Eu estou determinado a ver
365 Dias com Um Curso em Milagres
Uma Jornada de Treinamento da Mente, Perdão e Paz Interior
A IDEIA DE HOJE
Eu estou determinado a ver.
A Lição 20 marca uma mudança importante no Livro de Exercícios.
Até aqui, fomos convidados principalmente a observar:
• aquilo que vemos;
• os significados que atribuímos;
• os pensamentos que ocupam a mente;
• a influência do passado;
• a relação entre pensamento e percepção;
• os efeitos da nossa maneira de ver.
Agora surge algo novo:
decisão.
Pela primeira vez, o Curso introduz de maneira mais clara uma estrutura de prática ao longo do dia.
Não apenas observamos a mente.
Começamos a declarar: “Quero aprender a ver de outra maneira.”
O texto explica que essa mudança de estrutura não pretende criar pressão ou obrigação. Pelo contrário, a prática parte do reconhecimento de que desejamos felicidade e paz e de que uma mudança na maneira de pensar é necessária para encontrá-las.
O QUE SIGNIFICA “ESTOU DETERMINADO A VER”?
À primeira vista, a frase pode parecer estranha.
Afinal: “Eu já estou vendo.”
Os olhos estão abertos.
Objetos aparecem.
Pessoas aparecem.
O mundo aparece.
Mas o Curso utiliza a palavra ver em um sentido mais profundo.
Nas lições anteriores, começamos a perceber que aquilo que chamamos de visão está misturado com:
• passado;
• julgamento;
• medo;
• expectativas;
• imagens mentais;
• interpretações.
Então a declaração:
“Eu estou determinado a ver”
significa: “Estou disposto a aprender uma percepção diferente daquela que tenho usado até agora.”
A LIÇÃO RECONHECE QUE AINDA NÃO VEMOS
Existe uma consequência implícita na ideia de hoje.
Se digo: “Estou determinado a ver”
também reconheço:
“Minha maneira atual de perceber ainda não é a visão que desejo.”
O próprio texto explica que repetir a ideia significa reconhecer implicitamente que ainda não vemos e declarar a disposição de trocar nosso estado presente por outro melhor.
NÃO É UMA CONDENAÇÃO DA SUA PERCEPÇÃO
Isso não significa: “Tudo que vejo está errado e sou incapaz.”
O Curso não propõe culpa.
Propõe treinamento.
Imagine alguém aprendendo um novo idioma.
Reconhecer: “Ainda não compreendo essa língua” não é fracasso.
É o início do aprendizado.
Da mesma maneira: “Ainda não vejo com clareza” pode ser o início de uma nova percepção.
A DETERMINAÇÃO MUDA A JORNADA
Até agora poderíamos praticar as lições quase como observadores.
Hoje o Curso pergunta, implicitamente:
“Você realmente quer ver?”
Essa pergunta muda tudo.
Porque existe diferença entre:
“Seria interessante perceber de outra maneira.”
e
“Estou determinado a aprender uma nova maneira de ver.”
A primeira é curiosidade.
A segunda começa a envolver escolha.
QUERER VER É DIFERENTE DE QUERER ESTAR CERTO
Muitas vezes, quando estamos em conflito, não queremos realmente enxergar melhor.
Queremos:
provar que estamos certos.
Imagine uma discussão.
A mente pensa: “Preciso mostrar que ele está errado.”
Nesse estado, talvez não exista muita abertura para perceber algo novo.
A Lição 20 introduz outra prioridade:
ver.
Não vencer.
Não provar.
Não confirmar uma história antiga.
Ver.
UMA PERGUNTA MUITO IMPORTANTE
Quando estiver diante de um conflito, experimente perguntar:
“Quero realmente ver esta situação ou quero confirmar aquilo que já penso sobre ela?”
A resposta pode revelar muito.
Talvez estejamos procurando:
• provas de rejeição;
• provas de injustiça;
• provas de desrespeito;
• provas de que somos vítimas;
• provas de que a outra pessoa está errada.
Nesse caso, não estamos exatamente buscando visão.
Estamos buscando confirmação.
A MENTE PROCURA AQUILO QUE QUER ENCONTRAR
Se estou determinada a provar: “Ninguém me valoriza”
posso selecionar tudo aquilo que confirma essa crença.
Se estou determinada a provar: “Essa pessoa nunca muda”
qualquer comportamento antigo se torna evidência.
Mas se começo a afirmar:
“Estou determinada a ver”
abro a possibilidade de encontrar algo que minha interpretação anterior não permitia perceber.
A DETERMINAÇÃO NÃO É FORÇA
O Livro de Exercícios faz questão de esclarecer que a nova estrutura da prática não deve ser interpretada como coerção ou pressão.
Isso é importante.
Determinação não significa:
• tensão;
• cobrança;
• obsessão;
• perfeccionismo espiritual.
Significa:
intenção.
Uma decisão repetida com gentileza.
VOCÊ QUER PAZ
A lição parte de uma premissa simples.
Você quer:
• felicidade;
• paz;
• libertação do sofrimento.
Mas o Curso afirma que a mente ainda não está suficientemente treinada para distinguir com clareza aquilo que conduz à paz daquilo que conduz ao medo.
Esse é um ponto profundo.
Muitas vezes buscamos felicidade em coisas que depois produzem sofrimento.
ÀS VEZES CONFUNDIMOS PAZ COM CONTROLE
Pensamos: “Terei paz quando tudo estiver sob controle.”
Então tentamos controlar:
• pessoas;
• respostas;
• circunstâncias;
• futuro.
O resultado pode ser mais ansiedade.
ÀS VEZES CONFUNDIMOS AMOR COM DEPENDÊNCIA
Pensamos: “Se essa pessoa me amar exatamente como quero, estarei segura.”
Então nossa paz fica dependente daquilo que outra pessoa faz.
ÀS VEZES CONFUNDIMOS JUSTIÇA COM ATAQUE
Pensamos: “Só ficarei bem quando essa pessoa sofrer as consequências.”
Então nossa paz depende da punição do outro.
A Lição 20 começa a dizer:
talvez eu ainda não saiba ver claramente aquilo que realmente me traz paz.
A VISÃO COMEÇA COM UMA DECISÃO
O texto traz uma formulação muito forte:
sua decisão de ver é aquilo que a visão requer.
A lição associa a determinação de ver à possibilidade de receber a visão que se busca.
Isso não significa que basta desejar por alguns segundos e todas as percepções mudarão imediatamente.
Significa que:
a mudança começa quando realmente queremos que ela aconteça.
EXISTEM PARTES DA MENTE QUE TALVEZ NÃO QUEIRAM VER
Isso também precisa ser reconhecido.
Podemos dizer: “Quero paz.”
Mas também pensar: “Não quero abrir mão desse ressentimento.”
Podemos dizer: “Quero ver de outra maneira.”
Mas também: “Nesta situação, tenho certeza de que estou certa.”
Podemos desejar cura e, ao mesmo tempo, proteger a história que sustenta a ferida.
A prática começa a revelar essas contradições.
NÃO PRECISAMOS RESOLVER ESSAS CONTRADIÇÕES HOJE
Basta reconhecer: “Existe em mim uma parte que quer ver.”
Talvez ainda exista resistência.
Tudo bem.
Hoje fortalecemos a disposição.
A LIÇÃO 20 INTRODUZ UMA DISCIPLINA MAIOR
Até aqui, os exercícios eram feitos algumas vezes ao dia.
Agora o Curso começa a treinar algo diferente:
lembrança frequente.
A ideia deve acompanhar o estudante durante o dia.
O texto orienta repetir: “Eu estou determinado a ver.”
de maneira lenta e afirmativa, procurando lembrar a ideia aproximadamente a cada meia hora.
POR QUE REPETIR TANTAS VEZES?
Porque a mente esquece rapidamente.
Você pode começar a manhã em paz.
Pouco depois:
• recebe uma mensagem;
• alguém diz alguma coisa;
• surge um problema;
• aparece uma preocupação.
E todo o treinamento parece desaparecer.
A repetição frequente serve para interromper esse automatismo.
A CADA MEIA HORA, UM NOVO COMEÇO
Imagine o exercício assim.
Você está trabalhando.
Lembra: “Eu estou determinado a ver.”
Depois segue o dia.
Mais tarde, está preocupada.
Novamente: “Eu estou determinado a ver.”
Depois surge uma conversa difícil: “Eu estou determinado a ver.”
Cada repetição funciona como um pequeno retorno.
NÃO SE CULPE SE ESQUECER
O próprio texto orienta explicitamente:
não se perturbe se esquecer.
Mas faça um esforço verdadeiro para lembrar.
Essa distinção é preciosa.
Não é: perfeição.
É: disposição.
Se perceber que esqueceu durante horas, simplesmente recomece.
NÃO TRANSFORME O ESQUECIMENTO EM FRACASSO
Talvez você lembre apenas depois de muito tempo.
Não pense: “Estraguei a lição.”
O instante em que lembrou já é uma nova oportunidade.
Diga:
“Eu estou determinado a ver.”
E continue.
UMA NOVA ESTRUTURA DE TREINAMENTO
A partir daqui, começamos a aprender que o treinamento da mente não acontece apenas quando estamos sentados em silêncio.
Ele acontece:
• trabalhando;
• conversando;
• dirigindo;
• esperando;
• resolvendo problemas;
• entrando em conflito.
A vida cotidiana começa a se tornar o próprio campo de prática.
USE A IDEIA QUANDO ALGO PERTURBAR VOCÊ
O texto orienta aplicar repetições adicionais a:
• situações;
• pessoas;
• acontecimentos
que provocarem transtorno.
Esse é um dos aspectos mais práticos da lição.
DIANTE DE UMA PESSOA DIFÍCIL
Em vez de pensar apenas: “Ela está errada.”
experimente:
“Eu estou determinado a ver.”
Isso não exige que você concorde com a pessoa.
Significa apenas: “Não quero que meu julgamento atual seja a única possibilidade.”
DIANTE DE UM PROBLEMA
Talvez algo pareça sem saída.
A mente começa: “Não existe solução.”
Pare.
Repita:
“Eu estou determinado a ver.”
Não significa que uma solução aparecerá magicamente.
Significa que você não quer permanecer presa apenas à percepção atual.
DIANTE DA RAIVA
Quando a raiva surgir: “Eu estou determinado a ver.”
Talvez a mente responda: “Mas eu já vi! Foi injusto!”
Não discuta.
Apenas permita:
“Talvez exista algo que ainda não estou vendo.”
DIANTE DO MEDO
Quando imaginar um futuro difícil: “Eu estou determinado a ver.”
Isso pode significar: “Estou disposta a distinguir aquilo que está acontecendo agora daquilo que meu medo está projetando.”
DIANTE DA CULPA
Quando surgir: “Eu estraguei tudo.”
experimente: “Eu estou determinado a ver.”
Talvez ainda exista algo a reparar.
Talvez seja necessário pedir perdão.
Mas você não precisa transformar um erro em uma definição eterna sobre quem é.
O QUE SIGNIFICA VER UMA PESSOA DE OUTRA MANEIRA?
Pode significar perceber:
• comportamento sem transformar comportamento em identidade;
• erro sem transformar a pessoa no erro;
• limite sem ódio;
• conflito sem condenação absoluta.
A visão não necessariamente muda os fatos.
Pode mudar a interpretação que aprisiona os fatos numa única história.
VER DIFERENTE NÃO SIGNIFICA SER INGÊNUA
Se alguém age de maneira prejudicial:
• reconheça;
• estabeleça limites;
• proteja-se;
• tome decisões.
A determinação de ver não significa ignorar comportamento.
Significa tentar não acrescentar mais sofrimento mental do que a situação exige.
UMA PRÁTICA PARA RELACIONAMENTOS
Escolha alguém sobre quem possui uma imagem muito rígida.
Talvez pense:
“Ele é egoísta.”
“Ela nunca muda.”
“Não posso confiar.”
Hoje não precisa substituir esse pensamento.
Apenas diga:
“Estou determinada a ver esta pessoa.”
E deixe a frase abrir um pequeno espaço.
UMA PRÁTICA PARA SI MESMA
Talvez a pessoa que você mais precise aprender a ver seja você.
Observe pensamentos como:
• “Sou difícil.”
• “Sou fraca.”
• “Nunca termino nada.”
• “Não sou suficiente.”
Então:
“Eu estou determinada a ver.”
Talvez sua história sobre si mesma também não seja visão completa.
O QUE QUERO MAIS: PAZ OU MINHA INTERPRETAÇÃO?
Essa pergunta pode acompanhar a lição.
Quando estiver agarrada a um julgamento, pergunte:
“O que quero preservar agora: minha paz ou minha certeza sobre esta situação?”
Talvez você ainda escolha a certeza.
Mas perceber a escolha já é importante.
ÀS VEZES QUEREMOS ESTAR CERTOS MAIS DO QUE QUEREMOS PAZ
Esse é um dos conflitos mais comuns.
Queremos paz.
Mas também queremos provar:
• quem começou;
• quem errou;
• quem deveria pedir desculpas;
• quem tem razão.
O Curso começará a nos convidar repetidamente a escolher entre defender a percepção antiga e permitir uma visão diferente.
A DETERMINAÇÃO PRECISA SER RENOVADA
Não basta dizer uma vez: “Quero ver.”
A mente retorna rapidamente aos hábitos anteriores.
É por isso que a prática se repete ao longo do dia.
Cada lembrança fortalece uma nova direção.
A PRÁTICA DO DIA
Durante todo o dia, repita lenta e positivamente:
“Eu estou determinado a ver.”
Procure lembrar aproximadamente:
a cada meia hora.
Não precisa fazer uma longa meditação.
É apenas uma lembrança breve e consciente.
QUANDO LEMBRAR, NÃO REPITA MECANICAMENTE
Pare alguns segundos.
Respire.
Diga: “Eu estou determinado a ver.”
Permita que as palavras tenham significado.
Depois continue aquilo que estava fazendo.
SE ESQUECER
Não se critique.
Assim que lembrar:
recomece.
A prática não pede culpa pelo passado.
Pede decisão no presente.
QUANDO ALGO PERTURBAR VOCÊ
Aplique imediatamente: “Eu estou determinado a ver esta situação de outra maneira.”
Mesmo que a formulação específica seja aprofundada na próxima lição, hoje você já pode usar a ideia geral para recordar sua decisão de não permanecer presa à percepção atual.
UM EXERCÍCIO DE TRÊS PASSOS
Quando surgir um conflito:
• PARE
Observe sua reação.
• RECONHEÇA
“Estou vendo isto através da minha percepção atual.”
• DECLARE
“Eu estou determinado a ver.”
Não procure imediatamente outra resposta.
Deixe espaço.
O QUE OBSERVAR HOJE
Perceba em quais situações você:
• quer confirmar uma crença;
• quer provar que está certa;
• não deseja considerar outra interpretação;
• repete mentalmente o mesmo julgamento;
• sente resistência à ideia de olhar novamente.
Esses momentos são especialmente importantes para a prática.
PERGUNTAS PARA OBSERVAR A MENTE
• Eu realmente quero ver esta situação?
• Ou quero confirmar o que já penso?
• Que julgamento estou protegendo?
• Existe alguém que decidi que “já sei quem é”?
• Que história sobre mim mesma considero definitiva?
• Estou disposta a admitir que minha percepção pode estar incompleta?
• O que eu veria se o medo não estivesse decidindo por mim?
• Quero mais a paz ou a confirmação da minha interpretação?
UMA PRÁTICA ANTES DE DORMIR
Ao final do dia, pense nas situações que mais mexeram com você.
Não analise longamente.
Escolha uma.
Diga:
“Eu talvez ainda não veja esta situação claramente.”
Depois:
“Eu estou determinado a ver.”
Deixe a frase repousar.
ESCOLHA DE HOJE
Hoje faço uma escolha simples.
Não afirmo que já sei ver.
Não afirmo que compreendo tudo.
Não afirmo que meus julgamentos desapareceram.
Apenas escolho:
quero ver.
Quero aprender.
Quero permitir uma percepção diferente.
Quero deixar de confundir medo com verdade.
Quero deixar de transformar passado em presente.
Quero permitir que a paz me mostre aquilo que o conflito não consegue mostrar.
ORAÇÃO DE ENTREGA
Espírito Santo,
hoje eu reconheço que ainda não vejo tudo com clareza.
Vejo através das minhas memórias.
Dos meus julgamentos.
Dos meus medos.
Das minhas expectativas.
Das imagens que construí.
Mas hoje existe em mim uma nova decisão:
eu estou determinada a ver.
Quando eu quiser provar que estou certa,
lembra-me dessa decisão.
Quando eu julgar uma pessoa antes de escutá-la,
lembra-me.
Quando o medo escrever o futuro,
lembra-me.
Quando eu olhar para mim mesma através dos meus erros,
lembra-me.
Eu não quero ser forçada.
Quero escolher.
Não quero fingir uma paz que ainda não sinto.
Quero aprender a reconhecê-la.
Não quero usar estas palavras mecanicamente.
Quero permitir que elas se tornem uma direção para minha mente.
Que eu possa lembrar durante o dia:
há outra maneira de ver.
Mesmo quando eu ainda não a conheço,
posso desejá-la.
Mesmo quando houver resistência,
posso escolher novamente.
Espírito Santo,
corrige minha visão.
Mostra-me aquilo que o medo escondeu.
Aquilo que o passado cobriu.
Aquilo que o julgamento distorceu.
Hoje faço apenas esta escolha:
eu estou determinada a ver.
Amém.
FRASE PARA RECORDAR DURANTE O DIA
“Não preciso saber ainda como ver diferente; preciso apenas estar verdadeiramente disposta a ver.”
AO FINAL DO DIA
Reserve alguns minutos.
Pergunte:
• EM QUE MOMENTO HOJE ESQUECI QUE PODIA VER DE OUTRA MANEIRA?
Observe.
• QUAL JULGAMENTO PARECEU ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO?
Nomeie.
• EU QUERIA VER OU QUERIA ESTAR CERTA?
Seja gentil na resposta.
• CONSEGUI LEMBRAR A IDEIA EM ALGUM MOMENTO DE CONFLITO?
Reconheça cada pequeno avanço.
• EXISTE UMA SITUAÇÃO QUE AINDA QUERO ENTREGAR?
Traga-a à mente.
Finalize lentamente: “Eu estou determinada a ver.”
LIÇÃO 20 — ESSÊNCIA
• A Lição 20 introduz uma estrutura mais frequente de treinamento da mente.
• Pela primeira vez, a ênfase passa claramente da simples observação para uma decisão de ver.
• Declarar que estamos determinados a ver implica reconhecer que nossa percepção atual ainda pode ser corrigida.
• Determinação não significa pressão, coerção ou perfeccionismo.
• O exercício deve ser lembrado repetidamente ao longo do dia, procurando retomá-lo aproximadamente a cada meia hora.
• Esquecer não é fracassar; assim que lembrar, simplesmente recomeçamos.
• Pessoas, acontecimentos e situações que provocam transtorno tornam-se oportunidades adicionais para praticar.
• O objetivo não é provar que estamos certos, mas abrir espaço para outra percepção.
Hoje algo muda na jornada.
Já não digo apenas: “Minha mente funciona assim.”
Agora digo:
“Quero aprender a ver.”
Talvez a nova visão ainda não tenha chegado.
Talvez eu ainda não saiba como ela será.
Mas existe uma decisão.
E toda transformação profunda começa exatamente aí: quando a mente deixa de defender apenas aquilo que conhece e finalmente diz, com sinceridade:
Eu estou determinado a ver.
A Lição 20 é a primeira tentativa explícita do Livro de Exercícios de introduzir uma prática mais estruturada. O texto orienta repetir a ideia de maneira lenta e positiva durante todo o dia, procurando recordá-la aproximadamente a cada meia hora, sem se culpar quando esquecer, e utilizá-la também diante de pessoas, situações ou acontecimentos que provoquem transtorno.
