LIÇÃO 29

Lição 29 de Um Curso em Milagres: Deus está em tudo o que eu vejo, reflexão sobre visão espiritual, propósito, unidade, santidade, apreciação e mente aberta

Deus está em tudo o que eu vejo

365 Dias com Um Curso em Milagres

Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior

A IDEIA DE HOJE

Deus está em tudo o que eu vejo.

A Lição 29 representa uma mudança profunda no treinamento.

Até aqui, aprendemos a questionar:

• os significados que atribuímos;

• nossas interpretações;

• os pensamentos de ataque;

• os propósitos pessoais que colocamos sobre as coisas;

• as definições que herdamos do passado.

Na Lição 28, afirmamos:

“Acima de tudo eu quero ver as coisas de modo diferente.”

Agora o Curso começa a indicar o que poderá ser reconhecido quando deixarmos de impor nossos próprios significados:

um propósito que une todas as coisas.

A Lição 29 afirma que a ideia de hoje constitui a base da visão e está ligada ao reconhecimento de que nada existe verdadeiramente de forma separada ou isolada.

UMA FRASE QUE PODE PARECER DIFÍCIL

“Deus está em tudo o que eu vejo.”

Talvez a mente imediatamente responda:

“Como Deus poderia estar em uma mesa?”

“Em um objeto qualquer?”

“Em uma lixeira?”

“Em algo de que não gosto?”

O próprio Livro de Exercícios prevê essa resistência.

Ele diz que, nesta etapa, a ideia pode parecer:

• tola;

• irreverente;

• sem sentido;

• engraçada;

• até mesmo inaceitável.

Portanto, não é necessário fingir que a frase parece fácil.

A LIÇÃO NÃO ESTÁ DIZENDO QUE DEUS É LITERALMENTE O OBJETO

Esse cuidado é importante.

Quando o Curso afirma: “Deus está em tudo o que eu vejo” ele não está simplesmente dizendo: “Deus é esta mesa física.”

A ideia se conecta à lição anterior:

cada coisa pode compartilhar um propósito que ultrapassa o uso limitado que lhe atribuímos.

O texto lembra que, se uma coisa compartilha o propósito do universo, compartilha também o propósito de seu Criador.

O QUE MUDA É A MANEIRA DE OLHAR

A proposta não é transformar objetos comuns em ídolos.

É aprender a olhar:

• com amor;

• com apreciação;

• com mente aberta.

Essa é exatamente a orientação dada pela lição.

TALVEZ A QUESTÃO NÃO SEJA “ONDE DEUS ESTÁ?”

Talvez a pergunta seja:

“O que meu julgamento me impede de reconhecer?”

Se olho para tudo apenas através de:

• utilidade;

• gosto;

• rejeição;

• comparação;

• passado,

vejo somente aquilo que minhas categorias permitem.

A lição começa a treinar um olhar que não separa o mundo em:

“isso é espiritual”

e

“isso não é espiritual.”

O SAGRADO NÃO FICA RESTRITO A LUGARES SAGRADOS

É relativamente fácil associar Deus a:

• uma igreja;

• uma oração;

• uma Bíblia;

• um altar;

• uma imagem religiosa.

Mas a Lição 29 é muito mais radical.

Ela nos pede para aplicar a ideia também a:

• cabide;

• revista;

• dedo;

• lâmpada;

• corpo;

• porta;

• cesto de lixo.

Esses são exemplos explícitos apresentados pelo próprio Livro de Exercícios.

POR QUE INCLUIR UM CESTO DE LIXO?

Porque a mente cria hierarquias.

Ela diz:

“Isso é digno de Deus.”

“Aquilo não é.”

Mas o exercício pede que deixemos de selecionar.

Se escolhemos apenas coisas bonitas ou religiosas, continuamos impondo nossas próprias categorias.

A PRÁTICA DESFAZ A SELEÇÃO

Normalmente olhamos para o mundo e dividimos:

• bonito / feio;

• importante / irrelevante;

• limpo / sujo;

• sagrado / profano;

• digno / indigno.

A lição pede:

por alguns minutos, suspenda essa seleção.

“NADA É COMO PARECE PARA TI”

Essa é uma das afirmações importantes da Lição 29.

O texto diz que ainda não vemos as coisas como realmente são e que seu propósito santo está além do alcance de nossa percepção habitual.

Isso não é uma acusação.

É uma continuação do treinamento:

não sabemos tudo sobre aquilo que vemos.

UMA MESA PODE CONTINUAR SENDO UMA MESA

Praticar: “Deus está nesta mesa” não significa que ela deixará de ser usada para apoiar objetos.

Mas, no exercício, você deixa de considerá-la apenas:

• madeira;

• móvel;

• propriedade;

• utilidade.

Você pratica a possibilidade de que seu significado não termine em sua função física.

O QUE SIGNIFICA OLHAR COM AMOR?

Não significa sentir emoção intensa por todos os objetos.

Significa começar a olhar sem:

• ataque;

• desprezo;

• uso compulsivo;

• necessidade de dominar;

• classificação automática.

Amor, nesse contexto, pode começar simplesmente como:

disposição para não reduzir aquilo que vejo ao significado que eu dei.

OLHAR COM APRECIAÇÃO

A apreciação também não precisa ser sentimental.

Pode significar reconhecer:

“Talvez haja aqui algo que ainda não compreendo.”

Esse pequeno reconhecimento abre a mente.

UMA MENTE ABERTA

A Lição 29 pede exatamente isso:

mente aberta.

Uma mente aberta não diz: “Já sei o que tudo significa.”

Ela diz: “Estou disposta a ver além daquilo que pensei.”

DEUS EM UMA PESSOA DE QUEM GOSTO

Talvez seja relativamente fácil dizer: “Deus está nesta pessoa.”

Quando a pessoa é:

• amorosa;

• gentil;

• próxima.

Mas a prática não pede seleção.

E DEUS EM UMA PESSOA DIFÍCIL?

Aqui começa um treinamento mais profundo.

Se alguém nos irrita, a mente pode dizer: “Nela, não.”

Mas o exercício não pede: “Aprove tudo o que ela faz.”

Ele pede:

“Não reduza o ser inteiro ao comportamento que você julga.”

ISSO NÃO ELIMINA RESPONSABILIDADE

Uma pessoa pode:

• mentir;

• ferir;

• agir de maneira inadequada.

Reconhecer um propósito espiritual mais profundo não significa ignorar comportamento.

Você pode:

• estabelecer limites;

• afastar-se;

• exigir responsabilidade.

E ainda não transformar a identidade total daquela pessoa no erro cometido.

DEUS ESTÁ NESTE CORPO

Um dos exemplos dados pela lição é: “Deus está naquele corpo.”

Isso pode abrir uma reflexão poderosa.

Normalmente olhamos para corpos através de:

• beleza;

• idade;

• desejo;

• comparação;

• saúde;

• identidade.

A lição pede que reconheçamos algo além dessas categorias.

O CORPO DEIXA DE SER TODA A IDENTIDADE

Dentro do pensamento de UCEM, o corpo não define o ser.

Assim, dizer: “Deus está naquele corpo” não é afirmar que Deus é o corpo físico.

É aprender a não parar a percepção na forma.

E QUANDO OLHO PARA MEU PRÓPRIO CORPO?

Talvez possamos refletir: “Existe em mim algo maior do que aquilo que o espelho mostra.”

Isso não precisa gerar rejeição ao corpo.

Pelo contrário.

Pode permitir cuidar dele sem transformá-lo na medida absoluta do próprio valor.

A LIÇÃO PREPARA UMA NOVA FORMA DE VISÃO

O texto afirma que, quando a visão revelar a santidade que ilumina o mundo, a ideia de hoje se tornará compreensível.

Por enquanto, não precisamos produzir essa experiência.

Estamos treinando a mente para recebê-la.

NÃO TENTE SENTIR ALGO ESPECIAL

Talvez você olhe para uma lâmpada e diga: “Deus está nesta lâmpada.”

E não sinta absolutamente nada.

Isso não significa que fez errado.

O exercício trabalha primeiro com:

disponibilidade.

NÃO ESCOLHA APENAS OBJETOS “BONITOS”

Essa talvez seja uma das orientações mais importantes da prática.

A lição pede evitar a seleção autodirigida.

Como a ideia pode parecer incomum, haverá uma forte tendência a escolher coisas que parecem mais apropriadas.

O texto pede exatamente o contrário:

escolha ao acaso.

SE VOCÊ ESCOLHER APENAS UMA FLOR…

Pode parecer natural dizer: “Deus está nesta flor.”

Mas talvez não queira dizer: “Deus está naquele cesto de lixo.”

É justamente essa hierarquia que o exercício começa a desafiar.

A PRÁTICA DO DIA

São pedidos:

seis períodos formais

de aproximadamente:

dois minutos cada.

COMO COMEÇAR

Repita lentamente:

“Deus está em tudo o que eu vejo.”

Depois olhe ao redor.

ESCOLHA OS OBJETOS CASUALMENTE

Deixe os olhos pousarem.

Não dirija demais a seleção.

Quando um objeto chamar sua atenção, aplique:

“Deus está neste/nessa ______.”

EXEMPLOS

• Deus está nesta mesa.

• Deus está nesta caneta.

• Deus está nesta parede.

• Deus está nesta mão.

• Deus está naquela pessoa.

• Deus está nesta porta.

• Deus está naquele objeto.

NÃO CRIE HIERARQUIAS

Não pense: “Isso combina mais com Deus.”

Ou: “Isso é indigno.”

O próprio texto afirma que qualquer ordem imposta pela nossa seleção continua sendo estranha à realidade que a lição pretende ensinar.

POR QUE ESSA PRÁTICA É TÃO RADICAL?

Porque nossa percepção cotidiana está baseada em classificação.

A lição está tentando mostrar:

se tudo compartilha um propósito comum, nossa separação mental talvez seja parte da distorção.

O UNIVERSO NÃO É UMA COLEÇÃO DE COISAS SEM RELAÇÃO

No pensamento apresentado pelo Curso, cada coisa pode compartilhar um propósito comum.

A prática começa a deslocar: “isto está separado daquilo”

para:

“talvez exista uma unidade que ainda não percebo.”

DEUS NÃO É APENAS UMA IDEIA LONGE DE MIM

Muitas tradições religiosas fazem Deus parecer localizado:

• no céu;

• num templo;

• numa experiência extraordinária.

A Lição 29 convida a inverter essa percepção:

o sagrado pode ser reconhecido no que está diante de você.

ISSO MUDA A VIDA COTIDIANA

Se o propósito espiritual pode ser reconhecido em tudo, então:

• lavar uma louça;

• abrir uma porta;

• trabalhar;

• conversar;

• caminhar;

• esperar

podem deixar de ser completamente separados da prática espiritual.

A ESPIRITUALIDADE NÃO PRECISA COMEÇAR QUANDO A VIDA COTIDIANA TERMINA

Ela pode acontecer:

• enquanto você trabalha;

• no trânsito;

• durante uma conversa;

• diante de algo banal.

Isso é uma consequência muito prática da lição.

UMA XÍCARA PODE LEMBRÁ-LA DE DEUS

Não porque a xícara seja um objeto mágico.

Mas porque ela pode tornar-se:

uma oportunidade de lembrar.

UMA PORTA PODE TORNAR-SE UM EXERCÍCIO

Você vê uma porta.

Em vez de passar automaticamente: “Deus está nesta porta.”

Por alguns segundos, interrompe-se a percepção habitual.

UMA PESSOA PODE TORNAR-SE UMA OPORTUNIDADE DE VISÃO

Em vez de: “Lá está aquela pessoa irritante.”

pode existir por um instante:

“Talvez eu ainda não veja quem ela realmente é.”

UMA SITUAÇÃO DIFÍCIL TAMBÉM PODE TER PROPÓSITO

Isso não significa chamar sofrimento de bom.

Mas você pode perguntar:

“Existe nesta situação alguma possibilidade de aprender amor, perdão, limite ou clareza?”

O acontecimento não precisa ser desejável para tornar-se um campo de aprendizado.

VER DEUS NÃO É JUSTIFICAR O ERRO

Isso precisa permanecer claro.

Se uma pessoa faz algo errado, você não precisa dizer: “Foi Deus fazendo isso.”

A lição não oferece essa formulação.

Ela trabalha com o reconhecimento de um propósito santo além da percepção limitada que fazemos das formas.

A SANTIDADE NÃO É O COMPORTAMENTO

Dentro da lógica do Curso, ver santidade numa pessoa não equivale a declarar todo comportamento santo.

Esse discernimento protege a prática de se tornar ingenuidade.

DEUS ESTÁ NAQUILO QUE EU JULGUEI SEM IMPORTÂNCIA

Essa talvez seja uma das aplicações mais bonitas.

Quantas coisas ignoramos porque parecem pequenas?

Um gesto.

Um encontro.

Uma árvore.

Uma mão.

Uma conversa breve.

A prática diz:

não determine antecipadamente onde o significado pode ser encontrado.

A PRÁTICA ADICIONAL AO LONGO DO DIA

Além dos seis períodos formais, a lição orienta repetir a ideia:

pelo menos uma vez a cada hora.

Enquanto faz isso, olhe lentamente ao redor e repita as palavras sem pressa.

FAÇA SEM PRESSA

Esse detalhe é importante.

Não transforme: “Deus está em tudo o que eu vejo” numa frase dita mecanicamente enquanto corre para a próxima tarefa.

Pelo menos por alguns segundos:

• olhe;

• respire;

• repita.

A LIÇÃO MENCIONA UMA SENSAÇÃO DE DESCANSO

O texto diz que, pelo menos uma ou duas vezes, pode haver uma experiência de descanso enquanto a prática é feita.

Não procure forçá-la.

Se vier:

permita.

Se não vier:

continue praticando.

O DESCANSO PODE SURGIR QUANDO PARAMOS DE JULGAR

Pense quanto esforço mental existe em:

• avaliar;

• comparar;

• rejeitar;

• desejar;

• classificar.

Talvez alguns segundos sem tudo isso naturalmente produzam descanso.

UMA PRÁTICA PARA O DIA A DIA

Ao encontrar algo comum, diga:

“Deus está nisso também.”

Sem buscar experiência especial.

Apenas recorde.

UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS

Pense em alguém.

Pergunte:

“Consigo deixar de definir essa pessoa apenas pelo papel que ocupa na minha história?”

Depois: “Deus está nessa pessoa também.”

Não como justificativa do comportamento.

Como abertura de percepção.

UMA PRÁTICA PARA A AUTOIMAGEM

Olhe para sua mão ou para seu reflexo.

Talvez possa lembrar:

“Minha identidade não termina naquilo que meus olhos percebem.”

UMA PRÁTICA DIANTE DA NATUREZA

Talvez seja mais fácil começar:

• árvore;

• céu;

• água;

• flores.

Use.

Mas depois não pare aí.

A lição quer expandir a aplicação para tudo.

UMA PRÁTICA COM ALGO QUE VOCÊ NÃO GOSTA

Escolha sem planejar.

Talvez os olhos encontrem algo desagradável.

Aplique a ideia da mesma forma.

É aí que o exercício começa a desafiar sua seleção.

NÃO TENTE EXPLICAR COMO DEUS ESTÁ EM CADA COISA

O exercício não pede uma teoria.

Você não precisa pensar: “Qual parte de Deus está nesta caneta?”

Isso apenas transforma a prática em discussão intelectual.

Aplique.

Observe.

Permita.

PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE

• Em quais coisas considero fácil reconhecer Deus?

• Em quais parece impossível?

• Estou selecionando aquilo que considero digno?

• Que coisas considero totalmente sem importância?

• Que pessoas excluí mentalmente da possibilidade de santidade?

• Consigo olhar sem precisar compreender imediatamente?

• Como seria passar um dia procurando unidade em vez de separação?

• A ideia de que o sagrado pode estar presente no cotidiano muda algo em minha maneira de viver?

UM EXERCÍCIO DE UM MINUTO

Pare onde está.

Olhe lentamente ao redor.

Escolha aquilo que seus olhos encontrarem.

Repita:

“Deus está nesta ______.”

Passe a outra coisa.

“Deus está neste ______.”

Continue.

Sem selecionar.

Sem explicar.

Sem pressa.

UM EXERCÍCIO PARA MOMENTOS DE JULGAMENTO

Quando perceber:

“Isso é inútil.”

“Essa pessoa não vale nada.”

“Odeio isso.”

Pare.

Não negue sua reação.

Mas pergunte:

“Estou vendo tudo o que existe aqui?”

Depois recorde: “Deus está em tudo o que eu vejo.”

A LIÇÃO COMEÇA A REUNIR IDEIAS ANTERIORES

Até aqui aprendemos:

• talvez eu não compreenda o significado das coisas;

• talvez não perceba meus maiores interesses;

• talvez não saiba para que algo serve;

• posso desejar ver de modo diferente.

Agora surge:

talvez exista um propósito comum por trás de tudo.

DO JULGAMENTO PARA A APRECIAÇÃO

A mente comum pergunta: “Isso serve aos meus interesses?”

A prática começa a perguntar:

“Qual é o propósito que ainda não reconheço?”

DA SEPARAÇÃO PARA A UNIDADE

A mente diz: “Cada coisa é separada.”

A Lição 29 começa a apontar:

existe algo compartilhado.

DO BANAL PARA O SAGRADO

A mente diz: “Isso não tem importância.”

A prática responde:

“Não sei ainda tudo o que isso pode me ensinar.”

ESCOLHA DE HOJE

Hoje escolho deixar de decidir antecipadamente onde Deus pode ou não ser reconhecido.

Não quero limitar o sagrado aos lugares que considero espirituais.

Quero aprender a olhar:

• uma mesa;

• uma porta;

• uma pessoa;

• uma árvore;

• meu próprio corpo;

• a vida cotidiana

com maior abertura.

Talvez eu ainda não compreenda a ideia.

Não importa.

Posso praticar.

Posso olhar.

Posso permitir.

ORAÇÃO DE ENTREGA

Espírito Santo,

hoje entrego a Ti as categorias através das quais dividi o mundo.

Aquilo que chamei de sagrado

e aquilo que chamei de comum.

Aquilo que considerei digno

e aquilo que descartei.

As pessoas nas quais vejo luz

e aquelas nas quais só consigo ver erros.

Ensina-me a olhar todas as coisas com amor,

apreciação

e uma mente aberta.

Quando eu acreditar que já sei o que alguma coisa é,

lembra-me de que talvez eu ainda não veja seu propósito.

Quando eu reduzir uma pessoa ao comportamento que condeno,

ajuda-me a reconhecer que ela é maior do que minha interpretação.

Quando eu olhar para mim mesma apenas através do corpo,

do passado

ou dos meus erros,

lembra-me de que minha identidade não termina naquilo que os olhos percebem.

Eu talvez ainda não compreenda plenamente como Deus pode estar em tudo o que vejo.

Mas hoje não quero usar minha incompreensão para fechar a porta.

Quero aprender.

Que o comum se torne oportunidade de lembrança.

Que o banal se torne oportunidade de presença.

Que cada encontro possa ensinar-me algo sobre unidade.

E que, pouco a pouco,

eu deixe de procurar Deus apenas longe,

para aprender a reconhecer

o sagrado

naquilo que está

diante de mim.

Amém.

FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA

“Deus está em tudo o que eu vejo. Hoje escolho olhar com amor, apreciação e mente aberta.”

AO FINAL DO DIA

Pergunte:

• ONDE FOI FÁCIL RECONHECER O SAGRADO?

Observe.

• ONDE SENTI RESISTÊNCIA?

Uma pessoa?

Um objeto?

Uma situação?

• SELECIONEI APENAS COISAS QUE CONSIDERAVA “APROPRIADAS”?

Reconheça.

• CONSEGUI OLHAR ALGUMA COISA COM MAIS APRECIAÇÃO?

Mesmo por alguns segundos?

• HOUVE ALGUM MOMENTO DE DESCANSO?

Recorde.

Finalize lentamente:

“Deus está em tudo o que eu vejo.”

LIÇÃO 29 — ESSÊNCIA

• A Lição 29 apresenta uma das bases da visão segundo UCEM: Deus está em tudo o que eu vejo.

• A ideia pode inicialmente parecer estranha, irreverente ou difícil, e o próprio texto reconhece essa resistência.

• A prática não afirma simplesmente que Deus é cada objeto físico; ela aponta para um propósito compartilhado que ultrapassa nossas definições limitadas.

• Somos convidados a olhar todas as coisas com amor, apreciação e mente aberta.

• Não devemos selecionar apenas objetos agradáveis, religiosos ou aparentemente dignos.

• A prática inclui deliberadamente coisas banais e até objetos que normalmente excluiríamos do “sagrado”.

• São pedidos seis períodos de aproximadamente dois minutos.

• Além deles, a ideia deve ser lembrada pelo menos uma vez a cada hora.

• A lição prepara a mente para perceber unidade onde normalmente vemos apenas separação.

Hoje o sagrado começa a sair dos lugares onde tentei confiná-lo.

Não está reservado apenas para o templo.

Para a oração.

Para o extraordinário.

A prática me convida a olhar novamente

para a mesa,

a porta,

a pessoa,

o corpo,

o cotidiano.

Talvez eu ainda não compreenda.

Mas posso começar a abrir os olhos da mente.

E repetir:

Deus está em tudo o que eu vejo.

A prática original da Lição 29 orienta seis períodos de dois minutos, aplicando a ideia a coisas escolhidas ao acaso, sem hierarquizá-las ou selecionar apenas aquilo que pareça apropriado. Além disso, pede que a frase seja repetida pelo menos uma vez a cada hora, olhando lentamente ao redor e sem pressa; o texto também convida a olhar as coisas com amor, apreciação e mente aberta.