LIÇÃO 209 — REVISÃO DA LIÇÃO 189

Infográfico da Lição 209 de Um Curso em Milagres — Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 209 dá continuidade à Revisão VI e retoma a ideia apresentada na Lição 189:

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.

A prática permanece sustentada pela lembrança central desta revisão:

EU NÃO SOU UM CORPO. EU SOU LIVRE.

POIS AINDA SOU COMO DEUS ME CRIOU.

A Lição 208 nos convidou a reconhecer que a paz de Deus está brilhando em nós agora.

Hoje damos mais um passo.

Reconhecemos a origem dessa paz: o Amor de Deus que permanece dentro de nós.

Não estamos procurando um amor distante.

Não estamos tentando convencer Deus a nos amar.

Não estamos fabricando uma emoção espiritual.

Estamos nos dispondo a reconhecer o Amor que nos criou, que define nossa verdadeira Identidade e que jamais deixou de estar presente.

A DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DA LIÇÃO

A Lição 209 apresenta estas afirmações:

“O Amor de Deus me criou. O Amor de Deus é tudo o que eu sou. O Amor de Deus me proclamou Seu Filho. O Amor de Deus dentro de mim me liberta.”

Essas quatro frases formam um caminho completo:

  • o Amor me criou;
  • o Amor define o que sou;
  • o Amor estabelece minha filiação;
  • o Amor dentro de mim me liberta.

A liberdade não vem de conquistar alguma coisa que nos falta.

Ela surge quando deixamos de procurar nossa identidade no medo, no corpo, na culpa e nos julgamentos do mundo.

A lição pode ser consultada na edição online autorizada de Um Curso em Milagres.

O AMOR DE DEUS ME CRIOU

A primeira declaração estabelece nossa origem.

Não fomos criados pelo medo.

Não fomos criados pela culpa.

Não fomos criados pelos erros que cometemos.

Não fomos criados pelas opiniões que as pessoas formaram a nosso respeito.

Não fomos criados pelo passado psicológico que construímos.

Segundo a perspectiva da lição, fomos criados pelo Amor de Deus.

Isso significa que nossa Identidade verdadeira precisa compartilhar a natureza da sua Fonte.

Se o Amor nos criou, aquilo que Deus criou em nós não pode ser:

  • culpado;
  • indigno;
  • abandonado;
  • condenado;
  • incompleto;
  • separado;
  • ameaçado;
  • destruído pelos acontecimentos do tempo.

Esses estados podem fazer parte da nossa experiência percebida, mas não possuem autoridade para redefinir aquilo que Deus criou.

O AMOR DE DEUS É TUDO O QUE EU SOU

Essa afirmação é radical porque entra em conflito com todas as identidades que aprendemos a construir.

Podemos acreditar que somos:

  • nosso nome;
  • nosso corpo;
  • nossa profissão;
  • nossa história;
  • nossos relacionamentos;
  • nossos traumas;
  • nossas conquistas;
  • nossas perdas;
  • nossos erros;
  • nossas qualidades;
  • nossas limitações;
  • a opinião que outras pessoas têm de nós.

Esses elementos podem fazer parte da experiência humana.

Mas a lição diz que nenhum deles contém a totalidade do que somos.

A mente pode afirmar:

“Eu sou aquilo que aconteceu comigo.”

A lição responde:

“O Amor de Deus é tudo o que eu sou.”

A mente pode dizer:

“Eu sou o meu maior erro.”

A lição responde:

“O Amor de Deus é tudo o que eu sou.”

A mente pode concluir:

“Eu sou aquilo que as pessoas decidiram pensar sobre mim.”

A lição recorda:

“O Amor de Deus é tudo o que eu sou.”

SENTIR NÃO SIGNIFICA PRODUZIR UMA EMOÇÃO

A palavra “sinto” pode gerar uma dificuldade.

Talvez a pessoa repita a ideia e não perceba nenhuma emoção amorosa.

Então conclui:

“A lição não está funcionando para mim.”

Ou:

“Talvez o Amor de Deus não esteja realmente dentro de mim.”

Mas a prática não exige que fabriquemos uma sensação intensa.

Sentir o Amor de Deus pode significar permitir:

  • um instante sem julgamento;
  • uma pausa na autocondenação;
  • uma pequena abertura para o perdão;
  • uma sensação de descanso;
  • uma disposição para não atacar;
  • um momento de confiança;
  • uma lembrança de que não estamos sozinhos;
  • uma aceitação silenciosa;
  • um pouco menos de medo.

Não determine antecipadamente como o Amor precisa ser sentido.

Talvez ele chegue como emoção.

Talvez seja percebido como quietude.

Talvez apareça apenas como a vontade de escolher novamente.

QUANDO NÃO SINTO O AMOR

Haverá momentos em que a ideia parecerá distante.

Você pode estar triste, irritado, assustado ou emocionalmente exausto.

Talvez pense:

“Não sinto amor algum dentro de mim agora.”

Não é necessário mentir para si mesmo.

Você pode dizer:

“Neste momento, não consigo sentir esse Amor conscientemente. Ainda assim, estou disposto a considerar que minha percepção não contém toda a verdade.”

Essa formulação é honesta.

Ela não nega a experiência atual e também não transforma a experiência em conclusão definitiva.

A ausência de uma sensação consciente não prova a ausência do Amor.

Nuvens podem esconder o sol da nossa visão sem alterar sua existência.

NÃO PRECISO ME CULPAR POR SENTIR MEDO

Se a lição afirma que o Amor está dentro de nós, podemos interpretar o medo como fracasso espiritual.

Mas isso apenas acrescentaria culpa ao medo.

Uma prática mais gentil reconhece:

“Estou sentindo medo.”

E depois:

“O medo que percebo não precisa definir tudo o que sou.”

O medo pode sinalizar:

  • uma necessidade de proteção;
  • uma memória traumática;
  • uma incerteza;
  • uma interpretação ameaçadora;
  • uma preocupação real;
  • uma necessidade de ajuda;
  • um padrão aprendido.

Ele pode ser acolhido e investigado.

O que a lição corrige é a conclusão:

“Porque sinto medo, fui abandonado pelo Amor.”

O medo pode estar presente na experiência sem possuir o poder de apagar nossa Fonte.

O AMOR DE DEUS ME PROCLAMOU SEU FILHO

Na linguagem de Um Curso em Milagres, a expressão “Filho de Deus” não se limita a gênero, corpo ou identidade individual.

Ela aponta para a criação de Deus em sua unidade.

Ser Filho de Deus significa que nossa Identidade não foi estabelecida pelo mundo.

Antes que alguém nos elogiasse ou rejeitasse, nossa origem já estava em Deus.

Antes que cometêssemos erros, o Amor já havia estabelecido o que somos.

Antes que construíssemos uma personalidade, nossa realidade já estava unida à Fonte.

O mundo pode dar muitos nomes.

Pode chamar alguém de:

  • vencedor;
  • fracassado;
  • bonito;
  • inadequado;
  • importante;
  • insignificante;
  • culpado;
  • inocente;
  • forte;
  • fraco.

Mas nenhum nome temporal possui o poder de substituir o Nome dado por Deus.

O AMOR DENTRO DE MIM ME LIBERTA

A libertação não ocorre porque o ego se torna perfeito.

Ela começa quando deixamos de acreditar que o ego contém toda a nossa identidade.

O Amor nos liberta:

  • da necessidade de nos condenarmos;
  • da obrigação de provar valor;
  • da comparação permanente;
  • do desejo de controlar todas as pessoas;
  • da crença de que precisamos vencer para existir;
  • da prisão do ressentimento;
  • da identificação absoluta com o corpo;
  • do medo de não sermos amados;
  • da tentativa de conquistar o Amor de Deus.

O Amor não nos aprisiona em dívidas emocionais.

Ele não diz:

“Eu o amarei se você se tornar perfeito.”

O Amor simplesmente reconhece aquilo que criou.

O AMOR NÃO PRECISA SER MERECIDO

Grande parte da vida pode ser organizada em torno da tentativa de merecer amor.

Tentamos ser:

  • eficientes;
  • agradáveis;
  • fortes;
  • necessários;
  • úteis;
  • bem-sucedidos;
  • espiritualmente corretos;
  • emocionalmente perfeitos.

Por trás disso pode existir uma pergunta:

“Agora sou digno de ser amado?”

A Lição 209 oferece outra base.

O Amor de Deus não é um prêmio entregue depois que completamos uma lista de exigências.

É nossa condição original.

Isso não significa que todos os comportamentos sejam adequados.

Podemos aprender, corrigir, reparar e amadurecer.

Mas nenhuma correção precisa ser usada para comprar o Amor de Deus.

AMOR NÃO É PERMISSIVIDADE

Reconhecer o Amor de Deus em alguém não significa aprovar tudo o que essa pessoa faz.

O amor verdadeiro pode assumir a forma de:

  • um limite;
  • uma conversa honesta;
  • uma recusa;
  • um afastamento;
  • uma consequência;
  • uma denúncia;
  • um encaminhamento profissional;
  • uma decisão de não participar de determinado comportamento;
  • uma proteção necessária.

Podemos pensar:

“Se eu amar, precisarei aceitar tudo.”

Mas isso confunde amor com submissão.

Uma alternativa mais saudável é:

“Posso reconhecer a dignidade espiritual de alguém sem oferecer acesso ilimitado à minha vida.”

AMOR NÃO É AUTOSSACRIFÍCIO

O ego pode usar a palavra “amor” para justificar a anulação de si mesmo.

A pessoa pensa:

“Se eu amar verdadeiramente, nunca direi não.”

“Preciso cuidar de todos, mesmo que isso me destrua.”

“Se o outro sofrer, devo abandonar todas as minhas necessidades.”

“Meu valor depende de ser indispensável.”

Isso não é a liberdade descrita pela lição.

O Amor de Deus liberta.

Ele não exige que nos transformemos em instrumentos de exaustão, dependência ou controle.

Servir pode ser amoroso.

Descansar também pode ser.

Ajudar pode ser amoroso.

Reconhecer um limite também pode ser.

Permanecer pode ser amoroso.

Afastar-se pode ser necessário.

A forma precisa ser escolhida com discernimento.

O AMOR NÃO EXCLUI A RESPONSABILIDADE

A afirmação “o Amor de Deus é tudo o que sou” não deve ser usada para evitar consequências.

Não significa:

“Como sou Amor, nada do que faço importa.”

Pelo contrário.

Se queremos reconhecer o Amor, precisamos observar honestamente quando nossas escolhas produzem sofrimento.

Podemos:

  • admitir um erro;
  • pedir desculpas;
  • reparar o que for possível;
  • aceitar consequências;
  • modificar um comportamento;
  • buscar ajuda;
  • aprender uma nova resposta.

A responsabilidade sem condenação permite mudança.

A culpa absoluta diz:

“Sou irremediavelmente mau.”

A responsabilidade afirma:

“Esta escolha precisa ser corrigida, e ainda sou capaz de escolher novamente.”

O AMOR E O CORPO

A ideia central da Revisão VI permanece:

“Eu não sou um corpo. Eu sou livre.”

Isso não significa desprezar o corpo.

Significa não fazer dele toda a nossa identidade.

Podemos cuidar do corpo com respeito:

  • alimentando-o;
  • permitindo descanso;
  • procurando tratamento;
  • respeitando seus limites;
  • oferecendo movimento;
  • observando sintomas;
  • aceitando ajuda profissional.

O corpo pode ser usado como instrumento de comunicação e cuidado.

Mas não precisa ser transformado em medida absoluta do nosso valor.

A aparência muda.

A saúde pode oscilar.

A idade avança.

Entretanto, aquilo que o Amor criou não envelhece nem perde dignidade.

QUANDO VOCÊ SE OLHAR NO ESPELHO

Observe os pensamentos que surgem.

Talvez apareça:

“Estou velho demais.”

“Não sou bonito o suficiente.”

“Meu corpo deveria ser diferente.”

“Ninguém vai me amar assim.”

Não é necessário negar preferências ou impedir cuidados.

Mas podemos acrescentar:

“Esta imagem não contém tudo o que sou.”

Depois recorde:

“O Amor de Deus é tudo o que eu sou.”

O espelho mostra uma forma.

Não mostra a totalidade da Identidade.

QUANDO VOCÊ SE JULGAR

Talvez você se recorde de algo que fez e pense:

“Não mereço perdão.”

Observe que essa frase não corrige o comportamento.

Ela apenas transforma o erro em identidade permanente.

Experimente responder:

“Posso assumir responsabilidade sem negar o Amor que me criou.”

Depois pergunte:

  • Existe algo que preciso reparar?
  • Preciso pedir desculpas?
  • Qual padrão preciso interromper?
  • Que ajuda pode ser necessária?
  • Que escolha diferente posso fazer agora?

O Amor não elimina a aprendizagem.

Ele cria o espaço em que a aprendizagem se torna possível.

QUANDO ALGUÉM REJEITAR VOCÊ

A rejeição pode despertar uma ferida profunda.

A mente conclui:

“Se essa pessoa não me escolheu, não tenho valor.”

A dor pode ser real.

Não precisamos minimizá-la.

Mas podemos questionar a conclusão de que uma escolha humana possui poder para definir nossa identidade inteira.

Recorde:

“O Amor de Deus me criou.”

Isso não significa que não desejamos vínculos humanos.

Significa que nenhum vínculo individual precisa carregar a responsabilidade impossível de criar nosso valor.

QUANDO VOCÊ SENTIR SOLIDÃO

A solidão pode ser intensa e merece acolhimento.

Buscar companhia, comunidade, terapia ou apoio pode ser necessário.

A prática espiritual não substitui vínculos humanos saudáveis.

Ainda assim, podemos observar o pensamento:

“Estou sozinho, portanto não sou amado.”

Essas duas ideias não são necessariamente iguais.

Podemos estar fisicamente sozinhos e ainda possuir dignidade, pertencimento e capacidade de conexão.

Durante a prática, diga:

“Mesmo que eu não consiga sentir agora, o Amor que me criou não me abandonou.”

Depois considere qual passo concreto de conexão pode ser dado.

O AMOR NÃO É UMA EMOÇÃO EXCLUSIVA

As emoções mudam.

Em um momento sentimos proximidade.

Em outro, irritação.

Depois, ternura.

Depois, medo.

Se o Amor de Deus fosse apenas uma emoção, desapareceria e retornaria conforme as condições psicológicas.

Mas a lição aponta para algo mais estável.

O Amor é apresentado como nossa Fonte e Identidade.

As emoções podem testemunhá-lo, mas não o criam.

Por isso, não precisamos medir a presença de Deus pela intensidade emocional do momento.

A RELAÇÃO COM A LIÇÃO 208

Na Lição 208 recordamos:

“A paz de Deus está brilhando em mim agora.”

Na Lição 209 afirmamos:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

A paz testemunha o Amor.

O Amor revela nossa origem.

Primeiro aquietamos a mente.

Depois permitimos que ela reconheça aquilo que sempre esteve presente.

A sequência é:

  • a mente se aquieta;
  • a paz é percebida;
  • o Amor é reconhecido;
  • a liberdade se torna possível.

COMO PRATICAR A LIÇÃO 209

PELA MANHÃ

Reserve aproximadamente quinze minutos.

Comece repetindo:

“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”

Depois diga lentamente:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

Permaneça em silêncio.

Não tente fabricar uma emoção.

Não exija sinais.

Não avalie seu desempenho.

Apenas permita que a ideia seja recebida.

DURANTE O DIA

Faça breves retornos sempre que perceber:

  • medo;
  • solidão;
  • autocondenação;
  • comparação;
  • necessidade de aprovação;
  • vergonha;
  • ressentimento;
  • rejeição;
  • preocupação com o corpo;
  • sensação de indignidade.

Recorde:

“O Amor de Deus é tudo o que eu sou.”

A CADA HORA

Sempre que possível, faça uma pequena pausa.

Repita:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

Se não sentir nada, não force.

Apenas reconheça:

“Estou disposto a não usar minha sensação atual como prova de que o Amor está ausente.”

À NOITE

Reserve novamente cerca de quinze minutos.

Observe onde você procurou amor durante o dia.

Observe também onde ofereceu amorceu amor, estabeleceu limites ou escolheu não atacar.

Entregue todas as experiências e finalize com a ideia central da revisão.

FÓRMULA DE SUBSTITUIÇÃO

Quando surgir um pensamento de medo ou indignidade, diga:

“Não quero este pensamento.”

Depois escolha:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

Alguns exemplos:

“Ninguém me ama.”

Substitua por:

“A rejeição que sinto não pode redefinir aquilo que o Amor criou.”

“Preciso provar meu valor.”

Substitua por:

“Meu valor não precisa ser conquistado.”

“Senti medo, portanto falhei espiritualmente.”

Substitua por:

“Posso acolher o medo sem transformá-lo em minha identidade.”

“Se eu amar, terei de aceitar tudo.”

Substitua por:

“O Amor também pode estabelecer limites.”

MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS

0–15 SEGUNDOS

Observe o pensamento ou a emoção presente.

15–30 SEGUNDOS

Coloque a mão sobre o coração, se isso for confortável.

Respire naturalmente.

30–45 SEGUNDOS

Recorde:

“O Amor de Deus me criou.”

45–60 SEGUNDOS

Afirme:

“Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.”

Não exija uma sensação.

Apenas permaneça disponível.

EXERCÍCIO — AS CONDIÇÕES QUE COLOQUEI PARA SER AMADO

Pegue uma folha e escreva:

PARA SER AMADO, ACREDITO QUE PRECISO…

Complete a frase.

Talvez apareça:

  • agradar a todos;
  • nunca cometer erros;
  • ser necessário;
  • parecer forte;
  • ter determinado corpo;
  • conquistar sucesso;
  • esconder minhas necessidades;
  • não dizer “não”;
  • resolver a vida das pessoas;
  • ser espiritualmente perfeito.

Ao lado de cada resposta, escreva:

“Isso pode ser uma regra que aprendi, mas não é uma condição estabelecida por Deus.”

Observe quais exigências você pode começar a questionar.

EXERCÍCIO — O AMOR QUE LIBERTA

Escreva:

COMO SERIA O AMOR SE ELE NÃO ME APRISIONASSE?

Considere:

  • Como eu ajudaria sem me anular?
  • Como estabeleceria limites sem culpa?
  • Como receberia sem sentir que devo pagar emocionalmente?
  • Como permitiria que as pessoas fizessem suas próprias escolhas?
  • Como cuidaria de mim sem interpretar isso como egoísmo?
  • Como reconheceria meus erros sem destruir meu valor?

Não procure respostas perfeitas.

Permita que uma nova compreensão comece a surgir.

EXERCÍCIO — TRÊS TESTEMUNHOS DO AMOR

Ao final do dia, registre três momentos em que o Amor esteve presente.

Pode ter sido:

  • uma conversa;
  • um cuidado recebido;
  • um limite respeitado;
  • um pedido de desculpas;
  • um instante de silêncio;
  • uma ajuda;
  • uma decisão de não atacar;
  • uma gentileza consigo mesmo;
  • uma escolha mais consciente.

O objetivo não é provar que o dia foi perfeito.

É treinar a percepção para reconhecer o que antes passava despercebido.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • Que condições acredito precisar cumprir para ser amado?
  • Confundo amor com aprovação?
  • Confundo amor com autossacrifício?
  • Tenho medo de estabelecer limites?
  • Uso meus erros para negar meu valor?
  • Que rejeição transformei em definição de quem sou?
  • Consigo acolher o medo sem me condenar?
  • Estou tentando produzir uma emoção espiritual?
  • Como o Amor poderia me libertar hoje?
  • Consigo considerar que o Amor permanece mesmo quando não o sinto?

FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA

  • O Amor de Deus me criou.
  • Meu valor não precisa ser conquistado.
  • Uma emoção não contém toda a minha Identidade.
  • Posso sentir medo sem ser definido por ele.
  • O Amor também estabelece limites.
  • Não preciso me sacrificar para provar amor.
  • Posso assumir responsabilidade sem me condenar.
  • A rejeição não redefine aquilo que Deus criou.
  • Não preciso fabricar uma sensação.
  • O Amor de Deus dentro de mim me liberta.

O QUE NÃO É A PRÁTICA DE HOJE

A Lição 209 não pede que você:

  • finja sentir amor;
  • reprima o medo;
  • permaneça em relações abusivas;
  • aceite comportamentos prejudiciais;
  • abandone limites;
  • negue a dor da rejeição;
  • dispense apoio psicológico;
  • substitua tratamento por afirmações;
  • ignore necessidades humanas;
  • transforme amor em autossacrifício.

A prática consiste em reconhecer que nenhuma experiência temporal possui o poder de destruir a Identidade criada por Deus.

Podemos cuidar da mente, do corpo e das relações enquanto aprendemos a não fazer do sofrimento uma definição eterna.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

o Teu Amor me criou.

Mesmo quando não consigo senti-lo,
ele permanece dentro de mim.

Hoje quero abandonar
as condições que inventei
para merecer ser amado.

Não preciso ser perfeito.

Não preciso agradar a todos.

Não preciso esconder minhas necessidades.

Não preciso me sacrificar
para provar meu valor.

Ajuda-me a reconhecer meus erros
sem transformá-los em minha identidade.

Ensina-me a reparar o que for necessário
sem usar a culpa para me aprisionar.

Quando eu sentir medo,
que eu possa acolhê-lo com honestidade
e recordar que ele não contém toda a verdade.

Quando me sentir rejeitado,
recorda-me de que nenhuma escolha humana
pode desfazer aquilo que o Teu Amor criou.

Que eu reconheça o Amor dentro de mim
e permita que ele me liberte.

Hoje não quero fabricar uma experiência.

Quero apenas estar disponível
para reconhecer a presença
que nunca me abandonou.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte gentilmente:

  • Onde procurei amor hoje?
  • Que condição coloquei para me sentir digno?
  • Em algum momento consegui receber sem culpa?
  • Ofereci ajuda sem me anular?
  • Estabeleci algum limite necessário?
  • Usei um erro para me condenar?
  • Reconheci alguma expressão do Amor?
  • Posso descansar sem provar meu valor?

Não transforme as respostas em julgamento.

Observe.

Entregue.

Permita-se recomeçar.

LIÇÃO 209 — ESSÊNCIA

A ideia: Sinto o Amor de Deus dentro de mim agora.

A origem: O Amor de Deus me criou.

A identidade: O Amor de Deus é tudo o que eu sou.

A filiação: O Amor de Deus me proclamou Seu Filho.

A libertação: O Amor de Deus dentro de mim me liberta.

O obstáculo: A crença de que precisamos conquistar ou merecer o Amor.

O equívoco: Confundir amor com emoção, aprovação, permissividade ou autossacrifício.

A correção: Reconhecer que o Amor permanece mesmo quando não é conscientemente sentido.

A prática: Quinze minutos pela manhã, quinze à noite e breves lembranças durante o dia.

A lembrança: Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez tenhamos passado grande parte da vida tentando ser amados.

Tentando agradar.

Tentando provar.

Tentando conquistar.

Tentando não errar.

Tentando corresponder às expectativas.

E, por trás de todos esses esforços, talvez permanecesse a pergunta:

“Agora sou digno de amor?”

A Lição 209 oferece uma resposta que não depende do mundo.

O Amor de Deus não começou depois que fizemos alguma coisa certa.

Ele nos criou.

Não aparece somente quando estamos tranquilos.

Não desaparece quando sentimos medo.

Não aumenta quando somos elogiados.

Não diminui quando somos rejeitados.

Não precisa ser comprado com sacrifício.

Não precisa ser provocado por uma emoção especial.

Podemos não reconhecê-lo.

Podemos encobri-lo com culpa e julgamento.

Podemos procurar substitutos em muitos lugares.

Mas não podemos alterar nossa Fonte.

Hoje, por alguns instantes, deixamos a busca descansar.

Não precisamos provar nada.

Não precisamos fabricar nada.

Apenas permitimos que uma possibilidade seja recebida:

o Amor de Deus me criou.

O Amor de Deus é tudo o que eu sou.

O Amor de Deus dentro de mim me liberta.

SINTO O AMOR DE DEUS DENTRO DE MIM AGORA.