INVOCO O NOME DE DEUS E O MEU PRÓPRIO NOME
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DESTA REVISÃO
A Lição 203 continua a Revisão VI e retoma a ideia apresentada na Lição 183:
“Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.”
O tema central da revisão permanece:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
A prática de hoje reúne três lembranças:
- Deus é nossa Fonte;
- nossa verdadeira Identidade não está limitada ao corpo;
- o Nome de Deus representa também a realidade que compartilhamos com Ele.
A lição declara:
“O Nome de Deus é a minha libertação de todo pensamento de mal e de pecado, porque é o meu próprio nome assim como o Seu.”
Essa afirmação não significa que nosso nome civil seja literalmente o Nome de Deus.
Não estamos falando do nome escrito nos documentos.
A lição aponta para uma Identidade espiritual, anterior aos nomes, papéis e definições que recebemos no mundo.
Antes de sermos chamados por um nome humano, antes de recebermos uma história e antes de aprendermos a nos definir pelo corpo, já existia uma verdade sobre nós em Deus.
Hoje, nós a recordamos.
O QUE SIGNIFICA INVOCAR O NOME DE DEUS
Invocar pode parecer chamar alguém que está distante.
Mas, no contexto da lição, não estamos tentando atrair a atenção de um Deus ausente.
Invocar o Nome de Deus é orientar a mente novamente para sua Fonte.
É um movimento interior:
- da dispersão para a unidade;
- do medo para a lembrança do Amor;
- dos rótulos para a Identidade;
- da culpa para a inocência;
- do ruído para a quietude;
- dos muitos pensamentos para um único ponto de referência.
Não precisamos construir uma oração complicada.
Não precisamos explicar todos os problemas.
Não precisamos convencer Deus a aproximar-Se.
A prática reconhece que a distância está apenas em nossa percepção.
Deus não precisa voltar para nós.
Somos nós que precisamos deixar de olhar na direção contrária.
O NOME DE DEUS E O NOSSO NOME
No mundo, os nomes são usados para diferenciar.
Eu tenho um nome.
Você tem outro.
Cada nome está associado a:
- um corpo;
- uma família;
- uma história;
- documentos;
- lembranças;
- funções;
- reputações;
- características pessoais.
Esses nomes possuem utilidade prática.
Precisamos deles para viver e nos comunicar no mundo.
Mas eles também podem fortalecer a impressão de que somos seres completamente separados.
A Lição 203 aponta para outro Nome.
Um Nome que não separa.
Um Nome que representa aquilo que compartilhamos.
Ao dizer que o Nome de Deus é também nosso próprio nome, o Curso recorda que não fomos criados por:
- julgamentos;
- acontecimentos;
- aparências;
- diagnósticos;
- profissões;
- sucessos;
- fracassos;
- opiniões humanas.
Fomos criados por Deus.
Portanto, nossa verdadeira Identidade permanece relacionada à santidade, à inocência e ao Amor.
OS NOMES QUE O MUNDO NOS DEU
Ao longo da vida, aprendemos a responder a muitos nomes psicológicos.
Talvez tenham nos chamado de:
- inteligente;
- incapaz;
- sensível;
- difícil;
- forte;
- fraco;
- bonito;
- feio;
- responsável;
- problemático;
- vencedor;
- fracassado;
- saudável;
- doente;
- digno;
- indigno.
Com o tempo, essas descrições podem transformar-se em identidade.
Passamos a pensar:
“Eu sou o que fizeram comigo.”
“Eu sou o meu diagnóstico.”
“Eu sou o meu sucesso.”
“Eu sou o meu fracasso.”
“Eu sou a opinião que aquela pessoa formou sobre mim.”
“Eu sou o papel que desempenho.”
A Lição 203 não nega que essas experiências façam parte da nossa história.
Ela nega que possuam autoridade para substituir aquilo que Deus criou.
O TEMA CENTRAL E A LIBERDADE
A Revisão VI começa e termina cada prática com:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
Essa afirmação prepara a mente para invocar o Nome de Deus.
Se acreditamos ser apenas um corpo, nosso nome parece designar uma unidade física isolada.
Se aceitamos que não somos limitados ao corpo, torna-se possível reconhecer uma Identidade compartilhada além da forma.
A liberdade começa quando deixamos de dizer:
“O mundo decidiu quem sou.”
“Meu passado determinou minha identidade.”
“Meus erros mudaram o que Deus criou.”
“Meu corpo contém toda a verdade sobre mim.”
A frase “Pois ainda sou como Deus me criou” desfaz essas conclusões.
A palavra “ainda” declara que nada conseguiu alterar nossa realidade.
LIBERTAÇÃO DOS PENSAMENTOS DE MAL
A Lição 203 apresenta o Nome de Deus como libertação de todo pensamento de mal.
Isso não significa fechar os olhos para comportamentos prejudiciais.
Podemos reconhecer:
- violência;
- abuso;
- mentira;
- manipulação;
- injustiça;
- irresponsabilidade;
- violação de limites.
O que a lição questiona é a crença de que o mal constitui uma realidade oposta, igual ou superior ao Amor de Deus.
Quando a mente acredita que o mal possui poder absoluto, passa a viver em estado de ameaça.
Ela pensa:
“O perigo está em toda parte.”
“Não existe segurança.”
“O medo é mais forte do que o Amor.”
“A culpa nunca poderá ser desfeita.”
Invocar o Nome de Deus não substitui medidas práticas de proteção.
Ele nos recorda que nenhuma experiência temporal possui poder para alterar nossa Identidade eterna.
LIBERTAÇÃO DOS PENSAMENTOS DE PECADO
No Curso, o pecado é frequentemente compreendido como a crença de que cometemos algo tão grave que a separação de Deus se tornou definitiva.
O erro pode ser corrigido.
O pecado, na lógica do ego, exige punição.
A mente pensa:
“Fiz algo imperdoável.”
“Não posso voltar para Deus.”
“Minha culpa mudou quem sou.”
“Preciso sofrer para pagar pelo passado.”
A Lição 203 responde:
“Pois ainda sou como Deus me criou.”
Isso não elimina responsabilidade.
Se causamos algum dano, talvez seja necessário:
- reconhecer o comportamento;
- pedir desculpas;
- reparar o que for possível;
- aceitar consequências;
- aprender;
- modificar escolhas;
- procurar ajuda.
Mas a correção não exige uma sentença eterna.
O Nome de Deus nos liberta da crença de que o erro destruiu nossa inocência essencial.
ERRO NÃO É IDENTIDADE
Existe uma diferença entre dizer:
“Cometi um erro.”
e afirmar:
“Eu sou um erro.”
A primeira frase permite aprendizado.
A segunda aprisiona.
Responsabilidade pergunta:
“O que posso corrigir?”
Autocondenação declara:
“Não há correção possível.”
O Nome de Deus recorda aquilo que permanece por baixo da história:
o Filho de Deus não foi recriado pelo erro.
Sua percepção pode precisar de cura.
Suas escolhas podem precisar de correção.
Seus relacionamentos podem precisar de reparação.
Mas sua origem não mudou.
NÃO É UMA PALAVRA MÁGICA
A prática de hoje não deve ser transformada em superstição.
Não repetimos o Nome de Deus para:
- controlar outras pessoas;
- conseguir resultados específicos;
- evitar todas as dificuldades;
- prever o futuro;
- substituir decisões responsáveis;
- dispensar tratamentos;
- produzir fenômenos;
- demonstrar superioridade espiritual.
O poder da prática não está numa combinação secreta de sons.
Está na escolha mental que a palavra representa.
Quando repetimos “Deus”, estamos dizendo:
“Escolho recordar a Fonte em vez de adorar os pensamentos do medo.”
A palavra não manipula o universo.
Ela ajuda a reorganizar nossa atenção.
QUAL NOME DEVO USAR
A lição não exige uma busca por uma palavra secreta.
Você pode utilizar simplesmente:
“Deus.”
Se outra forma respeitosa de dirigir-se a Deus fizer parte sincera de sua tradição, ela pode ser usada sem transformar o exercício numa disputa de nomes.
A questão central não é a pronúncia.
É o significado atribuído pela mente.
O Nome representa:
- Fonte;
- Amor;
- unidade;
- santidade;
- criação;
- paz;
- Identidade.
A simplicidade protege a prática contra a superstição.
OS PEQUENOS NOMES
A mente atribui nomes a tudo o que percebe.
Ela nomeia:
- pessoas;
- objetos;
- acontecimentos;
- emoções;
- ameaças;
- desejos;
- conquistas;
- perdas.
Depois confunde os nomes com a realidade.
Um problema recebe um nome e parece tornar-se todo o universo.
Uma pessoa recebe um rótulo e passa a ser vista apenas por ele.
Uma sensação recebe um diagnóstico informal e parece determinar o futuro.
A mente diz:
“Isto é fracasso.”
“Aquela pessoa é minha inimiga.”
“Esta situação é uma catástrofe.”
“Eu sou indigno.”
Ao invocar o Nome de Deus, não estamos negando as situações.
Estamos recusando permitir que os pequenos nomes ocupem todo o campo da percepção.
QUANDO UM PROBLEMA PARECE ENORME
Imagine que você esteja preocupado com uma situação financeira.
A mente repete:
“Dívida.”
“Perda.”
“Fracasso.”
“Perigo.”
Esses nomes ocupam a atenção.
Então você para e diz:
“Deus.”
Não para fazer o problema desaparecer magicamente.
Mas para recordar:
“Este problema precisa ser cuidado, mas não contém toda a realidade.”
Depois da pausa, talvez seja necessário:
- organizar informações;
- pedir orientação profissional;
- negociar;
- reduzir despesas;
- elaborar um plano;
- conversar com alguém.
A prática espiritual não substitui a ação responsável.
Ela pode impedir que o pânico seja o único conselheiro.
QUANDO ALGUÉM RECEBE UM RÓTULO
Num conflito, podemos reduzir uma pessoa a um pequeno nome:
“Egoísta.”
“Inimiga.”
“Manipuladora.”
“Incompetente.”
“Impossível.”
Talvez exista um comportamento real que precise ser avaliado.
Entretanto, o rótulo começa a ocupar toda a percepção.
A prática não exige confiar cegamente.
Ela convida a separar:
- comportamento;
- interpretação;
- identidade.
Podemos afirmar:
“Esse comportamento não é aceitável.”
E, ao mesmo tempo:
“Não conheço toda a verdade sobre esta pessoa.”
Invocar o Nome de Deus é recordar a Fonte compartilhada, mesmo quando um limite continua necessário.
QUANDO NOS JULGAMOS
Também usamos pequenos nomes contra nós.
Podemos pensar:
“Sou um fracasso.”
“Sou fraco.”
“Sou indigno.”
“Sou imperdoável.”
“Não tenho valor.”
Hoje, não precisamos responder a cada acusação com longos argumentos.
Podemos simplesmente reconhecer:
“Esse é um nome que o medo me deu.”
Depois recordar:
“Deus.”
E acrescentar:
“Pois ainda sou como Deus me criou.”
Essa lembrança não elimina o aprendizado.
Ela elimina a tentativa de transformar o erro em identidade eterna.
O NOME E A QUIETUDE
Na Lição 202, revisamos:
“Eu me aquietarei por um momento e irei para casa.”
Agora, na Lição 203, o Nome de Deus ocupa o espaço criado pela quietude.
Primeiro, deixamos o ruído descansar.
Depois, recordamos a Fonte.
O movimento é simples:
- aquietar;
- invocar;
- escutar;
- permitir;
- descansar.
Em algum momento, talvez a própria repetição da palavra se torne desnecessária.
A palavra cumpriu sua função quando conduziu a mente ao silêncio.
Não precisamos segurá-la compulsivamente.
Podemos permitir que ela nos leve além das palavras.
A PRÁTICA FORMAL DA REVISÃO VI
A Revisão VI orienta:
- pelo menos quinze minutos pela manhã;
- pelo menos quinze minutos à noite;
- lembranças a cada hora;
- aplicações frequentes nos intervalos;
- uso especial da ideia diante de perturbações;
- períodos de quietude oferecidos ao Espírito Santo.
Hoje, começamos e terminamos cada prática com o tema central.
Entre essas repetições, utilizamos a ideia revisada.
PRÁTICA DE QUINZE MINUTOS PELA MANHÃ
Sente-se confortavelmente.
Comece com:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
Depois diga:
“Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.”
Repita lentamente:
“Deus.”
Faça uma pausa.
Repita novamente.
Se outros pensamentos aparecerem, não lute.
Observe e volte:
“Deus.”
Não procure imagens.
Não espere sensações especiais.
Ao final, repita:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
A LEMBRANÇA A CADA HORA
A cada hora, quando for possível e seguro, pare por alguns instantes.
Repita:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre.”
“Pois ainda sou como Deus me criou.”
“Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.”
Depois permaneça alguns segundos em silêncio.
Se esquecer uma hora, não se condene.
Retome quando lembrar.
A revisão treina a disponibilidade, não a culpa.
FÓRMULA DE SUBSTITUIÇÃO
Quando um pensamento perturbador aparecer, use a fórmula da Revisão VI:
“Não quero este pensamento. Escolho em lugar dele…”
Hoje, complete:
“Não quero este pensamento. Escolho em lugar dele invocar o Nome de Deus e o meu próprio nome.”
Por exemplo:
“Este problema vai destruir tudo.”
“Não quero entregar minha mente a esse pensamento. Escolho recordar Deus e depois cuidar do que precisa ser feito.”
Ou:
“Meu erro prova que sou indigno.”
“Não quero este pensamento. Escolho recordar que ainda sou como Deus me criou.”
COMO PRATICAR A LIÇÃO 203
AO ACORDAR
Antes de receber os pequenos nomes do mundo — tarefas, mensagens, obrigações e preocupações — recorde o Nome que representa sua Fonte.
Diga:
“Deus.”
Comece o dia a partir desse ponto.
DIANTE DA ANSIEDADE
Não tente responder individualmente a todos os pensamentos ansiosos.
Escolha um ponto de retorno.
Respire e repita:
“Deus.”
Depois pergunte:
“Qual é a próxima ação responsável?”
DURANTE UM CONFLITO
Antes de reduzir a pessoa a um rótulo, faça uma pausa.
Recorde:
“Ela também possui sua Fonte em Deus.”
Isso não significa aceitar o comportamento.
Significa responder sem apagar a dignidade do outro.
DIANTE DO ESPELHO
Observe quantos nomes atribui à imagem.
Talvez surjam:
“Bonito.”
“Velho.”
“Cansado.”
“Imperfeito.”
Depois diga:
“Nenhum desses nomes contém toda a minha Identidade.”
E recorde Deus.
ANTES DE UMA DECISÃO
Não use o Nome para exigir determinada resposta.
Use-o para aquietar a mente.
Depois pergunte:
“Consigo olhar para esta decisão com menos medo e mais honestidade?”
ANTES DE DORMIR
Reserve pelo menos quinze minutos.
Deixe os nomes do dia descansarem.
As funções.
As preocupações.
Os erros.
As conquistas.
Os títulos.
Repita o Nome lentamente e permita silêncio.
MICROPRÁTICA DE 60 SEGUNDOS
0–15 SEGUNDOS — OBSERVE
Perceba os pensamentos que ocupam sua mente.
15–30 SEGUNDOS — DESIDENTIFIQUE
Diga:
“Esses pensamentos não definem quem sou.”
30–45 SEGUNDOS — INVOQUE
Repita lentamente:
“Deus.”
Faça uma pequena pausa e repita.
45–60 SEGUNDOS — RECORDE
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
EXERCÍCIO DE ESCRITA — OS NOMES QUE CARREGO
Escreva:
“OS NOMES QUE O MUNDO ME DEU”
Liste todos os rótulos importantes que recebeu.
Podem ser positivos ou negativos:
- inteligente;
- difícil;
- incapaz;
- forte;
- fraco;
- especial;
- rejeitado;
- responsável;
- inadequado;
- vencedor;
- fracassado.
Depois responda:
- Qual desses nomes transformei em identidade?
- Qual deles ainda controla minhas escolhas?
- Qual temo perder?
- Qual uso para me condenar?
- Qual uso para me sentir superior?
Finalmente escreva:
“Nenhum nome temporal pode substituir aquilo que Deus criou.”
EXERCÍCIO — OS NOMES QUE DEI AOS OUTROS
Escreva:
“COMO TENHO NOMEADO AS PESSOAS?”
Liste os rótulos que costuma usar interiormente.
Depois escolha um deles e pergunte:
- Qual comportamento deu origem ao rótulo?
- Estou transformando uma parte no todo?
- Existe um limite que precisa ser estabelecido?
- Posso reconhecer a dignidade sem negar os fatos?
- Estou disposto a olhar novamente?
Finalize com:
“Posso avaliar comportamentos sem determinar a identidade eterna de ninguém.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe cada vez que pensar:
- “Meu passado determina quem sou.”
- “Meu erro é meu nome.”
- “Sou apenas meu corpo.”
- “Esta pessoa é somente o que fez.”
- “Este problema contém toda a realidade.”
- “Preciso de uma palavra mágica para controlar o futuro.”
- “Deus está distante.”
- “Não sou digno de voltar.”
Use cada pensamento como oportunidade para recordar o Nome.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- Quais nomes utilizo para definir quem sou?
- Qual rótulo mais limita minha vida?
- Que nome dei a alguém que considero difícil?
- Estou confundindo comportamento com identidade?
- Transformei o Nome de Deus em superstição?
- Estou usando a espiritualidade para evitar uma ação prática?
- Consigo invocar Deus sem pedir um resultado específico?
- O silêncio depois do Nome me traz paz ou desconforto?
- Que pensamento de culpa ainda considero verdadeiro?
- Posso assumir responsabilidade sem transformar o erro em pecado?
- Estou disposto a recordar minha Fonte?
- O que muda quando repito o Nome lentamente?
- Posso admitir que não fui criado pelas opiniões do mundo?
- Consigo recordar que ainda sou como Deus me criou?
FRASES PARA RECORDAR DURANTE O DIA
- Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.
- Nenhum rótulo contém toda a minha Identidade.
- Meu erro não é meu nome.
- Minha história não substitui minha criação.
- Deus não está distante.
- O Nome não é magia; é lembrança.
- Posso cuidar do problema sem transformá-lo em toda a realidade.
- O comportamento pode ser corrigido sem condenação.
- Minha Fonte permanece no Amor.
- Eu não sou um corpo. Eu sou livre.
- Pois ainda sou como Deus me criou.
- Hoje escolho recordar.
A LIÇÃO 203 E A LIÇÃO 183
A Lição 203 revisa diretamente a Lição 183.
Na primeira apresentação, aprendemos a utilizar o Nome de Deus como ponto de unificação para a mente.
Agora, a ideia é envolvida pelo tema central:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
A Lição 183 ensinou:
dos muitos nomes para um só Nome.
A Lição 203 acrescenta:
o Nome recordado revela uma Identidade que não está limitada ao corpo.
Os pequenos nomes dividem.
O Nome de Deus unifica.
Os rótulos temporais aprisionam.
A lembrança da Fonte liberta.
A LIÇÃO 203 E A LIÇÃO 202
Na Lição 202, revisamos:
“Eu me aquietarei por um momento e irei para casa.”
Hoje revisamos:
“Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.”
Existe uma sequência natural.
Primeiro:
aquietamos a mente.
Depois:
recordamos a Fonte.
Primeiro:
voltamos para Casa.
Depois:
recordamos a Quem pertencemos.
Primeiro, os pequenos pensamentos perdem força.
Depois, o Nome ocupa o espaço que eles deixaram.
O QUE VEM NA LIÇÃO 204
A próxima lição revisará a Lição 184:
“O Nome de Deus é a minha herança.”
O tema central continuará:
“Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.”
Hoje invocamos o Nome.
Amanhã aprofundaremos a compreensão de que esse Nome representa uma herança que não pode ser perdida, reduzida ou substituída pelos nomes do mundo.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
hoje entrego os muitos nomes
que aprendi a usar contra mim.
Os nomes da culpa.
Os nomes do medo.
Os nomes do fracasso.
Os nomes da aparência.
Os nomes do passado.
Os nomes que recebi do mundo
e confundi com a minha Identidade.
Entrego também os rótulos
que coloquei sobre os meus irmãos.
Ajuda-me a reconhecer comportamentos
sem transformá-los em sentenças eternas.
Que eu assuma responsabilidade
sem me condenar.
Que eu estabeleça limites
sem negar a dignidade do outro.
Que eu não transforme o Teu Nome
em magia ou superstição.
Que ele seja para mim
uma lembrança da Fonte.
Quando a mente se fragmentar
em muitos pensamentos,
que eu retorne a um ponto:
Deus.
Quando a culpa disser
que perdi minha inocência,
que eu recorde:
ainda sou como Deus me criou.
Quando o corpo parecer
conter toda a minha identidade,
que eu declare:
Eu não sou um corpo.
Eu sou livre.
Hoje invoco o Teu Nome
e recordo o meu próprio nome em Ti.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
EU NÃO SOU UM CORPO. EU SOU LIVRE.
POIS AINDA SOU COMO DEUS ME CRIOU.
INVOCO O NOME DE DEUS E O MEU PRÓPRIO NOME.
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, reserve o período de prática e pergunte:
- Que nomes usei para definir quem sou?
- Que rótulo coloquei sobre alguém?
- Transformei algum erro em identidade?
- Recordei Deus nos momentos de ansiedade?
- Usei a prática como superstição ou como lembrança?
- Cumpri as ações práticas que eram necessárias?
- Consegui permanecer alguns instantes em silêncio?
- Usei a fórmula de substituição dos pensamentos?
- Em algum momento recordei que não sou um corpo?
- Qual pequeno nome desejo entregar antes de dormir?
Não condene os momentos de esquecimento.
Cada vez que você se recorda, a prática começa novamente.
LIÇÃO 203 — ESSÊNCIA
A revisão: Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.
O tema central: Eu não sou um corpo. Eu sou livre. Pois ainda sou como Deus me criou.
O Nome: símbolo da Fonte, da unidade e da verdadeira Identidade.
Os pequenos nomes: rótulos, papéis, julgamentos e definições temporais.
O problema: confundir aquilo que o mundo nomeou com aquilo que Deus criou.
O pecado: a crença de que um erro tornou a separação definitiva.
A correção: assumir responsabilidade sem transformar o erro em identidade.
O cuidado: não utilizar o Nome como palavra mágica ou instrumento de controle.
A prática: repetir lentamente o Nome e permitir que os demais pensamentos se aquietem.
A prática formal: pelo menos quinze minutos pela manhã e quinze minutos à noite.
A lembrança: repetir a ideia a cada hora e sempre que a mente se perturbar.
O movimento: dos muitos nomes para a lembrança da Fonte.
A libertação: reconhecer que ainda somos como Deus nos criou.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
O mundo nos deu muitos nomes.
Alguns nos agradaram.
Outros nos feriram.
Alguns se tornaram títulos.
Outros se transformaram em vergonhas.
Aprendemos a dizer:
“Sou meu corpo.”
“Sou minha profissão.”
“Sou meu diagnóstico.”
“Sou meus erros.”
“Sou a opinião que formaram sobre mim.”
Mas nenhum desses nomes existia antes da nossa história no tempo.
Nenhum deles possui poder para alterar aquilo que Deus criou.
A edição online autorizada da Lição 203 afirma que o Nome de Deus é nossa libertação dos pensamentos de mal e pecado porque representa também nosso próprio nome.
Hoje não buscamos uma fórmula secreta.
Buscamos uma lembrança.
Quando a mente se dividir entre culpa, medo, tarefas, rótulos e preocupações, podemos parar.
Podemos respirar.
Podemos dizer apenas:
“Deus.”
Depois, escutar.
A palavra reúne a atenção.
A atenção se aquieta.
E a quietude abre espaço para uma verdade que o mundo não conseguiu destruir:
Eu não sou um corpo.
Eu sou livre.
Pois ainda sou como Deus me criou.
Invoco o Nome de Deus e o meu próprio nome.
