LIÇÃO 212 — REVISÃO DA LIÇÃO 192

Infográfico da Lição 212 de Um Curso em Milagres — Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 212 dá continuidade à Revisão VI e retoma a ideia apresentada na Lição 192:

TENHO UMA FUNÇÃO QUE DEUS QUER QUE EU CUMPRA.

A prática continua envolvida pela lembrança central desta revisão:

EU NÃO SOU UM CORPO. EU SOU LIVRE.

POIS AINDA SOU COMO DEUS ME CRIOU.

A ideia de hoje afirma que existe uma função capaz de nos libertar das ilusões que construímos sobre nós mesmos e sobre o mundo.

Essa função não depende de uma profissão específica, de uma posição religiosa ou de uma missão grandiosa.

No contexto do Curso, nossa função essencial é aceitar a correção da percepção, praticar o perdão e permitir que a mente escolha a paz em lugar do medo.

As formas externas podem variar.

O propósito interior permanece o mesmo.

A DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DA LIÇÃO

A Lição 212 apresenta esta declaração:

“Busco a função que me libertará de todas as vãs ilusões do mundo. Só a função que Deus me deu pode oferecer a liberdade. Busco apenas essa função e só essa aceitarei como a minha.”

A passagem apresenta quatro movimentos:

  • reconhecer que buscamos liberdade;
  • deixar de procurá-la nas ilusões;
  • aceitar a função dada por Deus;
  • permitir que essa função se torne nossa prioridade interior.

Não se trata de abandonar todas as atividades do mundo.

Trata-se de mudar o propósito com que as realizamos.

A lição pode ser consultada na edição online autorizada de Um Curso em Milagres.

O QUE É A FUNÇÃO DADA POR DEUS?

Ao longo do Livro de Exercícios, a função dada por Deus é apresentada por diferentes palavras:

  • perdão;
  • salvação;
  • cura;
  • extensão da paz;
  • correção da percepção;
  • aceitação da Expiação para nós mesmos.

Essas palavras apontam para um único movimento: permitir que a mente deixe de usar o mundo para reforçar culpa, medo e separação.

Cumprimos nossa função quando escolhemos:

  • compreender em vez de condenar;
  • corrigir em vez de atacar;
  • estabelecer limites sem ódio;
  • reconhecer a dignidade além do erro;
  • abandonar a necessidade de vingança;
  • entregar interpretações baseadas no medo;
  • pedir outra maneira de ver;
  • aceitar que podemos escolher novamente.

FUNÇÃO NÃO É PROFISSÃO

É comum ouvir a palavra “função” e pensar imediatamente em carreira.

A mente pergunta:

“Qual é a profissão que Deus quer que eu tenha?”

“Existe um trabalho específico que devo realizar?”

“Preciso abandonar tudo para cumprir uma missão espiritual?”

Mas a função ensinada pelo Curso não depende de uma ocupação determinada.

Você pode exercer sua função como:

  • professor;
  • advogado;
  • médico;
  • artista;
  • escritor;
  • comerciante;
  • cuidador;
  • estudante;
  • trabalhador doméstico;
  • profissional autônomo;
  • pessoa aposentada;
  • alguém temporariamente sem emprego.

A forma muda.

A função permanece: aprender e ensinar a paz por meio das escolhas da mente.

O PROPÓSITO MUDA A EXPERIÊNCIA

Duas pessoas podem realizar a mesma atividade com propósitos diferentes.

Uma pode trabalhar para provar valor, competir e controlar.

Outra pode realizar a mesma tarefa buscando servir com honestidade e paz.

Externamente, a atividade parece igual.

Interiormente, o propósito é diferente.

Podemos perguntar:

“Para que estou usando esta situação?”

Estou usando para:

  • provar que sou superior?
  • confirmar que sou vítima?
  • manter alguém culpado?
  • conquistar aprovação?
  • controlar o resultado?
  • reforçar o medo?
  • aprender perdão?
  • oferecer paz?
  • praticar honestidade?
  • escolher novamente?

A situação torna-se uma sala de aula para o propósito que escolhemos.

NÃO PRECISO ENCONTRAR UMA MISSÃO GRANDIOSA

A ideia de possuir uma função dada por Deus pode despertar fantasias de grandeza.

A mente pode imaginar:

“Devo fazer algo extraordinário para salvar milhares de pessoas.”

“Preciso ser reconhecido como alguém espiritualmente importante.”

“Minha missão precisa impressionar o mundo.”

Mas essa busca pode ser apenas o especialismo do ego usando uma linguagem espiritual.

A função pode ser cumprida em um encontro aparentemente pequeno.

Talvez hoje ela assuma a forma de:

  • não responder com agressividade;
  • ouvir alguém com atenção;
  • reconhecer um erro;
  • pedir desculpas;
  • estabelecer um limite;
  • recusar-se a espalhar uma acusação;
  • ajudar sem controlar;
  • descansar sem culpa;
  • pedir auxílio;
  • deixar de condenar a si mesmo.

A grandeza está no propósito, não no tamanho aparente da ação.

FUNÇÃO NÃO É SALVACIONISMO

Aceitar uma função espiritual não significa assumir a responsabilidade pela vida de todas as pessoas.

Não precisamos acreditar:

“Tudo depende de mim.”

“Preciso impedir que todos sofram.”

“Se alguém fizer uma escolha equivocada, falhei em minha missão.”

“Devo abandonar meus limites para ajudar.”

O salvacionismo tende a produzir:

  • controle;
  • exaustão;
  • culpa;
  • invasão da autonomia;
  • dependência;
  • ressentimento;
  • sensação de superioridade;
  • dificuldade de dizer “não”.

Nossa função ocorre primeiro em nossa própria mente.

Podemos oferecer ajuda, informação, presença ou cuidado.

Mas não podemos escolher pelo outro.

A FUNÇÃO QUE LIBERTA

A função dada por Deus liberta porque desfaz os pensamentos que nos mantêm aprisionados.

O ressentimento diz:

“Só poderei ser livre quando o outro for punido.”

O perdão responde:

“Não preciso continuar carregando essa pessoa em minha mente como inimiga.”

A culpa diz:

“Meu erro define o que sou.”

A correção responde:

“Posso assumir responsabilidade e escolher novamente.”

O medo diz:

“Preciso controlar tudo para estar seguro.”

A confiança responde:

“Posso agir com discernimento sem acreditar que controlo todos os resultados.”

A liberdade não significa que as circunstâncias obedecerão à nossa vontade.

Significa que nossa paz não precisa permanecer totalmente dependente delas.

AS VÃS ILUSÕES DO MUNDO

A expressão “vãs ilusões” não significa que devemos desprezar a vida humana.

Não é necessário abandonar relacionamentos, trabalho, dinheiro, cuidados corporais ou responsabilidades.

A ilusão está em atribuir a essas formas o poder de definir nossa identidade ou garantir uma completude permanente.

Podemos transformar em ilusões salvadoras:

  • dinheiro;
  • status;
  • beleza;
  • juventude;
  • reconhecimento;
  • relacionamentos;
  • poder;
  • espiritualidade;
  • títulos;
  • produtividade;
  • sucesso;
  • controle.

Essas coisas podem ter valor relativo.

O problema começa quando pensamos:

“Isso precisa completar quem sou.”

Ou:

“Sem isso, não possuo valor.”

A função dada por Deus nos liberta porque devolve às formas uma importância proporcional.

A FUNÇÃO E O PERDÃO

O perdão é central porque corrige a maneira como usamos as experiências.

Sem perdão, cada encontro pode ser transformado em oportunidade de:

  • acusar;
  • comparar;
  • punir;
  • vencer;
  • justificar ressentimentos;
  • confirmar a separação.

Com a disposição para perdoar, o mesmo encontro pode ser utilizado para:

  • observar projeções;
  • reconhecer julgamentos;
  • questionar interpretações;
  • estabelecer limites sem condenação;
  • escolher uma resposta diferente;
  • libertar o passado;
  • recordar uma Identidade compartilhada.

Perdoar não significa declarar correto aquilo que foi prejudicial.

Significa não usar o erro para construir uma prisão mental permanente.

A FUNÇÃO E OS LIMITES

Cumprir nossa função não exige disponibilidade ilimitada.

Um limite pode servir à paz.

Dizer “não” pode impedir que um padrão continue.

Afastar-se pode ser necessário para proteger a integridade física ou emocional.

Buscar justiça pode fazer parte de uma resposta responsável.

A pergunta não é apenas:

“O que devo fazer?”

Também podemos perguntar:

“Com qual propósito farei isso?”

Posso colocar um limite para punir.

Ou posso colocá-lo para interromper o dano.

Posso dizer a verdade para humilhar.

Ou posso dizer a verdade para esclarecer.

A forma externa pode parecer semelhante, mas a intenção interior modifica aquilo que estamos ensinando à mente.

A FUNÇÃO E A RESPONSABILIDADE

Aceitar nossa função não significa negar erros ou consequências.

A responsabilidade verdadeira pergunta:

  • O que aconteceu?
  • Qual foi minha participação?
  • O que precisa ser reparado?
  • Que comportamento deve mudar?
  • Que ajuda é necessária?
  • Qual escolha posso fazer agora?

A culpa, ao contrário, afirma:

“Sou mau e preciso sofrer.”

A responsabilidade abre um caminho.

A culpa fecha a identidade em uma sentença.

Nossa função é corrigir, não condenar.

QUANDO VOCÊ NÃO SOUBER O QUE FAZER

Talvez você enfrente uma decisão difícil e pergunte:

“Qual é a vontade de Deus para esta situação?”

Em vez de buscar imediatamente uma resposta externa específica, comece pelo propósito.

Pergunte:

  • Quero decidir a partir do medo ou da paz?
  • Estou tentando controlar alguém?
  • Quero provar meu valor?
  • Estou disposto a considerar outras possibilidades?
  • Minha decisão respeita limites e responsabilidades?
  • Preciso de informações adicionais?
  • Devo procurar orientação profissional?
  • Consigo esperar até que a mente esteja menos agitada?

A orientação espiritual não substitui análise, conhecimento técnico ou prudência.

Ela ajuda a retirar parte do medo que distorce o discernimento.

QUANDO A FUNÇÃO PARECER UM PESO

A palavra “função” pode soar como uma nova obrigação.

A mente pensa:

“Agora preciso cumprir perfeitamente uma missão espiritual.”

Mas uma função dada por Deus não pode ter como objetivo aumentar culpa e ansiedade.

Se a interpretação produz apenas peso, talvez o ego tenha transformado a função em cobrança.

Podemos substituir:

“Preciso acertar sempre.”

por:

“Preciso apenas estar disposto a escolher novamente.”

Substituir:

“Tenho que salvar todos.”

por:

“Posso oferecer paz sem controlar resultados.”

Substituir:

“Não posso descansar porque tenho uma missão.”

por:

“O descanso responsável também pode servir à minha função.”

QUANDO VOCÊ SE SENTIR SEM PROPÓSITO

Existem períodos em que a vida parece vazia.

Talvez não saibamos qual direção profissional seguir.

Talvez um ciclo tenha terminado.

Talvez os antigos objetivos tenham perdido significado.

A Lição 212 oferece uma base anterior às formas.

Mesmo sem saber exatamente qual será o próximo trabalho, relacionamento ou projeto, podemos escolher um propósito interior:

“Quero usar este período para aprender a paz.”

Isso não resolve instantaneamente todas as decisões, mas impede que a ausência de uma forma definida seja confundida com ausência total de função.

A FUNÇÃO NOS RELACIONAMENTOS

Cada relacionamento pode servir a diferentes propósitos.

Podemos usar uma relação para:

  • obter validação;
  • controlar;
  • evitar solidão;
  • repetir uma ferida;
  • provar que estamos certos;
  • manter o outro culpado.

Ou podemos permitir que a relação ensine:

  • comunicação;
  • perdão;
  • limites;
  • responsabilidade;
  • honestidade;
  • autonomia;
  • união sem dependência;
  • liberdade sem abandono.

Cumprir nossa função em um relacionamento não significa garantir que ele permaneça.

Às vezes, a função pode ser cumprida por meio de uma reconciliação.

Em outros casos, por meio de um encerramento responsável.

A FUNÇÃO NO TRABALHO

O trabalho pode ser usado para provar valor ou como espaço de serviço e aprendizagem.

Observe pensamentos como:

“Só valho quando produzo.”

“Preciso superar todos.”

“Se eu falhar, deixarei de ter dignidade.”

“O reconhecimento profissional é minha identidade.”

A prática não exige falta de ambição ou abandono da excelência.

Podemos buscar bons resultados sem transformar resultados em medida do Ser.

Uma frase útil seria:

“Quero realizar esta tarefa com cuidado, sem pedir que ela determine meu valor.”

A FUNÇÃO NÃO EXIGE PERFEIÇÃO

Durante o treinamento, esqueceremos.

Reagiremos automaticamente.

Faremos julgamentos.

Voltaremos a tentar controlar.

Isso não elimina nossa função.

Cada erro pode tornar-se uma oportunidade de retomá-la.

Não precisamos esperar uma mente perfeitamente curada para começar.

Começamos com a mente que temos agora.

A função é justamente o caminho pelo qual aprendemos.

A RELAÇÃO COM A LIÇÃO 211

Na Lição 211 recordamos:

“Sou o próprio Filho santo de Deus.”

Na Lição 212 afirmamos:

“Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra.”

Primeiro recordamos nossa Identidade.

Depois aceitamos a função que corresponde a ela.

Não cumprimos nossa função para nos tornarmos Filhos de Deus.

Nós a cumprimos porque já somos aquilo que Deus criou.

Não servimos para conquistar valor.

Servimos a partir do valor que não pode ser perdido.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 212

PELA MANHÃ

Reserve aproximadamente quinze minutos.

Comece repetindo:

“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”

Depois recorde:

“Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra.”

Permita silêncio.

Não tente receber uma descrição grandiosa da sua missão.

Pergunte apenas:

“Como posso servir à paz hoje?”

DURANTE O DIA

Retome a ideia quando perceber:

  • falta de propósito;
  • culpa;
  • confusão;
  • necessidade de controle;
  • desejo de reconhecimento;
  • medo de fracassar;
  • ressentimento;
  • excesso de responsabilidade;
  • vontade de salvar alguém;
  • dificuldade de estabelecer limites.

Recorde:

“Minha função é escolher a paz, não controlar todos os resultados.”

A CADA HORA

Faça uma pequena pausa.

Repita a ideia.

Observe qual propósito está dirigindo sua mente naquele momento.

Pergunte:

“Estou usando esta situação para o medo ou para a libertação?”

À NOITE

Reserve novamente cerca de quinze minutos.

Observe como utilizou os encontros do dia.

Não se condene pelos momentos em que esqueceu.

Entregue cada situação e reafirme sua disposição de aceitar a função dada por Deus.

FÓRMULA DE SUBSTITUIÇÃO

Quando surgir um pensamento de confusão ou peso, diga:

“Não quero este pensamento.”

Depois escolha:

“Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra.”

Alguns exemplos:

“Preciso descobrir uma missão grandiosa.”

Substitua por:

“Minha função pode ser cumprida no encontro que está diante de mim.”

“Sou responsável pela escolha de todos.”

Substitua por:

“Posso oferecer ajuda sem controlar a decisão do outro.”

“Minha profissão é toda a minha identidade.”

Substitua por:

“Meu trabalho é uma forma temporária; meu propósito interior é mais profundo.”

“Preciso cumprir minha função perfeitamente.”

Substitua por:

“Posso aprender, corrigir e escolher novamente.”

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 SEGUNDOS

Observe a situação presente.

15–30 SEGUNDOS

Pergunte:

“Qual propósito estou dando a isso?”

30–45 SEGUNDOS

Recorde:

“Minha função é servir à paz.”

45–60 SEGUNDOS

Escolha um pequeno passo sem ataque, culpa ou controle.

EXERCÍCIO — AS FUNÇÕES QUE INVENTEI

Pegue uma folha e escreva:

ACREDITO QUE MINHA FUNÇÃO É…

Liste tudo o que aparecer.

Talvez você acredite que sua função seja:

  • agradar a todos;
  • resolver todos os problemas;
  • nunca decepcionar;
  • provar valor;
  • sustentar emocionalmente a família;
  • ser indispensável;
  • vencer;
  • corrigir as pessoas;
  • manter todos unidos;
  • sacrificar-se.

Depois pergunte:

“Essa função me liberta ou me aprisiona?”

Ao lado, escreva:

“Minha função não exige culpa, controle ou autossacrifício.”

EXERCÍCIO — UMA SITUAÇÃO, DOIS PROPÓSITOS

Escolha uma situação do dia e divida a folha em duas partes.

De um lado, escreva:

COMO O MEDO USA ESTA SITUAÇÃO?

Do outro:

COMO A PAZ PODE USÁ-LA?

Por exemplo:

O medo pode usá-la para:

  • atacar;
  • fugir automaticamente;
  • provar valor;
  • controlar;
  • acusar.

A paz pode usá-la para:

  • esclarecer;
  • estabelecer limites;
  • pedir ajuda;
  • escutar;
  • corrigir;
  • escolher novamente.

EXERCÍCIO — MINHA FUNÇÃO HOJE

Complete:

HOJE, POSSO SERVIR À PAZ QUANDO…

Escolha uma ação simples e concreta.

Pode ser:

  • esperar antes de responder;
  • concluir uma tarefa com atenção;
  • pedir desculpas;
  • não espalhar um julgamento;
  • respeitar um limite;
  • cuidar do corpo;
  • descansar;
  • procurar orientação;
  • ouvir alguém;
  • deixar de insistir em controlar um resultado.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • Confundo função espiritual com profissão?
  • Acredito que preciso realizar algo grandioso?
  • Tento salvar ou controlar outras pessoas?
  • Qual função inventada está me esgotando?
  • Uso meu trabalho para provar valor?
  • Cons- Consigo ajudar sem assumir a escolha do outro?
  • Respeito meus próprios limites?
  • Para que estou usando esta situação?
  • Qual pequeno gesto pode servir à paz hoje?
  • Minha interpretação da função produz liberdade ou culpa?

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Minha função é servir à paz.
  • Não preciso descobrir uma missão grandiosa.
  • A forma muda; o propósito permanece.
  • Posso ajudar sem controlar.
  • Não sou responsável pela escolha de todos.
  • Um limite também pode servir à paz.
  • Minha profissão não contém toda a minha função.
  • Não preciso provar meu valor através do serviço.
  • Posso corrigir e escolher novamente.
  • A função dada por Deus oferece liberdade.

O QUE NÃO É A PRÁTICA DE HOJE

A Lição 212 não pede que você:

  • abandone sua profissão;
  • procure sinais extraordinários;
  • considere-se um salvador;
  • assuma responsabilidade por todos;
  • aceite abusos;
  • abandone limites;
  • dispense planejamento;
  • ignore conhecimentos profissionais;
  • sacrifique a saúde;
  • transforme espiritualidade em superioridade.

A função dada por Deus não precisa produzir exaustão, culpa ou grandiosidade.

Ela conduz à liberdade interior.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

tenho uma função que queres que eu cumpra.

Não quero transformá-la
em uma missão de superioridade,
uma obrigação impossível
ou uma nova forma de culpa.

Ajuda-me a reconhecer
que minha função pode ser cumprida
no encontro que está diante de mim.

Que eu escolha a paz em vez do ataque.

Que eu pratique o perdão
sem negar os fatos.

Que eu estabeleça limites
sem transformar ninguém em inimigo.

Que eu ajude sem controlar.

Que eu sirva sem me anular.

Que eu trabalhe sem pedir
que o trabalho determine meu valor.

Quando eu me sentir sem propósito,
recorda-me de que sempre posso
escolher novamente.

Hoje busco apenas a função
que oferece liberdade.

Entrego as funções que inventei
para provar, vencer, controlar e sacrificar-me.

Aceito o propósito que vem de Ti.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

TENHO UMA FUNÇÃO QUE DEUS QUER QUE EU CUMPRA.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte gentilmente:

  • Qual propósito conduziu minhas escolhas?
  • Usei alguma situação para provar valor?
  • Tentei controlar alguém?
  • Consegui servir sem me sacrificar?
  • Estabeleci limites quando necessário?
  • Escolhi paz em algum conflito?
  • Transformei minha função em cobrança?
  • Qual situação posso entregar agora?

Não julgue as respostas.

Observe.

Entregue.

A função não exige perfeição.

Ela pede apenas disposição para escolher novamente.

LIÇÃO 212 — ESSÊNCIA

A ideia: Tenho uma função que Deus quer que eu cumpra.

A lembrança central: Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.

A função: Perdão, cura da percepção e extensão da paz.

O objetivo: Libertar a mente das ilusões de culpa, medo e separação.

O equívoco: Confundir função espiritual com profissão ou missão grandiosa.

O risco: Transformar serviço em salvacionismo, controle ou autossacrifício.

O discernimento: Ajudar sem assumir a escolha do outro.

A prática: Reconhecer o propósito dado a cada situação.

A liberdade: Não precisamos provar nosso valor através das formas.

A escolha: Usar cada encontro para a paz em vez do medo.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez tenhamos procurado nossa função em muitos lugares.

Na profissão.

No reconhecimento.

Em uma missão grandiosa.

Na necessidade de sermos indispensáveis.

Talvez a mente ainda pergunte:

“O que preciso realizar para que minha vida tenha valor?”

A Lição 212 muda a pergunta.

Nosso valor já foi estabelecido por Deus.

Não cumprimos uma função para conquistá-lo.

Cumprimos nossa função porque podemos permitir que esse valor seja expresso por meio da paz.

A função pode aparecer em algo pequeno.

Uma palavra menos agressiva.

Um limite colocado com respeito.

Uma ajuda oferecida sem controle.

Um pedido de desculpas.

Uma decisão de não alimentar o ressentimento.

Não precisamos salvar o mundo sozinhos.

Não precisamos saber todos os passos.

Não precisamos abandonar a vida comum.

Precisamos apenas observar:

“Para que estou usando este encontro?”

Se o usamos para o medo, podemos escolher novamente.

Se o usamos para a paz, nossa função já começou a ser cumprida.

TENHO UMA FUNÇÃO QUE DEUS QUER QUE EU CUMPRA.