365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A REVISÃO DE HOJE
Na Lição 60, concluímos a Revisão I das primeiras cinquenta ideias de Um Curso em Milagres.
Hoje revisitamos as Lições 46 a 50.
Este conjunto reúne cinco temas fundamentais de todo o treinamento realizado até aqui:
• perdão;
• confiança;
• libertação do medo;
• orientação interior;
• sustentação pelo Amor de Deus.
As cinco ideias de hoje são:
• 1. Deus é o Amor no qual eu perdoo.
• 2. Deus é a força na qual eu confio.
• 3. Não há nada a temer.
• 4. A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
• 5. Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
O TEMA CENTRAL DA LIÇÃO 60
A Lição 60 encerra a primeira revisão conduzindo a mente por uma sequência muito significativa.
Primeiro:
perdoo no Amor de Deus.
Depois:
confio na força de Deus.
Dessa confiança surge:
a possibilidade de abandonar o medo.
Quando o medo diminui:
torno-me mais disponível para escutar a Voz de Deus.
E, finalmente:
reconheço que sou sustentado pelo Seu Amor.
O movimento de hoje pode ser compreendido assim:
PERDÃO → CONFIANÇA → AUSÊNCIA DE MEDO → ORIENTAÇÃO → SUSTENTAÇÃO
Não são cinco ideias isoladas.
Elas formam:
um caminho interior.
1. DEUS É O AMOR NO QUAL EU PERDOO
A primeira ideia afirma:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
O comentário da revisão explica que Deus não precisa perdoar porque, dentro da estrutura do Curso, Ele nunca condenou.
O perdão é apresentado como o meio pelo qual começamos a reconhecer nossa própria inocência e como um reflexo do Amor de Deus no mundo.
ESSA IDEIA MUDA PROFUNDAMENTE O SIGNIFICADO DO PERDÃO
Normalmente pensamos:
“Você fez algo errado e eu, generosamente, decido perdoar.”
Mas o Curso conduz o perdão para um nível diferente.
Ele pergunta:
“Que julgamento estou mantendo em minha própria mente?”
PERDOAR NÃO SIGNIFICA DIZER QUE NADA ACONTECEU
Se alguém:
• mentiu;
• traiu;
• ofendeu;
• agiu injustamente;
o fato não precisa ser negado.
O perdão trabalha com:
o que fazemos mentalmente depois do acontecimento.
POSSO RECONHECER UM ERRO SEM CONSTRUIR UMA SENTENÇA ETERNA
Posso dizer:
“Isso foi inadequado.”
Sem precisar concluir:
“Essa pessoa é para sempre apenas aquilo que fez.”
POSSO COLOCAR LIMITES E AINDA PERDOAR
Perdão não significa:
• voltar para uma relação;
• permitir repetição de um comportamento;
• abandonar prudência;
• aceitar abuso;
• negar consequências.
Pode significar:
não continuar oferecendo minha mente ao ressentimento.
O PERDÃO TAMBÉM SE APLICA A NÓS MESMOS
Talvez a pessoa que você mais condena seja:
você.
Uma decisão antiga.
Uma palavra dita.
Uma oportunidade perdida.
Um erro.
A mente continua repetindo:
“Eu deveria ter sabido.”
“Eu não deveria ter feito aquilo.”
“Nunca vou me perdoar.”
A LIÇÃO DIZ QUE O PERDÃO AJUDA A RECONHECER A INOCÊNCIA
Isso não significa negar responsabilidade.
Significa deixar de transformar:
erro em identidade.
RESPONSABILIDADE DIZ:
“Reconheço o que fiz e quero corrigir.”
CULPA DIZ:
“Preciso continuar sofrendo porque fiz.”
A prática de UCEM aponta para:
correção, não condenação.
DEUS É O AMOR NO QUAL EU PERDOO
Isso também significa:
não preciso produzir o perdão apenas com minha força pessoal.
Posso pedir ajuda.
Posso ainda estar magoada.
Posso ainda sentir resistência.
E dizer:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
PRÁTICA PARA A PRIMEIRA IDEIA
Pense em alguém que você ainda julga.
Não tente sentir imediatamente amor.
Apenas repita:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Depois pergunte:
• O que continuo exigindo mentalmente dessa pessoa?
• Estou repetindo a mesma acusação?
• Existe algum limite que preciso manter?
• Existe algum ressentimento que já não quero carregar?
• Estou disposta, ao menos, a desejar o perdão?
PRÁTICA DE AUTOPERDÃO
Pense em um erro seu.
Pergunte:
“Existe algo que ainda posso reparar?”
Se sim:
faça o possível.
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Inclua:
a si mesma.
2. DEUS É A FORÇA NA QUAL EU CONFIO
A segunda ideia afirma:
“Deus é a força na qual eu confio.”
O comentário da revisão diz que não é através de nossa própria força que perdoamos, mas através da força de Deus lembrada em nós.
À medida que o perdão acontece, essa força começa a ser reconhecida e o Amor que acreditamos ter esquecido volta à lembrança.
A LIGAÇÃO ENTRE A PRIMEIRA E A SEGUNDA IDEIA É DIRETA
Primeiro:
Deus é o Amor no qual perdoo.
Depois:
Deus é a força na qual confio.
Talvez exista algo que você pense:
“Eu não consigo perdoar.”
A revisão não responde:
“Tente mais forte.”
Ela conduz para:
outra Fonte de força.
CONFIAR APENAS NA PRÓPRIA FORÇA PODE SER EXAUSTIVO
A mente pensa:
• preciso resolver tudo;
• preciso prever tudo;
• preciso controlar tudo;
• preciso saber tudo;
• preciso me proteger sozinha.
Quanto maior a tentativa de controlar completamente a vida:
maior pode ser o medo de perder o controle.
DEUS COMO FORÇA NÃO SIGNIFICA PASSIVIDADE
Você continua:
• trabalhando;
• decidindo;
• planejando;
• tomando providências.
A diferença é:
não acreditar que toda a existência depende exclusivamente da sua capacidade pessoal.
POSSO FAZER MINHA PARTE SEM ACREDITAR QUE SOU A ÚNICA FONTE DO RESULTADO
Essa é uma mudança importante.
Posso preparar uma conversa.
Mas não controlo:
a resposta do outro.
Posso cuidar de um projeto.
Mas não controlo:
todas as variáveis.
Posso planejar.
Mas não controlo:
o futuro inteiro.
CONFIANÇA NÃO É GARANTIA DE QUE TUDO ACONTECERÁ COMO EU QUERO
É uma mudança de fundamento.
Em vez de:
“Só estarei segura se tudo acontecer segundo meu plano”,
começo a experimentar:
“Posso atravessar o desconhecido sem depender apenas de mim.”
A FORÇA DE DEUS E O PERDÃO
O comentário liga explicitamente as duas ideias.
Ao perdoar, começamos a lembrar:
da força de Deus em nós.
POR QUÊ?
Porque o ressentimento frequentemente diz:
“Preciso continuar atacando para me proteger.”
O perdão começa a mostrar:
“Talvez eu possa estar segura sem manter o ataque.”
PRÁTICA PARA A SEGUNDA IDEIA
Quando pensar:
“Não vou dar conta.”
pare.
“Deus é a força na qual eu confio.”
Depois pergunte:
• Qual é minha parte concreta?
• O que não depende de mim?
• Estou tentando controlar algo que não posso controlar?
• Posso fazer o próximo passo sem exigir conhecer todo o caminho?
PRÁTICA PARA UMA SITUAÇÃO DIFÍCIL
Diga:
“Não sei exatamente como isso se resolverá.”
Depois:
“Deus é a força na qual eu confio.”
E então:
faça o que está diante de você.
3. NÃO HÁ NADA A TEMER
A terceira ideia afirma:
“Não há nada a temer.”
O comentário da revisão pergunta como o mundo nos parecerá quando realmente aprendermos a vê-lo através do perdão.
Ele descreve uma percepção na qual aquilo que parecia ameaçador deixa de ocupar a mesma função e pergunta o que poderia haver para temer em um mundo que foi perdoado.
ESSA IDEIA NÃO NEGA A EXPERIÊNCIA DO MEDO
Talvez você esteja com medo.
A prática não exige:
“Finja que não está.”
Pode começar reconhecendo:
“Estou sentindo medo.”
DEPOIS A LIÇÃO INTRODUZ OUTRA POSSIBILIDADE
“Não há nada a temer.”
Talvez você ainda não acredite completamente.
Tudo bem.
A prática é:
oferecer à mente outra referência.
MEDO FREQUENTEMENTE SE ALIMENTA DE INTERPRETAÇÕES
Acontecimento:
uma reunião foi marcada.
Pensamento:
“Vou ser demitida.”
Acontecimento:
alguém não respondeu.
Pensamento:
“Está me abandonando.”
Acontecimento:
surgiu uma dificuldade.
Pensamento:
“Tudo vai desmoronar.”
O MEDO PREENCHE O DESCONHECIDO
Quando não sabemos:
imaginamos.
E muitas vezes imaginamos:
o pior.
A LIÇÃO 60 LIGA A DIMINUIÇÃO DO MEDO AO PERDÃO
Isso é importante.
A revisão não apresenta simplesmente:
“Não tenha medo.”
Ela vem depois de:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
e:
Deus é a força na qual eu confio.
O PERDÃO RETIRA INIMIGOS DA MENTE
Quando alguém ocupa permanentemente o papel de:
inimigo,
o mundo parece mais perigoso.
Quando começamos a abandonar a condenação:
parte da sensação de ameaça pode diminuir.
ISSO NÃO SIGNIFICA ABANDONAR PROTEÇÃO PRÁTICA
Se existe risco concreto:
• proteja-se;
• afaste-se;
• procure ajuda;
• estabeleça limites.
A prática espiritual não substitui:
discernimento.
MEDO E PRUDÊNCIA NÃO SÃO A MESMA COISA
PRUDÊNCIA:
“Existe uma situação que exige cuidado.”
MEDO:
“Estou completamente desamparada diante dela.”
A primeira pode produzir:
clareza.
A segunda pode produzir:
paralisia ou reação impulsiva.
PRÁTICA PARA A TERCEIRA IDEIA
Quando o medo surgir, diga:
“Não há nada a temer.”
Depois pergunte:
• O que está realmente acontecendo agora?
• O que é fato?
• O que é previsão?
• Existe alguma ação concreta necessária?
• Posso agir sem aumentar mentalmente a ameaça?
UMA MICROPRÁTICA PARA O MEDO
1. RECONHEÇA:
“Estou com medo.”
2. RESPIRE NATURALMENTE.
3. DIGA:
“Deus é a força na qual eu confio.”
4. ACRESCENTE:
“Não há nada a temer.”
5. PERGUNTE:
“Qual é o próximo passo?”
4. A VOZ DE DEUS FALA COMIGO DURANTE TODO O DIA
A quarta ideia afirma:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
O comentário da revisão apresenta essa Voz como uma orientação constante, ligada ao perdão, aos pensamentos, às ações e ao caminho em direção à verdade.
Segundo o texto, não existe momento em que essa orientação deixe de estar disponível.
A VOZ DE DEUS NÃO COMEÇA A EXISTIR QUANDO EU CONSIGO FICAR EM SILÊNCIO
A prática parte de outra premissa:
ela já está presente.
O treinamento é:
aprender a escutar.
A MENTE PODE ESTAR MUITO BARULHENTA
Com:
• ansiedade;
• julgamentos;
• previsões;
• diálogos imaginários;
• preocupações.
E isso pode dificultar:
reconhecer uma orientação mais tranquila.
POR ISSO A LIÇÃO 49 ENSINOU SILÊNCIO
Agora, na revisão, voltamos à mesma ideia com uma compreensão maior.
Já passamos por:
perdão;
confiança;
ausência de medo.
Esses movimentos tornam a mente:
mais disponível para ouvir.
NEM TODO PENSAMENTO É A VOZ DE DEUS
Isso precisa permanecer claro.
Um pensamento surgir espontaneamente não significa:
orientação divina.
A própria estrutura do Curso diferencia:
• pensamentos de medo;
• pensamentos de ataque;
• pensamentos produzidos pela separação;
dos pensamentos associados:
à paz e ao Amor de Deus.
UMA ORIENTAÇÃO PRECISA SER DISCERNIDA
Pergunte:
• isso conduz a amor ou ataque?
• produz clareza ou compulsão?
• respeita outras pessoas?
• exige crueldade?
• está de acordo com os fatos?
• permite responsabilidade?
A VOZ DE DEUS NÃO PRECISA SER AUDÍVEL
Para a prática, “escutar” pode aparecer como:
• clareza;
• quietude;
• uma percepção diferente;
• uma ideia simples;
• disposição para perdoar;
• certeza tranquila sobre o próximo passo.
TALVEZ A ORIENTAÇÃO SEJA APENAS:
“Espere.”
“Não responda agora.”
“Converse.”
“Peça ajuda.”
“Perdoe.”
“Não ataque.”
A ANSIEDADE GERALMENTE QUER UMA RESPOSTA COMPLETA
Ela pergunta:
“O que acontecerá depois?”
A orientação pode oferecer:
apenas o próximo passo.
ISSO PODE SER SUFICIENTE
Você não precisa conhecer:
todo o caminho.
Talvez precise apenas:
caminhar um passo com clareza.
PRÁTICA PARA A QUARTA IDEIA
Quando não souber o que fazer:
pare.
Repita:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Depois permaneça alguns segundos em silêncio.
Não force resposta.
Pergunte:
“Posso escutar antes de reagir?”
PRÁTICA ANTES DE UMA RESPOSTA IMPORTANTE
Antes de:
• enviar uma mensagem;
• responder uma crítica;
• tomar uma decisão,
diga:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Depois:
espere um pouco.
Talvez a melhor resposta seja diferente daquela que surgiu:
no primeiro impulso.
5. EU SOU SUSTENTADO PELO AMOR DE DEUS
A quinta ideia encerra a revisão com:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
O texto fornecido apresenta essa ideia associando sustentação à escuta da Voz de Deus, à luz que permite ver, ao perdão que recorda a inocência do Filho de Deus e à visão que nos ajuda a lembrar nossa verdadeira identidade.
ESTA IDEIA REÚNE TODAS AS OUTRAS
Quando perdoo:
o Amor de Deus é lembrado.
Quando confio:
sou sustentada por uma força além da minha.
Quando o medo diminui:
posso reconhecer segurança.
Quando escuto:
encontro orientação.
E tudo converge para:
o Amor de Deus me sustenta.
O QUE SIGNIFICA SER SUSTENTADO?
Não significa apenas:
receber recursos materiais.
A ideia aponta para algo mais profundo:
• ser sustentado em identidade;
• em paz;
• em direção;
• em confiança;
• em lembrança de Deus.
ISSO RETOMA A LIÇÃO 50
A ideia original afirmava:
“O Amor de Deus é o meu sustento.”
Agora, na revisão, ela é interiorizada como:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
A MENTE COSTUMA ESCOLHER OUTRAS FONTES DE SUSTENTAÇÃO
Talvez diga:
“Sou sustentada pelo dinheiro.”
“Sou sustentada por essa pessoa.”
“Sou sustentada pela aprovação.”
“Sou sustentada pelo meu controle.”
“Sou sustentada pelo sucesso.”
ESSAS FORMAS PODEM TER FUNÇÕES IMPORTANTES
Dinheiro:
tem função prática.
Relacionamentos:
têm valor.
Trabalho:
importa.
Mas nenhum deles precisa ser transformado em:
fonte absoluta de identidade e paz.
SE UMA FORMA SE TORNA MINHA FONTE TOTAL
surge medo:
“E se eu perder?”
QUANDO O AMOR DE DEUS RETORNA AO LUGAR DE FONTE
podemos continuar valorizando as formas sem exigir delas:
aquilo que não podem oferecer.
POSSO AMAR UMA PESSOA SEM TRANSFORMÁ-LA EM MINHA SALVAÇÃO
Posso desejar estabilidade financeira sem transformar dinheiro em:
prova do meu valor.
Posso desejar sucesso sem acreditar que:
fracasso destruiria quem sou.
PRÁTICA PARA A QUINTA IDEIA
Quando sentir insegurança, diga:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
Depois pergunte:
• Em que estou colocando toda a minha segurança agora?
• Estou transformando uma forma em minha Fonte?
• Posso utilizar essa forma sem fazer dela meu deus?
• Posso lembrar que minha identidade não depende completamente deste resultado?
COMO AS CINCO IDEIAS SE CONECTAM
A Lição 60 encerra a primeira revisão com um caminho muito claro.
1. DEUS É O AMOR NO QUAL EU PERDOO
O julgamento começa a ser entregue.
2. DEUS É A FORÇA NA QUAL EU CONFIO
Não preciso corrigir minha mente apenas através da minha força limitada.
3. NÃO HÁ NADA A TEMER
Quando ataque e desconfiança diminuem, o medo começa a perder sua base.
4. A VOZ DE DEUS FALA COMIGO DURANTE TODO O DIA
Uma mente menos ocupada pelo medo torna-se mais disponível para orientação.
5. EU SOU SUSTENTADO PELO AMOR DE DEUS
Finalmente:
descanso na Fonte.
UM EXEMPLO COMPLETO
Imagine que exista um conflito com alguém importante.
PRIMEIRA IDEIA
Sua mente começa:
“Ela está errada e precisa pagar.”
Recorde:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Você não precisa negar o acontecimento.
Apenas começa:
a abandonar a condenação.
SEGUNDA IDEIA
Pensamento:
“Não consigo lidar com isso.”
Então:
“Deus é a força na qual eu confio.”
TERCEIRA IDEIA
A mente prevê:
“Tudo vai piorar.”
Pare.
“Não há nada a temer.”
Pergunte:
“O que realmente está acontecendo agora?”
QUARTA IDEIA
Você precisa decidir se conversa ou espera.
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Não responda apenas:
a partir do primeiro impulso.
QUINTA IDEIA
Talvez surja:
“Se essa pessoa sair da minha vida, não vou ficar bem.”
Recorde:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
Você pode amar profundamente alguém sem transformar essa pessoa em:
sua Fonte absoluta.
A LIÇÃO 60 E O PERDÃO
Perdão aparece no início e continua atravessando toda a revisão.
A Voz de Deus é relacionada ao perdão.
O sustento do Amor de Deus também é relacionado ao perdão.
Isso mostra que, para o Curso:
perdoar não é um tema isolado.
É um instrumento central de:
• cura da percepção;
• libertação da culpa;
• diminuição do medo;
• retorno à lembrança de Deus.
A LIÇÃO 60 E O MEDO
Observe a sequência:
perdão.
força.
ausência de medo.
Isso sugere que talvez alguns medos sejam sustentados por:
• culpa;
• ressentimento;
• percepção de inimigos;
• sensação de separação.
QUANTO MAIS INIMIGOS MINHA MENTE FABRICA
mais perigoso o mundo parece.
QUANTO MAIS PERDÃO ENTRA
mais espaço pode surgir para:
segurança.
A LIÇÃO 60 E A ORIENTAÇÃO
Depois de:
“Não há nada a temer”
vem:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Isso é significativo.
O medo:
grita.
A orientação pode precisar:
de quietude.
QUANDO ESTOU MUITO ASSUSTADA
tendo a interpretar tudo a partir da ameaça.
Por isso, antes de pedir uma resposta, talvez eu precise:
diminuir o medo.
UMA SEQUÊNCIA PRÁTICA PARA DECISÕES
1. PERDOE
Existe ressentimento influenciando minha decisão?
2. CONFIE
Estou tentando carregar tudo sozinha?
3. SOLTE O MEDO
Estou prevendo algo sem fatos?
4. ESCUTE
O que percebo quando a mente se acalma?
5. DESCANSE
Posso aceitar que sou sustentada mesmo sem conhecer todo o resultado?
A LIÇÃO 60 E O SUSTENTO
A última ideia encerra toda a revisão num lugar de:
descanso.
Depois de cinquenta ideias e dez dias de revisão, a mente não é convidada a:
controlar mais.
É convidada a:
confiar mais.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 60
As orientações gerais da Revisão I continuam válidas.
• Comece o dia lendo as cinco ideias e seus comentários.
• Cada uma deve ser praticada pelo menos uma vez.
• Dedique dois minutos ou mais a cada período de prática.
• Volte às ideias com a maior frequência possível.
• Não é necessário seguir uma ordem rígida.
• Se uma das cinco ideias tocar mais profundamente, dedique mais atenção a ela.
• Revise todas novamente ao final do dia.
• Quando possível, faça os períodos formais de olhos fechados e num lugar tranquilo.
A PRÁTICA PRECISA SAIR DO LUGAR TRANQUILO E ENTRAR NA VIDA
A introdução da Revisão I esclarece que, progressivamente, não devemos depender de um cenário especial.
O aprendizado será necessário justamente nas situações que parecem produzir:
• aflição;
• tumulto;
• perturbação.
O objetivo é aprender a levar a quietude conosco e reconhecer a paz como algo que não depende de determinado lugar.
PRÁTICA DA MANHÃ
Leia lentamente:
• Deus é o Amor no qual eu perdoo.
• Deus é a força na qual eu confio.
• Não há nada a temer.
• A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
• Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
Depois permaneça alguns minutos em silêncio.
Pergunte:
“Qual dessas ideias mais preciso viver hoje?”
PRÁTICA PARA UM RESSENTIMENTO
Pense na pessoa.
Não entre novamente em toda a história.
Diga:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Depois:
“Estou disposta a diminuir um pouco minha condenação?”
PRÁTICA PARA QUANDO PENSAR “NÃO CONSIGO”
“Deus é a força na qual eu confio.”
Depois escolha:
apenas o próximo passo possível.
PRÁTICA PARA ANSIEDADE
Quando surgir:
“E se…?”
pare.
“Não há nada a temer.”
Depois pergunte:
“Isso está acontecendo ou estou imaginando?”
PRÁTICA PARA DECISÕES
Antes de responder:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Permaneça em silêncio por alguns instantes.
Pergunte:
“Preciso realmente decidir agora?”
PRÁTICA PARA INSEGURANÇA FINANCEIRA
Reconheça os fatos.
Organize aquilo que precisar.
Depois:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
Use dinheiro como:
recurso.
Não como:
definição absoluta de segurança.
PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Quando perceber dependência intensa:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
Pergunte:
“Estou pedindo a essa pessoa que seja minha Fonte?”
PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Reconheça:
“Errei.”
Pergunte:
“O que posso corrigir?”
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Não exclua:
a si mesma.
PRÁTICA PARA MEDO DE UMA CONVERSA
Antes de entrar:
“Deus é a força na qual eu confio.”
Depois:
“Não há nada a temer.”
E:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
PRÁTICA ANTES DE DORMIR
Feche os olhos.
Revise lentamente:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
Deus é a força na qual eu confio.
Não há nada a temer.
A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
Depois:
descanse.
UMA MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
1. PERDOE
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
2. CONFIE
“Deus é a força na qual eu confio.”
3. SOLTE O MEDO
“Não há nada a temer.”
4. ESCUTE
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
5. DESCANSE
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
UMA MICROPRÁTICA PARA CONFLITOS
Pergunte:
“Quero ter paz ou quero continuar provando culpa?”
Depois:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Preste atenção quando surgir:
• ressentimento;
• desejo de punir;
• medo;
• sensação de não dar conta;
• necessidade de controlar;
• urgência para decidir;
• sensação de abandono;
• dependência de alguma forma externa para sentir segurança.
Cada um desses momentos pode indicar:
qual das cinco ideias praticar.
MARCADORES PARA ESCOLHER A IDEIA DO MOMENTO
SE HÁ RESSENTIMENTO:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
SE HÁ FRAQUEZA:
“Deus é a força na qual eu confio.”
SE HÁ MEDO:
“Não há nada a temer.”
SE HÁ CONFUSÃO:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
SE HÁ INSEGURANÇA:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Quem ainda tenho dificuldade de perdoar?
• Existe alguma situação em que preciso me perdoar?
• Estou tentando fazer tudo apenas com minha própria força?
• Qual medo mais ocupa minha mente atualmente?
• Esse medo está baseado em fatos presentes ou previsões?
• Tenho dado espaço para silêncio antes de tomar decisões?
• Confundo todo impulso interior com orientação?
• O que estou usando como fonte absoluta de segurança?
• Alguma pessoa ocupa o lugar que estou aprendendo a devolver a Deus?
• Consigo considerar que sou sustentada mesmo quando uma forma externa muda?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — AS CINCO PORTAS
Escolha uma situação difícil.
PORTA 1 — PERDÃO
Escreva:
“O que estou condenando aqui?”
PORTA 2 — CONFIANÇA
“O que estou tentando carregar apenas com minha força?”
PORTA 3 — MEDO
“O que temo que aconteça?”
PORTA 4 — ORIENTAÇÃO
“Que resposta surge quando diminuo a pressa?”
PORTA 5 — SUSTENTAÇÃO
“O que estou tratando como minha única fonte de segurança?”
Finalize:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
EXERCÍCIO — PERDÃO SEM NEGAÇÃO
Escolha uma pessoa.
Escreva:
O QUE ACONTECEU?
Apenas fatos.
O QUE SENTI?
Reconheça.
QUE LIMITE PRECISO?
Se houver.
QUE CONDENAÇÃO CONTINUO CARREGANDO?
Observe.
Finalize:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
EXERCÍCIO — MEDO OU FATO?
Faça duas colunas.
FATOS
Escreva apenas o que realmente sabe.
MEDOS
Escreva aquilo que imagina que poderá acontecer.
Depois:
“Não há nada a temer.”
E pergunte:
“Qual ação concreta pertence aos fatos?”
EXERCÍCIO — ESCUTANDO
Escolha uma decisão.
Durante dois minutos:
• não analise;
• não procure sinais;
• não tente adivinhar o futuro.
Repita:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
Depois permaneça em silêncio.
Não force:
resposta.
EXERCÍCIO — O QUE ME SUSTENTA?
Complete:
“EU ACREDITO QUE NÃO POSSO FICAR BEM SEM…”
Escreva tudo o que surgir.
Depois observe:
• dinheiro?
• pessoa?
• reconhecimento?
• controle?
• determinado resultado?
Finalize:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
• “Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
• “Posso corrigir sem condenar.”
• “Deus é a força na qual eu confio.”
• “Não preciso carregar tudo sozinha.”
• “Não há nada a temer.”
• “Posso distinguir medo de prudência.”
• “A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
• “Posso escutar antes de reagir.”
• “Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
• “As formas podem mudar; minha Fonte permanece.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho concluir esta primeira revisão voltando:
ao Amor.
Quando a mente quiser condenar:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
Quando eu acreditar que tudo depende apenas de mim:
Deus é a força na qual eu confio.
Quando imaginar ameaças em todos os lugares:
Não há nada a temer.
Quando não souber o que fazer:
A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
E quando acreditar que minha segurança depende inteiramente de uma pessoa, de dinheiro, de aprovação ou de algum resultado:
Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
Hoje não preciso saber:
tudo.
Não preciso controlar:
tudo.
Não preciso resolver:
tudo.
Posso perdoar.
Posso confiar.
Posso deixar o medo.
Posso escutar.
Posso descansar.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje concluo esta primeira revisão
entregando a Ti
tudo aquilo que ainda uso
para permanecer na separação.
As pessoas que condeno.
As lembranças que repito.
As culpas que ainda carrego.
Quando o ressentimento surgir,
recorda-me:
Deus é o Amor no qual eu perdoo.
Que eu não use o perdão
para negar os fatos,
mas para libertar minha mente
da condenação permanente.
Mostra-me aquilo que precisa ser corrigido.
Dá-me coragem para corrigir.
E depois:
ensina-me a deixar a sentença ir.
Quando eu me sentir fraca,
recorda-me:
Deus é a força na qual eu confio.
Que eu faça minha parte
sem acreditar que toda a vida
depende apenas de mim.
Quando o medo surgir,
leva-me de volta à verdade:
Não há nada a temer.
Ajuda-me a distinguir
prudência de pânico,
fato de imaginação,
presente de previsão.
Quando eu estiver confusa,
lembra-me:
A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
Que eu aprenda a silenciar
antes de reagir.
Que eu não transforme qualquer impulso
em orientação.
Que eu reconheça aquilo que conduz
à paz,
ao amor,
à verdade.
E quando eu acreditar
que uma pessoa,
um resultado,
o dinheiro,
o controle
ou o reconhecimento
são minha única sustentação,
recorda-me:
Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
Que eu utilize as formas
sem transformá-las em minha Fonte.
Que eu ame
sem possuir.
Que eu trabalhe
sem fazer do sucesso minha identidade.
Que eu receba
sem idolatrar.
Que eu perca uma forma
sem acreditar que perdi Deus.
Hoje termino esta revisão
não tentando carregar mais,
mas aprendendo:
a confiar mais.
Que o perdão abra minha mente.
Que a confiança diminua o medo.
Que o silêncio permita a escuta.
E que, por trás de tudo,
eu recorde:
o Amor de Deus me sustenta.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Deus é o Amor no qual eu perdoo, a força na qual confio e a Voz que me guia. Não há nada a temer, porque sou sustentado pelo Seu Amor.”
AO FINAL DO DIA
Revise novamente as cinco ideias:
• Deus é o Amor no qual eu perdoo.
• Deus é a força na qual eu confio.
• Não há nada a temer.
• A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.
• Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.
QUEM MAIS PRECISEI PERDOAR HOJE?
Observe.
PRECISEI INCLUIR A MIM MESMA NESSE PERDÃO?
Reconheça.
EM QUE MOMENTO TENTEI CARREGAR TUDO SOZINHA?
Observe.
QUAL MEDO MAIS APARECEU?
Era:
• fato?
• previsão?
• memória?
CONSEGUI CRIAR ALGUM INSTANTE DE SILÊNCIO ANTES DE REAGIR?
Mesmo breve?
HOUVE ALGUMA ORIENTAÇÃO QUE SURGIU COM MAIS CLAREZA QUANDO A AGITAÇÃO DIMINUIU?
Observe sem transformar tudo em sinal.
O QUE TENTEI USAR COMO MINHA FONTE DE SEGURANÇA?
Pessoa?
Dinheiro?
Controle?
Aprovação?
CONSIGO ENTREGAR UM POUCO MAIS ESSA FUNÇÃO A DEUS?
Permaneça em silêncio.
Finalize:
“Deus é o Amor no qual eu perdoo.”
Depois:
“Deus é a força na qual eu confio.”
Depois:
“Não há nada a temer.”
Depois:
“A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.”
E finalmente:
“Eu sou sustentado pelo Amor de Deus.”
LIÇÃO 60 — ESSÊNCIA
• A Lição 60 conclui a Revisão I das primeiras cinquenta ideias de Um Curso em Milagres.
• A primeira ideia afirma: “Deus é o Amor no qual eu perdoo.” O perdão é apresentado como meio de reconhecer a inocência e como reflexo do Amor de Deus.
• A segunda afirma: “Deus é a força na qual eu confio.” O comentário relaciona o perdão à força de Deus em nós e à lembrança do Amor que acreditamos ter esquecido.
• A terceira declara: “Não há nada a temer.” A revisão relaciona essa ausência de medo a uma percepção transformada pelo perdão.
• A quarta afirma: “A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.” Essa Voz é apresentada como orientação contínua para pensamentos, ações e caminho.
• A quinta ensina que somos sustentados pelo Amor de Deus, relacionando esse sustento à escuta, à visão, ao perdão e à lembrança da identidade como Filho de Deus.
• Durante a Revisão I, cada conjunto de cinco ideias deve ser lido no início do dia, cada ideia praticada por dois minutos ou mais, retomada ao longo do dia e revisada novamente à noite.
ENCERRANDO A REVISÃO I
Chegamos ao final da primeira grande revisão.
Desde a Lição 51, voltamos às primeiras cinquenta ideias e começamos a perceber algo que talvez não estivesse tão claro quando foram estudadas individualmente:
elas formam um único sistema de pensamento.
A própria introdução da revisão explica que o objetivo não é simplesmente repetir as lições, mas reconhecer as relações entre elas e a coesão do caminho para o qual estão conduzindo.
Começamos questionando:
o significado que demos ao mundo.
Depois percebemos:
o peso do passado.
Questionamos:
nossos pensamentos.
Observamos:
nossa percepção.
Reconhecemos:
os efeitos do ataque.
Escolhemos:
ver de modo diferente.
Recordamos:
nossa santidade.
Voltamos:
à presença de Deus.
E agora encerramos com:
perdão.
confiança.
libertação do medo.
orientação.
sustentação.
A primeira revisão termina, portanto, não numa ideia de esforço.
Mas numa lembrança:
eu não preciso fazer este caminho separado de Deus.
Posso perdoar no Seu Amor.
Confiar na Sua força.
Deixar o medo ser questionado.
Escutar Sua Voz.
E recordar:
