365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 126 apresenta uma ideia que o próprio Curso descreve como essencial para a transformação do nosso modo habitual de pensar:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
O texto reconhece que essa ideia é:
completamente estranha ao pensamento do ego
e à maneira comum como:
o mundo compreende dar e receber.
Mas afirma que sua compreensão é crucial para:
- o perdão;
- a certeza da meta;
- a orientação segura;
- a compreensão de como a salvação chega à mente.
Hoje somos convidados a questionar uma crença muito antiga:
“Quando dou alguma coisa, ela sai de mim e vai para o outro.”
Em relação às coisas materiais, isso pode parecer evidente.
Mas a Lição 126 está falando principalmente de:
conteúdo mental.
Quando oferecemos:
julgamento,
nossa própria mente aprende:
julgamento.
Quando oferecemos:
perdão,
nossa própria mente aprende:
perdão.
Quando oferecemos:
paz,
é a paz que estamos fortalecendo:
dentro de nós.
Por isso:
TUDO O QUE DOU É DADO A MIM MESMO.
UMA REVERSÃO COMPLETA DO PENSAMENTO
O Curso afirma que a ideia de hoje é crucial para:
uma reversão do pensamento.
Normalmente pensamos:
“Eu dou para você.”
E:
“Você recebe de mim.”
A lição nos convida a perceber:
aquele que dá também recebe.
Não porque necessariamente:
a outra pessoa devolverá aquilo que recebeu.
Mas porque:
a própria mente que oferece uma ideia reforça essa ideia em si mesma.
O QUE EU ENSINO, EU APRENDO
Se digo interiormente:
“Essa pessoa merece condenação”,
quem está sustentando a condenação:
neste instante?
Minha própria mente.
Se digo:
“Essa pessoa pode ser vista além de seu erro”,
quem está aprendendo que erros não precisam determinar:
uma identidade inteira?
Também:
minha própria mente.
Esse é o mecanismo que a Lição 126 deseja:
tornar consciente.
A CRENÇA HABITUAL É NA SEPARAÇÃO
O texto examina aquilo em que normalmente acreditamos.
Parece-nos que:
as outras pessoas estão separadas de nós.
Seus pensamentos seriam:
exclusivamente delas.
Os nossos:
exclusivamente nossos.
E nossas atitudes pareceriam não ter:
relação interior com aquilo que acontece em nossa percepção dos outros.
A partir dessa crença, pensamos que podemos:
julgar alguém
e continuar:
perfeitamente em paz.
A lição questiona:
isso realmente acontece?
POSSO CONDENAR E CONTINUAR EM PAZ?
Experimente observar.
Quando você passa dez minutos:
julgando alguém,
como fica sua própria mente?
Mais:
leve?
Ou:
mais tensa?
Quando repete mentalmente:
tudo o que alguém fez de errado,
quem precisa permanecer em contato com:
essa história?
Você.
Isso já oferece uma experiência prática do princípio:
aquilo que oferecemos permanece conosco.
O FALSO PERDÃO
A Lição 126 dedica bastante atenção a uma forma de perdão que:
parece generosa,
mas ainda mantém:
separação e superioridade.
É o pensamento:
“Você é culpado, mas eu sou tão bondoso que vou perdoá-lo.”
Nesse modelo:
eu permaneço certo,
você permanece culpado,
e eu lhe concedo:
uma espécie de tolerância.
O texto descreve essa forma como uma visão equivocada do perdão, porque transforma quem perdoa em alguém supostamente:
superior
àquele que recebe o perdão.
“EU TE PERDOO PORQUE SOU MELHOR” NÃO É O PERDÃO QUE O CURSO ENSINA
Esse falso perdão diz:
“Você realmente é culpado.”
“Você realmente merece punição.”
“Mas hoje serei magnânima.”
A culpa permanece:
intacta.
A separação permanece:
intacta.
A condenação permanece:
intacta.
Apenas acrescentamos:
uma aparência de bondade.
O VERDADEIRO PERDÃO PRECISA LIBERTAR QUEM DÁ
A lição apresenta um critério muito importante:
se o perdão é verdadeiro, ele precisa curar também a mente que oferece o perdão.
Se depois de “perdoar” você continua pensando:
“Mas nunca esqueça que você é culpado”,
talvez a mente ainda não tenha:
liberado a condenação.
PERDÃO NÃO É REPRIMIR O ATAQUE
O texto afirma que muitas vezes confundimos perdão com:
simplesmente não atacar externamente.
Talvez eu não diga:
nada.
Mas internamente continuo:
- acusando;
- condenando;
- imaginando vingança;
- reforçando culpa.
Nesse caso:
o ataque foi silenciado na forma,
mas não:
corrigido na mente.
A CORREÇÃO PRECISA ACONTECER NA MENTE
Esse é um ponto fundamental da Lição 126.
Não basta:
parecer pacífica.
A pergunta é:
“O que estou oferecendo interiormente?”
Porque é isso que:
também estou dando a mim mesma.
DAR É RECEBER
A lição declara:
o verdadeiro perdão precisa curar a mente que dá,
pois:
dar é receber.
E acrescenta uma formulação importante:
aquilo que foi realmente dado não pode deixar de ser recebido.
Essa é a essência:
não posso oferecer verdadeiramente uma ideia sem ensiná-la à minha própria mente.
SE OFEREÇO PAZ
Eu preciso encontrar:
algum espaço de paz em mim
para oferecê-la.
E, ao oferecê-la:
fortaleço esse espaço.
SE OFEREÇO GENTILEZA
Para expressar gentileza:
ativo essa qualidade em minha mente.
Assim:
quem primeiro experimenta o conteúdo daquilo que dou
sou:
eu mesma.
SE OFEREÇO ATAQUE
O mesmo princípio funciona:
na outra direção.
Antes que meu ataque alcance:
outra pessoa,
ele já precisa:
atravessar minha mente.
Por isso:
atacar o outro também me mantém no sistema mental do ataque.
O PERDÃO NÃO É CARIDADE PARA UM CULPADO
O falso perdão pensa:
“Estou lhe dando algo que você não merece.”
O perdão ensinado pelo Curso diz:
“Estou escolhendo uma percepção que liberta nós dois da condenação.”
Isso não significa:
dizer que um comportamento foi correto.
Significa:
não transformar o erro em identidade definitiva.
ERRO NÃO É IDENTIDADE
Uma pessoa pode:
ter mentido.
Isso não precisa significar:
“Ela é apenas uma mentira.”
Uma pessoa pode:
ter ferido você.
Isso não exige:
“Essa pessoa é para sempre apenas aquilo que fez.”
Você pode reconhecer:
o comportamento
e ainda assim retirar:
a condenação da identidade.
O MESMO VALE PARA VOCÊ
Talvez a aplicação mais profunda seja:
consigo mesma.
Se você acredita que:
erros tornam as pessoas permanentemente culpadas,
mais cedo ou mais tarde:
aplicará essa regra a si mesma.
Mas se aprende:
“O erro pode ser corrigido sem condenação”,
você também recebe:
essa mesma possibilidade.
QUEM DÁ E QUEM RECEBE SÃO O MESMO
A lição diz que hoje tentaremos compreender:
a verdade segundo a qual o doador e o receptor são o mesmo.
Ela reconhece que precisaremos:
de ajuda,
porque essa ideia é muito diferente:
daquilo que habitualmente pensamos.
Não somos convidados a:
fingir que entendemos.
Somos convidados a:
aprender.
BASTA UM PEQUENO VISLUMBRE
O texto afirma que, se obtivermos apenas:
um pequeno vislumbre
da libertação contida nessa ideia,
isso já será:
significativo.
Portanto:
não precisamos dominar completamente o princípio hoje.
Podemos começar:
experimentando.
UM EXPERIMENTO PARA HOJE
Antes de falar algo a alguém, pergunte:
“Eu quero receber o conteúdo que estou prestes a oferecer?”
Se for:
humilhação,
pergunte:
“É isso que quero reforçar na minha mente?”
Se for:
paz,
pergunte:
“Estou disposta a receber essa paz enquanto a ofereço?”
Essa pergunta transforma:
muitas interações.
A PRÁTICA FORMAL — QUINZE MINUTOS DUAS VEZES
A lição pede:
quinze minutos, duas vezes hoje.
São períodos dedicados a:
compreender a ideia do dia.
Esse pensamento é apresentado como capaz de colocar o perdão:
entre nossas verdadeiras prioridades
e remover barreiras contra:
a compreensão de seu valor para nós.
PRIMEIRO PERÍODO — 15 MINUTOS
Escolha:
a manhã, se possível.
Sente-se.
Feche os olhos.
Diga:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Depois pergunte:
“O que isso significa para mim?”
Não tente responder:
rapidamente.
Permita que a pergunta:
permaneça.
FECHE OS OLHOS PARA A MANEIRA HABITUAL DE VER
O texto orienta entrar:
em silêncio,
afastando-se temporariamente de um mundo que:
não compreende o perdão.
A imagem é de entrar:
em um santuário interior,
um lugar quieto onde:
pensamentos podem ser mudados
e:
crenças falsas podem ser abandonadas.
PEÇA AJUDA PARA COMPREENDER
A lição não pede que você:
descubra tudo sozinha.
Repita:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Depois:
peça ajuda para compreender.
E diga:
“Estou disposta a ser ensinada.”
SEGUNDO PERÍODO — 15 MINUTOS
Mais tarde:
repita a prática.
Comece:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Pense em alguém:
que você precisa perdoar.
Pergunte:
“O que tenho oferecido a essa pessoa em minha mente?”
Talvez:
- raiva;
- condenação;
- ressentimento;
- medo.
Depois:
“É isso que quero continuar recebendo?”
ESCOLHA OUTRO PRESENTE
Agora experimente oferecer:
uma percepção menos condenatória.
Não precisa dizer:
“Ela estava certa.”
Pode dizer:
“Não quero manter essa pessoa aprisionada ao erro em minha mente.”
E observe:
o que muda em você.
PRÁTICA PARA QUEM VOCÊ AMA
A ideia também vale:
nos relacionamentos amorosos.
Quando oferece:
- reconhecimento;
- gratidão;
- paciência;
- presença;
você ativa essas qualidades:
em sua própria mente.
Assim:
amar verdadeiramente não empobrece quem ama.
PRÁTICA PARA UM CONFLITO
Antes de responder:
pergunte:
“Que presente estou prestes a dar?”
Ataque?
Ou:
clareza?
Humilhação?
Ou:
limite?
Você pode colocar um limite:
sem oferecer ódio.
PRÁTICA PARA CRÍTICA
Talvez seja necessário dizer:
“Isso precisa mudar.”
Mas existe diferença entre:
correção
e:
condenação.
Pergunte:
“Posso dizer a verdade sem tentar diminuir o outro?”
PRÁTICA PARA RAIVA
Quando sentir raiva:
não finja:
que não existe.
Observe.
Depois pergunte:
“Quero transformar essa raiva em algo que continuarei oferecendo à minha própria mente?”
Talvez você ainda:
esteja com raiva.
Mas pode deixar de:
alimentá-la conscientemente.
PRÁTICA PARA FOFOCA
Antes de falar sobre alguém que não está presente:
pergunte:
“O que estou ensinando à minha própria mente sobre as pessoas?”
Se ensino:
“Todos devem ser julgados pelos seus piores momentos”,
essa regra também volta:
para mim.
PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS
Antes de comentar:
impulsivamente,
pergunte:
“Quero receber a energia mental deste comentário?”
Você pode:
discordar
sem:
desumanizar.
PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
Quando pensar:
“Sou uma fracassada”,
perceba:
você também está dando algo a si mesma.
Pergunte:
“É essa a percepção que quero fortalecer?”
Depois substitua:
condenação
por:
correção.
PRÁTICA PARA UM ERRO SEU
Diga:
“Posso reconhecer o erro.”
“Posso reparar o que for possível.”
“Posso aprender.”
E:
“Não preciso me oferecer condenação eterna.”
PRÁTICA PARA QUEM TEM DIFICULDADE DE RECEBER
Às vezes somos bons:
em dar aos outros,
mas não:
a nós mesmos.
A Lição 126 dissolve essa oposição.
Se você realmente oferece:
Amor,
a própria oferta já precisa incluir:
sua mente.
Por isso:
dar e receber não são inimigos.
PRÁTICA PARA QUEM SE SACRIFICA
A lição não está dizendo:
“Dê tudo materialmente e você receberá tudo de volta.”
Esse não é o princípio trabalhado aqui.
Não é incentivo:
à exploração,
ao autoabandono
ou:
à promessa de retorno financeiro.
É uma lição:
sobre o conteúdo da mente e sobre o perdão.
DAR NÃO SIGNIFICA ABANDONAR LIMITES
Você pode dizer:
não.
Pode recusar:
um pedido.
Pode proteger:
seu tempo.
Pode encerrar:
uma relação.
Ainda assim:
oferecer ausência de condenação.
Limite e Amor:
podem coexistir.
O FALSO PERDÃO DIZ
“Você é culpado, mas eu vou poupá-lo.”
O VERDADEIRO PERDÃO DIZ
“Não quero usar seu erro para continuar ensinando culpa à minha própria mente.”
Essa é uma mudança:
profunda.
PRÁTICA PARA ALGUÉM QUE A FERIU
Pense nessa pessoa.
Diga:
“Não estou sendo obrigada a confiar novamente.”
“Não estou dizendo que o comportamento foi correto.”
“Estou escolhendo não continuar me oferecendo condenação através desta lembrança.”
PRÁTICA PARA UM PEDIDO DE DESCULPAS QUE NÃO VEIO
Talvez você ainda deseje:
o pedido de desculpas.
Isso é compreensível.
Mas pergunte:
“Minha paz precisa ficar suspensa até que ele chegue?”
O perdão devolve:
alguma escolha à sua própria mente.
PRÁTICA PARA INJUSTIÇA
Perdão não elimina:
responsabilidade externa.
Pode haver:
- consequências;
- reparação;
- justiça;
- proteção.
Mas você pode buscar:
tudo isso
sem precisar transformar:
condenação interior em sua identidade diária.
PRÁTICA PARA QUEM PENSA “EU DOU DEMAIS”
A lição não diz:
que todo comportamento de dar é saudável.
Se você dá por:
- medo;
- culpa;
- necessidade de aprovação;
- autoabandono;
pode ser necessário:
rever limites.
O princípio é:
o conteúdo que ofereço também ensino à minha mente.
Portanto, talvez o presente mais amoroso seja:
um limite honesto.
PRÁTICA PARA EDUCAR
Ao corrigir alguém:
pergunte:
“Estou ensinando medo ou responsabilidade?”
“Humilhação ou aprendizagem?”
O conteúdo que você escolhe:
também molda sua própria mente.
PRÁTICA PARA UMA CONVERSA DIFÍCIL
Antes de começar:
escolha o que deseja oferecer.
Talvez:
honestidade.
respeito.
firmeza.
escuta.
Depois diga:
“É isso que também desejo receber.”
PRÁTICA PARA PERDÃO DE SI
Pense em algo:
que ainda usa contra você.
Pergunte:
“Se eu acreditasse verdadeiramente que dar e receber são um, o que escolheria oferecer a mim mesma agora?”
Talvez:
misericórdia.
Talvez:
responsabilidade.
Talvez:
uma nova chance.
UMA MICROPRÁTICA ANTES DE FALAR
Pergunte:
“Quero receber aquilo que estou prestes a dar?”
UMA MICROPRÁTICA PARA JULGAMENTO
“O julgamento que ofereço permanece primeiro em minha mente.”
UMA MICROPRÁTICA PARA PERDÃO
“Ao liberar, também me libero.”
UMA MICROPRÁTICA PARA PAZ
“A paz que ofereço também é minha.”
UMA MICROPRÁTICA PARA AMOR
“Aquilo que verdadeiramente dou não me diminui.”
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando:
- acreditar que pode condenar e permanecer em paz;
- “perdoar” sentindo-se superior;
- tratar perdão como favor concedido a alguém indigno;
- reprimir um ataque externo enquanto mantém condenação interior;
- acreditar que o perdão beneficia apenas o outro;
- confundir dar com sacrifício;
- abandonar seus limites para parecer amorosa;
- usar culpa para corrigir;
- oferecer ataque e esperar receber paz;
- esquecer que aquilo que ensina ao outro também ensina à sua própria mente.
MARCADORES DO FALSO PERDÃO
- “Você não merece, mas eu perdoo.”
- “Sou melhor porque consigo perdoar.”
- “Você continua culpado para sempre.”
- “Estou fazendo isso só por você.”
- “Meu perdão não tem nada a ver comigo.”
MARCADORES DO PERDÃO QUE LIBERTA
- não preciso me colocar acima do outro;
- posso reconhecer o erro sem condenar a identidade;
- aquilo que ofereço também recebo;
- liberar o outro da condenação também libera minha mente;
- posso manter limites;
- posso corrigir sem atacar;
- dar paz fortalece paz em mim.
MARCADORES DA MENTE SEPARADA
- “O que penso sobre ele não me afeta.”
- “Posso odiar e continuar em paz.”
- “O problema está totalmente fora de mim.”
- “Meu julgamento não muda nada em mim.”
MARCADORES DA RESPONSABILIDADE INTERIOR
- meus pensamentos têm efeitos em minha própria experiência;
- posso observar o que estou oferecendo;
- posso escolher novamente;
- não sou responsável pelo comportamento do outro;
- sou responsável por como utilizo minha mente.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- O que mais tenho oferecido às pessoas em pensamento?
- É isso que desejo receber?
- Quando perdoo, sinto-me superior?
- Ainda acredito que o outro precisa permanecer culpado?
- Confundo perdão com favor?
- Tento parecer pacífica enquanto mantenho ataque interior?
- Que julgamento contra alguém também aplico a mim?
- Que presente interior desejo oferecer hoje?
- Posso estabelecer limites sem condenação?
- Como minha vida mudaria se eu realmente acreditasse que aquilo que dou também recebo?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE ESTOU DANDO?
Faça duas colunas.
O QUE OFEREÇO
Escreva:
- julgamento;
- gentileza;
- raiva;
- perdão;
- impaciência;
- paz.
O QUE RECEBO EM MINHA PRÓPRIA MENTE
Observe:
como você se sente ao sustentar cada conteúdo.
Não analise:
o comportamento do outro.
Observe:
sua própria experiência.
EXERCÍCIO — O JULGAMENTO QUE VOLTA
Escolha um julgamento que repete sobre alguém.
Por exemplo:
“Ela é egoísta.”
Depois pergunte:
“Tenho medo de ser julgada por essa mesma característica?”
Muitas vezes, a regra que usamos:
contra os outros
também produz:
medo em nós.
EXERCÍCIO — FALSO PERDÃO OU VERDADEIRO PERDÃO?
Complete:
“EU TE PERDOO, MAS…”
Observe tudo o que vem depois do:
“mas”.
Talvez ali estejam:
condições,
superioridade,
condenação.
Depois experimente:
“ESTOU DISPOSTA A VER ESTA SITUAÇÃO SEM USAR O ERRO PARA APRISIONAR NÓS DOIS.”
EXERCÍCIO — O PRESENTE QUE QUERO RECEBER
Escolha:
uma pessoa.
Pergunte:
“O que eu gostaria de receber nesta relação?”
Talvez:
- respeito;
- paz;
- honestidade.
Depois:
“Como posso oferecer esse mesmo conteúdo sem abandonar meus limites?”
EXERCÍCIO — QUINZE MINUTOS DE MANHÃ
Feche os olhos.
Diga:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Pense:
em uma pessoa difícil.
Observe:
aquilo que você lhe dá mentalmente.
Depois pergunte:
“Quero receber isso?”
Se não:
peça ajuda para aprender outra maneira.
Permaneça:
em silêncio.
EXERCÍCIO — QUINZE MINUTOS À NOITE
Diga:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Revise:
seu dia.
Pergunte:
“O que ofereci hoje?”
“O que fortaleci em minha mente?”
“Onde consegui escolher novamente?”
Não se julgue.
Use:
a revisão para aprender.
COMO PRATICAR A LIÇÃO 126
- A ideia central é:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
- O Curso apresenta essa ideia como essencial para uma reversão do pensamento e relaciona sua compreensão ao perdão, à certeza da meta e à orientação.
- A visão comum pressupõe que as outras pessoas estão separadas de nós e que podemos julgá-las sem que esse julgamento afete nossa própria paz.
- A lição critica uma forma de “perdão” baseada em superioridade, na qual alguém permanece considerado culpado e indigno enquanto quem perdoa se imagina em posição superior.
- Esse falso perdão não corrige a mente e não restaura a consciência da unidade.
- O verdadeiro perdão precisa curar a mente que o oferece, porque dar é receber.
- A prática busca compreender que:
o doador e o receptor são o mesmo.
- Reserve:
quinze minutos duas vezes hoje.
- Durante esses períodos, repita a ideia central, entre em quietude e peça ajuda para compreender seu verdadeiro significado.
- Ao longo do dia, recorde frequentemente que possui uma meta especial e abra sua mente por alguns instantes à correção e ao Amor.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
- “O que ofereço também ensino à minha própria mente.”
- “Dar e receber não estão separados.”
- “O verdadeiro perdão liberta quem dá e quem recebe.”
- “Não preciso me colocar acima de ninguém para perdoar.”
- “Posso reconhecer o erro sem condenar a identidade.”
- “A paz que ofereço também é minha.”
- “O julgamento que ofereço também permanece comigo.”
- “Posso colocar limites sem ataque.”
- “Hoje estou disposta a ser ensinada sobre o verdadeiro perdão.”
A LIÇÃO 126 E A LIÇÃO 125
Na Lição 125 praticamos:
“Em quietude recebo hoje o Verbo de Deus.”
Primeiro:
recebemos.
Agora:
aprendemos a dar.
E descobrimos que:
dar e receber não são realmente separados.
A sequência torna-se:
quietude → recebimento → oferta → recebimento novamente.
O QUE VEM NA LIÇÃO 127
A próxima lição trará:
“Não há nenhum amor exceto o de Deus.”
A Lição 127 aprofundará a ideia de que o Amor:
é um,
não possui tipos ou graus,
não muda conforme a pessoa
e:
não pode ser dividido.
Assim, depois de aprendermos que:
aquilo que damos também recebemos,
o Curso perguntará:
o que é o Amor que verdadeiramente podemos dar?
ESCOLHA DE HOJE
Hoje quero observar
o que ofereço:
silenciosamente.
Não apenas:
minhas palavras.
Mas:
meus pensamentos.
Porque talvez eu sorria
para alguém
e internamente:
condene.
Talvez diga:
“Eu perdoei”,
mas continue acreditando:
“Você continua culpado e eu sou melhor do que você.”
Hoje quero olhar
para isso:
sem culpa.
Apenas aprender.
A Lição 126 diz:
Tudo o que dou é dado a mim mesmo.
Então quando eu ofereço:
condenação,
sou eu quem primeiro
precisa carregar:
essa condenação.
Quando ofereço:
paz,
sou eu quem precisa
entrar em contato:
com essa paz.
Quando ofereço:
perdão,
minha própria mente
começa a aprender:
que também pode ser perdoada.
Isso não significa
que eu preciso:
aceitar tudo.
Não significa:
permanecer onde sou ferida.
Não significa:
abandonar limites.
Posso dizer:
“Não.”
Posso sair.
Posso buscar:
justiça.
Posso me proteger.
E ainda assim:
não fazer da condenação meu lar.
Hoje, antes de oferecer
alguma coisa
a alguém,
quero perguntar:
“É isso que também desejo receber?”
Talvez essa pergunta
seja suficiente
para interromper:
muitos ataques.
E talvez me ajude
a compreender
um pouco mais
o que significa:
verdadeiro perdão.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje quero aprender
uma ideia
que minha mente
ainda não compreende:
Tudo o que dou é dado a mim mesmo.
Tenho acreditado
que posso:
julgar
sem carregar julgamento.
Condenar
sem manter condenação:
em mim.
Atacar
e ainda conservar:
paz.
Hoje quero:
observar.
Mostra-me
o conteúdo
que ofereço
a cada pessoa.
Quando eu usar
o perdão
para me sentir:
superior,
corrige-me.
Quando eu pensar:
“Você é culpado e eu sou melhor”,
mostra-me
que isso ainda é:
separação.
Ensina-me
um perdão
que não transforma
o erro:
em identidade.
Que não nega:
os fatos.
Que não elimina:
limites.
Mas que liberta
minha própria mente
da necessidade:
de condenar.
Quando eu oferecer paz,
ajuda-me:
a recebê-la.
Quando eu oferecer Amor,
que eu reconheça
que esse Amor
também passa:
por mim.
Quando eu oferecer julgamento,
ajuda-me a perceber:
o peso que estou dando a mim mesma.
Hoje quero
ser ensinada.
Não quero fingir:
que já compreendo.
Quero apenas abrir
uma pequena fresta
para a possibilidade
de que:
dar e receber sejam um.
Nos dois períodos
de quinze minutos,
que eu entre:
em quietude.
Que eu repita:
Tudo o que dou é dado a mim mesmo.
E permita
que uma compreensão
mais profunda
comece:
a nascer.
Ao longo do dia,
antes de falar,
antes de responder,
antes de julgar,
que eu pergunte:
“Quero receber aquilo que estou prestes a dar?”
E que essa pergunta
me conduza:
à paz.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo. Hoje reconheço que cada pensamento de julgamento, perdão, paz ou Amor que ofereço também ensina minha própria mente; por isso, escolho dar aquilo que verdadeiramente desejo receber.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, repita:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
Depois pergunte:
O QUE MAIS OFERECI HOJE: PAZ OU JULGAMENTO?
EM QUE MOMENTO ACHEI QUE PODIA CONDENAR E CONTINUAR EM PAZ?
USEI O PERDÃO PARA ME SENTIR SUPERIOR?
CONSEGUI RECONHECER UM ERRO SEM TRANSFORMÁ-LO EM IDENTIDADE?
COLOQUEI ALGUM LIMITE SEM ÓDIO?
PERCEBI QUE O QUE OFERECIA TAMBÉM AFETAVA MINHA PRÓPRIA MENTE?
OFERECI PERDÃO A MIM MESMA?
REALIZEI OS DOIS PERÍODOS DE QUINZE MINUTOS?
QUAL FOI MEU PEQUENO VISLUMBRE DA IDEIA DE HOJE?
Finalize:
“Quero dar aquilo que desejo receber.”
Depois:
“Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
LIÇÃO 126 — ESSÊNCIA
- A ideia central é “Tudo o que dou é dado a mim mesmo.”
- O Curso apresenta essa ideia como crucial para a reversão de pensamento que pretende ensinar.
- Nossa visão habitual pressupõe separação e imagina que podemos julgar os outros sem que esse julgamento afete nossa própria percepção e paz.
- A lição diferencia o verdadeiro perdão de uma falsa caridade na qual quem perdoa se coloca acima de alguém considerado culpado e indigno.
- O falso perdão reprime o ataque exterior, mas não necessariamente corrige a mente.
- O verdadeiro perdão precisa curar quem oferece, porque dar é receber.
- A prática busca compreender que doador e receptor são o mesmo no nível do conteúdo mental.
- A lição pede quinze minutos duas vezes durante o dia para contemplar e tentar compreender a ideia.
- Somos convidados a entrar em quietude, repetir a ideia e pedir ajuda para compreender seu significado.
- Durante o restante do dia, devemos recordar frequentemente a meta, abrir a mente à correção e confiar no Amor que acompanha a prática.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
A Lição 126
muda a pergunta:
“O que estou dando ao outro?”
para:
“O que estou dando também a mim?”
Se dou:
condenação,
a condenação precisa primeiro
existir:
em minha mente.
Se dou:
medo,
fortaleço:
medo.
Se dou:
perdão,
ensino à minha própria mente
que:
libertação é possível.
Se dou:
paz,
preciso tocar
essa paz:
dentro de mim.
Talvez por isso
o verdadeiro perdão
não seja:
favor.
Não é:
superioridade.
Não é dizer:
“Você é culpado, mas eu sou bom o bastante para poupá-lo.”
É reconhecer:
não quero manter nós dois presos à condenação.
O comportamento pode:
precisar ser corrigido.
O limite pode:
permanecer.
A relação pode:
até terminar.
Mas minha mente
não precisa continuar:
condenando para sempre.
Hoje,
antes de oferecer
um pensamento,
uma palavra
ou uma resposta,
posso fazer
uma pergunta simples:
“Quero receber isto?”
E se a resposta for:
não,
talvez exista:
outra maneira de dar.
Porque:
