LIÇÃO 231 — PAI, A MINHA ÚNICA VONTADE É LEMBRAR-ME DE TI

Infográfico da Lição 231 de Um Curso em Milagres — Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 231 inicia uma nova etapa da Parte II do Livro de Exercícios, acompanhada do tema:

“O que é a salvação?”

A ideia de hoje é:

PAI, A MINHA ÚNICA VONTADE É LEMBRAR-ME DE TI.

A lição apresenta uma afirmação direta: apesar dos muitos objetivos que perseguimos, existe em nós uma vontade mais profunda do que todos eles.

Essa vontade é recordar Deus.

Ao longo do dia, podemos acreditar que queremos muitas coisas:

  • segurança;
  • reconhecimento;
  • dinheiro;
  • companhia;
  • aprovação;
  • saúde;
  • sucesso;
  • respostas;
  • controle;
  • proteção;
  • uma vida sem problemas.

Esses desejos parecem diferentes, mas frequentemente procuram a mesma experiência: paz, amor, plenitude e segurança.

A Lição 231 nos convida a reconhecer que, por trás das inúmeras formas de busca, estamos procurando aquilo que somente a lembrança do Amor de Deus pode oferecer de maneira permanente.

O QUE É A SALVAÇÃO?

Antes das lições 231 a 240, o Curso apresenta uma seção dedicada à pergunta:

“O que é a salvação?”

No contexto de Um Curso em Milagres, salvação não significa escapar de um Deus punitivo.

Também não significa:

  • pertencer a um grupo espiritual superior;
  • adotar determinada aparência religiosa;
  • negar os problemas concretos da vida;
  • tornar-se moralmente melhor do que outras pessoas;
  • conquistar a aprovação divina;
  • convencer Deus a nos perdoar;
  • ser resgatado de um castigo preparado por Ele.

A salvação é apresentada como uma correção na mente.

É o reconhecimento de que a separação de Deus não alterou nossa verdadeira Identidade.

A mente pode acreditar na culpa, no medo e no isolamento. Pode interpretar o mundo por meio dessas crenças. Mas nenhuma delas tem o poder de modificar aquilo que Deus criou.

A salvação desfaz o erro sem atacar quem errou.

Ela não condena.

Ela corrige.

Ela não fortalece o medo.

Ela revela que o medo não é a verdade sobre nós.

A MINHA ÚNICA VONTADE

A palavra “única” pode causar estranheza.

Talvez a mente responda:

“Mas eu quero muitas coisas.”

“Quero resolver meus problemas.”

“Quero melhorar minha vida.”

“Quero ser amado.”

“Quero alcançar meus objetivos.”

A lição não nega que experimentamos diferentes desejos no nível cotidiano. Ela aponta para uma camada mais profunda.

Podemos desejar uma casa, mas talvez estejamos procurando segurança.

Podemos desejar reconhecimento, mas talvez estejamos procurando valor.

Podemos desejar um relacionamento, mas talvez estejamos procurando união.

Podemos desejar controle, mas talvez estejamos procurando paz.

Podemos desejar sucesso, mas talvez estejamos procurando a certeza de que somos suficientes.

A Lição 231 nos ajuda a investigar o que existe por trás de cada forma.

Ela pergunta, em essência:

“O que você realmente espera encontrar quando conseguir aquilo que está buscando?”

OS MUITOS NOMES DA NOSSA BUSCA

O texto reconhece que podemos acreditar que buscamos outras coisas, às quais demos muitos nomes. Porém, por trás de todas elas, permanece a procura pelo Amor de Deus.

Podemos dar à nossa busca nomes como:

  • estabilidade;
  • realização;
  • romance;
  • prestígio;
  • poder;
  • conforto;
  • conhecimento;
  • liberdade;
  • beleza;
  • pertencimento;
  • proteção;
  • vitória.

Essas experiências não precisam ser condenadas.

O Curso não exige que abandonemos todos os objetivos práticos, relacionamentos ou responsabilidades. A questão não é possuir ou não possuir determinada coisa.

A pergunta é:

“Que função atribuí a isso?”

Quando esperamos que uma forma temporal nos ofereça plenitude permanente, entregamos a ela uma responsabilidade impossível.

Uma pessoa não pode curar toda a nossa sensação de separação.

Uma profissão não pode definir completamente nosso valor.

Uma conquista não pode garantir paz eterna.

Uma conta bancária não pode eliminar toda incerteza.

Um corpo não pode permanecer imutável.

Uma opinião favorável não pode impedir todas as críticas futuras.

As formas podem ser úteis e belas. Mas não conseguem substituir nossa Fonte.

O QUE BUSCAMOS NO AMOR DE DEUS

A oração da lição começa perguntando o que poderíamos buscar além do Amor de Deus.

Essa pergunta não pretende produzir culpa pelos nossos desejos humanos. Ela nos convida a reconhecer o conteúdo profundo da busca.

No Amor de Deus procuramos:

  • segurança sem ameaça;
  • pertencimento sem exclusão;
  • valor sem comparação;
  • inocência sem negação;
  • união sem perda;
  • paz sem condições;
  • identidade sem rótulos;
  • vida sem medo;
  • amor sem opostos.

Talvez tenhamos procurado tudo isso em lugares incapazes de oferecer permanência.

A prática de hoje não nos condena por essa procura.

Ela simplesmente diz:

podemos recordar onde aquilo que verdadeiramente desejamos se encontra.

LEMBRAR-SE DE DEUS

Lembrar-se de Deus não precisa significar formar uma imagem mental.

Também não exige:

  • ouvir uma voz;
  • experimentar visões;
  • sentir emoções extraordinárias;
  • alcançar um estado místico;
  • usar palavras religiosas específicas;
  • acreditar que Deus possui uma forma humana;
  • produzir uma experiência espiritual perfeita.

Podemos compreender essa lembrança como a disposição de recordar:

  • o Amor em vez do medo;
  • a união em vez da separação;
  • a inocência em vez da condenação;
  • a verdade em vez das histórias do ego;
  • a paz em vez do conflito;
  • nossa Fonte em vez das identidades fabricadas pelo mundo.

Recordar Deus é permitir que a mente abandone, mesmo que por um instante, aquilo que colocou no lugar Dele.

ESQUECER DEUS NÃO SIGNIFICA QUE DEUS NOS ESQUECEU

A mente pode esquecer sua Fonte.

Pode sentir-se distante.

Pode acreditar que está abandonada.

Pode pensar:

“Deus não está comigo.”

“Estou sozinho.”

“Preciso resolver tudo sem ajuda.”

“Meus erros me tornaram indigno do Amor.”

A lição inverte essa interpretação.

Nosso esquecimento não produziu o esquecimento de Deus.

Nossa confusão não modificou Sua Vontade.

Nossos erros não destruíram nossa Identidade.

A lembrança pode estar encoberta, mas não foi eliminada.

É como uma luz escondida por uma cortina. A cortina interfere na nossa visão, mas não apaga a luz.

LEMBRAR DE DEUS É RECORDAR A VERDADE SOBRE NÓS

A oração da Lição 231 une duas ideias:

lembrar-se de Deus e reconhecer a verdade sobre si mesmo.

Isso acontece porque não podemos recordar verdadeiramente nossa Fonte sem começar a reconsiderar aquilo que acreditamos ser.

Se Deus é Amor e somos Sua criação, então nossa verdadeira Identidade não pode ser definida exclusivamente por:

  • nossos erros;
  • nosso passado;
  • nosso corpo;
  • nossa profissão;
  • nossos fracassos;
  • nossas conquistas;
  • nossas posses;
  • nossos relacionamentos;
  • nossos diagnósticos;
  • a opinião das outras pessoas.

Esses elementos podem fazer parte da nossa experiência humana. Mas nenhum deles contém a totalidade do que somos.

A mente acostumada à culpa diz:

“Eu sou o pior erro que cometi.”

A lembrança responde:

“Um erro pode precisar de correção, mas não tem o poder de recriar o Filho de Deus.”

NÃO É UMA VONTADE IMPOSTA

A lição não diz que devemos destruir nossa vontade para obedecer a Deus.

Ela ensina algo muito diferente:

nossa vontade verdadeira já está unida à Vontade de Deus.

O conflito ocorre porque confundimos impulsos passageiros com nossa vontade profunda.

Uma parte da mente pode querer vingança.

Outra quer paz.

Uma parte quer atacar.

Outra não deseja carregar as consequências do ataque.

Uma parte quer provar que está certa.

Outra está cansada do conflito.

Uma parte procura satisfação imediata.

Outra reconhece que essa escolha pode aprofundar o sofrimento.

A vontade de recordar Deus não é uma ordem externa imposta sobre nós. É a vontade mais profunda que permanece abaixo da confusão.

DEUS NÃO COMPETE COM NOSSA FELICIDADE

Às vezes, a mente constrói uma imagem de Deus como alguém que exige sacrifício.

Essa imagem sugere:

“Se eu escolher Deus, perderei tudo o que me faz feliz.”

Mas um Deus de Amor não poderia competir com nossa felicidade.

Se alguma crença religiosa exige:

  • sofrimento como prova de santidade;
  • permanência em situações abusivas;
  • abandono irresponsável de cuidados médicos;
  • submissão à violência;
  • culpa constante;
  • medo de punição;
  • destruição da individualidade prática;
  • rejeição de toda alegria humana,

essa crença precisa ser examinada com cuidado.

A Vontade de Deus, segundo o Curso, está relacionada à nossa felicidade, à nossa paz e à libertação do medo — não à glorificação do sofrimento.

LEMBRAR NÃO É FUGIR DA VIDA

A prática espiritual pode ser mal utilizada como fuga.

Alguém pode pensar:

“Não preciso lidar com isso; basta lembrar de Deus.”

Mas lembrar de Deus não significa ignorar responsabilidades.

A lembrança pode ajudar-nos a agir com mais lucidez.

Podemos recordar a paz e, ao mesmo tempo:

  • procurar tratamento médico;
  • pedir apoio psicológico;
  • consultar um advogado;
  • denunciar uma agressão;
  • estabelecer limites;
  • encerrar uma relação perigosa;
  • organizar as finanças;
  • pedir ajuda;
  • corrigir um erro;
  • assumir responsabilidade;
  • tomar uma decisão difícil.

A paz interior não substitui providências concretas. Ela pode mudar o estado mental a partir do qual as providências são tomadas.

PERDÃO NÃO É TOLERAR O ABUSO

Como estas lições estão inseridas no tema da salvação e do perdão, este ponto precisa permanecer claro.

Perdoar não significa:

  • dizer que o abuso foi aceitável;
  • continuar exposto à violência;
  • restaurar confiança automaticamente;
  • reconciliar-se à força;
  • retirar consequências necessárias;
  • abandonar limites;
  • negar fatos;
  • impedir a responsabilização;
  • permanecer em contato com alguém perigoso;
  • dispensar ajuda médica, psicológica ou jurídica.

O perdão trabalhado pelo Curso ocorre na mente e busca libertá-la do ciclo contínuo de culpa, ódio e identidade baseada no ataque.

É possível abandonar o desejo de vingança e ainda assim dizer:

“Isso não pode continuar.”

É possível buscar paz sem voltar para uma relação insegura.

É possível reconhecer a humanidade de alguém sem lhe dar acesso novamente à nossa intimidade.

LEMBRAR DE DEUS EM UM DIA DIFÍCIL

A prática de hoje não está reservada aos momentos tranquilos.

Podemos lembrar especialmente quando a mente diz:

“Nada vai dar certo.”

“Não consigo suportar.”

“Preciso atacar para me defender.”

“Só terei paz quando tudo estiver resolvido.”

“Meu valor depende do resultado.”

Nesses momentos, recordar Deus pode significar fazer uma pausa e reconhecer:

“Existe uma maneira de olhar para isso que não aumenta o medo.”

Talvez o problema ainda não esteja resolvido.

Talvez a emoção continue presente.

Talvez seja necessário agir.

Mas a mente deixa de tratar o medo como sua única orientação.

LEMBRAR DE DEUS DIANTE DA ANSIEDADE

A ansiedade tenta transportar a mente para um futuro imaginado.

Ela cria cenas, prevê ameaças e exige garantias impossíveis.

A mente pergunta:

“E se tudo der errado?”

A prática não precisa responder a cada cenário.

Podemos simplesmente retornar:

“Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti.”

Isso não significa que sabemos o que acontecerá.

Significa que não queremos entregar toda a nossa atenção às projeções do medo.

Respiramos.

Reconhecemos o presente.

Damos o próximo passo possível.

E deixamos de exigir que o futuro inteiro seja resolvido agora.

LEMBRAR DE DEUS EM UM CONFLITO

Quando estamos irritados, o ego apresenta um objetivo imediato:

vencer.

Queremos construir a resposta perfeita.

Queremos provar que o outro está errado.

Queremos fazer com que a pessoa sinta a dor que acreditamos ter recebido.

Nesse momento, podemos perguntar:

“O que realmente quero encontrar aqui?”

Se a resposta profunda é paz, talvez o ataque não possa oferecê-la.

Isso não significa silêncio forçado.

Podemos falar com clareza.

Podemos discordar.

Podemos estabelecer uma consequência.

Podemos sair da conversa.

Mas fazemos isso tentando não transformar o outro em símbolo de todo o mal.

LEMBRAR DE DEUS QUANDO NOS JULGAMOS

Às vezes, é mais fácil oferecer compreensão aos outros do que a nós mesmos.

Quando erramos, podemos pensar:

“Eu deveria saber melhor.”

“Estraguei tudo.”

“Não mereço paz.”

“Deus deve estar decepcionado comigo.”

A prática de hoje oferece outro caminho.

Recordar Deus é recordar que o Amor não foi destruído pelo erro.

Isso não elimina responsabilidade.

Se causamos dano, talvez seja necessário:

  • reconhecer o que fizemos;
  • pedir desculpas;
  • reparar o que for possível;
  • aceitar consequências;
  • mudar nosso comportamento;
  • procurar ajuda;
  • aprender novas maneiras de agir.

Mas a correção é mais profunda quando não nasce do auto-ódio.

A culpa diz:

“Sofra para pagar pelo erro.”

A responsabilidade diz:

“Reconheça, corrija e escolha novamente.”

A BUSCA TERMINA NA LEMBRANÇA

A lição ensina que lembrar-se de Deus é o Céu e que isso é o que verdadeiramente buscamos.

Podemos compreender o Céu, aqui, não apenas como um lugar futuro, mas como a experiência de perfeita união com Deus.

Durante muito tempo, a mente procura fora:

  • a pessoa ideal;
  • a circunstância perfeita;
  • o corpo perfeito;
  • a estabilidade absoluta;
  • o reconhecimento definitivo;
  • a resposta para tudo.

Cada conquista promete encerrar a busca.

Contudo, pouco depois, surge outra necessidade.

A Lição 231 não condena essa trajetória. Ela revela sua direção oculta.

Por trás de cada procura estava o desejo de voltar ao Amor.

A busca termina não quando controlamos todas as circunstâncias, mas quando reconhecemos aquilo que verdadeiramente queríamos encontrar.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 231

PELA MANHÃ

Antes de entrar nas preocupações do dia, permaneça alguns instantes em silêncio.

Respire naturalmente.

Diga devagar:

“Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti.”

Não tente produzir uma sensação específica.

Apenas ofereça sua disponibilidade.

Você pode acrescentar:

“Que eu reconheça hoje o Amor que realmente estou buscando.”

DURANTE O DIA

Retorne à ideia sempre que perceber:

  • ansiedade;
  • irritação;
  • comparação;
  • culpa;
  • medo;
  • busca de aprovação;
  • necessidade de controle;
  • sensação de abandono;
  • desejo de atacar;
  • dependência de um resultado específico.

Pare por alguns segundos.

Respire.

Recorde:

“Além de tudo o que penso desejar, quero a paz da lembrança de Deus.”

DIANTE DE UMA DECISÃO

Antes de decidir, pergunte:

  • Estou escolhendo movido pelo amor ou pelo medo?
  • Estou procurando paz ou apenas alívio imediato?
  • Estou tentando proteger algo verdadeiro ou uma imagem?
  • Esta decisão respeita minha segurança e a dos outros?
  • Consigo esperar até que minha mente esteja menos agitada?
  • Preciso buscar orientação profissional?

Recordar Deus não garante uma resposta instantânea. Mas pode diminuir o ruído que impede o discernimento.

À NOITE

Antes de dormir, revise o dia sem condenação:

  • Onde procurei o Amor hoje?
  • Que situação transformei em condição para minha paz?
  • Em quais momentos me lembrei de Deus?
  • Quando esqueci, consegui retornar?
  • Alguma escolha nasceu de maior quietude?
  • O que posso entregar agora?

Depois repita lentamente a ideia da lição.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 SEGUNDOS

Observe o que sua mente acredita desejar neste momento.

15–30 SEGUNDOS

Pergunte:

“O que espero sentir quando conseguir isso?”

30–45 SEGUNDOS

Reconheça a necessidade profunda:

paz, amor, segurança, valor ou união.

45–60 SEGUNDOS

Recorde:

“Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti.”

Permaneça alguns instantes em silêncio.

EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE ESTOU REALMENTE BUSCANDO?

Pegue uma folha e escreva:

“AS COISAS QUE ACREDITO PRECISAR ENCONTRAR”

Liste livremente seus objetivos e desejos.

Por exemplo:

  • dinheiro;
  • relacionamento;
  • mudança profissional;
  • reconhecimento;
  • estabilidade;
  • cura;
  • justiça;
  • aprovação;
  • descanso;
  • companhia;
  • propósito.

Ao lado de cada item, escreva:

“O QUE ESPERO SENTIR QUANDO ENCONTRAR ISSO?”

Talvez apareçam respostas como:

  • paz;
  • segurança;
  • amor;
  • valor;
  • liberdade;
  • pertencimento;
  • alívio.

Finalmente, escreva:

“Não condeno as formas que desejo, mas reconheço o conteúdo profundo que estou procurando.”

EXERCÍCIO — AS CONDIÇÕES QUE IMPUS À PAZ

Complete as frases:

  • Só poderei ficar em paz quando…
  • Só me sentirei amado se…
  • Meu valor estará garantido quando…
  • Estarei seguro somente se…
  • Minha vida terá sentido depois que…
  • Conseguirei descansar quando…

Leia cada resposta lentamente.

Depois pergunte:

“É possível permitir um instante de paz antes que essa condição seja cumprida?”

Não force a resposta.

Apenas abra espaço para uma nova possibilidade.

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando a mente transformar alguma coisa numa condição absoluta.

Preste atenção a pensamentos como:

  • “Sem isso, não posso ser feliz.”
  • “Preciso que essa pessoa me aprove.”
  • “Só descansarei quando tudo estiver resolvido.”
  • “Se eu perder isso, perderei quem sou.”
  • “Meu futuro depende completamente deste resultado.”
  • “Preciso vencer para ter paz.”
  • “Meu erro me separou definitivamente de Deus.”

Não discuta violentamente com esses pensamentos.

Apenas reconheça:

“Estou tentando encontrar o Amor de Deus por meio de uma condição.”

E volte à ideia da lição.

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Minha vontade profunda é a paz.
  • Por trás das formas, estou procurando Amor.
  • Deus não compete com a minha felicidade.
  • Meu esquecimento não fez Deus esquecer-Se de mim.
  • Posso recordar sem produzir uma experiência especial.
  • Não preciso resolver o futuro inteiro agora.
  • Minha Identidade não foi destruída pelos meus erros.
  • Posso agir com firmeza sem escolher o ódio.
  • A lembrança de Deus não elimina limites saudáveis.
  • Hoje escolho recordar o que realmente quero.

A LIÇÃO 231 E A LIÇÃO 230

Existe uma continuidade clara entre as duas lições.

Na Lição 230, afirmamos:

“Agora quero buscar e achar a paz de Deus.”

Na Lição 231, reconhecemos:

“Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti.”

Primeiro, buscamos a paz de Deus.

Agora, reconhecemos que essa paz está inseparavelmente ligada à lembrança de Deus.

Ontem:

quero encontrar a paz.

Hoje:

quero recordar sua Fonte.

A paz não é uma experiência isolada que retiramos de Deus para possuir sozinhos. Ela nasce da lembrança da nossa união com Ele.

O QUE VEM NA LIÇÃO 232

A próxima lição aprofundará a confiança na proteção que nasce da lembrança de Deus:

“Que estejas em minha mente, meu Pai, durante todo o dia.”

Hoje reconhecemos nossa vontade de lembrar.

Na próxima lição, levaremos essa lembrança conosco ao longo do dia, permitindo que ela acompanhe nossas decisões, encontros e atividades.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

dei muitos nomes
àquilo que acreditava buscar.

Procurei segurança nas formas,
valor na aprovação,
paz no controle
e amor em condições que podiam mudar.

Não quero condenar minha procura.

Quero apenas reconhecer
o que existia por trás dela.

Eu buscava o Amor.

Eu buscava a paz.

Eu buscava a verdade
sobre mim mesmo.

Ajuda-me a lembrar de Ti
quando o medo ocupar minha mente.

Que eu me lembre de Ti
antes de atacar.

Que eu me lembre de Ti
quando me sentir abandonado.

Que eu me lembre de Ti
quando transformar um resultado
na condição da minha felicidade.

Que essa lembrança
não me afaste das minhas responsabilidades,
mas me ensine a cumpri-las com paz.

Que eu saiba estabelecer limites
sem alimentar o ódio.

Que eu possa corrigir meus erros
sem fazer da culpa minha identidade.

Que eu reconheça, sob todos os meus desejos,
a única Vontade que compartilhamos.

Pai,
a minha única vontade
é lembrar-me de Ti.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

PAI, A MINHA ÚNICA VONTADE É LEMBRAR-ME DE TI.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte gentilmente:

  • O que acreditei buscar hoje?
  • Que experiência eu esperava encontrar por meio disso?
  • Transformei alguma pessoa ou situação em condição para minha paz?
  • Lembrei-me de Deus antes de alguma escolha?
  • Consegui agir com firmeza sem alimentar o ataque?
  • Reconheci que minha vontade profunda é a paz?
  • O que posso entregar antes de descansar?

Não transforme as respostas em julgamento.

Apenas observe.

Agradeça pelos momentos de lembrança.

E entregue também os momentos de esquecimento.

LIÇÃO 231 — ESSÊNCIA

A ideia: Pai, a minha única vontade é lembrar-me de Ti.

O tema: O que é a salvação?

O problema: acreditamos que inúmeros objetivos externos podem oferecer a plenitude que buscamos.

A confusão: damos muitos nomes à nossa procura e esquecemos o conteúdo profundo por trás dela.

A verdade: por trás de toda busca real está o desejo de Amor, paz, união e lembrança de Deus.

A salvação: a correção da crença na separação, não o resgate de um castigo imposto por Deus.

A prática: atravessar as formas dos desejos e reconhecer aquilo que verdadeiramente queremos encontrar.

A responsabilidade: recordar Deus sem negar fatos, necessidades práticas ou consequências.

O perdão: libertar a mente do ódio sem tolerar abuso nem abandonar limites.

A lembrança: Deus não Se esqueceu de nós quando nos esquecemos Dele.

A descoberta: lembrar-se de Deus é recordar a verdade sobre nós mesmos.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Passamos grande parte da vida procurando.

Procuramos pessoas.

Procuramos lugares.

Procuramos reconhecimento.

Procuramos segurança.

Procuramos respostas.

Procuramos alguma coisa que finalmente nos permita dizer:

“Agora posso descansar.”

A Lição 231 não nos condena por essa busca.

Ela apenas nos ajuda a olhar mais profundamente.

O que desejávamos encontrar em todas essas coisas?

Talvez fosse amor.

Talvez fosse paz.

Talvez fosse a certeza de que não estamos sozinhos.

Talvez fosse a lembrança de que somos inteiros, inocentes e permanentemente unidos à nossa Fonte.

As formas receberam muitos nomes.

Mas o conteúdo permaneceu o mesmo.

Hoje podemos continuar cuidando da vida, cumprindo responsabilidades, estabelecendo limites e tomando decisões. Contudo, não precisamos exigir que alguma forma temporal carregue o peso de completar nossa Identidade.

Podemos reconhecer o que verdadeiramente buscamos.

Podemos interromper por um momento a longa procura exterior.

Podemos ficar quietos.

E dizer:

PAI, A MINHA ÚNICA VONTADE É LEMBRAR-ME DE TI.