LIÇÃO 230 — AGORA QUERO BUSCAR E ACHAR A PAZ DE DEUS

Infográfico da Lição 230 de Um Curso em Milagres — Agora quero buscar e achar a paz de Deus

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A ideia da Lição 230 é:

AGORA QUERO BUSCAR E ACHAR A PAZ DE DEUS.

Esta lição conclui o primeiro conjunto de exercícios da Parte II, dedicado à pergunta:

“O que é o perdão?”

Depois de aprender que:

  • Deus está conosco;
  • nossa Vida permanece Nele;
  • somos amados;
  • nosso verdadeiro Lar nos espera;
  • não fomos condenados;
  • o Amor é nossa Identidade;

a mente pode declarar com simplicidade:

“Agora quero buscar e achar a paz de Deus.”

A formulação e a oração oficial podem ser consultadas na edição online autorizada da Lição 230.

AGORA QUERO

A palavra agora é essencial.

O ego coloca a paz no futuro.

Ele diz:

“Terei paz quando resolver todos os meus problemas.”

“Descansarei quando ninguém puder me ameaçar.”

“Ficarei tranquilo quando o futuro estiver garantido.”

“Encontrarei paz quando todos compreenderem meu ponto de vista.”

Assim, a paz permanece sempre condicionada a alguma coisa que ainda não aconteceu.

A Lição 230 não diz:

“Um dia procurarei a paz.”

Ela afirma:

“Agora quero.”

Não precisamos esperar que o mundo esteja perfeitamente organizado para começar a buscar a paz de Deus.

BUSCAR E ACHAR

Muitas buscas parecem não ter fim.

Procuramos:

  • aprovação;
  • segurança;
  • controle;
  • reconhecimento;
  • estabilidade;
  • respostas;
  • garantias;
  • experiências espirituais;
  • pessoas que preencham todas as nossas necessidades.

Mas a lição não fala de uma busca destinada ao fracasso.

Ela relaciona buscar e achar.

A paz pode ser encontrada porque já nos foi dada.

Não procuramos algo inexistente.

Não tentamos fabricar um estado artificial.

Buscamos aquilo que permanece em nossa verdadeira Identidade, embora possa estar oculto pelo medo e pelo conflito.

NA PAZ FUI CRIADO

A oração da lição afirma que fomos criados na paz.

Isso significa que a paz não é uma qualidade estranha que precisamos adquirir.

Ela pertence à nossa condição original em Deus.

O conflito foi aprendido.

A defesa foi aprendida.

A culpa foi aprendida.

A comparação foi aprendida.

A crença de que precisamos atacar para sobreviver foi aprendida.

Mas a paz pertence àquilo que somos.

Por isso, o caminho não consiste em acrescentar paz a uma identidade conflituosa.

Consiste em remover os obstáculos que impedem a mente de reconhecer a paz que permanece.

NA PAZ PERMANEÇO

A lição não afirma apenas que fomos criados na paz.

Ela declara que permanecemos nela.

Isso pode parecer difícil de aceitar quando nossa experiência atual inclui:

  • ansiedade;
  • raiva;
  • medo;
  • tristeza;
  • culpa;
  • confusão;
  • conflitos;
  • preocupações.

Mas a lição distingue nossa experiência temporária da nossa realidade permanente.

Podemos estar inconscientes da paz sem tê-la destruído.

Podemos cobri-la com pensamentos sem eliminá-la.

Podemos esquecer o caminho sem modificar o destino.

A paz continua presente, mesmo quando não conseguimos senti-la.

NÃO POSSO MUDAR O MEU SER

A oração afirma que não nos foi dado mudar nosso Ser.

Isso corrige a crença de que nossos pensamentos de medo modificaram aquilo que Deus criou.

Podemos ter construído uma imagem de nós mesmos como:

  • culpados;
  • insuficientes;
  • separados;
  • abandonados;
  • indignos;
  • ameaçados;
  • limitados;
  • condenados.

Essas imagens influenciam nossa percepção e nossas escolhas.

Mas não possuem poder para redefinir nosso Ser.

O que Deus criou permanece além das identidades temporárias que fabricamos.

A PAZ DE DEUS NÃO É UMA RECOMPENSA

Talvez tenhamos aprendido que a paz precisa ser merecida.

Pensamos:

“Poderei descansar quando tiver feito tudo.”

“Terei paz quando não cometer mais erros.”

“Serei digno da paz quando todos me perdoarem.”

“Preciso sofrer primeiro para depois receber alívio.”

A Lição 230 ensina que a paz foi dada na criação.

Portanto, ela não é uma recompensa pelo desempenho do ego.

Não é um prêmio reservado às pessoas perfeitas.

Não é um favor concedido apenas aos espiritualmente avançados.

A paz é uma herança, não um troféu.

PEDIR PARA SER O QUE SOU

A oração apresenta uma ideia aparentemente paradoxal:

pedimos apenas para ser aquilo que já somos.

Não pedimos para nos tornar outra coisa.

Não pedimos uma identidade superior.

Não pedimos poderes especiais.

Não pedimos uma experiência que nos torne diferentes dos demais.

Pedimos para reconhecer aquilo que Deus criou.

É uma oração de desobstrução:

“Ajuda-me a deixar de negar o que permanece verdadeiro.”

A PAZ DE DEUS NÃO DEPENDE DAS CIRCUNSTÂNCIAS

A paz do mundo costuma depender de condições.

“Tudo está sob controle, então estou em paz.”

“Ninguém me criticou, então estou em paz.”

“Recebi a resposta que queria, então estou em paz.”

Essa paz é temporária porque sua causa parece estar fora de nós.

A paz de Deus não depende de:

  • aprovação;
  • ausência de mudanças;
  • controle absoluto;
  • vitória;
  • reconhecimento;
  • garantias sobre o futuro;
  • comportamento perfeito dos outros.

Isso não significa que situações externas sejam irrelevantes.

Segurança, saúde, estabilidade e relações respeitosas importam na experiência humana.

Mas nenhuma delas pode garantir uma paz absolutamente invulnerável.

PAZ NÃO É AUSÊNCIA DE EMOÇÕES

Buscar a paz de Deus não significa nunca mais sentir emoções difíceis.

A paz não exige que você esconda:

  • tristeza;
  • medo;
  • raiva;
  • luto;
  • frustração;
  • cansaço;
  • ansiedade.

Podemos estar em um processo de cura e ainda experimentar essas emoções.

A prática não pede uma aparência espiritual.

Ela cria um espaço no qual podemos sentir sem transformar a emoção na totalidade da nossa identidade.

Podemos dizer:

“Estou sentindo medo.”

Sem concluir:

“Sou completamente impotente.”

Podemos reconhecer:

“Estou com raiva.”

Sem decidir:

“Preciso atacar.”

Podemos admitir:

“Estou sofrendo.”

Sem afirmar:

“A paz foi destruída para sempre.”

PAZ NÃO É PASSIVIDADE

Existe uma ideia equivocada de que uma pessoa em paz nunca age com firmeza.

Mas a paz pode orientar ações claras.

Pode levar-nos a:

  • estabelecer limites;
  • dizer não;
  • encerrar uma situação;
  • procurar proteção;
  • denunciar uma violência;
  • defender direitos;
  • pedir reparação;
  • buscar tratamento;
  • tomar uma decisão difícil.

A diferença não está necessariamente na forma da ação.

Está no propósito.

O ataque procura ferir, humilhar ou destruir.

A firmeza busca proteger, esclarecer e corrigir.

A paz não nos torna passivos. Ela pode tornar nossa ação mais lúcida.

PAZ NÃO É EVITAR TODO CONFLITO

Às vezes, evitamos conversas necessárias para conservar uma aparência de tranquilidade.

Pensamos:

“Se eu falar, perderei minha paz.”

Mas o silêncio motivado pelo medo não é necessariamente paz.

Pode ser repressão.

Pode ser submissão.

Pode ser abandono de si.

A verdadeira paz permite dizer:

  • “Isso me feriu.”
  • “Não concordo.”
  • “Esse comportamento precisa parar.”
  • “Não posso continuar assim.”
  • “Preciso de espaço.”
  • “Vou procurar ajuda.”

Podemos comunicar essas verdades sem transformar a conversa em uma batalha.

PAZ NÃO É ISOLAMENTO

Quando estamos cansados dos conflitos, podemos imaginar que a paz depende de afastar-nos de todas as pessoas.

O recolhimento pode ser necessário.

O descanso pode ser saudável.

Algumas relações realmente precisam ser encerradas.

Mas isolamento permanente também pode ser uma defesa baseada no medo.

A paz de Deus não nos separa.

Ela reduz a necessidade de utilizar os outros para confirmar nossas ameaças.

Podemos aprender a estar com as pessoas sem:

  • controlar;
  • possuir;
  • agradar compulsivamente;
  • competir;
  • exigir que preencham todas as nossas carências;
  • transformá-las em inimigos.

A PAZ E O PERDÃO

A Lição 230 encerra o conjunto dedicado ao perdão porque perdão e paz estão diretamente ligados.

Enquanto condenamos, a mente permanece em guerra.

Mesmo quando o ataque não é expresso externamente, continuamos repetindo:

“Ele deveria ter feito diferente.”

“Ela precisa pagar.”

“Nunca vou esquecer.”

“Não posso estar em paz enquanto isso não for corrigido.”

O perdão retira do passado a função de governar o presente.

Isso não significa negar fatos, abandonar limites ou restaurar confiança.

Significa deixar de utilizar a memória como instrumento de condenação contínua.

O perdão abre espaço para a paz.

PERDOAR NÃO É CONFIAR NOVAMENTE

A confiança pertence ao nível do comportamento.

Pode ser construída, rompida e, em alguns casos, reconstruída gradualmente.

O perdão é uma mudança da percepção.

Podemos liberar a condenação e ainda concluir:

  • a relação não é segura;
  • o contato precisa ser limitado;
  • a confiança não foi restaurada;
  • consequências são necessárias;
  • o afastamento deve continuar.

A paz não exige ingenuidade.

Ela permite que o discernimento funcione sem o peso adicional do ódio.

A PAZ E A JUSTIÇA

Buscar a paz não significa abandonar a justiça.

Podemos agir para proteger direitos e corrigir danos.

A questão é observar o propósito interior.

Estamos buscando uma solução proporcional?

Ou queremos destruir o outro?

Estamos protegendo?

Ou alimentando vingança?

Estamos estabelecendo responsabilidade?

Ou tentando obter identidade através da condenação?

Uma ação jurídica, administrativa ou protetiva pode ser necessária e ainda ser realizada sem transformar alguém em inimigo eterno.

A PAZ E O CORPO

A paz espiritual não substitui cuidados concretos.

Se o corpo apresenta sintomas, procure avaliação profissional.

Se a mente está em sofrimento intenso, apoio psicológico ou psiquiátrico pode ser necessário.

Se há violência ou risco, busque proteção.

A prática espiritual pode acompanhar esses cuidados.

Não precisa competir com eles.

Pedir ajuda pode ser uma escolha de paz.

A PAZ NÃO PRECISA SER SENTIDA PERFEITAMENTE

Talvez você repita a lição e continue agitado.

Isso não significa que fracassou.

A prática pode começar com uma simples disposição:

“Quero a paz, mesmo que ainda não saiba como recebê-la.”

Essa disposição já questiona a fidelidade ao conflito.

Talvez você ainda queira estar certo.

Talvez ainda queira que alguém se desculpe.

Talvez ainda deseje controlar o resultado.

Não esconda essa divisão.

Apenas reconheça:

“Uma parte de mim deseja paz e outra ainda protege o conflito.”

A honestidade abre espaço para uma escolha mais consciente.

QUERO REALMENTE A PAZ?

Essa é uma pergunta importante.

Às vezes, dizemos que queremos paz, mas também queremos:

  • vencer;
  • provar que estamos certos;
  • manter alguém culpado;
  • receber compensação emocional;
  • preservar uma identidade de vítima;
  • controlar o comportamento dos outros;
  • justificar o ataque;
  • conservar uma mágoa.

Não precisamos nos condenar por isso.

Precisamos observar.

Talvez a mente esteja dizendo:

“Quero paz, mas apenas se ela vier do modo que determinei.”

A Lição 230 convida a uma busca mais sincera.

Quero a paz mais do que quero controlar a forma pela qual ela chegará?

A PAZ JÁ EXISTE AGORA

A oração afirma que aquilo que foi dado na criação precisa existir agora, porque a criação está além do tempo.

Isso significa que não estamos criando a paz no presente.

Estamos reconhecendo algo que o tempo não conseguiu alterar.

O passado não destruiu a paz.

O futuro não precisa produzi-la.

A paz permanece em nossa Identidade eterna.

A prática acontece agora porque somente agora podemos escolher retirar nossa atenção dos obstáculos que a encobrem.

A PAZ BRILHA INALTERADA

A imagem da paz que continua brilhando é profundamente consoladora.

Nossas experiências podem mudar.

Nossos pensamentos podem oscilar.

Nossa confiança pode diminuir.

Mas a paz dada por Deus não acompanha essas oscilações.

Ela permanece:

  • além da culpa;
  • além dos erros;
  • além das mudanças;
  • além das opiniões;
  • além do medo;
  • além das imagens que construímos sobre nós mesmos.

Não precisamos acreditar perfeitamente nisso.

Podemos apenas oferecer nossa disposição para descobrir.

INVOCAR A DEUS

A oração afirma que basta invocar Deus para encontrar a paz que Ele nos deu.

Invocar não precisa significar chamar um Deus distante.

Pode significar direcionar novamente a mente para sua Fonte.

Em vez de repetir toda a história do problema, podemos parar e dizer:

“Deus.”

Ou:

“Pai, ajuda-me a escolher a paz.”

Não utilizamos a oração para exigir um resultado específico.

Utilizamos a oração para retirar o medo do centro da percepção.

QUANDO A ANSIEDADE APARECER

A ansiedade tenta viver em muitos futuros ao mesmo tempo.

Ela pergunta:

“E se tudo der errado?”

“E se eu perder?”

“E se não estiver preparado?”

Não discuta com todos os cenários.

Primeiro, reconheça:

“Minha mente está tentando encontrar segurança através da previsão.”

Depois:

  • respire;
  • identifique o que realmente precisa ser feito;
  • realize a próxima ação possível;
  • procure ajuda quando necessário;
  • entregue aquilo que não pode controlar.

A paz não exige que você saiba tudo.

QUANDO A RAIVA APARECER

A raiva pode mostrar que um limite foi ultrapassado.

Não precisa ser reprimida.

Mas também não precisa comandar a resposta.

Pergunte:

  • O que aconteceu?
  • Qual limite precisa ser estabelecido?
  • Existe risco?
  • Preciso afastar-me?
  • Quero corrigir ou ferir?
  • Posso esperar antes de responder?
  • Preciso de apoio?

Depois recorde:

“Posso proteger-me sem fazer do ataque minha identidade.”

QUANDO VOCÊ SE SENTIR CULPADO

A culpa diz:

“Você não merece paz.”

A Lição 230 responde:

A paz foi dada na criação, não conquistada pelo desempenho.

Isso não elimina a responsabilidade.

Você ainda pode:

  • reconhecer;
  • pedir desculpas;
  • reparar;
  • aceitar consequências;
  • mudar.

Mas não precisa concluir que o sofrimento é a condição para a correção.

QUANDO O MUNDO PARECER CAÓTICO

Talvez as notícias, os conflitos e as incertezas produzam sensação de impotência.

Buscar a paz não significa ignorar o mundo.

Podemos informar-nos.

Podemos agir.

Podemos contribuir.

Podemos proteger.

Mas também podemos reconhecer os limites da nossa capacidade individual.

A paz ajuda a distinguir:

  • o que posso fazer;
  • o que não posso controlar;
  • onde minha ação é útil;
  • onde apenas estou alimentando ansiedade.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 230

PELA MANHÃ

Antes de entrar nas atividades do dia, permaneça alguns minutos em silêncio.

Respire naturalmente.

Repita:

AGORA QUERO BUSCAR E ACHAR A PAZ DE DEUS.

Depois reconheça:

“Na paz fui criado e na paz permaneço.”

Não procure um estado extraordinário.

Apenas permita que a ideia descanse na mente.

DURANTE O DIA

Recorde a lição quando surgir:

  • ansiedade;
  • pressa;
  • irritação;
  • culpa;
  • comparação;
  • medo do futuro;
  • necessidade de aprovação;
  • impulso de atacar;
  • sobrecarga;
  • desejo de controlar.

Pare.

Respire.

Pergunte:

“Quero conservar este conflito ou quero encontrar paz?”

Não use a pergunta para se julgar.

Use-a para escolher.

DIANTE DE UMA DECISÃO

Pergunte:

  • Quais são os fatos?
  • Que riscos precisam ser considerados?
  • Estou decidindo por medo ou clareza?
  • Qual ação está sob meu controle?
  • Preciso de ajuda especializada?
  • Estou tentando garantir um resultado impossível?
  • Qual escolha preserva dignidade e responsabilidade?

Depois permita alguns instantes de silêncio.

EM UM CONFLITO

Antes de responder:

  • reconheça sua emoção;
  • evite responder impulsivamente;
  • identifique o ponto concreto;
  • estabeleça o limite necessário;
  • não humilhe;
  • não faça ameaças desproporcionais;
  • afaste-se quando houver risco;
  • procure ajuda quando necessário.

A paz pode ser firme.

À NOITE

Revise gentilmente:

  • Onde procurei paz hoje?
  • O que tentei controlar?
  • Qual conflito protegi?
  • Consegui fazer uma pausa?
  • Estabeleci algum limite sem atacar?
  • Pedi ajuda?
  • Houve algum instante de quietude?
  • Reconheci que a paz não precisava ser merecida?

Finalize com a ideia da lição.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 segundos

Observe a agitação da mente.

15–30 segundos

Não lute contra os pensamentos.

Apenas respire.

30–45 segundos

Recorde:

“Agora quero buscar…”

45–60 segundos

Complete:

“…e achar a paz de Deus.”

Permita que a mente descanse por um instante.

EXERCÍCIO DE ESCRITA — AS CONDIÇÕES QUE IMPUS À PAZ

Escreva:

“SÓ PODEREI TER PAZ QUANDO…”

Complete livremente.

Talvez apareçam respostas como:

  • quando meus problemas terminarem;
  • quando determinada pessoa mudar;
  • quando eu tiver mais dinheiro;
  • quando meu futuro estiver garantido;
  • quando meu corpo estiver perfeito;
  • quando todos reconhecerem meu valor;
  • quando eu nunca mais errar;
  • quando receber um pedido de desculpas.

Depois escreva ao lado:

“Esta condição pode ser desejável, mas não precisa possuir todo o poder sobre minha paz.”

EXERCÍCIO — O QUE QUERO MAIS DO QUE A PAZ?

Escreva:

“AINDA PROTEJO O CONFLITO QUANDO QUERO…”

Observe se deseja:

  • estar certo;
  • vencer;
  • punir;
  • controlar;
  • manter alguém culpado;
  • provar seu valor;
  • receber aprovação;
  • evitar responsabilidade.

Não condene suas respostas.

Escolha apenas uma e escreva:

“Estou disposto a questionar se isso realmente me oferece o que desejo.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe pensamentos como:

  • “Não mereço paz.”
  • “Só terei paz quando tudo estiver sob controle.”
  • “Se eu estiver em paz, ficarei passivo.”
  • “Preciso manter minha raiva para me proteger.”
  • “Perdoar significa confiar novamente.”
  • “A paz exige que eu evite conversas difíceis.”
  • “Se ainda sinto ansiedade, a prática fracassou.”
  • “Minha paz depende da decisão de outra pessoa.”

Esses pensamentos colocam a paz sob condições que Deus não estabeleceu.

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Na paz fui criado.
  • Na paz permaneço.
  • Não preciso merecer aquilo que Deus já me deu.
  • A paz pode começar antes de o problema terminar.
  • Paz não é passividade.
  • Posso estabelecer limites sem atacar.
  • Perdoar não exige confiar novamente.
  • Pedir ajuda pode ser uma escolha de paz.
  • Depois de fazer o que posso, entrego o que não controlo.
  • Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

A LIÇÃO 230 E A LIÇÃO 229

Na Lição 229, afirmamos:

“O Amor, que me criou, é o que eu sou.”

Agora declaramos:

“Quero buscar e achar a paz de Deus.”

Se o Amor é nossa Identidade, a paz é o estado natural que corresponde a essa Identidade.

Na Lição 229:

Reconhecemos o que somos.

Na Lição 230:

Buscamos a experiência que reflete o que somos.

O Amor não deseja conflito.

O Amor não precisa atacar.

O Amor descansa na paz.

AS LIÇÕES 221 A 230 E O PERDÃO

As dez lições deste primeiro bloco da Parte II aprofundaram o significado do perdão.

Elas nos ensinaram:

  • Lição 221: aquietar a mente.
  • Lição 222: reconhecer que Deus está conosco.
  • Lição 223: recordar que Deus é nossa Vida.
  • Lição 224: aceitar que somos amados.
  • Lição 225: estender o Amor recebido.
  • Lição 226: retornar ao verdadeiro Lar.
  • Lição 227: aceitar o instante de liberação.
  • Lição 228: abandonar a autocondenação.
  • Lição 229: reconhecer o Amor como Identidade.
  • Lição 230: buscar e achar a paz de Deus.

O perdão não aparece apenas como uma decisão sobre alguém que nos feriu.

Ele é um processo de libertação da percepção.

O QUE VEM A SEGUIR

Depois da Lição 230, a Parte II introduz uma nova pergunta:

O QUE É A SALVAÇÃO?

As Lições 231 a 240 aprofundarão essa ideia.

O treinamento continua conduzindo a mente:

  • da culpa para a correção;
  • do medo para a confiança;
  • da separação para a lembrança;
  • do controle para a entrega;
  • do conflito para a paz.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

a paz que busco
não está distante de mim.

Tu a deste na minha criação
e ela permanece inalterada.

Eu a procurei no controle,
na aprovação,
nas conquistas
e nas respostas do mundo.

Coloquei condições para descansar.

Acreditei que precisava resolver tudo,
merecer tudo
e compreender tudo.

Hoje quero apenas ser o que sou.

Ajuda-me a retirar os obstáculos
que coloquei diante da paz.

Que eu reconheça meus sentimentos
sem ser governado por eles.

Que eu estabeleça limites
sem transformar firmeza em ataque.

Que eu procure ajuda
quando não puder caminhar sozinho.

Que eu perdoe sem negar os fatos
e entregue sem abandonar a responsabilidade.

Quando a ansiedade me levar ao futuro,
traze-me de volta ao presente.

Quando a culpa disser que não mereço paz,
recorda-me de que a paz foi Tua dádiva.

Quando eu quiser vencer,
ajuda-me a reconhecer o que realmente desejo.

Agora quero buscar e achar
a paz que sempre permaneceu em Ti.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

AGORA QUERO BUSCAR E ACHAR A PAZ DE DEUS.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, não pergunte:

“Consegui permanecer em paz o tempo todo?”

Pergunte:

  • Desejei a paz em algum momento?
  • Fiz uma pausa antes de reagir?
  • Reconheci alguma condição que havia imposto à paz?
  • Estabeleci um limite com clareza?
  • Abandonei algum ataque?
  • Pedi ajuda quando necessário?
  • Entreguei aquilo que não podia controlar?
  • Houve um instante em que a paz pareceu possível?

Um instante sincero já faz parte do treinamento.

LIÇÃO 230 — ESSÊNCIA

A ideia: Agora quero buscar e achar a paz de Deus.

A origem: fomos criados na paz.

A permanência: nossa verdadeira Identidade não deixou a paz.

A busca: retirar os obstáculos que impedem seu reconhecimento.

O equívoco: acreditar que a paz depende do controle das circunstâncias.

O perdão: liberar o passado sem negar fatos, limites ou responsabilidades.

A firmeza: pode ser guiada pela paz.

O cuidado: espiritualidade não substitui ajuda médica, psicológica ou jurídica.

A prática: escolher a paz no momento presente.

A descoberta: não buscamos algo distante, mas uma dádiva que permanece.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez você tenha procurado paz em muitos lugares.

Na segurança financeira.

Na aprovação.

No controle.

No relacionamento perfeito.

No corpo ideal.

Na certeza sobre o futuro.

Na ausência de problemas.

Cada uma dessas formas ofereceu algum alívio.

Mas nenhuma conseguiu garantir uma paz que jamais pudesse ser ameaçada.

Hoje, a busca muda de direção.

Você não precisa abandonar a vida.

Não precisa negar as necessidades humanas.

Não precisa tornar-se passivo.

Não precisa aceitar comportamentos prejudiciais.

Precisa apenas deixar de pedir ao mundo que ofereça aquilo que somente sua união com Deus pode garantir.

A paz não é o prêmio de uma vida sem erros.

Não é a recompensa de quem controlou tudo.

Não é o resultado de conseguir convencer todas as pessoas.

A paz foi dada na criação.

Permaneceu quando você a esqueceu.

Continuou brilhando quando o medo ocupou sua atenção.

Agora você pode parar.

Respirar.

Invocar sua Fonte.

E permitir que um pouco dessa paz seja reconhecida.

Não amanhã.

Não quando tudo estiver resolvido.

Agora.

AGORA QUERO BUSCAR E ACHAR A PAZ DE DEUS.