LIÇÃO 220 — NÃO HÁ PAZ, SENÃO A PAZ DE DEUS

Lição 220 — Não Há Paz, Senão a Paz de Deus | Um Curso em Milagres

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 220 encerra a Revisão VI e retoma a Lição 200:

NÃO HÁ PAZ, SENÃO A PAZ DE DEUS.

Como aconteceu durante toda esta revisão, a ideia é envolvida pela lembrança:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

Hoje, o Curso nos convida a reconhecer que não existem muitas formas diferentes de paz.

Existe uma única paz verdadeira: aquela que não depende de ataques, comparações, conquistas, controle ou da derrota de alguém.

A paz de Deus não é construída contra o mundo.

Ela nasce quando a mente deixa de procurar salvação nos caminhos que mantêm o conflito.

O QUE SIGNIFICA A PAZ DE DEUS?

A paz de Deus não é apenas uma sensação agradável.

Também não é uma recompensa concedida apenas às pessoas consideradas espiritualmente perfeitas.

Ela representa um estado de mente no qual começamos a recordar:

  • nossa união com Deus;
  • nossa Identidade além do corpo;
  • nossa inocência espiritual;
  • a possibilidade do perdão;
  • a segurança que não depende da condenação;
  • o Amor que não muda com as circunstâncias.

Essa paz não precisa ser fabricada.

Ela já está presente, mas pode permanecer encoberta por pensamentos de:

  • medo;
  • culpa;
  • ataque;
  • comparação;
  • ressentimento;
  • controle;
  • especialismo;
  • separação.

A prática não cria a paz.

Ela remove, pouco a pouco, aquilo que impede sua percepção.

AS FALSAS FORMAS DE PAZ

Muitas vezes, chamamos de paz aquilo que é apenas uma pausa no conflito.

Pensamos:

“Terei paz quando aquela pessoa admitir que estou certo.”

“Terei paz quando conseguir controlar essa situação.”

“Terei paz quando ninguém mais me contrariar.”

“Terei paz quando tiver dinheiro suficiente.”

“Terei paz quando meu corpo estiver exatamente como desejo.”

“Terei paz quando o outro receber o que merece.”

“Terei paz quando todos aprovarem minhas decisões.”

Essas promessas podem oferecer alívio temporário, mas não uma paz estável.

Se a paz depende de uma condição, qualquer mudança pode ameaçá-la.

Se depende da obediência de alguém, não é liberdade.

Se depende de vencer, precisa da existência de um perdedor.

Se depende do controle, permanece acompanhada pelo medo de perder o controle.

NÃO HÁ PAZ NA VITÓRIA DO EGO

O ego acredita que a paz chegará quando conseguir organizar o mundo segundo seus desejos.

Ele promete:

  • segurança por meio do controle;
  • valor por meio da comparação;
  • proteção por meio do ataque;
  • reconhecimento por meio do desempenho;
  • estabilidade por meio da posse;
  • superioridade por meio da derrota do outro.

Mas toda vitória do ego contém uma nova ameaça.

Se meu valor depende de ser melhor, preciso continuar comparando.

Se minha paz depende de possuir, preciso temer a perda.

Se minha segurança depende de controlar alguém, preciso vigiar constantemente essa pessoa.

Se minha identidade depende da aprovação, qualquer crítica se torna perigosa.

A paz de Deus não exige esse esforço.

Ela não precisa ser defendida contra ninguém.

QUE EU NÃO ME DESVIE DO CAMINHO DA PAZ

A lição contém um pedido interior para que não nos desviemos do caminho da paz.

Desviar-se não significa cometer um erro irreparável.

Significa escolher temporariamente um pensamento que promete segurança, mas conduz ao conflito.

Podemos nos desviar quando:

  • alimentamos uma discussão imaginária;
  • repetimos uma acusação;
  • transformamos uma preocupação em certeza;
  • fazemos da opinião alheia nossa identidade;
  • acreditamos que precisamos punir para corrigir;
  • buscamos controle para eliminar o medo;
  • usamos o passado para prever todo o futuro;
  • confundimos defesa com ataque.

O importante não é jamais se desviar.

O treinamento consiste em perceber e retornar.

EM OUTRAS ESTRADAS, ESTOU PERDIDO

As “outras estradas” são todos os caminhos pelos quais tentamos encontrar paz longe da sua verdadeira Fonte.

Podem parecer diferentes:

  • dinheiro;
  • aparência;
  • poder;
  • relacionamentos;
  • sucesso;
  • reconhecimento;
  • isolamento;
  • vingança;
  • controle;
  • superioridade;
  • espiritualidade especial.

Nada disso precisa ser condenado.

Dinheiro pode ser utilizado de maneira responsável.

Relacionamentos podem ser espaços de aprendizado.

O trabalho pode servir a propósitos dignos.

O corpo pode ser cuidado.

O problema surge quando atribuímos a essas coisas a função impossível de nos proporcionar uma paz absoluta e permanente.

Então começamos a pensar:

“Sem isso, não sou ninguém.”

“Se perder essa pessoa, perco a mim mesmo.”

“Quando alcançar essa meta, nunca mais sentirei medo.”

“Se todos reconhecerem meu valor, finalmente estarei seguro.”

As coisas do mundo podem ter valor relativo.

Não podem substituir nossa Identidade em Deus.

ESTAR PERDIDO NÃO SIGNIFICA ESTAR ABANDONADO

Podemos sentir que nos desviamos muitas vezes.

Talvez tenhamos escolhido:

  • o medo;
  • a culpa;
  • o ataque;
  • a fuga;
  • a vingança;
  • a comparação;
  • a tentativa de controlar.

Ainda assim, a lição não anuncia condenação.

Estar perdido é uma experiência temporária de desorientação.

Não significa que Deus nos abandonou.

Não significa que destruímos o caminho.

Não significa que perdemos nossa verdadeira Identidade.

Podemos estar confundidos e ainda ser amados.

Podemos ter errado e ainda ser capazes de escolher novamente.

Podemos ter esquecido e ainda continuar sendo como Deus nos criou.

AQUELE QUE NOS CONDUZ PARA CASA

A lição nos convida a seguir Aquele Que nos conduz para Casa.

Na linguagem do Curso, essa orientação é associada ao Espírito Santo, símbolo da Resposta de Deus à crença na separação.

O Espírito Santo representa a parte da mente que ainda conhece:

  • a direção da paz;
  • o significado do perdão;
  • a diferença entre proteção e ataque;
  • a possibilidade de correção;
  • a inocência além do erro;
  • o caminho de retorno à verdade.

Seguir essa orientação não precisa envolver fenômenos extraordinários.

Pode começar com uma pergunta simples:

“Existe uma maneira mais pacífica e responsável de olhar para isto?”

COMO OUVIR A ORIENTAÇÃO

Muitas pessoas esperam receber uma voz clara dizendo exatamente o que fazer.

Quando isso não acontece, pensam:

“Não consigo ouvir nenhuma orientação.”

Mas a orientação pode manifestar-se de maneiras simples:

  • uma pausa antes de responder;
  • a percepção de que uma mensagem deve esperar;
  • a lembrança de pedir ajuda;
  • a disposição de reconhecer um erro;
  • a clareza de estabelecer um limite;
  • a vontade de abandonar uma acusação;
  • a percepção de que ainda não temos informações suficientes;
  • a escolha de não agir no auge da raiva.

Orientação não é necessariamente certeza absoluta.

Às vezes, é apenas a disposição de não deixar o medo decidir sozinho.

PAZ NÃO É PASSIVIDADE

Escolher a paz não significa permanecer passivo diante de situações prejudiciais.

Podemos agir de maneira firme para:

  • interromper uma violência;
  • proteger alguém vulnerável;
  • denunciar uma irregularidade;
  • recusar uma exigência abusiva;
  • cobrar o cumprimento de um acordo;
  • buscar justiça;
  • sair de uma relação;
  • defender direitos;
  • estabelecer consequências;
  • reparar um erro.

A diferença está no estado mental que orienta a ação.

O ataque pergunta:

“Como posso fazer o outro sofrer?”

A paz pergunta:

“O que precisa ser interrompido, protegido ou corrigido?”

A passividade evita agir.

A paz pode agir com grande firmeza, mas sem fazer do ódio seu propósito.

PAZ NÃO É AUSÊNCIA DE EMOÇÕES

Esta lição também não exige que deixemos de sentir:

  • tristeza;
  • raiva;
  • medo;
  • frustração;
  • luto;
  • cansaço;
  • ansiedade.

Essas experiências podem surgir e precisam ser acolhidas.

A paz não é uma máscara colocada sobre a dor.

Podemos dizer:

“Estou triste e ainda posso pedir orientação.”

“Sinto raiva e não preciso atacar.”

“Estou com medo e posso esperar antes de decidir.”

“Estou em luto e não perdi minha Identidade.”

A paz de Deus não exige insensibilidade.

Ela oferece um centro a partir do qual as emoções podem ser sentidas sem se tornarem nossas únicas autoridades.

A PAZ E O SISTEMA NERVOSO

Em momentos de forte ativação, pode ser difícil acessar pensamentos espirituais.

O corpo pode apresentar:

  • respiração acelerada;
  • tremores;
  • tensão;
  • hipervigilância;
  • sensação de ameaça;
  • dificuldade de raciocinar;
  • impulso de atacar ou fugir.

Nesses momentos, talvez seja necessário começar pelo cuidado mais simples:

  • respirar lentamente;
  • sentar-se;
  • beber água;
  • afastar-se temporariamente;
  • procurar um ambiente seguro;
  • conversar com alguém confiável;
  • buscar apoio profissional.

Não há fracasso espiritual nisso.

A paz pode começar pelo reconhecimento humilde:

“Neste momento, preciso primeiro de segurança e regulação.”

A PAZ É TÃO CERTA QUANTO O AMOR DE DEUS

A certeza da paz não se baseia em nossa capacidade de praticar perfeitamente.

Ela se baseia na constância do Amor de Deus.

Nossa experiência pode oscilar.

Em alguns momentos, sentiremos profunda quietude.

Em outros, a mente parecerá completamente tomada pelo medo.

A verdade não muda com essas oscilações.

Podemos esquecer a paz sem destruí-la.

Podemos bloquear sua percepção sem eliminar sua presença.

Podemos escolher o conflito e depois escolher novamente.

A certeza pertence à Fonte, não ao desempenho do estudante.

EU NÃO SOU UM CORPO. EU SOU LIVRE.

A lembrança central da Revisão VI retorna pela última vez nesta sequência.

Ela não pede que abandonemos o corpo.

Pede que deixemos de fazer dele a medida total da liberdade.

Se acredito que sou apenas um corpo, minha paz dependerá de:

  • sua aparência;
  • seu desempenho;
  • sua segurança;
  • sua saúde;
  • sua permanência;
  • sua comparação com outros corpos.

Se começo a reconhecer que sou mente e que minha Identidade está em Deus, surge uma liberdade diferente.

Posso cuidar do corpo sem esperar que ele me salve.

Posso protegê-lo sem transformá-lo num ídolo.

Posso reconhecer suas condições sem reduzir o Ser a elas.

POIS AINDA SOU COMO DEUS ME CRIOU

A paz é possível porque nossa Identidade não foi realmente alterada.

Continuamos sendo como Deus nos criou apesar de:

  • nossos erros;
  • nossas escolhas equivocadas;
  • nossos períodos de medo;
  • nossos ressentimentos;
  • nossas tentativas de controle;
  • nossos esquecimentos;
  • nossos desvios.

A palavra “ainda” desfaz a crença de que precisamos reconstruir o que Deus criou.

Não precisamos fabricar inocência.

Precisamos deixar de esconder sua lembrança sob camadas de condenação.

Não precisamos conquistar o Amor de Deus.

Precisamos abandonar a crença de que o perdemos.

A PAZ NÃO ESTÁ NO FUTURO

A mente costuma adiar a paz.

Ela diz:

“Quando eu resolver tudo, descansarei.”

“Quando tiver certeza, ficarei em paz.”

“Quando ninguém precisar de mim, poderei parar.”

“Quando alcançar meus objetivos, permitirei que a mente se aquiete.”

Mas sempre haverá alguma coisa a resolver.

A prática de hoje pergunta:

“Posso permitir um instante de paz antes que tudo esteja concluído?”

Isso não significa abandonar tarefas.

Significa não fazer do término de todas elas uma condição para descansar interiormente.

QUANDO UMA DECISÃO PRECISAR SER TOMADA

Antes de decidir, observe:

  • Estou tentando eliminar todo medo?
  • Estou exigindo certeza absoluta?
  • Quero corrigir ou punir?
  • Estou decidindo sob pressão?
  • Preciso de mais informações?
  • Posso esperar?
  • Existe alguém qualificado que devo consultar?

Depois pergunte:

“Qual escolha preserva mais paz, responsabilidade e integridade?”

A paz não garante que conheceremos todos os resultados.

Ela pode ajudar-nos a decidir sem permitir que o pânico se torne o único conselheiro.

QUANDO ALGUÉM TIRAR SUA PAZ

Talvez você pense:

“Essa pessoa acabou com minha paz.”

Antes de transformar esse pensamento em verdade definitiva, reconheça:

“O comportamento dela me perturbou.”

Isso pode ser factual.

Depois acrescente:

“Mas não quero entregar indefinidamente minha mente a essa perturbação.”

Talvez seja necessário:

  • conversar;
  • estabelecer um limite;
  • afastar-se;
  • buscar apoio;
  • aceitar que a pessoa não mudará agora.

A paz não exige proximidade.

Também não exige fingir que nada aconteceu.

Ela nos convida a não transformar a perturbação em identidade permanente.

QUANDO A MENTE QUISER VENCER

Numa discussão, pergunte:

“Quero resolver ou quero derrotar?”

Talvez você esteja certo sobre os fatos.

Ainda assim, pode escolher como apresentá-los.

Firmeza e respeito não são opostos.

Você pode dizer:

  • “Não concordo.”
  • “Esse comportamento não é aceitável.”
  • “Não continuarei esta conversa nesse tom.”
  • “Preciso que o acordo seja cumprido.”
  • “Vou buscar os meios adequados para resolver isso.”

Nada disso exige humilhação ou vingança.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 220

PELA MANHÃ

Reserve aproximadamente quinze minutos.

Comece repetindo:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

Depois acrescente:

NÃO HÁ PAZ, SENÃO A PAZ DE DEUS.

Observe onde você tem procurado paz.

Talvez em:

  • uma conquista;
  • uma pessoa;
  • uma resposta;
  • uma mudança;
  • uma vitória;
  • um controle;
  • uma segurança futura.

Não condene essas buscas.

Apenas reconheça:

“Isso pode ter valor na minha experiência, mas não precisa carregar a responsabilidade de salvar-me.”

Permaneça alguns minutos em silêncio.

À NOITE

Reserve novamente cerca de quinze minutos.

Revise gentilmente:

  • Onde procurei paz hoje?
  • O que transformei em condição para ser feliz?
  • Tentei controlar alguém?
  • Confundi paz com passividade?
  • Agi com firmeza sem atacar?
  • Consegui retornar depois de me desviar?
  • Houve algum instante de quietude?

Entregue os desvios sem culpa.

O caminho permanece disponível.

A CADA HORA

Faça uma breve pausa.

Recorde:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

Depois diga:

Não há paz, senão a paz de Deus.

QUANDO A MENTE ESTIVER PERTURBADA

Use a fórmula da revisão:

“Não quero este pensamento.”

“Escolho em lugar dele:”

Não há paz, senão a paz de Deus.

Não use a frase para negar o problema.

Use-a para retirar do medo o poder de interpretar sozinho.

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

PRIMEIROS 15 SEGUNDOS

Pergunte:

“Onde estou procurando paz agora?”

15 A 30 SEGUNDOS

Observe a condição criada pela mente:

“Só terei paz se…”

30 A 45 SEGUNDOS

Recorde:

Não há paz, senão a paz de Deus.

45 A 60 SEGUNDOS

Conclua:

Mostra-me o próximo passo que une paz e responsabilidade.

EXERCÍCIO DE ESCRITA — MINHAS CONDIÇÕES PARA A PAZ

Escreva:

“SÓ TEREI PAZ QUANDO…”

Complete livremente:

  • quando essa pessoa mudar;
  • quando eu tiver mais dinheiro;
  • quando meu corpo estiver diferente;
  • quando o problema acabar;
  • quando receber reconhecimento;
  • quando tiver certeza;
  • quando alguém pedir perdão;
  • quando eu controlar o resultado.

Depois pergunte:

  • Essa condição está inteiramente sob meu controle?
  • Estou adiando toda possibilidade de paz?
  • Existe alguma ação responsável que posso realizar agora?
  • Posso permitir um instante de quietude antes da solução completa?
  • Estou confundindo paz com controle?

Finalize escrevendo:

“Posso agir responsavelmente sem adiar toda a minha paz.”

EXERCÍCIO — AS OUTRAS ESTRADAS

Escreva quais caminhos você costuma utilizar para buscar segurança.

Por exemplo:

  • agradar;
  • controlar;
  • atacar;
  • isolar-se;
  • acumular;
  • provar que está certo;
  • trabalhar sem descanso;
  • evitar conversas;
  • buscar aprovação;
  • antecipar todos os riscos.

Ao lado de cada um, escreva:

“Que paz esse caminho promete?”

Depois:

“Qual preço ele cobra da minha mente?”

Por fim:

“Qual seria uma resposta mais pacífica e responsável?”

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • O que transformei em condição para ter paz?
  • Confundo paz com controle?
  • Preciso vencer para sentir-me seguro?
  • Qual estrada repito mesmo sabendo que não me traz descanso?
  • Em que situação preciso agir com firmeza?
  • Em que situação preciso parar antes de agir?
  • Estou usando a espiritualidade para evitar uma responsabilidade?
  • Posso sentir uma emoção sem obedecer automaticamente a ela?
  • Consigo permitir um instante de paz antes que tudo esteja resolvido?
  • Qual próximo passo une serenidade, ética e responsabilidade?

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • Minha paz não precisa da derrota de ninguém.
  • Posso agir com firmeza sem atacar.
  • A paz não é passividade.
  • Não preciso controlar tudo para escolher serenidade.
  • Posso sentir medo sem deixar que ele decida sozinho.
  • Um desvio não destrói o caminho.
  • Posso retornar agora.
  • Minha Identidade não depende das circunstâncias.
  • A paz de Deus não precisa ser fabricada.
  • Ainda sou como Deus me criou.

A LIÇÃO 220 E A LIÇÃO 219

Na Lição 219, recordamos:

“Eu não sou um corpo. Eu sou livre.”

Agora, na Lição 220:

“Não há paz, senão a paz de Deus.”

Primeiro, retiramos nossa Identidade dos limites exclusivos do corpo.

Depois, retiramos nossa paz das condições estabelecidas pelo mundo.

Se não sou apenas um corpo, a liberdade não depende apenas das circunstâncias corporais.

Se a paz vem de Deus, ela não precisa ser construída pela vitória do ego.

A Lição 219 esclarece quem somos.

A Lição 220 esclarece onde está a paz que buscamos.

O ENCERRAMENTO DA REVISÃO VI

A Revisão VI começou na Lição 201 e termina aqui.

Durante vinte dias, todas as ideias foram envolvidas pela afirmação:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

Ao longo desta revisão, recordamos temas como:

  • confiança;
  • silêncio;
  • o Nome de Deus;
  • herança espiritual;
  • paz;
  • salvação;
  • bênção;
  • alegria;
  • santidade;
  • propósito;
  • gratidão;
  • libertação da condenação;
  • liberdade além do corpo.

O movimento central foi sempre o mesmo:

deixar a identidade fabricada pelo ego e recordar a Identidade dada por Deus.

A conclusão da revisão não exige que tenhamos compreendido tudo.

Ela nos convida a continuar.

A PRÓXIMA ETAPA DO LIVRO DE EXERCÍCIOS

Depois da Lição 220, o Livro de Exercícios inicia uma nova etapa.

As lições passam a ser organizadas em torno de perguntas fundamentais, acompanhadas por respostas que preparam a prática de cada conjunto.

A estrutura torna-se mais contemplativa.

O estudante é convidado a depender menos de explicações longas e a desenvolver maior abertura à experiência interior.

A Revisão VI preparou essa transição.

Durante vinte dias, retornamos repetidamente a uma única lembrança.

Agora, seguimos adiante levando conosco:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

hoje reconheço que procurei a paz
em muitos caminhos.

Procurei-a no controle.

Na aprovação.

Na vitória.

Na segurança das formas.

Na mudança dos outros.

Na certeza sobre o futuro.

E muitas vezes me senti perdido.

Hoje não quero me condenar pelos desvios.

Quero apenas retornar.

Conduze-me pelo caminho da paz.

Ensina-me a agir com firmeza sem atacar.

A estabelecer limites sem ódio.

A reconhecer a dor sem fazer dela minha identidade.

A cuidar do corpo sem acreditar que sou apenas ele.

Quando o medo falar mais alto,
ajuda-me a fazer uma pausa.

Quando eu quiser vencer,
recorda-me de que minha paz não precisa da derrota de ninguém.

Quando eu me desviar,
mostra-me que o caminho continua disponível.

Não preciso resolver tudo neste instante.

Não preciso fabricar a Tua paz.

Preciso apenas deixar de escolher contra ela.

Eu não sou um corpo.

Eu sou livre.

Pois ainda sou como Tu me criaste.

Não há paz, senão a Tua paz.

E essa paz permanece tão certa
quanto o Teu Amor.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

NÃO HÁ PAZ, SENÃO A PAZ DE DEUS.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte:

  • Onde procurei paz hoje?
  • O que tentei controlar?
  • Confundi firmeza com ataque?
  • Confundi paz com passividade?
  • Que emoção precisei acolher?
  • Em algum momento permiti quietude antes de agir?
  • Qual estrada posso deixar agora?
  • Estou disposto a ser conduzido para Casa?

Não julgue o dia pelo número de vezes que se desviou.

Observe quantas vezes aceitou retornar.

Cada retorno fortalece a nova direção.

LIÇÃO 220 — ESSÊNCIA

A revisão: Lição 200.

A ideia: Não há paz, senão a paz de Deus.

O problema: procurar paz em condições, conquistas, controle, comparação e vitória.

A ilusão: acreditar que a paz pode depender da derrota, da submissão ou da mudança de alguém.

As outras estradas: todos os caminhos que prometem segurança enquanto mantêm o medo.

A orientação: seguir o Espírito Santo, a parte da mente que conhece o caminho do perdão.

O cuidado: paz não significa passividade, negação emocional ou abandono de responsabilidades.

A prática: observar onde procuramos paz e retornar à lembrança de Deus.

O movimento: do controle para a confiança.

A certeza: a paz permanece tão segura quanto o Amor de Deus.

A lembrança: eu não sou um corpo; ainda sou como Deus me criou.

O encerramento: a Lição 220 conclui a Revisão VI e prepara uma nova etapa do Livro de Exercícios.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez tenhamos percorrido muitas estradas procurando paz.

A estrada da aprovação.

A estrada do controle.

A estrada da aparência.

A estrada do sucesso.

A estrada da superioridade.

A estrada da vingança.

A estrada da segurança perfeita.

Cada uma prometeu:

“Quando chegar ao final, você descansará.”

Mas o final parecia sempre afastar-se.

Hoje, a Lição 220 não nos pede que abandonemos a vida.

Ela pede que deixemos de exigir que as coisas da vida carreguem uma responsabilidade que não podem cumprir.

Podemos trabalhar.

Planejar.

Cuidar do corpo.

Construir relações.

Buscar justiça.

Estabelecer limites.

Realizar projetos.

Mas não precisamos transformar nada disso na fonte absoluta da paz.

A paz de Deus não depende de uma vida sem desafios.

Ela aparece quando a mente deixa de fazer do conflito seu guia.

Se nos desviarmos, podemos retornar.

Se sentirmos medo, podemos pedir ajuda.

Se não soubermos o que fazer, podemos fazer uma pausa.

Se for necessário agir, podemos agir com firmeza.

O caminho não exige passividade.

Exige um propósito diferente.

Hoje termina a Revisão VI.

Mas a lembrança permanece conosco:

Eu não sou um corpo. Eu sou livre.

Pois ainda sou como Deus me criou.

E agora acrescentamos:

NÃO HÁ PAZ, SENÃO A PAZ DE DEUS.