LIÇÃO 79 — QUE EU RECONHEÇA O PROBLEMA PARA QUE ELE POSSA SER RESOLVIDO

Lição 79 de Um Curso em Milagres: Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido, reflexão sobre separação, percepção, solução, paz interior e treinamento da mente

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

A Lição 79 introduz uma mudança importante no treinamento:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

O texto afirma que um problema não pode ser verdadeiramente resolvido enquanto não reconhecemos:

qual é o problema.

Segundo a lição, aquilo que parece ser uma grande quantidade de problemas diferentes possui uma raiz comum:

a separação.

O ponto central de hoje é:

não basta procurar respostas — precisamos primeiro reconhecer corretamente aquilo que estamos tentando resolver.

QUANDO NÃO RECONHECEMOS O PROBLEMA

Podemos passar muito tempo buscando:

soluções.

Mas se identificamos incorretamente o problema:

a solução parece não funcionar.

A lição afirma que, mesmo quando uma resposta já foi dada, continuamos experimentando o problema se:

não reconhecemos sua verdadeira natureza.

ISSO EXPLICA POR QUE ALGUNS PROBLEMAS PARECEM VOLTAR

Talvez você resolva:

uma situação.

Logo surge:

outra.

Resolve aquela.

Depois:

outra.

A sensação pode ser:

“Minha vida é uma sequência interminável de problemas.”

A lição descreve exatamente essa experiência.

O MUNDO PARECE APRESENTAR MUITOS PROBLEMAS

Podemos pensar:

“Meu problema é financeiro.”

“Meu problema é meu relacionamento.”

“Meu problema é minha família.”

“Meu problema é meu trabalho.”

“Meu problema é meu passado.”

“Meu problema é essa pessoa.”

Cada questão parece:

completamente diferente.

MAS A LIÇÃO PROPÕE UMA RAIZ COMUM

Segundo o Curso:

o problema fundamental é a separação.

Todas as outras formas seriam:

manifestações diferentes da mesma percepção básica.

O QUE SIGNIFICA “SEPARAÇÃO” AQUI?

Na linguagem de UCEM, separação é a crença de que estamos:

isolados;

separados de Deus;

separados uns dos outros;

separados da nossa verdadeira identidade.

Essa crença gera:

• medo;

• culpa;

• ataque;

• defesa;

• conflito.

AS FORMAS MUDAM

Mas o conteúdo:

permanece.

Uma discussão pode parecer diferente:

de uma preocupação financeira.

Uma rejeição pode parecer diferente:

de uma culpa antiga.

Mas em todas pode existir:

a sensação de estar separado, ameaçado ou sem paz.

A TENTAÇÃO É TRATAR CADA FORMA COMO UM PROBLEMA INDEPENDENTE

O texto afirma que ver os problemas como muitos mantém o problema central:

sem solução.

Isso acontece porque cada novo problema parece exigir:

uma nova resposta.

E então a mente fica:

sobrecarregada.

UM PROBLEMA PARA CADA FORMA

Problema 1 → solução 1.

Problema 2 → solução 2.

Problema 3 → solução 3.

E assim por diante.

Isso cria:

complexidade.

A LIÇÃO SIMPLIFICA

Um problema.

Uma resposta.

Essa simplificação será aprofundada ainda mais na Lição 80.

ISSO NÃO SIGNIFICA IGNORAR PROBLEMAS PRÁTICOS

Você ainda pode precisar:

• conversar;

• organizar dinheiro;

• procurar ajuda;

• tomar decisões;

• estabelecer limites.

A lição trabalha com:

o nível da percepção.

Pergunta:

“Qual é o conflito mental comum por trás dessas formas?”

EXEMPLO — RELACIONAMENTO

Problema aparente:

“Ele não me entende.”

Raiz possível:

sensação de separação, falta de segurança, medo de não ser amada.

EXEMPLO — DINHEIRO

Problema aparente:

“Não tenho o suficiente.”

Além das providências práticas, pode existir:

medo de abandono;

sensação de vulnerabilidade;

crença de que estamos sozinhos para sobreviver.

EXEMPLO — APROVAÇÃO

Problema aparente:

“Ela não reconhece meu valor.”

Raiz possível:

acreditar que meu valor está separado daquilo que verdadeiramente sou.

A LIÇÃO NÃO PEDE QUE VOCÊ DECIDA SOZINHA QUAL É O PROBLEMA

Esse é um ponto muito importante.

Nos períodos prolongados, o texto orienta:

perguntar.

Não pressupor:

que já sabemos.

A prática procura liberar a mente das muitas definições que criou para seus problemas.

A PERGUNTA É:

“Qual é o problema?”

E depois:

esperamos.

DEPOIS PERGUNTAMOS:

“Qual é a resposta?”

E novamente:

esperamos.

ESSA É UMA PRÁTICA DE HUMILDADE

O ego costuma dizer:

“Eu já sei exatamente qual é o problema.”

A lição pede:

dúvida saudável.

Não precisa abandonar tudo que pensa.

Precisa apenas permitir:

a possibilidade de que sua definição esteja incompleta.

NÃO É NECESSÁRIO SOLTAR TODAS AS IDEIAS PRECONCEBIDAS

O texto afirma que talvez você não consiga fazer isso completamente.

E isso não é necessário.

É suficiente permitir:

alguma dúvida sobre a realidade da sua própria versão dos problemas.

ESSA PEQUENA DÚVIDA ABRE UMA PORTA

Em vez de:

“Eu sei.”

Experimente:

“Talvez eu ainda não esteja vendo corretamente.”

QUANDO A DEFINIÇÃO MUDA, A SOLUÇÃO PODE SER RECONHECIDA

A lição ensina que o problema e a solução precisam:

encontrar-se.

Quando reconhecemos corretamente um:

começamos a reconhecer o outro.

A MENTE COSTUMA FAZER O CONTRÁRIO

Ela define:

cem problemas.

Depois procura:

cem respostas.

A lição pergunta:

“E se houver um padrão comum?”

O QUE MAIS NOS ESGOTA É A COMPLEXIDADE

O texto descreve os problemas como:

• numerosos;

• em muitos níveis;

• de formas diferentes;

• aparentemente sem fim.

Essa percepção leva a:

desalento e sensação de fracasso.

SE TUDO É UM PROBLEMA DIFERENTE

então talvez nunca exista:

descanso.

MAS SE HÁ UMA RAIZ COMUM

podemos começar a procurar:

uma resposta comum.

A PRÁTICA MAIS LONGA

Reserve um período de silêncio.

Comece dizendo:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

Depois pergunte:

“Qual é o problema?”

Não responda imediatamente.

Espere.

DEIXE AS FORMAS PASSAREM

Talvez venham:

• dinheiro;

• uma pessoa;

• uma conversa;

• uma decisão.

Observe.

Depois pergunte:

“O que há de comum por trás dessas formas?”

SE A MENTE COMEÇAR A EXPLICAR DEMAIS

Retorne:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

DEPOIS PERGUNTE:

“Qual é a resposta?”

E fique:

em silêncio.

A estrutura segue diretamente a prática proposta no texto.

NÃO PROCURE UMA RESPOSTA INTELECTUAL SOFISTICADA

Talvez a resposta seja simplesmente:

perdão.

paz.

união.

mudança de percepção.

O OBJETIVO NÃO É CRIAR UMA TEORIA

É:

reconhecer.

OS PERÍODOS CURTOS NÃO TÊM HORÁRIO FIXO

Isso diferencia a Lição 79 de várias anteriores.

O texto afirma que os períodos breves são determinados:

pela necessidade,

e não:

pelo relógio.

QUANDO PRATICAR?

Sempre que surgir:

uma dificuldade.

Naquele momento, diga:

“Que eu reconheça esse problema para que ele possa ser resolvido.”

DEPOIS:

suspenda o julgamento.

Se possível:

feche os olhos por um momento.

Pergunte:

“Qual é o problema?”

E espere.

ESSA PAUSA É MUITO IMPORTANTE

Porque normalmente fazemos:

problema → reação automática.

A prática insere:

problema → pausa → pergunta → nova percepção.

UMA MICROPRÁTICA DE 20 SEGUNDOS

1. SURGIU UMA DIFICULDADE.

2. NÃO DEFINA IMEDIATAMENTE.

3. DIGA:

“Que eu reconheça esse problema para que ele possa ser resolvido.”

4. PERGUNTE:

“O que realmente está acontecendo na minha mente?”

5. FIQUE ALGUNS SEGUNDOS EM SILÊNCIO.

PRÁTICA PARA CONFLITO COM ALGUÉM

Pensamento:

“O problema é aquela pessoa.”

Pare.

Pergunte:

“É realmente a pessoa ou é a forma como estou percebendo separação, ataque ou ameaça?”

Não precisa obter resposta perfeita.

Apenas:

questione sua definição.

PRÁTICA PARA UMA DECISÃO

Você pensa:

“Meu problema é escolher entre A e B.”

Talvez.

Mas pergunte:

“O que temo perder?”

“Estou escolhendo a partir da paz ou do medo?”

Isso pode revelar:

outro nível do problema.

PRÁTICA PARA ANSIEDADE

Em vez de:

“Meu problema é tudo que pode acontecer”,

pergunte:

“Qual é o conflito presente agora?”

Talvez seja:

medo.

falta de confiança.

sensação de separação.

PRÁTICA PARA CULPA

Pensamento:

“Meu problema é o que fiz no passado.”

Pergunte:

“O problema é o evento ou a condenação que ainda mantenho sobre mim?”

PRÁTICA PARA MÁGOA

Pensamento:

“Meu problema é o que ela me fez.”

Pergunte:

“O que estou mantendo agora?”

Talvez:

acusação.

ressentimento.

identidade de vítima.

PRÁTICA PARA DINHEIRO

Faça aquilo que for necessário:

• orçamento;

• planejamento;

• negociação;

• trabalho.

Mas também pergunte:

“Que medo profundo esta situação está ativando em mim?”

Essa pergunta não substitui:

ação prática.

Ela acrescenta:

consciência.

PRÁTICA PARA O CORPO

Se existe um problema físico, cuide dele com:

assistência adequada.

A Lição 79 não deve ser usada para negar:

necessidades médicas.

A aplicação espiritual pode ser:

“Além do cuidado concreto, que medo, culpa ou sensação de separação estou carregando?”

PRÁTICA PARA PROBLEMAS REPETITIVOS

Pergunte:

“Por que esse tipo de problema volta em formas diferentes?”

Talvez exista:

um padrão de percepção.

UM PADRÃO PODE APARECER EM MUITAS FORMAS

Por exemplo:

medo de rejeição.

Pode surgir:

• no amor;

• na amizade;

• no trabalho;

• na família.

As situações parecem diferentes.

Mas talvez o conteúdo:

seja semelhante.

ISSO É UMA BOA PONTE PARA ENTENDER A IDEIA DE UM PROBLEMA

Você não precisa interpretar literalmente cada dificuldade como:

idêntica.

Mas pode investigar:

qual padrão de separação se repete.

O QUE OBSERVAR HOJE

Preste atenção quando:

• disser “tenho mil problemas”;

• sentir-se sobrecarregada;

• acreditar que cada dificuldade exige uma solução completamente nova;

• reagir antes de compreender;

• culpar uma pessoa ou circunstância como se fosse todo o problema.

Nesses momentos:

pause.

FRASE DE INTERRUPÇÃO

“Talvez eu ainda não tenha reconhecido corretamente o problema.”

Depois:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

MARCADORES DE DEFINIÇÃO SUPERFICIAL

• “O problema é sempre o outro.”

• “Se essa circunstância mudasse, tudo estaria resolvido.”

• “Não preciso olhar para minha percepção.”

• “Cada dificuldade é totalmente diferente das anteriores.”

MARCADORES DE UMA INVESTIGAÇÃO MAIS PROFUNDA

• “O que estou sentindo por trás da forma?”

• “Que padrão se repete?”

• “Onde percebo separação?”

• “Estou disposta a questionar minha própria definição?”

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Qual problema mais ocupa minha mente hoje?

• Como eu o definiria imediatamente?

• Essa definição é um fato ou uma interpretação?

• Existe um padrão semelhante em outras áreas da minha vida?

• O que todas essas situações parecem despertar em mim?

• Medo?

• Culpa?

• Ataque?

• Sensação de separação?

• Estou disposta a considerar que talvez eu ainda não saiba exatamente qual é o problema?

• Como seria esperar antes de procurar a solução?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — MEUS MUITOS PROBLEMAS

Liste:

1. __________________

2. __________________

3. __________________

4. __________________

5. __________________

Agora, ao lado de cada um, escreva:

“O QUE ISSO FAZ MINHA MENTE ACREDITAR?”

Observe se aparecem temas repetidos.

EXERCÍCIO — A RAIZ COMUM

Escolha três problemas diferentes.

Pergunte:

“O que eles têm em comum emocionalmente?”

Talvez todos despertem:

• rejeição;

• medo;

• impotência;

• culpa.

Isso pode ajudar você a perceber:

conteúdo semelhante sob formas diferentes.

EXERCÍCIO — FATO E INTERPRETAÇÃO

Divida uma página:

FATO

O que aconteceu objetivamente?

INTERPRETAÇÃO

O que concluí?

MEDO SUBJACENTE

O que temo que isso signifique?

Essa prática ajuda a reconhecer:

níveis diferentes do problema.

EXERCÍCIO — NÃO PRESSUPOR

Escreva:

“ACHO QUE O PROBLEMA É…”

Depois:

“MAS POSSO ESTAR VENDO APENAS A FORMA.”

Então:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

EXERCÍCIO — PERGUNTA E SILÊNCIO

Feche os olhos.

Pergunte:

“Qual é o problema?”

Silêncio.

Depois:

“Qual é a resposta?”

Silêncio.

Não force.

A LIÇÃO 79 E A SEQUÊNCIA DAS LIÇÕES

LIÇÃO 77

Eu tenho direito a milagres.

LIÇÃO 78

Que os milagres substituam as mágoas.

LIÇÃO 79

Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.

Primeiro reconhecemos:

nosso direito a uma nova percepção.

Depois aplicamos:

o milagre às mágoas.

Agora precisamos reconhecer:

qual problema a percepção equivocada está tentando resolver.

A PRÓXIMA LIÇÃO

A Lição 80 declarará:

“Que eu reconheça que todos os meus problemas foram resolvidos.”

Hoje:

reconhecemos o problema.

Amanhã:

reconheceremos que a resposta já foi dada.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 79

• Nos períodos prolongados, pergunte qual é o problema e depois qual é a resposta, sem pressupor que já sabe.

• Procure liberar a mente, ainda que parcialmente, das muitas formas diferentes que costuma chamar de “problemas”.

• Não é necessário abandonar todas as ideias preconcebidas; basta permitir alguma dúvida sobre sua interpretação atual.

• Nos períodos curtos, pratique sempre que surgir uma dificuldade.

• Diga imediatamente:

“Que eu reconheça esse problema para que ele possa ser resolvido.”

• Depois, suspenda o julgamento por um instante e pergunte interiormente qual é o problema.

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

• “Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

• “Talvez eu esteja vendo apenas a forma.”

• “Não preciso decidir imediatamente qual é o problema.”

• “Estou disposta a questionar minha interpretação.”

• “Muitos problemas podem esconder um mesmo padrão.”

• “Que eu veja o conteúdo além da forma.”

• “Posso pausar antes de reagir.”

• “Não preciso procurar cem respostas para cem aparências.”

• “Quero reconhecer antes de resolver.”

• “Um problema reconhecido corretamente abre espaço para a solução.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho desacelerar

antes de chamar alguma coisa:

“o problema.”

Talvez eu esteja olhando

apenas para:

a forma.

Talvez eu esteja culpando:

uma pessoa.

uma circunstância.

um acontecimento.

E talvez exista

algo mais profundo

que ainda não reconheci.

Hoje não preciso afirmar:

“Eu sei.”

Posso dizer:

“Talvez eu ainda não saiba.”

Essa pequena abertura

pode ser suficiente.

Quando surgir uma dificuldade,

quero parar antes de:

reagir.

E perguntar:

“Qual é realmente o problema aqui?”

Não para fugir dos fatos.

Mas para deixar de confundir:

aparência

com:

causa.

Se muitas situações

estiverem me deixando

com o mesmo medo,

com a mesma culpa

ou com a mesma sensação

de separação,

quero reconhecer:

talvez exista um padrão comum.

Hoje não quero apenas:

encontrar respostas rápidas.

Quero primeiro:

reconhecer corretamente.

Porque:

um problema reconhecido pode ser levado à sua solução.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti

todos os problemas

que acredito ter.

Os grandes.

Os pequenos.

Os antigos.

Os que surgiram hoje.

Tenho chamado muitas coisas:

problemas.

E tenho corrido

de uma solução

para outra.

Mas talvez eu ainda

não esteja vendo

com clareza

o que realmente precisa

ser resolvido.

Por isso, hoje peço:

Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.

Quando minha mente disser:

“O problema é aquela pessoa”,

ajuda-me a olhar novamente.

Quando disser:

“O problema é esta circunstância”,

mostra-me aquilo

que está acontecendo

na minha percepção.

Quando eu me sentir

sobrecarregada por dezenas

de dificuldades,

faz-me recordar:

talvez as formas sejam muitas,

mas exista uma raiz comum.

Ajuda-me a não pressupor

que já sei.

Dá-me humildade

para perguntar:

Qual é o problema?

E depois:

esperar.

Quando estiver pronta,

que eu possa também perguntar:

Qual é a resposta?

Que eu não force.

Que eu não invente.

Que eu apenas permita

que a percepção correta

seja mostrada.

Hoje quero reconhecer

antes de reagir.

Quero compreender

antes de condenar.

Quero ver

além da forma.

E quero permitir

que problema e resposta

se encontrem

na minha mente.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido. Hoje não quero me deixar enganar pelas muitas formas; quero ver com clareza aquilo que realmente precisa de correção.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

Depois pergunte:

QUAL PROBLEMA MAIS OCUPOU MINHA MENTE HOJE?

Observe.

COMO EU O DEFINI AUTOMATICAMENTE?

Reconheça.

EXISTIA ALGUMA INTERPRETAÇÃO ALÉM DOS FATOS?

Observe.

ENCONTREI ALGUM PADRÃO COMUM ENTRE DIFICULDADES DIFERENTES?

Qual?

CONSEGUI PAUSAR ANTES DE REAGIR?

Mesmo uma vez?

CONSEGUI PERMITIR ALGUMA DÚVIDA SOBRE MINHA DEFINIÇÃO DO PROBLEMA?

Reconheça.

O QUE ACONTECEU QUANDO PERGUNTEI:

“Qual é realmente o problema?”

Observe.

HOUVE MAIS PAZ QUANDO PAREI DE TENTAR RESOLVER TUDO IMEDIATAMENTE?

Permaneça alguns instantes.

Finalize:

“Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

LIÇÃO 79 — ESSÊNCIA

• A Lição 79 afirma: “Que eu reconheça o problema para que ele possa ser resolvido.”

• O texto ensina que um problema não pode ser resolvido enquanto não for corretamente reconhecido, mesmo que a resposta já esteja disponível.

• As muitas dificuldades que parecem existir são apresentadas como formas diferentes de um único problema fundamental: a separação.

• Perceber os problemas como muitos leva a uma busca por inúmeras soluções e produz uma sensação de complexidade, fracasso e ausência de paz.

• Nos períodos prolongados, a prática consiste em perguntar qual é o problema e qual é a resposta, sem presumir que já sabemos.

• Não é necessário abandonar completamente todas as noções preconcebidas; é suficiente permitir alguma dúvida sobre a realidade da nossa própria interpretação.

• O objetivo é permitir que problema e solução sejam reconhecidos juntos, abrindo caminho para a paz.

• Os períodos curtos não seguem um horário fixo; são praticados sempre que uma dificuldade surgir.

• A aplicação imediata é:

“Que eu reconheça esse problema para que ele possa ser resolvido.”

• Depois, a lição orienta suspender temporariamente o julgamento e perguntar interiormente qual é o problema.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Às vezes não sofremos apenas

porque existe:

um problema.

Sofremos porque acreditamos

que existem:

centenas.

Cada um diferente.

Cada um exigindo

uma resposta nova.

E a mente passa o dia

tentando apagar:

um incêndio depois do outro.

A Lição 79 propõe:

simplificar.

Talvez as formas sejam diferentes.

Mas talvez exista

um conteúdo comum

por trás delas.

Medo.

Culpa.

Ataque.

Separação.

Hoje não precisamos ter

todas as respostas.

Precisamos começar

por uma pergunta:

“Qual é realmente o problema?”

E ter humildade suficiente

para não responder

antes de escutar.

Porque quando reconhecemos

corretamente aquilo

que precisa ser curado,

começamos também

a reconhecer:

a solução.