365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA CENTRAL DE HOJE
A Lição 138 apresenta uma afirmação simples e decisiva:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Na linguagem de Um Curso em Milagres, o Céu não é apresentado hoje apenas como:
um lugar distante,
nem como:
uma recompensa futura.
Ele aparece como:
uma escolha da mente.
O texto explica que, neste mundo, percebemos constantemente alternativas e opostos. Por isso, parece que também precisamos escolher entre Céu e inferno, paz e medo, verdade e ilusão.
Mas a lição conduz a uma compreensão mais profunda:
a verdade não possui um verdadeiro oposto.
O que chamamos de escolha existe enquanto ainda acreditamos que:
duas possibilidades igualmente reais estão diante de nós.
A VIDA PARECE SER FEITA DE MIL ESCOLHAS
Ao longo do dia, pensamos que precisamos escolher:
- o que fazer;
- onde ir;
- com quem falar;
- quando agir;
- qual caminho seguir;
- o que comprar;
- o que abandonar;
- o que responder;
- o que aceitar;
- o que recusar.
A mente pode ficar:
cansada.
Porque tudo parece:
muito complexo.
Mas a Lição 138 reduz a multiplicidade das formas a:
uma escolha fundamental.
O texto afirma que pensamos estar diante de milhares de decisões quando, em seu ensinamento, existe apenas uma escolha essencial.
QUAL É ESSA ESCOLHA?
Em termos práticos:
medo ou paz?
ataque ou perdão?
separação ou união?
culpa ou correção?
controle ou confiança?
ego ou orientação?
As formas podem mudar.
Mas o conteúdo:
se repete.
O CÉU COMO ESTADO DA MENTE
Podemos compreender hoje o Céu como:
uma mente em paz.
Uma mente que não precisa:
- atacar;
- condenar;
- competir;
- provar valor;
- controlar tudo;
- manter ressentimentos;
- viver em permanente antecipação.
Isso não significa que a vida externa se torne:
perfeita.
Significa que começamos a escolher:
a partir de outro centro.
O INFERNO TAMBÉM PODE SER UMA EXPERIÊNCIA MENTAL
Talvez não seja necessário imaginar:
fogo ou punição.
Na experiência cotidiana, um estado infernal pode parecer:
- culpa constante;
- medo;
- obsessão;
- ressentimento;
- ataque;
- preocupação sem fim;
- sensação de separação;
- necessidade de controlar;
- condenação de si;
- condenação dos outros.
A pergunta passa a ser:
“Qual estado mental quero fortalecer?”
ESCOLHER O CÉU NÃO É FUGIR DA VIDA
Não significa:
abandonar responsabilidades.
Você ainda pode:
- pagar contas;
- tomar decisões;
- trabalhar;
- criar;
- resolver conflitos;
- estabelecer limites;
- enfrentar problemas.
Mas pode perguntar:
“De que estado interior quero fazer isso?”
Essa é a decisão.
A ESCOLHA FICA DIFÍCIL QUANDO AS DUAS ALTERNATIVAS PARECEM VALIOSAS
Se acredito que:
paz é boa,
mas:
ressentimento também me protege,
continuarei dividida.
Se quero:
liberdade,
mas também valorizo:
controle,
haverá conflito.
Se quero:
perdão,
mas ainda penso que:
a condenação me dá poder,
hesitarei.
A lição ensina que a escolha se torna simples quando enxergamos claramente:
o que cada alternativa realmente oferece.
O EGO TORNA O CONFLITO COMPLEXO
Ele diz:
“Você precisa de paz, mas também precisa atacar.”
“Você quer confiar, mas deve controlar.”
“Você quer perdoar, mas não pode abrir mão da culpa.”
“Você quer liberdade, mas precisa manter essa história.”
Assim, duas metas incompatíveis permanecem:
ativas.
E a mente sente:
conflito.
A DECISÃO ORGANIZA A ENERGIA
O texto explica que uma decisão permite que a mente dirija tempo e esforço para uma meta, enquanto a indecisão dispersa energia.
Isso é extremamente prático.
Quando você ainda não decidiu:
se quer paz ou vencer,
cada conversa se torna:
batalha.
Quando decide:
“Quero paz”,
pode começar a perguntar:
“Qual resposta serve a essa meta?”
DECIDIR NÃO É SENTIR-SE PERFEITAMENTE CERTO
Você pode escolher:
paz
e ainda sentir:
medo.
Escolher:
perdão
e ainda sentir:
raiva.
Escolher:
confiança
e ainda perceber:
insegurança.
A decisão não exige que todas as emoções desapareçam imediatamente.
Ela define:
a direção.
UMA DIREÇÃO PODE SER ESCOLHIDA ANTES DO RESULTADO
Imagine uma estrada.
Talvez ainda existam:
quilômetros.
Mas quando você decide:
para onde está indo,
cada passo deixa de ser:
aleatório.
A Lição 138 é sobre:
escolher direção.
O CÉU É ESCOLHIDO CONSCIENTEMENTE
Uma parte importante da lição ensina que a escolha precisa tornar-se:
consciente.
Medos escondidos precisam:
ser vistos.
Crenças precisam:
ser examinadas.
O texto afirma que aquilo que permanece nas sombras deve ser trazido à compreensão para que antigos julgamentos possam ser revistos e corrigidos.
NÃO É PRECISO TER MEDO DE OLHAR PARA O MEDO
Talvez você descubra:
“Ainda quero estar certa.”
“Ainda quero que ele se arrependa.”
“Ainda quero controlar isso.”
“Ainda acho que sem essa pessoa não serei feliz.”
Não se condene.
A consciência permite:
escolha.
Aquilo que permanece inconsciente:
continua escolhendo por você.
A HONESTIDADE FACILITA A DECISÃO
Pergunte:
“O que realmente quero desta situação?”
Talvez diga:
“Quero paz.”
Então observe:
minhas ações estão servindo à paz?
Se não:
existe uma divisão.
A prática não exige culpa.
Exige:
honestidade.
O CÉU NÃO É UMA RECOMPENSA POR BOM COMPORTAMENTO
Na perspectiva da lição, Céu não é:
prêmio por desempenho espiritual.
É:
aquilo que escolhemos reconhecer.
Isso retira da prática:
negociação.
Não precisamos pensar:
“Se eu for perfeita, talvez mereça paz.”
A decisão é:
escolher a paz agora.
ESCOLHER O CÉU NÃO SIGNIFICA NEGAR DOR
Se você está:
triste,
não precisa dizer:
“Estou feliz.”
Se está:
ferida,
não precisa fingir:
“Nada aconteceu.”
A decisão pode ser:
“Mesmo atravessando isso, não quero acrescentar condenação à minha dor.”
Isso já é:
outra direção.
ESCOLHER O CÉU NUM RELACIONAMENTO
Quando houver conflito, pergunte:
“O que quero preservar aqui?”
Minha paz?
Minha dignidade?
Minha clareza?
Ou:
minha necessidade de vencer?
Talvez a escolha pelo Céu seja:
- conversar;
- esperar;
- perdoar;
- sair;
- estabelecer um limite;
- não responder;
- pedir desculpas.
A forma:
varia.
O propósito:
permanece.
ESCOLHER O CÉU NO TRABALHO
Pode significar:
agir com integridade
sem transformar:
competitividade em hostilidade.
Pode significar:
buscar excelência
sem transformar:
resultado em identidade.
Pode significar:
defender uma posição profissional
sem alimentar:
desprezo.
ESCOLHER O CÉU DIANTE DO DINHEIRO
Você pode:
planejar,
investir,
economizar,
prosperar.
Mas perguntar:
“Estou usando o dinheiro ou fazendo dele minha salvação?”
A escolha pelo Céu não rejeita:
recursos.
Retira deles:
o poder de definir sua paz.
ESCOLHER O CÉU DIANTE DA INCERTEZA
A mente diz:
“Preciso saber.”
A prática responde:
“Posso escolher paz antes de ter todas as respostas.”
Isso não resolve:
o futuro.
Mas muda:
o presente.
ESCOLHER O CÉU DIANTE DA CULPA
Culpa diz:
“Você precisa sofrer.”
A escolha pode ser:
“Assumirei responsabilidade e corrigirei o que puder, mas não transformarei culpa em identidade.”
ESCOLHER O CÉU DIANTE DO RESSENTIMENTO
Pergunte:
“Quero continuar carregando esta pessoa dentro de mim através da condenação?”
Talvez a resposta seja:
não.
Então surge:
uma decisão.
ESCOLHER O CÉU NÃO É ESCOLHER PASSIVIDADE
Às vezes a paz exige:
firmeza.
Um limite pode ser:
profundamente pacífico.
Um não pode ser:
mais amoroso do que uma falsa concordância.
Uma saída pode ser:
mais íntegra do que permanecer em conflito.
A ESCOLHA ENTRE VERDADE E APARÊNCIA
A lição ensina que aquilo que parecia ameaçador perde força quando é trazido:
à luz da compreensão.
Quando observamos cuidadosamente nossos medos, podemos perceber:
quanto poder atribuímos a interpretações.
O texto descreve esse processo como o reconhecimento de que aquilo que parecia enorme e aterrorizante perde substância quando confrontado com o que é real.
CINCO MINUTOS AO ACORDAR
A prática formal da Lição 138 começa:
assim que acordamos.
O texto orienta dedicar:
cinco minutos pela manhã
para reafirmar conscientemente:
a escolha pelo Céu.
PRÁTICA DA MANHÃ — 5 MINUTOS
Antes de entrar:
no movimento do dia,
sente-se.
Respire.
Diga:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Depois:
“Eu a tomo agora.”
Permaneça em silêncio.
Pergunte:
“Qual estado mental quero escolher hoje?”
Paz?
Perdão?
Confiança?
Clareza?
Escolha:
uma palavra.
Leve-a:
para o dia.
UMA FRASE PARA COMEÇAR O DIA
Você pode usar:
“Hoje escolho a paz antes de escolher minhas reações.”
Depois:
fique em quietude.
NÃO FAÇA UMA LISTA DE TODOS OS PROBLEMAS
Durante os cinco minutos:
não tente resolver a agenda inteira.
A prática não é:
planejamento.
É:
decisão interior.
Escolha primeiro:
o propósito.
Depois permita que as formas:
sejam conduzidas por ele.
A CADA HORA — UMA BREVE REAFIRMAÇÃO
A lição pede que, ao longo do dia:
reafirmemos a escolha.
Não é necessário:
longos períodos.
Um breve momento de quietude:
é suficiente.
O texto afirma que a decisão é reafirmada a cada hora e novamente antes de dormir.
PRÁTICA A CADA HORA
Pare por alguns segundos.
Respire.
Diga:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Depois:
“Escolho novamente.”
Observe:
o que aconteceu na última hora.
Pergunte:
“Escolhi medo ou paz?”
Se escolheu medo:
não se condene.
Apenas:
escolha novamente.
O PODER DE ESCOLHER NOVAMENTE
Talvez essa seja uma das grandes mensagens práticas de UCEM:
nenhuma escolha errada precisa ser definitiva.
Você pode perceber:
“Entrei numa discussão.”
Escolha novamente.
“Passei uma hora preocupada.”
Escolha novamente.
“Julguei.”
Escolha novamente.
“Tentei controlar.”
Escolha novamente.
A correção acontece:
no presente.
PRÁTICA PARA UMA DECISÃO DIFÍCIL
Antes de escolher entre opções externas, pergunte:
“Que estado interior quero levar para qualquer uma dessas opções?”
Talvez ainda não saiba:
qual emprego aceitar.
Mas pode escolher:
não decidir a partir de pânico.
Talvez ainda não saiba:
se deve permanecer numa relação.
Mas pode escolher:
clareza em vez de culpa.
Primeiro:
escolha o conteúdo.
Depois:
examine a forma.
PRÁTICA PARA DISCUSSÕES
Quando perceber:
necessidade de vencer,
diga:
“Meu objetivo é paz.”
Então pergunte:
“O que serve à paz agora?”
Pode ser:
falar.
Ou:
calar.
PRÁTICA PARA MEDO
Diga:
“O medo parece uma alternativa, mas não é aquilo que realmente quero.”
Depois:
“Escolho paz.”
PRÁTICA PARA ANSIEDADE
Pergunte:
“Estou tentando escolher entre cem futuros imaginários?”
Volte:
à única escolha presente.
“Quero atravessar este momento com medo ou com mais paz?”
PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO
Quando a mente voltar:
à acusação,
diga:
“Essa é uma nova oportunidade de escolher.”
Depois:
“Não preciso transformar condenação em meu Céu.”
PRÁTICA PARA AUTOCRÍTICA
Pensamento:
“Sou um fracasso.”
Pare.
Pergunte:
“Quero escolher esta voz como guia?”
Depois:
“Posso escolher correção sem ataque.”
PRÁTICA PARA CONTROLE
Quando sentir:
urgência de controlar,
diga:
“Paz não exige que tudo obedeça.”
PRÁTICA PARA APROVAÇÃO
Pergunte:
“Estou fazendo da opinião desta pessoa a porta do meu Céu?”
Se sim:
retire esse peso dela.
PRÁTICA PARA EXPECTATIVAS
Quando pensar:
“Só ficarei bem se isso acontecer”,
pergunte:
“Estou adiando minha escolha pela paz?”
PRÁTICA PARA PERDÃO
Escolher o Céu pode significar:
retirar uma acusação.
Diga:
“Não preciso carregar esta sentença para provar que fui ferida.”
PRÁTICA PARA LIMITES
Diga:
“Posso escolher a paz e ainda dizer não.”
Isso é importante porque:
paz não significa submissão.
CINCO MINUTOS ANTES DE DORMIR
A prática formal encerra o dia:
da mesma forma que começou.
O texto orienta dedicar:
cinco minutos à noite
para reafirmar a decisão feita pela manhã.
PRÁTICA DA NOITE — 5 MINUTOS
Sente-se ou deite-se confortavelmente.
Respire.
Revise:
o dia.
Não procure:
perfeição.
Pergunte:
“Onde escolhi paz?”
“Onde escolhi medo?”
“Onde consegui escolher novamente?”
Depois repita:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
E acrescente:
“Tomo essa decisão novamente agora.”
Descanse.
O QUE OBSERVAR HOJE
Observe quando:
- transformar uma decisão simples em conflito interminável;
- valorizar duas metas incompatíveis;
- querer paz e ataque ao mesmo tempo;
- querer perdão e condenação ao mesmo tempo;
- escolher controle e chamar isso de paz;
- esperar que circunstâncias externas decidam seu estado interior;
- acreditar que uma escolha passada não pode ser corrigida;
- colocar sua paz nas mãos de outra pessoa;
- adiar a paz para depois que algo acontecer;
- esquecer que pode escolher novamente.
MARCADORES DE UMA MENTE DIVIDIDA
- “Quero paz, mas quero que ele sofra.”
- “Quero confiar, mas preciso controlar tudo.”
- “Quero liberdade, mas não quero soltar essa história.”
- “Quero perdoar, mas preciso manter a culpa.”
- “Quero descansar, mas preciso prever tudo.”
- “Quero ser feliz, mas só se acontecer do meu jeito.”
- “Quero Amor, mas não posso abrir mão do ataque.”
MARCADORES DE UMA DECISÃO MAIS CLARA
- quero paz;
- posso escolher novamente;
- não preciso manter duas metas opostas;
- meu propósito pode orientar minhas ações;
- não preciso controlar tudo para escolher confiança;
- posso dizer não sem abandonar a paz;
- posso corrigir sem me condenar;
- posso agir sem fazer do medo meu guia;
- o presente é o lugar da decisão;
- minha paz não precisa esperar.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
- O que realmente quero hoje?
- Que duas metas incompatíveis tenho tentado manter?
- Em que situação quero paz e ataque ao mesmo tempo?
- Onde minha paz depende de um resultado externo?
- O que acredito que preciso abandonar para escolher paz?
- Que medo parece valioso para mim?
- Que ressentimento ainda trato como proteção?
- Qual decisão interior vem antes da decisão externa?
- Onde posso escolher novamente agora?
- Como seria viver este dia lembrando que paz é uma decisão?
EXERCÍCIO DE ESCRITA — O QUE EU QUERO?
Complete:
“HOJE, MAIS DO QUE QUALQUER RESULTADO, EU QUERO…”
Tente chegar a:
um estado.
Talvez:
- paz;
- clareza;
- liberdade;
- Amor;
- confiança.
Depois pergunte:
“Minhas escolhas de hoje servem a isso?”
EXERCÍCIO — DUAS METAS
Escolha um conflito.
Escreva:
META 1
O que digo que quero?
Depois:
META 2
O que também estou tentando manter?
Exemplo:
Meta 1:
“Quero paz.”
Meta 2:
“Quero provar que ele é culpado.”
Pergunte:
“Consigo manter as duas?”
EXERCÍCIO — A ESCOLHA POR TRÁS DA ESCOLHA
Escolha uma decisão concreta.
Pergunte:
“Se eu escolher A, quero fazê-lo a partir de quê?”
“Se eu escolher B, quero fazê-lo a partir de quê?”
Talvez perceba:
a decisão externa não seja a primeira decisão.
EXERCÍCIO — ESCOLHO NOVAMENTE
Escreva três momentos recentes em que escolheu:
medo,
ataque
ou:
controle.
Depois, abaixo de cada um:
“AGORA EU ESCOLHERIA…”
Não para:
mudar o passado.
Mas para treinar:
a mente no presente.
EXERCÍCIO — CINCO MINUTOS DA MANHÃ
Repita:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Depois:
“Vou tomá-la agora.”
Escolha:
paz.
Descanse:
por cinco minutos.
EXERCÍCIO — CINCO MINUTOS DA NOITE
Revise:
o dia.
Reconheça:
suas escolhas.
Não julgue.
Repita:
“Escolho novamente.”
Finalize:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
COMO PRATICAR A LIÇÃO 138
- A ideia central é:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
- A lição parte da percepção humana de opostos e alternativas, mas afirma que a verdade, em si, não possui verdadeiro oposto.
- Embora pareçamos confrontados por inúmeras escolhas, o Curso reduz o conflito a uma escolha fundamental de direção da mente.
- A escolha precisa tornar-se consciente; medos e julgamentos ocultos precisam ser trazidos à compreensão para que possam ser revistos.
- A prática formal pede:
cinco minutos pela manhã.
- Durante o dia, reafirmamos:
a escolha a cada hora.
- Antes de dormir, dedicamos:
mais cinco minutos
à mesma decisão.
- O objetivo não é atingir perfeição imediata, mas treinar a mente para escolher novamente sempre que perceber que voltou ao medo.
- Na prática cotidiana, escolher o Céu pode ser entendido como escolher paz, perdão, verdade, clareza e união em vez de alimentar ataque, culpa e separação.
FRASES PARA USAR DURANTE O DIA
- “O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
- “Escolho novamente.”
- “Hoje escolho paz.”
- “Não preciso manter duas metas incompatíveis.”
- “Posso escolher paz antes de conhecer o resultado.”
- “Minha paz não precisa depender desta pessoa.”
- “Posso dizer não sem abandonar o Amor.”
- “Não preciso transformar medo em meu guia.”
- “O presente é o lugar da escolha.”
- “Quero aquilo que realmente me oferece paz.”
A LIÇÃO 138 E A LIÇÃO 137
Na Lição 137 aprendemos:
“Quando sou curado, não sou curado sozinho.”
Descobrimos que a cura:
se estende.
Agora a Lição 138 pergunta:
“Qual estado escolherei estender?”
Se escolhemos:
julgamento,
ele aparece:
em nossos encontros.
Se escolhemos:
paz,
ela também pode se estender.
A sequência torna-se:
cura → extensão → decisão → direção.
O QUE VEM NA LIÇÃO 139
A próxima lição trará:
“Aceitarei a Expiação para mim mesmo.”
Depois de decidir:
pelo Céu,
o Curso aprofundará a pergunta sobre:
identidade.
A Lição 139 começa colocando no centro uma questão fundamental:
“O que sou eu?”
O texto apresenta a aceitação da Expiação como a decisão de aceitar a nós mesmos tal como Deus nos criou.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje não quero me perder:
entre mil escolhas.
Quero lembrar:
da escolha que vem antes de todas elas.
Antes de responder:
escolho o propósito.
Antes de decidir:
escolho a direção.
Antes de entrar numa conversa:
escolho o estado que quero levar comigo.
Não posso controlar:
todas as circunstâncias.
Não posso controlar:
todas as pessoas.
Não posso saber:
todos os resultados.
Mas posso perguntar:
“O que quero escolher dentro de mim agora?”
Talvez eu tenha escolhido:
medo
há cinco minutos.
Posso escolher:
novamente.
Talvez tenha escolhido:
julgamento
pela manhã.
Posso escolher:
novamente.
Talvez tenha passado anos:
alimentando uma crença.
Ainda assim:
posso escolher novamente.
Hoje não preciso:
esperar circunstâncias perfeitas.
Não preciso:
esperar que alguém mude.
Não preciso:
resolver o futuro.
A decisão é:
agora.
O CÉU É A DECISÃO QUE EU TENHO QUE TOMAR.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Pai,
hoje reconheço
quantas escolhas
parecem surgir:
diante de mim.
Algumas pequenas.
Outras:
difíceis.
Muitas vezes
fico dividida
porque quero:
coisas opostas.
Quero paz,
mas também:
quero ter razão.
Quero perdão,
mas ainda:
quero condenar.
Quero confiança,
mas tento:
controlar.
Quero liberdade,
mas seguro:
antigas histórias.
Hoje não quero:
me condenar por isso.
Quero:
enxergar.
Traz à luz
aquilo que ainda mantenho:
escondido.
Mostra-me:
os medos que considero necessários.
As culpas que considero:
proteção.
Os ressentimentos que considero:
justiça.
As defesas que considero:
segurança.
Que eu possa olhar
sem medo
e então:
escolher.
Ao acordar,
quero lembrar:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Durante o dia,
quando eu me perder:
lembra-me novamente.
Quando eu atacar:
ajuda-me a escolher novamente.
Quando eu julgar:
ajuda-me a escolher novamente.
Quando eu tentar controlar:
ajuda-me a escolher novamente.
Quando eu tiver medo:
ajuda-me a escolher novamente.
Não peço:
que toda circunstância obedeça aos meus desejos.
Peço:
clareza para não entregar minha paz a elas.
Ensina-me:
a agir quando necessário.
A esperar:
quando necessário.
A falar:
quando necessário.
A silenciar:
quando necessário.
Mas que tudo isso venha:
de um propósito mais pacífico.
Antes de dormir,
quero olhar para meu dia
sem:
condenação.
E dizer:
“Posso escolher novamente agora.”
Hoje quero:
o Céu.
Quero:
paz.
Quero:
verdade.
Quero:
Amor.
E quero lembrar que essa decisão:
começa na mente.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar. Hoje escolho paz antes de escolher minhas reações, e sempre que perceber que voltei ao medo, lembrarei que posso escolher novamente.”
AO FINAL DO DIA
Antes de dormir, repita:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
Depois pergunte:
QUAL FOI MINHA META PRINCIPAL HOJE?
EM QUE SITUAÇÃO QUIS PAZ E ATAQUE AO MESMO TEMPO?
COLOQUEI MINHA PAZ NAS MÃOS DE ALGUMA PESSOA OU RESULTADO?
QUE MEDO AINDA TRATEI COMO NECESSÁRIO?
CONSEGUI ESCOLHER NOVAMENTE DEPOIS DE JULGAR OU REAGIR?
EM QUE MOMENTO ESCOLHI PAZ COM MAIS CLAREZA?
REAFIRMEI MINHA DECISÃO DURANTE O DIA?
FIZ OS CINCO MINUTOS DA MANHÃ?
FAREI OS CINCO MINUTOS ANTES DE DORMIR?
O QUE QUERO ESCOLHER NOVAMENTE AGORA?
Finalize:
“Eu escolho a paz.”
Depois:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
LIÇÃO 138 — ESSÊNCIA
- A ideia central é “O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
- Neste mundo percebemos opostos e alternativas; por isso, o Céu parece precisar ser escolhido.
- O Curso afirma que a verdade não possui um verdadeiro oposto.
- Embora pareçam existir inúmeras decisões, a lição reduz todas elas a uma escolha fundamental de direção mental.
- A decisão consciente exige trazer medos e antigos julgamentos à luz para que possam ser revistos.
- A prática começa com cinco minutos ao acordar.
- A escolha é reafirmada brevemente a cada hora.
- O dia termina com mais cinco minutos antes de dormir.
- Sempre que voltamos ao medo, julgamento ou ataque, podemos escolher novamente.
- Em termos práticos, a lição nos convida a decidir pela paz antes de deixar que circunstâncias externas determinem nosso estado interior.
A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE
Talvez existam:
cem decisões
esperando você.
Mas antes delas existe:
uma.
Quem conduzirá minha mente hoje?
O medo?
Ou:
a paz?
A culpa?
Ou:
a correção?
O ataque?
Ou:
o perdão?
O controle?
Ou:
a confiança?
Você talvez não acerte:
todas as vezes.
Essa não é a exigência.
A prática é:
perceber.
E quando perceber:
escolher novamente.
Uma vez.
Depois outra.
Depois:
outra.
Até que aquilo que parecia uma decisão difícil comece a parecer:
cada vez mais natural.
Porque hoje lembramos:
