Eu não sei para que serve coisa alguma
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Eu não sei para que serve coisa alguma.
A Lição 24 nos levou a admitir:
“Eu não percebo os meus maiores interesses.”
Agora o Curso aprofunda essa ideia.
Se ainda não percebemos claramente aquilo que realmente serve aos nossos maiores interesses, então também não compreendemos plenamente para que servem as coisas que encontramos no mundo.
A Lição 25 começa com uma afirmação fundamental:
propósito é significado.
Segundo o texto, aquilo que vemos só adquire verdadeiro significado quando compreendemos seu propósito. E, como normalmente atribuímos às coisas finalidades baseadas em metas pessoais e interesses do ego, acabamos usando-as de maneira equivocada.
“MAS É CLARO QUE EU SEI PARA QUE SERVEM AS COISAS”
Talvez sua primeira reação seja:
“Sei perfeitamente para que serve uma cadeira.”
Para sentar.
“Sei para que serve um telefone.”
Para falar, enviar mensagens, acessar informações.
“Sei para que serve dinheiro.”
Para comprar e pagar.
No nível prático, isso é verdade.
O próprio Livro de Exercícios reconhece que compreendemos finalidades superficiais.
O exemplo usado pelo texto é justamente o telefone: sabemos que ele serve para entrar em contato com alguém distante fisicamente. O que não compreendemos plenamente é por que queremos fazer esse contato — e é esse propósito mais profundo que determina o significado da experiência.
EXISTE O USO EXTERIOR E EXISTE O PROPÓSITO INTERIOR
Considere um telefone.
Externamente:
serve para comunicação.
Mas você pode pegá-lo porque deseja:
• oferecer ajuda;
• pedir desculpas;
• cobrar alguém;
• provar que está certa;
• receber validação;
• controlar uma situação;
• aproximar-se;
• atacar;
• reconciliar-se.
O objeto é o mesmo.
O propósito interior muda completamente.
PROPÓSITO MUDA SIGNIFICADO
Uma conversa pode servir para:
• compreender;
• atacar;
• ensinar;
• manipular;
• reconciliar;
• provar superioridade.
Um silêncio pode servir para:
• escutar;
• descansar;
• punir;
• evitar;
• refletir.
Uma mesma ação pode carregar propósitos muito diferentes.
É por isso que a lição afirma:
propósito é significado.
O QUE DÁ SIGNIFICADO A UMA SITUAÇÃO?
Imagine duas pessoas fazendo exatamente a mesma coisa:
ambas enviam uma mensagem.
Uma pensa: “Quero esclarecer isso com respeito.”
A outra: “Quero fazê-la sentir culpa.”
O gesto exterior é praticamente igual.
Mas a direção interior é completamente diferente.
O CURSO QUESTIONA AS METAS QUE ATRIBUÍMOS AO MUNDO
A Lição 25 afirma que normalmente percebemos o mundo através das metas do ego e, por isso, não reconhecemos corretamente o verdadeiro propósito das coisas.
Dentro da linguagem de UCEM, o ego organiza objetivos em torno de:
• separação;
• interesses particulares;
• comparação;
• controle;
• defesa;
• obtenção.
Então usamos pessoas, objetos e situações tentando alcançar essas metas.
EXEMPLO: UMA PESSOA COMO MEIO PARA MINHA FELICIDADE
Você pode olhar para alguém e pensar: “Essa pessoa serve para me fazer feliz.”
Se ela corresponde às expectativas: amor.
Se deixa de corresponder: frustração.
Sem perceber, transformamos a pessoa num instrumento para uma meta pessoal.
EXEMPLO: DINHEIRO
Talvez dinheiro signifique: “Minha segurança.”
Ou: “Minha liberdade.”
Ou: “Meu valor.”
Ou: “Prova de que tive sucesso.”
O dinheiro possui uma função prática.
Mas a mente pode atribuir-lhe um propósito psicológico muito maior.
EXEMPLO: TRABALHO
O trabalho pode servir para:
• sustento;
• contribuição;
• expressão de talentos.
Mas também pode ser usado para:
• provar valor;
• competir;
• obter aprovação;
• evitar sentir-se inadequada.
O verdadeiro significado da experiência depende muito do propósito que estamos colocando nela.
EXEMPLO: ESPIRITUALIDADE
Até mesmo uma prática espiritual pode receber finalidades diferentes.
Você pode meditar para:
• cultivar presença;
• observar a mente;
• aproximar-se da paz.
Ou para:
• sentir-se superior;
• provar que está evoluindo;
• fugir de problemas concretos.
A prática externa pode ser semelhante.
O propósito interior muda tudo.
A LIÇÃO 25 NÃO DIZ QUE OBJETOS NÃO POSSUEM FUNÇÃO PRÁTICA
Esse ponto é importante.
Quando a frase diz: “Eu não sei para que serve coisa alguma”
não significa: “Não sei que uma cadeira serve para sentar.”
O próprio texto reconhece esses propósitos superficiais.
A investigação é mais profunda:
“Qual é o verdadeiro propósito desta coisa na minha experiência?”
POR QUE QUERO ISSO?
Essa pergunta pode acompanhar toda a lição.
Quando pegar o telefone:
“Por que quero fazer esse contato?”
Quando entrar numa discussão:
“Para que estou usando esta conversa?”
Quando comprar algo:
“O que espero receber através disso?”
Quando buscar reconhecimento:
“O que acredito que ele me dará?”
NEM SEMPRE SABEMOS A RESPOSTA
E é exatamente esse o ponto.
Às vezes pensamos: “Quero apenas resolver.”
Mas talvez também queiramos:
• vencer;
• controlar;
• ser admiradas;
• não sentir medo;
• confirmar nossa identidade.
A mente pode conter propósitos dos quais ainda não estamos conscientes.
A LIÇÃO PEDE QUE RETIREMOS AS METAS QUE IMPUSEMOS
O texto afirma que é crucial estarmos dispostos a desistir das metas que atribuímos às coisas.
E acrescenta uma orientação importante: não precisamos classificar essas metas como:
• boas;
ou
• más.
Precisamos primeiro reconhecer que elas podem ser sem significado dentro do propósito mais profundo do Curso.
POR QUE NÃO JULGAR AS METAS COMO BOAS OU MÁS?
Porque isso produziria outro sistema de julgamento.
Por exemplo: “Querer dinheiro é ruim.”
Não necessariamente. “Querer reconhecimento é errado.”
Não é essa a prática.
O exercício simplesmente nos convida a admitir:
“Talvez eu tenha atribuído a isso um propósito que não compreendo completamente.”
O JULGAMENTO PREMATURO FECHA A INVESTIGAÇÃO
Se digo: “Essa meta é boa” quero mantê-la.
Se digo: “Essa meta é ruim” quero combatê-la.
Mas se digo:
“Talvez eu não saiba para que isso realmente serve”
a mente permanece aberta.
O OBJETO NÃO É O PROBLEMA
Uma cadeira não é o problema.
Dinheiro não é o problema.
Um telefone não é o problema.
Uma relação não é o problema.
A questão é:
o propósito que atribuímos.
UMA COISA PODE SER USADA PARA O MEDO OU PARA A PAZ
Uma conversa pode ser usada para atacar ou compreender.
Dinheiro pode ser usado para controlar ou cuidar.
Conhecimento pode ser usado para humilhar ou ajudar.
Autoridade pode ser usada para dominar ou servir.
O objeto não determina sozinho o propósito.
O PROPÓSITO UNIFICA AS METAS
A lição afirma que, quando o verdadeiro propósito é reconhecido, nossas metas começam a se tornar unificadas.
Isso se conecta diretamente à Lição 24.
Ontem vimos que carregamos metas contraditórias.
Hoje começamos a perceber:
talvez a confusão aconteça porque não conhecemos o propósito mais profundo.
MUITAS METAS CRIAM MUITOS SIGNIFICADOS
Se uma relação serve para:
• segurança;
• status;
• prazer;
• confirmação de valor;
• proteção contra solidão;
• controle,
qualquer mudança pode ameaçar uma dessas metas.
Mas se existe um propósito mais unificado, a experiência pode tornar-se menos fragmentada.
E SE O PROPÓSITO FOR APRENDER A PAZ?
Essa é uma maneira prática de começar a aproximar a lição do cotidiano.
Diante de uma conversa:
“Como posso usar isso para aprender paz?”
Diante de um conflito:
“Como posso usar isso para aprender percepção e perdão?”
Diante de uma decisão:
“Como posso usar isso para aprender clareza?”
A situação externa continua existindo.
Mas recebe outro propósito.
NÃO INVENTE UM PROPÓSITO “ESPIRITUAL” PARA TUDO
Também não transforme isso numa obrigação artificial.
Você não precisa olhar para uma colher e pensar: “Qual é sua missão divina?”
A prática do Livro de Exercícios é muito mais simples.
Ela pede apenas:
reconhecer que não sabemos plenamente para que as coisas servem.
A PRÁTICA DO DIA
Hoje são requeridos:
seis períodos de prática
com duração de:
dois minutos cada.
Comece repetindo lentamente: “Eu não sei para que serve coisa alguma.”
OLHE AO REDOR
Depois permita que seu olhar pouse casualmente sobre qualquer coisa.
Pode ser:
• perto;
• longe;
• aparentemente importante;
• aparentemente sem importância;
• uma pessoa;
• um objeto.
O texto pede explicitamente que não façamos distinções desse tipo.
MANTENHA OS OLHOS SOBRE O OBJETO
Ao olhar para algo, diga lentamente:
“Eu não sei para que serve este/esta ______.”
Por exemplo:
• Eu não sei para que serve esta cadeira.
• Eu não sei para que serve este lápis.
• Eu não sei para que serve esta mão.
Esses exemplos aparecem diretamente no exercício original.
SÓ DEPOIS PASSE PARA O PRÓXIMO
Não diga rapidamente a frase olhando para vários objetos.
A orientação é:
• escolha;
• mantenha o olhar;
• termine a declaração;
• depois passe ao próximo.
NÃO PROCURE EXPLICAÇÕES DURANTE A PRÁTICA
Ao olhar para a cadeira, não pense: “Claro que sei: é para sentar.”
A intenção não é discutir com a frase.
Também não procure uma revelação espiritual sobre a cadeira.
Apenas aplique.
EXEMPLO COM O TELEFONE
Olhe para seu telefone.
Diga:
“Eu não sei para que serve este telefone.”
Talvez uma parte de você responda: “Para comunicação.”
Mas a lição pergunta silenciosamente:
“E para que você está realmente usando essa comunicação?”
EXEMPLO COM DINHEIRO
Se estiver vendo uma carteira ou cartão: “Eu não sei para que serve isto.”
Talvez você diga: “Para comprar coisas.”
Mas também pode perguntar mais profundamente: “Que significado psicológico atribuí a isso?”
EXEMPLO COM UMA PESSOA
Talvez seu olhar encontre alguém.
Aplique:
“Eu não sei para que serve esta pessoa.”
Essa frase pode soar estranha.
Ela não significa que pessoas sejam objetos.
Significa:
“Não quero reduzir essa pessoa ao papel que dei a ela na minha história.”
OS PAPÉIS QUE ATRIBUÍMOS ÀS PESSOAS
Sem perceber, podemos decidir que alguém serve para:
• cuidar de nós;
• nos aprovar;
• nos proteger;
• nos admirar;
• concordar conosco;
• preencher solidão.
Então sofremos quando a pessoa não cumpre o papel.
LIBERTAR O PROPÓSITO PODE LIBERTAR A RELAÇÃO
Se não preciso mais que alguém exista para provar meu valor, talvez consiga encontrá-la de maneira diferente.
Se não preciso que determinada conversa sirva para me dar razão, posso realmente escutar.
Se não preciso que uma conquista prove quem sou, posso desfrutá-la sem depender dela.
UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Pergunte:
“Para que acho que essa pessoa serve na minha vida?”
Talvez:
• para me amar;
• para me dar segurança;
• para me validar.
Depois reconheça:
“Talvez eu tenha imposto um propósito limitado a essa relação.”
UMA PRÁTICA PARA O TRABALHO
Pergunte:
“Para que meu trabalho serve para mim?”
Além do salário, talvez:
• identidade;
• reconhecimento;
• fuga;
• competição.
Observe sem julgamento.
UMA PRÁTICA PARA O DINHEIRO
Pergunte:
“Que função emocional atribuí ao dinheiro?”
Talvez: “Se tenho dinheiro, sou segura.”
Ou: “Se tenho dinheiro, tenho valor.”
A lição não pede abandonar dinheiro.
Pede questionar o significado atribuído.
UMA PRÁTICA PARA O CORPO
Olhe para sua mão.
A frase original usa justamente esse exemplo: “Eu não sei para que serve esta mão.”
Isso pode abrir uma reflexão:
Uso meu corpo para:
• cuidar?
• atacar?
• trabalhar?
• expressar afeto?
• comparar-me?
OBJETOS RECEBEM O PROPÓSITO QUE DAMOS
Um carro pode ser:
• transporte;
• símbolo de status;
• liberdade;
• proteção.
Uma casa pode ser:
• abrigo;
• identidade;
• prova de sucesso;
• lugar de encontro.
Nada disso precisa ser condenado.
Apenas observado.
UMA PERGUNTA TRANSFORMADORA
Quando estiver usando alguma coisa ou entrando numa situação, pergunte:
“Para que estou usando isto agora?”
Talvez essa pergunta revele mais do que: “Para que isto serve?”
O MESMO RECURSO PODE SER USADO DE MANEIRAS DIFERENTES
Conhecimento pode servir para:
• ajudar;
ou
• demonstrar superioridade.
Silêncio pode servir para:
• escutar;
ou
• punir.
Dinheiro pode servir para:
• apoiar;
ou
• controlar.
Uma palavra pode servir para:
• reconciliar;
ou
• ferir.
A QUESTÃO NÃO É A FORMA, MAS O PROPÓSITO
Isso começa a preparar uma ideia muito importante que aparecerá repetidamente em UCEM:
formas podem variar; propósito pode unificar.
Quando o propósito muda, a mesma situação pode adquirir outro significado.
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba frases como:
• “Essa pessoa deveria me fazer feliz.”
• “Esse trabalho deveria provar meu valor.”
• “Esse dinheiro deveria me dar segurança.”
• “Essa conversa precisa me dar razão.”
• “Esse resultado precisa mostrar que sou capaz.”
Talvez estejamos atribuindo propósitos que geram pressão e sofrimento.
NÃO PRECISA ABANDONAR AS COISAS
A lição não diz: “Jogue fora seus objetos.”
Nem: “Abandone suas relações.”
Nem: “Pare de ter objetivos.”
Ela propõe:
solte momentaneamente a certeza sobre o propósito que você atribuiu a eles.
QUANDO NÃO SEI, POSSO APRENDER
Esse princípio continua o trabalho da Lição 24.
Ontem: “Eu não percebo meus maiores interesses.”
Hoje: “Eu não sei para que serve coisa alguma.”
As duas ideias abrem a mente através da mesma atitude:
não sei tudo.
E justamente por isso:
posso aprender.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Que propósito atribuo ao meu trabalho?
• Para que acredito que um relacionamento deve servir?
• O que espero que dinheiro resolva dentro de mim?
• Uso determinadas pessoas para buscar aprovação?
• Para que estou usando minhas palavras?
• Para que estou usando meu silêncio?
• Que coisas transformei em provas do meu valor?
• Posso admitir que talvez exista um propósito mais amplo do que aquele que estabeleci?
UM EXERCÍCIO DE ESCRITA
Escolha três coisas importantes na sua vida.
Por exemplo:
Relacionamento
Trabalho
Dinheiro
Complete:
“Eu acho que isso serve para…”
Escreva tudo que vier.
Depois pergunte:
“Esse propósito está me trazendo paz ou pressão?”
Não precisa encontrar uma resposta espiritual perfeita.
Apenas observe.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho não presumir que compreendo completamente o propósito de tudo.
Posso reconhecer a função prática de uma coisa e ainda admitir:
talvez eu não compreenda o significado mais profundo que estou atribuindo a ela.
Posso deixar de usar pessoas apenas para satisfazer expectativas.
Posso deixar de transformar conquistas em provas de valor.
Posso olhar novamente.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje entrego a Ti os propósitos que atribuí às pessoas, às coisas e às situações.
As relações que transformei em fontes obrigatórias de felicidade.
O dinheiro que transformei em garantia absoluta de segurança.
O trabalho que transformei em prova do meu valor.
As conversas que usei para vencer.
O silêncio que usei para punir.
As palavras que usei para me defender.
Reconheço que muitas vezes sei a função externa das coisas,
mas não compreendo plenamente para que as estou usando em minha mente.
Ensina-me a observar meus propósitos.
Onde eu estiver usando alguém para preencher uma falta,
mostra-me.
Onde eu estiver transformando uma conquista em identidade,
mostra-me.
Onde eu estiver usando meus recursos para alimentar medo,
abre outra possibilidade.
Hoje não preciso inventar um novo significado.
Quero apenas abrir espaço.
Quero poder dizer sem medo:
eu não sei para que serve coisa alguma.
E permitir que essa humildade se torne aprendizado.
Que tudo aquilo que hoje uso para separação,
controle,
culpa
ou defesa
possa receber um propósito mais simples.
Um propósito que conduza à compreensão.
Ao perdão.
À união.
E à paz.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Talvez eu conheça a função de algo, mas ainda não compreenda plenamente o propósito que estou dando a isso em minha mente.”
AO FINAL DO DIA
Escolha uma coisa ou situação importante.
• PARA QUE EU ACREDITO QUE ISSO SERVE?
Observe sua primeira resposta.
• QUE RESULTADO ESPERO OBTER ATRAVÉS DISSO?
Reconhecimento?
Segurança?
Controle?
Amor?
• EXISTE ALGUMA EXIGÊNCIA ESCONDIDA?
Perceba.
• ESSE PROPÓSITO ME TRAZ PAZ OU PRESSÃO?
Observe.
• POSSO DEIXAR MEU SIGNIFICADO UM POUCO MAIS ABERTO?
Finalize:
“Eu não sei para que isso serve completamente, e estou disposta a aprender.”
LIÇÃO 25 — ESSÊNCIA
• A Lição 25 ensina que, dentro da estrutura do Curso, propósito e significado estão ligados.
• Podemos conhecer a função prática de uma coisa sem compreender o propósito mais profundo que damos a ela.
• Normalmente atribuímos ao mundo metas baseadas em interesses pessoais e expectativas.
• Essas metas podem levar ao uso equivocado de pessoas, objetos e situações.
• O exercício não pede que classifiquemos nossas metas como boas ou más.
• Pede disposição para suspender o significado que impusemos.
• Pessoas, objetos próximos ou distantes, importantes ou banais, devem ser incluídos igualmente.
• São requeridos seis períodos de aproximadamente dois minutos.
Hoje começo a perceber que não basta perguntar:
“Que coisa é essa?”
Ou:
“Qual é sua função?”
Talvez a pergunta mais profunda seja:
“Para que estou usando isso?”
E quando tenho coragem de admitir:
“Eu não sei para que serve coisa alguma”
não estou escolhendo ignorância.
Estou abrindo espaço para que um propósito diferente possa finalmente ser aprendido.
A prática original da Lição 25 pede seis períodos de dois minutos. Em cada período, a ideia deve ser repetida lentamente e aplicada, de olhos abertos, a qualquer coisa que capte casualmente o olhar — perto ou longe, aparentemente importante ou sem importância, humana ou não — mantendo os olhos no objeto até terminar a afirmação correspondente.
