365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A ideia da Lição 225 é:
DEUS É MEU PAI E SEU FILHO O AMA.
A lição anterior nos lembrou:
Deus é o nosso Pai e Ele ama o Seu Filho.
Agora, a direção do Amor parece retornar:
Seu Filho ama o Pai.
Não existe amor verdadeiro que permaneça aprisionado.
Aquilo que recebemos naturalmente deseja ser estendido.
O Amor de Deus por nós desperta nossa lembrança de que também O amamos. Essa resposta não nasce de obrigação, medo, submissão ou tentativa de conquistar aprovação.
Ela nasce do reconhecimento.
Quando percebemos que Deus é nossa Fonte, nossa Vida e nosso verdadeiro Lar, amar a Deus deixa de parecer um dever religioso e transforma-se em um movimento espontâneo de retorno.
A formulação e a oração oficial podem ser consultadas na edição online autorizada da Lição 225.
O AMOR RECEBIDO DESEJA SER DADO
A oração da lição ensina que o Amor recebido do Pai precisa ser retribuído porque dar e receber são a mesma coisa.
Essa é uma ideia fundamental em UCEM.
No sistema de pensamento do ego, dar significa perder.
Se dou alguma coisa, fico com menos.
Se compartilho, talvez me falte.
Se reconheço o valor do outro, talvez diminua o meu.
Se libero alguém da condenação, talvez perca minha posição de vítima ou minha superioridade moral.
Mas o Amor não obedece à lógica da escassez.
Quando oferecemos Amor:
- tornamo-nos mais conscientes dele;
- fortalecemos sua presença em nossa mente;
- confirmamos aquilo que desejamos conservar;
- ensinamos a nós mesmos que o Amor é real;
- libertamo-nos da necessidade de atacar;
- percebemos que dar não nos empobrece.
O Amor torna-se plenamente nosso quando permitimos que se estenda através de nós.
DAR E RECEBER SÃO A MESMA COISA
Essa afirmação não deve ser interpretada como uma promessa material.
A lição não afirma que, se dermos dinheiro, receberemos necessariamente a mesma quantia.
Também não promete que toda gentileza será correspondida pela mesma pessoa.
No nível das formas, as trocas podem ser desiguais.
Podemos oferecer respeito e receber hostilidade.
Podemos agir com honestidade e encontrar mentira.
Podemos amar alguém e não ser escolhidos por essa pessoa.
A equivalência entre dar e receber acontece, primeiramente, na mente.
Quando ofereço condenação, reforço em mim a crença de que todos podem ser condenados.
Quando ofereço medo, ensino à minha mente que o mundo é ameaçador.
Quando ofereço perdão, ensino à minha mente que a culpa não possui a palavra final.
Quando ofereço paz, torno-me mais disponível para reconhecê-la.
Assim, toda percepção que estendo também estabelece o mundo interior no qual escolho viver.
AMAR A DEUS NÃO É TER MEDO DELE
Muitas pessoas aprenderam a relacionar-se com Deus por meio do medo.
Talvez pensem:
“Preciso obedecer para não ser punido.”
“Se eu errar, Deus retirará Sua proteção.”
“Se eu não fizer tudo corretamente, algo ruim acontecerá.”
“Preciso provar minha fidelidade para continuar sendo amado.”
Essa relação não é Amor.
É negociação baseada em ameaça.
A Lição 225 não nos convida a temer Deus nem a obedecer a uma autoridade punitiva.
Ela nos convida a reconhecer um Amor que já foi completamente dado.
O Filho ama o Pai porque começa a recordar:
- Deus não o abandonou;
- Deus não o condenou;
- Deus não exige sofrimento;
- Deus não criou a culpa;
- Deus não utiliza o medo para ensinar;
- Deus continua sendo sua Fonte.
O Amor responde ao Amor.
DEUS NÃO PRECISA SER CONVENCIDO A NOS AMAR
Em muitas práticas religiosas, a oração pode ser vivida como uma tentativa de mudar a disposição de Deus.
A mente pensa:
“Talvez, se eu pedir corretamente, Deus seja misericordioso.”
“Talvez, se eu sofrer o suficiente, Ele me perdoe.”
“Talvez, se eu fizer promessas, Ele me conceda Amor.”
Mas a lição anterior já estabeleceu que Deus ama o Seu Filho.
Portanto, a oração de hoje não pretende convencer Deus.
Ela pretende desfazer nossa resistência ao Amor que já existe.
Deus não precisa mudar de ideia sobre nós.
Nossa mente é que precisa deixar de projetar sobre Deus suas imagens de punição, abandono e julgamento.
O QUE SIGNIFICA RETRIBUIR O AMOR DE DEUS
Retribuir o Amor de Deus não significa que Deus tenha uma carência que precisa ser satisfeita.
Uma Fonte infinita não necessita receber algo para se completar.
Retribuir significa permitir que o Amor complete seu movimento em nossa consciência.
Recebemos ao reconhecer.
Retribuímos ao estender.
Isso pode aparecer no cotidiano quando escolhemos:
- abandonar um ataque desnecessário;
- reconhecer a dignidade de alguém;
- oferecer escuta verdadeira;
- corrigir sem humilhar;
- proteger sem odiar;
- dizer a verdade sem desejo de vingança;
- perdoar sem negar os fatos;
- cuidar de nós mesmos sem culpa;
- deixar de usar o passado como arma;
- pedir ajuda em vez de sustentar uma falsa força.
Não precisamos demonstrar nosso Amor por Deus através de grandes gestos.
Ele pode ser expresso em cada escolha que permite à mente abandonar o medo.
AMAR A DEUS É ACEITAR O SEU AMOR
Talvez pareça mais fácil dizer “eu amo Deus” do que aceitar:
“Deus me ama completamente.”
Podemos pronunciar palavras de devoção enquanto continuamos acreditando que somos indignos, impuros ou imperdoáveis.
Mas rejeitar o próprio valor não é humildade.
Se Deus ama Seu Filho, aceitar esse Amor é aceitar a Vontade de Deus.
A falsa humildade diz:
“Sou pequeno demais para ser amado.”
A verdadeira humildade responde:
“Não fui eu quem determinou meu valor. Deus o estabeleceu.”
Aceitar o Amor de Deus não significa considerar a personalidade perfeita.
Significa reconhecer que nossos erros não alteraram aquilo que Deus criou.
NÃO AMAMOS A DEUS ATRAVÉS DA AUTOPUNIÇÃO
Existe uma crença antiga segundo a qual o sofrimento demonstra devoção.
A mente pode pensar:
“Se eu me punir, provarei que estou arrependido.”
“Se eu recusar alegria, mostrarei que levo meu erro a sério.”
“Se eu continuar carregando culpa, impedirei que o erro se repita.”
Mas a autopunição não repara o passado.
Ela apenas prolonga a dor.
O Amor pode inspirar responsabilidade, mudança e reparação.
Não exige ódio contra si mesmo.
Uma resposta responsável inclui:
- reconhecer honestamente o que aconteceu;
- acolher o impacto provocado;
- pedir desculpas quando apropriado;
- reparar o que puder ser reparado;
- mudar comportamentos;
- aceitar consequências proporcionais;
- buscar ajuda quando necessário;
- recusar-se a transformar o erro em identidade eterna.
Deus não precisa do nosso sofrimento para saber que O amamos.
O AMOR DE DEUS NÃO EXIGE SACRIFÍCIO
O ego frequentemente confunde Amor com sacrifício.
Ele diz:
“Se você ama, deve abandonar suas necessidades.”
“Se ama, deve aceitar tudo.”
“Se ama, não pode dizer não.”
“Se ama, deve permanecer mesmo sendo ferido.”
“Se ama Deus, não pode cuidar de si.”
A Lição 225 não sustenta essa lógica.
O Amor verdadeiro não exige que alguém se destrua para demonstrá-lo.
Podemos amar e:
- estabelecer limites;
- afastar-nos de uma situação abusiva;
- recusar manipulação;
- procurar proteção;
- encerrar uma relação;
- preservar direitos;
- pedir ajuda profissional;
- respeitar o próprio corpo;
- reconhecer que a confiança foi rompida.
Sacrifício e Amor não são sinônimos.
AMAR A DEUS É AMAR O SEU FILHO
Não podemos separar completamente nosso relacionamento com Deus da maneira como percebemos nossos irmãos.
Podemos afirmar que amamos Deus e, ao mesmo tempo, alimentar ódio, desejo de vingança e condenação contra Seu Filho.
Essa contradição precisa ser observada com honestidade.
Isso não significa aprovar todos os comportamentos.
Significa aprender a distinguir:
- a pessoa do erro;
- a Identidade do comportamento;
- o perdão da permissividade;
- a paz da passividade;
- a firmeza do ataque;
- o discernimento da condenação.
Podemos dizer:
“O que você fez não é aceitável.”
Sem concluir:
“Você é indigno de qualquer possibilidade de correção.”
A verdadeira extensão do Amor não elimina limites. Ela retira do limite a intenção de destruir.
O IRMÃO QUE CAMINHA CONOSCO
A Lição 225 termina dirigindo-se ao irmão e afirmando que o caminho é seguido em união e paz.
O retorno a Deus não é descrito como uma conquista isolada.
Não chegamos à paz tornando-nos superiores aos outros.
Não despertamos provando que somos mais espirituais.
Não encontramos Deus excluindo Seu Filho.
Cada irmão nos oferece uma oportunidade de observar o sistema de pensamento que escolhemos.
Diante do outro, podemos escolher:
- especialismo ou igualdade;
- condenação ou correção;
- ataque ou paz;
- competição ou cooperação;
- separação ou reconhecimento;
- medo ou Amor.
O irmão não precisa concordar conosco para participar do nosso aprendizado.
Até uma relação difícil pode revelar onde ainda acreditamos que atacar nos protegerá.
ESTENDER A MÃO NÃO É FORÇAR RECONCILIAÇÃO
A imagem de caminhar de mãos dadas simboliza a união das mentes em um propósito compartilhado.
Não precisa ser interpretada como obrigação de proximidade física ou emocional.
Em algumas situações, estender a mão pode significar:
- abandonar o desejo de vingança;
- não alimentar fantasias de destruição;
- reconhecer a humanidade do outro;
- desejar que a correção aconteça;
- seguir em paz, mesmo à distância.
Perdão não exige:
- reatar uma relação;
- restaurar confiança sem evidências;
- voltar ao convívio;
- retirar consequências;
- interromper medidas de proteção;
- negar a necessidade de justiça;
- conversar antes de estar preparado.
É possível liberar a condenação interior e ainda manter uma porta fechada externamente.
O CAMINHO ESTÁ ABERTO
A lição afirma que o caminho está aberto.
Isso significa que não precisamos construir uma passagem até Deus.
A passagem já existe porque a separação não alterou nossa verdadeira relação com Ele.
O caminho parece bloqueado quando carregamos:
- culpa;
- medo;
- ressentimento;
- desejo de punição;
- vergonha;
- imagens ameaçadoras de Deus;
- crença em indignidade;
- necessidade de controlar;
- apego ao sofrimento.
O perdão remove os obstáculos internos.
Ele não compra o Amor de Deus.
Apenas nos ajuda a perceber que o Amor nunca deixou de estar presente.
UMA JORNADA QUE NÃO COMEÇOU
A última frase da lição utiliza uma imagem profundamente característica do Curso: caminhamos para concluir uma jornada que, em realidade, nunca começou.
No nível da experiência, parece que nos afastamos de Deus.
Parece que estamos perdidos.
Parece que precisamos atravessar uma grande distância para voltar.
Mas, no nível da verdade, o Filho nunca deixou sua Fonte.
A jornada espiritual não muda a realidade eterna.
Ela corrige a percepção que acreditava na separação.
É como despertar de um sonho de exílio e perceber:
o Lar nunca foi perdido.
A QUIETUDE DO RETORNO
A lição descreve como quieto é o caminho pelo qual o Filho é conduzido ao Pai.
O ego imagina o retorno como um processo dramático.
Ele procura:
- sinais extraordinários;
- fenômenos;
- visões;
- experiências especiais;
- revelações grandiosas;
- provas de evolução;
- reconhecimento espiritual.
Mas o caminho pode acontecer silenciosamente.
Talvez hoje o retorno seja apenas:
- não responder a uma provocação imediatamente;
- respirar antes de julgar;
- reconhecer um erro sem se atacar;
- abandonar uma acusação repetitiva;
- permitir um minuto de silêncio;
- receber ajuda;
- escolher uma resposta menos defensiva;
- lembrar que você não está sozinho.
A quietude não é ausência de transformação.
Muitas vezes, é o espaço no qual a transformação se torna possível.
QUANDO VOCÊ NÃO SENTIR AMOR POR DEUS
Não é necessário fingir.
Talvez a palavra Deus esteja associada a experiências religiosas dolorosas, punição, controle ou culpa.
Talvez você pense:
“Não sei se amo Deus.”
“Não consigo sentir nada.”
“Tenho raiva de Deus.”
“Sinto-me abandonado.”
Não transforme essas reações em mais uma culpa.
Apresente-as honestamente.
Você pode dizer:
“Não sei amar aquilo que ainda temo. Estou disposto a conhecer Deus de outra maneira.”
A disposição sincera é mais útil do que uma devoção encenada.
A lição não exige emoção fabricada.
Ela abre espaço para uma nova percepção da Fonte.
QUANDO VOCÊ ESTIVER COM RAIVA DE DEUS
A raiva de Deus muitas vezes nasce da dor.
Pode surgir depois de:
- uma perda;
- uma doença;
- uma injustiça;
- uma oração aparentemente não atendida;
- uma experiência traumática;
- o sofrimento de alguém amado;
- um período prolongado de dificuldade.
Não use a espiritualidade para censurar essa raiva.
Reconheça o que sente.
Procure apoio quando necessário.
A prática de hoje não exige uma explicação metafísica para cada acontecimento.
Ela convida a perguntar:
“É possível que o Deus do Amor não seja a figura punitiva que minha dor projetou?”
Essa pergunta pode abrir uma pequena passagem para a cura.
QUANDO A MENTE QUISER NEGOCIAR COM DEUS
Observe pensamentos como:
“Se Deus realizar meu pedido, acreditarei Nele.”
“Se eu fizer esta promessa, Ele me protegerá.”
“Se eu for bom, nada ruim acontecerá.”
Esses pensamentos transformam a relação com Deus em negociação.
A prática de hoje propõe outra base:
Amor não é barganha.
Podemos levar nossos pedidos a Deus.
Podemos expressar medo, desejo e necessidade.
Mas não precisamos transformar a oração em uma tentativa de controlar Deus ou garantir resultados específicos.
A oração pode tornar-se um espaço de entrega:
“Ajuda-me a perceber esta situação sem medo e a escolher com sabedoria.”
QUANDO VOCÊ QUISER PROVAR SUA ESPIRITUALIDADE
O ego também pode usar o Amor a Deus para criar superioridade.
Ele pensa:
“Eu amo mais.”
“Sou mais fiel.”
“Compreendo aquilo que os outros não compreendem.”
“Minha prática me torna especial.”
Esse movimento transforma a espiritualidade em separação.
Se o Amor a Deus aumenta a condenação dos irmãos, alguma coisa precisa ser revista.
A verdadeira lembrança de Deus tende a produzir:
- humildade;
- gentileza;
- responsabilidade;
- paciência;
- honestidade;
- respeito;
- disposição para aprender;
- menor necessidade de superioridade.
O Amor não nos coloca acima dos outros.
Ele nos lembra da unidade.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 225
PELA MANHÃ
Antes de iniciar suas atividades, permaneça por alguns minutos em silêncio.
Respire naturalmente.
Repita:
DEUS É MEU PAI E SEU FILHO O AMA.
Depois reconheça:
“O Amor que recebo pode ser estendido através de mim hoje.”
Não determine antecipadamente como isso acontecerá.
Apenas ofereça sua disposição.
DURANTE O DIA
Recorde a ideia especialmente quando perceber:
- medo de Deus;
- necessidade de aprovação;
- culpa;
- desejo de punir;
- irritação;
- comparação;
- solidão;
- resistência em receber Amor;
- vontade de atacar;
- necessidade de provar que está certo.
Pare.
Respire.
Pergunte:
“Como posso permitir que o Amor atravesse esta situação sem negar os fatos?”
EM UM CONFLITO
Antes de responder:
- reconheça sua emoção;
- observe o impulso de atacar;
- identifique o fato concreto;
- perceba o limite necessário;
- escolha palavras claras;
- retire, se possível, a intenção de ferir.
Recorde:
“Posso ser firme sem negar nossa humanidade compartilhada.”
DIANTE DE UM ERRO PRÓPRIO
Pergunte:
- O que aconteceu?
- Qual foi minha responsabilidade?
- O que precisa ser reparado?
- Estou disposto a mudar?
- Estou aprendendo ou apenas me punindo?
- Posso receber o Amor de Deus enquanto corrijo?
Depois diga:
“O Amor me dá coragem para olhar honestamente.”
DIANTE DO ERRO DE OUTRA PESSOA
Pergunte:
- O comportamento exige um limite?
- Preciso afastar-me?
- Existe algum risco real?
- Estou confundindo perdão com exposição?
- Consigo reconhecer o erro sem torná-lo uma identidade eterna?
- Preciso de ajuda profissional ou jurídica?
O Amor não dispensa discernimento.
À NOITE
Revise o dia sem acusação.
Pergunte:
- Onde consegui receber Amor?
- Onde tive dificuldade de oferecê-lo?
- Em qual situação confundi Amor com sacrifício?
- Quando usei a culpa contra mim?
- Quando usei a condenação contra alguém?
- Consegui ser firme sem alimentar ódio?
- Houve algum instante de verdadeira quietude?
Entregue as respostas sem transformá-las em sentença.
MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS
0–15 segundos
Observe a mente e o corpo.
15–30 segundos
Recorde:
“Deus é meu Pai.”
30–45 segundos
Permita a resposta:
“Seu Filho O ama.”
45–60 segundos
Pergunte silenciosamente:
“Como posso estender Amor agora?”
Não force uma resposta.
Permaneça disponível.
EXERCÍCIO DE ESCRITA — MINHA IMAGEM DE DEUS
Escreva:
“QUANDO PENSO EM DEUS, O QUE ESPERO DELE?”
Registre todas as respostas, inclusive as desconfortáveis.
Talvez apareçam:
- punição;
- julgamento;
- abandono;
- proteção;
- recompensa;
- controle;
- acolhimento;
- silêncio;
- proximidade;
- distância.
Depois pergunte:
- Minha imagem de Deus é baseada no Amor ou no medo?
- Estou projetando experiências humanas sobre Deus?
- Acredito que preciso convencê-Lo a me amar?
- Consigo imaginar uma Fonte sem condenação?
- Estou disposto a conhecer Deus de outra maneira?
Finalize escrevendo:
“Posso abandonar as imagens que fiz e permitir uma nova compreensão.”
EXERCÍCIO — COMO ESTENDO O QUE RECEBO
Escreva:
“HOJE POSSO ESTENDER AMOR QUANDO…”
Complete com ações concretas:
- escuto alguém com presença;
- respeito meu próprio limite;
- peço desculpas;
- não respondo impulsivamente;
- abandono uma acusação;
- ofereço ajuda possível;
- recuso uma situação abusiva sem desejar vingança;
- cuido do corpo;
- procuro apoio;
- reconheço o valor de alguém;
- descanso sem culpa.
Escolha uma ação simples para praticar hoje.
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando surgir:
- “Preciso sofrer para provar meu amor.”
- “Se eu disser não, não estou amando.”
- “Deus só me ouvirá se eu fizer tudo certo.”
- “Preciso convencer Deus a me ajudar.”
- “Perdoar significa voltar para essa relação.”
- “Se eu receber Amor, ficarei vulnerável.”
- “Para estar certo, preciso manter alguém culpado.”
- “Minha espiritualidade me torna superior.”
Não se condene por esses pensamentos.
Use-os como oportunidades de correção.
FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA
- O Amor recebido deseja ser estendido.
- Dar Amor aumenta minha consciência do Amor.
- Não preciso negociar com Deus.
- Deus não exige meu sofrimento.
- Posso receber Amor sem culpa.
- Posso ser firme sem atacar.
- Amar não significa aceitar abuso.
- O perdão não exige reconciliação.
- Minha devoção não me torna superior.
- O caminho de retorno é quieto.
- Deus é meu Pai e Seu Filho O ama.
A LIÇÃO 225 E A LIÇÃO 224
As duas lições formam um movimento de Amor.
Na Lição 224:
Deus ama o Seu Filho.
Na Lição 225:
Seu Filho ama o Pai.
Primeiro, recebemos.
Depois, estendemos.
Primeiro, reconhecemos que não precisamos conquistar o Amor.
Depois, permitimos que esse Amor encontre expressão através de nós.
A Lição 224 desfaz a crença:
“Não sou amado.”
A Lição 225 desfaz outra:
“O Amor pode ser guardado apenas para mim.”
O Amor completa seu movimento quando dar e receber deixam de parecer opostos.
O QUE VEM NA LIÇÃO 226
A próxima lição afirma:
“O meu lar me espera. Eu me apresso para voltar a ele.”
Hoje reconhecemos nosso Amor pelo Pai.
Amanhã, essa lembrança transforma-se em decisão de retorno.
Não um retorno geográfico.
Não uma fuga do mundo.
Mas a escolha de abandonar as ilusões que mantêm a mente distante da paz.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
Tu me deste todo o Teu Amor.
Hoje não quero continuar
tentando merecer aquilo que já recebi.
Não quero negociar Contigo.
Não quero usar o medo
como prova de devoção.
Ajuda-me a aceitar o Teu Amor
sem culpa e sem resistência.
Que aquilo que recebo de Ti
possa ser estendido através de mim.
Que eu escute sem atacar.
Que eu fale sem humilhar.
Que eu estabeleça limites sem ódio.
Que eu reconheça os erros
sem transformá-los em identidades eternas.
Quando eu acreditar que amar significa sofrer,
recorda-me de que o Amor não exige sacrifício.
Quando eu quiser condenar,
ajuda-me a escolher outra percepção.
Quando eu me sentir distante,
mostra-me que o caminho permanece aberto.
Que eu aceite a mão do meu irmão
e reconheça que não caminhamos sozinhos.
Hoje recebo o Teu Amor.
Hoje permito que ele se estenda.
Tu és meu Pai.
E Teu Filho Te ama.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
DEUS É MEU PAI E SEU FILHO O AMA.
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, não avalie esta prática perguntando:
“Amei perfeitamente?”
Pergunte:
- Permiti que o Amor orientasse alguma escolha?
- Recebi o Amor de Deus sem tentar merecê-lo?
- Fui firme sem buscar ferir?
- Corrigi sem humilhar?
- Respeitei meus limites?
- Abandonei alguma forma de autopunição?
- Houve um instante em que dar e receber pareceram uma única coisa?
- Caminhei um pouco mais em direção à quietude?
Não transforme as respostas em julgamento.
Apenas reconheça.
Entregue.
E recomece.
LIÇÃO 225 — ESSÊNCIA
A ideia: Deus é meu Pai e Seu Filho O ama.
O ponto de partida: Deus já nos deu todo o Seu Amor.
A resposta: aceitar e estender o Amor recebido.
O princípio: dar e receber são a mesma coisa na mente.
O obstáculo: medo, culpa, negociação, sacrifício e resistência em receber.
A falsa devoção: acreditar que sofrimento e autopunição demonstram Amor.
A correção: reconhecer que Deus não precisa ser convencido a nos amar.
O perdão: abandonar a condenação sem negar fatos ou consequências.
O discernimento: amar não significa tolerar abuso ou permanecer exposto.
A união: não retornamos a Deus através da superioridade, mas junto aos nossos irmãos.
A prática: receber o Amor em quietude e permitir que ele alcance nossas escolhas.
O caminho: aberto, compartilhado e pacífico.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Talvez tenhamos acreditado que amar a Deus exigia medo.
Obediência sem questionamento.
Sacrifício.
Culpa.
Renúncia ao próprio cuidado.
Talvez tenhamos tentado demonstrar devoção através do sofrimento.
Hoje podemos aprender outra coisa.
O Filho ama o Pai porque começa a reconhecer o Amor que recebeu.
Não existe dívida.
Não existe negociação.
Não existe uma prova impossível a cumprir.
Existe apenas um movimento:
receber e estender.
Receber a certeza de que somos amados.
Estender essa certeza através das escolhas que fazemos.
Não precisamos realizar gestos grandiosos.
O Amor pode aparecer na pausa antes da resposta.
Na honestidade sem crueldade.
No limite sem vingança.
Na reparação sem autopunição.
Na disposição de olhar novamente.
Na quietude em que deixamos o medo para trás e vislumbramos a paz.
O caminho está aberto.
Não caminhamos sozinhos.
E aquilo que procuramos nunca deixou de estar conosco.
