EU REINO SOBRE A MINHA MENTE, ONDE SÓ EU DEVO REINAR
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Na Lição 235, aprendemos a descansar na misericórdia de Deus e a reconhecer que Sua Vontade não está contra nós.
Agora, a Lição 236 nos conduz para um ponto decisivo do treinamento mental:
responsabilidade pela direção da mente.
A ideia de hoje é:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Isso não significa controlar cada pensamento pela força.
Não significa vigiar a mente com medo.
Não significa lutar contra pensamentos indesejados.
E não significa tornar-se culpado porque determinadas ideias ainda surgem.
Significa algo mais profundo:
reconhecer que a mente não precisa obedecer automaticamente a tudo o que aparece dentro dela.
Pensamentos podem surgir.
Impulsos podem surgir.
Medo pode surgir.
Raiva pode surgir.
Memórias podem surgir.
Mas há uma diferença entre:
um pensamento aparecer
e:
eu conceder a ele autoridade para me dirigir.
MINHA MENTE É UM REINO
A metáfora da lição é poderosa.
Ela apresenta a mente como:
um reino que precisa ser governado.
Isso nos leva imediatamente a uma pergunta:
Quem está governando minha mente hoje?
Pode parecer uma pergunta simples.
Mas observe quantas vezes dizemos:
- “Minha mente não para.”
- “Não consigo controlar meus pensamentos.”
- “Minha ansiedade manda em mim.”
- “Minha raiva tomou conta.”
- “Não consigo parar de pensar nisso.”
- “Minha cabeça me obriga a imaginar o pior.”
A linguagem revela uma percepção:
parece que a mente se tornou soberana sobre nós.
A Lição 236 inverte essa relação.
A MENTE FOI DADA PARA SERVIR
A mente não foi criada para ser um tirano.
Ela foi dada como instrumento.
Isso significa que ela pode servir a diferentes propósitos.
Pode servir:
- ao medo;
- à culpa;
- à comparação;
- ao ataque;
- ao julgamento;
- ao controle;
- à separação.
Ou pode ser oferecida para servir:
- ao perdão;
- à paz;
- à união;
- à verdade;
- à gentileza;
- ao Espírito Santo.
A questão deixa de ser apenas:
“O que estou pensando?”
E passa a ser:
“A que propósito este pensamento está servindo?”
O MESMO PENSAMENTO PODE RECEBER UMA NOVA FUNÇÃO
Imagine que você pense:
“Estou com medo desta situação.”
O ego pode usar esse pensamento para produzir:
- antecipação;
- catastrofização;
- desconfiança;
- paralisia;
- controle.
Mas a mesma percepção do medo pode se transformar em convite:
“Percebi que estou com medo. Posso oferecer esse medo para ser reinterpretado.”
O pensamento que parecia uma sentença torna-se:
material para correção.
ESSA É UMA MUDANÇA FUNDAMENTAL
Você deixa de perguntar:
“Como faço para nunca mais ter esse pensamento?”
E começa a perguntar:
“O que quero fazer com este pensamento agora que o reconheci?”
PENSAMENTO NÃO É ORDEM
Talvez esta seja uma das aplicações mais libertadoras da Lição 236.
Só porque a mente diz alguma coisa, não significa que precisamos obedecer.
Ela pode dizer:
“Ataque.”
Você pode não atacar.
Ela pode dizer:
“Responda imediatamente.”
Você pode esperar.
Ela pode dizer:
“Você não é suficiente.”
Você pode questionar.
Ela pode dizer:
“Tudo vai dar errado.”
Você pode reconhecer:
isso é previsão, não fato.
Ela pode dizer:
“Essa pessoa precisa mudar para que eu fique bem.”
Você pode responder:
“Minha paz não precisa ser colocada inteiramente nas mãos dela.”
TER UM PENSAMENTO NÃO SIGNIFICA ESCOLHÊ-LO COMO PROFESSOR
Esse ponto evita uma nova forma de culpa espiritual.
Não precisamos condenar a nós mesmos porque pensamentos do ego aparecem.
O treinamento acontece quando aprendemos:
a não lhes entregar automaticamente o governo da mente.
PRIMEIRO EU PERCEBO
“Estou pensando isso.”
DEPOIS EU QUESTIONO
“Quero que esse pensamento governe o próximo instante?”
POR FIM EU ESCOLHO
“Posso entregá-lo ao Espírito Santo.”
A LIBERDADE COMEÇA NESSE PEQUENO INTERVALO
Entre:
pensar
e:
obedecer.
Esse intervalo pode mudar um dia inteiro.
QUANDO PARECE QUE A MENTE REINA SOBRE MIM
Há momentos em que a afirmação da lição parece exatamente o contrário da nossa experiência.
A mente parece dizer:
- o que devemos pensar;
- como devemos sentir;
- o que devemos fazer;
- do que devemos ter medo;
- quem devemos culpar;
- o que precisamos controlar.
E acreditamos:
“Não tenho escolha.”
Mas a Lição 236 nos pede para questionar essa conclusão.
EU POSSO NÃO CONTROLAR O PRIMEIRO PENSAMENTO
Talvez um pensamento automático apareça antes que possamos escolher.
Mas ainda podemos trabalhar com:
o segundo pensamento.
Exemplo:
Surge automaticamente:
“Ela fez isso porque não gosta de mim.”
O segundo pensamento pode ser:
“Não sei se conheço todas as razões dela.”
Surge:
“Isso vai dar errado.”
O segundo pode ser:
“Estou prevendo. Ainda não sei o que acontecerá.”
Surge:
“Preciso responder agora.”
O segundo pode ser:
“Posso esperar até recuperar a paz.”
O SEGUNDO PENSAMENTO É UM ESPAÇO DE LIBERDADE
Talvez não escolhamos tudo o que entra inicialmente na consciência.
Mas podemos começar a escolher:
o que alimentaremos.
O QUE ALIMENTO CRESCE NA MINHA EXPERIÊNCIA
A mente funciona através de repetição.
Aquilo que alimentamos constantemente torna-se mais disponível.
Se diariamente repetimos:
“Algo vai dar errado.”
A mente aprende a procurar ameaças.
Se repetimos:
“Ninguém é confiável.”
Ela começa a selecionar evidências de traição.
Se repetimos:
“Nunca sou suficiente.”
Cada erro parece confirmar inadequação.
A MENTE PROCURA PROVAS PARA AQUILO QUE ACREDITA
Por isso, governar a mente não significa negar a realidade.
Significa perceber:
quais crenças estão organizando a maneira como interpreto a realidade.
UMA PERGUNTA PODEROSA
Quando um pensamento se repetir muitas vezes, pergunte:
“O que estou ensinando à minha mente cada vez que repito isso?”
TALVEZ VOCÊ ESTEJA ENSINANDO
- perigo;
- rejeição;
- inadequação;
- culpa;
- abandono;
- competição;
- falta.
Ou talvez possa começar a ensinar:
- pausa;
- discernimento;
- perdão;
- confiança;
- possibilidade de outra interpretação;
- paz.
GOVERNAR NÃO É REPRIMIR
É importante compreender isso.
Reinar sobre a mente não significa dizer:
“Não posso sentir raiva.”
“Não posso ter medo.”
“Não posso ficar triste.”
“Não posso ter pensamentos negativos.”
Isso transformaria o treinamento espiritual em repressão.
GOVERNAR É PODER OLHAR SEM ENTREGAR O TRONO
Você pode reconhecer:
“Há raiva em minha mente.”
Sem concluir:
“A raiva decidirá minhas ações.”
Pode reconhecer:
“Estou com medo.”
Sem concluir:
“O medo conhece o futuro.”
Pode reconhecer:
“Estou magoada.”
Sem concluir:
“Preciso atacar.”
Pode reconhecer:
“Estou decepcionada.”
Sem concluir:
“Tudo perdeu o sentido.”
EMOÇÃO NÃO É SOBERANIA
Sentir algo profundamente não significa que esse sentimento tenha recebido autoridade absoluta sobre sua vida.
A FALSA IDEIA DE CONTROLE MENTAL
Há uma armadilha possível.
Ao ouvir:
“Eu reino sobre a minha mente”
o ego pode responder:
“Ótimo. Então preciso controlar absolutamente tudo o que penso.”
Isso gera:
- vigilância excessiva;
- rigidez;
- medo de pensamentos;
- culpa;
- autocensura.
A LIÇÃO NÃO PEDE UMA GUERRA CONTRA A MENTE
Ela propõe:
direção.
Não se trata de expulsar pensamentos pela força.
Trata-se de decidir:
quem será o Professor que lhes dará significado.
CONTROLE DIZ
“Esse pensamento não pode existir.”
DIREÇÃO DIZ
“Esse pensamento apareceu. Agora posso escolher o que fazer com ele.”
O PRIMEIRO CRIA CONFLITO
O segundo cria:
espaço para correção.
A MINHA MENTE SEMPRE SERVE A ALGUM PROPÓSITO
Essa é uma das ideias mais profundas da lição.
A mente não fica realmente neutra em sua finalidade.
Ela está sempre sendo utilizada.
Quando ensaiamos mentalmente uma discussão por uma hora, a mente está servindo a um propósito.
Talvez seja:
vencer.
Quando imaginamos repetidamente tudo o que pode dar errado, talvez esteja servindo:
ao medo.
Quando revivemos uma culpa antiga, talvez esteja servindo:
à punição.
Quando praticamos perdão, ela começa a servir:
à libertação.
A PERGUNTA NÃO É SE A MENTE SERVIRÁ
A pergunta é:
a quem e a quê ela servirá?
OFERECER A MENTE AO ESPÍRITO SANTO
O centro da Lição 236 está aqui.
Não basta dizer:
“Vou controlar melhor minha mente.”
A proposta é:
oferecer sua função ao Espírito Santo.
Isso muda completamente o treinamento.
NÃO PRECISO SABER SOZINHA COMO CORRIGIR CADA PENSAMENTO
Posso dizer:
“Estou vendo isto através do medo.”
E depois:
“Espírito Santo, dá a este pensamento outra finalidade.”
Talvez a situação não mude.
Mas sua função pode mudar.
UMA CRÍTICA PODE SERVIR AO ATAQUE
Ou pode servir:
ao discernimento.
UM ERRO PODE SERVIR À CULPA
Ou pode servir:
ao aprendizado.
UM CONFLITO PODE SERVIR À SEPARAÇÃO
Ou pode tornar-se:
uma oportunidade de perdão.
UMA INCERTEZA PODE SERVIR AO MEDO
Ou pode servir:
ao treinamento da confiança.
O PROPÓSITO MUDA A EXPERIÊNCIA
Duas pessoas podem viver acontecimentos semelhantes e utilizá-los mentalmente de maneiras muito diferentes.
Uma dificuldade pode ser interpretada como:
“Prova de que a vida está contra mim.”
Ou:
“Uma situação na qual posso praticar uma resposta diferente.”
Uma rejeição pode tornar-se:
“Prova de que não tenho valor.”
Ou:
“Uma experiência dolorosa que não precisa definir minha Identidade.”
Um erro pode ser:
“Prova de que sou incapaz.”
Ou:
“Informação sobre algo que posso aprender.”
O ACONTECIMENTO NÃO DECIDE SOZINHO O PROPÓSITO
A mente participa dessa decisão.
Por isso a Lição 236 devolve responsabilidade:
o reino precisa de direção.
O TRONO DA MINHA MENTE
Vamos usar uma imagem nova para esta lição.
Imagine que dentro da mente exista um trono.
A cada momento, alguma interpretação tenta ocupá-lo.
Às vezes:
medo.
Às vezes:
culpa.
Às vezes:
orgulho.
Às vezes:
necessidade de aprovação.
Às vezes:
ressentimento.
QUEM SENTA NO TRONO PASSA A DAR ORDENS
Se o medo ocupa o trono:
tudo parece ameaça.
Se a culpa ocupa:
tudo parece julgamento.
Se a comparação ocupa:
tudo parece competição.
Se o perdão ocupa:
aparece outra possibilidade.
Se a paz ocupa:
não precisamos reagir tão rapidamente.
A PRÁTICA NÃO É DESTRUIR O TRONO
É recordar:
a mente não pertence ao medo.
QUANDO ENTREGO MINHA MENTE, NÃO PERCO LIBERDADE
Pode parecer contraditório.
Se eu ofereço minha mente ao Espírito Santo, estou abrindo mão de autonomia?
Dentro da lógica da lição:
não.
Estou libertando a mente de servir automaticamente ao medo.
LIBERDADE NÃO É OBEDECER A TODO IMPULSO
Isso seria escravidão ao impulso.
Liberdade é poder escolher:
“Não quero seguir esta direção.”
POSSO SENTIR VONTADE DE ATACAR E ESCOLHER NÃO ATACAR
Isso é liberdade.
POSSO SENTIR MEDO E AINDA AGIR COM RESPONSABILIDADE
Isso é liberdade.
POSSO TER UM PENSAMENTO DE CULPA E RECUSAR A AUTOPUNIÇÃO
Isso também é liberdade.
PRÁTICA DA MANHÃ
Ao acordar, antes de entrar automaticamente no fluxo de mensagens, tarefas e preocupações, permaneça alguns minutos em silêncio.
Repita:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Não tente dominar seus pensamentos.
Observe-os.
PERGUNTE
“Que pensamentos já estão tentando governar meu dia?”
Talvez apareçam:
- preocupação;
- pressa;
- medo financeiro;
- conflito;
- expectativa;
- ressentimento;
- comparação.
Reconheça.
Depois diga:
“Não preciso entregar o governo deste dia a esses pensamentos.”
Agora ofereça:
“Espírito Santo, dou-Te hoje a finalidade da minha mente.”
Permaneça alguns minutos em silêncio.
PRÁTICA PARA QUANDO A MENTE ESTIVER ACELERADA
Quando houver muitos pensamentos ao mesmo tempo, não tente solucionar todos.
Pare.
Respire.
Diga:
“Minha mente está agitada, mas a agitação não precisa me governar.”
Depois escolha apenas:
o próximo pensamento útil.
Pergunte:
“O que realmente precisa ser feito agora?”
Faça uma coisa.
Depois a próxima.
PRÁTICA PARA ANSIEDADE
A ansiedade costuma produzir uma longa sequência de futuros imaginados.
Quando perceber isso:
PRIMEIRO
Reconheça:
“Estou tentando viver vários futuros ao mesmo tempo.”
DEPOIS
Pergunte:
“Qual desses acontecimentos está realmente acontecendo agora?”
FINALMENTE
Retorne:
ao presente.
“Minha mente pode servir a este instante em vez de servir a cenários que ainda não existem.”
PRÁTICA PARA RAIVA
Quando sentir raiva:
não negue.
Diga:
“Há raiva em minha mente.”
Depois pergunte:
“Quero que a raiva decida o que faço em seguida?”
Talvez seja necessário:
- colocar um limite;
- responder;
- afastar-se;
- esclarecer;
- dizer não.
Mas primeiro devolva o governo à consciência.
FRASE
“Posso ser firme sem entregar minha mente ao ataque.”
PRÁTICA PARA PENSAMENTOS REPETITIVOS
Quando uma mesma história retornar pela décima vez:
pare.
Pergunte:
“Há alguma informação nova aqui?”
Se não houver, talvez você não esteja mais refletindo.
Talvez esteja:
ruminando.
DIFERENÇA
Reflexão procura compreensão.
Ruminação repete sofrimento.
FRASE DE INTERRUPÇÃO
“Já pensei nisso. Agora posso escolher não alimentar novamente a mesma sequência.”
PRÁTICA PARA MEDO DO FUTURO
Quando surgir:
“E se…”
pergunte:
“Existe alguma ação responsável que posso realizar agora?”
Se sim:
faça.
Se não:
reconheça:
continuar pensando não é necessariamente continuar resolvendo.
PRÁTICA PARA COMPARAÇÃO
Quando olhar para alguém e pensar:
“Ela está na frente.”
“Ele conseguiu mais.”
“Estou atrasada.”
pare.
Pergunte:
“Que propósito esta comparação está servindo?”
Está ajudando você a aprender?
Ou está ensinando inadequação?
SE HOUVER ALGO ÚTIL
Aprenda.
SE FOR APENAS ATAQUE CONTRA SI
Entregue.
PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS
Antes de abrir uma rede social, faça uma pausa de poucos segundos.
Pergunte:
“Por que estou entrando?”
Talvez:
- informação;
- trabalho;
- conexão;
- distração;
- comparação;
- validação;
- fuga.
Não há necessidade de culpa.
Apenas consciência.
DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS
Pergunte:
“Como está minha mente agora?”
Mais tranquila?
Mais acelerada?
Mais comparativa?
Mais irritada?
Essa observação devolve:
governo.
PRÁTICA PARA CRÍTICAS
Quando alguém criticar você, o primeiro pensamento pode ser defensivo.
Não precisa suprimi-lo.
Pergunte:
- Há algo verdadeiro?
- Há algo exagerado?
- Há algo que pertence mais à pessoa do que a mim?
- Preciso responder agora?
- Posso aprender algo sem atacar minha Identidade?
SUA MENTE NÃO PRECISA ESCOLHER APENAS ENTRE
aceitar toda crítica
ou:
rejeitar toda crítica.
Existe:
discernimento.
PRÁTICA PARA DECISÕES
Antes de uma decisão importante, observe:
“Minha mente está sendo governada por quê?”
- medo de perder?
- pressa?
- desejo de provar algo?
- culpa?
- necessidade de aprovação?
- paz?
- clareza?
- prudência?
UMA DECISÃO PODE SER EXTERNAMENTE CORRETA E INTERNAMENTE NASCER DO MEDO
Por isso, observe também:
o propósito.
PRÁTICA PARA AUTOCULPA
Quando surgir:
“Eu não deveria ter feito isso.”
Primeiro verifique:
há correção possível?
Se houver:
corrija.
Depois pergunte:
“Continuar me punindo melhora a correção?”
Se não:
a culpa perdeu sua função útil.
FRASE
“Posso aprender sem transformar minha mente em tribunal.”
MICROPRÁTICA DE 30 SEGUNDOS
1. PARE.
2. NOMEIE.
“Minha mente está servindo ao medo agora.”
ou:
“Minha mente está servindo ao julgamento.”
3. RECORDE.
“Eu reino sobre a minha mente.”
4. ENTREGUE.
“Espírito Santo, dá a isto outra finalidade.”
5. ESCOLHA.
Qual é o próximo pensamento ou ato mais pacífico e responsável?
MICROPRÁTICA PARA PENSAMENTO INVASIVO
“Um pensamento apareceu.”
“Isso não significa que ele é verdade.”
“Isso não significa que preciso obedecer.”
“Posso deixá-lo passar.”
MICROPRÁTICA PARA PRESSA
“A pressa está tentando ocupar o trono.”
Respire.
Depois:
“Posso agir sem entregar minha mente à urgência.”
MICROPRÁTICA ANTES DE RESPONDER
Leia.
Respire.
Pergunte:
“Estou respondendo ao fato ou ao significado que acrescentei?”
Só então responda.
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba quando sua mente disser:
- “Não consigo evitar pensar nisso.”
- “Preciso responder.”
- “Tenho que saber agora.”
- “Isso prova que não sou suficiente.”
- “Ela sempre…”
- “Ele nunca…”
- “Vai dar errado.”
- “Preciso controlar.”
- “Não posso ficar em paz até isso mudar.”
Esses momentos não são fracassos.
São:
o laboratório da Lição 236.
MARCADORES DE QUE ENTREGUEI O GOVERNO AO MEDO
- Reajo antes de compreender.
- Repito o mesmo cenário sem informação nova.
- Interpreto possibilidade como certeza.
- Transformo erro em identidade.
- Preciso controlar a reação de outras pessoas.
- Não consigo tolerar alguns minutos sem resposta.
- Imagino constantemente a pior hipótese.
- Minha mente funciona como um tribunal.
- Procuro provas de rejeição.
- Sinto que cada pensamento exige uma reação.
MARCADORES DE QUE ESTOU RETOMANDO A DIREÇÃO
- Percebo o pensamento antes de agir.
- Consigo esperar.
- Faço perguntas em vez de concluir automaticamente.
- Reconheço medo sem tratá-lo como profecia.
- Consigo mudar de interpretação.
- Posso dizer “não sei” sem entrar em pânico.
- Diferencio fatos de histórias mentais.
- Corrijo um erro sem me destruir.
- Consigo estabelecer limites sem alimentar vingança.
- Escolho conscientemente o que quero continuar pensando.
GOVERNAR A MENTE NÃO SIGNIFICA NUNCA SE DISTRAIR
Você esquecerá a lição.
Será levado por pensamentos.
Vai reagir automaticamente em alguns momentos.
Depois perceberá.
Esse momento de percepção já é:
retorno.
NÃO USE A LIÇÃO PARA CRIAR OUTRA ACUSAÇÃO
Não diga:
“Eu deveria controlar melhor minha mente.”
Diga:
“Percebi que entreguei o governo ao medo. Posso escolher novamente.”
ESSA É A PRÁTICA
Não perfeição instantânea.
Mas:
retorno repetido.
A MENTE COMO PORTA, NÃO COMO PRISÃO
Talvez tenhamos aprendido a pensar na mente como um lugar do qual precisamos escapar.
Mas a Lição 236 oferece outra possibilidade.
A mente pode ser:
o lugar da escolha.
O mesmo instrumento que produziu:
- medo;
- julgamento;
- projeção;
- conflito,
pode receber:
outro propósito.
NÃO É NECESSÁRIO DESTRUIR A MENTE
É necessário:
reorientá-la.
EXERCÍCIO DE ESCRITA — QUEM ESTÁ GOVERNANDO?
Divida uma folha em cinco situações.
Para cada uma, escreva:
SITUAÇÃO
O que está acontecendo?
PRIMEIRO PENSAMENTO
O que minha mente disse automaticamente?
PROPÓSITO
Esse pensamento serve:
- ao medo?
- à culpa?
- ao controle?
- ao ataque?
- à paz?
NOVA DIREÇÃO
Que pensamento alternativo é mais verdadeiro, responsável e pacífico?
AÇÃO
O que farei a partir dessa nova direção?
EXERCÍCIO — O TRONO DA MENTE
Complete:
Hoje o medo tenta governar minha mente através de…
Depois:
A culpa tenta governar através de…
A comparação tenta governar através de…
A necessidade de controle tenta governar através de…
Agora escreva:
Quero oferecer esses pensamentos ao Espírito Santo para que recebam outra função.
EXERCÍCIO — FATO OU INTERPRETAÇÃO?
Escolha uma situação difícil.
Faça duas colunas.
FATOS
Apenas aquilo que realmente aconteceu.
INTERPRETAÇÕES
Tudo o que sua mente acrescentou.
Exemplo:
Fato: A pessoa não respondeu minha mensagem.
Interpretação: Ela está me ignorando porque não se importa comigo.
Observe a diferença.
DEPOIS PERGUNTE
“Estou sofrendo apenas com o fato ou também com a interpretação?”
EXERCÍCIO — PENSAMENTOS QUE RECEBEM PODER DEMAIS
Complete:
“Quando penso ________, ajo como se esse pensamento fosse uma verdade absoluta.”
Faça cinco respostas.
Depois, diante de cada uma:
“Posso observar este pensamento sem coroá-lo.”
EXERCÍCIO — PARA QUE MINHA MENTE SERVIRÁ HOJE?
Escolha três qualidades:
- paz;
- perdão;
- clareza;
- paciência;
- responsabilidade;
- gentileza;
- coragem;
- verdade.
Agora escreva:
Hoje quero que minha mente sirva à ________.
Depois escolha uma ação concreta para cada qualidade.
EXERCÍCIO — DIETA DE RUMINAÇÃO
Escolha uma preocupação recorrente.
Durante o dia, toda vez que surgir, pergunte:
“Há algo novo para resolver?”
Se sim:
anote a ação.
Se não:
diga:
“Pensar novamente nisso não é resolver novamente.”
E volte ao presente.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- Que pensamento mais governa meus dias atualmente?
- A que propósito ele serve?
- O que temo que aconteça se eu deixar de alimentá-lo?
- Estou confundindo vigilância com segurança?
- Qual pensamento trato como verdade sem verificar?
- Qual crítica interna repito há anos?
- Quem ocupa muito espaço em minha mente através do ressentimento?
- Que futuro imaginário visito repetidamente?
- Que pensamento gera mais tensão no meu corpo?
- Estou tentando controlar algo que não está sob meu controle?
- O que realmente depende de mim?
- Que pensamento posso entregar hoje?
- Onde preciso estabelecer limite?
- Onde preciso simplesmente parar de alimentar a história?
- O que aconteceria se minha mente servisse à paz durante apenas este próximo minuto?
QUANDO MINHA MENTE DIZ “NÃO CONSIGO”
Observe esta frase:
“Não consigo parar.”
Talvez ainda não consiga parar completamente.
Mas talvez consiga:
interromper por dez segundos.
Depois por trinta.
Depois por um minuto.
O treinamento não precisa começar com domínio total.
ELE PODE COMEÇAR COM UMA PEQUENA INTERRUPÇÃO
A mente diz:
“Continue pensando.”
Você responde:
“Agora não.”
Essa pequena escolha já demonstra:
o pensamento não é rei.
O ESPÍRITO SANTO NÃO GOVERNA PELA FORÇA
A entrega da mente não significa substituir um tirano por outro.
O Espírito Santo não precisa obrigar.
Sua orientação trabalha através:
- da disponibilidade;
- da quietude;
- da escolha;
- do perdão;
- da correção.
O EGO ORDENA
“Faça isso ou algo terrível acontecerá.”
A PAZ CONVIDA
“Existe outro modo de olhar.”
A VONTADE DE DEUS E A MINHA MENTE
Quando oferecemos a mente ao Espírito Santo, a finalidade passa a ser:
fazer a Vontade de Deus.
Mas lembre-se do que aprendemos na Lição 235:
a Vontade de Deus não é punição.
Ela está relacionada:
- à felicidade;
- à salvação;
- à paz;
- à libertação.
Portanto, libertar a mente para fazer a Vontade de Deus não significa torná-la submissa ao sofrimento.
Significa libertá-la:
da tirania do medo.
A PRÁTICA DE HOJE
Ao longo do dia, utilize a ideia sempre que perceber que algum pensamento parece estar dominando você.
Diga:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Depois pergunte:
“A que estou oferecendo minha mente agora?”
Não discuta longamente.
Observe.
Escolha.
Entregue.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “Um pensamento não é uma ordem.”
- “Posso observar sem obedecer.”
- “Minha mente pode receber outra finalidade.”
- “Não preciso alimentar todo pensamento que aparece.”
- “Posso sentir medo sem fazê-lo meu professor.”
- “Posso ser firme sem entregar minha mente ao ataque.”
- “Pensar novamente não significa resolver novamente.”
- “Não preciso transformar possibilidade em certeza.”
- “Minha mente não é um tribunal.”
- “Posso escolher novamente.”
- “Hoje ofereço minha mente à paz.”
- “O próximo pensamento também pode ser uma escolha.”
ESCOLHA DE HOJE
Hoje escolho recordar:
minha mente não precisa ser governada pelo pensamento mais alto, mais urgente ou mais assustador.
Quando o medo falar:
quero escutar sem obedecer automaticamente.
Quando a culpa falar:
quero procurar correção em vez de punição.
Quando a raiva surgir:
quero distinguir firmeza de ataque.
Quando o futuro parecer ameaçador:
quero retornar ao que realmente está diante de mim.
Quando a comparação aparecer:
quero lembrar que valor não é competição.
Quando um pensamento insistir:
quero perguntar se ele ainda está me servindo.
E quando eu esquecer tudo isso:
quero apenas:
escolher novamente.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje ofereço a Ti
o reino da minha mente.
Entrego os pensamentos
que transformei em autoridades.
As previsões
que tratei como fatos.
Os medos
que tomei como professores.
As culpas
que usei como tribunais.
As histórias antigas
que continuo repetindo.
Os julgamentos
que alimento
como se fossem proteção.
Ensina-me a reconhecer:
um pensamento pode aparecer
sem precisar governar.
Uma emoção pode surgir
sem precisar decidir.
Uma lembrança pode voltar
sem precisar tornar-se prisão.
Um medo pode ser sentido
sem tornar-se profecia.
Quando minha mente correr
para futuros que ainda não existem,
traz-me de volta.
Quando eu repetir
uma discussão antiga,
mostra-me
que não preciso lutar outra vez
dentro de mim.
Quando eu quiser
controlar outra pessoa,
lembra-me
de voltar para o único reino
que me cabe governar:
minha própria mente.
Quando eu me atacar,
ensina-me correção.
Quando eu julgar,
ensina-me discernimento.
Quando eu sentir medo,
ensina-me confiança.
Quando eu estiver confusa,
ensina-me quietude.
Hoje não quero usar minha mente
para fabricar novas prisões.
Quero oferecê-la
para que sirva à paz.
Aceita meus pensamentos.
Aceita minhas interpretações.
Aceita aquilo que ainda não sei
como abandonar.
Dá a tudo
uma nova finalidade.
Que minha mente
não seja serva da culpa.
Nem do medo.
Nem do ataque.
Nem da necessidade de controlar.
Que ela seja instrumento
da Vontade que só quer
minha libertação.
E quando eu esquecer
que posso escolher,
faz-me lembrar:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Que meu reino
não seja governado pela guerra.
Que seja entregue
à paz.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Um pensamento pode entrar na minha mente sem receber o direito de governá-la. Hoje escolho oferecer meus pensamentos ao Espírito Santo para que sirvam à paz.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, retorne à ideia:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Não transforme a revisão em julgamento.
Observe.
QUAL PENSAMENTO MAIS TENTOU GOVERNAR MINHA MENTE HOJE?
Reconheça.
EM QUE MOMENTO PERCEBI UM PENSAMENTO ANTES DE AGIR?
Valorize.
HOUVE ALGUMA SITUAÇÃO EM QUE NÃO OBEDECI AO PRIMEIRO IMPULSO?
Reconheça o treinamento.
QUAL PREOCUPAÇÃO REPETI SEM OBTER NENHUMA INFORMAÇÃO NOVA?
Observe.
EM ALGUM MOMENTO TRANSFORMEI POSSIBILIDADE EM CERTEZA?
Perceba.
CONSEGUI DIFERENCIAR FATO DE INTERPRETAÇÃO?
Mesmo uma vez?
ENTREGUEI ALGUM PENSAMENTO AO ESPÍRITO SANTO?
Recorde.
FUI CAPAZ DE MUDAR DE IDEIA?
Isso não é fraqueza.
Pode ser:
correção.
EXISTE ALGO QUE NÃO QUERO LEVAR PARA O SONO?
Entregue agora.
Diga:
“Não preciso continuar resolvendo esta situação enquanto durmo.”
Depois:
“Pai, minha mente é uma dádiva Tua. Nesta noite, eu a devolvo à paz.”
LIÇÃO 236 — ESSÊNCIA
- A Lição 236 afirma: “Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
- A mente é apresentada como um reino cuja direção precisa ser reconhecida.
- Às vezes parece que a própria mente determina o que pensamos, fazemos e sentimos.
- A lição recorda que a mente foi dada para servir ao propósito escolhido.
- Um pensamento pode surgir sem precisar receber autoridade absoluta.
- Governar a mente não é reprimir pensamentos ou emoções.
- É aprender a escolher a finalidade à qual eles servirão.
- Medo, culpa, ataque e controle podem tentar ocupar o governo da mente.
- A prática é oferecer a mente ao Espírito Santo para que seja empregada a favor de outro propósito.
- Um erro pode servir à culpa ou ao aprendizado.
- Uma dificuldade pode servir ao medo ou ao treinamento da confiança.
- Um conflito pode servir ao ataque ou ao perdão.
- A percepção de um pensamento automático cria a possibilidade de escolher o próximo.
- Pensamento não é ordem.
- Emoção não é soberania.
- Impulso não é destino.
- A mente pode ser redirecionada.
- Repetir mentalmente uma situação não significa necessariamente resolvê-la.
- A prática inclui distinguir fatos de interpretações.
- Assumir o governo da mente significa também reconhecer quando tentamos governar aquilo que pertence aos outros.
- A liberdade não está em controlar cada pensamento, mas em não precisar obedecer a todos eles.
- Quando esquecermos, podemos simplesmente escolher novamente.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Ontem aprendemos:
é Vontade de Deus que sejamos salvos.
Hoje começamos a compreender:
a mente precisa aceitar a direção que conduz à salvação.
Durante muito tempo talvez tenhamos dito:
“Minha mente não me deixa em paz.”
Hoje podemos experimentar outra perspectiva:
a mente não precisa ser inimiga.
Ela precisa de:
propósito.
O pensamento não é o rei.
O medo não é o rei.
A culpa não é o rei.
O passado não é o rei.
A ansiedade não é o rei.
A opinião dos outros não é o rei.
Há um reino interior no qual uma escolha continua possível.
E é justamente ali que começa o treinamento.
Não precisamos controlar o mundo.
Não precisamos controlar outras pessoas.
Não precisamos controlar o futuro.
Talvez a verdadeira responsabilidade seja muito mais simples:
observar a direção que estamos dando à própria mente.
Se a entregamos ao medo,
ela encontrará motivos para ter medo.
Se a entregamos à condenação,
ela encontrará culpados.
Se a entregamos à paz,
começaremos a perceber possibilidades que o medo não conseguia ver.
Hoje não precisamos expulsar pensamentos.
Precisamos apenas recordar:
nem todo pensamento merece um trono.
E quando a mente parecer novamente governar sozinha,
podemos retornar à ideia:
“Eu reino sobre a minha mente, onde só eu devo reinar.”
Então oferecemos esse reino ao Espírito Santo.
Não para perder nossa liberdade.
Mas para finalmente:
usá-la.
