Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.
A Lição 35 muda novamente o foco do treinamento.
Nas últimas lições, observamos:
• o mundo que percebemos;
• a possibilidade de vê-lo de outra maneira;
• a paz como uma alternativa interior.
Agora o Curso dirige nossa atenção para:
aquele que percebe.
Ou seja:
para a imagem que fazemos de nós mesmos.
O Livro de Exercícios afirma que a ideia de hoje não descreve a maneira como atualmente nos vemos. Ela descreve aquilo que a visão revelará sobre nossa verdadeira identidade.
“EU SOU MUITO SANTO” PODE PARECER UMA FRASE DIFÍCIL
Talvez a primeira reação seja:
“Eu não me sinto santo.”
Ou:
“Tenho muitos defeitos.”
Ou até:
“Isso parece arrogante.”
A própria lição reconhece que pode ser difícil acreditar nessa ideia sobre nós mesmos.
Isso acontece porque nossa autoimagem costuma ser construída a partir de:
• experiências;
• comportamentos;
• erros;
• conquistas;
• opiniões de outras pessoas;
• papéis sociais;
• julgamentos.
O CURSO ESTÁ FALANDO DE IDENTIDADE, NÃO DE PERSONALIDADE
Quando afirma:
“Eu sou muito santo”
não está dizendo:
“Minha personalidade é perfeita.”
Nem:
“Nunca cometo erros.”
Nem:
“Sou moralmente superior às outras pessoas.”
A ideia parte de outro princípio:
sua identidade verdadeira é determinada por sua Fonte.
A FONTE ESTABELECE A IDENTIDADE
O texto afirma que, ao estabelecer nossa Fonte, a ideia de hoje estabelece também nossa Identidade.
Essa é uma afirmação central.
Se minha mente é parte da Mente de Deus, então minha identidade mais profunda não pode ser definida apenas por:
• meus fracassos;
• meus medos;
• minha história;
• minhas comparações;
• minhas opiniões sobre mim mesma.
NORMALMENTE EU ME DEFINO POR ATRIBUTOS
Talvez você diga:
“Eu sou forte.”
“Eu sou insegura.”
“Eu sou generosa.”
“Eu sou ansiosa.”
“Eu sou bem-sucedida.”
“Eu sou fracassada.”
A Lição 35 começa a questionar todos esses rótulos.
ATÉ OS ATRIBUTOS “POSITIVOS” SÃO INCLUÍDOS
Esse detalhe é muito importante.
O exercício não pede apenas que encontremos pensamentos negativos sobre nós mesmas.
Ele pede:
todos os atributos baseados no ego.
Isso inclui os que julgamos:
• positivos;
• negativos;
• desejáveis;
• indesejáveis;
• grandiosos;
• degradantes.
POR QUE INCLUIR “EU SOU BOA” JUNTO COM “EU SOU RUIM”?
Porque ambos podem funcionar como imagens.
Se digo:
“Eu sou uma pessoa extremamente competente”
e construo toda minha identidade sobre isso, qualquer erro pode ameaçar quem acredito ser.
Se digo:
“Eu sou fracassada”
também estou presa a uma imagem.
O Curso quer nos levar além das duas.
A AUTOIMAGEM NÃO É A IDENTIDADE
Esse é um dos ensinamentos essenciais da lição.
Podemos ter uma imagem de nós mesmas como:
• fortes;
• frágeis;
• vencedoras;
• perdedoras;
• virtuosas;
• inadequadas.
Mas imagem e identidade não são necessariamente a mesma coisa.
A IMAGEM DE NÓS MESMOS INFLUENCIA O MUNDO QUE CONSTRUÍMOS
O texto diz que tendemos a nos cercar de um ambiente compatível com a imagem que fizemos de nós mesmos.
E aquilo que vemos enquanto acreditamos nessa imagem é percebido através dos “olhos” dela.
Em outras palavras:
a maneira como acredito ser influencia a maneira como interpreto minha experiência.
EXEMPLO: “EU SOU INFERIOR”
Se você acredita profundamente:
“Sou inferior aos outros”
pode começar a perceber:
• críticas onde talvez não existam;
• comparação em todo lugar;
• elogios como falsos;
• pessoas confiantes como ameaças.
A autoimagem começa a organizar a percepção.
EXEMPLO: “EU PRECISO SER A MELHOR”
Uma autoimagem aparentemente positiva também pode aprisionar.
“Eu sou vencedora.”
Então qualquer situação pode se transformar em:
• competição;
• comparação;
• necessidade de provar;
• medo de perder.
A imagem precisa ser constantemente protegida.
A IMAGEM PRECISA DE DEFESA
Se acredito:
“Sou sempre forte”
talvez tenha dificuldade de:
• pedir ajuda;
• admitir cansaço;
• reconhecer medo.
Por quê?
Porque isso ameaça a imagem.
A VERDADEIRA IDENTIDADE NÃO PRECISA SER PROTEGIDA POR UMA PERSONAGEM
Esse é um contraste importante.
A autoimagem diz:
“Preciso provar quem sou.”
A identidade espiritual proposta pela lição diz:
“Aquilo que verdadeiramente sou vem da minha Fonte.”
HOJE O FOCO MUDA DO PERCEBIDO PARA QUEM PERCEBE
O Livro de Exercícios diz explicitamente que a ênfase de hoje está:
naquele que percebe, e não no que é percebido.
Ontem perguntávamos:
“Posso ver paz?”
Hoje perguntamos:
“Quem é aquele que está vendo?”
QUEM ACREDITO SER?
Talvez essa seja a grande investigação do dia.
Não quem você diz ser formalmente.
Mas quem sua mente revela que você acredita ser quando:
• algo dá errado;
• alguém a critica;
• você é elogiada;
• sente medo;
• perde;
• vence.
A SITUAÇÃO REVELA O RÓTULO
Imagine que alguém discorde de você.
Talvez surja:
“Sou desrespeitada.”
Ou:
“Sou mais inteligente que essa pessoa.”
Ou:
“Sou incapaz de me defender.”
O acontecimento ativa uma autoimagem.
A PRÁTICA FORMAL DO DIA
Hoje são pedidos:
três períodos de prática
de aproximadamente:
cinco minutos cada.
COMO COMEÇAR
Repita lentamente:
“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
Depois:
feche os olhos.
INVESTIGUE A MANEIRA COMO VOCÊ SE DESCREVE
Procure mentalmente os diferentes atributos que costuma aplicar a si mesma.
Não escolha apenas os negativos.
Inclua tudo.
EXEMPLOS DO PRÓPRIO LIVRO DE EXERCÍCIOS
O texto oferece exemplos como:
• Eu me vejo submisso.
• Eu me vejo deprimido.
• Eu me vejo fracassado.
• Eu me vejo ameaçado.
• Eu me vejo impotente.
• Eu me vejo vitorioso.
• Eu me vejo perdedor.
• Eu me vejo caridoso.
• Eu me vejo virtuoso.
OBSERVE A DIVERSIDADE DOS EXEMPLOS
Alguns parecem negativos:
• fracassado;
• impotente;
• ameaçado.
Outros parecem positivos:
• vitorioso;
• caridoso;
• virtuoso.
O exercício não privilegia nenhum deles.
Todos devem ser examinados.
POR QUÊ?
Porque a prática não está tentando criar:
uma autoimagem melhor.
Está tentando mostrar que:
nenhuma autoimagem é sua identidade definitiva.
NÃO TRABALHE COM RÓTULOS APENAS DE FORMA ABSTRATA
O texto pede que esses atributos surjam ligados a:
• situações;
• pessoas;
• acontecimentos
nos quais você participa.
EXEMPLO: UMA REUNIÃO
Você lembra de uma reunião.
Talvez surja:
“Eu me vejo insegura.”
Então aplique:
“Eu me vejo insegura. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
EXEMPLO: UMA CONQUISTA
Você lembra de algo que deu certo.
Surge:
“Eu me vejo vitoriosa.”
Aplique também:
“Eu me vejo vitoriosa. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
EXEMPLO: UMA DISCUSSÃO
Surge:
“Eu me vejo rejeitada.”
Depois:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
A FÓRMULA CENTRAL DA PRÁTICA
Depois de identificar cada atributo, acrescente:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
O “MAS” É IMPORTANTE
Ele não quer dizer:
“Meu sentimento não existe.”
Quer dizer:
“Essa descrição não encerra quem eu sou.”
POSSO ME SENTIR FRACA SEM SER DEFINIDA PELA FRAQUEZA
A experiência pode ser:
“Hoje me sinto fraca.”
A identidade não precisa ser:
“Eu sou a fraqueza.”
POSSO TER VENCIDO SEM SER DEFINIDA PELA VITÓRIA
Também posso reconhecer uma conquista sem construir:
“Só tenho valor quando venço.”
A LIÇÃO DESFAZ TANTO A AUTODEPRECIAÇÃO QUANTO O AUTOENALTECIMENTO
Essa é uma das partes mais sofisticadas do exercício.
Não se trata apenas de elevar a autoestima no sentido comum.
Não é substituir:
“Sou ruim”
por:
“Sou incrível.”
O Curso quer ir além dessa polaridade.
O EGO PODE CONSTRUIR UMA IMAGEM PEQUENA
“Não sou ninguém.”
Mas também pode construir uma imagem grandiosa:
“Sou melhor que todos.”
Ambas dependem da comparação.
A SANTIDADE NÃO É COMPARAÇÃO
Se a santidade decorre da Fonte, não existe:
“Eu sou mais santo que você.”
Isso contradiz a própria lógica da ideia.
A santidade não é prêmio.
Não é status.
Não é superioridade.
SANTIDADE, AQUI, É IDENTIDADE COMPARTILHADA
Se todas as mentes verdadeiramente pertencem à mesma Fonte, a ideia não pode servir para separar.
Ela aponta para:
unidade.
NÃO CONFUNDA “SANTO” COM “SEM ERROS COMPORTAMENTAIS”
Você pode:
• cometer erros;
• ter reações impulsivas;
• precisar aprender;
• reparar consequências.
A prática não nega nada disso.
Ela questiona transformar erros em identidade total.
“EU FIZ ALGO ERRADO” É DIFERENTE DE “EU SOU ERRADA”
A primeira frase permite:
• responsabilidade;
• correção;
• aprendizado.
A segunda cria:
• condenação;
• identidade fixa.
UMA IDENTIDADE BASEADA EM CULPA PRODUZ UM MUNDO DE CULPA
Se acredito:
“Sou culpada e indigna”
posso interpretar:
• neutralidade como rejeição;
• limites como punição;
• erros como confirmação da minha indignidade.
Mais uma vez, a autoimagem colore a percepção.
UMA IDENTIDADE BASEADA EM SUPERIORIDADE TAMBÉM DISTORCE
Se penso:
“Sou mais evoluída que os outros”
posso transformar espiritualidade em comparação.
A Lição 35 desfaz esse caminho também.
A FRASE NÃO É PARA INFLAR O EGO
Isso merece ficar muito claro.
“Eu sou muito santo”
não significa:
“Eu sou especial e superior.”
Dentro da estrutura da lição, significa justamente abandonar as imagens do ego e fundamentar a identidade na Mente de Deus.
TALVEZ A FRASE PRODUZA RESISTÊNCIA
Você pode pensar:
“Mas eu fiz tantas coisas erradas.”
Observe.
Esse é outro conteúdo da mente.
Talvez apareça:
“Eu me vejo culpada.”
Então aplique:
“Eu me vejo culpada. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
TALVEZ APAREÇA O CONTRÁRIO
“Sou uma pessoa excelente.”
Aplique da mesma maneira.
“Eu me vejo excelente. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
A intenção não é diminuir-se.
É não depender da imagem.
NÃO EXISTE NECESSIDADE DE FORÇAR CONTEÚDOS
Durante os períodos mais longos, pode haver momentos em que nenhum atributo apareça.
O texto orienta:
não faça esforço para encontrar alguma coisa.
Relaxe.
Repita lentamente a ideia até que algo surja.
NÃO “ESCAVE” A MENTE
Essa imagem é importante.
A prática não é uma investigação compulsiva.
Não precisa:
• procurar traumas;
• inventar problemas;
• analisar cada detalhe.
O Curso pede:
nem força, nem discriminação.
O QUE SURGIR, SURGIU
Use.
O que não surgir:
não force.
UMA PRÁTICA MUITO SIMPLES
Feche os olhos.
Repita:
“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
Uma situação surge.
Você percebe:
“Eu me vejo ameaçada.”
Então:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
Continue.
APLICAÇÕES DURANTE O DIA
O Livro de Exercícios pede que, tanto quanto possível, escolhamos atributos específicos que estamos atribuindo a nós mesmos naquele momento e apliquemos a ideia.
EXEMPLO NO TRABALHO
Surge:
“Estou me vendo incompetente.”
Aplique:
“Eu me vejo incompetente. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
EXEMPLO QUANDO RECEBE UM ELOGIO
Surge:
“Sou realmente melhor que os outros nisso.”
Observe também.
“Eu me vejo superior. Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
EXEMPLO NUM CONFLITO
“Eu me vejo desrespeitada.”
Aplique.
Isso não significa que nenhum desrespeito tenha ocorrido.
Significa:
“Esse acontecimento não define minha identidade.”
EXEMPLO DIANTE DE UM ERRO
“Eu me vejo fracassada.”
Depois:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
SE NENHUM ATRIBUTO SURGIR DURANTE O DIA
A orientação é simples:
feche os olhos e repita a ideia.
A LIÇÃO PERGUNTA: QUEM VOCÊ É SEM OS RÓTULOS?
Imagine retirar por alguns instantes:
• profissão;
• idade;
• papel familiar;
• êxitos;
• fracassos;
• aparência;
• personalidade.
O que resta?
A Lição 35 responde segundo sua estrutura espiritual:
uma mente cuja Fonte está em Deus.
ISSO NÃO APAGA A PERSONALIDADE
Você continua com:
• gostos;
• história;
• talentos;
• características.
Mas essas coisas deixam de ser:
a definição última de quem você é.
PODEMOS USAR PAPÉIS SEM SER USADOS POR ELES
Você pode ser:
• profissional;
• mãe;
• filha;
• parceira;
• escritora;
• estudante.
Esses são papéis da experiência.
Não precisam carregar todo o peso da identidade.
QUANDO UM PAPEL SE TORNA IDENTIDADE TOTAL, QUALQUER AMEAÇA A ELE PARECE AMEAÇA AO SER
Se penso:
“Meu valor está inteiramente no meu trabalho”
perder o trabalho pode parecer:
“Perdi quem sou.”
A dor pode ser real.
Mas a lição oferece uma identidade mais profunda.
UMA PRÁTICA PARA AUTOCONHECIMENTO
Complete:
“Eu me vejo como…”
Não pense muito.
Liste:
• forte;
• tímida;
• responsável;
• inadequada;
• bem-sucedida;
• cansada;
• generosa.
Depois de cada um:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
NÃO SELECIONE APENAS AQUILO QUE DESEJA MUDAR
Isso seria perder parte do exercício.
Inclua também os atributos que você gosta.
PERGUNTE:
“Quem eu seria se não precisasse proteger essa imagem?”
Por exemplo:
“Sou sempre forte.”
Quem seria você se pudesse pedir ajuda?
“Sou sempre generosa.”
Quem seria você se pudesse dizer não?
AS IMAGENS POSITIVAS TAMBÉM PODEM CRIAR PRISÕES
Uma pessoa que se define como:
“Aquela que resolve tudo”
pode sentir culpa sempre que não consegue resolver.
Uma pessoa que se define como:
“A boa”
pode ter medo de colocar limites.
Isso mostra como até identidades valorizadas podem exigir defesa.
O OBJETIVO NÃO É SE TORNAR “NINGUÉM”
O Curso não está apagando sua existência.
Está tentando deslocar a identidade:
da imagem
para
a Fonte.
A SANTIDADE NÃO DEPENDE DO HUMOR DO DIA
Você pode acordar:
• irritada;
• cansada;
• insegura.
A frase não diz:
“Você se sente santa.”
Ela afirma uma identidade que, segundo o Curso, precede seus estados passageiros.
UM ESTADO PASSA
Você pode estar triste hoje.
Isso não significa:
“Sou tristeza.”
Pode estar ansiosa.
Não significa:
“Sou ansiedade.”
Pode estar confusa.
Não significa:
“Sou confusão.”
A LINGUAGEM FAZ DIFERENÇA
Compare:
“Estou sentindo medo.”
com:
“Sou medrosa.”
A primeira descreve uma experiência.
A segunda transforma experiência em identidade.
UMA APLICAÇÃO PRÁTICA DA LIÇÃO É MUDAR “EU SOU” PARA “EU ME VEJO”
Esse movimento já está presente no exercício original:
“Eu me vejo…”
Isso cria uma diferença enorme.
Não diz:
“Eu sou impotente.”
Diz:
“Eu me vejo impotente.”
Agora existe espaço entre:
• quem sou;
e
• como estou me percebendo.
ESSA DISTÂNCIA PERMITE CORREÇÃO
Se digo:
“Sou inútil”
parece definitivo.
Se digo:
“Neste momento estou me vendo como inútil”
já é possível perguntar:
“Essa percepção é verdadeira?”
A SANTIDADE NÃO DEPENDE DA AUTOESTIMA
Autoestima pode variar.
Hoje você se sente capaz.
Amanhã não.
A ideia da Lição 35 aponta para algo que não depende dessa oscilação.
NÃO É “EU PRECISO ME SENTIR MELHOR SOBRE MIM”
É:
“Preciso aprender que minha identidade não é criada por minhas avaliações sobre mim.”
SUA FONTE NÃO MUDA QUANDO VOCÊ ERRA
Dentro da lógica espiritual da lição, um erro pode mudar:
• uma circunstância;
• uma consequência;
• uma relação.
Mas não muda a Fonte da mente.
ISSO NÃO ELIMINA A RESPONSABILIDADE
Ao contrário.
Se meu erro não destruiu quem sou, posso olhar para ele com mais honestidade.
Talvez seja mais fácil dizer:
“Errei.”
quando não preciso concluir:
“Sou irremediavelmente má.”
A CULPA EXTREMA PODE IMPEDIR A CORREÇÃO
Porque prende a atenção na identidade:
“Eu sou terrível.”
Em vez de perguntar:
“O que precisa ser reparado?”
UMA IDENTIDADE MAIS PROFUNDA PODE PRODUZIR MAIS RESPONSABILIDADE, NÃO MENOS
Você não precisa esconder o erro para proteger uma imagem perfeita.
Pode reconhecê-lo.
Corrigir.
Aprender.
Seguir.
A LIÇÃO PREPARA A LIÇÃO 36
A próxima ideia será:
“A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.”
Observe a progressão.
Hoje:
quem percebe é santo.
Amanhã:
essa santidade começa a ser estendida ao que é percebido.
PRIMEIRO MUDA A IDENTIDADE DE QUEM OLHA
Depois muda o olhar.
Isso continua o princípio que vem sendo construído:
a percepção começa na mente.
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção sempre que usar mentalmente:
• “Eu sou incapaz.”
• “Eu sou ótima.”
• “Eu sou fraca.”
• “Eu sou superior.”
• “Eu sou vítima.”
• “Eu sou vencedora.”
Pergunte:
“Isso é minha identidade ou uma imagem que estou usando?”
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Quais são os cinco rótulos que mais uso para me definir?
• Quais deles considero negativos?
• Quais considero positivos?
• Que imagem de mim preciso constantemente proteger?
• Que situações ameaçam essa imagem?
• Minha identidade depende de vencer?
• Depende de agradar?
• Depende de nunca errar?
• Posso admitir que aquilo que penso sobre mim talvez não revele completamente aquilo que sou?
UM EXERCÍCIO DE ESCRITA
Escreva:
EU ME VEJO…
Complete dez vezes.
Por exemplo:
• eu me vejo forte;
• eu me vejo insegura;
• eu me vejo responsável;
• eu me vejo cansada.
Depois de cada frase, acrescente:
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
Observe quais frases provocam maior resistência.
A RESISTÊNCIA PODE MOSTRAR ONDE A AUTOIMAGEM ESTÁ MAIS RÍGIDA
Talvez seja difícil dizer a ideia depois de:
“Eu me vejo culpada.”
Ou talvez depois de:
“Eu me vejo superior.”
Não force convencimento.
Apenas pratique.
NÃO É PRECISO ACREDITAR TOTALMENTE NA FRASE
O próprio texto reconhece que essa ideia pode ser difícil de aceitar.
A prática não exige certeza perfeita.
Exige disposição.
UMA PRÁTICA DE TRÊS PASSOS
Quando um rótulo surgir:
• RECONHEÇA
“Eu me vejo ______.”
• NÃO JULGUE O RÓTULO
Nem positivo, nem negativo.
• RECORDE
“Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho observar as imagens que criei sobre mim.
Não quero combater umas e preservar outras.
Quero apenas reconhecê-las como imagens.
Posso me ver:
• fraca;
• forte;
• vencedora;
• fracassada;
• virtuosa;
• inadequada.
Mas nenhuma dessas palavras precisa carregar toda a minha identidade.
Hoje experimento uma perspectiva completamente diferente:
Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.
Talvez eu ainda não compreenda plenamente essa frase.
Mas posso permitir que ela questione todas as definições menores que fiz sobre mim.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti todas as imagens que construí sobre mim mesma.
A imagem de quem precisa ser forte.
A imagem de quem fracassou.
A imagem de quem precisa agradar.
A imagem de quem precisa vencer.
A imagem de quem é culpada.
A imagem de quem é superior.
A imagem de quem não é suficiente.
Até mesmo as imagens que considero boas,
entrego.
Porque não quero mais depender delas para saber quem sou.
Quando eu cometer um erro,
ajuda-me a reconhecer o erro sem transformá-lo em identidade.
Quando eu vencer,
ajuda-me a receber a conquista sem construir superioridade.
Quando eu me sentir fraca,
lembra-me de que um estado passageiro não define meu ser.
Quando eu me sentir forte,
lembra-me de que também não preciso transformar essa força numa máscara.
Ensina-me a olhar para mim através de outra perspectiva.
Não através das comparações.
Não através da culpa.
Não através das minhas próprias classificações.
Hoje quero recordar:
Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.
Que essa santidade não seja para mim uma forma de superioridade,
mas uma lembrança de unidade.
Que eu deixe de defender personagens
e comece a permitir
que a verdadeira identidade
seja revelada.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Aquilo que penso sobre mim é uma percepção, não necessariamente minha identidade. Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
AO FINAL DO DIA
Reserve alguns minutos.
• QUAIS RÓTULOS USEI PARA ME DEFINIR HOJE?
Positivos e negativos.
• QUAL DELES MAIS AFETOU MINHA PAZ?
Observe.
• QUE IMAGEM DE MIM TENTEI PROTEGER?
Competente?
Forte?
Boa?
Vítima?
Vencedora?
• ALGUMA SITUAÇÃO AMEAÇOU ESSA IMAGEM?
O que aconteceu?
• POSSO RECONHECER QUE A IMAGEM NÃO É MINHA IDENTIDADE TOTAL?
Permaneça alguns instantes em silêncio.
Finalize:
“Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
LIÇÃO 35 — ESSÊNCIA
• A Lição 35 desloca o foco do que é percebido para aquele que percebe.
• A ideia não descreve a autoimagem que temos atualmente, mas a identidade que, segundo o Curso, a visão revelará.
• A identidade é apresentada a partir de sua Fonte: “Minha mente é parte da Mente de Deus.”
• O exercício questiona todos os atributos baseados no ego, tanto negativos quanto positivos.
• Não buscamos criar uma autoimagem melhor, mas reconhecer que nenhuma dessas imagens constitui nossa identidade última.
• São pedidos três períodos de prática de cinco minutos.
• De olhos fechados, examinamos situações e identificamos os atributos que estamos aplicando a nós mesmos.
• Depois de cada atributo, acrescentamos: “Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.”
• Se nada surgir durante a prática, não devemos forçar conteúdos; basta relaxar e repetir lentamente a ideia.
• Durante o dia, a ideia deve ser aplicada aos atributos específicos que percebemos estar atribuindo a nós mesmos naquele momento.
Hoje começo a perceber que existe uma diferença
entre aquilo que sou
e aquilo que penso sobre mim.
Eu posso me ver fraca.
Forte.
Culpada.
Vitoriosa.
Insegura.
Virtuosa.
Mas todas essas palavras
são imagens.
E hoje o Curso me convida a olhar além delas.
Não para construir uma imagem mais bonita.
Mas para recordar uma identidade que não depende
de vitória,
de fracasso,
de elogio,
de condenação
ou de comparação.
E assim repito:
Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.
Talvez eu ainda não veja isso.
Mas posso começar
a deixar de acreditar
que sou apenas
as imagens
que fiz de mim.
A prática original da Lição 35 pede três períodos de cinco minutos. Em cada um, a ideia é repetida e, de olhos fechados, são identificados atributos positivos ou negativos usados para definir a si mesmo. Cada descrição é seguida de “Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.” O texto orienta não forçar conteúdos nem excluir aquilo que surgir e recomenda aplicar a ideia, durante o dia, aos atributos específicos que estiverem presentes naquele momento.
