QUERO A PAZ DE DEUS
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DESTA REVISÃO
A Lição 205 continua a Revisão VI e retoma a ideia apresentada na Lição 185:
“Quero a paz de Deus.”
O tema central da revisão permanece:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
A lição declara:
“A paz de Deus é tudo o que eu quero. A paz de Deus é a minha única meta; o objetivo de toda a minha vida aqui, o fim que busco, meu propósito, minha função e minha vida enquanto eu habitar onde não estou em casa.”
Essas palavras parecem simples.
Mas elas nos convidam a uma honestidade profunda.
Nós realmente queremos a paz?
Ou queremos paz apenas se:
- os outros concordarem conosco;
- nossos planos forem realizados;
- determinada pessoa mudar;
- o passado for reconhecido;
- nossos desejos forem atendidos;
- pudermos continuar julgando;
- mantivermos o controle;
- ninguém contrariar nossas expectativas?
A prática de hoje não exige que finjamos já querer exclusivamente a paz.
Ela nos convida a perceber tudo aquilo que ainda desejamos mais do que a paz.
O QUE SIGNIFICA QUERER A PAZ DE DEUS
Querer a paz de Deus não significa desejar uma emoção agradável durante todo o dia.
Também não significa esperar que nenhuma dificuldade aconteça.
A paz de Deus é um estado de alinhamento interior no qual não desejamos usar o medo, a culpa ou o ataque como guias.
Querer a paz significa desejar:
- ver de outra maneira;
- abandonar a condenação;
- retirar do conflito a função de nos proteger;
- deixar de transformar o outro em inimigo;
- assumir responsabilidade sem autopunição;
- estabelecer limites sem ódio;
- cuidar das situações sem entregar a elas nossa identidade;
- escutar antes de reagir;
- perdoar;
- reconhecer nossa unidade.
A paz não é apenas uma sensação.
É um propósito para a mente.
QUERER DE VERDADE
A Lição 185, agora revisada, apresentou uma questão essencial: dizer que queremos a paz não é o mesmo que desejá-la sem reservas.
Podemos repetir:
“Quero a paz de Deus.”
E, ao mesmo tempo, pensar:
“Mas também quero provar que estou certo.”
“Quero que aquela pessoa se sinta culpada.”
“Quero continuar contando essa história.”
“Quero paz, mas não quero abandonar meu julgamento.”
“Quero paz desde que tudo aconteça como planejei.”
Essas metas entram em conflito.
Uma parte da mente deseja descanso.
Outra continua investindo na guerra.
A prática de hoje não condena essa divisão.
Ela a torna visível.
Só podemos escolher conscientemente quando reconhecemos o que estamos escolhendo.
METAS CONFLITANTES
A mente pode desejar duas coisas opostas e depois perguntar por que não encontra paz.
Ela quer:
- perdoar e punir;
- confiar e controlar;
- descansar e vigiar;
- amar e possuir;
- comunicar e vencer;
- curar e conservar a ferida;
- libertar-se e continuar acusando;
- ser feliz e manter o passado como identidade.
Esse conflito interior produz tensão.
A mente pensa:
“Não entendo por que estou tão cansado.”
Mas está tentando caminhar em direções contrárias.
A Lição 205 oferece uma única meta:
a paz de Deus.
Isso não resolve automaticamente todas as decisões externas.
Mas oferece um critério para avaliá-las:
“Esta escolha me aproxima da paz ou fortalece o conflito?”
A PAZ COMO ÚNICA META
Ter a paz como única meta não significa que abandonaremos outros objetivos.
Ainda podemos desejar:
- trabalhar;
- estudar;
- melhorar a saúde;
- organizar as finanças;
- construir relacionamentos;
- concluir projetos;
- viajar;
- mudar de casa;
- desenvolver habilidades;
- criar novas oportunidades.
Essas metas podem permanecer.
O que muda é o propósito que colocamos nelas.
Em vez de pensar:
“Preciso alcançar isso para finalmente ter valor”,
podemos pensar:
“Quero realizar isso sem abandonar a paz.”
Em vez de:
“Se não conseguir, minha vida terá fracassado”,
podemos dizer:
“Farei o melhor possível, mas o resultado não criará nem destruirá minha Identidade.”
A paz torna-se o contexto dentro do qual as outras metas são avaliadas.
A PAZ NÃO É AUSÊNCIA DE OBJETIVOS
Uma interpretação equivocada seria concluir:
“Se quero a paz de Deus, não devo desejar mais nada.”
O Curso não exige que deixemos de participar da experiência humana.
A questão não é possuir metas.
É permitir que metas temporárias se tornem substitutas para a paz.
Podemos trabalhar para conquistar algo sem fazer dessa conquista nossa salvação.
Podemos amar alguém sem exigir que essa pessoa complete nossa Identidade.
Podemos desejar estabilidade sem transformar o dinheiro em deus.
Podemos cuidar do corpo sem acreditar que sua condição determina nosso valor.
A paz não elimina a vida prática.
Ela retira da vida prática o peso de nos salvar.
A PAZ E O CORPO
O tema central da revisão afirma:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre.”
Quando pensamos ser apenas um corpo, a paz parece depender de condições corporais e externas.
Pensamos:
“Só terei paz quando não sentir dor.”
“Só terei paz quando meu corpo corresponder ao padrão.”
“Só terei paz quando estiver protegido de toda mudança.”
O corpo merece cuidado.
A dor deve ser avaliada.
A saúde deve ser tratada com responsabilidade.
Mas nossa Identidade não se limita às condições corporais.
Podemos cuidar do corpo sem entregar a ele o poder de determinar tudo o que somos.
A paz não substitui atendimento médico ou psicológico.
Ela oferece um estado mental mais claro para receber e escolher os cuidados necessários.
A PAZ NÃO É PASSIVIDADE
Querer a paz não significa evitar toda conversa difícil.
Também não significa aceitar comportamentos prejudiciais.
Às vezes, a paz nos conduz a:
- dizer não;
- expressar uma discordância;
- pedir esclarecimentos;
- estabelecer limites;
- encerrar um acordo;
- proteger alguém;
- buscar reparação;
- denunciar uma violência;
- procurar apoio;
- tomar uma decisão firme.
A diferença está na fonte da ação.
O ego age para atacar, controlar ou punir.
A paz age para proteger, esclarecer, corrigir ou restaurar.
A mesma palavra “não” pode nascer do ódio ou do discernimento.
A mesma distância pode ser vingança ou cuidado.
A paz não exige fraqueza.
Ela exige ausência de ataque interior.
A PAZ NÃO É EVITAR EMOÇÕES
Querer a paz de Deus não significa proibir:
- tristeza;
- raiva;
- medo;
- frustração;
- cansaço;
- luto;
- decepção.
As emoções humanas podem surgir.
Negá-las não produz paz.
Produz repressão.
Podemos reconhecer:
“Estou com raiva.”
“Sinto medo.”
“Estou triste.”
“Preciso de ajuda.”
A prática acrescenta:
“Não quero transformar esta emoção em minha única orientação.”
Sentir não é fracassar na lição.
O treinamento consiste em não entregar à emoção o controle automático de todas as escolhas.
PAZ NÃO É CONTROLE
Às vezes, pensamos que teremos paz quando tudo estiver sob controle.
Tentamos controlar:
- pessoas;
- respostas;
- horários;
- resultados;
- opiniões;
- relacionamentos;
- acontecimentos futuros;
- a imagem que os outros possuem de nós.
Mas quanto mais dependemos do controle, mais vulneráveis nos sentimos.
A mente precisa vigiar constantemente para garantir que nada escape ao plano.
A paz não nasce do controle perfeito.
Ela começa quando reconhecemos:
“Posso agir responsavelmente sem controlar tudo.”
Planejamos o que é possível.
Tomamos decisões.
Estabelecemos limites.
E admitimos que parte da vida permanece fora do nosso domínio.
A PAZ E A NECESSIDADE DE TER RAZÃO
Uma das maiores concorrentes da paz é a necessidade de ter razão.
Em um conflito, podemos pensar:
“Só ficarei em paz quando a pessoa admitir que errou.”
Então nossa paz passa a depender de uma confissão externa.
Mesmo que tenhamos razão sobre os fatos, ainda precisamos decidir qual propósito daremos a essa razão.
Podemos usar a verdade para esclarecer.
Ou podemos usá-la para humilhar.
Podemos corrigir um erro.
Ou podemos mantê-lo vivo para exercer superioridade.
A pergunta não é apenas:
“Estou certo?”
É também:
“O que quero fazer com isso?”
Ter razão não precisa ser mais importante do que permanecer alinhado à paz.
A PAZ E O RESSENTIMENTO
O ressentimento promete proteção.
Ele diz:
“Se você continuar lembrando, nunca será ferido novamente.”
Mas recordar informações importantes não exige reviver continuamente a acusação.
Podemos aprender com uma experiência.
Podemos modificar o acesso que alguém possui à nossa vida.
Podemos reconhecer padrões.
Podemos manter limites.
O ressentimento acrescenta uma exigência:
“O outro precisa sofrer para que eu possa descansar.”
Nesse ponto, a paz foi colocada nas mãos de outra pessoa.
A prática de hoje nos devolve a escolha:
“Posso desejar justiça sem entregar minha mente à vingança.”
A PAZ E O PERDÃO
O perdão é o meio central pelo qual o Curso nos conduz à paz.
Perdoar não é:
- aprovar o ataque;
- negar a dor;
- dispensar consequências;
- restabelecer automaticamente a confiança;
- permanecer em relações inseguras;
- fingir que nada aconteceu.
Perdoar significa retirar da condenação a função de produzir segurança.
É poder dizer:
“Não quero continuar usando essa história para ferir minha própria mente.”
Talvez a situação externa continue exigindo atenção.
Mas o julgamento não precisa permanecer como nosso companheiro constante.
A PAZ COMO PROPÓSITO DE TODA A VIDA
A Lição 205 chama a paz de:
- única meta;
- objetivo de toda a vida;
- fim que buscamos;
- propósito;
- função;
- vida enquanto parecemos habitar onde não estamos em Casa.
Isso não diminui o valor das experiências humanas.
Mostra o propósito que pode unificá-las.
Todo encontro pode servir à paz.
Toda dificuldade pode revelar uma escolha.
Toda relação pode tornar-se uma sala de aula do perdão.
Toda decisão pode ser entregue à orientação.
Todo erro pode ser corrigido sem condenação.
Quando a paz é o propósito, a vida deixa de ser uma coleção de acontecimentos desconectados.
As experiências passam a contribuir para o treinamento da mente.
HABITAR ONDE NÃO ESTAMOS EM CASA
A lição reconhece que parecemos viver num lugar que não representa nossa verdadeira Casa.
Isso não significa desprezar o mundo.
Também não significa desejar abandoná-lo.
Enquanto estamos aqui, o mundo pode receber um novo propósito.
Ele pode tornar-se:
- sala de aula;
- campo de prática;
- oportunidade de perdão;
- lugar de comunicação;
- espaço de serviço;
- instrumento de despertar.
Não precisamos amar o conflito do mundo.
Podemos utilizar cada situação para recordar a paz que não pertence ao conflito.
QUANDO DIZEMOS “QUERO A PAZ”
A frase pode ser usada como oração, escolha e correção.
Quando dissermos:
“Quero a paz de Deus”,
podemos perguntar:
- Estou disposto a abandonar esta acusação?
- Estou disposto a questionar minha interpretação?
- Estou disposto a não responder imediatamente?
- Estou disposto a deixar de controlar esse resultado?
- Estou disposto a reconhecer minha responsabilidade?
- Estou disposto a pedir ajuda?
- Estou disposto a estabelecer um limite sem atacar?
- Estou disposto a aceitar que não sei tudo?
A sinceridade não exige que respondamos sim a todas as perguntas.
Talvez a resposta seja:
“Ainda não estou pronto.”
Nesse caso, podemos dizer:
“Estou disposto a querer estar disposto.”
Essa pequena abertura já possui valor.
O QUE A PAZ NÃO EXIGE
A paz de Deus não exige que:
- todos gostem de nós;
- nunca cometamos erros;
- o corpo permaneça sempre saudável;
- nenhuma perda aconteça;
- todos os conflitos terminem externamente;
- compreendamos todas as situações;
- saibamos exatamente o que fazer;
- tenhamos sentimentos agradáveis o tempo inteiro;
- consigamos manter a mente silenciosa sem interrupções.
A paz não é perfeição humana.
É a disposição para não transformar a imperfeição aparente em condenação.
A PRÁTICA FORMAL DA REVISÃO VI
A Revisão VI orienta:
- pelo menos quinze minutos pela manhã;
- pelo menos quinze minutos à noite;
- lembranças a cada hora;
- aplicações frequentes durante os intervalos;
- substituição de pensamentos perturbadores;
- entrega dos períodos de quietude ao Espírito Santo.
Hoje, começamos e terminamos com o tema central e colocamos a ideia da paz no centro da prática.
PRÁTICA DE QUINZE MINUTOS PELA MANHÃ
Sente-se confortavelmente.
Comece:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
Depois diga:
“Quero a paz de Deus.”
Permita silêncio.
Observe o que surge como condição:
“Quero paz, mas preciso que isso aconteça.”
“Quero paz, mas não quero abandonar esta acusação.”
Não condene essas respostas.
Entregue-as.
Repita:
“A paz de Deus é tudo o que eu realmente quero.”
Ao final, volte ao tema central.
A LEMBRANÇA A CADA HORA
A cada hora, quando for possível e seguro, pare por alguns instantes.
Diga:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre.”
“Pois ainda sou como Deus me criou.”
“Quero a paz de Deus.”
Pergunte:
“O que estou escolhendo neste momento?”
Depois continue o dia.
Se esquecer, retome sem culpa.
FÓRMULA DE SUBSTITUIÇÃO
Quando surgir um pensamento perturbador, use a fórmula da Revisão VI:
“Não quero este pensamento. Escolho em lugar dele…”
Hoje, complete:
“Não quero este pensamento. Escolho em lugar dele a paz de Deus.”
Por exemplo:
“Preciso vencer esta discussão.”
Responda:
“Não quero este pensamento de ataque. Escolho a paz e, a partir dela, direi o que precisa ser dito.”
Ou:
“Só descansarei quando tudo estiver sob controle.”
Responda:
“Não quero entregar minha mente a essa exigência. Escolho agir responsavelmente e aceitar que não controlo tudo.”
COMO PRATICAR A LIÇÃO 205
AO ACORDAR
Antes de pensar nas tarefas do dia, declare:
“Hoje, minha meta é a paz.”
Isso não significa que todas as tarefas desaparecerão.
Significa que nenhuma delas precisa justificar a perda do seu centro.
DIANTE DA PRESSA
Pergunte:
“Estou usando a urgência para atacar a mim mesmo?”
Escolha a próxima ação possível.
Não carregue mentalmente todas as tarefas ao mesmo tempo.
DURANTE UM CONFLITO
Antes de responder, pergunte:
“Quero paz ou quero punição?”
Talvez ainda seja necessário falar com firmeza.
Mas a firmeza não precisa humilhar.
DIANTE DA ANSIEDADE
Reconheça:
“Estou tentando obter paz controlando o futuro.”
Depois pergunte:
“O que posso fazer responsavelmente agora?”
Faça o que é possível e entregue o que ainda não pode ser resolvido.
DIANTE DE UMA EMOÇÃO FORTE
Não tente impedir a emoção.
Diga:
“Posso sentir isso sem permitir que decida tudo por mim.”
Respire e espere, se for possível, antes de agir.
ANTES DE DORMIR
Reserve pelo menos quinze minutos.
Entregue as metas conflitantes do dia.
Recorde:
“A paz de Deus é tudo o que eu realmente quero.”
MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS
0–15 SEGUNDOS — PARE
Interrompa a reação automática.
15–30 SEGUNDOS — RECONHEÇA
Pergunte:
“O que estou querendo mais do que a paz?”
30–45 SEGUNDOS — ESCOLHA
Diga:
“Não quero continuar alimentando este conflito.”
45–60 SEGUNDOS — RECORDE
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Quero a paz de Deus.”
EXERCÍCIO DE ESCRITA — QUERO PAZ, MAS…
Escreva:
“QUERO PAZ, MAS…”
Complete a frase diversas vezes.
Talvez apareça:
- quero paz, mas preciso estar certo;
- quero paz, mas não quero perdoar;
- quero paz, mas quero controlar essa pessoa;
- quero paz, mas preciso ser reconhecido;
- quero paz, mas não aceito que o passado tenha acontecido;
- quero paz, mas tenho medo de estabelecer limites;
- quero paz, mas não quero abandonar meu papel de vítima;
- quero paz, mas acredito que preciso sofrer.
Não julgue as respostas.
Depois escolha uma e pergunte:
- O que acredito que esse desejo me oferece?
- Ele realmente me protege?
- Qual é o custo de mantê-lo?
- Estou disposto a questioná-lo?
- Qual pequena escolha de paz posso fazer hoje?
Finalize com:
“Posso começar querendo estar disposto a escolher a paz.”
EXERCÍCIO — MINHAS METAS E A PAZ
Liste suas metas atuais.
Podem envolver:
- trabalho;
- dinheiro;
- saúde;
- relacionamentos;
- estudos;
- projetos;
- família;
- espiritualidade.
Ao lado de cada uma, pergunte:
- Acredito que essa meta criará meu valor?
- Tenho medo de não alcançá-la?
- Estou disposto a realizá-la sem atacar?
- Posso aceitar ajustes no caminho?
- Como essa meta pode servir à paz?
Depois escreva:
“Minhas metas podem permanecer, mas a paz será o propósito que as orienta.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe cada vez que pensar:
- “Só terei paz quando essa pessoa mudar.”
- “Preciso vencer.”
- “Não posso descansar antes de controlar tudo.”
- “Perdoar me deixará vulnerável.”
- “Se eu não atacar, serei fraco.”
- “Minha paz depende desse resultado.”
- “Não posso sentir tristeza se realmente quiser a paz.”
- “Paz significa aceitar qualquer comportamento.”
Esses pensamentos revelam condições que colocamos sobre a paz.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- O que quero mais do que a paz?
- De que acusação ainda não desejo abrir mão?
- Minha paz depende de alguém admitir um erro?
- Estou confundindo paz com passividade?
- Estou evitando uma conversa necessária?
- Qual limite pode servir à paz?
- Estou tentando controlar o futuro?
- Qual meta transformei em salvação?
- Consigo sentir uma emoção sem obedecer automaticamente a ela?
- Estou disposto a abandonar a necessidade de vencer?
- Que pensamento preciso substituir?
- Posso agir com firmeza sem atacar?
- Minhas metas práticas estão alinhadas à paz?
- Estou disposto a querer a paz sem condições?
FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA
- Quero a paz de Deus.
- A paz de Deus é minha única meta.
- Posso agir com firmeza sem atacar.
- Não preciso controlar tudo para estar em paz.
- Sentir uma emoção não significa abandonar a paz.
- Paz não é passividade.
- Posso estabelecer limites sem alimentar ódio.
- Não preciso vencer esta discussão.
- Minha paz não depende da mudança de outra pessoa.
- Posso realizar minhas metas sem fazer delas minha salvação.
- Eu não sou um corpo. Eu sou livre.
- Pois ainda sou como Deus me criou.
A LIÇÃO 205 E A LIÇÃO 185
A Lição 205 revisa diretamente a Lição 185.
Na primeira apresentação, fomos convidados a examinar a sinceridade do nosso desejo pela paz.
Agora, a ideia é envolvida pelo tema central:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
A Lição 185 ensinou:
querer verdadeiramente a paz significa deixar de impor condições a ela.
A Lição 205 acrescenta:
a paz é compatível com nossa Identidade e nossa liberdade em Deus.
Não precisamos criar a paz.
Precisamos deixar de escolher continuamente aquilo que a encobre.
A LIÇÃO 205 E A LIÇÃO 204
Na Lição 204, revisamos:
“O Nome de Deus é minha herança.”
Hoje declaramos:
“Quero a paz de Deus.”
Ontem:
reconhecemos o que recebemos.
Hoje:
escolhemos aceitar uma característica dessa herança.
Se a paz pertence à nossa herança, desejá-la não é pedir algo estranho.
É querer aquilo que corresponde à nossa natureza.
O QUE VEM NA LIÇÃO 206
A próxima lição revisará a Lição 186:
“A salvação do mundo depende de mim.”
O tema central continuará:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
Hoje escolhemos a paz como propósito.
Amanhã reconheceremos que nossa escolha não é isolada: quando aceitamos nossa função, contribuímos para a libertação da percepção compartilhada.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
hoje digo que quero a Tua paz.
Mas também reconheço
as condições que ainda coloco sobre ela.
Quero paz,
mas às vezes desejo ter razão.
Quero paz,
mas ainda seguro acusações.
Quero paz,
mas tento controlar pessoas e resultados.
Quero paz,
mas temo que perdoar me torne vulnerável.
Ajuda-me a olhar honestamente
para as metas conflitantes da minha mente.
Não quero usar essa descoberta
para me condenar.
Quero utilizá-la para escolher novamente.
Ensina-me a sentir
sem ser governado pelo medo.
A estabelecer limites
sem cultivar ódio.
A falar com firmeza
sem desejar humilhar.
A cumprir minhas responsabilidades
sem transformar a pressa em senhor.
A construir projetos
sem fazer deles minha salvação.
Quando eu acreditar
que outra pessoa controla minha paz,
recorda-me de que a escolha permanece em minha mente.
Quando eu quiser vencer,
mostra-me o valor de compreender.
Quando eu estiver dividido,
oferece-me uma única meta.
Quero a paz de Deus.
A paz de Deus é tudo o que eu quero.
Eu não sou um corpo.
Eu sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
EU NÃO SOU UM CORPO. EU SOU LIVRE.
POIS AINDA SOU COMO DEUS ME CRIOU.
QUERO A PAZ DE DEUS.
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, reserve o período de prática e pergunte:
- O que quis mais do que a paz hoje?
- Tentei controlar alguém ou algum resultado?
- Precisei vencer alguma discussão?
- Evitei uma ação necessária em nome de uma falsa paz?
- Estabeleci algum limite sem atacar?
- Reconheci minhas emoções sem ser governado por elas?
- Usei a fórmula de substituição dos pensamentos?
- Recordei que não sou um corpo?
- Houve algum instante em que escolhi a paz sem condições?
- O que desejo entregar antes de dormir?
Não transforme as respostas em julgamento.
A honestidade já faz parte da cura.
A cada momento, a escolha pode ser renovada.
LIÇÃO 205 — ESSÊNCIA
A revisão: Quero a paz de Deus.
O tema central: Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.
A meta: fazer da paz o propósito que organiza todas as outras metas.
O problema: dizer que queremos paz enquanto preservamos condições, acusações e desejos de controle.
As metas conflitantes: querer perdoar e punir, descansar e controlar, amar e possuir.
A confusão: imaginar que paz significa passividade, repressão emocional ou ausência de objetivos.
A correção: agir com responsabilidade sem utilizar o ataque.
O perdão: abandonar a condenação sem negar fatos ou consequências.
A prática formal: pelo menos quinze minutos pela manhã e quinze minutos à noite.
A lembrança: repetir a ideia a cada hora.
A aplicação especial: “Não quero este pensamento. Escolho em lugar dele a paz de Deus.”
O movimento: do conflito de metas para um propósito unificado.
A escolha: querer a paz sem impor condições.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Todos afirmamos querer paz.
Mas muitas vezes queremos uma paz construída segundo nossas condições.
Queremos paz depois que o outro mudar.
Depois que o passado for reparado.
Depois que o futuro estiver garantido.
Depois que todos reconhecerem nosso valor.
Depois que vencermos a discussão.
A Lição 205 nos convida a reconhecer que essa paz condicionada não é a paz de Deus.
A paz de Deus pode orientar a mente antes que todas as circunstâncias tenham mudado.
Ela não nos transforma em pessoas passivas.
Ela nos permite agir sem acrescentar mais conflito ao conflito.
A edição online autorizada da Lição 205 apresenta a paz de Deus como nossa única meta, propósito e função enquanto parecemos habitar onde não estamos em Casa.
Hoje, não precisamos fingir que já queremos apenas a paz.
Podemos começar sendo honestos.
Podemos reconhecer:
“Ainda quero ter razão.”
“Ainda quero controlar.”
“Ainda quero conservar esta acusação.”
E, sem condenação, responder:
“Mas estou disposto a questionar esse desejo.”
Talvez a escolha ainda não seja completa.
Talvez exista apenas uma pequena abertura.
Essa abertura é suficiente para começar.
A paz não precisa esperar até que sejamos estudantes perfeitos.
Ela pode entrar no instante em que deixamos de defender a guerra.
Eu não sou um corpo.
Eu sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.
Quero a paz de Deus.
