A minha santidade envolve tudo o que eu vejo
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.
A Lição 36 continua diretamente o movimento iniciado na Lição 35.
Ontem afirmamos:
“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
Hoje o Curso estende essa ideia daquele que percebe para aquilo que é percebido.
Se a mente é santa, então:
a visão que procede dessa mente também precisa ser santa.
O Livro de Exercícios afirma explicitamente que a ideia de hoje estende a lição anterior daquele que percebe para aquilo que é percebido.
PRIMEIRO MUDA QUEM VÊ
Depois começa a mudar:
aquilo que é visto.
Essa sequência é fundamental.
O Curso não começa tentando transformar o mundo exterior.
Ele começa na mente.
Primeiro:
“Eu sou muito santo.”
Depois:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
O QUE SIGNIFICA “MINHA SANTIDADE ENVOLVE”?
Não significa:
“Eu torno as coisas santas porque sou especial.”
Também não significa que possuímos algum poder pessoal superior.
Dentro da lógica da lição, a santidade vem da Fonte.
Se minha mente é parte da Mente de Deus, então a forma verdadeira de olhar não pode ser separada dessa Fonte.
NÃO É SUPERIORIDADE
Isso precisa ficar muito claro.
A frase:
“Minha santidade envolve tudo o que eu vejo”
não significa:
“Eu sou mais santo que o mundo.”
Na verdade, ela aponta para o oposto:
não há necessidade de separar aquele que vê daquilo que é visto.
O EGO SEPARA
O ego tende a organizar a percepção em categorias:
• eu e o outro;
• melhor e pior;
• digno e indigno;
• santo e pecador;
• puro e impuro.
A Lição 36 começa a dissolver essa separação.
A SANTIDADE NÃO PARA NA PELE
Se ela fosse apenas um atributo pessoal, permaneceria limitada.
Mas a lição diz:
ela envolve tudo o que vejo.
Ou seja, o modo como percebo começa a ser incluído no mesmo princípio.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE TODO COMPORTAMENTO É SANTO
Uma pessoa pode agir de forma:
• injusta;
• agressiva;
• irresponsável.
A prática não exige chamar esse comportamento de santo.
Ela trabalha num nível mais profundo:
não reduzir a realidade inteira daquela pessoa ao comportamento que estamos julgando.
POSSO RECONHECER UM ERRO SEM TRANSFORMÁ-LO EM IDENTIDADE
Por exemplo:
“Essa atitude foi inadequada.”
Isso é diferente de:
“Essa pessoa é apenas inadequação.”
A santidade, dentro do Curso, aponta para algo além da imagem construída pelo ego.
“IMPECÁVEL” SIGNIFICA SEM PECADO
O texto da lição apresenta uma explicação forte:
se a mente é parte da Mente de Deus, ela precisa ser impecável.
O Curso associa “impecável” a estar sem pecado e vincula a visão à santidade de Deus, não ao ego ou ao corpo.
ESSA É UMA AFIRMAÇÃO METAFÍSICA
Ela não significa:
“Minha personalidade nunca erra.”
Nem:
“Meu comportamento é sempre perfeito.”
Trata-se da distinção que UCEM faz entre:
identidade verdadeira
e
imagem produzida pelo ego.
O CORPO NÃO É A FONTE DA VISÃO
Essa ideia retoma a Lição 30.
A visão verdadeira não é apresentada como algo produzido pelos olhos físicos.
Ela está relacionada à mente.
Por isso, hoje a santidade de quem percebe é estendida ao campo perceptivo.
SE EU ME VEJO COMO CULPADA…
Posso perceber culpa em todo lugar.
Se me vejo como ameaçada:
posso ver ameaça.
Se começo a reconhecer minha santidade:
posso começar a permitir uma percepção diferente.
O MUNDO TORNA-SE UM ESPELHO DO ESTADO DA MENTE
Não no sentido simplista de que todos os acontecimentos foram conscientemente criados por você.
Mas no sentido de que:
o estado da mente influencia profundamente o significado atribuído ao que vemos.
UMA MENTE EM ATAQUE VÊ ALVOS
Uma mente em medo vê ameaças.
Uma mente em comparação vê concorrentes.
Uma mente em culpa vê julgamento.
E a lição começa a treinar:
uma mente que reconhece santidade.
O QUE ESSA MENTE PODE VER?
Talvez:
• dignidade;
• possibilidade de perdão;
• humanidade;
• unidade;
• significado além da aparência.
A SANTIDADE MUDA O OLHAR
Isso não significa necessariamente que o objeto externo mude.
A cadeira continua cadeira.
A parede continua parede.
A pessoa continua diante de você.
Mas o modo de olhar pode deixar de ser baseado apenas em:
• uso;
• julgamento;
• comparação;
• passado.
POR ISSO A PRÁTICA USA OBJETOS COMUNS
A lição não pede que você pratique apenas com:
• símbolos religiosos;
• imagens de Cristo;
• templos;
• objetos considerados sagrados.
Ela usa:
• tapete;
• parede;
• dedos;
• cadeira;
• corpo;
• caneta.
POR QUE UMA CANETA?
Porque o objetivo não é provar que alguns objetos são mais espirituais do que outros.
É treinar:
uma percepção sem exclusões.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELE TAPETE
Esse é um dos exemplos dados pelo exercício original.
À primeira vista, parece estranho.
Mas esse estranhamento é parte do treinamento.
A mente está acostumada a dizer:
“Santidade pertence a determinadas coisas.”
A lição diz:
não imponha essa limitação.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELA PAREDE
Novamente:
não porque a parede se torne divina por si mesma.
Mas porque a visão treinada não precisa continuar fragmentando a experiência.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE ESSES DEDOS
Aqui a prática se aproxima do próprio corpo.
Talvez estejamos acostumados a olhar para o corpo com:
• crítica;
• comparação;
• preocupação.
A lição convida a incluir o corpo na mesma percepção.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE AQUELE CORPO
Esse exemplo também aparece no texto.
Pode ser aplicado a outra pessoa.
Isso significa treinar a percepção para não reduzir alguém:
ao corpo.
Nem:
• à aparência;
• à idade;
• ao comportamento;
• à história.
A VISÃO SANTA NÃO É UMA VISÃO INOCENTE NO SENTIDO INGÊNUO
Ela não deixa de discernir.
Você pode reconhecer:
• perigo;
• mentira;
• necessidade de limite.
Mas a percepção deixa de acrescentar necessariamente:
• ódio;
• desumanização;
• condenação total.
POSSO ESTABELECER UM LIMITE E AINDA ASSIM PRATICAR A LIÇÃO
Por exemplo:
“Não permitirei esse comportamento.”
E ainda assim:
“A minha santidade envolve também essa pessoa.”
Isso não significa aproximação obrigatória.
Significa recusar-se a transformar o conflito numa definição absoluta do ser.
A PRÁTICA FORMAL DO DIA
Hoje são requeridos:
quatro períodos de prática
de aproximadamente:
três a cinco minutos cada.
O texto recomenda distribuí-los de maneira relativamente uniforme ao longo do dia.
PRIMEIRO: FECHE OS OLHOS
Comece repetindo lentamente:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Repita algumas vezes.
DEPOIS: ABRA OS OLHOS
Olhe muito lentamente ao seu redor.
Não escolha demais.
Deixe o olhar passar casualmente pelo ambiente.
APLIQUE A IDEIA ESPECIFICAMENTE
Quando notar algo, diga:
“A minha santidade envolve este/esta ______.”
Por exemplo:
• A minha santidade envolve esta mesa.
• A minha santidade envolve esta parede.
• A minha santidade envolve esta janela.
• A minha santidade envolve esta mão.
• A minha santidade envolve esta pessoa.
OS EXEMPLOS ORIGINAIS
O próprio Livro de Exercícios oferece formas como:
• A minha santidade envolve aquele tapete.
• A minha santidade envolve aquela parede.
• A minha santidade envolve esses dedos.
• A minha santidade envolve aquela cadeira.
• A minha santidade envolve aquele corpo.
• A minha santidade envolve essa caneta.
FAÇA TUDO BEM DEVAGAR
Esse detalhe é enfatizado pelo Curso.
As aplicações devem ser:
lentas;
sem esforço;
sem pressa.
Não é um exercício para “cumprir rapidamente”.
DURANTE O MESMO PERÍODO, VOLTE A FECHAR OS OLHOS
O texto orienta alternar.
Depois de olhar ao redor:
feche novamente os olhos.
Repita algumas vezes:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Depois abra novamente.
Continue aplicando aos objetos ao redor.
ESSA ALTERNÂNCIA É IMPORTANTE
Ela liga:
a fonte interior
ao
mundo percebido.
Primeiro reconhecemos a ideia interiormente.
Depois permitimos que ela se estenda ao olhar.
A SANTIDADE NÃO VEM DO OBJETO
Observe a direção.
A frase não é:
“A santidade daquela cadeira me santifica.”
É:
“A minha santidade envolve aquela cadeira.”
Dentro do treinamento, a origem está na mente.
AS APLICAÇÕES MAIS CURTAS
Ao longo do dia, a lição recomenda práticas frequentes.
A forma sugerida é muito simples:
feche os olhos e repita a ideia;
abra os olhos e repita novamente olhando ao redor;
finalize com outra repetição de olhos fechados.
UMA MICROPRÁTICA DE TRÊS MOMENTOS
1. DENTRO
Feche os olhos:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
2. FORA
Abra os olhos:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
3. DENTRO NOVAMENTE
Feche os olhos:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Poucos segundos.
Mas repetidos ao longo do dia.
NÃO FORCE SENTIMENTOS DE SANTIDADE
Talvez você diga a frase e pense:
“Não sinto absolutamente nada.”
Tudo bem.
O exercício não exige emoção específica.
A PRÁTICA TREINA DISPONIBILIDADE
Talvez hoje a única mudança seja:
olhar um objeto durante dois segundos sem julgá-lo.
Isso já é coerente com a direção da lição.
UM OLHAR SEM ATAQUE JÁ É DIFERENTE
Talvez santidade pareça uma palavra muito elevada.
Mas podemos começar entendendo o treinamento de forma prática:
olhar sem atacar.
Sem desprezar.
Sem reduzir.
Sem transformar tudo em uso pessoal.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE O QUE EU GOSTO
Isso pode parecer fácil.
Uma flor.
Uma pessoa amada.
Uma paisagem.
Aplique.
A MINHA SANTIDADE ENVOLVE O QUE NÃO GOSTO
Aqui pode surgir resistência.
Uma bagunça.
Um objeto desagradável.
Uma pessoa difícil.
Aplique também.
NÃO CRIE EXCEÇÕES
As primeiras lições insistem repetidamente nisso.
Quando fazemos exceções, continuamos afirmando:
“Aqui pode haver visão; ali não.”
A prática busca generalizar.
UMA PRÁTICA PARA UMA PESSOA QUERIDA
Olhe para ela.
Talvez pense:
“Eu amo essa pessoa.”
Depois:
“A minha santidade envolve essa pessoa.”
Isso pode ajudar a retirar até mesmo o desejo de possuir ou controlar.
AMAR NÃO É POSSUIR
Às vezes, aquilo que chamamos amor vem acompanhado de:
• expectativas;
• medo de perder;
• controle.
Uma percepção mais santa talvez permita amar com mais liberdade.
UMA PRÁTICA PARA UMA PESSOA DIFÍCIL
Pense nela.
Talvez a primeira reação seja:
“Não consigo.”
Não force.
Apenas reconheça a resistência.
Depois, se puder:
“A minha santidade envolve essa pessoa.”
ISSO NÃO SIGNIFICA DIZER QUE O COMPORTAMENTO DELA FOI CORRETO
A lição não cancela discernimento.
Você pode continuar afirmando:
“Aquilo foi inadequado.”
Mas sem transformar a pessoa inteira numa sentença.
UMA PRÁTICA PARA SI MESMA
Olhe para sua mão.
Diga:
“A minha santidade envolve estes dedos.”
Olhe para o corpo.
Talvez:
“A minha santidade envolve este corpo.”
Isso pode ajudar a mudar a relação com o corpo.
O CORPO PODE SER VISTO SEM DESPREZO
Nem como:
• ídolo;
nem como:
• inimigo.
Pode ser cuidado.
Usado.
Respeitado.
Sem precisar definir toda a identidade.
UMA PRÁTICA DIANTE DO ESPELHO
Ao se olhar:
talvez surjam julgamentos.
Aparência.
Idade.
Imperfeições.
Recorde:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Não precisa transformar isso em afirmação estética.
É uma prática de percepção.
UMA PRÁTICA NO TRABALHO
Olhe para:
• computador;
• mesa;
• documentos.
Aplique a ideia.
Isso pode ajudar a integrar espiritualidade e cotidiano.
Não é necessário esperar um momento especial.
O SAGRADO PODE ENTRAR NA ROTINA
Abrir uma porta.
Preparar café.
Escrever.
Organizar.
Tudo pode tornar-se oportunidade de lembrança.
UMA PRÁTICA EM UM LUGAR QUE VOCÊ CONSIDERA “FEIO”
Talvez:
• trânsito;
• bagunça;
• um ambiente desagradável.
Aplique:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Observe a resistência.
Ela faz parte da lição.
O OBJETIVO NÃO É TORNAR O FEIO BONITO
É permitir que sua mente não seja determinada exclusivamente pelo julgamento imediato.
A SANTIDADE PODE SER ENTENDIDA COMO AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO
Uma forma simples de aproximar a ideia é perguntar:
“Consigo olhar isso por alguns instantes sem condenar?”
Talvez essa seja uma pequena experiência da direção proposta.
A SANTIDADE NÃO É INDIFERENÇA MORAL
Não condenar uma pessoa em sua identidade não significa abandonar critérios éticos.
Você pode dizer:
“Essa atitude precisa ser corrigida.”
Sem dizer:
“Essa pessoa não possui valor algum.”
A VISÃO SANTA NÃO PRECISA ESCONDER A VERDADE
Ela pode enxergar mais claramente justamente porque não está completamente dominada pelo ataque.
JULGAMENTO E DISCERNIMENTO NÃO SÃO A MESMA COISA
JULGAMENTO
“Ele é horrível.”
DISCERNIMENTO
“Esse comportamento é prejudicial e preciso estabelecer um limite.”
O segundo pode coexistir com uma percepção mais pacífica.
COMO A LIÇÃO 36 SE LIGA À LIÇÃO 35
Ontem:
a minha mente é parte da Mente de Deus.
Hoje:
essa santidade envolve o que vejo.
Então existe uma progressão:
• Fonte;
• identidade;
• percepção;
• mundo.
A PERCEPÇÃO SE ESTENDE
Aquilo que reconheço em mim começa a ser estendido ao mundo.
Isso prepara uma série de lições que continuará explorando santidade, bênção e relação.
O QUE ACONTECE QUANDO EU ME VEJO COMO PECADORA?
Posso olhar o mundo procurando:
• culpa;
• punição;
• condenação.
Quando começo a experimentar outra identidade:
outra percepção torna-se possível.
NÃO SE TRATA DE “PENSAR QUE SOU PERFEITA”
Isso seria apenas outra autoimagem.
A Lição 35 já desmontou esse caminho.
Santidade aqui não significa perfeição da personalidade.
É uma qualidade associada à Fonte.
POR ISSO A FRASE NÃO ALIMENTA O EGO
Se corretamente compreendida, ela não diz:
“Eu sou extraordinária.”
Diz:
“Minha verdadeira identidade não está separada de Deus.”
E se isso for verdadeiro:
também não estou realmente separada do que vejo.
UMA PRÁTICA PARA JULGAMENTO
Quando perceber:
“Que pessoa irritante.”
Não se condene por julgar.
Apenas diga:
“Estou vendo através do julgamento agora.”
Depois:
“A minha santidade envolve essa pessoa.”
UMA PRÁTICA PARA OBJETOS QUE VOCÊ DESEJA
Talvez veja algo e pense:
“Preciso disso para ser feliz.”
Aplique:
“A minha santidade envolve isso.”
Talvez o objeto deixe de carregar por um instante a responsabilidade de completar você.
UMA PRÁTICA PARA AQUILO QUE VOCÊ TEME
Olhe ou pense numa situação temida.
Diga:
“A minha santidade envolve também isto.”
Não para negar risco.
Mas para reduzir a ideia de separação entre sua segurança interior e aquilo que percebe.
A SANTIDADE NÃO PRECISA LUTAR PARA EXISTIR
O ego pensa:
“Preciso defender minha identidade.”
A santidade, segundo o Curso, não é conquistada.
Ela vem da Fonte.
Logo:
não precisa ser construída.
NÃO PRECISA SER PROVADA
Você não precisa demonstrar espiritualidade.
Nem parecer perfeita.
Nem convencer alguém.
Isso pode ser libertador.
A SANTIDADE NÃO DEPENDE DE SER ADMIRADA
Se depende do reconhecimento externo:
não é identidade.
É imagem.
A LIÇÃO PODE AJUDAR A DIMINUIR A COMPARAÇÃO
Quando olhar para alguém que admira:
“A minha santidade envolve essa pessoa.”
Quando olhar para alguém que julga:
“A minha santidade envolve essa pessoa.”
Quando olhar para si:
“A minha santidade envolve este corpo.”
A mesma fonte.
A mesma direção.
NÃO EXISTE NECESSIDADE DE COMPETIR POR SANTIDADE
Não existe “mais santo” dentro desse princípio.
A santidade compartilhada desfaz hierarquias espirituais.
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção quando sua mente dividir:
• digno / indigno;
• santo / profano;
• superior / inferior;
• bonito / feio;
• importante / insignificante.
Não precisa eliminar essas avaliações imediatamente.
Apenas reconheça:
existe uma visão além delas.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• O que considero indigno de santidade?
• Quais pessoas excluo da possibilidade de um olhar mais amoroso?
• Consigo reconhecer um comportamento inadequado sem condenar a pessoa inteira?
• Como olho para meu próprio corpo?
• Estou tentando ser “especial” espiritualmente?
• Consigo praticar com objetos banais?
• A ideia de santidade compartilhada reduz minha necessidade de comparação?
• Posso olhar por alguns segundos sem atacar?
UM EXERCÍCIO DE ESCRITA
Escolha cinco coisas que você vê.
Escreva:
• A minha santidade envolve ______.
Depois escolha:
• uma pessoa querida;
• uma pessoa difícil;
• seu próprio corpo;
• uma situação comum;
• algo que você normalmente considera sem importância.
Aplique a mesma frase.
OBSERVE ONDE SURGE MAIS RESISTÊNCIA
Talvez seja fácil com uma flor.
Difícil com determinada pessoa.
Essa diferença mostra onde sua mente ainda estabelece hierarquias.
NÃO TENTE VENCER A RESISTÊNCIA
Reconheça.
Respire.
Repita lentamente.
A prática não precisa ser violenta.
UMA PRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
Feche os olhos.
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Abra os olhos.
Olhe ao redor lentamente.
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Feche os olhos.
Repita novamente.
Essa estrutura segue a orientação dada para as aplicações curtas.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho não limitar a santidade a uma ideia sobre mim.
Se minha mente realmente participa da Mente de Deus,
então quero aprender a permitir que essa percepção se estenda.
À mesa.
À parede.
Ao corpo.
À pessoa que amo.
À pessoa que julgo.
Ao cotidiano.
Não preciso entender completamente.
Não preciso sentir nada especial.
Preciso apenas praticar.
Hoje permito que uma nova maneira de olhar comece a surgir:
A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti todas as coisas e pessoas que excluí da minha percepção de santidade.
Aquilo que julguei indigno.
As pessoas que reduzi aos seus erros.
O corpo que critiquei.
Os objetos que considerei sem significado.
As situações às quais atribuí apenas conflito.
Se minha mente é parte da Mente de Deus,
ensina-me a permitir que essa verdade transforme meu olhar.
Não quero usar a ideia de santidade para me sentir superior.
Quero usá-la para deixar de separar.
Quando eu olhar para alguém que amo,
que eu não transforme amor em posse.
Quando eu olhar para alguém que me feriu,
ajuda-me a estabelecer limites sem destruir interiormente sua dignidade.
Quando eu olhar para mim,
que eu não me reduza aos meus erros nem às minhas conquistas.
Quando eu olhar para coisas simples,
ensina-me a perceber que o cotidiano também pode servir ao aprendizado.
Hoje repito:
A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.
Que essa frase retire um pouco do ataque do meu olhar.
Um pouco da comparação.
Um pouco da condenação.
E que, onde antes eu via apenas separação,
comece a surgir
uma percepção de unidade,
de dignidade
e de paz.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo. Quero aprender a olhar sem excluir, sem atacar e sem transformar julgamentos em identidades.”
AO FINAL DO DIA
Reserve alguns minutos.
• O QUE FOI MAIS FÁCIL INCLUIR NA PRÁTICA?
Objetos?
Pessoas queridas?
Natureza?
• ONDE SURGIU RESISTÊNCIA?
Uma pessoa?
Seu corpo?
Uma situação?
• ESTABELECI HIERARQUIAS ENTRE O QUE CONSIDERO SAGRADO E NÃO SAGRADO?
Observe.
• CONSEGUI OLHAR ALGUMA COISA COM MENOS JULGAMENTO?
Mesmo por alguns segundos?
• COMO FOI ALTERNAR OLHOS FECHADOS E ABERTOS?
Perceba.
Finalize lentamente:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
LIÇÃO 36 — ESSÊNCIA
• A Lição 36 estende a ideia da santidade daquele que percebe para aquilo que é percebido.
• Segundo o Curso, se a mente é parte da Mente de Deus, a visão verdadeira está relacionada à santidade dessa Fonte, não ao ego nem ao corpo.
• Santidade não significa superioridade pessoal nem perfeição comportamental.
• A prática convida a estender um olhar sem exclusões para pessoas, corpos e objetos comuns.
• São pedidos quatro períodos de prática de três a cinco minutos.
• Primeiro fechamos os olhos e repetimos a ideia lentamente.
• Depois abrimos os olhos e aplicamos a frase especificamente às coisas que encontramos no ambiente.
• O exercício original usa exemplos como tapete, parede, dedos, cadeira, corpo e caneta.
• Durante os períodos formais, alternamos novamente entre olhos fechados e abertos.
• As aplicações mais curtas também seguem esse movimento: olhos fechados, olhos abertos e olhos fechados novamente.
• Tudo deve ser praticado lentamente, sem esforço e sem pressa.
Hoje a santidade deixa de ser apenas uma ideia sobre quem sou.
Ela começa a transformar
a maneira como olho.
Não preciso tornar o mundo sagrado.
Preciso aprender a retirar
aquilo que me impede
de reconhecê-lo de outra maneira.
Talvez hoje seja apenas uma mesa.
Uma parede.
Uma mão.
Uma pessoa.
Mas cada aplicação treina a mesma direção:
menos julgamento,
menos separação,
menos ataque.
E assim,
pouco a pouco,
posso começar a descobrir
o significado profundo da frase:
A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.
A prática original da Lição 36 pede quatro períodos de três a cinco minutos, distribuídos ao longo do dia. Primeiro, a ideia é repetida de olhos fechados; depois, de olhos abertos, ela é aplicada especificamente ao que for percebido ao redor. Durante o mesmo período, volta-se a fechar os olhos e repetir a ideia antes de continuar. As aplicações curtas seguem a mesma alternância e devem ser feitas lentamente, sem esforço e sem pressa.
