade.

Mas a Lição 73 pergunta:

isso é realmente o que você quer?

MÁGOAS E DESEJOS VÃOS TRABALHAM JUNTOS

O texto afirma que desejos do ego e mágoas são como:

parceiros na construção da imagem do mundo que vemos.

Os desejos do ego ajudam a formar essa percepção, e as mágoas a mantêm, povoando o mundo com figuras que parecem atacar e exigir julgamento.

ISSO É MUITO IMPORTANTE

Quando guardamos uma mágoa, não vemos apenas:

uma pessoa.

Vemos:

uma imagem construída pelo julgamento.

A mente diz:

“Ele é o agressor.”

“Ela é a culpada.”

“Eu sou a vítima.”

E então cada encontro começa a confirmar:

a mesma história.

A MÁGOA SE INTERPÕE ENTRE NÓS E O OUTRO

O texto afirma que essas imagens impedem o reconhecimento:

do irmão

e:

do próprio Ser.

Isso quer dizer que, quando olho exclusivamente através do ressentimento:

não vejo o outro por inteiro.

E também:

não reconheço quem sou.

A CULPA VAI E VOLTA

A lição descreve uma espécie de negociação na qual:

a culpa é trocada de um lado para outro

e, a cada troca:

as mágoas aumentam.

Essa dinâmica é muito reconhecível.

“Você fez isso.”

“Mas você fez aquilo.”

“Você começou.”

“Foi por sua culpa.”

O conflito cresce.

QUANDO A CULPA É A MOEDA, A PAZ DESAPARECE

Cada pessoa tenta:

colocar a culpa na outra.

Mas o resultado é:

mais ressentimento.

A LIÇÃO FAZ UMA PERGUNTA RADICAL

Esse mundo de:

• culpa;

• ataque;

• sofrimento;

• destruição

poderia realmente ter sido criado pela Vontade que compartilhamos com Deus?

O texto sugere que não.

A CRIAÇÃO E O SOFRIMENTO NÃO SÃO APRESENTADOS COMO A MESMA COISA

Na linguagem de UCEM:

a criação pertence à Vontade de Deus.

Enquanto:

o mundo de sofrimento que percebemos está associado aos desejos do ego.

HOJE TENTAMOS ALCANÇAR UM MUNDO DE ACORDO COM NOSSA VERDADEIRA VONTADE

O texto afirma que existe uma maneira de ver o mundo na qual:

a luz está presente,

porque essa percepção não está em oposição à Vontade de Deus.

Esse mundo ainda não é chamado de Céu, mas:

a luz do Céu brilha sobre ele.

O QUE MUDA?

Não necessariamente:

todos os fatos externos.

O que muda é:

a percepção.

A escuridão diminui.

Os desejos vãos perdem força.

E a luz começa a refletir:

nossa verdadeira vontade.

E ONDE DEVEMOS PROCURAR ESSA LUZ?

A resposta da lição é:

em nós.

O texto afirma que a luz refletida no mundo precisa ser procurada interiormente porque ela expressa nossa própria vontade compartilhada com Deus.

O MUNDO QUE VEJO ESPELHA O QUE ESTÁ DENTRO

O texto afirma:

nosso retrato do mundo só pode refletir aquilo que está em nós.

Nem a fonte da luz nem a fonte das trevas é encontrada:

fora.

Isso continua diretamente as Lições 69 e 70.

LIÇÃO 69

As mágoas escondem a luz em mim.

LIÇÃO 70

Minha salvação vem de mim.

LIÇÃO 73

Minha verdadeira vontade:

é que haja luz.

AS MÁGOAS ESCURECEM A MENTE

A lição afirma que:

mágoas escurecem nossa mente

e então olhamos para:

um mundo escurecido.

O perdão, por sua vez:

dissipa a escuridão,

reafirma nossa vontade

e nos permite olhar:

para um mundo de luz.

ISSO MOSTRA UMA RELAÇÃO DIRETA

MÁGOA → ESCURIDÃO

PERDÃO → LUZ

Mas observe:

o perdão não cria a vontade de luz.

Ele:

revela o que já queríamos verdadeiramente.

A LIÇÃO QUESTIONA O DESEJO PELO SOFRIMENTO

O texto pergunta, em essência:

você realmente quer permanecer no inferno?

realmente quer continuar sofrendo?

A lição afirma que o ego tenta convencer a mente de que o sofrimento pode ser desejável ou inevitável, mas:

sofrimento não é felicidade.

E A FELICIDADE É O QUE REALMENTE QUEREMOS

Esse é um dos pontos decisivos da lição.

O texto declara:

a felicidade é nossa verdadeira vontade.

E, por isso:

a salvação também é nossa vontade.

ISSO SIGNIFICA QUE NÃO ESTAMOS LUTANDO CONTRA NOSSA VERDADEIRA NATUREZA

Talvez o ego resista.

Talvez uma parte da mente ainda queira:

• conservar mágoas;

• atacar;

• punir.

Mas a lição afirma que, num nível mais profundo:

queremos liberdade.

QUEREMOS LEMBRAR QUEM SOMOS

O texto diz que, acima de tudo, queremos:

a liberdade de recordar nossa verdadeira identidade.

Esse é um retorno à Lição 67:

“O Amor me criou como Ele Mesmo.”

A ESCURIDÃO NÃO É NOSSA VERDADEIRA VONTADE

Isso é essencial.

Quando guardamos ressentimento, pode parecer que:

realmente queremos continuar sofrendo.

A lição corrige:

não.

Existe uma vontade mais profunda que quer:

luz.

O EGO É IMPOTENTE DIANTE DA VERDADEIRA VONTADE

O texto afirma que, quando nossa verdadeira vontade é reconhecida, o ego permanece:

impotente diante dela.

Isso não significa que pensamentos do ego desapareçam imediatamente.

Significa que eles não possuem:

a mesma autoridade que lhes demos.

A PRÁTICA MAIS LONGA DE HOJE

O texto orienta começar reconhecendo que:

o plano de Deus para a salvação está totalmente de acordo com nossa vontade.

Não é um propósito externo imposto contra nós.

É aquilo em que:

nossa vontade e a de Deus estão em acordo.

ISSO DESFAZ UMA IMAGEM MUITO ANTIGA

A ideia de que:

Deus quer algo para mim

mas:

eu quero outra coisa.

A Lição 73 diz:

no nível verdadeiro, não há essa oposição.

A VONTADE DE DEUS NÃO É UM PODER ESTRANHO IMPONDO-SE SOBRE VOCÊ

O texto afirma explicitamente que o plano de salvação não é:

o propósito de um poder alheio imposto contra nossa vontade.

É:

o propósito no qual Pai e Filho estão em perfeito acordo.

A FRASE CENTRAL DA PRÁTICA LONGA

Depois desse reconhecimento, diga com:

suave firmeza

e:

serena convicção:

“É minha vontade que haja luz. Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

ESSA FRASE TEM DUAS PARTES

1. DECLARAÇÃO

“É minha vontade que haja luz.”

2. ABERTURA PARA VER

“Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

Não estamos apenas dizendo:

“Quero luz.”

Estamos pedindo:

“Quero vê-la.”

DEPOIS, A PRÁTICA É ENTREGUE À ORIENTAÇÃO

O texto orienta deixar que a vontade se afirme unida ao poder de Deus e colocar o restante do período de prática:

sob Sua orientação.

NÃO PRECISA CONTROLAR O RESTO DA MEDITAÇÃO

Depois da frase:

silêncio.

Talvez surja:

• quietude;

• paz;

• uma imagem;

• uma compreensão;

• nada especial.

A prática continua válida.

A PRÁTICA CURTA

Nos períodos mais curtos, a formulação é:

“É minha vontade que haja luz. A escuridão não é minha vontade.”

Essa frase deve ser repetida:

várias vezes por hora.

E HÁ UM MOMENTO EM QUE ELA É PARTICULARMENTE IMPORTANTE

Quando surgir:

uma mágoa.

O texto orienta aplicar imediatamente a ideia, porque isso ajuda:

a soltar a mágoa

em vez de:

alimentá-la e escondê-la na escuridão.

ESSA É UMA DAS APLICAÇÕES MAIS PRÁTICAS DA LIÇÃO

Surge uma mágoa.

Em vez de continuar:

a história,

diga:

“É minha vontade que haja luz.”

Depois:

“A escuridão não é minha vontade.”

NÃO PRECISA NEGAR A EMOÇÃO

Talvez ainda esteja:

irritada.

A frase não significa:

“Não sinto isso.”

Significa:

“Isso não é o que quero manter.”

EXISTE UMA DIFERENÇA ENTRE SENTIR E QUERER CONSERVAR

Você pode sentir:

raiva.

Sem concluir:

“Quero cultivá-la.”

Pode sentir:

tristeza.

Sem concluir:

“Quero permanecer presa nela.”

A LIÇÃO NOS DEVOLVE O PODER DE ESCOLHER O QUE NUTRIMOS

Não necessariamente:

o que aparece primeiro.

Mas:

o que alimentamos depois.

PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO

Quando uma pessoa vier à mente:

“É minha vontade que haja luz.”

Depois:

“A escuridão não é minha vontade.”

Pergunte:

“Estou alimentando esta mágoa ou estou disposta a soltá-la?”

PRÁTICA PARA AUTOCULPA

Quando pensar:

“Preciso continuar me punindo”,

pergunte:

“Isso é realmente o que quero?”

Depois:

“É minha vontade que haja luz.”

PRÁTICA PARA UMA DISCUSSÃO

Antes de responder:

“Qual vontade quero expressar aqui?”

Ataque?

Ou:

luz?

Depois:

“A escuridão não é minha vontade.”

PRÁTICA PARA QUANDO QUISER ESTAR CERTA A QUALQUER PREÇO

Pergunte:

“Quero mais ter razão ou ter paz?”

Talvez o ego responda:

“Ter razão.”

Mas a lição pergunta:

“Isso realmente me fará feliz?”

PRÁTICA PARA PENSAMENTOS REPETITIVOS

Quando uma cena voltar:

pare.

“Esta repetição está trazendo luz ou mantendo escuridão?”

Depois:

“É minha vontade que haja luz.”

PRÁTICA PARA O PASSADO

Talvez um acontecimento não possa mudar.

Mas sua vontade agora pode ser:

não continuar usando o passado para escurecer o presente.

PRÁTICA PARA O MUNDO

Ao ver notícias, conflitos ou situações difíceis, talvez pareça que:

apenas escuridão existe.

A lição recorda:

a fonte da luz não está fora.

Pergunte:

“Que percepção estou escolhendo nutrir?”

PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Antes de encontrar alguém com quem existe tensão:

“É minha vontade que haja luz.”

Isso não significa:

deixar de conversar sobre problemas.

Significa:

entrar com outro propósito.

PRÁTICA PARA UMA DECISÃO

Pergunte:

“Essa escolha nasce da vontade de luz ou de um desejo do ego?”

Talvez não saiba imediatamente.

Então observe:

o resultado interno.

Há:

• paz?

• clareza?

Ou:

• urgência;

• ataque;

• medo?

UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS

1. PARE.

2. IDENTIFIQUE O QUE ESTÁ ALIMENTANDO.

Mágoa?

Medo?

Ataque?

3. DIGA:

“É minha vontade que haja luz.”

4. ACRESCENTE:

“A escuridão não é minha vontade.”

5. ESCOLHA NÃO ALIMENTAR O PENSAMENTO POR ALGUNS INSTANTES.

UMA MICROPRÁTICA PARA UMA MÁGOA

“Posso sentir isso sem transformá-lo em minha vontade.”

Depois:

“É minha vontade que haja luz.”

UMA MICROPRÁTICA PARA CULPA

“A culpa pode estar presente, mas não é o que quero conservar.”

Depois:

“A escuridão não é minha vontade.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Perceba quando a mente disser:

• “Quero que ele pague.”

• “Quero continuar com raiva.”

• “Quero provar que estou certa.”

• “Quero me punir.”

• “Quero controlar.”

Então pergunte:

“Quero realmente isso ou estou ouvindo um desejo do ego?”

NÃO SE CULPE PELA RESPOSTA INICIAL

O treinamento não consiste em:

nunca ter desejos do ego.

Consiste em:

aprender a diferenciá-los da verdadeira vontade.

MARCADORES DOS DESEJOS DO EGO

• Produzem ataque.

• Exigem culpa.

• Dependem de comparação.

• Precisam de inimigos.

• Alimentam mágoas.

• Prometem satisfação, mas deixam conflito.

MARCADORES DA VONTADE DE LUZ

• Busca paz.

• Abre espaço para perdão.

• Não precisa condenar.

• Deseja liberdade.

• Quer lembrar a verdade.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• O que acredito querer mais neste momento?

• Isso me leva à luz ou à escuridão?

• Que mágoa ainda alimento como se fosse minha vontade?

• Existe alguém que desejo punir mentalmente?

• O sofrimento realmente é aquilo que quero para mim?

• O que sinto quando digo “É minha vontade que haja luz”?

• Tenho medo de abrir mão da escuridão?

• Que benefício imagino receber do ressentimento?

• Posso reconhecer que felicidade é uma vontade mais profunda?

• Como seria viver hoje lembrando que a escuridão não é minha vontade?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE EU REALMENTE QUERO?

Complete:

“EU QUERO…”

Escreva livremente por alguns minutos.

Depois marque cada resposta:

DESEJO PRÁTICO

ou:

DESEJO DO EGO

ou:

VONTADE DE PAZ.

Não precisa acertar perfeitamente.

O objetivo é:

observar.

EXERCÍCIO — O QUE A MÁGOA QUER?

Escolha uma mágoa.

Complete:

“SE EU DER VOZ A ESSA MÁGOA, ELA QUER…”

Talvez:

• punição;

• reconhecimento;

• vingança.

Depois pergunte:

“É isso que eu realmente quero?”

Finalize:

“É minha vontade que haja luz.”

EXERCÍCIO — LUZ OU ESCURIDÃO?

Divida uma página em duas colunas.

ESCURIDÃO QUE ALIMENTO

• acusações;

• medo;

• culpa;

• controle.

LUZ QUE QUERO

• perdão;

• paz;

• liberdade;

• verdade.

Finalize:

“A escuridão não é minha vontade.”

EXERCÍCIO — O MUNDO ESPELHA A MENTE

Escolha uma situação em que o mundo parece:

hostil.

Pergunte:

“Que pensamentos estão dominando minha percepção agora?”

Depois:

“Como seria olhar para esta situação sem alimentar mágoa?”

EXERCÍCIO — CONTEMPLANDO A LUZ

Feche os olhos.

Diga lentamente:

“É minha vontade que haja luz.”

Depois:

“Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

Fique em silêncio.

Não procure imagens.

Apenas:

permita.

A LIÇÃO 73 E AS LIÇÕES ANTERIORES

Existe uma sequência muito coerente.

LIÇÃO 69

As minhas mágoas escondem a luz do mundo em mim.

LIÇÃO 70

A minha salvação vem de mim.

LIÇÃO 71

Só o plano de Deus para a salvação funcionará.

LIÇÃO 72

Guardar mágoas é um ataque ao plano de Deus para a salvação.

LIÇÃO 73

É minha vontade que haja luz.

Depois de identificar o obstáculo:

mágoa,

e reconhecer onde está a salvação:

na mente,

a lição de hoje pergunta:

o que escolho querer?

A PRÓXIMA LIÇÃO APROFUNDARÁ ESSA UNIÃO

A Lição 74 afirma:

“Não há outra vontade senão a de Deus.”

Hoje reconhecemos:

quero luz.

Amanhã veremos que, segundo o Curso:

essa verdadeira vontade e a Vontade de Deus não estão em conflito.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 73

• Nos períodos prolongados, comece reconhecendo que o plano de Deus para a salvação está totalmente de acordo com sua verdadeira vontade.

• Repita com suave firmeza: “É minha vontade que haja luz. Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

• Coloque o restante do período sob a orientação de Deus, permitindo que sua verdadeira vontade se afirme.

• Nos períodos curtos, repita: “É minha vontade que haja luz. A escuridão não é minha vontade.”

• Faça isso várias vezes por hora.

• Sempre que surgir uma mágoa, aplique a ideia imediatamente para soltá-la em vez de alimentá-la.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

• “É minha vontade que haja luz.”

• “A escuridão não é minha vontade.”

• “Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

• “Posso sentir uma mágoa sem escolhê-la como minha vontade.”

• “Não quero alimentar aquilo que me afasta da paz.”

• “Minha verdadeira vontade é a felicidade.”

• “O perdão dissipa a escuridão.”

• “A luz que procuro precisa ser reconhecida em mim.”

• “Não preciso transformar sofrimento em escolha.”

• “Quero liberdade para lembrar quem sou.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho perguntar:

o que realmente quero?

Talvez uma parte da minha mente queira:

vencer.

punir.

guardar a mágoa.

controlar.

Mas quero reconhecer que existe algo mais profundo.

Uma vontade que não deseja:

sofrimento.

Uma vontade que não deseja:

escuridão.

Uma vontade que quer:

liberdade.

felicidade.

verdade.

Quando uma mágoa surgir,

não preciso negar que ela está aqui.

Mas posso dizer:

“A escuridão não é minha vontade.”

Quando o ego quiser convencer-me

de que meu sofrimento é necessário,

quero lembrar:

sofrimento não é felicidade.

Quando eu sentir que não sei

qual caminho seguir,

quero retornar ao essencial:

É minha vontade que haja luz.

Hoje quero deixar

que essa vontade fale:

mais alto do que a mágoa.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti

os desejos que confundi

com minha verdadeira vontade.

A vontade de vencer.

A vontade de punir.

A vontade de controlar.

A vontade de conservar mágoas

para provar que tenho razão.

Ajuda-me a reconhecer

que esses desejos

não são aquilo que profundamente quero.

Eu quero paz.

Quero liberdade.

Quero recordar quem sou.

Quero felicidade.

Por isso hoje afirmo:

É minha vontade que haja luz.

Quando minha mente

se perder na escuridão,

lembra-me:

A escuridão não é minha vontade.

Quando uma mágoa surgir,

ajuda-me a não alimentá-la.

Que eu possa sentir

o que precisa ser sentido,

sem transformar a dor

num propósito.

Dissipa os pensamentos

que escurecem minha percepção.

Ajuda-me a olhar para dentro

e reconhecer ali

a luz que reflete

Tua Vontade

e a minha.

Que eu não veja

Teu plano como algo

imposto contra mim.

Que eu reconheça:

minha verdadeira vontade está de acordo Contigo.

Hoje coloco

meus pensamentos,

minhas escolhas

e minha percepção

sob Tua orientação.

Que eu contemple

a luz.

Que eu escolha

a luz.

Que eu queira:

a luz.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“É minha vontade que haja luz. A escuridão não é minha vontade. Hoje escolho não alimentar mágoas e permitir que o perdão revele a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“É minha vontade que haja luz.”

Depois pergunte:

QUE DESEJO DO EGO MAIS APARECEU HOJE?

Controle?

Punição?

Aprovação?

EM QUE MOMENTO ALIMENTEI UMA MÁGOA?

Observe.

CONSEGUI LEMBRAR:

“A escuridão não é minha vontade”?

Mesmo uma vez?

HOUVE ALGUMA SITUAÇÃO EM QUE ESCOLHI PERDÃO EM VEZ DE ALIMENTAR A ACUSAÇÃO?

Reconheça.

O QUE PARECEU ME DAR MAIS PAZ?

Guardar?

Ou soltar?

EM QUE MOMENTO SENTI QUE MINHA VONTADE E A VONTADE DE DEUS PODIAM ESTAR DE ACORDO?

Observe.

O QUE REALMENTE QUERO LEVAR PARA AMANHÃ?

Permaneça alguns instantes em silêncio.

Finalize:

“É minha vontade que haja luz.”

Depois:

“Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

LIÇÃO 73 — ESSÊNCIA

• A Lição 73 afirma: “É minha vontade que haja luz.”

• O texto distingue a vontade compartilhada com Deus dos desejos vãos do ego, afirmando que a primeira possui o poder da criação, enquanto os desejos do ego produzem apenas ilusões.

• Desejos vãos e mágoas são apresentados como parceiros na formação da percepção do mundo, colocando imagens de ataque e julgamento entre nossa consciência, os outros e o próprio Ser.

• A lição procura alcançar uma percepção de mundo de acordo com nossa verdadeira vontade, onde a luz do Céu pode ser refletida.

• O texto afirma que a fonte da luz e da escuridão não é encontrada fora: as mágoas escurecem a mente, enquanto o perdão dissipa a escuridão e reafirma nossa vontade.

• O sofrimento não é felicidade, e o texto identifica felicidade e salvação com aquilo que verdadeiramente queremos.

• O período de prática prolongado começa reconhecendo que o plano de Deus para a salvação não é imposto contra nossa vontade, mas está em perfeito acordo com ela.

• A declaração principal da prática longa é: “É minha vontade que haja luz. Que eu contemple a luz que reflete a Vontade de Deus e a minha.”

• Nos períodos curtos, a ideia é: “É minha vontade que haja luz. A escuridão não é minha vontade.” Ela deve ser repetida várias vezes por hora.

• A aplicação imediata da ideia é especialmente importante sempre que surgir uma mágoa, ajudando a soltá-la em vez de alimentá-la.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

A Lição 73 traz uma pergunta simples:

o que eu realmente quero?

O ego pode dizer:

quero vencer.

quero punir.

quero manter esta mágoa.

Mas a lição nos pede

para olhar mais fundo.

Porque, por trás do ruído,

existe uma vontade que quer:

felicidade.

liberdade.

paz.

E, segundo o Curso,

essa vontade pode ser expressa em uma frase:

É minha vontade que haja luz.

Não preciso negar

que a escuridão parece existir.

Preciso apenas parar

de chamá-la:

minha vontade.

Quando a mágoa aparecer,

posso reconhecê-la.

E então escolher:

não alimentá-la.

Porque hoje começo a lembrar:

a escuridão não é minha vontade.

O que quero verdadeiramente é:

a luz.