LIÇÃO 43

Lição 43 de Um Curso em Milagres: Deus é a minha Fonte, eu não posso ver à parte Dele, reflexão sobre percepção, visão espiritual, perdão, Espírito Santo e conhecimento

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.

A Lição 43 aprofunda diretamente o tema da visão.

Na lição anterior aprendemos:

“Deus é a minha força. A visão é a Sua dádiva.”

Agora o Curso acrescenta:

se Deus é a Fonte da visão, então a verdadeira visão não pode existir separada Dele.

Essa lição introduz também uma distinção importante entre:

percepção

e

conhecimento.

Segundo o texto, a percepção não pertence ao reino de Deus; o reino de Deus é o conhecimento. O Espírito Santo é apresentado como o elo ou mediador capaz de transformar a percepção para que ela conduza novamente ao conhecimento.

PERCEPÇÃO E CONHECIMENTO NÃO SÃO A MESMA COISA

Essa distinção é fundamental em Um Curso em Milagres.

PERCEPÇÃO

É a maneira como interpretamos aquilo que parece estar diante de nós.

Ela envolve:

• imagens;

• julgamentos;

• significados;

• comparações;

• interpretações.

CONHECIMENTO

Na estrutura metafísica do Curso, refere-se à realidade de Deus e à unidade que não depende de interpretação.

A percepção pode variar.

O conhecimento não.

DUAS PESSOAS PODEM PERCEBER O MESMO ACONTECIMENTO DE FORMAS DIFERENTES

Uma frase é dita.

Uma pessoa entende como:

“Ela está me atacando.”

Outra pode pensar:

“Ela está insegura.”

Outra:

“Talvez eu tenha interpretado mal.”

O acontecimento externo pode ser semelhante.

Mas a experiência muda conforme a percepção.

POR ISSO A PERCEPÇÃO PRECISA SER CURADA

O Curso não apresenta a percepção como a realidade final.

Mas ela pode cumprir uma função importante.

Quando passa a servir ao propósito do Espírito Santo, torna-se:

um meio de restauração.

O texto afirma que a percepção pode ser mudada e purificada até conduzir ao conhecimento.

O ESPÍRITO SANTO É APRESENTADO COMO MEDIADOR

Essa é uma ideia central da Lição 43.

Segundo o texto:

Deus pertence ao conhecimento.

Nós experimentamos percepção.

O Espírito Santo estabelece o elo entre ambos.

Isso significa que não precisamos corrigir completamente a percepção sozinhos.

MAIS UMA VEZ, O CURSO RETIRA A TAREFA DO EGO

Não é:

“Eu preciso descobrir sozinho como enxergar corretamente.”

É:

“Posso permitir que minha percepção seja reinterpretada.”

PERCEPÇÃO CURADA

O texto diz que a percepção curada torna-se o meio pelo qual:

perdoamos o outro

e, assim,

perdoamos a nós mesmos.

ISSO COLOCA O PERDÃO NO CENTRO DA VISÃO

A verdadeira visão não é apenas:

• enxergar beleza;

• sentir paz;

• ter experiências espirituais.

É aprender a olhar:

sem sustentar condenação.

“EU VEJO ATRAVÉS DOS OLHOS DO PERDÃO”

Essa é uma das ideias sugeridas pelo próprio exercício como expansão da lição.

E ela resume muito bem a prática.

Ver através do perdão não significa:

“Tudo o que aconteceu foi correto.”

Significa:

“Não quero continuar usando aquilo que aconteceu para manter separação e condenação.”

PERDOAR O OUTRO E PERDOAR A SI MESMO ESTÃO LIGADOS

Essa ideia aparece diretamente no texto.

A percepção curada permite que o Filho de Deus perdoe seu irmão e, assim, perdoe a si próprio.

POR QUÊ?

Porque a mesma mente que estabelece culpa no outro aprende:

que a culpa é real.

Então, cedo ou tarde, essa mesma lei será aplicada a si mesma.

SE EU DIGO:

“O erro desta pessoa define quem ela é.”

estou aceitando a regra:

“Erros definem identidade.”

Depois, quando eu errar:

essa regra voltará para mim.

O PERDÃO DESFAZ ESSA REGRA

Ele permite reconhecer:

“Um erro pode exigir correção sem definir completamente quem alguém é.”

Isso vale:

para o outro

e

para mim.

NÃO POSSO VER À PARTE DE DEUS PORQUE NÃO POSSO SER À PARTE DE DEUS

Esse é um dos pontos mais fortes da lição.

O texto afirma:

você não pode ver separado de Deus porque não pode existir separado de Deus.

Dentro da lógica do Curso, a separação pode ser experimentada, mas não transforma a realidade da Fonte.

ESSA IDEIA CONTINUA A LIÇÃO 41

Lição 41:

“Deus vai comigo aonde quer que eu vá.”

Lição 42:

“Deus é a minha força. A visão é a Sua dádiva.”

Lição 43:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.”

Existe uma progressão clara:

presença → força → visão → Fonte.

SE DEUS É MINHA FONTE, A PERCEPÇÃO NÃO PRECISA TERMINAR NO EGO

Talvez meu primeiro olhar seja:

• julgador;

• defensivo;

• assustado.

Mas isso não significa:

“Esse é o único olhar disponível.”

POSSO PEDIR UMA NOVA PERCEPÇÃO

Diante de uma pessoa:

“Como posso ver isso através do perdão?”

Diante de um conflito:

“Existe outra maneira de interpretar?”

Diante de mim mesma:

“Estou olhando com condenação ou com possibilidade de correção?”

A VISÃO NÃO EXCLUI OS FATOS

Isso merece ser repetido.

Perdão não significa:

• negar mentiras;

• ignorar abuso;

• abandonar limites;

• fingir que não houve dano.

Percepção curada pode ser muito clara.

Ela apenas não transforma clareza em:

condenação absoluta.

VER COM DEUS NÃO É APROVAR TUDO

É permitir que o julgamento do ego deixe de ser a única referência.

A PRÁTICA FORMAL DO DIA

Hoje são requeridos:

três períodos de prática de cinco minutos.

Um:

o mais cedo possível.

Outro:

o mais tarde possível.

E o terceiro:

no momento mais conveniente, de acordo com as circunstâncias e sua disponibilidade.

PRIMEIRA FASE — OLHOS ABERTOS

Comece repetindo:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.”

Depois olhe ao redor por um breve período.

ESCOLHA QUATRO OU CINCO COISAS

O próprio exercício diz que:

quatro ou cinco objetos ou sujeitos são suficientes nessa fase.

APLIQUE A IDEIA ESPECIFICAMENTE

Exemplos do texto:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver essa escrivaninha à parte Dele.”

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver aquele retrato à parte Dele.”

VOCÊ PODE USAR QUALQUER COISA QUE ESTEJA DIANTE DE VOCÊ

Por exemplo:

• Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver esta mesa à parte Dele.

• Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver esta janela à parte Dele.

• Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver esta planta à parte Dele.

• Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver este corpo à parte Dele.

NÃO ESCOLHA APENAS O QUE PARECE “APROPRIADO”

O texto pede seleção:

indiscriminada.

Sem inclusões ou exclusões dirigidas por preferência.

ISSO CONTINUA UM PRINCÍPIO PRESENTE DESDE AS PRIMEIRAS LIÇÕES

O ego organiza tudo em hierarquias:

• importante;

• irrelevante;

• sagrado;

• comum.

O treinamento tenta suspender essas escolhas automáticas.

SEGUNDA FASE — OLHOS FECHADOS

Essa fase deve ser mais longa.

Feche os olhos.

Repita novamente:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.”

Depois permita que pensamentos relacionados à ideia surjam.

NÃO PRECISA REPETIR APENAS FRASES DO LIVRO

O texto permite acrescentar pensamentos à sua maneira pessoal, desde que estejam ligados à ideia central.

ALGUNS EXEMPLOS DADOS PELO PRÓPRIO CURSO

“Eu vejo através dos olhos do perdão.”

E, na continuação da prática:

“Eu vejo o mundo abençoado.”

“O mundo pode me mostrar a mim mesmo.”

“Eu vejo os meus próprios pensamentos, que são como os de Deus.”

“EU VEJO O MUNDO ABENÇOADO”

Essa frase muda profundamente nossa postura.

Em vez de procurar:

• quem culpar;

• o que está errado;

• onde existe ameaça,

treinamos outra possibilidade:

procurar aquilo que pode servir à bênção e ao perdão.

“O MUNDO PODE ME MOSTRAR A MIM MESMO”

Essa frase é especialmente rica.

O modo como reajo ao mundo pode revelar:

• meus medos;

• minhas expectativas;

• minhas crenças;

• meus julgamentos.

O MUNDO TORNA-SE UM ESPELHO PARA O TREINAMENTO

Quando alguém a irrita, talvez apareça:

um pensamento seu que ainda precisa ser visto.

Quando algo a ameaça:

talvez exista:

uma crença de vulnerabilidade.

O objetivo não é culpar-se.

É usar a percepção para:

aprender.

“EU VEJO OS MEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS”

Isso continua o princípio de que nossa percepção não é neutra.

Muitas vezes estamos olhando para:

nossas interpretações sobre o mundo.

A prática ajuda a reconhecer isso.

PENSAMENTOS PESSOAIS SÃO PERMITIDOS

O texto diz que qualquer pensamento razoavelmente relacionado à ideia é adequado, mesmo que a relação não seja imediatamente óbvia, desde que não contradiga o tema.

POR EXEMPLO

Você pode pensar:

“Se Deus é minha Fonte, posso aprender a olhar sem medo.”

“Posso deixar o perdão corrigir minha percepção.”

“Não preciso confiar apenas no meu julgamento.”

“Existe uma visão além da condenação.”

Essas são aplicações reflexivas, não citações literais do texto.

SE A MENTE COMEÇAR A DIVAGAR

A lição oferece um método muito específico.

Se perceber:

• pensamentos claramente contrários à ideia;

• distração prolongada;

• incapacidade de encontrar algo relacionado,

então:

abra os olhos;

repita a primeira fase;

volte depois à segunda fase.

VOCÊ PODE VOLTAR À PRIMEIRA FASE QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS

Esse detalhe é importante.

Não existe punição pela distração.

Existe:

retorno.

A DISTRAÇÃO TORNA-SE PARTE DO TREINAMENTO

Você percebe que se perdeu.

Volta.

Isso já é prática.

APLICAÇÕES CURTAS DURANTE O DIA

A forma pode variar de acordo com a situação em que você estiver.

QUANDO ESTIVER COM OUTRA PESSOA

A orientação é tentar dizer silenciosamente:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.”

A MESMA FRASE É USADA PARA ESTRANHOS E PESSOAS PRÓXIMAS

O texto pede explicitamente:

não faça distinção entre elas.

ISSO É UM EXERCÍCIO DE IGUALDADE

Normalmente dividimos:

• meus;

• não meus;

• íntimos;

• desconhecidos;

• queridos;

• indesejados.

A lição aplica a mesma Fonte a todos.

DIANTE DE UMA PESSOA QUERIDA

Silenciosamente:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver você à parte Dele.”

Isso pode reduzir:

• posse;

• expectativa;

• dependência.

DIANTE DE UMA PESSOA DIFÍCIL

A mesma frase:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver você à parte Dele.”

Talvez surja resistência.

Não force sentimento.

Apenas pratique.

DIANTE DE UM ESTRANHO

A prática é a mesma.

Isso desfaz a ideia:

“Algumas pessoas pertencem mais à Fonte que outras.”

DIANTE DE UMA SITUAÇÃO AFLITIVA

O texto oferece uma forma específica:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

ESSA É UMA FRASE PODEROSA PARA CONFLITOS

Quando pensar:

“Essa situação é completamente separada de qualquer possibilidade de paz.”

experimente:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

ISSO NÃO SIGNIFICA QUE “DEUS CAUSOU O PROBLEMA”

Esse cuidado é importante.

A frase não precisa ser interpretada como:

“Tudo o que acontece é diretamente produzido por Deus.”

O foco está na visão:

não quero olhar para a situação completamente separado da Fonte.

POSSO OLHAR PARA UM PROBLEMA COM DEUS

Isso pode significar:

• pedir clareza;

• reduzir julgamento;

• abrir-se ao perdão;

• reconhecer limites sem ataque.

UMA PRÁTICA DIANTE DA RAIVA

Primeiro:

“Estou com raiva.”

Depois:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver essa pessoa à parte Dele.”

Não para justificar o comportamento.

Para permitir outro olhar.

UMA PRÁTICA DIANTE DA CULPA

Você olha para um erro e pensa:

“Isso prova quem sou.”

Diga:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

Talvez a nova percepção permita:

correção sem condenação.

UMA PRÁTICA DIANTE DO MEDO

“Tenho medo desta situação.”

Depois:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

Observe se surge algum espaço entre:

• situação;

e

• interpretação.

UMA PRÁTICA PARA O CORPO

Ao olhar no espelho:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver este corpo à parte Dele.”

Isso pode ajudar a deslocar a atenção de:

• comparação;

• crítica;

• aparência

para uma percepção menos condenatória.

UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Quando pensar:

“Essa pessoa deveria ser diferente.”

Pare.

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso vê-la à parte Dele.”

Depois pergunte:

“Qual é a resposta mais amorosa e clara agora?”

A RESPOSTA PODE SER UM LIMITE

Ver através do perdão não significa necessariamente aproximar-se.

Às vezes a visão pode levar a:

distância saudável.

A RESPOSTA PODE SER UMA CONVERSA

Às vezes:

dizer a verdade.

PODE SER SILÊNCIO

Às vezes:

não reagir imediatamente.

A lição não determina a forma externa.

ELA MUDA A FONTE DO OLHAR

Esse talvez seja o núcleo da prática.

Não:

“O que meu medo diz?”

Mas:

“Como posso ver isso com Deus?”

A VISÃO DO EGO SEPARA

Ela tende a dizer:

• eu contra você;

• certo contra errado;

• vencedor contra perdedor.

A visão corrigida procura:

uma forma de perceber que não reafirme separação.

ISSO NÃO ELIMINA DIFERENÇAS DE COMPORTAMENTO

Duas ações podem continuar sendo muito diferentes.

Mas diferenças não precisam resultar em:

desumanização.

O PERDÃO RESTAURA A VISÃO

Segundo a lição, a percepção curada se torna o instrumento do perdão.

Por isso, visão e perdão são inseparáveis no Curso.

TALVEZ EU NÃO POSSA VER CORRETAMENTE ENQUANTO ESTIVER DETERMINADA A CONDENAR

Essa é uma consequência importante.

Quando decido antecipadamente:

“Eu já sei exatamente quem essa pessoa é.”

fecho espaço para correção.

UMA MENTE ABERTA DIZ

“Talvez exista algo que ainda não estou vendo.”

ISSO NÃO SIGNIFICA ABANDONAR DISCERNIMENTO

Discernimento pode dizer:

“Não confio nessa pessoa.”

Mas sem acrescentar:

“Ela não possui nenhuma dignidade.”

VER COM DEUS PODE SER MAIS CLARO, NÃO MENOS

Porque reduz:

• projeção;

• vingança;

• exagero.

Pode permitir decisões mais precisas.

NÃO DEIXE PASSAR LONGOS PERÍODOS SEM LEMBRAR

A orientação final da lição é tentar não deixar longos intervalos durante o dia sem retornar à ideia, porque lembrá-la também é lembrar da própria função.

SUA FUNÇÃO COMEÇA A SER ASSOCIADA À VISÃO

Não apenas:

• fazer;

• produzir;

• conquistar.

Mas:

aprender a ver.

MUITOS PROBLEMAS MUDAM QUANDO O OLHAR MUDA

Talvez o fato permaneça.

Mas você deixa de vê-lo como:

• condenação;

• ataque;

• prova de abandono.

Essa mudança pode alterar toda a resposta.

UMA MICROPRÁTICA PARA O DIA

Quando algo chamar sua atenção:

1. PARE.

2. REPITA:

“Deus é a minha Fonte.”

3. APLIQUE:

“Eu não posso ver isso à parte Dele.”

4. PERGUNTE:

“Existe uma maneira mais perdoada de olhar para isso?”

UMA PRÁTICA PARA UMA PESSOA

Olhe para alguém.

Silenciosamente:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver você à parte Dele.”

Não precisa mudar sua expressão.

Não precisa dizer nada.

UMA PRÁTICA PARA UMA MEMÓRIA

Uma situação antiga aparece.

Diga:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver essa lembrança à parte Dele.”

Depois pergunte:

“Posso vê-la sem fazer dela uma sentença sobre quem sou?”

UMA PRÁTICA PARA UMA DECISÃO

Quando estiver confusa:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver essa decisão à parte Dele.”

Depois permita alguns segundos de silêncio.

NÃO EXIJA RESPOSTA IMEDIATA

Mais uma vez, visão é:

recebida.

Não fabricada.

O QUE OBSERVAR HOJE

Perceba quando pensar:

• “Eu sei exatamente o que isso significa.”

• “Essa pessoa é apenas isso.”

• “Não existe outro modo de olhar.”

• “Meu julgamento está absolutamente certo.”

Esses momentos são oportunidades para a Lição 43.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Estou vendo esta situação através do medo ou do perdão?

• Que julgamento estou tratando como fato?

• Existe alguém que excluo da Fonte?

• Consigo aplicar a mesma ideia a pessoas queridas e difíceis?

• O que muda quando penso que Deus é a Fonte da visão?

• Estou tentando produzir percepção sozinho?

• Posso permitir que o Espírito Santo dê outro significado ao que vejo?

• Qual situação hoje mais precisa de uma percepção curada?

UM EXERCÍCIO DE ESCRITA

Escolha uma situação que a perturbe.

Escreva:

MINHA PRIMEIRA PERCEPÇÃO

“O que estou vendo?”

Depois:

MEU JULGAMENTO

“O que concluí?”

Depois:

A LIÇÃO

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

Finalmente:

UMA ABERTURA

“Talvez eu ainda não esteja vendo tudo.”

OUTRO EXERCÍCIO

Escreva o nome de três pessoas:

• uma querida;

• uma neutra;

• uma difícil.

Depois de cada nome:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver você à parte Dele.”

Observe onde surge maior resistência.

A RESISTÊNCIA MOSTRA ONDE A PERCEPÇÃO ESTÁ MAIS FIXA

Não precisa combatê-la.

Apenas reconheça.

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho lembrar que minha percepção não é a Fonte da verdade.

Posso olhar para o mundo através:

• do medo;

• da culpa;

• do passado;

• do julgamento.

Mas existe outra possibilidade.

Se Deus é minha Fonte,

não preciso permanecer dependente apenas da percepção que construí.

Hoje quero permitir que o Espírito Santo use minha percepção para:

perdão;

correção;

restauração.

Quero olhar para pessoas e situações e lembrar:

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti a minha maneira de olhar.

As pessoas que defini.

As situações que condenei.

Os acontecimentos aos quais dei significados definitivos.

As imagens que construí sobre mim mesma.

Eu reconheço que minha percepção pode estar limitada.

Por isso, não quero depender apenas dela.

Ensina-me a lembrar:

Deus é a minha Fonte.

Quando eu olhar para alguém através do passado,

mostra-me os olhos do perdão.

Quando eu estiver certa de que sei exatamente o que uma situação significa,

faz-me recordar que talvez eu ainda não veja tudo.

Quando a culpa aparecer,

ensina-me a olhar para o erro sem transformar erro em identidade.

Quando o medo distorcer minha visão,

ajuda-me a não fazer dele minha fonte.

Que eu possa ver o mundo abençoado.

Que o mundo possa revelar aquilo que ainda preciso curar em mim.

Que meus pensamentos sejam entregues à correção.

E que cada pessoa que eu encontre hoje

se torne uma oportunidade de recordar:

Eu não posso ver à parte de Deus porque não posso ser à parte de Deus.

Não quero olhar separado da Fonte.

Não quero julgar separado do Amor.

Não quero decidir sozinho aquilo que as coisas significam.

Hoje escolho permitir

que minha percepção

seja usada para o perdão

e conduzida,

pouco a pouco,

à visão.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele. Quero olhar através dos olhos do perdão e permitir que minha percepção seja corrigida.”

AO FINAL DO DIA

Reserve alguns minutos.

• QUAL SITUAÇÃO MAIS DISTORCEU MINHA PERCEPÇÃO HOJE?

Observe.

• QUAL JULGAMENTO PARECEU ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO?

Reconheça.

• CONSEGUI LEMBRAR QUE EXISTE OUTRA FONTE PARA A VISÃO?

Mesmo por alguns segundos?

• APLIQUEI A IDEIA A ALGUMA PESSOA?

Querida?

Neutra?

Difícil?

• HOUVE ALGUM MOMENTO EM QUE O PERDÃO MUDOU MINHA MANEIRA DE VER?

Observe.

Finalize:

“Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.”

LIÇÃO 43 — ESSÊNCIA

• A Lição 43 distingue percepção e conhecimento dentro do ensinamento de UCEM.

• Deus é relacionado ao conhecimento, enquanto o Espírito Santo é apresentado como mediador entre percepção e conhecimento.

• A função da percepção curada é conduzir novamente ao conhecimento.

• Essa percepção torna-se instrumento de perdão: ao perdoar o outro, aprendemos também a perdoar a nós mesmos.

• A lição afirma que não podemos ver separados de Deus porque não podemos realmente ser separados Dele.

• São requeridos três períodos de prática de cinco minutos: um cedo, um tarde e um terceiro no momento mais conveniente.

• A prática começa de olhos abertos, aplicando a ideia especificamente a quatro ou cinco coisas ao redor.

• Depois, de olhos fechados, deixamos pensamentos relacionados à ideia surgirem de maneira pessoal.

• O texto oferece pensamentos como “Eu vejo através dos olhos do perdão”, “Eu vejo o mundo abençoado” e “O mundo pode me mostrar a mim mesmo.”

• Se houver distração ou pensamentos claramente contrários à ideia, devemos retornar à primeira fase e recomeçar.

• Durante o dia, a ideia deve ser aplicada silenciosamente às pessoas que encontramos, sem distinguir entre estranhos e pessoas próximas.

• Diante de uma situação aflitiva, a forma indicada é: “Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte Dele.”

• O texto recomenda não deixar passar períodos longos sem recordar a ideia do dia.

Hoje não preciso confiar apenas nos olhos do ego.

Posso reconhecer que minha percepção

não é a Fonte.

Posso olhar uma pessoa,

uma lembrança,

um conflito,

um medo,

e permitir uma pergunta:

“Como isso seria visto através do perdão?”

Talvez eu ainda não saiba.

Mas posso lembrar:

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.

E, cada vez que essa lembrança retorna,

a percepção deixa de ser uma prisão

e começa a tornar-se

um caminho

para a visão.