LIÇÃO 175 — DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM

Lição 175 de Um Curso em Milagres — Deus é só Amor e, portanto, eu também

Revisão V — Lições 159 e 160

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 175 continua a Revisão V, mantendo como pensamento central:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Hoje revisamos duas ideias:

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

e:

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Essa é a estrutura apresentada para a Lição 175 no Livro de Exercícios.

A prática de hoje une:

milagres,

extensão,

lar interior,

segurança

e:

libertação do medo.

A ESTRUTURA DA LIÇÃO 175

A prática pode ser feita assim:

DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.

DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.

DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.

ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.

DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.

A frase central nos ajuda a perceber:

o que recebemos,

o que damos

e:

onde realmente pertencemos.

PRIMEIRA IDEIA REVISADA

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

Essa ideia retoma:

a Lição 159.

Ela nos lembra de um princípio recorrente em UCEM:

aquilo que recebemos precisa ser compartilhado.

O QUE É UM MILAGRE NESTE CONTEXTO?

Em UCEM, o milagre não precisa ser:

um fenômeno sobrenatural.

Ele pode ser entendido como:

uma mudança de percepção.

Uma passagem:

do medo ao Amor.

Da condenação:

ao perdão.

Da separação:

à possibilidade de união.

UM MILAGRE PODE ACONTECER DENTRO DA MENTE

Talvez você estivesse:

determinada a atacar.

E escolheu:

esperar.

Isso pode ser:

um pequeno milagre.

Talvez estivesse:

presa a uma interpretação.

E conseguiu:

olhar novamente.

Outro:

milagre.

Talvez achasse que:

nunca perdoaria.

E surgiu:

um pouco de espaço.

Milagre.

RECEBER UM MILAGRE É RECEBER OUTRA MANEIRA DE VER

Não significa:

fingir que nada aconteceu.

Significa:

deixar de olhar apenas através do medo.

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO”

Depois da mudança:

vem a extensão.

Se recebo:

uma nova percepção,

posso oferecer:

essa mesma possibilidade ao outro.

COMO DOU UM MILAGRE?

Talvez:

não condenando imediatamente.

oferecendo outra chance.

escutando.

vendo além de um erro.

corrigindo sem humilhar.

não transmitindo medo.

NÃO DOU UM MILAGRE COMO QUEM POSSUI PODER ESPECIAL

Isso seria:

ego espiritual.

Você não precisa:

curar alguém.

Não precisa:

produzir fenômenos.

A prática pode ser simplesmente:

permitir que sua percepção mude e que essa mudança transforme seus encontros.

UM MILAGRE RECEBIDO E NÃO ESTENDIDO FICA INCOMPLETO NA EXPERIÊNCIA

Se percebo:

que mereço perdão,

mas nego qualquer possibilidade de perdão ao outro,

a mente permanece:

dividida.

AQUILO QUE DOU CONFIRMA AQUILO QUE ACREDITO POSSUIR

Se ofereço:

condenação,

reforço em mim:

um mundo de condenação.

Se ofereço:

uma possibilidade de correção,

fortaleço:

a lembrança de que a correção também está disponível para mim.

A LIÇÃO 174 PREPAROU ISSO

Ontem revisamos:

“Hoje aprendo a dar como recebo.”

Hoje avançamos:

“Dou os milagres que tenho recebido.”

A sequência é:

receber → reconhecer → estender.

O MILAGRE NÃO PRECISA SER GRANDE

Talvez seja:

não alimentar uma fofoca.

não responder com ironia.

pedir desculpas.

olhar alguém sem colocar toda a história sobre ele.

UM MILAGRE PODE SER UM SEGUNDO DE PAUSA

Antes de:

reagir.

UM MILAGRE PODE SER PRECISÃO

Em vez de:

“Você sempre faz isso.”

Dizer:

“Isso aconteceu e precisamos falar sobre isso.”

Menos:

condenação.

Mais:

verdade.

SEGUNDA IDEIA REVISADA

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Essa ideia retoma:

a Lição 160.

Ela toca profundamente:

o sentimento de pertencimento.

O EGO FEZ DO MEDO UM LAR

Talvez o medo tenha se tornado:

tão familiar

que parece:

normal.

Ansiedade:

normal.

Desconfiança:

normal.

Tensão:

normal.

Controle:

normal.

E a paz parece:

estranha.

A LIÇÃO INVERTE ISSO

Ela diz:

VOCÊ ESTÁ EM CASA.

E:

O MEDO É O ESTRANHO.

Ou seja:

a paz é mais próxima de sua verdadeira natureza do que o medo.

TALVEZ O MEDO SEJA FAMILIAR, MAS ISSO NÃO O TORNA NATURAL

Essa distinção é:

poderosa.

Algo pode ser:

habitual

sem ser:

essência.

UM PADRÃO ANTIGO NÃO PRECISA SER IDENTIDADE

Você pode pensar:

“Sempre fui ansiosa.”

Talvez isso descreva:

uma história.

Não necessariamente:

o seu Ser.

“ESTOU EM CASA”

Casa, aqui, não precisa ser:

um local físico.

Pode ser:

o estado de lembrança de Deus.

A percepção:

de não estar separada de sua Fonte.

O MEDO É O ESTRANHO

Ele chegou:

como pensamento.

Foi:

acolhido.

Tornou-se:

hábito.

Mas não precisa:

governar.

O PROBLEMA É QUE ÀS VEZES RECEBEMOS O ESTRANHO COMO DONO

E tratamos:

o Amor

como visitante.

Dizemos:

“A paz não parece real.”

Mas medo:

parece.

TALVEZ TENHAMOS INVERTIDO AS FUNÇÕES

A prática de hoje pergunta:

“Quem realmente pertence aqui?”

QUANDO O MEDO APARECE

Em vez de dizer:

“Esse sou eu”,

experimente:

“O medo está presente.”

Essa pequena mudança:

separa experiência de identidade.

“ESTOU COM MEDO” É DIFERENTE DE “SOU MEDO”

Uma emoção:

passa.

Uma identidade:

parece fixa.

PRÁTICA PARA ANSIEDADE

Quando surgir:

tensão,

diga:

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Não tente:

expulsá-lo à força.

Apenas:

não o trate como dono.

O ESTRANHO PODE BATER À PORTA

Você pode:

percebê-lo.

Sem:

entregar-lhe a casa.

NÃO É NECESSÁRIO LUTAR CONTRA O MEDO

Lutar pode:

fortalecê-lo.

A prática é:

lembrar quem pertence.

ISSO SE CONECTA À LIÇÃO 170

“Não há crueldade em Deus e nem em mim.”

O medo:

não é nosso protetor.

Hoje:

também não é nosso lar.

O AMOR É O LAR

Porque a frase que envolve tudo é:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Se Deus é:

Amor,

e nossa verdadeira identidade vem:

Dele,

então o Amor é:

nossa origem,

nossa referência

e:

nosso lar.

AS DUAS IDEIAS DA LIÇÃO SE COMPLETAM

“Dou os milagres que tenho recebido.”

fala de:

movimento para fora.

“Estou em casa. O medo é o estranho aqui.”

fala de:

fundamento interior.

Primeiro:

lembro onde pertenço.

Então:

levo essa lembrança ao mundo.

NÃO POSSO DAR PAZ SE TRATO O MEDO COMO MINHA VERDADE ABSOLUTA

Mas posso:

reconhecer o medo

e ainda:

não entregá-lo aos outros.

ISSO JÁ É SERVIÇO

Você pode estar:

ansiosa

e decidir:

não descontar em alguém.

Isso é:

uma forma concreta de extensão.

PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Se alguém ativar:

seu medo,

pergunte:

“Estou respondendo a esta pessoa ou ao estranho que entrou em minha mente?”

Talvez precise:

colocar um limite.

Mas não precisa:

transformar medo em ataque.

PRÁTICA PARA CIÚME

O ciúme diz:

“Você vai perder.”

Pergunte:

“Esse pensamento pertence ao Amor ou ao medo?”

Depois:

trabalhe os fatos.

PRÁTICA PARA REJEIÇÃO

Quando alguém:

não escolhe você,

o medo pode dizer:

“Você não pertence.”

A lição responde:

“ESTOU EM CASA.”

Seu pertencimento espiritual:

não depende de aprovação individual.

PRÁTICA PARA SOLIDÃO

Você pode sentir:

falta de pessoas.

Isso merece:

cuidado humano.

Ao mesmo tempo, a prática convida:

“Não preciso interpretar solidão como exílio de Deus.”

PRÁTICA PARA MUDANÇAS

Uma casa física:

muda.

Um trabalho:

muda.

Relacionamentos:

mudam.

Mas o lar da lição:

não depende dessas formas.

PRÁTICA PARA VIAGEM OU DESLOCAMENTO

Quando estiver:

longe do lugar habitual,

diga:

“Minha verdadeira casa não depende deste endereço.”

PRÁTICA PARA O CORPO

Talvez você se sinta:

estranha dentro do próprio corpo.

Respire.

Sinta:

pés,

mãos,

apoio.

Diga:

“Posso estar aqui agora.”

PRÁTICA PARA O MEDO DE DEUS

Se Deus parece:

ameaçador,

você não se sentirá:

em casa com Ele.

A Revisão V corrige isso com:

“DEUS É SÓ AMOR.”

Então o medo de Deus precisa:

ser questionado.

UM LAR NÃO É UM LUGAR DE PUNIÇÃO

Se a imagem de Deus é:

condenatória,

talvez seja:

uma projeção do medo,

não:

a Fonte do Amor que a revisão afirma.

PRÁTICA PARA CULPA

A culpa diz:

“Você foi expulsa.”

A lição diz:

“Estou em casa.”

ISSO NÃO ELIMINA CORREÇÃO

Você pode:

reconhecer um erro

e ainda:

não transformar o erro em exílio.

DAR MILAGRES A QUEM NOS PARECE DIFÍCIL

Aqui a prática fica:

mais profunda.

É fácil estender:

gentileza a quem gostamos.

O milagre acontece quando conseguimos:

não reduzir o outro ao erro.

NÃO SIGNIFICA RECONCILIAÇÃO OBRIGATÓRIA

Você pode:

manter distância.

E ainda:

deixar de alimentar mentalmente a condenação.

UM MILAGRE PODE SER DEIXAR DE REFAZER O ATAQUE NA MENTE

Mesmo sem contato:

externo.

PRÁTICA PARA UM RESSENTIMENTO ANTIGO

Pergunte:

“Que milagre já recebi que ainda não estou disposta a dar aqui?”

Talvez:

uma segunda interpretação.

Não necessariamente:

confiança.

PRÁTICA PARA QUEM JÁ FOI PERDOADA

Lembre:

de um erro seu

que alguém:

não usou para defini-la para sempre.

Esse foi:

um presente.

Pergunte:

“Posso oferecer algo semelhante a alguém?”

PRÁTICA PARA TRABALHO

Quando um colega:

errar,

corrija:

o erro.

Evite:

transformar a pessoa em erro.

PRÁTICA PARA FAMÍLIA

Famílias acumulam:

histórias.

Talvez você ainda veja alguém:

como era há vinte anos.

Pergunte:

“Estou permitindo alguma atualização?”

PRÁTICA PARA SI MESMA

Você também pode dar:

um milagre a si.

Talvez seja:

parar de usar um erro antigo como sentença.

“DOU” INCLUI MINHA PRÓPRIA MENTE

Você pode oferecer:

uma nova percepção

a si mesma.

PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA

Pensamento:

“Eu nunca mudo.”

Milagre:

“Tenho padrões antigos, mas estou praticando outra resposta agora.”

PRÁTICA PARA DESESPERANÇA

O medo diz:

“Você está presa aqui.”

A lição diz:

“O medo é o estranho.”

Se é estranho:

não precisa governar para sempre.

PRÁTICA PARA PÂNICO

Se estiver em crise intensa:

priorize regulação e apoio.

Respire:

lentamente.

Procure:

ajuda adequada.

A ideia pode ser usada apenas como:

âncora gentil,

não:

como exigência para “parar de sentir”.

NÃO TRANSFORME A LIÇÃO EM AUTOCOBRANÇA

Se você sente:

medo,

não conclua:

“Estou praticando errado.”

O objetivo é:

reconhecer o medo sem entregar-lhe identidade.

A REVISÃO V CONTINUA A PEDIR EXPERIÊNCIA

As palavras são:

meios.

A introdução lembra que buscamos:

a experiência que está além das palavras.

Então hoje experimente:

uma pequena extensão de milagre.

E:

um instante de voltar para casa.

EXPERIÊNCIA 1 — VOLTAR PARA CASA

Feche:

os olhos.

Respire.

Diga:

“ESTOU EM CASA.”

Pausa.

Depois:

“O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Não expulse:

nada.

Apenas:

fique.

EXPERIÊNCIA 2 — DAR UM MILAGRE

Pense:

em alguém.

Pergunte:

“Consigo vê-lo por um instante como mais do que seu pior comportamento?”

Só:

um instante.

EXPERIÊNCIA 3 — NÃO PASSAR O MEDO ADIANTE

Quando estiver:

perturbada,

antes de falar:

pare.

Isso talvez seja:

o milagre daquele momento.

EXPERIÊNCIA 4 — PERMITIR-SE PERTENCER

Diga:

“Não preciso merecer minha casa.”

PRÁTICA DA MANHÃ

Ao acordar:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Depois:

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

Pausa.

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Depois:

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Finalize:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Permaneça:

em silêncio.

PERGUNTA DA MANHÃ

“QUE MILAGRE JÁ RECEBI E POSSO ESTENDER HOJE?”

SEGUNDA PERGUNTA

“QUE MEDO TENHO TRATADO COMO SE FOSSE MINHA IDENTIDADE?”

TERCEIRA PERGUNTA

“O QUE SIGNIFICA VOLTAR PARA CASA HOJE?”

PRÁTICA A CADA HORA

Pare.

Respire.

Diga:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Depois escolha:

“Dou os milagres que tenho recebido.”

ou:

“Estou em casa. O medo é o estranho aqui.”

Pergunte:

“Estou estendendo Amor ou espalhando medo?”

NOS MOMENTOS DIFÍCEIS

Use quatro movimentos:

1. RECONHEÇA

“Há medo aqui.”

2. SEPARE

“O medo está em minha experiência; não precisa ser minha identidade.”

3. RECORDE

“ESTOU EM CASA.”

4. ESTENDA

“Qual seria o menor milagre que posso oferecer agora?”

Talvez:

não atacar.

EXERCÍCIO — MILAGRES QUE JÁ RECEBI

Liste:

experiências de mudança de percepção.

Talvez:

  • alguém me perdoou;
  • recebi uma segunda chance;
  • percebi que estava errada;
  • consegui abandonar um ressentimento;
  • alguém me ouviu sem julgar.

Depois:

circule uma

e pergunte:

“Como posso estender isso?”

EXERCÍCIO — O MEDO QUE SE TORNOU FAMILIAR

Complete:

“TENHO TANTA FAMILIARIDADE COM O MEDO DE…”

Depois:

“QUE ÀS VEZES O CONFUNDO COM…”

Exemplo:

“prudência.”

“intuição.”

“minha personalidade.”

EXERCÍCIO — FAMILIAR NÃO É NATURAL

Escreva:

“ALGO PODE SER ANTIGO SEM SER QUEM EU SOU.”

Depois liste:

três padrões antigos

que você não quer mais:

chamar de identidade.

EXERCÍCIO — CASA INTERIOR

Pergunte:

“O que faz minha mente sentir que voltou para casa?”

Talvez:

  • silêncio;
  • oração;
  • natureza;
  • presença;
  • perdão;
  • respiração;
  • uma conversa verdadeira.

Escolha:

uma prática para hoje.

EXERCÍCIO — NÃO PASSAR ADIANTE

Observe:

uma emoção difícil.

Pergunte:

“Como posso cuidar disso sem transferi-lo para outra pessoa?”

EXERCÍCIO — UM MILAGRE PARA MIM

Complete:

“A NOVA PERCEPÇÃO QUE POSSO OFERECER A MIM MESMA É…”

EXERCÍCIO — UM MILAGRE PARA O OUTRO

Pense:

em alguém difícil.

Complete:

“ALÉM DO QUE ESSA PESSOA FEZ, ELA TAMBÉM É…”

Não precisa:

romantizar.

Apenas:

ampliar.

EXERCÍCIO — O ESTRANHO NÃO MANDA

Quando surgir medo:

imagine-o como um visitante.

Pergunte:

“Vou ouvir o que ele tem a dizer sem entregar-lhe as chaves da casa?”

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando:

  • acreditar que milagres precisam ser fenômenos extraordinários;
  • pensar que não tem nada para oferecer;
  • receber perdão e negar qualquer possibilidade de perdão ao outro;
  • confundir habitual com natural;
  • chamar ansiedade de identidade;
  • tratar medo como dono da mente;
  • sentir culpa por ainda ter medo;
  • usar “estou em casa” para negar necessidades concretas de segurança;
  • confundir perdão com reconciliação obrigatória;
  • acreditar que estender Amor exige permanecer perto de quem faz mal;
  • esquecer que não transmitir medo também pode ser um milagre.

MARCADORES DA MENTE QUE TRATA O MEDO COMO LAR

  • “Eu sou assim mesmo.”
  • “Sempre fui ansiosa.”
  • “Nunca vou mudar.”
  • “Se eu relaxar, algo ruim acontecerá.”
  • “Paz parece estranha.”
  • “Só me sinto segura quando estou controlando.”
  • “Meu medo sou eu.”
  • “Não pertenço.”
  • “Deus me expulsou.”
  • “Preciso viver alerta.”

MARCADORES DE RETORNO AO LAR

  • o medo está presente, mas não é minha identidade;
  • posso sentir ansiedade sem obedecê-la;
  • paz pode parecer nova e ainda assim ser natural;
  • não preciso viver em estado permanente de ameaça;
  • posso voltar ao presente;
  • minha dignidade permanece;
  • não estou exilada de Deus;
  • posso escolher novamente;
  • posso deixar o Amor tornar-se mais familiar;
  • estou em casa.

MARCADORES DE EXTENSÃO DO MILAGRE

  • posso olhar novamente;
  • posso não condenar;
  • posso corrigir sem humilhar;
  • posso oferecer uma segunda chance quando for apropriado;
  • posso perdoar sem me colocar em risco;
  • posso não transmitir meu medo;
  • posso oferecer presença;
  • posso atualizar minha visão sobre alguém;
  • posso dar a mim mesma outra interpretação;
  • aquilo que recebo pode passar através de mim.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • Que milagre já recebi?
  • Como posso compartilhá-lo hoje?
  • O que considero um milagre?
  • Tenho dificuldade de estender aquilo que recebo?
  • Que medo se tornou familiar?
  • Confundo medo com minha personalidade?
  • O que significa “casa” para mim?
  • Quando a paz parece estranha?
  • Estou tentando expulsar o medo ou apenas deixar de obedecê-lo?
  • Que nova percepção posso dar a mim mesma?
  • Há alguém que ainda reduzo ao seu pior erro?
  • Como posso não espalhar medo hoje?

PRÁTICA DA MANHÃ — RESUMO

1. Comece:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

2. Revise:

“Dou os milagres que tenho recebido.”

3. Retorne:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

4. Revise:

“Estou em casa. O medo é o estranho aqui.”

5. Finalize:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

6. Permaneça em silêncio.

PRÁTICA NOS MOMENTOS DE MEDO

Não diga:

“Não deveria estar sentindo isso.”

Diga:

“Há medo aqui.”

Depois:

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Respire.

PRÁTICA NOS ENCONTROS

Pergunte:

“Que milagre posso dar?”

Talvez:

simplesmente não repetir uma velha condenação.

PRÁTICA DA NOITE

Antes de dormir:

reveja o dia.

Pergunte:

“Que milagres recebi?”

“Que milagres dei?”

“Onde espalhei medo?”

“Onde consegui interrompê-lo?”

“Que medo tratei como identidade?”

“Em que momento me senti em casa?”

Depois:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

E novamente:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

  • “Deus é só Amor e, portanto, eu também.”
  • “Dou os milagres que tenho recebido.”
  • “Estou em casa. O medo é o estranho aqui.”
  • “Uma mudança de percepção já pode ser um milagre.”
  • “Não preciso passar meu medo adiante.”
  • “O medo está presente; ele não é minha identidade.”
  • “Familiar não significa natural.”
  • “Posso voltar para casa agora.”
  • “Aquilo que recebo pode ser compartilhado.”
  • “Escolho tornar o Amor mais familiar.”

A LIÇÃO 175 E A LIÇÃO 174

Na Lição 174 revisamos:

“Quero entrar na Sua Presença agora.”

e:

“Hoje aprendo a dar como recebo.”

Hoje aprofundamos:

o mesmo movimento.

Entramos:

na Presença.

Recebemos:

uma nova percepção.

Depois:

damos o milagre recebido.

E reconhecemos:

onde tudo isso acontece.

EM CASA.

A sequência torna-se:

Presença → receber → dar → milagre → lar → abandono do medo.

O QUE VEM NA LIÇÃO 176

A próxima revisão será:

LIÇÃO 176

mantendo como eixo:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

Ela revisará:

“Dá-me a tua bênção, Filho Santo de Deus.”

e:

“Eu sou como Deus me criou.”

Depois de reconhecermos:

nosso lar

e:

o medo como estranho,

a próxima prática aprofundará:

bênção,

identidade

e:

reconhecimento de quem somos e de quem é nosso irmão.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje quero:

parar de tratar o medo como proprietário da casa.

Talvez ele more:

comigo há muito tempo.

Talvez eu conheça:

cada uma de suas vozes.

“Cuidado.”

“Você vai perder.”

“Não confie.”

“Não relaxe.”

Talvez essas vozes pareçam:

familiares.

Mas familiaridade:

não é identidade.

Hoje posso dizer:

“ESTOU EM CASA.”

O medo pode:

aparecer.

Mas não precisa:

decidir.

E talvez exista uma coisa que eu possa fazer:

com essa lembrança.

Dar:

o milagre recebido.

Se alguém já me:

perdoou,

posso:

condenar menos.

Se alguém já me:

ouviu,

posso:

escutar.

Se já recebi:

uma nova chance,

posso considerar:

oferecer uma possibilidade de correção.

Não sempre:

proximidade.

Não sempre:

confiança.

Mas talvez:

uma percepção menos aprisionada.

Hoje quero:

tornar o Amor mais familiar

e:

o medo menos soberano.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

hoje quero:

voltar para casa.

Talvez eu tenha vivido:

tanto tempo no medo

que ele pareça:

familiar demais.

Tensão:

parece normal.

Preocupação:

parece responsabilidade.

Desconfiança:

parece proteção.

Controle:

parece segurança.

Hoje quero:

olhar novamente.

Se o medo é:

um estranho,

não preciso:

odiá-lo.

Não preciso:

expulsá-lo à força.

Mas também não preciso:

entregar-lhe minha casa.

Quando ele chegar,

ensina-me:

a reconhecê-lo.

“Há medo aqui.”

E depois:

“ESTOU EM CASA.”

Pai,

faz com que o Amor:

se torne familiar.

Que a paz:

não me pareça suspeita.

Que o descanso:

não pareça irresponsabilidade.

Que a confiança:

não pareça fraqueza.

Que a gentileza:

não pareça perigo.

Hoje quero também:

dar os milagres que recebi.

Quantas vezes alguém:

me viu além de um erro.

Quantas vezes recebi:

uma nova oportunidade.

Quantas vezes alguém:

me ouviu.

Me:

perdoou.

Me:

ajudou.

Pai,

que eu não retenha:

tudo isso.

Se recebi:

perdão,

que eu aprenda:

a perdoar.

Se recebi:

escuta,

que eu possa:

ouvir.

Se recebi:

paz,

que minha voz:

carregue menos medo.

Se recebi:

uma nova percepção,

que eu não volte:

voluntariamente à condenação.

Não quero:

ser especial.

Quero:

ser disponível.

Que o milagre recebido:

atravesse minha mente

e encontre:

outro coração.

Ensina-me também:

a oferecer um milagre a mim mesma.

Que eu não use:

meu passado

como sentença.

Que eu não diga:

“Sou assim”

quando estou apenas:

repetindo um padrão.

Que eu não transforme:

medo

em:

identidade.

Porque:

DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.

E se essa é:

minha origem,

então posso voltar:

ao Amor.

Hoje repito:

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

Que essas palavras deixem:

de ser somente frases.

Que se tornem:

experiência.

Que meu coração reconheça:

o lar.

E que o mundo receba:

aquilo que eu também recebi.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Deus é só Amor e, portanto, eu também. Hoje quero reconhecer os milagres de percepção que já recebi e estendê-los através de perdão, escuta e respostas menos condenatórias, lembrando que o medo pode ser familiar sem ser minha verdadeira identidade: estou em casa no Amor.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, pergunte:

QUE MILAGRE RECEBI HOJE?

QUE MILAGRE CONSEGUI DAR?

EM QUE MOMENTO NÃO PASSEI MEU MEDO ADIANTE?

QUE MEDO TRATEI COMO SE FOSSE MINHA IDENTIDADE?

A PAZ PARECEU ESTRANHA EM ALGUM MOMENTO?

CONSEGUI OLHAR ALGUÉM DE UMA MANEIRA NOVA?

CONSEGUI OFERECER A MIM MESMA UMA NOVA PERCEPÇÃO?

ONDE CONFUNDI FAMILIARIDADE COM VERDADE?

EM QUE MOMENTO ME SENTI EM CASA?

O QUE POSSO ENTREGAR AO AMOR ANTES DE DORMIR?

Finalize:

“DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.”

“DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.”

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

E descanse.

LIÇÃO 175 — ESSÊNCIA

  • A Lição 175 pertence à Revisão V e permanece envolvida pela ideia “Deus é só Amor e, portanto, eu também.”
  • A primeira ideia revisada é “Dou os milagres que tenho recebido.”
  • A segunda é “Estou em casa. O medo é o estranho aqui.”
  • O milagre pode ser praticado como mudança de percepção do medo para uma visão mais alinhada ao perdão e ao Amor.
  • Dar milagres não significa produzir fenômenos extraordinários ou assumir poder espiritual sobre outras pessoas; significa estender a mudança recebida através da maneira de olhar, falar e agir.
  • A frase “Estou em casa” trabalha o pertencimento espiritual e a lembrança de que o medo não constitui nossa identidade verdadeira.
  • Algo pode ser antigo, habitual e familiar sem necessariamente representar nossa natureza essencial.
  • Reconhecer o medo como “estranho” não exige reprimi-lo nem culpabilizar-se por senti-lo; significa deixar de entregá-lo autoridade sobre toda a mente.
  • Perdão não exige reconciliação obrigatória, confiança indiscriminada ou permanência em relações prejudiciais.
  • As duas ideias se complementam: quando reconhecemos nosso lar no Amor, podemos estender aos outros os milagres de percepção que recebemos.
  • A Revisão V continua orientando que as palavras conduzam a uma experiência, e não apenas a uma repetição intelectual.
  • A pergunta central é: “Que mudança de percepção já recebi e como posso estendê-la sem entregar minha mente novamente ao medo?”

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

Talvez o medo esteja:

com você há tanto tempo

que parece:

parte da família.

Você conhece:

sua voz.

Sua pressa.

Suas previsões.

Sua maneira:

de transformar possibilidades em ameaças.

E talvez tenha começado a dizer:

“Esse sou eu.”

Mas hoje a Lição 175 oferece:

outra frase.

“ESTOU EM CASA. O MEDO É O ESTRANHO AQUI.”

O medo pode:

entrar.

Pode:

falar.

Pode até:

parecer convincente.

Mas não precisa:

receber as chaves.

E quando você recordar:

o lar,

talvez consiga olhar:

o mundo de outra maneira.

Esse é:

o milagre.

Não necessariamente:

mudar o acontecimento.

Mas permitir:

outra visão.

E aquilo que você recebe:

não precisa terminar em você.

Talvez alguém já tenha lhe dado:

uma segunda chance.

Hoje você pode:

condenar menos.

Talvez alguém já tenha:

escutado sua dor.

Hoje você pode:

ouvir.

Talvez alguém tenha acreditado:

que você era mais do que seu pior erro.

Hoje você pode:

oferecer essa mesma possibilidade.

É assim que:

o milagre circula.

Hoje recorde:

DEUS É SÓ AMOR E, PORTANTO, EU TAMBÉM.

DOU OS MILAGRES QUE TENHO RECEBIDO.

ESTOU EM CASA.

O MEDO É O ESTRANHO AQUI.

NÃO PRECISO PASSAR O MEDO ADIANTE.

POSSO TORNAR O AMOR MAIS FAMILIAR.

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