Post 6: Qual é o objetivo de Um Curso em Milagres?

Qual é o objetivo de Um Curso em Milagres: remover os bloqueios à consciência do amor, transformar a percepção e escolher a paz em vez do medo.

Remover os Bloqueios à Consciência do Amor

Depois de conhecer a origem de Um Curso em Milagres — UCEM, compreender quem fala no Curso e descobrir como funcionam o Texto, o Livro de Exercícios e o Manual de Professores, chegamos a uma pergunta essencial:

Qual é, afinal, o objetivo de Um Curso em Milagres?

Seria tornar-nos pessoas melhores?

Ensinar uma nova religião?

Fazer com que nunca mais sintamos medo?

Produzir experiências sobrenaturais?

Ensinar-nos a realizar acontecimentos extraordinários?

A proposta de UCEM segue outra direção.

Uma de suas ideias fundamentais é que o amor não precisa ser criado ou aprendido como algo inexistente em nós.

O trabalho está em reconhecer aquilo que impede nossa consciência de perceber sua presença.

Essa mudança parece pequena.

Mas transforma completamente o caminho espiritual.

O amor não é o problema

Normalmente pensamos: “Preciso aprender a amar mais.”

UCEM desloca a pergunta.

Em vez de começar tentando fabricar amor, podemos perguntar:

O que dentro de mim está impedindo que eu reconheça o amor agora?

Talvez seja:

  • medo;
  • ressentimento;
  • culpa;
  • julgamento;
  • necessidade de controle;
  • mágoa;
  • comparação;
  • desejo de punição;
  • necessidade de estar certo;
  • uma história sobre o passado que não conseguimos abandonar.

O problema, nessa perspectiva, não é a ausência absoluta do amor.

É aquilo que colocamos diante dele.

Imagine o sol atrás das nuvens

Podemos compreender esse princípio através de uma imagem simples.

Imagine um céu completamente encoberto.

As nuvens são tão densas que você não consegue enxergar o sol.

Seria possível concluir: “O sol desapareceu.”

Mas ele continua lá.

As nuvens apenas impedem sua visão.

Na linguagem espiritual de UCEM, fazemos algo semelhante com o amor.

O amor permanece. Mas construímos tantas camadas de:

  • medo;
  • culpa;
  • defesa;
  • ataque;
  • julgamento;
  • separação;
  • que deixamos de reconhecê-lo.

O caminho não precisa fabricar um novo sol.

Precisa permitir que aquilo que encobre nossa visão seja desfeito.

Por isso UCEM é um curso de desfazer

Essa palavra é fundamental: desfazer.

Grande parte do treinamento não consiste simplesmente em acrescentar mais crenças à mente.

Consiste em observar aquilo em que já acreditamos.

E perguntar:

  • Isso é verdadeiro?
  • Isso está produzindo paz?
  • Estou vendo esta situação através do amor ou através do medo?
  • Existe outra maneira de enxergar?

O estudante começa a reconhecer seu próprio sistema mental.

O grande bloqueio: a crença na separação

Dentro da estrutura de UCEM, existe uma ideia que atravessa praticamente todo o ensinamento: a separação.

A mente acredita que está separada.

Separada de Deus.

Separada dos outros.

Separada do amor.

Separada de sua verdadeira identidade.

Quando acreditamos profundamente na separação, o mundo começa a parecer um lugar de ameaça.

Se estamos separados, precisamos nos proteger.

Se precisamos nos proteger, precisamos identificar perigos.

Se existem perigos, precisamos atacar ou defender.

Assim nasce um sistema inteiro.

SEPARAÇÃO → MEDO → DEFESA → ATAQUE → CULPA → MAIS MEDO

Observe o ciclo:

Eu acredito que estou separado.

↓

Sinto medo.

↓

Procuro me defender.

↓

Ataco mentalmente ou externamente.

↓

Surge culpa.

↓

Projeto essa culpa.

↓

Enxergo mais ameaças.

↓

Sinto ainda mais medo.

O ciclo se retroalimenta.

O objetivo do Curso é interromper essa lógica na mente.

O mundo que vemos passa pela nossa percepção

UCEM dedica enorme atenção à percepção porque não experimentamos os acontecimentos de maneira completamente neutra.

Interpretamos.

Duas pessoas podem vivenciar a mesma situação e construir experiências interiores profundamente diferentes.

Por quê?

Porque cada mente traz consigo:

  • memórias;
  • expectativas;
  • crenças;
  • medos;
  • desejos;
  • julgamentos;
  • associações.

Isso não significa negar a existência de acontecimentos externos.

Significa reconhecer que existe uma diferença entre:

o que aconteceu

e

a interpretação que construímos sobre o que aconteceu.

É justamente nessa interpretação que o treinamento de UCEM trabalha intensamente.

O ego quer convencer você de que a causa está sempre fora

Quando perdemos a paz, nossa primeira reação costuma ser:

  • “Foi aquela pessoa.”
  • “Foi aquilo que ela disse.”
  • “Foi o que aconteceu.”
  • “Foi meu relacionamento.”
  • “Foi minha família.”
  • “Foi meu trabalho.”

UCEM convida o estudante a observar algo mais profundo: qual interpretação minha mente está fazendo dessa experiência?

Essa pergunta devolve poder.

Não porque tudo que acontece externamente esteja sob nosso controle.

Não está.

Mas porque podemos trabalhar a maneira como nossa mente responde.

Isso não significa culpar a vítima

Esse ponto precisa ser muito claro.

Um ensinamento sobre percepção nunca deveria ser utilizado para dizer a alguém que sofreu violência, abuso, injustiça ou perda: “Você criou isso porque sua mente estava errada.”

Esse tipo de interpretação pode produzir ainda mais sofrimento.

O trabalho proposto aqui é interior.

A pergunta útil não é: “Como você criou aquilo que aconteceu?”

Mas: “Como podemos impedir que aquilo que aconteceu aprisione sua mente para sempre?”

É uma diferença enorme.

A paz não exige permanecer onde existe violência

Perdão também não significa ausência de limites.

Você pode perdoar e dizer: não.

Pode liberar ressentimento e encerrar uma relação.

Pode escolher paz e procurar justiça.

Pode abandonar a condenação interior e manter distância.

Pode reconhecer a humanidade de alguém sem permitir que essa pessoa continue ferindo você.

Amor não significa passividade.

E paz não significa submissão.

O medo é um grande bloqueio

Entre todos os obstáculos, o medo ocupa posição central.

Medo de perder.

Medo de rejeição.

Medo de fracassar.

Medo de morrer.

Medo de ficar sozinho.

Medo de não possuir dinheiro suficiente.

Medo de não ser amado.

Medo de Deus.

Medo do futuro.

Quando sentimos medo, começamos a construir defesas.

E muitas vezes nossas defesas acabam produzindo exatamente aquilo que temíamos:

  • distância;
  • conflito;
  • solidão;
  • ressentimento.

O Curso não pede que você finja não sentir medo

Esse é outro ponto importante.

Espiritualidade não precisa transformar-se em negação emocional.

Se você sente medo, não precisa repetir: “Não estou com medo.”

O primeiro movimento pode ser simplesmente: “Estou percebendo medo em minha mente.”

Isso já cria uma pequena distância entre você e a reação automática.

Depois: “Talvez eu possa olhar para isso de outra maneira.”

Essa abertura é preciosa.

Outro bloqueio: a culpa

A culpa ocupa enorme espaço no sistema de pensamento analisado por UCEM.

Ela diz: “Eu fiz algo errado, portanto sou indigno.”

Ou: “Você fez algo errado, portanto merece ser condenado.”

Observe que a culpa pode apontar para dentro ou para fora.

Quando aponta para dentro: autopunição.

Quando aponta para fora: condenação.

Em ambos os casos, mantém o passado vivo.

Correção em vez de condenação

Existe uma diferença profunda entre reconhecer um erro e construir uma identidade inteira em torno dele.

Podemos dizer: “Isso que fiz causou sofrimento. Preciso assumir responsabilidade, reparar o que for possível e aprender.”

Isso é diferente de: “Sou irremediavelmente mau e preciso sofrer.”

A primeira postura permite transformação.

A segunda perpetua culpa.

O caminho de correção não elimina responsabilidade.

Ele torna a responsabilidade útil.

O julgamento também bloqueia nossa visão

Julgamos constantemente.

Bonito.

Feio.

Bom.

Ruim.

Certo.

Errado.

Superior.

Inferior.

Confiável.

Perigoso.

Algum discernimento é necessário para viver.

Mas existe diferença entre discernimento e condenação.

Discernir pode dizer: “Esse comportamento não é saudável para mim.”

Condenar diz: “Essa pessoa inteira é aquilo que fez.”

UCEM procura desfazer essa identificação absoluta.

Você não precisa negar o erro para enxergar além dele

Esse é um dos pontos mais delicados do perdão.

Imagine alguém que cometeu um erro contra você.

Perdoar não exige dizer: “Nada aconteceu.”

Pode significar: “Aquilo aconteceu, mas não quero construir minha identidade e a identidade dessa pessoa eternamente em torno daquele acontecimento.”

O passado não precisa governar cada instante futuro.

Essa libertação começa dentro da mente.

O objetivo não é controlar o mundo

Muitas pessoas chegam à espiritualidade procurando uma maneira de controlar acontecimentos.

Como atrair exatamente aquilo que desejo?

Como impedir tudo que não desejo?

Como fazer o universo obedecer à minha vontade?

UCEM desloca profundamente essa busca.

O verdadeiro milagre não é necessariamente: “O mundo finalmente fez o que meu ego queria.”

É: “Minha percepção foi transformada.”

Isso é muito mais radical.

Milagre não é controle

Imagine que você esteja diante de um conflito.

A lógica habitual pode dizer: “O milagre seria essa pessoa mudar.”

Mas o treinamento pode revelar: “O milagre começa quando eu permito que minha maneira de enxergá-la seja corrigida.”

Talvez a pessoa mude. Talvez não. Mas sua paz deixa de depender completamente do controle sobre ela.

Esse é um tipo profundo de liberdade.

O objetivo é paz?

Sim, mas precisamos compreender que tipo de paz.

Não é apenas relaxamento.

Nem ausência temporária de problemas.

A paz de UCEM está ligada à correção da percepção.

É aquela paz que começa a surgir quando deixamos de interpretar tudo através do sistema de medo.

Por isso, paz e perdão estão profundamente ligados.

O perdão remove bloqueios

Se o amor já está presente, o perdão possui uma função extraordinária.

Ele começa a remover aquilo que impede nossa consciência de reconhecê-lo.

Quando perdoo, não estou oferecendo um presente de superioridade ao outro.

Estou libertando minha própria mente de uma história que exigia repetição permanente.

Isso não significa apagar a memória.

Significa mudar a função da memória.

Ela deixa de ser uma arma.

Pode tornar-se aprendizado.

O relacionamento torna visíveis os bloqueios

É muito fácil acreditar que alcançamos paz quando estamos sozinhos em silêncio.

Então aparece alguém.

Essa pessoa:

  • nos interrompe;
  • nos critica;
  • não corresponde às expectativas;
  • nos rejeita;
  • discorda;
  • esquece algo importante;
  • toca em uma antiga ferida.

E imediatamente surge tudo aquilo que estava escondido.

Por isso os relacionamentos são tão importantes no Curso.

Eles revelam.

A pessoa que perturba sua paz pode revelar sua sala de aula

Isso não significa que você precise permanecer próximo de todas as pessoas.

Significa apenas que sua reação pode revelar algo sobre sua mente.

Talvez exista:

  • necessidade de aprovação;
  • medo de abandono;
  • desejo de controle;
  • ressentimento antigo;
  • necessidade de estar certo.

Quando isso aparece, temos uma oportunidade.

Não para nos culpar.

Para olhar.

O objetivo é aprender a escolher novamente

Talvez possamos resumir grande parte do treinamento através dessa expressão: escolher outra vez.

Você escolheu julgamento.

Percebeu.

Escolha novamente.

Escolheu ataque.

Percebeu.

Escolha novamente.

Escolheu culpa.

Percebeu.

Escolha novamente.

Escolheu medo.

Percebeu.

Escolha novamente.

Isso transforma o caminho espiritual.

Porque não precisamos esperar tornar-nos perfeitos para começar.

A consciência vem antes da mudança

Primeiro percebo: “Perdi minha paz.”

Depois observo: “Estou julgando.”

Então reconheço: “Estou vendo através do medo.”

E finalmente ofereço: “Estou disposto a ver de outra maneira.”

Esse pequeno intervalo entre reação e escolha é precioso.

É nele que uma nova percepção pode surgir.

A meta não é tornar-se espiritualmente perfeito

Existe uma armadilha em transformar UCEM em um projeto de perfeição pessoal.

“Preciso nunca sentir raiva.”

“Preciso nunca julgar.”

“Preciso perdoar imediatamente.”

“Preciso estar sempre em paz.”

Isso pode criar outra forma de culpa.

O treinamento não precisa ser utilizado dessa maneira.

Quando perceber que perdeu a paz, isso não significa necessariamente fracasso.

Pode significar que você encontrou justamente o lugar onde existe algo para ser visto.

O obstáculo revelado pode tornar-se o caminho

Talvez você descubra: “Ainda tenho muito medo de rejeição.”

Ótimo.

Agora pode olhar.

“Ainda sinto raiva daquela pessoa.”

Agora existe algo concreto para trabalhar.

“Ainda quero provar que estou certo.”

Agora o mecanismo tornou-se visível.

Aquilo que estava inconsciente começa a entrar na consciência.

E aquilo que pode ser visto pode começar a ser entregue à correção.

Espírito Santo: reinterpretar em vez de condenar

Dentro da linguagem de UCEM, o Espírito Santo representa a alternativa ao sistema do ego.

Podemos imaginar uma oração interior muito simples:

“Espírito Santo, estou vendo esta situação através do medo. Mostra-me outra maneira.”

Não precisamos determinar qual será a resposta.

A boa vontade está justamente em admitir:

“Minha interpretação talvez não seja a única possível.”

O que acontece quando os bloqueios começam a cair?

Não necessariamente veremos luzes extraordinárias.

Talvez aconteça algo muito mais simples.

Você percebe que aquela lembrança já não possui o mesmo poder.

Uma pessoa que provocava raiva começa a despertar compaixão.

Você consegue dizer não sem ódio.

Consegue admitir um erro sem destruir a si mesmo.

Consegue discordar sem atacar.

Consegue perder alguma coisa sem acreditar que perdeu a própria identidade.

Consegue permanecer em silêncio onde antes precisava vencer.

Esses podem ser profundos milagres de percepção.

O caminho volta para dentro

Essa talvez seja uma das grandes mudanças propostas pelo Curso.

Quando algo nos perturba, nossa atenção normalmente corre para fora: “Quem precisa mudar?”

UCEM nos convida a perguntar: “O que precisa ser visto de outra maneira em minha própria mente?”

Isso não elimina ações externas.

Às vezes precisamos conversar.

Tomar decisões.

Encerrar situações.

Procurar ajuda.

Estabelecer limites.

Mas podemos agir depois de observar a mente.

E uma ação nascida da clareza pode ser muito diferente de uma ação nascida do ataque.

Um exercício para hoje: encontre um bloqueio

Pense em uma pessoa diante da qual você perdeu sua paz recentemente.

Não escolha necessariamente o maior trauma de sua vida.

Comece com algo administrável.

Talvez:

  • uma discussão;
  • uma crítica;
  • uma mensagem não respondida;
  • uma decepção;
  • uma pequena mágoa.

Feche os olhos por alguns instantes.

Observe a situação.

Agora pergunte: O que estou exigindo que aconteça para que eu possa ter paz?

Depois: Que julgamento estou mantendo?

E: O que tenho medo de perder?

Não corrija nada ainda.

Apenas veja.

Agora ofereça uma pequena boa vontade

Diga interiormente: “Não sei ainda como enxergar isso com amor.”

Depois: “Mas estou disposto a aprender.”

E finalmente: “Espírito Santo, remove em mim aquilo que impede minha consciência de reconhecer o amor nesta situação.”

Permaneça em silêncio.

Não force uma resposta.

Não tente sentir algo extraordinário.

Apenas ofereça espaço.

Oração — Remove os Bloqueios ao Amor

Jesus,

eu não quero apenas falar sobre o amor.

Quero reconhecer onde ainda o escondo de mim mesmo.

Mostra-me os lugares onde escolhi medo.

Mostra-me os ressentimentos que ainda protejo.

Mostra-me os julgamentos aos quais ainda dou razão.

Mostra-me as culpas que ainda utilizo para punir a mim e aos meus irmãos.

Não para que eu me condene,

mas para que eu possa entregá-los.

Espírito Santo,

entra em cada lugar da minha percepção
onde ainda acredito na separação.

Onde houver medo,

ensina-me a não atacar.

Onde houver culpa,

ensina-me a escolher correção.

Onde houver ressentimento,

abre espaço para o perdão.

Onde houver necessidade de controle,

ensina-me confiança.

Onde houver julgamento,

ensina-me a olhar novamente.

Que eu não utilize espiritualidade para esconder minhas feridas.

Que eu tenha coragem para vê-las.

E humildade para permitir que sejam transformadas.

Jesus,

quando eu esquecer o amor,

recorda-me de que ele não desapareceu.

Quando as nuvens cobrirem meu céu,

recorda-me de que o sol continua presente.

Quando eu perder minha paz,

ensina-me a voltar.

Quando eu escolher medo,

ensina-me a escolher outra vez.

Remove aquilo que coloquei diante do Amor.

Até que eu possa reconhecer,

cada vez mais profundamente,

aquilo que sempre esteve presente.

Amém.

O objetivo não é encontrar algo distante

Talvez essa seja uma das ideias mais transformadoras de Um Curso em Milagres.

O caminho não consiste apenas em procurar fora aquilo que acreditamos não possuir.

Existe também um movimento de remoção.

Remover medo.

Remover culpa.

Remover julgamento.

Remover projeções.

Remover as defesas que impedem uma nova percepção.

Não porque precisamos tornar-nos vazios.

Mas porque, quando aquilo que bloqueia nossa visão começa a cair, podemos reconhecer o que estava encoberto.

O amor não precisa ser conquistado como prêmio espiritual.

Precisamos aprender a reconhecer aquilo que nos impede de percebê-lo.

E talvez um milagre comece exatamente nesse instante: quando, diante do medo, a mente finalmente admite:

“Existe outra maneira de ver.”

Continue a série Um Curso em Milagres no Online Cristo

No próximo estudo:

O que é o Ego segundo Um Curso em Milagres?

Vamos aprofundar um dos conceitos mais importantes e também mais mal compreendidos de UCEM.

Veremos por que o ego não significa simplesmente vaidade ou arrogância, como nasce o sistema de pensamento da separação, por que ele se alimenta de medo, culpa, comparação, ataque e defesa — e como começar a reconhecê-lo sem transformar o próprio ego em um novo inimigo.