LIÇÃO 227 — ESTE É O MEU INSTANTE SANTO DE LIBERAÇÃO

Infográfico da Lição 227 de Um Curso em Milagres — Este é o meu instante santo de liberação

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A ideia da Lição 227 é:

ESTE É O MEU INSTANTE SANTO DE LIBERAÇÃO.

Esta lição traz a libertação para o momento presente.

Não precisamos esperar uma data futura.

Não precisamos alcançar uma condição perfeita.

Não precisamos resolver toda a nossa vida antes de experimentar um instante de paz.

A liberação começa quando a mente deixa de sustentar, ainda que por um momento, os pensamentos que a mantinham aprisionada.

A formulação e a oração oficial da prática podem ser consultadas na edição online autorizada da Lição 227.

O QUE É UM INSTANTE SANTO

Em UCEM, o instante santo é um momento no qual suspendemos temporariamente:

  • o julgamento;
  • a culpa;
  • o passado;
  • a comparação;
  • a necessidade de atacar;
  • a tentativa de controlar tudo;
  • as expectativas que colocamos sobre os outros;
  • a crença de que estamos separados de Deus.

Não é necessário que dure muito tempo.

Pode ser um minuto.

Pode ser uma pausa antes de responder.

Pode ser o momento em que reconhecemos:

“Existe outra maneira de olhar para isso.”

O instante torna-se santo não porque o relógio mudou, mas porque a mente aceitou um novo propósito.

A LIBERAÇÃO ACONTECE AGORA

O ego sempre coloca a libertação no futuro.

Ele diz:

“Serei livre quando essa pessoa mudar.”

“Terei paz quando meus problemas acabarem.”

“Poderei descansar quando conquistar segurança.”

“Vou me perdoar quando tiver certeza de que nunca mais errarei.”

“Serei digno quando me tornar uma pessoa melhor.”

Assim, a paz permanece sempre distante.

A Lição 227 interrompe esse adiamento.

Ela não afirma que todas as situações externas serão resolvidas neste instante.

Afirma que podemos começar agora a libertar a mente do propósito que demos a essas situações.

A paz pode começar antes de o problema terminar.

LIBERAÇÃO NÃO É CONTROLE DAS CIRCUNSTÂNCIAS

Muitas vezes imaginamos que liberdade significa conseguir controlar tudo o que acontece.

A mente pensa:

“Serei livre quando nada puder dar errado.”

Mas essa condição nunca chega.

O mundo das formas é marcado por:

  • mudanças;
  • incertezas;
  • perdas;
  • encontros;
  • despedidas;
  • resultados inesperados;
  • limites do corpo;
  • escolhas de outras pessoas.

Se nossa paz depender do controle absoluto, permaneceremos em estado de vigilância.

A libertação ensinada pela lição não é poder sobre todas as circunstâncias.

É liberdade para escolher como queremos perceber e responder.

Não controlamos tudo o que ocorre.

Mas podemos aprender a não transformar tudo o que ocorre numa prisão mental.

MINHA VONTADE É UNA COM A VONTADE DE DEUS

A oração da lição relaciona a liberdade ao reconhecimento de que nossa verdadeira vontade é una com a Vontade de Deus.

Isso pode parecer estranho porque, no cotidiano, experimentamos muitos desejos conflitantes.

Uma parte da mente quer paz.

Outra quer vencer.

Uma parte deseja perdoar.

Outra quer punir.

Uma parte quer descansar.

Outra acredita que precisa controlar.

O Curso distingue os desejos do ego da nossa vontade verdadeira.

A vontade do ego é instável.

Ela muda conforme o medo, a carência e as circunstâncias.

Nossa vontade profunda permanece alinhada à paz, ao Amor e à união porque procede de Deus.

Por baixo de todos os conflitos, ainda queremos:

  • paz;
  • segurança verdadeira;
  • união;
  • inocência;
  • liberdade;
  • Amor.

A lição afirma que esses desejos profundos não estão em conflito com Deus.

PENSEI TER OUTRA VONTADE

A oração reconhece honestamente que acreditamos possuir uma vontade separada.

Essa vontade diz:

“Quero fazer tudo sozinho.”

“Quero determinar minha própria realidade.”

“Quero que minha paz dependa de o outro perder.”

“Quero estar certo, mesmo que continue em conflito.”

“Quero conservar a mágoa para justificar minha identidade.”

O problema não é perceber esses pensamentos.

O treinamento começa justamente quando os observamos.

A Lição 227 não exige que finjamos possuir apenas pensamentos elevados.

Ela nos convida a reconhecer:

“Pensei que queria isso, mas posso escolher novamente.”

ESTAR ERRADO PODE SER LIBERTADOR

Normalmente temos medo de admitir que estávamos errados.

Associamos o erro a:

  • humilhação;
  • fracasso;
  • inferioridade;
  • perda de valor;
  • punição;
  • rejeição.

Por isso, defendemos interpretações que nos fazem sofrer.

Pensamos:

“Se eu admitir que percebi de maneira equivocada, perderei.”

Mas a oração da Lição 227 apresenta o reconhecimento do erro como uma libertação.

Se estávamos equivocados ao acreditar que nossas ilusões alteraram nossa realidade, então não destruímos aquilo que Deus criou.

Se estávamos errados ao pensar que perdemos nossa inocência eterna, então a inocência permanece.

Se estávamos errados ao acreditar que a separação modificou nossa Identidade, então ainda somos como Deus nos criou.

O erro pode ser corrigido porque nunca se transformou em verdade.

AS ILUSÕES NÃO ALTERARAM NOSSA REALIDADE

Podemos ter acreditado durante anos:

  • que não somos dignos;
  • que estamos separados;
  • que nossos erros nos definem;
  • que precisamos sofrer;
  • que Deus nos abandonou;
  • que o Amor precisa ser conquistado;
  • que o ataque nos protege;
  • que a culpa preserva nossa bondade.

Essas crenças produziram experiências dolorosas.

Influenciaram nossas escolhas.

Afetaram nossos relacionamentos.

Mas, segundo a lição, não tiveram poder para modificar nossa realidade em Deus.

Isso não significa que escolhas humanas não tenham consequências.

Significa que nenhuma consequência temporal consegue transformar o Filho de Deus em algo oposto ao que foi criado.

A realidade permanece intacta, embora nossa percepção possa estar encoberta.

RENUNCIAR ÀS ILUSÕES

Renunciar não significa lutar contra os pensamentos.

Também não significa tentar expulsá-los à força.

A luta pode aumentar sua importância.

Renunciar significa reconhecer:

“Não quero mais utilizar este pensamento como meu guia.”

Podemos entregar:

  • a necessidade de condenar;
  • a fantasia de vingança;
  • a exigência de perfeição;
  • a crença de que o passado determina o futuro;
  • a necessidade de ter sempre razão;
  • o medo de pedir ajuda;
  • a ideia de que sofrer prova inocência;
  • a identidade construída sobre a culpa.

Não precisamos saber como remover cada crença.

Podemos simplesmente desenvolver a disposição de não protegê-la mais.

DEPOSITAR AS ILUSÕES AOS PÉS DA VERDADE

A imagem utilizada na oração é de entrega.

Em vez de levar nossas ilusões ao julgamento, nós as colocamos diante da verdade.

Isso significa olhar honestamente e perguntar:

  • Este pensamento traz paz ou mantém conflito?
  • Ele descreve um fato ou uma interpretação?
  • Estou utilizando o passado para condenar?
  • Estou tentando proteger-me por meio do ataque?
  • Estou confundindo culpa com responsabilidade?
  • Esta crença realmente representa o que quero?
  • Estou disposto a vê-la de outra maneira?

A verdade não precisa atacar a ilusão.

Quando a luz entra, a escuridão simplesmente deixa de ocultar aquilo que estava presente.

LIBERAR NÃO É REPRIMIR

É importante não confundir libertação com repressão emocional.

Dizer “este é meu instante santo” não significa que precisamos deixar de sentir imediatamente:

  • tristeza;
  • raiva;
  • medo;
  • luto;
  • frustração;
  • ansiedade;
  • cansaço.

As emoções podem precisar de acolhimento, tempo e cuidado.

A prática não exige que você finja estar em paz.

Ela convida a criar um pequeno espaço entre a emoção e a condenação.

Você pode reconhecer:

“Estou com raiva.”

Sem concluir:

“Preciso atacar.”

Pode reconhecer:

“Estou com medo.”

Sem concluir:

“Sou completamente impotente.”

Pode reconhecer:

“Estou sofrendo.”

Sem concluir:

“Minha Identidade foi destruída.”

LIBERAÇÃO NÃO É NEGAÇÃO DOS FATOS

A percepção espiritual não deve ser usada para negar acontecimentos concretos.

Se houve:

  • abuso;
  • violência;
  • fraude;
  • negligência;
  • manipulação;
  • invasão de limites;
  • risco à saúde;
  • violação de direitos;

a situação precisa ser reconhecida com clareza.

O instante santo não transforma perigo em segurança imaginária.

Ele pode ajudar a mente a responder sem ampliar o dano através do pânico, da vingança ou da autocondenação.

A ação responsável pode incluir:

  • afastar-se;
  • interromper contato;
  • pedir ajuda;
  • documentar acontecimentos;
  • procurar tratamento;
  • buscar orientação jurídica;
  • comunicar autoridades;
  • proteger pessoas vulneráveis.

A paz interior não elimina o discernimento prático.

LIBERAÇÃO NÃO É PERMANECER EXPOSTO

Perdoar não significa continuar diante de comportamentos prejudiciais.

Você pode libertar sua mente da condenação e manter limites firmes.

Pode desejar não carregar ódio e ainda reconhecer:

“Não é seguro permanecer aqui.”

Pode abandonar a vingança e aceitar consequências legais.

Pode liberar o passado interiormente e não restabelecer uma relação.

Pode reconhecer a verdadeira Identidade de alguém sem confiar novamente em seu comportamento.

Liberação não é ingenuidade.

O PERDÃO COMO LIBERAÇÃO

A Lição 227 continua dentro do tema “O que é o perdão?”

O perdão liberta porque interrompe o uso do passado como prova de culpa eterna.

Quando não perdoamos, acreditamos que precisamos manter a memória ativa para nos proteger.

Pensamos:

“Se eu soltar a mágoa, esquecerei o perigo.”

Mas é possível recordar o aprendizado sem conservar a condenação.

Podemos manter:

  • discernimento;
  • limites;
  • memória dos fatos;
  • critérios de confiança;
  • medidas de segurança;
  • responsabilidade.

E abandonar:

  • fantasias de vingança;
  • repetição mental interminável;
  • desejo de destruição;
  • definição eterna da pessoa pelo erro;
  • culpa dirigida contra nós mesmos.

O perdão não remove o aprendizado.

Remove a prisão.

O PASSADO NÃO PRECISA GOVERNAR ESTE INSTANTE

Cada vez que encontramos alguém, podemos trazer toda a história passada para o presente.

Antes que a pessoa fale, a mente já decidiu quem ela é.

Antes que algo aconteça, já esperamos repetição.

Em alguns casos, lembrar padrões passados é necessário para proteção.

O discernimento utiliza o passado como informação.

A condenação utiliza o passado como sentença eterna.

A prática pergunta:

“O que o passado está fazendo neste instante?”

Ele está ajudando você a agir com sabedoria?

Ou está impedindo qualquer possibilidade de uma percepção nova?

O INSTANTE SANTO NÃO PRECISA SER EXTRAORDINÁRIO

Podemos imaginar que um instante santo deve vir acompanhado de:

  • luzes;
  • visões;
  • êxtase;
  • vozes;
  • sensações especiais;
  • desaparecimento de todos os pensamentos;
  • certeza absoluta.

Mas talvez ele seja muito mais simples.

Pode ser o instante em que:

  • você respira antes de responder;
  • reconhece uma projeção;
  • deixa de enviar uma mensagem agressiva;
  • pede desculpas;
  • decide procurar ajuda;
  • abandona uma acusação;
  • percebe que não precisa resolver tudo agora;
  • permite que alguém seja mais do que o erro cometido.

Não avalie a prática pela intensidade emocional.

Avalie pela disposição de escolher novamente.

A SANTIDADE NÃO É SUPERIORIDADE

Ser revestido de santidade, como afirma a lição, não significa tornar-se superior aos outros.

Não significa possuir poderes especiais.

Não significa estar acima das necessidades humanas.

A santidade representa aquilo que compartilhamos como criação de Deus.

Se ela fosse privilégio de poucos, reforçaria a separação.

A verdadeira santidade inclui:

  • igualdade;
  • inocência espiritual;
  • ausência de condenação;
  • união;
  • Amor;
  • paz.

Quanto mais a mente recorda sua santidade, menos precisa demonstrar superioridade.

VOLTAR À MENTE CERTA

A lição fala da restauração da mente certa.

Isso não significa que a pessoa nunca mais terá pensamentos difíceis.

A mente certa é a parte de nós que ainda pode escolher o Espírito Santo como Professor.

Ela consegue perguntar:

  • Existe outra maneira de ver?
  • O que estou projetando?
  • Estou escolhendo medo ou Amor?
  • Quero paz ou quero vencer?
  • Posso reconhecer o erro sem condenar?
  • Qual é a resposta mais responsável?
  • Estou disposto a abandonar minha interpretação?

A mente certa não é uma personalidade perfeita.

É a capacidade presente de escolher correção.

O RETORNO ALEGRE

O retorno a Deus é descrito como alegre porque não exige punição.

Não voltamos rastejando diante de uma divindade irada.

Não precisamos pagar uma dívida espiritual.

Não precisamos sofrer para provar arrependimento.

Voltamos ao reconhecer que nossa vontade verdadeira nunca esteve separada da Vontade de Deus.

A alegria nasce da descoberta:

“Não destruí minha realidade.”

Podemos ter nos confundido.

Podemos ter cometido erros.

Podemos precisar reparar consequências.

Mas o caminho permanece aberto.

QUANDO VOCÊ SE SENTIR PRESO À CULPA

Talvez a mente repita:

“Depois do que fiz, não mereço liberdade.”

Nesse momento, distinga liberdade de irresponsabilidade.

Libertar-se da culpa não significa fingir que nada aconteceu.

Significa deixar de usar a autopunição como substituta da correção.

Pergunte:

  • O que preciso reconhecer?
  • A quem preciso pedir desculpas?
  • O que posso reparar?
  • Qual comportamento precisa mudar?
  • Existe uma consequência que devo assumir?
  • Estou aprendendo ou apenas me castigando?

Depois recorde:

“A responsabilidade pode servir à cura. A culpa interminável não.”

QUANDO VOCÊ SE SENTIR PRESO À MÁGOA

A mágoa pode parecer uma proteção.

A mente pensa:

“Se eu abandonar isso, ficarei vulnerável.”

Mas abandonar a condenação não significa abandonar a sabedoria.

Você pode dizer:

“Não preciso odiar para reconhecer o risco.”

“Não preciso esquecer para deixar de reviver.”

“Não preciso reconciliar-me para perdoar.”

“Não preciso confiar novamente para encontrar paz.”

A liberação acontece quando o passado deixa de possuir autoridade total sobre sua mente.

QUANDO VOCÊ QUISER CONTROLAR O FUTURO

O medo tenta construir segurança através da previsão.

Ele imagina todos os riscos e procura eliminar toda incerteza.

Mas esse movimento pode criar uma prisão de vigilância.

A prática não pede negligência.

Planejamento, prevenção e prudência continuam importantes.

Ela apenas pergunta:

“Depois de fazer o que posso, consigo entregar aquilo que não posso controlar?”

O instante santo pode ser o espaço entre a ação responsável e a tentativa impossível de garantir todos os resultados.

QUANDO VOCÊ SENTIR QUE NADA MUDOU

Talvez você pratique e ainda sinta:

  • ansiedade;
  • tristeza;
  • raiva;
  • confusão;
  • resistência.

Não conclua:

“A prática fracassou.”

A mudança pode começar de maneira sutil.

Talvez você tenha percebido o pensamento antes de reagir.

Talvez tenha reduzido a intensidade de um ataque.

Talvez tenha reconhecido que precisava de ajuda.

Talvez tenha criado uma pausa de cinco segundos.

Isso já representa uma abertura.

A liberação não precisa ocorrer de uma só vez para ser real.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 227

PELA MANHÃ

Antes de entrar nas atividades do dia, permaneça alguns minutos em silêncio.

Respire naturalmente.

Repita:

ESTE É O MEU INSTANTE SANTO DE LIBERAÇÃO.

Depois reconheça:

“Minha vontade verdadeira permanece unida à Vontade de Deus.”

Permita que a frase descanse na mente.

Não force uma experiência.

DURANTE O DIA

Recorde a ideia quando surgir:

  • culpa;
  • julgamento;
  • ressentimento;
  • ansiedade;
  • comparação;
  • medo do futuro;
  • necessidade de controle;
  • vergonha;
  • desejo de atacar;
  • sensação de aprisionamento.

Pare.

Respire.

Pergunte:

“Qual pensamento posso deixar de proteger neste instante?”

EM UM CONFLITO

Antes de responder:

  • reconheça os fatos;
  • perceba suas emoções;
  • observe a história que está contando;
  • identifique o limite necessário;
  • retire a intenção de ferir;
  • escolha uma ação proporcional;
  • peça tempo se não puder responder com clareza.

Talvez seu instante de liberação seja apenas dizer:

“Não preciso resolver isso enquanto estou tomado pela raiva.”

DIANTE DE UMA DECISÃO

Pergunte:

  • Estou decidindo por medo?
  • Quero provar alguma coisa?
  • Estou tentando punir alguém?
  • Qual resultado está sob meu controle?
  • Qual parte preciso entregar?
  • Que escolha preserva dignidade, segurança e responsabilidade?
  • Preciso de orientação profissional?

A entrega não substitui a análise.

Ela retira da análise a exigência de controle absoluto.

À NOITE

Revise o dia com gentileza.

Pergunte:

  • Qual pensamento mais me aprisionou?
  • Em que momento consegui fazer uma pausa?
  • Reconheci algum erro de percepção?
  • Abandonei alguma acusação?
  • Mantive limites sem alimentar ódio?
  • Assumi responsabilidade sem me condenar?
  • Houve algum instante de liberação?

Finalize repetindo a ideia.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 segundos

Observe o pensamento que está dominando sua atenção.

15–30 segundos

Diga:

“Este pensamento não precisa governar este instante.”

30–45 segundos

Recorde:

“Este é o meu instante santo…”

45–60 segundos

Complete:

“…de liberação.”

Respire e permita uma pausa.

EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE ESTOU PRONTO PARA ENTREGAR?

Escreva:

“TENHO PROTEGIDO ESTE PENSAMENTO…”

Liste tudo aquilo que você continua defendendo interiormente.

Por exemplo:

  • “Preciso estar certo.”
  • “Não posso ser perdoado.”
  • “Essa pessoa precisa sofrer.”
  • “Meu passado determina meu futuro.”
  • “Se eu não controlar tudo, estarei perdido.”
  • “Não posso pedir ajuda.”
  • “Sou o erro que cometi.”

Depois escolha um pensamento e escreva:

“Estou disposto a não utilizar mais esta crença como guia.”

Não exija que ela desapareça imediatamente.

A disposição já abre espaço para a correção.

EXERCÍCIO — RESPONSABILIDADE SEM PRISÃO

Escolha uma situação em que você sente culpa.

Responda:

  • Qual é o fato?
  • Qual é minha interpretação?
  • Qual foi minha responsabilidade?
  • Existe reparação possível?
  • Que comportamento precisa mudar?
  • Existe alguém com quem preciso conversar?
  • Preciso de ajuda profissional?
  • Que parte é autopunição sem função?
  • Como seria aprender sem me condenar?

Finalize:

“Posso assumir responsabilidade e ainda aceitar a liberação.”

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe pensamentos como:

  • “Só poderei ser livre no futuro.”
  • “Preciso controlar tudo para ter paz.”
  • “Minha culpa prova que sou responsável.”
  • “Se eu perdoar, ficarei desprotegido.”
  • “Se admitir que errei, perderei meu valor.”
  • “Essa pessoa nunca poderá ser diferente do erro.”
  • “Nada mudou porque ainda sinto emoções difíceis.”
  • “A paz exige que eu negue o que aconteceu.”

Esses pensamentos mostram onde a mente ainda confunde prisão com proteção.

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • A libertação pode começar agora.
  • Não preciso esperar que tudo se resolva para escolher paz.
  • Estar equivocado não destrói meu valor.
  • Um erro pode ser corrigido.
  • Liberação não é repressão emocional.
  • Perdão não é negação dos fatos.
  • Posso manter limites sem conservar ódio.
  • Responsabilidade não exige autopunição.
  • Minha realidade não foi alterada pelas ilusões.
  • Minha vontade verdadeira permanece unida à Vontade de Deus.

A LIÇÃO 227 E A LIÇÃO 226

Na Lição 226, afirmamos:

“O meu lar me espera. Eu me apresso para voltar a ele.”

Agora reconhecemos:

“Este é o meu instante santo de liberação.”

Ontem, decidimos não adiar o retorno.

Hoje, compreendemos que o retorno começa neste instante.

Na Lição 226:

O Lar permanece aberto.

Na Lição 227:

A mente aceita a liberdade de voltar.

O movimento é:

  • abandono os substitutos;
  • mudo o propósito do mundo;
  • deixo de adiar;
  • entrego as ilusões;
  • aceito a liberação agora.

O QUE VEM NA LIÇÃO 228

A próxima lição afirmará:

“Deus não me condenou. Eu também não me condeno.”

A sequência é clara.

Hoje entregamos as ilusões que nos aprisionavam.

Amanhã, aprofundaremos a libertação da autocondenação.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

este é o meu instante de liberação.

Por muito tempo acreditei
que precisava carregar minhas ilusões
para proteger-me.

Protegi culpas.

Protegi mágoas.

Protegi julgamentos.

Protegi a necessidade de estar certo.

Hoje quero reconhecer
que posso escolher novamente.

Mostra-me o que precisa ser corrigido
sem transformar o erro em condenação.

Ajuda-me a assumir responsabilidade
sem escolher a autopunição.

Que eu reconheça os fatos,
preserve limites
e procure ajuda quando necessário.

Que eu não confunda perdão com exposição,
paz com passividade
ou entrega com negligência.

Deposito diante da verdade
os pensamentos que não quero mais utilizar
para definir a mim ou aos meus irmãos.

Minha realidade permanece em Ti.

Minha vontade verdadeira
continua unida à Tua.

Não preciso esperar o futuro.

Não preciso resolver tudo agora.

Preciso apenas oferecer este instante.

E permitir que ele seja usado para a paz.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

ESTE É O MEU INSTANTE SANTO DE LIBERAÇÃO.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, não pergunte:

“Consegui libertar-me completamente?”

Pergunte:

  • Ofereci algum instante à paz?
  • Suspendi um julgamento?
  • Reconheci um pensamento equivocado?
  • Evitei uma resposta impulsiva?
  • Assumi alguma responsabilidade sem me condenar?
  • Mantive um limite sem escolher vingança?
  • Pedi ajuda quando precisei?
  • Permiti uma nova percepção?

Mesmo uma pequena pausa pode mostrar que a prisão não é absoluta.

LIÇÃO 227 — ESSÊNCIA

A ideia: Este é o meu instante santo de liberação.

O tempo: agora.

A prisão: os pensamentos de culpa, medo, condenação e separação.

A verdade: nossa realidade não foi modificada pelas ilusões.

A vontade verdadeira: una com a Vontade de Deus.

A entrega: deixar de proteger pensamentos que produzem conflito.

O perdão: liberar a condenação sem negar fatos ou consequências.

A responsabilidade: corrigir, reparar, estabelecer limites e buscar ajuda.

O instante santo: uma pausa em que escolhemos outro propósito.

A libertação: não controlar o mundo, mas permitir uma mudança de percepção.

O retorno: alegre, porque nunca deixamos verdadeiramente nosso Lar.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez você tenha esperado muito tempo para ser livre.

Esperou alguém mudar.

Esperou o passado desaparecer.

Esperou sentir-se digno.

Esperou não cometer mais erros.

Esperou controlar o futuro.

Esperou que a culpa finalmente terminasse por si mesma.

A Lição 227 interrompe essa espera.

Ela não promete que todas as circunstâncias mudarão agora.

Promete algo mais profundo:

você pode oferecer este instante a uma nova escolha.

Talvez ainda exista dor.

Talvez uma decisão precise ser tomada.

Talvez um limite precise ser mantido.

Talvez uma reparação seja necessária.

Mas você não precisa acrescentar condenação ao que já aconteceu.

Não precisa transformar o medo em identidade.

Não precisa carregar o passado como uma sentença eterna.

Você pode parar.

Respirar.

Reconhecer que talvez tenha interpretado algumas coisas de maneira equivocada.

E permitir que a verdade corrija aquilo que nunca poderia modificar sua realidade em Deus.

A liberdade não precisa esperar.

ESTE É O MEU INSTANTE SANTO DE LIBERAÇÃO.