Eu não percebo os meus maiores interesses
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Eu não percebo os meus maiores interesses.
Depois de várias lições voltadas aos pensamentos de ataque, à percepção e ao desejo de ver de maneira diferente, a Lição 24 toca em uma questão extremamente prática:
será que realmente sabemos o que é melhor para nós em cada situação?
Normalmente acreditamos que sim.
Pensamos:
“Se isso acontecer, ficarei feliz.”
“Preciso que essa pessoa faça aquilo.”
“Essa situação só poderá terminar bem se acontecer exatamente como espero.”
Mas o Curso propõe um reconhecimento muito diferente:
talvez não estejamos percebendo nossos maiores interesses com clareza.
O texto afirma que, diante das situações que surgem, normalmente não reconhecemos qual resultado realmente nos faria felizes. Nossa ação passa então a ser guiada por uma percepção limitada da situação.
O QUE SÃO “MEUS MAIORES INTERESSES”?
À primeira vista, podemos pensar:
• segurança;
• dinheiro;
• reconhecimento;
• amor;
• sucesso;
• estabilidade;
• conseguir aquilo que queremos.
Mas a lição está fazendo uma pergunta mais profunda.
Não:
“O que eu quero agora?”
Mas:
“O que realmente serve à minha paz e ao meu bem mais profundo?”
QUERER ALGO NÃO SIGNIFICA SABER SE AQUILO NOS FARÁ FELIZES
Essa distinção é essencial.
Podemos desejar intensamente alguma coisa e ainda assim não saber:
• quais serão suas consequências;
• o que ela despertará em nós;
• o que precisaremos sacrificar;
• como afetará outras áreas da vida;
• se continuará importante depois.
Muitas experiências mostram isso.
Algo que parecia indispensável pode, depois de algum tempo, perder totalmente sua importância.
EXEMPLO: “PRECISO CONSEGUIR ESTE TRABALHO”
Você pensa: “Se eu conseguir essa vaga, tudo ficará bem.”
Mas dentro desse desejo talvez existam várias metas:
• ganhar mais;
• ser reconhecida;
• provar que é competente;
• agradar alguém;
• ter estabilidade;
• superar uma pessoa;
• mudar de cidade;
• ter mais tempo livre.
Algumas dessas metas podem até entrar em conflito.
Talvez o cargo ofereça mais dinheiro, mas menos tempo.
Mais reconhecimento, mas mais pressão.
A mente deseja tudo simultaneamente.
É ISSO QUE A LIÇÃO QUER QUE VEJAMOS
O Livro de Exercícios pede que examinemos honestamente situações não resolvidas e descubramos todos os resultados que queremos obter delas.
Segundo o texto, rapidamente perceberemos que carregamos várias metas ao mesmo tempo e que elas frequentemente são contraditórias.
EXEMPLO: UM RELACIONAMENTO
Você pensa: “Quero que essa relação dê certo.”
Mas talvez também queira:
• liberdade;
• segurança;
• não mudar nada em sua rotina;
• receber mais atenção;
• não se sentir cobrada;
• ter proximidade;
• manter independência absoluta.
Observe como algumas metas podem entrar em tensão.
EXEMPLO: UMA DISCUSSÃO
Você quer:
• ser compreendida;
• que a outra pessoa peça desculpas;
• ter razão;
• preservar a relação;
• não ceder em nada;
• terminar a conversa em paz.
Talvez seja impossível conseguir tudo da maneira imaginada.
E se uma meta for alcançada, outra pode ser frustrada.
POR ISSO NOS DECEPCIONAMOS TANTO
Às vezes a situação termina aparentemente “bem”.
Mas ainda sentimos insatisfação.
Por quê?
Talvez porque existissem dez expectativas ocultas.
Uma foi atendida.
Nove não.
O Curso aponta justamente para esse problema: quando carregamos metas contraditórias, algum nível de desapontamento se torna praticamente inevitável, qualquer que seja o resultado.
A MENTE FAZ MUITAS EXIGÊNCIAS
Imagine uma conversa importante.
Sem perceber, talvez você queira: “Quero dizer exatamente o que penso.”
E também: “Quero que a pessoa não fique magoada.”
E: “Quero que reconheça que estou certa.”
E: “Quero que nossa relação continue igual.”
E: “Quero sair dessa conversa me sentindo completamente em paz.”
São muitas condições impostas a um único encontro.
QUANTO MAIS EXIGÊNCIAS, MAIS FRAGILIDADE
Se minha paz depende de vinte condições acontecerem simultaneamente, minha paz se torna extremamente vulnerável.
Qualquer coisa diferente do roteiro pode gerar frustração.
A lição começa a abrir espaço para uma pergunta:
“Será que eu realmente sei qual resultado seria melhor?”
ADMITIR QUE NÃO SEI É ABERTURA
O texto apresenta esse reconhecimento como condição para aprender.
Se estamos absolutamente convencidos: “Eu sei exatamente o que é melhor para mim” não existe espaço para outra compreensão.
Mas se conseguimos dizer:
“Talvez eu não perceba meus maiores interesses nesta situação”
a mente começa a se abrir.
NÃO SABER NÃO É FRAQUEZA
Nossa cultura frequentemente valoriza certeza.
Parece forte dizer: “Sei exatamente o que quero.”
Mas, em algumas situações, uma forma maior de sabedoria pode ser:
“Sei o que desejo neste momento, mas não sei todas as consequências.”
Essa postura não elimina decisão.
Ela elimina a pretensão de conhecer tudo.
A LIÇÃO NÃO PEDE PASSIVIDADE
Não significa: “Então não vou decidir nada.”
Você continua podendo:
• escolher;
• planejar;
• estabelecer objetivos;
• agir.
Mas começa a distinguir:
preferência
de
certeza absoluta sobre o que lhe fará feliz.
EU POSSO QUERER ALGO SEM TRANSFORMÁ-LO EM CONDIÇÃO PARA MINHA PAZ
Essa é uma aplicação muito importante.
Posso dizer: “Gostaria que isso acontecesse” sem transformar em: “Isso precisa acontecer para que eu possa ficar bem.”
A primeira frase contém preferência.
A segunda contém dependência.
A DIFERENÇA ENTRE PREFERÊNCIA E EXIGÊNCIA
PREFERÊNCIA
“Gostaria que meu projeto fosse aprovado.”
EXIGÊNCIA
“Se meu projeto não for aprovado, tudo estará perdido.”
A situação externa é a mesma.
O significado interno muda completamente.
UMA META PODE ESCONDER OUTRA
Talvez você pense: “Quero ganhar mais dinheiro.”
Ao investigar, talvez descubra: “Quero sentir segurança.”
E abaixo disso: “Quero sentir que tenho valor.”
A meta exterior pode estar tentando resolver uma necessidade interior muito mais profunda.
OUTRO EXEMPLO
“Quero que ele me peça desculpas.”
Talvez abaixo disso exista: “Quero sentir que aquilo que vivi foi reconhecido.”
E abaixo disso: “Quero saber que sou importante.”
O exercício de hoje começa a revelar essas camadas.
ISSO NÃO SIGNIFICA QUE AS METAS EXTERNAS SEJAM ERRADAS
O Curso não pede que paremos de desejar coisas concretas.
Podemos querer:
• estabilidade;
• relacionamento;
• trabalho;
• reconhecimento;
• saúde;
• realização.
O ponto é perceber:
talvez estejamos usando resultados externos para tentar resolver necessidades que não compreendemos plenamente.
A HONESTIDADE É CENTRAL NA LIÇÃO 24
O texto afirma que os exercícios de hoje exigem mais honestidade do que estamos acostumados a utilizar.
É melhor trabalhar cuidadosamente com poucas situações do que analisar muitas superficialmente.
NÃO DÊ A RESPOSTA “ESPIRITUALMENTE CORRETA”
Se, numa situação, você realmente quer: “Quero que ele admita que eu tinha razão.” escreva isso mentalmente.
Não tente substituir por: “Quero apenas paz para todos.” se não é isso que realmente sente.
O exercício funciona através de honestidade.
A PRÁTICA DO DIA
Hoje são recomendados:
cinco períodos de prática
com aproximadamente:
dois minutos cada.
Comece repetindo: “Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Depois:
feche os olhos.
PROCURE SITUAÇÕES NÃO RESOLVIDAS
Examine sua mente.
Busque situações que ainda estejam causando preocupação.
Pode ser:
• relacionamento;
• trabalho;
• dinheiro;
• família;
• decisão;
• conflito;
• projeto.
O texto orienta concentrar-se especialmente em situações não resolvidas com as quais estamos atualmente preocupados.
ESCOLHA UMA SITUAÇÃO
Por exemplo: “A situação referente ao meu trabalho.”
Agora pergunte:
“O que eu realmente quero que aconteça?”
LISTE TODAS AS METAS
O exercício sugere uma forma como:
“Na situação referente a ______, eu gostaria que ______ acontecesse, e que ______ acontecesse…”
Continue.
Não pare na primeira resposta.
EXEMPLO: TRABALHO
Na situação referente ao meu trabalho, eu gostaria que:
• meu chefe reconhecesse meu esforço;
• eu recebesse aumento;
• tivesse menos responsabilidades;
• fosse promovida;
• tivesse mais tempo livre;
• meus colegas me respeitassem;
• não houvesse conflito.
Observe.
Já existem várias exigências.
EXEMPLO: RELACIONAMENTO
Na situação referente ao meu relacionamento, eu gostaria que:
• ele mudasse;
• eu me sentisse livre;
• ele me desse mais atenção;
• não me cobrasse;
• concordasse comigo;
• nossa relação continuasse;
• eu nunca me sentisse insegura.
Talvez algumas metas sejam incompatíveis.
NÃO DESCARTE METAS POR PARECEREM “FEIAS”
Talvez surja: “Quero que ela perceba que estava errada.”
Inclua.
Talvez: “Quero que as pessoas reconheçam que eu tinha razão.”
Inclua.
Talvez: “Quero sair dessa situação parecendo superior.”
Inclua também.
O exercício pede honestidade, não perfeição.
INCLUA ATÉ RESULTADOS QUE PARECEM NÃO TER RELAÇÃO DIRETA
O texto orienta incluir resultados que venham honestamente à mente, mesmo que não pareçam diretamente ligados à situação.
Isso ajuda a revelar quantas expectativas ficam escondidas.
DEPOIS OBSERVE AS CONTRADIÇÕES
Talvez queira:
ser promovida
e
ter menos responsabilidades.
Talvez queira:
intimidade total
e
não precisar prestar contas de nada.
Talvez queira:
ser completamente honesta
e
garantir que ninguém fique desconfortável.
A mente pode exigir coisas mutuamente incompatíveis.
QUANDO AS METAS SE CONTRADIZEM
Surge uma consequência simples:
qualquer resultado pode produzir algum desapontamento.
Se obtenho A, perco B.
Se obtenho B, reclamo que não consegui A.
É por isso que podemos alcançar algo que desejávamos e ainda assim não sentir a felicidade esperada.
A FRASE FINAL
Depois de listar o máximo de metas que conseguir para uma situação, diga:
“Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.”
Depois passe à próxima.
ISSO NÃO SIGNIFICA “NÃO TENHO INTERESSES”
A frase não diz: “Nada importa para mim.”
Ela diz:
“Minha percepção atual talvez não consiga reconhecer aquilo que realmente serve ao meu bem.”
EXISTE HUMILDADE NESSA IDEIA
Humildade não é: “Não sou capaz de nada.”
Humildade pode ser:
“Não tenho todas as informações.”
“Não vejo todas as consequências.”
“Talvez haja algo que ainda preciso aprender.”
QUANTO MAIS CERTA ESTOU, MENOS POSSO APRENDER
Se penso: “Só existe uma solução possível” qualquer alternativa parece ameaça.
Mas se digo: “Não percebo meus maiores interesses aqui” novas possibilidades podem ser consideradas.
UMA SITUAÇÃO PODE NOS DAR ALGO DIFERENTE DO QUE QUERÍAMOS
Talvez uma oportunidade não aconteça.
Inicialmente: frustração.
Meses depois, você percebe que outra direção se abriu.
Isso não significa que toda frustração “acontece por uma razão” que podemos conhecer.
Apenas mostra:
nossa avaliação imediata pode ser limitada.
ÀS VEZES AQUILO QUE PARECIA PERDA SE REVELA ALÍVIO
Quantas vezes alguém pensa: “Preciso dessa relação.”
Depois, quando termina, percebe quanto sofrimento havia ali.
Ou: “Preciso desse trabalho.”
E depois encontra algo mais adequado.
Nossa percepção no momento não continha toda a história.
TAMBÉM ACONTECE O CONTRÁRIO
Algo que parecia perfeito pode revelar dificuldades que não imaginávamos.
Por isso, a lição pede cuidado com declarações absolutas: “Isso é definitivamente o melhor para mim.”
UMA PRÁTICA PARA DECISÕES
Antes de uma decisão importante, pergunte:
“O que quero obter com essa escolha?”
Liste.
Depois:
“Essas metas são compatíveis entre si?”
Depois:
“Estou tentando fazer uma única decisão resolver várias necessidades diferentes?”
UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Quando desejar que alguém aja de determinada maneira, pergunte:
“O que acredito que vou sentir se essa pessoa fizer isso?”
Talvez:
• segurança;
• valor;
• reconhecimento;
• amor.
Agora pergunte:
“Estou colocando toda essa necessidade sobre o comportamento dessa pessoa?”
UMA PRÁTICA PARA DINHEIRO
Talvez pense: “Preciso ganhar X para ser feliz.”
Pergunte:
“O que espero que esse dinheiro me dê?”
• liberdade?
• status?
• segurança?
• descanso?
• aprovação?
Talvez haja várias metas escondidas.
UMA PRÁTICA PARA AUTOCONHECIMENTO
Escolha um desejo forte.
Complete: “Se eu conseguir isso, finalmente…”
A palavra que vier depois pode revelar muito.
“…serei respeitada.”
“…estarei segura.”
“…provarei meu valor.”
“…poderei descansar.”
Talvez a meta aparente não seja a meta real.
A LIÇÃO ABRE ESPAÇO PARA UMA META MAIS UNIFICADA
O problema não é simplesmente ter vários desejos.
É viver tentando satisfazer metas que se contradizem.
O Curso gradualmente caminhará para uma unificação do propósito.
Em vez de dezenas de exigências conflitantes, a mente começa a procurar uma direção mais simples:
paz.
E SE MEU MAIOR INTERESSE FOR A PAZ?
Essa pergunta pode mudar profundamente a tomada de decisão.
Não significa: “Escolherei sempre o caminho mais confortável.”
Às vezes a paz exige:
• dizer não;
• encerrar algo;
• enfrentar uma conversa;
• assumir responsabilidade.
Mas a pergunta deixa de ser apenas: “Como consigo o que quero?”
e passa a ser:
“O que serve verdadeiramente à paz e à clareza?”
PAZ NÃO É O MESMO QUE EVITAR CONFLITO
Podemos evitar uma conversa para preservar uma paz aparente.
Mas internamente continuar:
• ressentidas;
• ansiosas;
• frustradas.
Isso não é necessariamente paz.
Talvez nosso maior interesse exija uma conversa difícil realizada com honestidade.
O MAIOR INTERESSE PODE NÃO SER O RESULTADO MAIS AGRADÁVEL NO CURTO PRAZO
Essa é outra descoberta.
Às vezes:
• dizer a verdade é desconfortável;
• estabelecer limite dói;
• reconhecer erro é difícil.
Mas pode servir a algo mais profundo.
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba situações nas quais pensa:
• “Isso precisa acontecer.”
• “Só ficarei bem se…”
• “Ela tem que…”
• “Ele deveria…”
• “Não aceito outro resultado.”
Essas frases revelam condições colocadas sobre a felicidade.
TROQUE A CERTEZA POR INVESTIGAÇÃO
Em vez de: “Sei exatamente o que precisa acontecer.”
experimente:
“Sei o que desejo, mas talvez não perceba todos os meus maiores interesses nesta situação.”
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Que situação não resolvida ocupa minha mente?
• O que exatamente quero que aconteça?
• Quantos resultados diferentes estou exigindo?
• Minhas metas entram em conflito?
• Quero paz ou quero determinado resultado a qualquer custo?
• Estou usando alguém para tentar sentir segurança?
• Estou colocando meu valor nas mãos de um resultado?
• Posso admitir que talvez ainda não saiba completamente o que é melhor?
UM EXERCÍCIO DE HONESTIDADE
Escolha uma preocupação.
Escreva mentalmente ou no papel:
“Nesta situação, quero…”
Liste tudo.
Depois releia.
Marque:
• metas compatíveis;
• metas contraditórias;
• metas sobre outras pessoas;
• metas sobre sua imagem;
• metas sobre segurança.
Então conclua:
“Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.”
NÃO É PRECISO ENCONTRAR A RESPOSTA HOJE
A lição não pede: “Descubra seus maiores interesses.”
Pede algo anterior:
reconheça que talvez ainda não os perceba.
Essa abertura é suficiente para começar.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho não transformar meus desejos atuais em certezas absolutas sobre aquilo que me fará feliz.
Posso desejar.
Posso planejar.
Posso decidir.
Mas também posso permanecer aberta.
Talvez exista algo que ainda não consigo ver.
Talvez minhas metas estejam em conflito.
Talvez eu esteja exigindo de uma situação aquilo que ela não pode oferecer.
Hoje permito a mim mesma dizer:
“Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.”
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti as situações nas quais acredito saber exatamente o que precisa acontecer.
Entrego minhas exigências.
Meus resultados preferidos.
As respostas que espero das pessoas.
Os caminhos que determinei como únicos.
Mostra-me onde minhas metas se contradizem.
Onde quero proximidade e distância ao mesmo tempo.
Onde quero mudança sem abrir mão de nada.
Onde quero paz e também quero vencer.
Onde quero perdão, mas ainda desejo punição.
Ajuda-me a ser honesta.
Não quero fingir que não tenho desejos.
Quero apenas deixar de acreditar que meus desejos atuais revelam necessariamente aquilo que realmente me fará feliz.
Quando eu disser:
“Isso precisa acontecer”
lembra-me de que talvez eu ainda não veja tudo.
Quando eu tentar controlar cada resultado,
ensina-me a permanecer aberta.
Quando eu colocar minha felicidade inteiramente nas mãos de outra pessoa,
traz-me de volta para dentro.
E quando eu não souber,
ensina-me a não temer essa ausência de certeza.
Hoje aceito aprender.
Hoje aceito não saber tudo.
Hoje reconheço:
eu não percebo os meus maiores interesses.
Que essa admissão não me diminua.
Que ela abra minha mente.
E que, no espaço deixado pela certeza,
uma sabedoria mais profunda
possa finalmente entrar.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Posso saber o que desejo neste momento sem presumir que já conheço tudo o que realmente serve ao meu bem.”
AO FINAL DO DIA
Escolha uma situação importante.
• O QUE EU QUERIA QUE ACONTECESSE?
Liste.
• QUANTAS METAS HAVIA?
Observe.
• ALGUMAS ERAM CONTRADITÓRIAS?
Reconheça.
• MINHA PAZ ESTAVA DEPENDENDO DE UM RESULTADO ESPECÍFICO?
Seja honesta.
• POSSO ABRIR ALGUM ESPAÇO PARA NÃO SABER?
Finalize:
“Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação, e estou disposta a aprender.”
LIÇÃO 24 — ESSÊNCIA
• A Lição 24 questiona nossa certeza de saber qual resultado realmente nos fará felizes.
• O exercício pede honestidade para identificar as muitas metas que carregamos dentro de uma única situação.
• Essas metas frequentemente estão em níveis diferentes e podem entrar em conflito.
• Quando exigimos resultados contraditórios, algum grau de frustração se torna praticamente inevitável.
• Reconhecer que não percebemos nossos maiores interesses abre espaço para aprendizado.
• A prática não exige abandonar desejos ou decisões.
• Exige apenas deixar de confundir desejo atual com conhecimento absoluto do que é melhor.
• São recomendados cinco períodos de aproximadamente dois minutos.
Hoje não preciso saber a resposta.
Talvez a verdadeira abertura comece exatamente quando deixo de dizer:
“Eu sei o que precisa acontecer.”
E começo a admitir:
“Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.”
Nesse reconhecimento, a mente deixa de defender suas exigências por alguns instantes.
E, pela primeira vez, pode tornar-se disponível para aprender.
A prática original da Lição 24 recomenda cinco períodos de aproximadamente dois minutos, examinando de olhos fechados algumas situações não resolvidas. O exercício pede que sejam enumerados honestamente todos os resultados desejados em cada situação, para então reconhecer as metas conflitantes e concluir: “Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.”
