LIÇÃO 133 — NÃO DAREI VALOR ÀQUILO QUE NÃO TEM VALOR

Lição 133 de Um Curso em Milagres — Não darei valor àquilo que não tem valor

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA CENTRAL DE HOJE

A Lição 133 traz a prática para um terreno extremamente concreto:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

Depois de liberar o mundo das antigas definições na Lição 132, agora somos convidados a observar:

aquilo que escolhemos valorizar.

Porque nossa vida é profundamente orientada pelo que consideramos importante.

Aquilo a que damos valor recebe:

  • nossa atenção;
  • nosso tempo;
  • nossa energia;
  • nossos pensamentos;
  • nossas expectativas;
  • nossas decisões.

A lição não permanece apenas no campo teórico. Ela afirma que hoje examinaremos critérios práticos para testar aquilo que pensamos querer.

TALVEZ VOCÊ NÃO ESTEJA PEDINDO DEMAIS — MAS DE MENOS

Essa é uma das provocações mais interessantes da Lição 133.

Muitas vezes pensamos:

“Estou querendo demais.”

Mas o Curso apresenta outra possibilidade:

talvez estejamos querendo pouco demais.

Quando toda nossa esperança é colocada em:

  • posses;
  • aparência;
  • prestígio;
  • reconhecimento;
  • aprovação;
  • posição;
  • vitória;
  • controle;

podemos estar pedindo às formas passageiras:

aquilo que elas não conseguem oferecer.

O texto relaciona essa busca por coisas ligadas ao corpo, aquisições e prestígio à tentativa de encontrar felicidade onde ela não pode permanecer.

A LIÇÃO NÃO É CONTRA DINHEIRO, BENS OU CONQUISTAS

Isso precisa ficar claro.

O objetivo não é:

demonizar o mundo material.

Você pode:

  • trabalhar;
  • ganhar dinheiro;
  • comprar coisas;
  • construir patrimônio;
  • cuidar do corpo;
  • desejar conforto;
  • realizar projetos;
  • buscar excelência profissional.

A questão é:

“Que valor estou dando a isso?”

Um recurso pode ser:

útil.

Mas quando se transforma em:

fonte da identidade,

garantia absoluta de segurança

ou:

condição para ser feliz,

recebe uma função que talvez não consiga cumprir.

VALOR NÃO É O MESMO QUE UTILIDADE

Uma coisa pode ter:

utilidade

sem possuir:

valor absoluto.

Dinheiro é útil.

Uma casa é útil.

Um carro pode ser útil.

Reconhecimento profissional pode abrir caminhos.

Mas a Lição 133 pergunta:

“Isso pode realmente oferecer aquilo que estou buscando?”

Essa distinção muda tudo.

O QUE VOCÊ REALMENTE QUER?

Talvez você diga:

“Quero muito dinheiro.”

Pergunte:

“Para quê?”

Talvez a resposta seja:

segurança.

Talvez queira:

reconhecimento.

Pergunte:

“Para quê?”

Talvez queira sentir:

valor.

Talvez queira vencer alguém.

Pergunte:

“Para quê?”

Talvez queira:

provar alguma coisa.

E por trás disso talvez exista:

o desejo de ser visto,

aceito

ou:

amado.

A prática começa quando descobrimos:

o conteúdo escondido por trás da forma.

NOSSAS ESCOLHAS PARECEM MUITAS

Durante um único dia podemos pensar que precisamos escolher entre:

  • dezenas de possibilidades;
  • inúmeros caminhos;
  • pessoas;
  • oportunidades;
  • respostas;
  • decisões.

Mas o Curso simplifica radicalmente o problema.

Por trás das inúmeras formas, nossas escolhas refletem:

diferentes propósitos.

O texto lembra que, apesar da aparência de muitas alternativas, a escolha fundamental permanece simples.

CADA ESCOLHA TEM UM PROPÓSITO

Antes de decidir, pergunte:

“Para que quero isso?”

Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes da Lição 133.

Quero essa resposta:

para ter paz?

Ou:

para provar que estou certa?

Quero esse dinheiro:

para utilizá-lo de modo útil?

Ou:

para finalmente acreditar que possuo valor?

Quero esse relacionamento:

para compartilhar Amor?

Ou:

para escapar da solidão?

Quero essa vitória:

para resolver uma situação?

Ou:

para diminuir alguém?

A forma externa não revela necessariamente:

o verdadeiro propósito.

PRIMEIRO CRITÉRIO — ISSO PODE DURAR?

O primeiro teste apresentado pela lição pergunta, essencialmente:

aquilo que escolho possui um valor que o tempo não pode destruir?

O texto afirma que, se uma coisa não pode durar, não possui o tipo de valor que buscamos espiritualmente.

Isso não significa:

“Tudo o que é temporário é inútil.”

Uma refeição é temporária e útil.

Uma viagem termina e pode ser bela.

Um encontro dura algumas horas e pode ser significativo.

A questão é:

não pedir ao temporário que seja eterno.

QUANDO PEDIMOS PERMANÊNCIA AO IMPERMANENTE

Podemos pensar:

“Preciso que isso nunca mude.”

Mas tudo no tempo:

muda.

Relacionamentos mudam.

Corpos mudam.

Situações econômicas mudam.

Carreiras mudam.

Circunstâncias mudam.

Quando exigimos permanência absoluta do que é temporal, produzimos:

medo de perder.

A lição nos ajuda a perguntar:

“Estou valorizando isso pelo que é ou exigindo que me ofereça algo que não pode oferecer?”

SEGUNDO CRITÉRIO — ALGUÉM PRECISA PERDER PARA EU GANHAR?

O próximo teste é profundamente importante.

O texto ensina que, se nossa escolha depende de tirar algo de outra pessoa, a própria lógica da perda acaba sendo aceita por nós.

Isso aparece em pensamentos como:

“Para eu vencer, ela precisa perder.”

“Para eu ser especial, ele precisa ser inferior.”

“Para eu ter valor, preciso provar que sou melhor.”

“Para eu ter Amor, outra pessoa precisa ficar sem.”

“Para eu ser escolhida, alguém precisa ser rejeitado.”

Essa é a lógica:

da escassez.

O AMOR NÃO FUNCIONA POR ESCASSEZ

A paz que você encontra:

não reduz a paz de ninguém.

O perdão que oferece:

não deixa menos perdão disponível.

O Amor verdadeiro:

não diminui quando compartilhado.

A compreensão:

cresce quando é estendida.

Por isso, um bom teste é:

“Minha escolha depende de alguma forma de derrota ou diminuição de outra pessoa?”

ISSO NÃO SIGNIFICA QUE TODOS RECEBEM A MESMA COISA

Na vida prática:

alguém pode conseguir uma vaga.

Outro:

não.

Uma pessoa pode vencer:

uma competição.

Outra:

não.

A questão é o significado interior.

Você pode competir:

sem desejar destruir.

Pode prosperar:

sem precisar humilhar.

Pode conquistar:

sem transformar a perda alheia em fonte de satisfação.

TERCEIRO CRITÉRIO — PARA QUE EU QUERO ISSO?

A lição então chega a uma pergunta central:

“Por que essa escolha tem valor para mim?”

“O que me atrai nela?”

“A que propósito serve?”

O texto alerta que é justamente aí que o ego pode esconder seus verdadeiros objetivos.

Essa é uma prática de:

honestidade interior.

O MESMO DESEJO PODE TER PROPÓSITOS DIFERENTES

Duas pessoas podem querer:

dinheiro.

Uma quer:

liberdade para cuidar da família e realizar projetos.

Outra quer:

sentir-se superior.

A forma:

parece igual.

O propósito:

é diferente.

Duas pessoas podem desejar:

silêncio.

Uma busca:

paz.

Outra usa o silêncio:

para punir alguém.

A forma:

parece igual.

O conteúdo:

muda.

PERGUNTE PELO PROPÓSITO

Antes de uma escolha importante, pergunte:

“Para que quero isso?”

Depois:

“E para que quero isso?”

Continue.

Por exemplo:

“Quero ser reconhecida.”

Para quê?

“Para saber que sou boa.”

Para quê?

“Para sentir que tenho valor.”

Agora chegamos:

mais perto da verdadeira busca.

QUARTO CRITÉRIO — A ESCOLHA PRODUZ CULPA?

A lição apresenta ainda um sinal importante:

a culpa.

O texto afirma que, quando a escolha produz culpa, metas do ego se misturaram à decisão.

Isso não significa que toda sensação de culpa:

seja uma prova perfeita.

Às vezes sentimos culpa por:

  • dizer não;
  • estabelecer limites;
  • descansar;
  • escolher a nós mesmos;
  • sair de uma situação abusiva.

Nesses casos, a culpa pode ser:

condicionamento.

Por isso precisamos observar profundamente:

qual é a fonte da culpa.

CULPA NÃO É O MESMO QUE RESPONSABILIDADE

Responsabilidade diz:

“Errei e posso corrigir.”

Culpa diz:

“Meu erro prova que sou ruim.”

Responsabilidade:

abre caminho.

Culpa:

aprisiona.

Se uma escolha exige que você:

machuque,

manipule,

engane,

diminua

ou:

use outra pessoa,

é importante questionar:

o propósito.

O EGO PODE DISFARÇAR SUAS METAS

Talvez diga:

“Só quero justiça.”

Mas, por baixo:

“Quero que ele sofra.”

Talvez diga:

“Só quero ser reconhecida.”

Mas, por baixo:

“Quero provar que sou melhor.”

Talvez diga:

“Estou fazendo isso por Amor.”

Mas, por baixo:

“Quero controlar.”

A Lição 133 pede:

honestidade.

Não condenação.

NÃO PRECISO ME JULGAR QUANDO DESCUBRO UMA META DO EGO

Descobrir:

“Estou querendo controlar”

não significa:

“Sou uma pessoa horrível.”

Significa:

“Agora consigo ver o propósito e posso escolher novamente.”

O objetivo do treinamento:

é corrigir.

Não:

condenar.

A COMPLEXIDADE PODE ESCONDER UMA ESCOLHA SIMPLES

Algumas decisões parecem impossíveis.

Pensamos durante dias.

Criamos:

  • listas;
  • cenários;
  • argumentos;
  • medos;
  • hipóteses.

Mas a lição sugere que, muitas vezes, a complexidade funciona como:

uma névoa.

O texto apresenta a escolha como mais simples quando aprendemos a distinguir aquilo que realmente tem valor do que apenas ocupa seu lugar.

UMA PERGUNTA PARA DECISÕES DIFÍCEIS

Quando estiver dividida, experimente perguntar:

“Qual escolha serve à paz?”

Depois:

“Qual escolha serve ao medo?”

Isso não significa que a escolha pacífica:

seja sempre confortável.

Às vezes a paz exige:

  • dizer não;
  • encerrar;
  • esperar;
  • admitir um erro;
  • renunciar ao controle;
  • mudar de direção.

MÃOS VAZIAS E MENTE ABERTA

A Lição 133 utiliza outra imagem poderosa:

chegar de mãos vazias.

O texto descreve o movimento de abandonar cargas inúteis e abrir a mente para aquilo que possui verdadeiro valor.

Mãos vazias significam:

não trazer exigências.

Não chegar dizendo:

“Quero a verdade, mas somente se ela confirmar aquilo que já decidi.”

“Quero paz, mas preciso continuar certa.”

“Quero liberdade, mas não quero soltar meu ressentimento.”

A prática é:

abrir.

DOIS PERÍODOS DE QUINZE MINUTOS

A prática formal pede:

quinze minutos, duas vezes hoje.

O texto orienta começar esses períodos reafirmando que não queremos valorizar o que não tem valor e que desejamos buscar somente aquilo que é verdadeiramente valioso.

PRÁTICA DA MANHÃ — 15 MINUTOS

Sente-se.

Feche os olhos.

Respire lentamente.

Repita:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

Depois acrescente:

“Hoje quero reconhecer aquilo que realmente desejo.”

Observe:

o que ocupa sua mente.

Talvez:

  • dinheiro;
  • uma pessoa;
  • uma resposta;
  • uma decisão;
  • uma conquista;
  • uma preocupação.

Escolha uma dessas coisas.

Pergunte:

“Por que isso tem valor para mim?”

Depois:

“O que espero receber através disso?”

Permaneça em silêncio.

PRÁTICA DO PROPÓSITO

Pegue algo que deseja muito.

Pergunte sucessivamente:

“Por que quero isso?”

Depois, para a resposta:

“E por que quero isso?”

Continue até chegar a um estado interior.

Talvez:

paz.

Amor.

segurança.

liberdade.

reconhecimento.

Agora pergunte:

“Existe uma maneira mais direta de escolher esse conteúdo?”

PRÁTICA DA TARDE OU NOITE — 15 MINUTOS

Repita:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

Observe as escolhas do dia.

Pergunte:

  • O que recebeu mais da minha atenção?
  • O que recebeu mais da minha energia?
  • O que pareceu determinar minha paz?
  • O que temi perder?
  • O que tentei controlar?

Depois:

descanse.

Não precisa resolver tudo.

Apenas permita:

que sua escala de valores seja examinada.

PRÁTICA PARA DINHEIRO

Pergunte:

“Estou usando o dinheiro ou pedindo que ele defina meu valor?”

Dinheiro pode ser:

recurso.

Não precisa ser:

identidade.

PRÁTICA PARA COMPRAS

Antes de comprar alguma coisa, pergunte:

“Quero isso pela utilidade ou porque espero que isso mude como me sinto comigo?”

Não existe necessidade de:

condenar compras.

Apenas observe:

o propósito.

PRÁTICA PARA PRESTÍGIO

Quando desejar reconhecimento, pergunte:

“Quero compartilhar meu trabalho ou preciso que o reconhecimento prove que tenho valor?”

PRÁTICA PARA REDES SOCIAIS

Antes de publicar algo, pergunte:

“Quero comunicar ou quero que números determinem meu valor?”

Curtidas:

podem ser informação.

Não precisam se tornar:

medida de identidade.

PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Pergunte:

“Quero compartilhar Amor com essa pessoa ou preciso dela para me sentir completa?”

Essa pergunta pode revelar:

apego.

Não para condená-lo.

Mas para:

transformá-lo.

PRÁTICA PARA CIÚME

O ciúme frequentemente acredita:

“Se outra pessoa recebe, sobra menos para mim.”

Pergunte:

“Estou valorizando uma lógica de escassez?”

Depois:

“O Amor verdadeiro precisa ser disputado?”

PRÁTICA PARA COMPETIÇÃO

Pergunte:

“Preciso que alguém diminua para que minha conquista tenha valor?”

Se sim:

revise o propósito.

PRÁTICA PARA UMA DECISÃO DIFÍCIL

Use quatro perguntas:

1. ISSO POSSUI UM VALOR QUE NÃO DEPENDE APENAS DO TEMPO?

2. MINHA ESCOLHA EXIGE QUE OUTRA PESSOA SEJA DIMINUÍDA?

3. PARA QUE REALMENTE QUERO ISSO?

4. ESSA ESCOLHA PRODUZ PAZ OU ALIMENTA CULPA E CONFLITO?

Não busque uma fórmula mecânica.

Use as perguntas:

para revelar o propósito interior.

PRÁTICA PARA TRABALHO

Talvez você queira:

promoção.

Pergunte:

“O que a promoção representa para mim?”

Mais recursos?

Desenvolvimento?

Reconhecimento?

Superioridade?

Segurança?

Não existe uma resposta “certa”.

Existe:

honestidade.

PRÁTICA PARA O CORPO

Talvez cuide da aparência porque deseja:

saúde e bem-estar.

Ou talvez esteja tentando obter:

valor pessoal através dela.

Pergunte:

“Estou cuidando do corpo ou pedindo que o corpo prove quem sou?”

PRÁTICA PARA O TEMPO

Observe:

onde você entrega suas horas.

Porque aquilo a que damos tempo frequentemente revela:

aquilo que valorizamos.

Pergunte:

“Meu calendário corresponde ao que digo que é importante para mim?”

PRÁTICA PARA RESSENTIMENTO

Ressentimento também pode ser:

algo valorizado.

Talvez porque ele pareça oferecer:

  • superioridade moral;
  • proteção;
  • justificativa;
  • controle;
  • direito de punir.

Pergunte:

“O que estou recebendo ao continuar segurando esta mágoa?”

PRÁTICA PARA ESTAR CERTA

Pergunte:

“Prefiro estar em paz ou provar que estou certa?”

Às vezes:

verdade e paz caminham juntas.

Mas a necessidade de vencer:

pode ocultar outro propósito.

O QUE OBSERVAR HOJE

Observe quando:

  • algo temporário parecer condição para sua felicidade;
  • acreditar que precisa tirar de alguém para ganhar;
  • desejar que outra pessoa perca;
  • usar prestígio como medida de valor;
  • usar dinheiro como identidade;
  • buscar aprovação para sentir-se digna;
  • transformar uma conquista em salvação;
  • sentir culpa depois de uma escolha;
  • tornar uma decisão excessivamente complexa;
  • esquecer de perguntar pelo propósito.

MARCADORES DE VALOR FALSO

  • “Sem isso, não sou ninguém.”
  • “Preciso ganhar para ele perder.”
  • “Quando eu tiver isso, finalmente estarei completa.”
  • “Meu valor depende da aprovação.”
  • “Preciso provar que sou melhor.”
  • “Só estarei segura quando controlar tudo.”
  • “Não importa quem seja prejudicado.”
  • “Preciso disso para ser alguém.”

MARCADORES DE VALOR VERDADEIRO

  • isso aumenta minha paz;
  • não precisa diminuir ninguém;
  • posso compartilhar;
  • não define minha identidade;
  • não depende de comparação;
  • não exige culpa;
  • não precisa ser defendido pelo ataque;
  • permanece significativo além da forma;
  • aproxima-me de Amor, liberdade e verdade.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

  • O que mais valorizo atualmente?
  • Onde invisto mais tempo?
  • Onde invisto mais energia emocional?
  • O que tenho medo de perder?
  • Que coisa transformei em condição para ser feliz?
  • Preciso que alguém perca para que eu me sinta vencedora?
  • Qual é o propósito oculto daquilo que desejo?
  • Minha escolha produz paz ou culpa?
  • Estou pedindo a alguma forma passageira que me ofereça segurança permanente?
  • Se eu já sou digna, ainda preciso dessa escolha pelo mesmo motivo?

EXERCÍCIO DE ESCRITA — MINHA ESCALA DE VALORES

Escreva:

AS 10 COISAS MAIS IMPORTANTES PARA MIM HOJE

Depois, ao lado de cada uma, responda:

“Por quê?”

Observe:

o propósito.

EXERCÍCIO — O QUE TEM MEU TEMPO?

Escreva aproximadamente como distribui:

suas horas.

Depois compare com:

aquilo que afirma valorizar.

Pergunte:

“Minha atenção está seguindo meus valores mais profundos?”

EXERCÍCIO — O QUE TEM MEU PENSAMENTO?

Durante um minuto, escreva:

tudo aquilo em que mais tem pensado.

Depois pergunte:

“Estou dando valor a isso simplesmente porque penso muito nisso?”

Preocupação também é:

uma forma de investimento mental.

EXERCÍCIO — O TESTE DOS QUATRO CRITÉRIOS

Escolha um desejo importante.

Pergunte:

ISSO É PERMANENTE OU ESTOU PEDINDO PERMANÊNCIA A UMA FORMA TEMPORÁRIA?

ALGUÉM PRECISA PERDER PARA EU GANHAR?

QUAL É O VERDADEIRO PROPÓSITO DESTA ESCOLHA?

ELA ME CONDUZ À PAZ OU À CULPA?

Escreva as respostas:

sem censura.

EXERCÍCIO — MÃOS VAZIAS

Sente-se.

Abra as mãos sobre as pernas.

Imagine colocar nelas:

  • suas exigências;
  • suas metas;
  • suas comparações;
  • seus medos;
  • sua necessidade de aprovação.

Depois imagine:

soltando tudo.

Diga:

“Não preciso trazer nada para receber aquilo que realmente tem valor.”

COMO PRATICAR A LIÇÃO 133

  • A ideia central é:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

  • A lição traz o treinamento para escolhas e interesses práticos.
  • Somos convidados a examinar aquilo que pensamos querer.
  • Um dos critérios pergunta se estamos tentando encontrar valor permanente em algo que o tempo pode retirar.
  • Outro pergunta se nossa escolha depende de tirar ou negar algo a outra pessoa.
  • Também devemos investigar por que determinada escolha nos atrai e a que propósito ela serve.
  • A culpa é apresentada como um sinal de que objetivos do ego podem ter se misturado à escolha.
  • A prática formal pede:

dois períodos de quinze minutos.

  • Ao perceber decisões difíceis ou antigos fardos mentais, recorde:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

FRASES PARA USAR DURANTE O DIA

  • “Não darei valor àquilo que não tem valor.”
  • “Quero reconhecer o que realmente desejo.”
  • “Uma forma temporária não precisa definir minha paz.”
  • “Não preciso que alguém perca para que eu ganhe.”
  • “Qual é o verdadeiro propósito desta escolha?”
  • “Meu valor não depende desta forma.”
  • “Posso usar as coisas sem fazer delas minha identidade.”
  • “Posso escolher sem culpa.”
  • “Aquilo que realmente tem valor não precisa diminuir ninguém.”
  • “O que tem valor já não precisa ser buscado através do medo.”

A LIÇÃO 133 E A LIÇÃO 132

Na Lição 132 aprendemos:

“Libero o mundo de tudo aquilo que eu pensava que fosse.”

Libertamos:

antigas definições.

Agora a Lição 133 pergunta:

“Depois de liberar minhas antigas interpretações, o que escolherei valorizar?”

A sequência torna-se:

liberar → discernir → escolher.

Não basta soltar:

uma antiga visão.

Precisamos também aprender:

onde colocaremos nossa atenção.

O QUE VEM NA LIÇÃO 134

A próxima lição trará:

“Que eu perceba o perdão tal como é.”

Depois de examinar:

o que realmente possui valor,

o Curso voltará nossa atenção para:

o perdão.

Mas agora perguntará:

se realmente compreendemos o que perdoar significa.

A Lição 134 começará justamente revendo possíveis distorções da ideia de perdão.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje quero olhar:

para aquilo a que dou valor.

Não apenas:

para aquilo que digo valorizar.

Mas para aquilo que recebe:

meu tempo.

Minha atenção.

Minha energia.

Meu medo.

Minha preocupação.

Talvez eu descubra

que dei enorme valor:

à aprovação.

Ao controle.

À comparação.

À imagem.

À vitória.

Talvez eu tenha pedido

a coisas temporárias:

segurança permanente.

Talvez tenha acreditado:

que alguém precisava perder para que eu ganhasse.

Hoje não quero:

me condenar.

Quero apenas:

discernir.

Antes de escolher, quero perguntar:

“Para que quero isso?”

E se a resposta revelar:

medo,

controle,

superioridade

ou:

culpa,

posso:

escolher novamente.

Não preciso rejeitar:

as coisas do mundo.

Posso usá-las:

sem adorá-las.

Posso possuí-las:

sem pedir que me definam.

Posso apreciá-las:

sem transformá-las em fonte da minha paz.

Hoje quero aprender:

o valor do que realmente permanece.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Pai,

hoje quero aprender:

a reconhecer aquilo que realmente tem valor.

Durante muito tempo,

dei importância

a tantas coisas

porque pensei que elas poderiam:

completar-me.

Busquei segurança:

no controle.

Valor:

no reconhecimento.

Amor:

na aprovação.

Paz:

em resultados.

Às vezes pensei

que precisava ganhar

para que alguém:

perdesse.

Às vezes transformei

uma coisa passageira:

em minha esperança permanente.

Hoje quero olhar:

com honestidade.

Não quero condenar:

meus desejos.

Quero compreender:

seu propósito.

Quando eu desejar alguma coisa,

ensina-me a perguntar:

“Para que quero isso?”

Quando eu buscar aprovação,

mostra-me:

o valor que já existe em mim.

Quando eu tentar controlar,

mostra-me:

o medo que pede cura.

Quando eu quiser vencer alguém,

recorda-me:

a paz não precisa de derrotados.

Quando uma escolha produzir culpa,

ajuda-me:

a olhar novamente.

Ensina-me a usar:

aquilo que é útil

sem transformá-lo:

em ídolo.

Que o dinheiro seja:

recurso.

Que o trabalho seja:

expressão.

Que os relacionamentos sejam:

encontros.

Que as conquistas sejam:

experiências.

E que nenhuma forma

receba de mim:

a função de definir quem sou.

Hoje quero chegar:

com mãos vazias

e:

mente aberta.

Quero deixar cair:

os fardos inúteis.

E dizer:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

Ensina-me:

o que realmente merece meu coração.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Não darei valor àquilo que não tem valor. Hoje quero usar as coisas sem fazer delas minha identidade, escolher sem diminuir ninguém e reconhecer que aquilo que realmente procuro não pode ser perdido pelo tempo.”

AO FINAL DO DIA

Antes de dormir, repita:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

Depois pergunte:

O QUE RECEBEU MAIS DA MINHA ATENÇÃO HOJE?

O QUE RECEBEU MAIS DO MEU TEMPO?

TRANSFORMEI ALGUMA COISA TEMPORÁRIA EM CONDIÇÃO PARA SER FELIZ?

QUIS QUE ALGUÉM PERDESSE PARA QUE EU GANHASSE?

PERGUNTEI PELO PROPÓSITO DAS MINHAS ESCOLHAS?

SENTI CULPA APÓS ALGUMA DECISÃO?

USEI DINHEIRO, PRESTÍGIO OU APROVAÇÃO COMO MEDIDA DO MEU VALOR?

CONSEGUI RECONHECER ALGUMA ESCOLHA REALMENTE PACÍFICA?

REALIZEI OS DOIS PERÍODOS DE QUINZE MINUTOS?

O QUE QUERO VALORIZAR MAIS AMANHÃ?

Finalize:

“Só quero buscar aquilo que realmente tem valor.”

Depois:

“Não darei valor àquilo que não tem valor.”

LIÇÃO 133 — ESSÊNCIA

  • A ideia central é “Não darei valor àquilo que não tem valor.”
  • A lição examina de forma prática nossos desejos e escolhas.
  • O Curso questiona a tentativa de encontrar felicidade definitiva em posses, prestígio e outras formas temporárias.
  • Um primeiro teste pergunta se estamos atribuindo valor permanente ao que não pode durar.
  • Outro pergunta se nossa escolha depende de perda ou diminuição para outra pessoa.
  • A lição nos pede que investiguemos o propósito real por trás de cada escolha.
  • A presença de culpa pode indicar que metas do ego se misturaram ao processo de decisão.
  • A prática formal pede dois períodos de quinze minutos.
  • O objetivo não é rejeitar objetos ou experiências, mas aprender a não substituir o que possui verdadeiro valor pelo que não consegue oferecer paz permanente.

A MENSAGEM CENTRAL DE HOJE

A Lição 133 nos pergunta:

“Aquilo que ocupa tanto espaço na minha mente realmente possui o valor que lhe atribuí?”

Talvez tenhamos investido:

anos

tentando conquistar alguma coisa.

E nunca tenhamos parado para perguntar:

“Para quê?”

Hoje podemos perguntar.

Talvez descubramos que, por trás da forma,

sempre procuramos:

paz.

Amor.

Segurança.

Liberdade.

Valor.

Então talvez a grande correção não seja:

deixar de desejar.

Mas aprender:

o que realmente vale a pena desejar.

E caminhar hoje com uma decisão:

NÃO DAREI VALOR ÀQUILO QUE NÃO TEM VALOR.